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O País – A verdade como notícia

A Politécnica e Ferroviário de Maputo protagonizam a final da Engen Maputo Basket em seniores masculinos. Ontem, a A Politécnica venceu o Costa do Sol por 49-40 no jogo cinco dos play-offs das meias-finais, fazendo o três a dois na série.

FRACA PONTUAÇÃO
Decisão à negra do segundo finalista da Engen Maputo Basket no pavilhão do Maxaquene. Nervosismo inicial e falta de clarividência ofensiva ditou a fraca pontuação das duas  formações no primeiro e segundo quartos.

De resto, o parcial de 16-15 no final da primeira parte era revelador dos erros cometidos pelas duas equipas, sobretudo, ao nível ofensivo, com os jogadores a  fazerem ataques precipitados e a falharem situações de cesto fácil.

Mais:  não parecia que se esteva perante uma meia-final do campeonato da cidade, a maior prova de basquetebol da capital do país.   O Costa do Sol, que iniciou com uma defesa homem a homem, passou depois para uma zona 2-3. A Politécnica sentiu algumas dificuldades para interpretar

O terceiro  e quarto quartos, ainda que disputados sobe o signo do equilíbrio, foram igualmente muito fracos em termos técnicos e de pontuação.  Lote Tonela destacava-se no jogo interior d’A Politécnica.

A Politécnica, mais esclarecida, conseguiu ainda uma vantagem de 11 pontos. O Costa do Sol foi buscar o resultado na ponta final do quarto quarto com dois tiros exteriores de Ivan Cossa e Amarildo Matos, mas depois cometeu muitos erros que ditaram a derrota por nove pontos: 49-40.

Dois anos depois, a A Politécnica volta a disputar a final da Engen Maputo Basket em seniores masculinos, sendo que o adversário será o mesmo com o qual perdera em 2017: Ferroviário de Maputo.

O Ferroviário de Maputo revalidou, este sábado, o  título de campeão da cidade de  basquetebol em seniores femininos ao vencer  o Costa do Sol, por 73-45, no jogo 3 dos play-offs da final da Engen Maputo Basket. As “locomotivas” fizeram o três a zero na série a melhor de cinco jogos e conquistaram o quinto título consecutivo.

DOMINADOR, DOMINADOR, DOMINADOR…

Festa na quadra do pavilhão do Maxaquene. Uma festa que já é habitual para as cores verde-e-branca, já que foi a quinta vez consecutiva que o Ferroviário de Maputo conquistou  o título de campeão da cidade de Maputo de basquetebol sénior feminino.
E,  mais uma vez,  o Costa do Sol foi a “vítima” de uma equipa que mostrou ter melhor estrutura e automatismos consolidados.
O Ferroviário de Maputo entrou demolidor.

Com maior agressividade defensiva, forçando o seu adversário a cometer turnovers, e com transições em contra-ataque,  as “locomotivas” fizeram um parcial de 22-5 com 3 minutos por se jogar no primeiro quarto. Com dificuldades para fazer os ataques de transição e organizar o jogo da equipa, Denise Ernesto, base do Costa do Sol, esteve mal na abordagem ofensiva. Nas posições quatro e cinco, Ornila Mulhui e Ilda Chambe não conseguiam criar desequilíbrios. Consequência? Lançamentos precipitados e sem enquadramento.

Com Ingvild Mucauro em destaque, o Ferroviário de Maputo terminou o primeiro a vencer pelo parcial de 22-7. Fraca pontuação para a equipa do Costa do Sol que cometeu muitos erros.

Só no segundo período é que o Costa do Sol conseguiu chegar aos dois dígitos. As canarinhas entraram melhor, fazendo um parcial de 7-0.

Feitos os ajustes defensivos e com as ajudas a funcionarem, o Ferroviário de Maputo criou enormes dificuldades ao Costa do Sol.

Com tiro  um exterior, a extremo Elisabeth Perreira ainda tentou relançar a partida, reduzindo para nove pontos. Mas o Costa do Sol apresentou-se, depois, sem clarividência falhando situações de cesto fácil.

Mais forte fisicamente e com os automatismos acetados, a armada ”locomotiva” voltou a fugir no marcador, sendo que no final da primeira parte vencia por 35-20.

Já no terceiro período,  o Ferroviário de Maputo voltou a estar melhor na quadra. Ingvild Mucauro, que contabilizou 22 pontos no jogo, abriu esta etapa com um tiro exterior.

