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O País – A verdade como notícia

Dos cinco nigerianos quatro já estão em solo moçambicano, faltando a chegada de mais um, no próximo sábado, que às ordens de Abdul Omar vão se integrar no plantel do Clube de Chibuto na presente temporada futebolística, que já conta com cinco jornadas, faltando ainda 25 jogos para o fim da prova.

O presidente da colectividade, Betuel Saveca, confirmou a contratação dos 10 reforços e a dispensa de nove jogadores do plantel actual.

“Confirmo que vamos contratar cinco estrangeiros. São todos nigerianos e dois são médios ofensivos e três são pontas-de-lança”, garantiu Saveca realçando que “já começamos a dispensar alguns jogadores, entre oito a nove”. Aliás, as contratações já estavam no horizonte antes da saída do anterior treinador, Sebastião Sitoe, mas quem vai ter o privilégio de treinar os jogadores que agora chegam será Abdul Omar, que está na equipa há três dias.

Entretanto, os outros cinco jogadores são nacionais e emprestados por equipas do Moçambola, mas Betuel Saveca não quis revelar os nomes, alegadamente por não ter disponível, garantindo que até ao final da semana serão anunciados todos os contratados.

Mas ainda assim, mesmo contando com dez novos reforços, dos quais cinco nigerianos, a direcção dos “guerreiros” de Gaza diz que não sonha com o título e vai manter o objectivo de lutar pela manutenção ainda cedo. “Já começamos a época com esse objectivo e não pretendemos mudar agora. Não vamos lutar pelo título e vamos lutar pela manutenção. É assim como o outro treinador estava a trabalhar e este que está no clube agora também tem o mesmo objectivo de garantir a manutenção quanto cedo”, esclareceu o treinador.

O Clube de Chibuto continua nas duas provas nacionais, nomeadamente o Moçambola 2019, onde ocupa a 11ª posição, com seis pontos em cinco jogos, um lugar acima da zona da despromoção, e na Taça de Moçambique está na fase regional. Este final de semana, os “guerreiros” recebem a Liga Desportiva de Maputo, para a sexta jornada.

Recorde-se que no Moçambola 2019 descem cinco equipas, de modo que a próxima edição tenha 14 equipas a disputar a prova.

A selecção de voleibol de sala do nosso país, em seniores masculinos, garantiu a qualificação a fase final dos Jogos Africanos 2019, após derrotar na final da fase de qualificação a sua congénere do Botswana, por 3-1.

Na noite desta quarta-feira, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, a selecção masculina ainda enfrentou algumas dificuldades para suplantar o Botswana, na final, mas acabando por chamar a si a vitória final, com os parciais de 25/21, 21/25, 25/22 e 25/18. Os treinados de Efrain Solano, que também treina a formação da Universidade Pedagógica de Nampula, em seniores masculinos, tiveram que sofrer a bem sofrer, chegando a ceder um empate e, no último set enfrentou diversas dificuldades, onde esteve a vencer por 18/10, mas permitindo uma recuperação dos tswanas, que aproximaram, mas valendo a força de vontade, levando o parcial a 25/18, conquistando o regional que qualifica aos Jogos Africanos de Marrocos.

Sorte diferente teve a selecção feminina, que não conseguiu ombrear com a selecção do Botswana, perdendo na final a melhor de cinco sets por 3-0, perdendo assim a oportunidade de representar o país na competição africana.

Entretanto, ainda não tem confirmada a presença no evento que terá lugar em Marrocos devido a problemas organizativos, uma vez que o Ministério da Juventude e Desportos não pretende levar aos chamados “Jogos Olímpicos de África” selecções e atletas que não garantam a conquista de lugares cimeiros na tabela classificativa, escreve o jornal electrónico Lancemz.

Falando ao Lancemz, o presidente da Federação Moçambicana de Voleibol, Khalid Cassamo, disse que o organismo que dirige está avisado dessa medida por parte do Ministério da Juventude e Desporto, mas está à espera que a decisão seja revista, prometendo trabalhar junto de parceiros para conseguir financiar esta participação da selecção masculina de voleibol.

