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O País – A verdade como notícia

O seleccionador nacional, Abel Xavier, confirmou haver avanços para a sua renovação com a Federação Moçambicana de Futebol, para se manter no cargo. Entretanto, não coloca de lado a possibilidade de sair, caso surjam propostas melhores. “É óbvio e um facto que tenho outras propostas e outras realidades”, reiterou.

Estas questões surgem devido ao aproximar do término do contrato que liga Abel Xavier aos Mambas, muitas preocupações surgem no seio dos amantes do futebol moçambicano, que questionam da possibilidade de renovação do luso-moçambicano.

Abel Xavier diz haver avanços junto da Federação Moçambicana de futebol, para que isso seja possível. Mas prefere virar as atenções ao jogo amigável de sábado, diante do Quénia. “Posso assegurar que já há avanços junto da Federação e do próprio presidente para que haja renovação. Neste momento, estou a analisar o documento que me foi entregue, pois há muitos aspectos que estão a volta da renovação. Mas neste momento estamos virados ao jogo de sábado, que é o mais importante e só depois poderei avaliar melhor o contrato de renovação e voltar a sentar com a direcção da Federação Moçambicana de Futebol, para que seja efectivada a renovação”, reiterou o seleccionador nacional de futebol, Abel Xavier.

Ainda assim, Abel Xavier diz ter recebido propostas de outros países, mas os objectivos pessoais podem propiciar a renovação do contrato com os Mambas. “Para mim, o mais importante é estar veiculado a causa, há um sentimento profundo que me leva a estar aqui. Não é por falta de trabalho, pois trabalho existe em qualquer lugar, mas há uma possibilidade grande de continuar, pois tenho os meus intereses”, afirmou Abel Xavier que diz ser normal haver interesses de outros países, uma vez que a selecção nacional conseguiu bons resultados e elevou a qualidade dos jogadores que fazem parte dos Mambas.

Recentemente, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr., confirmou os contactos da renovação de contrato com Abel Xavier.

