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O País – A verdade como notícia

É o fim da greve que vinha acontecendo há já algum tempo em Xinavane, pelos jogadores, mas que só há uma semana explodiu, devido aos atrasos de pagamentos de salários. E foi preciso a intervenção do Sindicato Nacional de Jogadores de Futebol, através do respectivo presidente, António Gravata, mais conhecido por Tony Gravata, que se deslocou a Xinavane para se reunir com os jogadores e encontrar uma solução para a crise.

De acordo com Lance mz, a decisão de acabar com a greve foi tomada após um encontro entre o Sindicato dos Jogadores e a direcção do clube, que contou ainda com a participação de membros do governo provincial e distrital da Manhiça.

Em entrevista ao jornal electrónico Lance, o presidente do Sindicato de Jogadores, António Gravata, garantiu que os jogadores voltarão aos trabalhos, mediante o pagamento de um mês de salário em dívida nas próximas semanas, devendo a direcção procurar mais parceiros que garantam a liquidação da dívida por completo, por forma a que os trabalhos decorram sem sobressaltos nos próximos dias. “A direção do Incomáti acordou com os jogadores que dentro da próxima semana vai se efectuar o pagamento de um salário e como se está em conversações com parceiros, o que está praticamente fechado, a breve trecho vai-se pagar o valor remanescente, incluindo os prémios de jogos”, disse António Gravata ao Lance.

Paralelamente a possíveis sanções que pudessem ocorrer internamente após o registo da greve, há indicações de que nenhum jogador vai sofrer represálias ou sanções, após acordo para efeito. Quem deu essa garantia foi Tony Gravata, ao Lance mz, que respondia a alega informação que dava conta de que Orlando e Luís, dois jogadores do Incomáti e que supostamente seriam os mentores da greve, seriam dispensados.

“Todos jogadores estão integrados no plantel. Sanamos qualquer tipo de mal-entendido que pudesse existir, quer da parte da Direcção quer da parte dos jogadores. Não há nenhum jogador que será sancionado por conta da greve, este é um dos pontos que por nós foi vincado, até porque foi o Sindicato que foi o interlocutor nesta conversa justamente para garantir que não houvesse qualquer tipo de retaliação futura, até porque a Direcção assegurou que essa não era sua intenção ou postura”, vincou o Presidente do Sindicato de Jogadores.

Segundo o Lance, há ainda possibilidade das empresas produtoras de açúcar no país poderem se juntar para apoiar o Incomáti de Xinavane no Moçambola 2019, num acordo que poderá estender-se por duas épocas, ou seja 2019 e 2020.

Os “açucareiros” viram-se averbados uma falta de comparência no passado final de semana, em vistude de não se ter deslocado a Nacala, onde iria disputar o jogo da sexta jornada do Moçambola 2019, diante do Desportivo de Nacala. Ainda assim, incorre a uma multa pela ausência, que pode chegar aos 200 mil meticais, uma vez que o caso foi remetido ao Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol.

Recorde-se que o Incomáti de Xinavane tem um jogo marcado para esta tarde, diante do Desportivo da Matola, referente a final da Taça de Moçambique, fase provincial, marcado para o seu campo. O vencedor desta partida vai cruzar caminho do Desportivo de Maputo na fase regional da segunda maior competição futebolística do país.

 

O Campeonato nacional da segunda divisão continua ao rubro, com os chamados candidatos a ascender ao Moçambola 2020 ainda longe de se confirmarem nas lideranças das três regiões. Desportivo da Matola, no Sul, Matchedje de Mocuba, no centro, e Sporting de Nampula, no norte, são os actuais líderes. No centro do país, os resultados vão deixando os crónicos candidatos a ascensão ainda longe dos lugares cimeiros, nomeadamente o Chingale de Tete e o 1º de Maio de Quelimane, que no embate entre ambos, terminaram com um empate a um golo, facto que lhes coloca na 6ª e 7ª posições, respectivamente, ambos com cinco pontos, menos três que o líder da prova, o Matchedje de Mocuba, que soma oito pontos. “Militares” que também não souberam aproveitar este empate dos clossos da zona centro e cederam um empate, a três golos, diante da 3 de Fevereiro, também da capital da Zambézia.

Aliás, esta região do país é a única em que o líder ainda não passou dos 10 pontos, tendo em conta que no sul o líder tem 13 pontos e no norte tem 11. Muita culpa dessa baixa pontuação no centro do país tem que ver co0m elevados empates que tem vindo a se verificar ao longo da competição, e prova disso é mais um empate nesta jornada, entre a Água Vumba de Manica e o Lion de Missawa de Tete, sem abertura de contagem.
Única equipa que venceu nesta jornada foi a Liga Desportiva de Sofala, que recebeu, venceu a tangente e destronou o Ferroviário de Quelimane da liderança da região, colocando os “locomotivas” de Quelimane na segunda posição, ainda que com os mesmos números de pontos dos “militares”. Já a Liga Desportiva de Sofala, que se prepara para disputar a fase regional da Taça de Moçambique, ocupa, a esta altura, a 5ª posição, com menos um pontos que a dupla de lideres, estando empatado na pontuação com Pipeline da Maforga (que esteve de fora nesta jornada devido ao número ímpar de equipas) e o Lion de Missawa, com sete pontos cada uma.