A competição que teve lugar na cidade de Maputo, contou ainda com a participação da selecção de eSwatini, que não venceu nenhum jogo. Assim, Moçambique vai representar a região austral em seniores masculinos, enquanto Botswana o fará em femininos.
 

Costa do Sol vs Ferroviário de Maputo, Maxaquene vs Chibuto e Ferroviário de Nampula vs Ferroviário de Nacala são os cruzamentos do sorteio da fase regional da Taça de Moçambique, realizado esta quinta-feira, ma sede da Federação Moçambicana de Futebol.

Foi assim que ditou o sorteio da segunda maior competição futebolística do país, que o Costa do Sol e o Ferroviário de Maputo se cruzassem nos oitavos-de-final, naquela que é uma espécie de final antecipada. Trata-se de um jogo entre equipas de maior gabarito do futebol moçambicano e que são candidatos a conquista da prova. Ou seja, um dos principais candidatos a levantar o troféu vai cair por terra ainda nesta fase regional. Costa do Sol, detentor do troféu e com mais títulos, e Ferroviário de Maputo, equipa do top, uma delas dirá adeus próxima semana, quando se defrontarem.

O histórico entre estas duas equipas é bastante interessante, com um equilíbrio a ser a nota dominantes quando se fala de confrontos directos. Aliás, quase sempre que se defrontam estas duas equipas, quem vence acaba conquistando a prova, numa clara demostração de que tem potencial e argumentos para chegar mais longe. Pena mesmo é que somente uma delas vai poder lutar por chegar mais além.

O embate terá lugar no campo do Costa do Sol, domingo do dia 16 de Junho, dia da criança africana, do massacre da moeda e do metical, a moeda nacional.

Mais jogos escaldantes

Ainda na zona sul, o sorteio ditou que mais um jogo entre equipas do Moçambola vai caracterizar esta fase. Maxaquene e Clube de Chibuto enfrentam-se pela segunda vez esta temporada e uma delas vai ter que se despedir da Taça de Moçambique. Novamente o jogo terá lugar na capital do país, tal como aconteceu no Moçambola, em que os "tricolores" vencerem por uma bola sem resposta. Desta vez os "guerreiros" estarão mais precavidos e preparados, já que contam com dez novos jogadores e trocaram de equipa técnica. Aliás, o Maxaquene, quando venceu o Chibuto, já contava com Amide Turmamade como seu treinador principal.

Para além desses embates, o quase centenário Desportivo Maputo vai esperar pelo vencedor do jogo entre o Incomáti de Xinavane e o Desportivo da Matola, para saber quem será seu oponente na luta por um lugar na fase nacional. Com mais argumentos, os "açucareiros" estariam em melhores condições de serem os adversários dos "alvi-negros", mas a crise com a qual se abala a colectividade de Xinavane deixa algumas dúvidas.

Para encerrar a zona sul do país, a Black Bulls vai ter pela frente o Ferroviário de Inhambane, naquele que o único jogo entre equipas do escalão secundário. Mas certamente para a Black Bulls será uma ocasião flagrante de vingar a derrota sofrida recentemente na deslocação a Inhambane, diante do mesmo Ferroviário, para a segunda divisão. Vale isto dizer que estas duas equipas também já se cruzaram para a prova que dá acesso ao Moçambola 2020, com os " locomotivas" a se saírem bem.

Derby do centro entre Textáfrica e Ferroviário da Beira no centro das atenções

Pela zona centro do país há, também, um embate entre equipas do Moçambola e protagonistas do sensacional derby da região: Textáfrica do Chimoio e Ferroviário da Beira. Para a segunda jornada do presente Moçambola, no caldeirão, os "locomotivas" venceram por duas bolas sem resposta, com golos de Maninho e Dayo, e desta vez pode haver revanche em Chimoio.

Os "fabris" do Planalto sempre impuseram dificuldades aos "locomotivas" e desta vez não será excepção. Um embate que promete por várias razões, sendo uma delas a troca de treinadores no início da presente temporada futebolística. Até porque o Ferroviário da Beira quer repetir a proeza do ano passado e chegar a final da prova, desta vez para vencer, tal como aconteceu em 2014 e 2015.

