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O País – A verdade como notícia

Ontem, hoje e amanha, o futebol nacional precisou, precisa e vai precisar de cada vez mais investimento nas camadas de formação, assim como de resgatar a cultura desportiva para voltar aos tempos áureos do futebol.

Novos tempos, novas vontades, ou melhor, novas culturas. Uma (cultura) que tem perturbado o futebol nacional e destruindo as bases que outrora (com muito esforço e sacrifício) foram construídas.  
Rui Tadeu, antigo dirigente do Clube de Desportos da Costa do Sol, defendeu nesta quinta-feira em Maputo, durante o “Seminário de reflexos sobre o futebol moçambicano: o passado, estágio actual, desafios futuros e recomendações, que “é preciso resgatar a cultura desportiva”.

“Há aqui atitudes de cultura desportiva que tem que ser resgatadas, tem que se recuperar alguns passos, e se tratar o desporto mais profissionalmente” defendeu o antigo dirigente do Costa do Sol, Rui Tadeu. 

Enquanto o profissionalismo (defendido por Tadeu) não chega, os factos permanecem cíclicos. Todos anos nasce, todos anos cresce e todos anos a esperança da seleção nacional obter bons resultados nas competições em que participa, termina em desaires. Porquê? Faltam condições básicas na formação de jogadores, atira o marcador mor da seleção nacional, Tico – Tico. 
“Não temos jogadores de qualidade porque a formação é deficitária, e isso parte da própria infraestrutura” defendeu o melhor marcador de todos os tempos da seleção nacional. 

O antigo jogador reconhece que “fica muito difícil quando o pais esta em crise financeira, os clubes não tem as suas finanças em dia” acrescentando que “quando assim é, fica muito difícil fazer alguma coisa” concluiu.   

A falta de profissionalismo, falta da cultura desportiva e condições básicas na formação não são os únicos problemas, há outros aspectos que devem ser tidos em conta para levar a bom porto o futebol nacional. Dentre os aspectos estão o “trabalho, treinar mais, sacrificar-se mais e ter brio, e por brio que se perceba a vontade de ganhar” detalhou o antigo vice-ministro do desporto, Martinho de Almeida.

As propostas foram colocadas no primeiro seminário de reflexão sobre o futebol nacional, realizado nesta quinta-feira em Maputo. No evento, Abel Xavier devia ter marcado presença, mas não o fez.  

 

Sanada que foi a questão da greve dos jogadores do Incomáti de Xinavane, com a intervenção do Sindicato de Jogadores de Futebol, já há condições para a equipa regressar às competições. Hoje, quinta-feira, os jogadores vão entrar em campo para defrontar o Desportivo da Matola, em partida da final da Taça de Moçambique, fase da província de Maputo, num jogo que procura o adversário do Desportivo Maputo, na fase regional, próximo domingo.

Assim, os jogadores regressaram ontem aos treinos, sob orientação de Artur Comboio, com a mesma ambição de vencer jogos e passar à fase seguinte da segunda maior competição futebolística do país.

Aliás, o treinador-adjunto dos “açucareiros” Venâncio Ngulele diz que os seus jogadores estão focados na passagem a fase seguinte da prova. Falando a Rádio Moçambique, Ngulele disse que os jogadores já ultrapassaram a fase menos boa que tiveram nos últimos dias e que a esta altura os jogadores só pensam em vencer a partida.

O facto é que na passada terça-feira teve que haver a intervenção do Sindicato de Jogadores de Futebol, para que os jogadores do Incomáti de Xinavane voltassem aos trabalhos, de modo a evitarem mais faltas de comparências e, consequentemente, muitas multas.

Entretanto, não se sabe se a equipa vai continuar a contar com todos jogadores, tendo em conta que alguns deles estavam a ser assediados por outros clubes, com destaque para o guarda-redes internacional moçambicano José Guirrugo, que está quase certo na União Desportiva de Songo de Nacir Armando.

Eden Hazard será apresentado pelo Real Madrid esta quinta-feira no Santiago Bernabéu. Os "merengues" recuperam assim a tradição das apresentações com multidões e já pensam em superar a de Cristiano Ronaldo.

Há tempos que no Santiago Bernabéu não se vivem grandes apresentações. A filosofia mais recente do clube levou a acumular grandes talentos de idade jovens e que chegassem a craques dentro da entidade branca.