Com mais soluções, Leonel Manhique fez a rotação da equipa. E, com melhor esclarecimento ofensivo, o Ferroviário de Maputo foi dilatando a sua vantagem. O Costa do Sol não apresentava soluções para ir buscar o resultado.

As campeãs nacionais eram dominadoras na quadra. Quer no jogo interior quer no jogo exterior, o Ferroviário de Maputo era letal. E, no final do terceiro quarto, vencia já por 56-33.

O último quarto foi mesmo de gestão e  consolidação da vitória. Com a conquista, o Ferroviário de Maputo recebeu um cheque de 500 mil meticais, enquanto ao  Costa do Sol, segundo classificado, coube o valor de 300 mil. A fechar os lugares de pódio, a A Politécnica terminou em terceiro lugar e ficou com o cheque de 200 mil meticais.
 
INGVILD MUCAURO, A MVP

Com uma grande exibição no jogo 3 dos play-offs da final, no qual contabilizou 22 pontos, Ingvild Mucauro foi considerada MVP da Engen Maputo Basket. Mucauro sucede a Dulce Mabjaia, ela que ano passado foi melhor jogadora.

Como melhor jogadora da prova, irá receber o valor monetário de 50 mil meticais.  E levou ainda o prémio de melhor marcadora com 42 pontos, sucedendo a Deolinda Gimo. E, como o Ferroviário de Maputo levou tudo, Anabela Cossa foi considerada a melhor triplista da prova. Cossa esteve em bom plano nos jogos 1 e 2, com tiros exteriores que desequilibraram. Sucede a Dulce Mabaia. Como prémio, Anabela Cossa irá receber o valor monetário de 25 mil meticais.  

Já Odélia Mafanela foi considerada melhor ressaltadora da prova, sendo que terá como prémio o valor monetário de 25 mil meticais.

 

 

Mambas voltaram a defraudar as expectativas dos moçambicanos e, em mais uma vergonha, empataram a um golo diante do Malawi, no jogo de despedida do Torneio Cosafa 2019.

Esta terá sido a pior participação da selecção nacional de futebol no torneio regional da Cosafa. A pior sim, porque não antes os Mambas tinham batido tão no fundo como aconteceu agora, onde se ficou pelos dois pontos, apenas, na primeira fase.

Se das outras vezes em que entrava na fase a eliminar significava que tinha tido uma boa classificação ma edição anterior, o mesmo já não se diz das edições em que entrou na fase de grupos. É que na fase de grupos os Mambas nunca antes saíram sem, pelo menos, uma vitória, sendo o melhor exemplo a “terceira” selecção quer disputou a competição em 2017, composta, maioritariamente por jogadores dos sub-20 e alguns que saíram dos jogos da Copa CocaCola, que sofreu duas derrotas diante do Zimbabwe e Madagascar, por 0-4 e 1-4, respectivamente, mas que venceu as Seychelles, por duas bolas a uma.

Desta vez, com uma selecção do topo, onde desfilaram jogadores que actuam na África do Sul, Portugal, Turquia e Alemanha, e os restantes em equipas do Moçambola, que inclusive obrigaram a paralisação do campeonato nacional, não conseguiu fazer melhor que essa selecção de 2017, terminando com apenas dois pontos, tendo perdido com a selecção secundária (que prepara o CHAN) da Namíbia, e empatado com a selecção mais fraca da competição, as Seychelles, e ontem diante do Malawi, a uma bola.

Mau grado para Abel Xavier, que no ano que levava todas expectativas para conquistar o título, pela primeira vez, acaba regressando à casa com o maior vexame de uma nação que já não pode mais fechar a cara de tanta vergonha que sente.

Hoje, diante do Malawi, foi um jogador que, curiosamente, actua no país a ditar mais uma vergonha. Chawa, jogador do Costa do Sol, marcou aos 30 minutos, não dando possibilidades de recuperação aos Mambas, que só se salvaram já no tempo de compensação, por Jeitoso, que volta a marcar pela selecção quase um ano depois, depois de ter marcado na última jornada da fase de grupos do Cosafa 2018, diante das Seychelles.

