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O País – A verdade como notícia

Nada acontece por acaso. À passagem da jornada 23, a realidade do Moçambola ZAP aponta, cada vez mais, para ventos fortes do Norte. Chiquinho Conde, a cada ronda, consolida com a sua União Desportiva, que se ainda não encomendou as faixas, é porque não pretende embarcar nos triunfalismos da edição passada e que acabaram “desviando” para o Ferroviário da Beira, um título que já “cantava de galo” no Songo.

É claro que com 21 pontos ainda em disputa nas sete jornadas que faltam, tudo pode acontecer. Porém, face ao calendário em que os jogos difíceis se vão realizar no Songo e em que há 7 pontos de avanço sobre o segundo, o favoritismo aponta para um líder que a cada jornada vai ficando mais isolado e dependente de uma capacidade de resposta com claros sinais de consolidação.

Salta à vista que as “chicotadas” no Songo e na Liga Desportiva estão a trazer resultados, colocando à distância a eventualidade da despromoção. Semedo, com o seu Chibuto, apesar da suada vitória frente ao condenado Macuácua, até pode “piscar o olho” à liderança no final da prova, uma vez que sonhar, não paga imposto.

Contas complicadas estão na cauda da tabela, com as dúvidas sobre quem acompanhará o Macuácua na despromoção. É que apesar de a UP de Lichinga, 22 pontos, Chingale, 23 e 1.o de Maio, 25, serem os mais próximos, nas jornadas que faltam, podem acontecer surpresas para os clubes imediatamente a seguir.

 

COSTA DO SOL NO FIO DA NAVALHA

Na jornada que se segue, um Maxaquene-Costa do Sol coloca os “canarinhos” no fio da navalha. O espaço para falhas está reduzido a zero e só a vitória poderá manter as esperanças ao título. Mas do outro lado, os “maxacas” também não têm grande margem de manobra, uma vez que o antes impensável espectro da descida, poderá ganhar novo ímpeto em face de uma derrota, uma vez que a UP joga em casa e 1.o de Maio, em crescendo, pode surpreender o actual campeão nacional.

A deslocação do Chibuto a Nacala e o jogo entre os aflitos (por onde andam os seus pergaminhos?) Ferroviários de Maputo e o de Nampula na Machava, será repleto de curiosidade. Tal como o ENH-Textáfrica esta última em crescendo.

Efectivamente, a fase de indicações face às projecções dos clubes no início da temporada, está a dar lugar à consolidação de posicionamentos. E é neste terço final da prova que, sem dúvida, vai animar!.

Na tarde de sábado, os orientados por Lucas Barrarijo voltaram a pecar pela falta de harmonia e inspiração no seu jogo, enquanto que a Liga Desportiva mostrou-se tacticamente disciplinada, preenchendo todos os espaços de jogo, anulando, deste modo, os pensadores do jogo “locomotiva”. Reconfirmou-se a queda de forma de Timbe e Diogo, com este ultimo a embrulhar-se com os adversários em jogadas que poderiam ter produzido outra história. 
No ataque, o velho capitão Luís e o batalhador Chijioke estiveram desamparados. Mas a culpa foi do mister Akil da Liga Desportiva de Maputo, que apostou no 4x2x3x1 e assumiu o risco ao estrear o jovem central Licuco, relegando ao banco Francisco (que esta de malas aviadas ao Marítimo B de Portugal). O treinador mostrou arrojo e ousadia, sobretudo tratando-se de uma partida com um adversário daquela qualidade.
Dois minutos foram suficientes para a sua equipa arrumar o jogo e garantir os três pontos. Momed Hagy, o capitão, mais uma vez foi crucial ao não dar chances a Simplex que teve muitas culpas no lance do golo, ao fazer uma abordagem errada ao lance. Depois disso, esperava-se um Ferroviário ferido no orgulho, e que acorda-se para o jogo. Qual nada! A Liga Desportiva controlou as incidências e ate beneficiou de outras oportunidades, obrigando a que os “locomotivas” apenas esporadicamente chegassem a baliza de Milagre, nas poucas jogadas que quase não levavam perigo. Assim, chegou-se ao intervalo.
No regresso, varias mexidas de lado a lado. Lucas Barrarijo apostou num ataque mais rápido e tecnicista com as entradas de Tico, Gito e Paulana. Ai, a Liga sentiu dificuldades e baixou as suas linhas de jogo. O Ferroviário decide largar o seu clássico sistema de jogo 4x4x2 e aposta no 3x4x3. A estratégia quase resultou, porem Akil Marcelino não dormiu na sombra e também mexeu na equipa lançando um ponta de lança fixo, Sonito e o veloz e tecnicista Infren, para além de Francisco para o meio campo, dificultando as saídas do Ferroviário para o ataque. Nas bancadas pedia-se mais aos “locomotivas” tão inconstantes na presente edição do Moçambola Zap. Os adeptos gritaram, insurgiram-se contra a equipa técnica e vandalizaram parte da vedação do campo da Liga, tendo sido necessária a intervenção das forcas de segurança destacadas ao campo. Dentro do relvado, o tempo corria e as dificuldades mantinham-se para chegar ao golo do empate. O jogo terminaria com o magro um a zero a favor da Liga Desportiva de Maputo, o suficiente para dar um salto qualitativo na tabela classificativa.