Mas não há muito tempo, o relvado do templo branco recebia com grande assiduidade grandes estrelas do futebol que se apresentavam aos seus novos adeptos. Zidane, Ronaldo, Beckham, Kaká… e a de Hazard reabre a temporada de "galáticos" na capital espanhola.

A de Cristiano Ronaldo foi uma das últimas a grande escala. 70.000 madridistas estiveram presentes nas bancadas do Bernabéu para dar as boas vindas àquele que foi durante nove anos o estandarte do clube.
Agora, com Eden Hazard recuperam um tradição em que esperam regressar com mais força ainda. Por isso, o objectivo, pelo menos segundo o diário "AS", do Real Madrid é superar o volume que teve a apresentação do agora craque da Juventus.

Hazard, caso cumpra alguns bónus, será a contratação mais cara da história do clube. E isso merece celebrações e actos à altura.

Como abertura, o ex-Chelsea terá Luka Jovic. De um perfil mediático mais baixo, o avançado não tem tempo para macro-actos, já que tem que juntar-se à selecção sérvia de sub-21 que vai disputar o Europeu.

 

O Ferroviário de Maputo e a A Politécnica disputam o jogo da final (insólita), do torneio da Engen Basketebol 2019. Os Locomotivas de Maputo querem revalidar o titulo, e quer remar contra a mare e vencer o torneio.

 “Uh la la”, diriam os franceses espantados com um facto corrente. “Uh la la” dizem os admiradores do basquetebol nacional surpresos com a final da Engen Basquetebol que colca frente a frente o Ferroviário de Maputo e a A Politécnica, em seniores masculinos.    

A balança do jogo esta (claramente) inclinada a favor dos Locomotivas que entram nos jogos para defender a hegemonia que tem construído ao longo dos últimos anos ao nível do Basketebol masculino assim como o Feminino.

Por isso, nesta fase (final), sob batuta de Milagre Macome, Pio Matos e companhia pretendem (uma vez mais), conquistar o título de campeão da Cidade de Maputo em Basketebol.

“Nós somos uma equipa experiente, e como é habitual, vamos fazer de tudo para disputar da melhor forma este jogo, e conseguir defender o título de campeões, que detemos alguns anos”, posicionou-se Aurélio Chiziane.

Diante de uma equipa jovem, aguerrida e sem nada a perder, há que manter altos níveis de concentração para não permitir nenhuma surpresa protagonizada pelo “outsider”, A Politécnica.

“Em todos jogos, nós do Ferroviário entramos para ganhar, e neste jogo não vai fugir a regram, vamos fazer de tudo para ganhar, mas sempre com muito respeito pelo adversário” concluiu Chiziane.

A presença, em massa, de jogadores do ferroviário, é mais um ponto a desfavor do A Politécnica, dado que as peças dos locomotivas carregam uma larga experiencia que poderá ser usada neste jogo. Mas a equipa esta galvanizada depois de “vaporizar” a (mais que) candidata ao título, o Costa do Sol, num jogo em que, recorde-se, fica recordado como um dos mais fracos em termos de pontuação.

Voltando para a final desta edição do campeonato da cidade em Basquetebol sénior masculino, cumpre recuar dois anos, isso em 2017, quando a A Politécnica disputou a final da Engen Maputo Basket, sendo que o adversário foi o mesmo com o qual vai disputar a final deste ano: Ferroviário de Maputo.

Mirlon Paruque sabe que é um adversário complicado, mas acredita que sempre é possível fazer diferente, “porque já fizemos uma vez, e acreditamos que temos condições para fazer diferente também nestes jogos”.  

Por sua vez Yuran Biosse, advertiu “para a capacidade e as soluções que o Ferroviário tem” mas garantiu que a “a juventude é a sua força e a carta na manga para poder sair vencedor desta final”. Ano passsado, na final da Taca Maputo, a A Politécnica venceu o Ferroviário de Maputo na final, impondo aos locomotivas a única derrota em todas provas da capital do pais. Este ano, e na maior competição da cidade, há o desejo de voltar a ganhar.

A ÚNICA VEZ DOS “UNIVERSITÁRIOS”

A 23 de Abril de 2018, a A Politécnica fez história no pavilhão do Desportivo ao derrotar o Ferroviário de Maputo na final da Taça Maputo, por 75-62.