Mortes. Tiros. Pancadaria. Gás pimenta. Desordem. Vandalização. Caos. 
Os campos onde era suposto celebrar-se a vida e futebol – o ópio do povo – estão a transformar-se em autênticos campos de batalha. Onde as jogadas líricas e os passes estruturados como versos enchem os olhos dos espectadores, esquecendo, por vezes, as amarguras da vida, estão a ser substituídos por “ringues”. Onde era suposto se ver quem é o dono da bola (campeão ou vencedor de um jogo) e quem rebola (equipa perdedora ou despromovida), transformaram-se em palcos para descarga da cólera dos adeptos. Do recreativo à alta competição. 
Num caso sem igual, em Muidumbe, província de Cabo Delgado, um árbitro que dirigia o jogo de um campeonato recreativo, entre o Nanhumbe (Muidumbe) e Uhavs (Mueda), foi morto à paulada por adeptos intolerantes e violentos, que o perseguiram e atacaram depois do jogo. 
O árbitro não resistiu aos ferimentos graves, tendo perdido a vida no Centro de Saúde de Mueda, para onde fora transferido.  
Este jogo trágico, lembre-se, estava inserido numa prova local a eliminar, na qual o vencedor teria como prémio monetário o valor de 75 mil meticais. Este é apenas um dos casos que resultaram em morte no país!
O caso do menor morto em Angónia
De resto, ainda hoje o país chora a morte de Shanganane Luís, aluno de 12 anos da 4ª classe, na Escola Primária de Ulónguè, em Tete, que  perdeu a vida após ter sido atingido, em Setembro de 2013, pelos disparos da polícia, que pretendia dispersar os adeptos das Águias de Angónia, que provocaram desacatos durante o jogo com o Textáfrica do Chimoio, a contar para o apuramento da zona centro para o Moçambola! 
Uma morte num campo de futebol, onde era suposto celebrar-se a vida. 
 E é preciso lembrar que, durante  o incidente, ficaram ainda feridos, por balas perdidas, Chiconde Cefulane, de 12 anos, e Osten Kanete, de 21. 
Os adeptos das Águias de Angónia, enfurecidos, invadiram o campo e lançaram pedras e garrafas contra os jogadores do Textáfrica, das Águias de Angónia e contra a arbitragem, provocando o caos. Duas outras pessoas ficaram feridas. Violência barata e dispensável! 
Adepto baleado em Nacala
Recuamos e situamo-nos em Novembro de 2012. Um indivíduo que em vida respondia pelo nome António Luís, de 23 anos de idade, foi alvejado mortalmente por um agente de segurança privada, em plena partida de futebol, na cidade de Nacala-porto. 
O incidente aconteceu no campo da Bela-Vista, durante o jogo entre Desportivo de Nacala e o seu homónimo do Ibo, e contava  para a última jornada da “poule” de apuramento ao Moçambola 2013, ao nível da zona de norte.
Na altura dos factos, Inácio Dina era chefe das Relações Públicas no Comando da República de Moçambique em Nampula, tendo, na ocasião, justificado que o agente da empresa Segurança Internacional pretendia, com recurso a uma pistola, dispersar alguns adeptos que queriam invadir o campo sem os respectivos bilhetes.
 António Luís, assumido como a figura que dirigia o grupo de adeptos,  foi atingido na zona do pescoço, tendo perdido a vida no mesmo local.?
“Caso de corrupção” 
A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula confirmou, depois do polémico embate entre Liga Desportiva de Monapo e Sporting de Nampula, a detenção de cinco indivíduos, dos quais dois fiscais, dois árbitros e um delegado, por corrupção. 
O delegado da Liga Desportiva de Monapo teria desembolsado quarenta e nove mil e oitocentos meticais à equipa de arbitragem, para que facilitasse a vitória da sua equipa, mas tal não aconteceu. 
Este cenário, dispensável no futebol, provocou a ira dos adeptos da Liga Desportiva de Monapo, que provocaram distúrbios no campo. 
Na circunstância, o capitão da equipa da casa foi atingido por uma bala de borracha.
Pancadaria em Lichinga 
Este ano, no Moçambola ZAP 2017, houve registo de vários casos de violência nos diversos campos que acolhem a prova. Transformado num campo de batalhas, o Estádio Municipal de Lichinga foi palco de actos dispensáveis e baratos de violência, no passado dia 9 de Julho, no embate entre UP de Lichinga e Textáfrica de Chimoio, inserido na 20ª jornada do Moçambola ZAP 2017. 
Com superstição à mistura, os dirigentes do Textáfrica do Chimoio foram espancados por elementos – adeptos, na sua maioria – ligados à equipa da casa, que desconfiaram que os visitantes tinham pautado por magia negra para vencer o encontro.
Quais Myweathers vs Mcgregors, assistiu-se a momentos de violência que substituíram o “fair-play” que se recomenda no desporto. O carro que transportava a delegação do Textáfrica do Chimoio foi vandalizado, na altura dos factos.
Vandalismo na Matola e Machava
A 30 de Julho, o empate a uma bola entre Ferroviário de Maputo e 1º de Maio de Quelimane (1-1), em jogo da 22ª jornada do Moçambola ZAP 2017, foi mal digerido pelos adeptos dos “locomotivas” da capital. Agastados, vandalizaram a rede que separa a zona da pista do relvado do Estádio da Machava, assim como a zona da tribuna de honra.
E os jornalistas não escaparam a este acto. Luís Muianga, fotojornalista do “Desafio”, foi molestado por alguns dirigentes do Ferroviário de Maputo, que o obrigaram a apagar as imagens por si registadas no momento da confusão. Dias depois, ou seja, a 12 de Agosto, outra acção de todo condenável. Vandalizaram parte da rede que separa as bancadas do relvado do campo da Liga Desportiva de Maputo, em protesto contra a derrota da sua equipa, no embate com a Liga Desportiva, por 0-1. 
Escaramuças em Monapo
Ainda em Julho, houve registo de escaramuças no campo da Liga Desportiva de Monapo, na província de Cabo Delgado. Um filme que começou quando faltavam seis minutos para o final do jogo entre Liga Desportiva de Monapo e Sporting de Nampula, inserido na segunda jornada da segunda volta do Campeonato Nacional da Divisão de Honra, ao nível da zona norte. 
Os adeptos da equipa da casa arremessaram pedras e garrafas para dentro das quatro linhas, numa altura em que os visitantes venciam por um a zero, com golo de Nick. 
No final do jogo, a Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foi forçada a intervir, lançando gás lacrimogéneo para dispersar os adeptos intolerantes que provocavam distúrbios.
Na altura, o capitão da Liga Desportiva de Monapo foi atingido por uma bala de borracha.
O incidente fez com que só às 19h00 o Sporting de Nampula conseguisse sair do distrito de Monapo, escoltado por elementos da PRM.
A resposta do Governo…
Governo aprova decreto sobre segurança nos espectáculos desportivos
Para  estancar a onda de violência nos recintos desportivos, o Governo aprovou, através do decreto n° 29/2013 de 12 de Julho, o regulamento sobre a segurança nos espectáculos desportivos. Este instrumento prevê, durante a realização de jogos de alto risco, a separação física dos adeptos das equipas envolvidas. Por outro lado, o regulamento proíbe a venda e consumo de bebidas alcoólicas nas imediações e dentro dos recintos desportivos. Os clubes e  organizadores dos espectáculos desportivos devem comunicar à Polícia da República de Moçambique (PRM), 30 dias antes da realização de um evento internacional, as datas, horas de chegada e partida das equipas, bem como os locais de alojamento. 
No que respeita a provas nacionais, o regulamento prevê que as autoridades sejam informadas com 20 dias de antecedência. 
O diploma prevê o fornecimento, à PRM, de exemplares de bilhetes com indicação do portão, bancada e número de assento, bem como o número de ingressos vendidos.?
Obrigatoriedade de videovigilância 
“O regulamento de segurança nos espectáculos e recintos desportivos refere, ainda, que é obrigatório, por exemplo, que as futuras infra-estruturas desportivas tenham um sistema de videovigilância, no qual serão gravadas imagens, som e o ambiente durante o espectáculo. As gravações, indica o regulamento, devem ser conservadas durante um prazo de 100 dias”, explicou Dina, ajuntando que as futuras infra-estruturas desportivas devem prever estas características, para responderem ao que já está regulamentado. A verdade, porém, é que esta componente não tem sido observada.
O regulamento obriga, por outro lado, o registo sistematizado e actualizado das componentes das claques (adeptos), através do bilhete de identidade, com cinco dias de antecedência do espectáculo, para além da sua separação.