O destaque da próxima jornada nesta região vai para o embate de duas equipas da mesma província: Tete, nomeadamente o Lion de Missawa e o Chingale.

Sporting de Nampula vence por falta de comparência e se destaca no norte

No que à zona norte diz respeito, o destaque vai para o Sporting de Nampula que já lidera a prova, em troca com o Ferroviário de Lichinga. Os “leões” da capital do norte aproveitaram o deslize dos “locomotivas” de Lichinga, na deslocação a Pemba, onde empataram diante do seu homónimo sem abertura de contagem. Assim, o Ferroviário de Lichinga, que vai defrontar o Baía de Pemba na fase regional da Taça de Moçambique, somou apenas um ponto e já conta com 10 pontos, os mesmos do Sporting de Monapo e o Talentos de Sanga, enquanto o Sporting de Nampula, com a vitória, por falta de comparência da Associação Desportiva de Pemba (que não se deslocou devido a problemas financeiros), somou três pontos e lidera com 11 pontos.

Para chegarem aos 10 pontos, Sporting de Monapo e Talentos de Sanga somaram vitórias nos seus jogos, diante do Atléctico de Sanjala de Niassa (4-1) e Angoche Clube dos Desportos (2-1), respectivamente.

A zona norte, recorde-se, é reincidente em matérias relacionadas a faltas de comparências para beneficiar certas equipas no final da prova, uma vez que os regulamentos retiram todos os pontos conquistados com a equipa que for desqualificada devido ao excesso de falta de comparência, nomeadamente três.
Na próxima jornada teremos o embate da liderança em Niassa entre o Talentos de Sanga e o Sporting de Nampula, enquanto o Ferroviário de Lichinga recebe a Associação Desportiva de Pemba.

Desportivo da Matola não desanda da liderança no sul
A situação é mais complicada na zona sul do país, para os chamados candidatos a ascensão ao Moçambola 2020. Se por um lado temos a Black Bulls e a Associação Desportiva de Macuácua na perseguição ao líder, Desportivo da Matola, por outro lado temos o Estrela Vermelha de Maputo, no meio da tabela classificativa, e o Matchedje de Maputo lá na zona da despromoção.

Os “alaranjados” foram infelizes na recepção ao Desportivo da Matola e perderam por uma bola sem resposta, num golo apontado ao apagar das luzes e cimentaram a liderança dos “alvi-negros”. A Black Bulls não se fez de rogado e não ficou atrás, vencendo, também , na recepção ao Ferroviário de Gaza, com golo de Ejaita, mais um na conta pessoal, mantendo a perseguição.

Perseguição que é também mantida pela Associação Desportiva de Macuácua, que imitou os restantes integrantes do pelotão e venceu à tangente, na recepção ao ESFA de Boane.

O Matchedje ainda conhece o sabor da vitória e em cinco jogos soma duas derrotas e três empates, o último deles nesta jornada, no embate diante das Águias Especiais de Maputo, naquela que foi a partida entre “militares” e “policiais”.

No dérbi de Inhambane, Temusa Costa do Sol da Massinga e Ferroviário, da capital, não foram para além de um empate a um golo, resultado que atrasa as duas equipas nos seus objectivos. Já a Académica, que ainda não empatou nesta competição, a par da Black Bulls e do Ferroviário de Inhambane, somou a segunda vitória, ao receber e vencer o ISPG de chókwè, por 3-1, colando-se ao grupo intermediário.

A jornada seis da zona sul terá um escaldante Desportivo da Matola vs Black Bulls, que não será próximo final de semana, tendo em conta que a Associação Black Bulls terá um jogo da fase regional da Taça de Moçambique, diante do Ferroviário de Inhambane, que também não vai defrontar  o Estrela Vermelha de Maputo, no outro jogo de algum interesse.