Fez-se história, sublinhe-se, porque naquela noite José Macuácua (“coach” da A Politécnica) “vingava-se”  de um adversário que em 2017  o derrotara  na final da Engen Maputo Basket, Campeonato da Cidade.
Neste jogo decisivo, o Ferroviário de Maputo liderou no primeiro quarto com um parcial de 22-11.  Já no segundo quarto, etapa do jogo em que a A Politécnica entrou melhor, os “universitários” venceram por 38-28.

O terceiro quarto, intenso, voltou a ser controlado pela A Politécnica que venceu por 54-44. No quarto e último período, o Ferroviário de Maputo fez uma recuperação mas no final perdeu o jogo por 75-62.

Esta competição disputada em duas fases. Na primeira, as equipas jogaram num sistema de todos contra todos, tendo sido classificadas, em ordem decrescente, as quatro melhores, nomeadamente Ferroviário, A Politécnica, Maxaquene e Costa do Sol.

 

O internacional moçambicano Manuel Kambala vai jogar pelo Baroka Swallows da África do Sul a partir da temporada 2019/2020, após assinar um contrato com os sul-africanos.

É mais um jogador moçambicano que se transfere do Moçambola para a Premier Soccer League, o principal campeonato sul-africano de futebol. E mais um jogador que sai da União Desportiva de Songo, depois da passagem pouco feliz de Luís Miquissone pelo futebol sul-africano, nomeadamente pelo Chippa United, por empréstimo do Mamelodi Sundowns e mais tarde pelo Royal Eagles, sem sucesso, acabando por regressar à casa.

Desta vez é Manuel Kambala que decidiu voar para novos rumos, mais concretamente para o Baroka Swallows da África do Sul.

A notícia da transferência de Manuel Kambala foi avançada na página oficial do clube do Facebook e não revela o período e nem os valores do contrato que vai ligar o internacional moçambicano ao Baroka Swallows, equipa da primeira divisão da África do Sul.

O facto é que as boas exibições de Kambala, durante os seis anos em que está ligado aos hidroeléctricos foram determinantes para que o jogador conseguisse este salto na carreira e juntar-se a outros dois moçambicanos que actuam no futebol sul-africano, nomeadamente Dominguês, no Bidvest Wits, e Edmilson Dove, no Cape Town City.

A ida de Manuel Kambala ao Baroka da África do Sul foi graças a intervenção do treinador zambiano Wedson Nyirenda, que teve passagem pela União Desportiva de Songo entre 2013 e 2014, antes de seguir para o Ferroviário da Beira por mais duas temporadas. Antes de abraçar o projecto do Baroka, Nyirenda ainda passou pela selecção da Zâmbia, tendo sido afastado depois da derrota dos Chipolopolo, diante dos Mambas, em Junho de 2017.

Formado em Quelimane, Kambala iniciou o futebol federado no 1º de Maio de Quelimane, Manuel Kambala tendo tido ainda passagem pelo Vila Pita, antes de fazer parte do plantel da então HCB, em 2012. Na União Desportiva de Songo, o internacional moçambicano Kambala conta com dois títulos de campeão nacional, conquistados em 2017e 2018, e uma Taça de Moçambique, alcançado em 2016.

Ao todo, o médio defensivo dos “hidroeléctricos” marcou oito golos pela sua equipa, tendo ajudado em muitas vitórias que culminaram com os títulos alcançados.

Titular na sua equipa, Kambala ganhou ainda a confiança da equipa técnica dos Mambas e, de algum tempo a esta parte tem tido chamadas regulares a equipa de todos nós, tendo já representado a selecção em 15 ocasiões. Aliás, foi pela mão de Abel Xavier que Kambala começou a frequentar a selecção nacional, chegando mesmo a ganhar a titularidade em muitos jogos, tanto da fase de qualificação ao CAN 2019, torneio Cosafa e amigáveis.

Celebrizou-se no torneio Cosafa ao utilizar uma camisola com estampas adesivas, que tapavam um número, para ficar apenas a sua marca, o 6.

Com 27 anos de idade, Manuel Kambala vai juntar-se a Mbulu, jogador que se transferiu-se do Costa do Sol, semana passada, para o Baroka Swallows da África do Sul, equipa que terminou o campeonato local na 14ª posição, um lugar acima da zona da despromoção.