É já no domingo que Moçambique entra em cena no Campeonato do Mundo FIRS 2017 de hóquei em patins. Pela frente, na primeira jornada do grupo “B”, a selecção nacional terá pela frente o Chile, conjunto que há dois anos ocupou o oitavo lugar no Mundial de La Roche Sur Yon, na França. Instalado em Naijing, China, desde domingo, o conjunto orientado por Pedro Nunes procura limar algumas arrestas no Longjiang Gymnasium, palco da prova, com o fito de entrar com o pé direito neste evento.

Há dois anos, a selecção nacional de hóquei em patins venceu o Chile por 8-5, em jogo de atribuição do sétimo e oitavo lugares.

Nessa partida, disputada no pavilhão La Roche Sur Yon, Bruno Pinto abriu o activo para Moçambique, sendo que depois os chilenos empataram.

Depois, Nuno Araújo colocou novamente a selecção nacional de hóquei em patins em vantagem. O mesmo jogador viria a fazer o três a dois, uma vez que o Chile chegou ao empate. Mário “Marinho” Rodrigues, com três golos, colocou Moçambique a vencer 5-3. Os chilenos procuraram dar réplica e chegaram ao quarto golo. Daí para frente, Moçambique controlou o jogo e com golos de Nuno Araújo (2) e Frederico “Fredy” Saraiva venceu por 8-5.

Já na segunda-feira, 4 de Setembro, a selecção nacional terá pela frente a Alemanha, um conjunto que teve uma boa prestação no Mundial de 2015 ao posicionar-se em quarto lugar.

A 5 de Setembro, a selecção nacional de hóquei em patins bate-se com a Espanha, vice-campeã do mundo.

Este é o adversário mais complicado deste grupo, uma vez que se apresenta como forte candidato ao título.

Na França, há dois anos, a Espanha goleou a selecção nacional por 9-0, em jogos dos quartos-de-final.

  A contar para o grupo “A”, Portugal, campeão europeu, terá pela frente, domingo, a  Argentina, detentor do troféu.