Já o campeão nacional e derrotado na supertaça Mário Coluna, tem uma tarefa não tão facilitada, quando cruzar caminho do Ferroviário de Quelimane. É, do resto, a repetição dos oitavos-de-final de 2017, numa eliminatória que não foi fácil para os "hidroeléctricos", que passaram, ainda assim, aos quartos-de-final, chegando a final com Costa do Sol nessa temporada. Já no outro embate entre equipas da segunda divisão, o Ferroviário de Bagamoio de Moatize recebe no seu terreno a Liga Desportiva de Sofala. Um embate entre equipas que tem uma oportunidade de chegar mais longe nesta competição, nomeadamente, a fase nacional, nunca antes atingida.

Ferroviários da província de Nampula embatem-se no norte
No norte há mais um jogo entre equipas do Moçambola… (Ufffaaaa, há muitos jogos entre os grandes…)

Ferroviário de Nampula e seu homónimo de Nacala jogam entre si na luta por um lugar na fase nacional, os quartos-de-final da Taça de Moçambique. Ainda que bem posicionados na tabela classificativa, os "locomotivas" de Nacala terão muitas dificuldades perante um Ferroviário de Nampula candidato a passagem à fase seguinte. Duas equipas separadas por dois pontos na tabela classificativa do Moçambola, a maior para a turma da vila portuária de Nacala, que soma sete, contra cinco do seu adversário. Mas, certamente uma partia que vai movimentar muitos amantes do futebol da província para esse embate.

Para encerrar esta fase dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique, o Baia de pemba recebe no seu reduto o Ferroviário de Lichinga. O representante de Cabo Delgado no Moçambola é claro favorito a passagem à fase seguinte, tendo em conta que joga diante do seu público, mas terá que provar em campo que os resultados pouco conseguidos na prova mor não vão afectar a sua participação na segunda maior competição futebolística do país.

Os jogos desta fase regional terão lugar no próximo final de semana, nomeadamente entre os dias 15 e 16 de junho corrente. Pela zona sul qualificam-se  os quatro vencedores dos jogos, enquanto no centro passam três equipas e no norte apenas uma.

Sorteio da fase regional

Zona sul
Fer. Maputo    vs    Costa do Sol
Maxaquene    vs    Chibuto
Incomáti/Desp. Matola    vs    Desp. Maputo
Black Bulls    vs    Fer. Inhambane

Zona centro
Textáfrica    vs    Fer. Beira
UD Songo    vs    Fer. Quelimane
Fer. Moatize    vs    LD Sofala

Zona norte
Baía de Pemba    vs    Fer. Lichinga
Fer. Nampula        vs    Fer. Nacala

 

 

A equipa de basquetebol norte-americana dos Harlem Wizards chegou na tarde desta quarta-feira à Maputo para participar de dois jogos solidários as vítimas dos ciclones Idai e Keneth, a se realizarem em Maputo, no sábado e domingo. Antes, os seis homens de “show ball” visitam a cidade da Beira, mais afectada pelo Ciclone Idai.

King Arthur, Live Wire, Broadway, Sarge e Swoop, são alguns dos integrantes dos Harlen Wizards que estão em Moçambique para fazer muito show, através de truques, triplos e afundanços, com a bola, num espectáculo que visa angariar fundos para apoiar as vitimas dos ciclones Idai e Kenneth, que assolaram as regiões centro e norte do país.

Os integrantes desta equipa de “show ball” dos Harlens Wizards percorreram mais de trinta horas de voo, facto que nem descarregou as baterias dos mesmos, que chegaram cheios de energia e muita alegria para transmitir aos moçambicanos.

Aliás, eles sabem das grandes expectativas que recaem sobre eles, por isso querem jogar e impressionar com o seu raro estilo de basquetebol, jogador ao ritmo de espectáculo. Em representação dos colegas, Eric Jone, ou simplesmente Broadway, falou das expectativas que os norteia nesta deslocação a Maputo.

