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Os diferentes actores da cadeia de valor do caju consideram que a indústria nacional do sector está à beira do colapso com baixa na produção e qualidade da castanha. Os intervenientes do sector procuram junto do governo acções práticas que promovam a melhoria no fornecimento da matéria-prima em qualidade e quantidades para às indústrias de processamento.

Moçambique já forneceu grandes quantidades da castanha de caju, tendo a província de Nampula como a maior produtora. Este senário tem estado a mudar nos últimos tempos com a queda de 100 mil, para menos de trinta mil toneladas de processamento atualmente.

Os dados são preocupantes e o grito de socorro vem dos processadores, produtores e prestadores de serviços. Os diferentes actores da cadeia de valor do caju juntaram-se na mesma sala, para desenhar acções que promovam a melhoria no fornecimento da matéria-prima em qualidade e quantidade para as indústrias.

O governo reconhece existirem problemas no sector do caju, mas tranquiliza assegurando que nem tudo está perdido. O encontro organizado pela Associação dos industriais do caju, realizado em Nampula durou um dia.

 

O surto do novo coronavírus e queda de preços do petróleo no mercado internacional deixam em alerta o desenvolvimento dos projectos de gás da Bacia do Rovuma, norte de Moçambique.

O Instituto Nacional de Petróleo apresentou, hoje, em Maputo, o ponto de situação do desenvolvimento dos três projectos de produção de Gás Natural Liquefeito nas Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, cujos investimentos ascendem os 60 mil milhões de dólares.

Apesar dos avanços que se registam, o regulador do sector de hidrocarbonetos aponta alguns choques externos que podem influenciar negativamente o cronograma dos investimentos.

Enquanto se receia pelos impactos negativos do coronavírus e queda de preços de petróleo no mercado, as empresas moçambicanas já facturam com a prestação de serviços às petrolíferas activas na Bacia do Rovuma, segundo Carlos Zacarias, PCA/Instituto Nacional de Petróleos.

Refira-se, que o início de produção do primeiro projecto de Gás Natural Liquefeito está previsto para 2023. Trata-se, do Coral Sul, liderado pela italiana Eni, num investimento de cerca de oito mil milhões de dólares.

 

 

Importadores informais de mercadoria diversas a partir da África do Sul, vulgarmente tratados por “Mukheristas”, receiam que a pandemia Coronavírus afecte o negócio e propicie a subida de preços.

Desde que ficou a saber que há casos confirmados do COVID-19 na África do Sul, os comerciantes nacionais têm receio de entrar naquele país. Por isso, o presidente da Associação Mukhero diz que a eclosão do Coronavírus na África do Sul constitui uma ameaça e pode  propiciar o agravamento de preços no país.

E com a China literalmente fechada, os moçambicanos que dependem daquele país para fazer negócio já estão a assumir prejuízos. Alguns empresários, inclusive, têm contentores carregados de mercadorias retidos desde janeiro na China.

 

 

 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, em termos gerais, os preços de bens e serviços aumentaram 3.55 por cento no mês passado, em relação a Fevereiro de 2019.

“Comparativamente a igual período de 2019, o país registou uma subida de preços na ordem de 3,55 por cento. As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas, bem como de saúde foram em termos homólogos as que tiveram maior variação de preços com 7,88 por cento e 6,72 por cento, respectivamente”, lê-se no relatório sobre o índice de Preços no Consumidor do Instituto Nacional de Estatística.

Em relação ao mês passado, o aumento de preços foi inferior, isto é, de 0.36 por cento.
“Tendo como referência os dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula ao longo do mês de Fevereiro do ano em curso, o país registou, face ao mês de Janeiro, uma inflação na ordem de 0,36 por cento. A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a de maior destaque, ao contribuir no total da inflação mensal com cerca de 0,23 pontos percentuais positivos”, avança o Instituto Nacional de Estatística.