A França, por sua vez, mede forças com a Itália na primeira jornada. Na segunda jornada, segunda-feira, França defronta Argentina, enquanto” Portugal joga com Itália.

A Federação Angolana de Basquetebol (FAB) cancelou o torneio internacional de basquetebol, competição que estava agendada para 31 a 2 de Setembro, no pavilhão Arena do Kilamba, em Luanda.

A prova, que devia contar com a participação de Angola, Moçambique e África do Sul, serviria de preparação das três selecções para o Campeonato Africano de basquetebol sénior masculino, certame a ter lugar de 8 a 16 de Setembro, no Senegal e Tunísia.

Em comunicado, citado pelo “Jornal dos Desportos”, a Federação Angolana de Basquetebol (FAB) diz que o cancelamento se deve “ao incumprimento do tempo estipulado para as inscrições das selecções convidadas, nomeadamente, África do Sul e Moçambique”.

No início do mês de Agosto, lembre-se, houve também o cancelamento de um torneio internacional que serviria de preparação para a selecção sénior feminino de basquetebol de Angola que se quedou no sexto lugar no “Afrobasket”.

Desta forma, à semelhança do que aconteceu com a selecção sénior feminino, Moçambique parte para o “Afrobasket” sem a possibilidade de efectuar estágio pré-competitivo fora do país e jogos de controlo com equipas competitivas.

A preparação, neste caso, irá cingir-se apenas a unidades de treino no pavilhão do Maxaquene nas quais Inak Garcia e César Mujui procuram traçar as estratégias para fazer face ao “Afrobasket” 2017.

Lembre-se que a selecção nacional de basquetebol sénior masculino está inserida no grupo “D”, juntamente com o Senegal, co-organizador, Egipto e África do Sul.

O grupo “A” é constituído pelas selecções nacionais da Nigéria, actual campeã africana em título, República Democrática do Congo, Mali e Costa do Marfim. Já no grupo “B” temos o Marrocos, Angola, Uganda e República Centro Africana.

Por sua vez, a Tunísia, co-organizador, encabeça o Grupo C, com a Guiné, Ruanda e Camarões.

 

 

Dos 24 jogadores convocados para os trabalhos de preparação da selecção nacional de futebol, os Mambas, para a “operação Quénia”, sábado as 18H00, no Estádio Nacional do Zimpeto, Gildo e Zainadine Júnior ainda não se fazem presentes. Estes dois jogadores estiveram ao serviço da sua equipa, o Marítimo de Portugal, que ontem defrontou o Portimonense, em partida da quarta jornada da primeira liga portuguesa. Aliás, Gildo e Zainadine Júnior disputaram a segunda mão da pré-eliminatória de acesso a fase de grupos da Liga Europa, onde foram titulares na derrota (3-1) do Marítimo na sua deslocação a Rússia, onde defrontou o Dínamo de Kiev. Zainadine fez os 90 minutos do jogo, enquanto Gildo foi substituído no início da segunda parte.

Todos os restantes esperados hoje

Zainadine e Gildo, por esse motivo, são esperados para que se juntem aos Mambas amanha, quarta-feira, para juntamente com os restantes jogadores prepararem o terceiro confronto com os quenianos, no sábado.

Os restantes 22 jogadores, dos quais 13 a actuarem em clubes nacionais e os restantes 9 a jogarem fora de portas, já se encontram em estágio, que iniciou esta segunda-feira numa das estâncias hoteleiras da capital do país.

Abel Xavier, que no dia da divulgação dos convocados destacou o regresso de 3 jogadores ao serviço dos Mambas, nomeadamente Ricardo Campos, Diogo e Kito, espera que todos possam se integrar “dentro do espírito criado no espaço da selecção nacional”, reiterando que “todos os convocados terão o mesmo tratamento, devendo dar o seu máximo para merecerem um lugar no conjunto nacional”. Ademais, para o seleccionador nacional este é um jogo “que será levado a sério”, pese embora tratar-se de um amigável, mas “que deverá ser encarado com extrema importância, tal como os restantes”, tendo em conta que é de preparação para os jogos oficiais de qualificação ao CAN de 2019, nos Camarões.