“Sabemos que estão a espera dos Wizards. Ouvimos que estão a espera de ver a nossa forma única de jogar basquetebol. Sabemos que vocês amam o basquetebol, mas nós estamos aqui para mostrar algo diferente, algo único e especial”, disse Broadway, à sua chegada ao país.

Aliás, Broadway diz mesmo que o principal objectivo é mesmo apoiar as vítimas do ciclone Idai e, também, Kenneth. “Ficamos a saber que o país foi assolado pelo ciclone Idai e não quisemos ficar aleste a este sofrimento.

Decidimos nos juntar para prestar nossa solidariedade e ajudar a quem necessita”, esclareceu o motivo principal na vinda da equipa ao país.

Richard Anson, da organização do evento, destacou o facto dos Harlen Wizards terem se prontificado a virem ao país prestar seu apoio, através da arte da bola que muito bem sabem fazer, aos que sofreram com os estragos dos ciclones Idai e Kenneth.

Os homens do “show ball” da equipa com a segunda maior sequência de vitórias dos Estados Unidos, vão permanecer no país durante seis dias, devendo esta quinta-feira visitar a cidade da Beira, nomeadamente uma das escolas afectadas, o pavilhão dos Desportos, e em Maputo estarão nas escolas secundárias da Matola e Quisse Mavota, para além de fazer dois jogos em Maputo com celebridades e veteranos, bem como com a selecção de federados. Mais ainda, os freestyles, concursos, demonstrações com habilidades da bola, entre outras actividades, vão corporizar os dois dias de grande festa da bola ao cesto, no pavilhão do Desportivo Maputo e com transmissão televisiva, nos canais da Stv.

 

 

Gianni Infantino é reeleito Presidente da FIFA! O suíço-italiano de 49 anos teve seu mandato à frente da entidade máxima do futebol mundial “estendido” até 2023, podendo ainda tentar mais duas reeleições, o que poderá deixá-lo no poder até 2031.

No seu primeiro mandato como presidente da FIFA, Infantino impôs um ritmo alucinado de mudanças no futebol mundial – tanto dentro das quatro linhas como fora delas. Sem concorrente na reeleição, mostra o poder e aumenta ainda mais a sua responsabilidade, onde também indica que terá ainda mais respaldo para aprovar seus novos planos para o futebol.

Sem votação, Gianni Infantino foi reeleito presidente da FIFA, digamos, que por unanimidade das federações nacionais, onde Moçambique foi representado pelo respectivo presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr., já que uma mudança das regras que foi estabelecida quando o candidato não tiver opositor, é que basta uma salva de palmas para consagrá-lo eleito.

Ao agradecer os aplausos que deram a ele mais um mandato a frente da máxima do futebol, Infantino, visivelmente emocionado, agradeceu o apoio da grande maioria presente no ‘Congresso da FIFA’ em Paris. Porém, antes de ser reeleito, o presidente da FIFA fez um discurso duro, onde mostrou o que fez a frente da entidade nesse seu primeiro mandato. “Lembrem de quatro anos atrás, quando fui eleito. Hoje ninguém fala em crise. Ninguém fala em escândalos ou corrupção.

Nós deixamos de ser tóxicos, quase criminosos, para sermos o que deveríamos ser; uma organização que se importa com o futebol. Quando cheguei aqui, a FIFA tinha US$ 1 bilhão em reservas. Um bom dinheiro. Mas hoje temos US$ 2,7 bilhões. Eu prometi um programa de financiamento para as associações nacionais e falaram que eu era louco. Nós distribuímos dinheiro para vocês, para o futebol. E não em acordos estranhos”, declarou.

O ex-secretário da UEFA comanda hoje uma entidade bem diferente da que pegou em 2016, onde realizou grandes mudanças, como por exemplo, a implementação do vídeo-árbitro e grandes mudanças nas principais competições.