 
Académica Maputo    3-1    ISPG de Chókwè
Assoc. Black Bulls Maputo    1-0    Ferroviário de Gaza
Estrela Vermelha Maputo    0-1    Desportivo de Matola
Temusa Costa do Sol Massinga    0-1    Ferroviário de Inhambane
Águias Especiais Maputo    1-1    Matchedje Maputo
Ass. Desportiva Macuacua    1-0    ESFA FC de Boane

1. Desportivo de Matola    13    4    1    0    6:    2    +4    5
2. Assoc. Black Bulls Maputo    12    4    0    1    11:    6    +5    5
3. Ass. Desportiva Macuacua    9    2    3    0    5:    2    +3    5
4. Ferroviário de Inhambane    9    3    0    2    5:    5    0    5
5. Estrela Vermelha Maputo    8    2    2    1    3:    2    +1    5
6. Águias Especiais Maputo    6    1    3    1    5:    5    0    5
7. Académica Maputo    6    2    0    3    6:    7    -1    5
8. Ferroviário de Gaza    5    1    2    2    5:    5    0    5
9. Temusa Costa do Sol Massinga    5    1    2    2    6:    7    -1    5
10.Matchedje Maputo    3    0    3    2    5:    7    -2    5
11.ESFA FC de Boane    2    0    2    3    2:    6    -4    5
12.ISPG de Chókwè    2    0    2    3    3:    8    -5    5

 

Liga Desportiva de Sofala    1-0    Ferroviário de Quelimane
Chingale Tete    1-1    Primeiro de Maio Quelimane
3 de Fevereiro Quelimane    3-3    Matchedje de Mocuba
Agua Vumba de Manica    0-0    Lion FC de Missawa

1. Matchedje de Mocuba    8    2    2    0    9:    4    +5    4
2. Ferroviário de Quelimane    8    2    2    1    7:    3    +4    5
3. Pipeline Maforga    7    2    1    1    6:    3    +3    4
4. Lion FC de Missawa    7    2    1    1    5:    4    +1    4
5. Liga Desportiva de Sofala    7    2    1    1    3:    2    +1    4
6. Chingale Tete    5    1    2    1    2:    2    0    4
7. Primeiro de Maio Quelimane    5    1    2    2    4:    7    -3    5
8. Agua Vumba de Manica    4    1    1    3    2:    4    -2    5
9. 3 de Fevereiro Quelimane    2    0    2    3    7:    16    -9    5

Sporting de Nampula    3-0    Ass. Desportiva de Pemba
Ferroviário de Pemba    0-0    Ferroviário de Lichinga
Talentos de Sanga    2-1    Angoche Clube de Desportos
Sporting de Monapo    4-1    Atletico de Sanjala

1. Sporting de Nampula    11    3    2    0    10:    3    +7    5
2. Sporting de Monapo    10    3    1    1    8:    3    +5    5
3. Ferroviário de Lichinga    10    3    1    1    7:    3    +4    5
4. Talentos de Sanga    10    3    1    1    9:    7    +2    5
5. Angoche Clube de Desportos    5    1    2    2    8:    7    +1    5
6. Ferroviário de Pemba    4    1    1    3    3:    6    -3    5
7. Atletico de Sanjala    3    1    0    4    3:    12    -9    5
8. Ass. Desportiva de Pemba    2    0    2    3    4:    11    -7    5

 

É chegado o momento de decisões na Engen Maputo Basket em seniores masculinos. Ferroviário de Maputo e A Politécnica iniciam, sexta-feira, às 18h15, no pavilhão do Maxaquene, a disputa da final da Engen Maputo Basket num “play-off” a melhor de cinco jogos.

Com apenas uma derrota na fase regular, por sinal, diante do Costa do Sol e num jogo em que utilizou atletas juniores, o Ferroviário de Maputo é claramente favorito a conquistar o campeonato da cidade de basquetebol em seniores masculinos.

Há, de resto, vários factores que jogam a seu favor: venceu todos os jogos que teve pela frente diante d’ A Politécnica esta temporada. Rotinada aos títulos, a equipa de Milagre “Mila” Macome é bem servida por jogadores experientes e de selecção nacional que, recentemente, disputaram as eliminatórias da zona VI para o Afro CAN.

Tais são os casos dos gémeos Orlando e Ermelindo Novela, Pio “Lingras” Matos, Custódio Muchate, Octávio Magoliço, Manuel Uamusse e David Canivete Jr, Hugo Martins e Milton Caifaz.

À estes, juntam-se Edson Monjane, Francisco “Chiquinho” Macarringue”, Stélio Rodrigues, Baggio Chimonzo e Dércio “Dado” Mula, atletas que por vários motivos não estiveram presentes em Harare, Zimbabwe.
É com esta “armada” que os actuais detentores do troféu têm dominado as provas internas, apresentado–se fortes quer no jogo interior quer no jogo exterior.

Depois de, ano passado, ter caído aos pés do Maxaquene nos quartos-de-final da prova, a A Politécnica fez uma prova a considerar, porquanto deixou para trás nas “meias” um candidato ao título: Costa do Sol.

Com muita juventude irreverente, José Macuácua conseguiu montar uma estrutura e que bateu-se de peito aberto com um reforçado Costa do Sol (ndr: foi buscar Amarildo Matos, Asmilton Ribeiro, Ivan Cossa) e chegar a final do campeonato da cidade dois anos depois.
Saliente-se, nesta equipa, Yuran Biosse, os gémeos Mirlon e Nilton Parruque, Lote Tonela, Virgílio Wachene, Fernando Jinó e Perdigo Matola.