E é com este espírito que os jogadores deverão preparar o jogo, com afinco e determinação, para devolver a derrota sofrida no particular do ano passado, em Nairóbi, por uma bola sem resposta.

Moçambicanos no estrangeiro

Ricardo Campos assinou recentemente com a União de Leiria, equipa que disputa o campeonato de Portugal Prio, o terceiro maior escalão do futebol daquele país, depois da primeira e segunda ligas. Campos estava ao serviço da União da Madeira, mas por 50 mil euros foi negociado ao seu novo clube, que em tempo disputou a primeira liga. O guarda-redes naturalizado moçambicano, mas que nasceu em Caldas da Rainha, em Portugal, realizou o jogo da sua nova equipa, na vitória diante do Nogueirense (0-2). Numa entrevista recente a um jornal português (Sábado), Campos reiterou ser “um enorme prazer pertencer à família leiriense. Sempre desejei representar o UD Leiria”, colocando como objectivos individuais “dar tudo o que tenho em prol do UD Leiria e regressar e ser convocado para a Selecção Nacional de Moçambique”. Um objectivo que já se torna real.

Ainda em Portugal, convocado aos Mambas, Reinildo, que actua no Sporting da Covilhã, esteve no banco de suplentes, na derrota (0-1) da sua equipa diante do Nacional da Madeira, que teve outro moçambicano, não convocado, Witi, também no banco de suplentes. Geraldo, também do Nacional da Madeira, convocado para o embate com o Quénia, não esteve nos convocados da sua equipa.

Mexer, o central moçambicano, foi titularíssimo na derrota da sua equipa, o Rennes da França, ante o Toulouse (3-2), fora de portas. Aliás, Mexer ganhou titularidade na equipa francesa, valorizando-se como jogador.

Ainda na Europa, mas na Grécia, Clésio entrou a substituir na sua equipa, o Panetolikos, no empate da sua equipa (2-2), diante do Atromitos. Clésio entrou em campo aos 56 minutos quando a sua equipa perdia por 0-1, tendo ajudado o Panetolikos a chegar ao empate. Já o avançado Ratifo, que actua no Koln II, da divisão Oeste do futebol alemão, realizou os três jogos da sua equipa na totalidade, onde a equipa somou por derrotas os 3 jogos realizados. O Koln II está na cauda do seu campeonato, sem nenhum ponto.

Na África do Sul, na jornada deste final de semana, Edmilson não saiu do banco de suplentes na vitória da sua equipa, o Cape Town City, diante do Platinium Star por 3-1. Já Jeitoso, outro jogador que joga no Cape Town, não foi convocado para esta partida que contava para a segunda jornada do campeonato sul-africano, o PSL.

Dominguez, que actua no Bidvest, não foi convocado para nenhuma das duas primeiras jornadas daquele campeonato, tendo sido relegado a bancada. O mesmo não se pode dizer em relação a Hélder Pelembe, que não foi convocado aos Mambas, mas disputou a primeira jornada da PSL, e nesta jornada ficou no banco de suplentes do Bidvest United.

Os restantes 13 jogadores que actuam nos clubes nacionais estiveram envolvidos nas suas, tendo sido titulares e contribuído para os resultados alcançados, a excepção de Diogo, que viu a sua equipa perder na deslocação a Chimoio, diante do Textáfrica (1-0).

Elton Ubisse é um dos melhores basquetebolistas da actualidade em Moçambique. Ubisse foi determinante para a conquista do título de campeão nacional pelo Ferroviário da Beira, ao marcar 27 pontos, no último jogo da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, este ano, contra o Ferroviário de Maputo.

Começou por praticar natação, mas depois foi desviado para o basquetebol pela sua mãe, Lurdes Munguambe, que foi praticante da modalidade.

Fez toda formação como basquetebolista no Ferroviário de Maputo, com sucesso, tendo sido campeão nacional em 2016, antes de se transferir para a Beira.

Com 22 anos e dois metros e um, Ubisse foi o melhor jogador do Ferroviário da Beira no último jogo da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

O poste sonha jogar nos Cleveland Cavaliers, vice-campeões da NBA, Liga Profissional de Basquetebol dos EUA.

Para além de praticar basquetebol, está a formar-se em Engenharia Civil.