Os Estados Unidos da América têm sido palco de desenvolvimento de talentos do basquetebol feminino do nosso país. E desta vez o mérito vai para Clitan Ivandra Portugal de Sousa, ou simplesmente Clitan de Sousa, que devido às brilhantes actuações ao nível de competições intercolegiais, foi recrutada para a divisão I da NCAA de Basquetebol, ou seja, a maior e mais importante competição de basquetebol universitário nos EUA.
Movida por uma bolsa para continuar os estudos, Clitan entra para o mundo do basquete aos 11 anos de idade, pela A Politécnica, equipa a que pertenceu ate princípios de 2015, altura em que recebeu uma proposta dos Estados Unidos para jogar e continuar os estudos naquele país. 
Antes de rumar para os EUA, aos 14 anos, De Sousa fez parte do plantel nacional de Sub-16, onde foi destacada como atleta revelação, no Afrobasket de 2012. Em 2014, foi membro e capitã da selecção de Sub-18, que conquistou a medalha de bronze, no Egipto. 
Nem uma lesão contraída na sua segunda temporada como atleta nos EUA, foi capaz de parar a talentosa moçambicana que fez parte das All Stars dos EUA, no ano passado.
Das três atletas convidadas a fazerem parte do basquetebol norte-americano em 2015, Clitan foi a única a receber o convite para a Divisão I da NCAA.
Boa capacidade de recuperação de bola, agilidade e rapidez, determinaram para que não passasse despercebida aos olhos dos seleccionadores americanos. 
A atleta talentosa confessa não ser fácil se destacar nas quadras norte americanas, porque o nível competitivo naquele país é bastante elevado, daí que enfrenta muitos desafios.   
O esforço empreendido para brilhar em campo não faz com que Clitan perca de vista o objectivo de se formar. Pelo contrário, para a basquetebolista é preciso unir o útil ao agradável. 

A Federação Espanhola de Futebol (RFEF) anunciou, em comunicado, que Cristiano Ronaldo irá enfrentar uma suspensão de cinco jogos pela expulsão e respectiva reacção no encontro com o Barcelona, ontem, relativo à primeira mão da Supertaça, avança o Notícias ao Minuto.

A RFEF organismo refere que o avançado do Real Madrid é castigado por um jogo devido à “dupla admoestação arbitral e conseguinte expulsão”, e por outros quatro jogos por “empurrar o árbitro de forma levemente violenta”.

Além disso, Cristiano Ronaldo terá de pagar uma multa total de 3805 euros: 3005 euros por empurrar o árbitro, e os restantes 800 por ter recebido dois cartões amarelos e consecutivo vermelho no encontro de ontem

Quanto ao Real Madrid, terá de pagar 1750 euros, dos quais 350 correspondem à expulsão do avançado português, e os restantes 1400 euros pela acção para com o juiz de jogo.

A nota termina informando que o Real Madrid tem, a partir de hoje, “um prazo máximo de dez dias úteis” para apresentar o recurso à decisão.