Mesmo depois de perder jogadores experientes nos últimos anos, tais como Jonas Faduco, Asmilton Ribeiro e Francisco Braga (Costa do Sol), Inélcio “Chirinho” Chire e Dércio “Dado” Mula (Ferroviário de Maputo), a A Politécnica não desfaleceu. Pelo contrário: continuou a apostar em atletas jovens e sem “nome” para fazer face os seus adversários.

O jogo um dos play-offs da final da Engen Maputo Basket em seniores masculinos está marcado para sexta-feira, às 18h15, no pavilhão do Maxaquene. Já no domingo, 16 de Junho, temos o jogo 2 para na terça-feira, realizar-se o jogo 3.

A ÚNICA VEZ DOS “UNIVERSITÁRIOS”

A 23 de Abril de 2018, a A Politécnica fez história no pavilhão do Desportivo ao derrotar o Ferroviário de Maputo na final da Taça Maputo, por 75-62. 

 Fez-se história, sublinhe-se, porque naquela noite José Macuácua (“coach” da A Politécnica)  “vingava-se”  de um adversário que em 2017  o derrotara  na final da Engen Maputo Basket, Campeonato da Cidade.
Neste jogo decisivo, o Ferroviário de Maputo liderou no primeiro quarto com um parcial de 22-11.  Já no segundo quarto, etapa do jogo em que a A Politécnica entrou melhor, os “universitários” venceram por 38-28.

O terceiro quarto, intenso, voltou a ser controlado pela A Politécnica que venceu por 54-44. No quarto e último período, o Ferroviário de Maputo fez uma recuperação mas no final perdeu o jogo por 75-62.

Esta competição disputada em duas fases. Na primeira, as equipas jogaram num sistema de todos contra todos, tendo sido classificadas, em ordem decrescente, as quatro melhores, nomeadamente Ferroviário, A Politécnica, Maxaquene e Costa do Sol.

Engen Maputo Basket:
Quadro de jogos
Pavilhão do Maxaquene
Sexta-feira, 14 de Junho de 2019
18h30
Jogo 1
Ferroviário de Maputo vs A Politécnica

Domingo, 16 de Junho de 2019
17h30
Jogo 2
A Politécnica vs Ferroviário de Maputo

Terça-feira, 18 de Junho de 2019
18h15
Jogo 3
Ferroviário de Maputo vs A Politécnica

 

São as primeiras reacções à falta de comparência do Incoáti de Xinavane, na partida do último domingo, diante do Desportivo de Nacala, em partida da 6ª jornada do Moçambola 2019. E o maior prejuízo desta não ida dos “açucareiros” de Xinavane a Nacala é financeiro, a rondar os 300 mil meticais de bilheteria, que normalmente a colectividade angaria a cada jogo disputado no campo da Bela Vista.

De acordo com Gimo Mandede, vice-presidente dos “canarinhos” de Nacala, que falava telefonicamente com o “O País”, o facto é que os adeptos não aceitaram pagar o bilhete, com a justificação de que não haveria jogo e isso provocou danos financeiros ao clube. “Tivemos um prejuízo grande para o Desportivo de Nacala. Muita acabou indo ao campo na expectativa de ver o jogo.

Aquilo que seria a nossa receita, em termos de suprir algumas dificuldades que o clube vive, porque faz parte da nossa gestão a receita do jogo. A média das nossas receitas são cerca de 300 meticais por jogo”, disse Mandede.

O facto é que a direcção do Desportivo de Nacala contava usar parte dessa receita para fazer a inscrição dos jogadores que vão reforçar o plantel nesta segunda metade da temporada, em um número de oito jogadores. “Nós dispensamos cerca de 12 jogadores e contratamos cerca de oito. Parte desta receita estava prevista para poder cobrir as inscrições desses jogadores contratados”, num processo do mercado de transferência que vai até ao dia 13 do mês em curso. E esta situação fez com que “tivéssemos que desviar a componente salário dos nossos jogadores para cobrir isso”, o que fará comque os jogadores “canarinhos” possam vir a ter problemas salariais nos próximos dias.

Sorte mesmo, segundo Gimo Mandede, foi o facto da colectividade não ter optado pelo estágio num hotel, o que iria significar mais um deficit de pouco mais de 25 mil meticais (valor que sempre é usado para o estágio da equipas), mas não deu para evitar o gasto de alimentação dos jogadores e do policiamento.

“Também tivemos que pagar a polícia porque bastou se fazer presente, tem que ser paga. Certamente que os salários seriam fora das despesas do jogo, mas tivemos que pagar o almoço dos jogadores, em cerca de 10 mil meticais, que seria produto da receita”, explicou Mandede.