Manuel Nhanga Kambala
Nascimento1991-08-21 (27 anos)
País de Nascimento: Moçambique
Nacionalidade: Moçambique
Naturalidade: Quelimane, Zambézia
Posição: Médio
Internacionalizações: 15 Jogos / 0 Golos
Pé preferencial: Direito
Altura: 182 cm
Peso: 80 kg
Agente: Zuneid Sidat
Clube actual: UD Songo
Transferido para: Baroka RAS

 

Serão ao todo cinco os atletas que vão representar a comitiva moçambicana que vai participar nos Jogos Africanos de Praia, que terão lugar na Ilha do Sal, Cabo Verde, a partir de amanhã. Trata-se dos voleibolistas Aldivino Nuvunga e Délcio Soares, em masculinos, Jéssica Moiane e Vanessa Muianga, em femininos, para além de fundista Donaldo Machava, que deixam, precisamente, o país amanhã, quinta-feira, para participar da competição.

Completam a delegação moçambicana o presidente da Federação Moçambicana de Badminton, Luís Santos, que também é o chefe da delegação, o treinador de voleibol, Pinho Matos e Edmundo Matesse, treinador do atletismo.

Esta é a primeira vez que Moçambique vai participar nesta competição de jogos disputados nas praias, tendo como objectivos alcançar os lugares cimeiros e as respectivas medalhas, principalmente no voleibol, onde tem conquistado frequentemente títulos a nível africano. Aliás, a ideia de levar duas duplas é mesmo para garantir que no meio de todas modalidades e países, o país possa sair nos lugares de pódio.

Já Donaldo Machava pretende usar esta competição como preparação para os Jogos Africanos de Marrocos, para além de procurar a perseguir os mínimos para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Angola vai competir nos Jogos de Praia com seis atletas

Neste evento, os angolanos estarão representados com o atletismo, natação e voleibol de praia, uma dupla de atletas em cada modalidade.
A dupla de atletismo vai correr em provas de 200 e 400 metros, enquanto a de natação vai nadar em águas abertas. Já os atletas de voleibol vão disputar as provas de praia.

O secretário-geral do Comité Olímpico Angolano (COA), António Bambino, reforçou os motivos que levam Angola a participar com apenas seis atletas de três modalidades no evento. “Por se tratar de uma primeira edição, não havia experiências, base de dados e orçamento. Tivemos de montar uma delegação que representasse o país minimamente.”

O dirigente angolano fez saber que não foi possível aumentar mais uma dupla feminina de voleibol de praia, devido às dificuldades no tratamento de documentos por parte da Federação Angolana da Modalidade.

Quanto aos Jogos Mundiais de Praia, que acontecem em Outubro do corrente ano, em São Diego, no Estado da Califórnia dos Estados Unidos, o dirigente revelou que também não há orçamento para este evento.

 

 

Afinal ainda há muito que falar do caso da contratação de Antoninho Muchanga e Victor Mayamba pela ENH de Vilankulo. Os dois treinadores ainda não estavam permitidos a se sentarem no banco de suplentes para orientar a sua nova equipa, estando apenas a orientar a equipa durante os treinos semanais. O caso é ainda mais grave quando se trata de Antoninho Muchanga que não consegue fechar acordo com o Maxaquene.

Na última jornada do Moçambola, em que os “hidrocarbonetos” receberam o Desportivo Maputo, Antoninho Muchanga e Victor Mayamba estiveram na bancada a orientar a equipa, mesmo porque ainda não foram inscritos no sistema que gere as inscrições de jogadores e treinadores de futebol. O facto é que tanto o Maxaquene, assim como o Costa do Sol, ainda não liberaram as cartas de desvinculação com os dois treinadores, mesmo porque exigem valores elevados como compensação para aceitar a rescisão dos contratos, que por coincidência foi unilateral por parte dos dois treinadores.

Esta é uma situação que vai merecer atenção dos actores desportivos, com destaque para a Federação Moçambicana de Futebol e a Associação Moçambicana de Treinadores de Futebol, que deverão intervir para solucionar a questão.

Recorde-se que Antoninho Muchanga e Victor Mayamba deixaram o Maxaquene e o Costa do Sol em princípios de Maio, para um projecto ambicioso na ENH de Vilankulo, com contratos de duas temporadas, que podem ser renovados.

Costa do Sol libera Victor Mayamba

Entretanto, esta quarta-feira, em comunicado publicano na sua página do facebook, o Costa do Sol acabou por liberar Victor Mayamba para que seja inscrito e já possa se sentar no banco técnico da ENH de Vilankulo. A liberação dos “canarinhos” só foi possível depois de um pedido de desculpas formal do técnico, que mandou um vídeo a direcção, ora postada na página oficial do Costa do Sol.