A seguir, leia os excertos da entrevista que o jornal o "O País"  teve com o atleta na sua residência, em Maputo.

Da natação ao estrelato no basquetebol

Elton é um dos melhores basquetebolistas em Moçambique. Quando e como iniciou a prática da modalidade?

Nunca pensei em ser um dos melhores basquetebolistas do país, porque o meu começo foi uma história um pouco divertida. Praticava natação no Ferroviário de Maputo, em 2006. Quando estava quase para ser federado parei de treinar. Mas, a minha mãe conhecia o meu primeiro treinador, o falecido Sílvio Neves, mais conhecido por Papaito. Falou com ela e perguntou por onde é que eu andava, disse para me levar ao Ferroviário de Maputo para treinar basquete. Minha mãe informou-me, mas eu não gostava da modalidade. Acabei indo por insistência. Depois de algum tempo, quando iniciou o torneio Millennium bim para minibasquete passei a gostar e a ir com frequência. Fui subindo gradualmente até onde estou hoje.

Na família o Elton é a única pessoa que pratica desporto?

Não sou o único, a minha mãe jogou basquete na altura. Tenho os meus tios também que praticaram a modalidade, mas não chegaram ao nível profissional.

Recentemente, vestindo a camisola do Ferroviário da Beira sagrou-se campeão nacional. Qual foi a sensação desta conquista, diante de uma equipa onde foi formado?  

Por um lado foi eufórico, porque representei durante muito tempo o Ferroviário de Maputo. Por um lado, foi um pouco triste, porque venci aos meus antigos colegas, que eles tive muitas experiências antes de passar para Beira. Contudo, foi uma sensação gratificante.

No jogo da final foi melhor marcador com 27 pontos. Qual foi o segredo?

 O segredo foi ter muita concentração durante o tempo em que estive em campo. Nem eu próprio sabia que fiz 27 pontos, só vi no final do jogo. Quando o jogo decorre, o que queremos é marcar e não deixar o adversário empatar e passar para frente. No dia da final, os meus colegas estavam a passar-me bem a bola para lançar e fazer o maior número de pontos possíveis. Sem contar com a força dos treinadores que diziam que tenho que procurar marcar sempre que as oportunidades surgissem. Então, toda a equipa trabalhou para alcançarmos o objectivo.

Cleveland Cavaliers nos sonhos de ubisse

Todo o jogador profissional tem sonhos. Quais são os seus?

A nível nacional sonho em continuar a ganhar mais títulos. A nível internacional gostaria de ter uma oportunidade de jogar fora do país e ter mais conquistas. Como qualquer jogador do basquete, eu também não fujo a regra: Gostaria de jogar na Liga norte-americana, nesse caso na NBA, concretamente nos Cleveland Cavaliers.

O que significa para si fazer parte da selecção sénior de basquetebol?

Fazer parte da selecção para mim, assim como para qualquer outro jogador, é gratificante, porque representamos os milhões de habitantes do país. Não é fácil e qualquer atleta que é chamado a selecção deve seguir os objectivos traçados pelos técnicos em nome da nação.

Sabe-se que a selecção vai a Tunísia disputar o Afrobasket. Estão num grupo onde faz parte a África do Sul, Egipto, Senegal. O que esperam nesta competição?

Estamos cientes que não será fácil, porque é o grupo mais forte do Afrobasket, onde a equipa teoricamente mais fraca é a África do Sul. As outras equipas já foram campeãs africanas, contudo vamos para lá para tentar uma classificação melhor que das edições anteriores da prova, como tem sido sempre.

Para além de jogar basquete, o que é que o Elton faz?

Sou estudante, na área de Engenharia Civil, pela Universidade Jean Piaget.

Não foi fácil fazê-lo gostar do básquete

A mãe do nosso entrevistado também foi jogadora de basquetebol e contou para a nossa equipa que foi difícil convencer o filho a gostar da modalidade.

Conta-nos como conseguiu colocar o Elton no básquete.

Como mãe sempre acompanhei o desenvolvimento do meu filho e notei que tinha qualidade para praticar a modalidade. Conversei com o treinador Papaito e levei a ele para treinar no Ferroviário de Maputo, mas foi difícil. Hoje, é uma estrela e eu sou fã. Estou orgulhosa e acompanho passo a passo a sua evolução.