Assim, o Desportivo de Nacala viu-se a perder cerca de 300 mil meticais e ainda teve que fazer gastos para garantir condições básicas aos jogadores, por um jogo que nem teve lugar.

“Não queremos que volte a se repetir”

Os “canarinhos” de Nacala, que já viveram um caso similar em 2017, não vaticinam que situação similar volte a ocorrer, pois seria um transtorno e muito prejuízo aos cofres da colectividade.

Gimo Mandede recorda o sucedido em 2017 e conta como foi ultrapassa a situação: “já tivemos situações idênticas no Desportivo e tentamos resolver. Lembro-me que há dois anos quando íamos a Vilankulo tivemos uma situação similar e acabamos levando parte dos jogadores seniores e outra parte das camadas de formação, os juniores, mas fomos cumprir a jornada”, mesmo para evitar sofrer falta de comparência, o que sempre aumenta o prejuízo financeiro, já que para estas situações o regulamento de disciplina aplica multas que vão até 200 mil meticais de penalização, para além de ser aplicada derrota de três bolas sem resposta.

Por estas e outras, a direcção do Desportivo de Nacala diz que não é seu desejo que situação similar volte a acontecer com nenhuma equipa, pois “não anima ganhar os três pontos por falta de comparência e não podemos nos dar por satisfeitos com a desgraça dos outros. Isso não faz parte da nossa cultura desportiva”.

Cinco regressos no plantel dos “canarinhos” de Nacala
Na conversa telefónica com Gimo Mandede, vice-presidente do Desportivo de Nacala, abordamos a situação actual do plantel, numa altura em que estamos a meio do mercado de transferência de inverno, que encerra a 13 de Junho corrente. Mandede reveliu que são oito os jogadores que vão reforçar os “canarinhos” nesta segunda metade da temporada futebolística. E falou de cinco regressados: “tínhamos alguns problemas com alguns jogadores, nomeadamente Salas e Taímo, que o Ferroviário de Nampula queria resgatar de volta e nós não aceitamos e tivemos um encontro entre as direcções e os miúdos já voltaram para a espinha dorsal do clube. Contamos ainda com alguns jogadores como Touré, que foi nosso jogador no ano passado, e esteve no ENH, Mundinho, que foi nosso trinco e estava no Desportivo de Nacala, que regressam ao clube”. Mas também há novas caras que vão entrar, nomeadamente Gildo, que representava o Sporting de Nampula e um extremo ido do Costa do Sol, por empréstimo, que não foi revelado o seu nome, para além de mais dois jogadores que ainda estão numa fase negociação, totalizando oito jogadores que vão reforçar a colectividade, após a dispensa de dez jogadores.

Ainda assim, o objectivo do Desportivo de Nacala mantém-se, nomeadamente a luta pela manutenção, mas com ambições claras de chegar o mais longe possível na tabela classificativa. “Quem sabe o regresso da posição de 2017 quando ocupamos o quinto lugar”, vacticinou o vice-presidente do Desportivo de Nacala, Gimo Mandede.

Caso Incomáti de Xinavane remetido ao Conselho de Disciplina da LMF

Em reacção ao caso da falta de comparência do Incomáti de Xinavane, o presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana, confirmou que já foi remetido ao Conselho de Disciplina do órgão gestor do campeonato nacional de futebol, o Moçambola. Couana começou por dizer que “é um assunto consumado”, uma vez que a falta de comparência já foi averbada, faltando agora o órgão que trata dos assuntos disciplinares. “É um assunto que foi remetido ao Conselho de Disciplina e depois da saída do comunicado vamos dar a conhecer”, disse o presidente da LMF, em contacto com o “O País”.
Sabe-se que o Incomáti de Xinavane, para além de ter sido averbada uma falta de comparência e consequente derrota, incorre a uma multa de quase 200 mil meticais, por não ter se feito a Nacala para o jogo diante do Desportivo de Nacala.

É que a Liga Moçambicana de Futebol deslocou-se a Xinavane, na passada sexta-feira, para procurar solução ao caso, que passava por convencer a direcção a usar a equipa B da colectividade ou de formação, no caso concreto os juniores, para efectuar a deslocação, por forma a evitar a multa e a sansão, mas sem ter uma resposta positiva por parte dos “açucareiros”.

Ainda esta semana será conhecida a penalização que cabe ao Incomáti de Xinavane, depois da reunião do Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol, esta terça-feira.

 

É a primeira falta de comparência no Moçambola 2019! E esta é a atribuída ao Incomáti de Xinavane, que não se deslocou a Nampula, onde iria defrontar o Desportivo de Nacala, em partida da sexta jornada do Moçambola, devido a greve que é feita pelos jogadores da colectividade, em protesto aos quatro meses sem salários.