O Comunicado do Costa do Sol refere que “a Direção do Clube de Desportos da Costa do Sol vem pela presente informar que chegou a acordo com o ENH FC relativamente a desvinculação do treinador adjunto Victor Mayamba. Neste âmbito, serão retirados os processos junto ao Conselho Jurisdicional e junto ao Comité de Apelo da FIFA relativo a este processo”.

Assim, a ENH poderá inscrever Victor Mayamba como novo treinador-adjunto da colectividade e este poderá sentar-se já na próxima jornada do Moçambola-2019, em Maputo, diante do Ferroviário de Maputo.

 

 

 

Automaticamente qualificada para fase final após ocupar a quarta posição, em 2017, em Bamako, Mali, a selecção nacional de basquetebol sénior feminina disputa, de 9 a 18 de Agosto, em Dakar, Senegal, a fase final do Campeonato Africano da categoria.

A FIBA-África confirmou o palco da prova depois da reunião entre a delegação da agremiação, liderada pelo director regional, Alphonse Bilé, e o ministro dos Desportos do Senegal, Matar Mba, e o presidente da federação de basquetebol, Babacar Ndiaye.

De acordo com o sítio FIBA-África, as autoridades senegalesas asseguraram a construção da Arena Dakar, nos arredores da capital.

Na última edição, Moçambique terminou a sua participação no “Afrobasket” com uma derrota diante do Mali (75-52) no jogo de atribuição do terceiro lugar.

As “Samurais” estrearam-se na prova a 18 de Agosto de 2017 com uma derrota diante da Nigéria por 80-69, num jogo em que Leia “Tanucha” Dongue foi melhor cestinha de “Moz” com 19 pontos.

No dia seguinte, a selecção nacional averbou nova derrota desta feita diante do Mali por 76-67, sendo que Anabela Cossa esteve em bom plano ao contabilizar 16 pontos.

A primeira vitória veio no dia 20 de Agosto diante da Guiné, quando as treinadas de Nasir “Nelito” Salé venceram por 88-47 com Leia “Tanucha” Dongue e Tamara Seda a terminarem o jogo com 18 e 12 pontos, respectivamente.

No último jogo da fase de grupos, Moçambique perdeu com o Egipto por 91-70. Nos quartos-de-final, numa espécie de vingança, a selecção nacional derrotou a sua similar de Angola por 61-47 com Tanucha a ser determinante com 27 pontos.

Já nas meias-finais, Moçambique caiu aos pés do Senegal com quem perdeu por 72-57.

Este ano, partem para o “Afrobasket” com o mesmo objectivo de ocupar os lugares de pódio, até porque apresentam um leque de jogadoras com qualidade que estiveram muito bem na Europa e EUA, que se juntam ao grupo que evolui internamente.

Para além de Moçambique, estão automaticamente qualificados Nigéria (campeã em título), Senegal (vice-campeã em título) e Mali (terceiro classificado).
 
O Senegal volta a acolher a prova  doze anos depois. A última organização da prova pelo país foi em 2007, quando a selecção local terminou na segunda posição, onde estiveram presentes 12 nações.

Os clubes nacionais continuam a saga de licenciamento, depois que a Federação Moçambicana de Futebol deliberou que os não licenciados serão impedidos de disputar provas nacionais. A Comissão de Licenciamento de Clubes analisa hoje, quarta-feira, os processos que já deram entrada.

Chegou a hora da verdade! O processo de licenciamento de clubes continua a ser a principal “dor de cabeça” dos gestores do futebol moçambicano, que ainda não conseguem cumprir com as decisões aprovadas em relação ao assunto. É que desde que iniciou a obrigatoriedade dos clubes se licenciarem para disputarem provas nacionais e internacionais, com a alegação de que os não licenciados não serão autorizados a competir internamente, nada de concreto ainda foi feito.

Para esta temporada futebolística, a Federação Moçambicana de Futebol reiterou, durante a Assembleia Geral extraordinária da Liga Moçambicana de Futebol, em Abril último, que só iriam participar do Moçambola 2019 apenas os clubes licenciados. Na ocasião, apenas cinco clubes estavam devidamente licenciados, nomeadamente os Ferroviários de Maputo e da Beira, o Costa do Sol, a União Desportiva de Songo e a Liga Desportiva de Maputo, sem que no entanto fossem somente esses a disputar a competição da primeira divisão.