O Governo premiou as selecções nacionais que conquistaram medalhas em competições internacionais, em 2016. Foram ao todo 40 atletas, treinadores e coordenadores que dividiram entre si 7.540.000mt.
Canoagem, judo, basquetebol feminino, atletismo adaptado e vela, são as modalidades que viram seus atletas receberem o reconhecimento do Governo pelas conquistas em campeonatos africanos e mundiais, bem como nos jogos paralímpicos.
Em cerimónia realizada hoje, no Estádio Nacional de Zimpeto, os atletas agradeceram o gesto do Governo e o esforço em premiá-los, numa altura em que o país encontra-se mergulhado numa crise financeira.
O Fundo de Promoção Desportiva, por seu turno, agradeceu a paciência dos atletas, depois de várias promessas não cumpridas para a premiação dos mesmos.
O Ministro da Juventude e Desportos congratulou os esforços dos atletas que elevaram bem alto a bandeira do país e pediu que continuem a trabalhar para engrandecer o país.
Em 2016, outras modalidades conquistaram medalhas em provas internacionais, casos do Salto à corda, futsal e tang só doo, que não foram premiadas. Nkutumula diz que as mesmas não fazem parte do regulamento de premiação, mas garante que vão ser reconhecidos.
A premiação desportiva abrange apenas modalidades olímpicas e paralímpicas.

Foi apresentado no início do ano, com objectivos claros de conquistar o título que fugiu nas vitrinas do Ferroviário de Maputo ano passado, depois da conquista do Moçambola em 2015.

Aliás, no dia da sua apresentação, perante sócios, adeptos e simpatizantes do Ferroviário de Maputo, Lucas Barrarrijo prometeu mais trabalho e menos protagonismo.

Ao cabo de 23 jornadas, onde teve um saldo de nove vitórias, igual número de derrotas e cinco empates, somando apenas 32 pontos em 69 possíveis, Barrarrijo deixa o Ferroviário de Maputo na 7ª posição, a 17 pontos da líder União Desportiva de Songo, que soma 49 pontos.

Em Comunicado de Imprensa, o Clube Ferroviário de Maputo informa que a sua “Equipa Técnica de Futebol Sénior, Principal, composta por Lucas Barrarrijo, Técnico Principal e seus Adjuntos, Carlos Baúte e Samuel Chichava cessam funções” a partir desta segunda-feira, devendo ser substituídos “interinamente por Carlos Manuel (Caló) – Treinador Principal, coadjuvado por Cláudio Chilengue e José Rodrigo – Treinador de Guarda-Redes”, até ao final da presente época futebolística.

 

 

No derby da 23ª jornada, a Liga Desportiva recebeu e venceu ao Ferroviário de Maputo por uma bola sem resposta, repetindo a proeza alcançada na primeira volta no reduto dos “locomotivas”.

Na tarde de sábado, os orientados por Lucas Barrarijo voltaram a pecar pela falta de harmonia e inspiração no seu jogo, enquanto que a Liga Desportiva, mostrou-se tacticamente disciplinada, preenchendo todos os espaços de jogo anulando os pensadores do jogo locomotiva.

Reconfirmou-se a queda de forma de Timbe e Diogo, com este último a embrulhar-se com os adversários em jogadas que poderiam ter produzido outra história.

No ataque, o velho capitão Luís e o batalhador Chijioke, estiveram desamparados. Mas a culpa foi do mister Akil da Liga Desportiva de Maputo, que apostou no 4x2x3x1 e assumiu o risco ao estrear o jovem central Licuco, relegando ao banco Francisco (que está de malas aviadas ao Marítimo B de Portugal). O treinador mostrou arrojo e ousadia, sobretudo tratando-se de uma partida com um adversário daquela qualidade.

Dois minutos foram suficientes para a sua equipa arrumar o jogo e garantir os três pontos. Momed Hagy, o capitão, mais uma vez foi crucial ao não dar chances a Simplex que teve muitas culpas no lance do golo ao fazer uma abordagem errada ao lance.