Os “açucareiros” não realizaram nenhuma sessão de treinos esta semana, uma vez que os jogadores entraram logo de greve, o que obrigou a que a direcção dispensasse os mesmos para tratar de assuntos pessoais, principalmente os que residem na capital do país.

O facto é que a Liga Moçambicana de Futebol não anuiu ao pedido da direcção do Incomáti de Xinavane, que remeteu uma carta de pedido de adiamento do jogo deste final de semana, mas sem ter o aval da direcção do executivo de Ananias Couana.

Sabe-se que o próprio presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana, chegou a deslocar-se a Incomáti para se inteirar do real motivo do pedido de adiamento e procurar encontrar uma solução, que passa necessariamente pelo pagamento dos honorários em atraso, o que ainda não aconteceu e os jogadores ainda não retomaram a Xinavane.

Aliás, os jogadores “açucareiros” ameaçam ainda não realizar o jogo da próxima quarta-feira, referente a final da Taça de Moçambique da fase provincial, diante do Desportivo da Matola, que vai encontrar o Desportivo Maputo na fase regional da segunda maior competição futebolística do país.

Nos últimos 10 anos há registo de duas faltas de comparências no Moçambola, sendo a primeira datada de 2013, quando o Vilankulo FC averbou falta de comparência por não ter se deslocado à Maputo para defrontar o Costa do Sol, naquele que foi um caso bastante badalado na altura. A segunda falta de comparência dos últimos tempos teve lugar em 2016, quando o Desportivo de Niassa negou-se a defrontar o Ferroviário de Maputo, por falta de pagamentos salariais, ainda na primeira volta, uma mancha que acabou prejudicando a equipa que se viu despromovida, no final da temporada.

 

Todos os Ferroviários que disputam o Moçambola 2019 perderam pontos nesta 6a jornada, sendo que o de Nampula é o único que evitou a derrota, ao empatar diante do Baía de Pemba sem abertura de contagem. O maior "escândalo" veio da capital do país, onde o Ferroviário de Maputo perdeu com Textáfrica do Chimoio por 0-2. Nesta jornada, destaque para a falta de comparência do Incomáti de Xinavane.

A paragem do Moçambola para dar lugar aos jogos dos Mambas no torneio Cosafa não foi benéfica para algumas equipas, com destaque para os quatro Ferroviários que disputam a prova-mor do futebol moçambicano.

O Ferroviário de Maputo foi o maior prejudicado ao perder, em casa, diante do Textáfrica do Chimoio. Se nas duas últimas épocas os "locomotivas" da capital tinham se beneficiado da mão dos árbitros para vencer os "fabris" no Estádio da Machava, ambas partidas por 3-2, desta vez, com uma arbitragem "quase" imaculada, a história foi outra! Os treinados de Aleixo Fumo vieram a Maputo para deixar Daúde Razqeua ainda em maus lenções, depois que os adeptos já o apontavam o dedo.

Márcio, aos nove minutos, e Dário, aos 82 minutos, foram os responsºaveis pelo descarrilamento da "locomotiva" de Maputo, que assim desceu três lugares na tabela classificativa, passando da 5a para a 8a posição, tendo sido ultrapassado pelo próprio Textáfrica de Chimoio, Desportivo de Nacala e Clube de Chibuto, que também venceram.

Os "canarinhos" de Nacala somaram três pontos sem terem jogado, em virtude da falta de comparência do Incomáti de Xinavane, enquanto os "guerreiros" de Gaza receberam e venceram a Liga Desportiva de Maputo por uma bola sem resposta, com golo madrugador de Heldinho, aos 10 minutos. Aliás, esta vitória do Clube de Chibuto foi, também, a demostração do que pretende fazer o novo treinador, Abdul Omar, numa clara alusão ao chamado "efeito Omar".

Assim, os "locomotivas" de Maputo e os "açucareiros" de Xinavane deixaram alcançar na pontuação pelo Clube de Chibuto, juntando-se a outro Ferroviário, o da Beira, todos com nove pontos.

EVA NGA… OUTRA VEZ!

Os "locomotivas" de Chiveve perderam na deslocação a Maputo, diante do Costa do Sol, à tangente, com golo, mais um, de Eva Nga, aos quatro minutos, que assim consolida a condição de melhor marcador da prova, agora com seis golos. Os "canarinhos", aliás, recupraram a liderança, que havia sido "emprestada" ao Textáfrica do Chimoio, no sábado.

O Ferroviário de Nacala, por seu turno, sucumbiu na deslocação a Songo, onde, diante do campeão nacional, União Desportiva de Songo, perdeu por 2-1.  Luís Miquissone e Banda ainda colocaram os "hidroeléctricos" a vencer pod duas bolas a zero, mas Ndazione, sempre ele a salvar a equipa, reduziu, mas não evitou a derrota. Songo que volta a recuperar posições e acsende à segunda posição, com 12 pontos, os mesmos dos "fabris" do Planalto, e menos dois que o líder, Costa do Sol.