Novo prazo já terminou

Entretanto, e porque não havia condições para impedir que 11 equipas não disputassem o Moçambola 2019, a Liga Moçambicana de Futebol deixou seguir a prova com clubes que ainda não haviam concluído o processo e, inclusive, com aqueles que nem haviam iniciado. Mas havia que se disciplinar os clubes, para que o Moçambola seja uma competição de clubes legalizados e licenciados.

Assim, a Comissão de Licenciamento de Clubes, reunida em Maio último, deliberou que devia dar um tempo para os clubes avançarem com o processo de licenciamento, por forma a estarem legalizados, uma prorrogação que terminou a 5 de Junho passado, devendo esta quarta-feira serem analisados os processos todos para uma tomada de decisão de quais clubes devem seguir com a disputa do Moçambola e quais estarão excluídos.

De acordo com o cronograma de trabalhos da Comissão de Licenciamento de Clubes, após o término da apresentação de candidaturas de clubes, liquidação de taxas de licenciamento e entrega de formulários pelos candidatos à licença, hoje, quarta-feira, o dia está reservado para análise de processos e decisão do Órgão de Primeira Instância em relação aos processos recebidos. Assim, na próxima sexta-feira serão notificados e comunicados os clubes das decisões do Órgão da Primeira Instância, que deverão, caso ainda tenham pontos por concluir, interpor recurso da decisão até ao dia 19 do mesmo mês, junto do Órgão de Apelo.

Cinco depois do Órgão de Apelo receber os recursos dos clubes, vai tomar a sua decisão, que será comunicada aos clubes visados no dia 26 de Junho, quatro dias antes da Comissão de Licenciamento de Clubes enviar o relatório a Confederação Africana de Futebol, dando as conhecer os clubes licenciados e que estão permitidos a disputar, não só as provas internas, mas também para as competições africanas de clubes, nomeadamente a Taça CAF e a Liga dos Campeões, na sua edição 2019/20, que inicia em finais do mês de Julho com as pré-eliminatórias.

Recorde-se que Moçambique vai inscrever quatro clubes nas competições africanas, nomeadamente duas na Liga dos Campeões e outras Taça CAF. Para já há a possibilidade das duas primeiras classificadas do Moçambola 2019, União Desportiva de Songo e Ferroviário de Maputo, disputarem a Liga dos Campeões africanos e os finalistas da Taça de Moçambique, edição 2019, Costa do Sol e Ferroviário da Beira, disputarem a Taça CAF.

Clubes ainda organizam documentação para o licenciamento

Entretanto, contactados pelo País”, alguns clubes que disputam o Moçambola reconheceram a sua fragilidade em juntar toda documentação para o licenciamento de clubes, mas garantiram estarem em fase de organização da mesma para a sua submissão à Comissão de Licenciamento de Clubes. É o caso do Desportivo de Nacala, do Baía de Pemba e do Têxtil de Púnguè que estão na fase de submissão, pese embora os prazos tenham já expirados.

Os clubes colocam como principal obstáculo a questão do relatório financeiro do clube e a área infraestrutural que ainda não estava terminado para que pudessem fazer a submissão.

O Desportivo de Nacala, por exemplo, já avançou com o pagamento da taxa de licenciamento e outros requisitos, mas porque ainda estava numa fase de mudança do relvado do campo da Bela Vista, ainda não tinha terminado o relatório referente a parte infraestrutural, tal como terá acontecido com o Ferroviário de Nacala, que também utiliza o mesmo campo da Bela Vista, ora já com um novo piso sintéctico. Aliás, a questão do campo também foi apresentado pelo Baía de Pemba, que sofreu com a passagem do ciclone Kenneth, tal como aconteceu com o campo do Ferroviário da Manga, utilizado pelos “fabris” da capital de Sofala.

Os clubes assumiram a intenção de submeter a restante parte do processo nos próximos dias, de modo que não sejam sancionados com a não participação em provas nacionais.

De acordo com a Comissão de Licenciamento de Clubes, as taxas a serem pagas variam de escalão da disputa das provas, sendo que para as equipas que estão no Moçambola o valor de 60 mil meticais, enquanto os da divisão de honra são 30 mil meticais. As equipas que disputam os campeonatos provinciais deverão pagar uma taxa de 15 mil meticais para o pedido do certificado de licenciamento de clubes.

 

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