O presidente da FIFA também mudou radicalmente a disputa do “Mundial de Clubes”, que até então era um fracasso comercial e técnico e que a partir de 2021 passará a contar com 24 clubes participantes – sendo duas equipas da África e que será organizado de quatro em quatro anos (sempre um ano antes da Campeonato Mundial), ocupando assim o espaço da extinta Copa das Confederações.

Para já, para além de representar o organismo que tutela o futebol moçambicano, Alberto Simango Jr. vai manter encontros com outros homólogos para troca de experiência com vista a dar mais evolução ao futebol moçambicano.

 

 

A direcção do Incomáti de Xinavane solicitou, junto da Liga Moçambicana de Futebol, o adiamento do jogo que iria realizar este final de semana, diante do Desportivo de Nacala, devido a falta de jogadores para representarem a colectividade. É que os jogadores dos “açucareiros” entraram em greve, mais uma vez, reclamando atrasos salariais.

É a segunda greve que é feita pelos jogadores do Incomáti de Xinavane num espaço de um mês, e pelo mesmo motivo:  incumprimento da direcção no pagamento dos honorários. Ou seja, três meses de salários em atraso, o que deixou desgastados os jogadores, que decidiram voltar a entrar em greve, depois que a direcção não tenha cumprido com a promessa de pagar os salários desde há um mês.

Para mais, devido a esta situação, a direcção dos “açucareiros” optou por dispensar os jogadores, maioritariamente da capital do país, até que seja ultrapassada a crise financeira que abala a colectividade. O vice-presidente da colectividade, João Figueiredo, confirmou a crise, sem especificar de que crise se trata. “O Incomáti está a enfrentar alguns problemas organizativos, aos quais estamos numa fase de tentativa de soluções e não ficaria bem aqui revelar quais são, mas são problemas organizativos”, revelou Figueiredo.

Por isso mesmo, a equipa não estaria em condições de realizar a partida deste domingo, diante do Desportivo de Nacala, em Nampula, referente a sexta jornada do Moçambola 2019, facto que levou a direcção presidida por João Figueiredo a pedir o adiamento do jogo, junto da Liga Moçambicana de Futebol.

Entretanto, a Liga ainda não se decidiu pelo adiamento do jogo, estando marcada para a tarde desta quarta-feira um encontro entre as partes, para avaliar o pedido dos açucareiros.

O Incomáti de Xinavane, recorde-se, está na segunda posição com nove pontos, frutos de duas vitórias e três empates. É, a par do Costa do Sol, uma das equipas que ainda não conhece o sabor da derrota.

Treinado por Artur Comboio, os açucareiros tiveram dois jogadores nos Mambas, que disputaram recentemente o torneio Cosafa, em Durban.

 

 

Está de volta o polémico e controverso Abdul Omar ao Chibuto, clube que orientou na sua primeira aparição no Moçambola e conduziu à final da Taça de Moçambique, em 2013.  

O técnico será apresentado, esta segunda-feira, como sucessor de Sebastião Sitói que foi despedido sexta-feira última por alegados maus resultados no Moçambola 2019.

Ainda hoje, Abdul Omar deverá orientar a primeira sessão de treinos dos “guerreiros” de Gaza. A estreia do técnico está prevista para próximo sábado quando o Chibuto receber a Liga Desportiva de Maputo, em desafio inserido na sexta jornada do campeonato nacional de futebol.  

Omar encontra uma equipa que ocupa na 11.ª posição com seis pontos, portanto, um degrau acima da linha água.

Os “guerreiros” estrearam-se no Moçambola 2019  a 28 de Abril  com uma derrota diante do Chibuto FC, sendo que na segunda jornada, a 5 de Maio, venceram o Têxtil de Púnguè, por 2-1.  Nova derrota, na terceira ronda, frente ao Ferroviário de Nampula por 3-1.

Já na quarta jornada, o Chibuto recebeu e venceu o Baía de Pemba por dois a zero, numa partida em que Edinho e Messi estiveram em destaque ao marcar os golos da equipa da casa.
Na quinta jornada, antes da interrupção do campeonato, o Chibuto perdeu com o Maxaquene por um a zero.

Omar já treinou o Vilankulo FC, Matchedje, Desportivo de Maputo, Textáfrica do Chimoio, entre outros clubes.