ENH E DESPORTIVO MAPUTO DIVIDEM PONTOS

Por seu turno, a ENH de Vilankulo ainda consegue se encontrar depois do afastamento de Alcides Chambal. Antoninho Muchanga e Victor Mayamba ainda não conseguem vencer e nem mesmo a paragem ajudou, pese embora os aspectos técnicos e tácticos já estejam a ser assimilados pelos jogadores. Facto mesmo é que os "alvi-negros" entraram a vencer, saíndo ao intervalo com 0-2 a seu favor, após golos de Flávio e Rodrigues, mas não conseguiu segurar a vitória e permitiu o empate já na segunda com um bis de Eurico a evitar a derrota. Ainda assim a ENH de Vilankulo não evitou a descida para a cauda da tabela classificativa, agora com quatro pontos, menos um que o trio composto pelo Desportivo Maputo, Têxtil de Púnguè e Baía de Pemba. Encerra a zona da despomoção o Ferroviário de Nampula, com seis pontos, único "locomotiva" que salvou a honra da casa verde-e-branca e empatou, em casa, diante do Baía de Pemba sem abertura de contagem.

Já os "fabris" da Manga deixaram de ser lanternas vermelhas após alcançarem a primeira vitória na prova e a vítima foi o Maxaquene de Amid Turmamade. Ernest, de grande penalidade, foi autor do único golo da partida.

O Moçambola 2019 volta a sofrer mais uma paragem, próximo final de semana, para dar lugar aos jogos da Taça de Moçambique, fase regional, onde teremos grandes embates, com destaque para o jogo entre o Costa do sol e o Ferroviário de Maputo, e também entre o Clube de Chibuto e o Maxaquene, pela zona sul. No centro, o destaque vai para o jogo Textáfrica de Chimoio vs Ferroviário da Beira e no norte os Ferroviários de Nacala e de Nampula batem-se pela passagem aos quartos-de-final, ou seja, a fase nacional.

 

A selecção nacional de basquetebol sénior masculina garantiu a presença no AfroCan do Mali após uma valorosa vitória diante da Zâmbia por 71-60, na noite da última sexta-feira. Ademais contou a vitória diante do Zimbabwe, na passada quinta-feira, por 80-65, redimindo-se da derrota na jornada inaugural diante do mesmo adversário.

Mesmo a meio de dificuldades, entre falta de treinos, péssimas condições de viagens e acomodação, para além de ausência de alguns jogadores que se recusaram em representar a selecção devido a falta de compromisso e seriedade da própria Federação Moçambicana de Basquetebol, a selecção nacional conseguiu a qualificação à fase final do AfroCan da modalidade, que terá lugar no Mali, em Julho próximo.

Uma participação que que até iniciou de forma desastrosa, com uma derrota, diante do anfitrião Zimbabwe, por seis pontos de diferença, ou seja 67-61, naquele que foi o primeiro grande resultado da falta das condições exigidas para uma boa prestação. Aliás, o conjunto de Milagre Macome, que basicamente contou somente com jogadores do Ferroviário de Maputo e mais dois do Ferroviário da Beira, chegou praticamente na noite que antecedia o primeiro jogo, depois de cansativa viagem via terrestre, que teve escala em Manica. O cansaço não ajudou os jogadores, que assim perderam o primeiro jogo.

Na segunda partida, frente a Zâmbia, o combinado moçambicano não se fez de rogado e com uma boa prestação de Pio Matos, quase chegada a chapa 100, tendo terminando mesmo na casa dos 90 pontos. Uma Zâmbia que voltou a ser o bombom da festa, depois de mais uma vitória, na sexta-feira, desta feita por 71-60, resultado que garantiu o primeiro lugar no regional de qualificação, ainda que com os mesmos números de pontos do Zimbabwe, que também estava a disputar o apuramento.

Zimbabwe, o grande “abusado”

A selecção do Zimbabwe, anfitrião desta fase de qualificação, foi uma pedra no sapato dos treinados de Milagre Macome, uma vez que com a vitória na primeira jornada, por 67-61, ganhava asas para ombrear com o combinado nacional a disputa por um lugar no AfroCan. Mas mau grado para os zimbabweanos, que já na segunda volta não tiveram a mesma postura e nem pernas para ombrear com Pio Matos e companhia, que já mais descansados levaram à quadra a sua experiência, para anular a vantagem de seis pontos dos donos da casa, vencendo assim por 80-65.

Foram 15 pontos de diferença que traduziram a grandeza e confirmaram a superioridade do conjunto moçambicano, perante um Zimbabwe e uma Zâmbia, que foram apenas sombras de uma preparação bem feita por parte de Milagre Macome, rumo à fase final do AfroCan, que terá lugar em Bamako, no Mali, de 18 a 28 de Julho.