Em termos específicos de produtos, o destaque vai para a subida do amendoim na ordem de 8,4 por cento, aumento do preço do óleo alimentar em 4,4 por cento e da couve em 10,2 por cento.

Ficaram mais caros ainda os transportes ferroviários de passageiros, que viram o seu preço se agravar em 12,5 por cento, as refeições completas em restaurantes viram o seu custo subir em 0,7 por cento, o feijão manteiga ficou 5,2 por cento mais caro e do tomate agravou-se em 1,7 por cento.

Contudo, alguns produtos, como por exemplo, o peixe, os ovos frescos de galinha e detergente em pó, registaram queda.

Dubai vai realizar a partir de Outubro deste ano a maior exposição económica do mundo, com previsão de participação de 192 países. Trata-se de um evento que vai durar seis meses, e haverá um dia dedicado exclusivamente a Moçambique.

Dubai é uma das cidades mais importantes dos Emirados Árabes Unidos e um dos principais centros de negócios do mundo.
De Outubro de 2020 a Abril de 2021, Dubai vai ser palco da maior exposição económica, que vai contar com a presença de 192 países, dos quais, Moçambique.

“Eu penso que o nosso potencial turístico em Moçambique é muito forte. Promover o turismo e a agricultura vale a pena”, salientou Abdulla Momade, representante da Câmara de Comércio e Indústria daquele Emirado em Moçambique.

Moçambique tem a castanha de caju como uma das bandeiras do sector agrícola, estando neste momento a produzir perto de 140 mil toneladas por ano, e Nampula é a província que mais contribui com esta cultura de rendimento. Mas do potencial à prática, existem problemas que não ajudam o país a ser um dos grandes.

“Há uma versão de que vamos industrializar e outra vontade escondida e muito forte de se exportar em bruto, oficialmente e clandestinamente, que leva a um caos”, disse Yunuss Gafar, membro do Conselho Empresarial Provincial de Nampula.

Dubai abre as portas para o mundo de negócios, numa altura em que oficialmente não existem trocas comerciais entre Moçambique e Dubai.

A aprovação pelo Conselho de Ministros do novo regulamento que estabelece sanções para os servidores públicos que não apresentam a declaração de bens/património ou que o fazem tardiamente, representa uma “duplicação desnecessária”.

O Centro de Integridade Pública (CIP) questiona a aprovação pelo Conselho de Ministros, na semana passada, do novo regulamento que estabelece sanções para os servidores públicos que não apresentam a declaração de bens/património ou que o fazem tardiamente.

Para o CIP, o novo regulamento representa uma “duplicação desnecessária” e demonstra uma “falta de estratégia” do Governo em tornar efectivo o mecanismo da declaração de bens.

“Se atendermos que a Lei de Probidade Pública – LPP, já prevê um conjunto de penalizações para as situações referidas, mas que desde que foi aprovada em 2012, nunca foram aplicadas, pelo menos que seja de conhecimento público, estando a LPP em vigor”, escrevem os pesquisadores do CIP.
O que se deve questionar, segundo esta organização, é se faz sentido uma lei ser produzida, aprovada, publicada e entrar em vigor e a entidade que a deve aplicar efectivamente, no caso a Procuradoria Geral da República (PGR), continuar passados muitos anos a se queixar da falta de condições para a aplicar.
A PGR não possui mecanismos eficazes para, de per si, fazer o escrutínio das declarações de património de todos os servidores públicos obrigados por lei a fazer a sua apresentação, pelo que, necessita de alargar o processo para toda a sociedade. Ou seja, não existe uma justificação objectiva para a existência de restrições à consulta pública das declarações de bens ou patrimoniais, o que levanta questionamentos relativos à falta de transparência neste processo e sobre a sua desnecessidade nos moldes em que o mesmo acontece.
Há que referir que nos últimos anos, Moçambique tem sido considerado como um dos países mais corruptos do mundo, conforme o Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional1.
“O Governo demonstra ao aprovar o regulamento sancionatório em causa (o que é uma duplicação desnecessária) é uma falta completa de estratégia para tornar o mecanismo da declaração de património mais efectivo, no que se refere ao combate à corrupção”, conclui o CIP.