Entretanto, o Chibuto FC procedeu há dias ao lançamento da campanha “1000 sócios” que visa angariar sócios ao clube, numa cerimónia que contou coma presença da Governadora de Gaza, Stela Zeca.

Os “guerreiros” de Gaza pretendem, com esta campanha, minimizar os problemas financeiros que enfrentam desde a saída da estrutura de patrocínio de Junaid Lagy, empresário que está agora focado no Black Bulls.

Nesta altura, o Chibuto conta com 190 sócios, sendo que grande parte destes não paga cotas, situação que não ajuda a colectividade.

Para já, a Moz Índia, empresa do ramo de processamento e descasque de arroz,  segundo o presidente do Chibuto, Betuel Saveca, prometeu ajudar a colectividade com um valor não especificado.

É clara consequência da desorganização organizada que faz escola no desporto moçambicano, no geral, e basquetebol, em particular.

É consequência de uma viagem atribulada e desgastante via terreste, que inicialmente seria via África do Sul, mas que acabou sendo via Chimoio, onde os jogadores chegaram por volta das 16h48 de sábado. 

Mais: da não inclusão de todos os jogadores convocados, em consequência claramente da não disponibilidade de alguns  jogadores do Ferroviário da Beira que se pretendia que viajassem via terrestre  da Beira para Maputo e outros que não tiveram dispensas nos seus locais de trabalho. E, depois, se vai culpar o seleccionador nacional, Milagre Macome.

E há que recordar que Augusto Matos, jogador que evolui no Terceira Basket de Portugal, não viajou com a equipa para Harare, Zimbabwe,  porque a Federação Moçambicana de Basquetebol recusou-se a desembolsar os valores das passagens Lisboa-Maputo.

E o resultado disto não podia ser outro: derrota da  selecção nacional de basquetebol sénior masculino, que teve pouco tempo de preparação, diante do Zimbabwe por 67-61  em jogo do torneio da  zona VI de apuramento ao Afro CAN, prova a realizar em Julho, em Bamako, Mali.

Os zimbabweanos lideram o marcador ao cabo dos dois primeiros quartos, ou seja, intervalo, com o parcial de 29-26.  

Hoje, Moçambique volta a entrar em cena medindo forças, às 17h30, com a sua similar da Zâmbia em jogo da segunda jornada desta fase de qualificação da zona VI de apuramento ao Afro-CAN 2019.

Esta não é a primeira vez que a selecção se depara com problemas logísticos. Na segunda janela das eliminatórias para o Mundial, num caso sem igual, a selecção nacional foi ao palco da competição com apenas um par de equipamento. E chegou mesmo a ficar embaraçada quando o seu adversário veio com um equipamento da mesma cor.

Não é fácil ser quem você é em finais que são tudo ou nada, em que há muito a perder. Comportamentos são condicionados pela ocasião, é preciso uma dose extra de coragem que nem sempre aparece. Neste sábado, em Madri, no encontro de dois times consolidados, com identidades claras, nenhum deles foi, a rigor, o que costuma ser.  

Mas seria míope, diante do roteiro do jogo, não enxergar o Liverpool como justo campeão da Europa após a vitória por 2 a 0 sobre o Tottenham. Claro que não se viu em campo o time que transforma a vida do rival num inferno com avalanches de pressão e chances de gol em momentos das partidas. Não fez um jogo de campeão. Mas construiu a legitimidade de sua conquista ao longo de uma caminhada notável. Os 97 pontos na Premier League que não bastaram para o título, a dolorosa derrota na final de Kiev no ano passado, as notáveis atuações dos últimos anos… O sexto título europeu da história do Liverpool coroa um time que o mundo passou a admirar e que, acima de tudo, oferece ao futebol uma leitura, uma interpretação própria.

Klopp, após dois vice-campeonatos da Champions, tem agora sua taça. Ele é o arquiteto de uma equipe que entende o futebol com a sua sensibilidade: o jogo frenético, de pressão e verticalidade constantes na direção do gol. Ontem, não foi tudo isso, é fato. Mas o troféu coroa um estilo que dita tendência no jogo atual. Sem substituir outras fórmulas vitoriosas, mas influenciando claramente muitos treinadores, estabelecendo uma vertente.  