O Torneio regional de qualificação que contou apenas com as três selecções, uma vez que Angola e África do Sul desistiram a última hora, vai ainda conhecer o derradeiro jogo este sábado, quando Zimbabwe e Zâmbia jogarem entre si, para o cumprimento da prova.

Assim, os rapazes de Milagre Macome regressam este domingo a Maputo, para prepararem a final da Engen Maputo Basket, onde o Ferroviário de Maputo terá pela frente a A Politécnica, num play-off a melhor de cinco jogos. O jogo 1 poderá ser já na sexta-feira.

O Textáfrica de Chimoio apresentou-se no Estádio da Machava, esta tarde, com lição bem estudada. Os fabris sabiam o que iam fazer à capital do país e logo entraram a ganhar.

Quando passavam 19 minutos depois do início do jogo, uma infelicidade para os donos da casa: Jeitoso coloca a bola no fundo da sua própria baliza, o que permitiu a equipa de Chimoio ir ao intervalo com vantagem de uma bola no marcador.

Retornada a partida, mesmo diante do seu público, a equipa de Daúdo Razaque não conseguiu impor-se ou criar desconfortos aos fabris. Pelo contrários, os locomotivas consentiram, à passagem do minuto 87, um grande golo do capitão Dário, que respondeu com classe a um cruzamento da direita. À entrada da área, o número 7 do Textáfrica rematou forte de cabeça. Estava feito o dois a zero final.

Para Daúdo Razaque, o Moçambola ainda não terminou e a sua equipa promete continuar a trabalhar.

É já este sábado que os Harlen Wizards, grupo de basquetebolistas de show da bola vão fazer o grande espectáculo alusivo a angariação de apoios às vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, no pavilhão do Maxaquene. Os mesmos prometem um espectáculo nunca antes visto, com muitas brincadeiras, concursos de afundanços e lançamentos de triplos, para além de jogos entre os norte-americanos e os moçambicanos. “Por favor, venham para este show, vamos levar-vos aos céus, trazemos muita diversão, brincadeiras engraçadas, shows de afundanços, shows de dança e teremos óptimos momentos, então venham e divirtam-se com os mundialmente famosos Harlem Wizards”, prometeu King Arthur, um dos integrantes dos Harlen Wizards.

Esta sexta-feira, os basquetebolistas norte-americanos efectuaram dois clinics com estudantes e jogadores de palmo e meio do basquetebol em Maputo a Matola. Primeiro foi na Escola Secundária da Matola e depois na Noroeste 1, em Maputo, onde o objectivo principal era de aperfeiçoar as habilidades técnicas dos jogadores de palmo e meio da modalidade.

A defesa, tanto dentro como fora do campo, foi o dominador comum destes clinics nas escolas, onde as futuras estrelas aprenderam muito e esperam transmitir os conhecimentos aos demais. “Aprendemos que o que eles nos ensinaram não é só para nós, mas também para os outros e devemos ensinar também”, disse Sheila Faduco, da Bela Rosa. Já Argentina André, da selecção da cidade de Maputo, esta iniciativa é de louvar, uma vez que vai ajudar as petizes a evoluírem ainda mais na modalidade.

Aliás, King Arthur, um dos integrantes dos Harlens Wizards, diz que a motivação que das crianças demostram nestas formações vai ajudar a fazer crescer e a alcançar bons resultados no futuro. “Eu acho que essas meninas vão ser as melhores, porque elas estão de olhos abertos, elas querem melhorar, elas querem informações e elas querem trabalhar duro”, disse e elogiou a determinação e energia transmitida pelos moçambicanos: “Então foi bom estar aqui com estas meninas e ensinar o que sei, porque todos nós amamos o basquetebol. Veja todas estas pessoas, as crianças, a energia aqui é contagiante”.

Presente nas formações dos Harlens Wizards, a vice-ministra da Juventude e Desportos, Ana Flávia Azinheira, considerou ser uma iniciativa louvável dos basquetebolistas norte-americanos, de ajudar no crescimento das futuras estrelas da bola ao cesto. “Eles juntaram-se a esta iniciativa, aos atletas moçambicanos, para trazer este movimento de solidariedade, transmitindo valores positivos aos atletas. Mas também achamos que eles podem ajudar a capitalizar o potencial técnico destas crianças que querem ter um futuro nesta modalidade”, clarificou Ana Flávia Azinheira.

O programa de sábado e domingo dos Harlen Wizards inicia quando forem 15H00, no pavilhão do Desportivo e terá ainda a actuação de vários artistas nacionais, que vão cantar, para além de antigas glórias do basquetebol moçambicano, que vão recordar os momentos áureos da modalidade moçambicana. As actividades terão transmissão em directo na Stv, nos dois dias.
 

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