Qual criador do tal e qual sem igual, Nazir “Nelito” Salé, seleccionador nacional, desafiou os mais cépticos, levando para o “Afrobasket” do Mali quatro “rookies” – estreantes –, num cenário de adversidades qual preparação sem estágio pré-competitivo fora do país e jogos de controlo a sério. Pasme-se(!). Moçambique chegou ao palco da competição no mesmo dia em que defrontou a Nigéria, campeã africana.

Era uma sexta-feira. 18 de Agosto. Órfãs de melhores condições de treinamento, mas destemidas, as “Samurais” deixaram a pele em campo e, no final, perderam por 80-69 com uma equipa que estagiara nos EUA.

Ainda assim, no registo e estatísticas, ficam três períodos de grande nível (21-19, no primeiro quarto; 18-16, no segundo quarto; e 21-21 no quarto) colocaram as nigerianas em sentido! Feitas as contas, a selecção nacional apresentou-se com 21 porcento de aproveitamento na linha dos 6.25 metros (quatro lançamentos certeiros em 19 tentados); 80 porcento de aproveitamento na linha de lances livres (21 lançamentos convertidos em 26 tentados); 31 ressaltos (dos quais 14 ofensivos e 17 defensivos) e 15 “turnovers”. Dia seguinte, novo teste de fogo: Senegal. Nova derrota diante das vice-campeãs africanas por 76-67, num jogo em que Anabela Cossa esteve em destaque ao contabilizar 16 pontos, três ressaltos e igual número durante os 36:07 minutos em que esteve na quadra.

A “boxe” score indicava: média de 33.3 porcento nos lançamentos exteriores (cinco lançamentos certeiros em quinze tentativas); 61.5 porcento nos lançamentos livres (dezasseis lançamentos convertidos em vinte e seis tentados); trinta e seis ressaltos – 15 ofensivos e 21 defensivos –, sete assistências e dezasseis “turnovers” (perdas de bola). Moçambique estagiava, assim por dizer, na prova.

E ao terceiro dia… a primeira vitória. Outra vez, Leia “Tanucha” Dongue foi a melhor cestinha com 18 pontos, para além de ter colectado sete ressaltos.

Com oito lançamentos convertidos em tentados, Moçambique obteve uma média de 26.67 porcento nos tiros exteriores, 58.33 porcento na linha de lances livres (14 lançamentos convertidos em 24 tentados), cinquenta ressaltos (21 ofensivos e 29 defensivos), 22 assistências e 12 perdas de bola.

Veio, depois, a RDC e… nova vitória que nos assegurava  (52-42) o apuramento.

Porque, no outro grupo (A), Angola colocava-se em boa posição para terminar em primeiro lugar – fruto de três vitórias consecutivas –, a selecção nacional, estrategicamente, perdeu na quarta jornada com o Egipto (91-70) de modo a terminar na quarta posição no grupo “B” e evitar o cruzamento com o Mali nos quartos-de-final mas sim Angola, líder.

Aposta ganha. Nos quartos-de-final, a selecção nacional soube sofrer no primeiro quarto diante das angolanas, etapa do jogo na qual perdeu pelo parcial de 16-6.

Lideradas por Leia “Tanucha” Dongue, jogadora que arrancou um duplo-duplo – 27 pontos e 14 ressaltos- Moçambique fez dois períodos de grande nível e, contra todas as expectativas, qualificou-se para às meias-finais da competição ao derrotar Angola por 61-47.

Uma vitória especial, diga-se, se tivermos em linha de conta a rivalidade entre as duas equipas. Mas há mais: há, no seio dos moçambicanos, uma espinha que atravessa a garganta até porque em 2013 as angolanas derrotaram-nos na final do “Afrobasket” por 64-61.

Nas meias-finais, sábado, saiu-nos a melhor equipa da competição: Senegal.

Um primeiro quarto bem conseguido, no qual perdemos pelo parcial de 20-19, alimentou o sonho de uma qualificação para a final do “Afrobasket” quatro anos depois.

Mas quem tem Astou Traore, MVP da prova, tem qualidade. Com 22 pontos e quatro ressaltos, Traore, não a Aya, foi determinante para a vitória do Senegal por 72-52.