O abraço de quase todo o time do Liverpool ao goleiro brasileiro Alisson dá o tom do quanto o resultado não conta bem o jogo. E é simbólico ter um goleiro decisivo na final após o drama de Karius no ano passado.

Não que o Tottenham tenha sido dominante, não é isso. Mas quando Origi fez o segundo gol, a três minutos do fim, o Liverpool era ameaçado e, apesar dos espaços de que dispunha, não executava sua especialidade: as transições rápidas para o ataque. O time de  Mauricio Pochettino  terminou o jogo com 61% de posse e oito finalizações no alvo contra três da equipe de Klopp. Ainda que, por boa parte do tempo, o time dirigido pelo alemão tenha tido controle através do posicionamento defensivo. E quando foi preciso defender a área, contou com uma imperial exibição do holandês Van Dijk. Mais uma, aliás, reafirmando sua condição de um dos melhores  defensores do planeta.

A final deste sábado teve mais condicionantes. Nem Kane, nem Firmino chegavam com condições físicas ideais, o que comprometeu mecanismos ofensivos dos times. Talvez pelo peso de jogo, eram poucos riscos e atuações individuais abaixo do habitual, como as de Son, Dele Alli e o próprio Salah. Até as três semanas que separaram a última rodada do Campeonato Inglês da final de ontem pareciam tirar os jogadores de ritmo. Assim como a temperatura alta em Madrid.

E nada condiciona tanto um jogo assim quanto um gol cedo, num pênalti bem duvidoso: eram 24 segundos quando o árbitro viu toque de mão de Sissoko. Salah converteu e imaginou-se que estavam criadas condições ideais para o Liverpool acelerar e produzir uma avalanche de chances.

Até o intervalo, o Liverpool sofreu pouco, é fato. Deixou Mané aberto pela esquerda, muitas vezes não acompanhando a descida do lateral Trippier, mas a produção ofensiva foi tímida. A pressão adiantada dos dois times gerava muitas bolas longas e o jogo não ganhava ritmo.

O Tottenham tinha a bola, mas parecia temer um desarme diante de um time que pressiona muito bem e acelera com perigo. Assim,sua posse era cuidadosa, com poucos passes arriscados. Não penetrava. Houve pouco jogo por em 45 minutos.
A necessidade do Tottenham mudou o jogo. O Liverpool magistralmente bloqueava o jogo pelo centro e cedia os lados. Pochettino ousou e colocou Lucas no lugar do volante Winks e, mais tarde, usaria dois centroavantes, com Llorente.  

Firmino não suportou o jogo e deu lugar a Origi. O Liverpool recorreu a um jogo mais físico com Milner na vaga de Wijnaldum. Teve momentos de domínio e Milner perdeu grande chance, até o jogo passar a se desenrolar em seu campo defensivo. Son cresceu e, com Lucas, cresceu o jogo pelo meio do Tottenham, desequilibrando a marcação do Liverpool. Alli cabeceou uma bola para fora, Alisson pegou cobrança de falta de Erikson,bolas seguidas em chutes de Son e Lucas e o jogo ganhou emoção, ficou aberto por um instante. Até o rebote de umcórner achar Origi para o gol que sentenciou o jogo.

"A Bola de Ouro deve ser entregue a Messi"

No meio da festa da conquista da Liga dos Campeões, Virgil Van Dijk foi abordado em relação à corrida pela Bola de Ouro. O central holandês, que voltou a assinar mais uma exibição estrondosa, foi perentório: o prémio deve ser entregue a Lionel Messi.

"Messi é o melhor jogador do mundo, é ele que deve vencer a Bola de Ouro. Por isso não penso muito nisso, mas se vencer aceito-a. A Bola de Ouro deve ser entregue a Messi, é o melhor do mundo, não interessa se esteve na final ou não", afirmou Van Dijk.

 

 

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