 

 

Os preços de alguns produtos alimentares dispararam no mercado grossista do Zimpeto. Os vendedores apontam a desvalorização do Metical e escassez de mercadorias na vizinha África do Sul.

Em apenas duas semanas, os principais produtos alimentares inflacionaram no Mercado Grossista do Zimpeto, na cidade de Maputo.

Ao que a reportagem da Stv apurou no local, a cebola importada da vizinha África do Sul, por exemplo, que era vendida a 200 meticais o saco de 10 quilogramas passou a custar 300 meticais.

A tendência do agravamento de preços estende-se a produtos como batata, repolho, cenoura, alho e pimenta. Há quem associa este fenómeno ao surto do novo Coronavírus, cujo primeiro caso na chamada terra do Rand foi reportado na passada quinta-feira.

Entretanto, o tomate, igualmente importado da África do Sul, experimenta uma ligeira descida do preço. Na semana passada, o mesmo produto custava mil meticais a caixa, tendo recuado para 700 meticais.

Numa altura em que o país desdobra-se para o processo de recuperação económica cabe as Micro, Pequenas e Médias Empresas responderem ao desafio da diversificação da economia nacional.

O projecto Super Mentores, um programa de desenvolvimento do empreendedorismo, concebido pela CDBRAND, em parceria, com o Instituto para Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) mais uma vez volta a assegurar o seu apoio aos empreendedores de modo a que estes cresçam profissionalmente em proporção das oportunidades oferecidos no país.

Esta quinta-feira, na activação do Super Mentores Edição II, Hassan Dassat avançou que para 2020 os critérios de selecção dos melhores empreendedores será “mais apertado” pelo que recomenda aos empreendedores interessados a legalizarem minimamente as suas empresas e ou ideias de negócios.

“Esta segunda edição está focada a aceleração das ideias de negócios dos empreendedores, pelo que a legalização destes é determinante para o alcance dos objectivos desejados que passam pela facilitação do contacto dos empreendedores com outros grandes empresários e investidores,” disse Dassat.

O Banco Comercial e de Investimentos, BCI principal patrocinador do Super Mentores avança que “as empresas locais precisam estar em altura de explorar as oportunidades decorrentes dos grandes projectos, pelo que os empreendedores devem ganhar consciência da importância do processo da sun certificação”, Heisler David – BCI.

E porque esta iniciativa visa fundamentalmente desenvolver o ecossistema empresarial local, em particular, Nuno Quelhas – Super Mentor afirma que para 2020 não vai interessar receber ou selecionar quantidades de projectos mas sim, a qualidade como primeiro passo para revolucionar o empreendedorismo moçambicano.

De recordar que este programa em 2019 teve como finalidade assegurar a facilitação ao financiamento e investimento, sendo que para tal, os 15 negócios tiveram que trabalhar para conseguirem estar devidamente legalizados e estruturados, com um plano de negócios e contabilidade organizada.

Os piratas informáticos têm vindo a ganhar terreno, num mundo cada vez mais digitalizado.
O Banco de Moçambique reuniu-se esta sexta-feira, em Maputo, com as instituições financeiras para avaliar o impacto do crime cibernético na banca.

Sem, no entanto, avançar com os tipos e/ou casos mais frequentes de ataques cibernéticos que se registam no sistema financeiro nacional, o governador do Banco Central deixou algumas recomendações para os gestores da banca comercial.

“É preciso uma actuação conjunta entre as instituições financeiras activas no mercado moçambicano. Aprimorar o quadro regulatório”, apontou Rogério Zandamela.
No entendimento do regulador do sistema financeiro nacional, a melhor defesa passa pela existência de uma regulação que assegure a resiliência cibernética.

Estudos apontam que o crime cibernético é o décimo maior risco mundial para a banca.

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