Depois disso esperava-se um Ferroviário ferido no orgulho, e que acordasse para o jogo. Qual nada! A Liga Desportiva controlou as incidências e até beneficiou de outras oportunidades, obrigando a que os “locomotivas” apenas esporadicamente chegassem à baliza de Milagre, nas poucas jogadas que quase não levavam perigo. Assim chegou-se ao intervalo.

No regresso, várias mexidas de lado-a-lado. Lucas Barrarijo apostou num ataque mais rápido e tecnicista com as entradas de Tico, Gito e Paulana. Aí a Liga sentiu dificuldades e baixou as suas linhas de jogo.

O Ferroviário decide largar o seu clássico sistema de jogo 4x4x2 e aposta no 3x4x3. A estratégia quase resultou, porém Akil Marcelino não dormiu na sombra e também mexeu na equipa lançando um ponta-de-lança fixo, Sonito e o veloz e tecnicista Infren, para além de Francisco para o meio campo, dificultando as saídas do Ferroviário para o ataque.

Nas bancadas pedia-se mais aos “locomotivas” tão inconstantes na presente edição do Moçambola Zap.

Os adeptos gritaram, insurgiram-se contra a equipa técnica e vandalizaram parte da vedação do campo da Liga, tendo sido necessária a intervenção das forças de segurança destacadas ao campo.

Dentro do relvado, o tempo corria as dificuldades mantinham-se para chegar ao golo do empate. O jogo terminaria com o magro um a zero a favor da Liga Desportiva de Maputo o suficiente para dar um salto qualitativo na tabela classificativa.

Adeptos “Vata Xanisseka”

Nota negativa para os adeptos do Ferroviário de Maputo, que contestando algumas decisões do árbitro e opções da equipa técnica locomotiva, arremessaram objectos para o interior do campo, perigando a integridade física dos atletas e árbitros.

Na manifestação de desagravo, danificaram parte da vedação do campo da Liga Desportiva.

Arbitragem

Sérgio Rumbane comandou um quarteto constituído por Ivo Muiambo, Venastâcio Cossa e Paulo Buque. Entretanto com uma postura alinhada e sempre seguindo os lances de perto. Não teve muitas dificuldades em ajuizar os lances mesmo com a pressão que por vezes saltava dos bancos e bancadas. No fim, a sua actuação não influenciou no resultado final.
 
Carlos Baúte
Treinador-Adjunto/ Ferroviário de Maputo

“O resultado é pouco animador, estamos desolados porque as coisas saem ao contrário do planificado. Ainda assim, não acho que seja altura de atirar a toalha ao chão. Vamos continuar a trabalhar por outros objectivos e sobretudo para terminarmos o campeonato numa posição mais confortável possível. “

Akil Marcelino
Treinador da Liga Desportiva
“O resultado alegra-nos muito, é fruto do trabalho que temos vindo a desenvolver para devolver a alegria ao grupo. Os últimos quatro jogos têm sido dominados pela ansiedade e esta vitória frente ao Ferroviário de Maputo, dá-nos maior motivação para encarar com optimismo as sete jornadas que restam por jogar.”

 

Os “canarinhos” entraram em campo com o desejo de vitória, mesmo porque os três pontos eram importantes para encurtar a distância em relação ao líder UD Songo. No entanto, mesmo jogando diante do seu público, o Costa do Sol foi incapaz de marcar um único golo na partida desta tarde.

Diante do seu adversário, UP de Lichinga, que veio a Maputo à procura de pontos, a equipa de Nelson Santos não foi além de um empate a zero.

 

Carla Budane é um dos novos valores do basquetebol moçambicano. Com apenas 16 anos e um metro e 87, Carla, extremo, esta a ter uma época de sonho.
Foi uma das melhores atletas do Algés, de Portugal, clube pelo qual sagrou-se vice-campeã e foi indicada para o cinco ideal do campeonato, em reconhecimento das suas qualidades.  
Budane esteve em bom plano na vizinha África do Sul ao ser eleita MVP do campo de treinos da NBA, onde brilham os mais promissores basquetebolistas do planeta.
A atleta sonha em jogar na WNBA e representar a selecção nacional de basquetebol. Budane iniciou a sua carreira na Liga Desportiva de Maputo. Antes de seguir para Portugal, jogou pela A Politécnica.

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