As senegalesas lideram em todos os períodos do jogo com os parciais de 20-19, 24-11, 12-10 e 16-12.

Domingo, no jogo de atribuição do terceiro lugar, nova derrota. Moçambique, com algum desgaste físico, perdeu com o Mali por 75-52. As malianas, que apostaram tudo neste jogo até para honrarem a organização da prova, comandaram a marcha do marcador nos quatro períodos: 21-12, 20-13, 21-12 e 20-8.

 

Depois de ter cruzado com o actual campeão em título na fase de grupos, onde perdeu, mais uma vez, as treinadas por Nazir Salé tiveram pela frente o Senegal, desta vez nas meias-finais.

No primeiro quarto viu-se um jogo bastante equilibrado, com as duas equipas a investirem em incursões rápidas que culminavam em dois ou três pontos. Nesta etapa, as “samurais” saíram a perder por uma diferença de um ponto, 19-20.

No segundo período, Moçambique desceu de nível, apontando apenas 11 pontos. Já as Senegalesas, iam dilatando o marcador, o que as permitiu sair a vencer por 44-30.

No terceiro e quarto períodos, a selecção nacional continuava a cometer os mesmos erros a nível defensivo e ofensivo. Nem mesmo com a mão cheia de Anabela Cossa, Moçambique conseguia se impor diante do seu adversário que, paulatinamente, ia descrevendo o caminho para a final.

Com o placar a indicar 52-72, a favor do Senegal, terminou a partida, resultado que coloca o conjunto comandado por Moustapha Gaye na final.

Mais uma vez, Leia Dongue, do lado das moçambicanas, foi uma das melhores unidades dentro da quadra, tendo terminado a partida com 20 pontos, menos dois que a senegalesa Astou Traore.

As “samurais” voltam a jogar hoje, diante do Mali, na disputa pelo terceiro lugar da prova.

 

 

Os amantes do futebol presentes no campo dos canarinhos acompanharam, esta tarde, um bom jogo de futebol, inserido na 25ª jornada do Moçambola Zap. Com um agradável calor humano no campo, quer o Costa do Sol, jogando diante do seu público, quer o ENH, fizeram o que puderam para que os 90 minutos da partida valessem a pena. Assim, o jogo teve várias oportunidades de golo, algumas bem aproveitadas e outras nem por isso.

A vitória esteve do lado dos anfitriões, que, num ataque pela esquerda, no primeiro quarto de hora, aproveitaram bem um ataque rápido, bem finalizado por Mfiki. Era o 1-0 no marcador e os adeptos canarinhos gritavam de satisfação.

Mesmo sem o ENH encolher, a turma canarinha continuou a mostrar que queria ganhar, e por números expressivos. Num lance aparentemente inofensivo, Kito galga terreno e, estando no meio campo, faz um passe milimétrico para a grande área adversária. Pressionado por um adversário às costas e pelo guarda-redes que saíra dos postes, Nelson I não vacilou. Aos 33 minutos introduziu a bola na baliza, fazendo 2-0 para o Costa do Sol, resultado com que se foi ao intervalo.

Na segunda parte, o ritmo de jogo não abrandou, as duas equipas continuaram a produzir bom futebol, mas sem a capacidade técnica para traduzir em golo os lances bem desenhados. Um dos lances claros para golo ocorreu aos 60 minutos de jogo, altura em que o ENH jogava com menos um jogador, depois da expulsão de Paito, por acumulação de amarelos. Com a baliza à sua disposição, Yoyo falha escandalosamente. Quem liderou o campeonato dos falhanços foi Evangá. O ponta de lança do ENH não teve lança nenhuma para somar qualquer golo a favor da sua equipa. Sempre que teve oportunidade de marcar, frente a frente com Guirungo, disparates. E os adeptos canarinhos festejavam os desperdícios como se de um golo a favor do Costa do Sol se tratasse.

Como quem imita, Isac não ficou de fora. Das poucas vezes que apareceu no jogo foi pela negativa, falhando golos certos na cara Frank.
Até ao final do jogo, o 2-0 não se alterou. A luta pelo título continua acesa entre os canarinhos e hidroeléctricos, que venceram por 1-0 ao Maxaquene.

 

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