Assim regressam os Mambas à casa, de onde nunca deveriam ter saído e nem paralisado o Moçambola. Segue o Malawi, pelo grupo B, que vai cruzar caminho da Zâmbia nos quartos-de-final, e a surpreendente Comores, que vai defrontar o Zimbabwe. Fecham os quartos-de-finais, que se disputam sábado e domingo, os embates entre Lesotho e Uganda (selecção convidada) e África do Sul vs Botswana.

Liverpool e Tottenham, ambas da Inglaterra, se enfrentam no próximo sábado em jogo da final da Liga dos Campeões europeus, da temporada 2018/19. Diferentemente de muitos clubes europeus, as equipes inglesas não foram desesperadamente às compras na última janela de transferência, optaram pela manutenção de seus planteis e acreditaram no potencial dos seus jogadores.

Os Reds tiveram uma experiência ruim na final da competição europeia na temporada passada – perderam para o Real Madrid por 3-1, com duas falhas bizarras do guarda-redes alemão Karius. O Liverpool foi ao mercado em busca de um novo titular na posição e jogou todas suas fichas na contratação de Alisson Becker. O brasileiro chegou à Anfield por 62,5 milhões de euros fixos e mais 10 milhões de euros em variáveis.

E não só. O Liverpool conseguiu se reerguer e com ajuda de dois africanos estiveram bem na presente edição da liga os campeões, chegando mesmo a eliminar o grande favorito Barcelona, nas meias-finais da competição, com uma revira-volta de encher o olho.
Dos titulares daquele fatídico dia, apenas Karius, o vilão, não faz mais parte da equipa. Além do camisa 13, chegaram os meio-campistas Fabinho e Naby Keita; e o atacante Xherdan Shaqiri.

O Tottenham, por sua vez, não gastou um centavo para reforçar seu plantel para esta temporada. A direcção direcionou todo o dinheiro de 2018/19 para a construção do New Tottenham Hotspur Football Stadium, arena orçada em mais de 1.3 milhão de dólares.

Sem reforços dentro de campo, o técnico Mauricio Pochettino teve que confiar em seus atletas e superar as lesões do decorrer da temporada para chegar à final da Liga dos Campeões. Os Spurs não tiveram tantos desafios ao longo da prova, mas nas meias-finais tiveram que afastar a equipa surpresa desta competição, o Ajax, que eliminou duas das favoritas a conquista do troféu, nomeadamente o Real Madrid e a Juventus, de Cristiano Ronaldo.

No Campeonato Inglês, o Liverpool brigou pelo título até a última jornada. Acabou na 2ª posição, apenas um ponto atrás do campeão, Manchester City. Já os Spurs foram coadjuvantes, e terminaram na 4ª posição, mas com a vaga para a Liga dos Campeões assegurada. Agora os ingleses “duelam” para conquistar a Europa.

A partida acontecerá no estádio Wanda Metropolitano, em Madri, às 21h (de Maputo).

As escolhas dos técnicos das duas equipas

As escolhas das equipas para a final da Liga dos Campeões serão das decisões mais importantes das carreiras de Mauricio Pochettino e Jürgen Klopp. Quem está indisponível, quem está em dúvida e quem poderá ficar de fora? O UEFA.com reuniu as notícias de ambos os conjuntos e avança com as equipas prováveis.

TOTTENHAM
Equipa provável: Lloris; Trippier, Alderweireld, Vertonghen, Rose; Wanyama, Sissoko; Eriksen, Alli, filho; Kane

Ausentes: ninguém
Em dúvida: Harry Kane (tornozelo)
Mauricio Pochettino tem vindo a debater-se com vários jogadores com problemas físicos, mas só Harry Kane, que não joga desde 9 de Abril, parece continuar em dúvida. No entanto, o capitão da selecção de Inglaterra viajou para Madrid e espera-se que esteja em condições de jogar. "Na última semana, na sexta e sábado, o Harry Kane começou a trabalhar com o grupo. É uma evolução muito positiva para ele", explicou Pochettino. "Vamos esperar para ver como evolui".

LIVERPOOL
Equipa provável: Alisson; Alexander-Arnold, Matip, Van Dijk, Robertson; Fabinho, Henderson, Wijnaldum; Salah, Firmino, Mané
Ausentes: Naby Keïta (coxa)
Em dúvida: Roberto Firmino (virilha)
Jürgen Klopp tem muito menos problemas na equipa que o homólogo dos Spurs e Firmino deve recuperar de uma lesão numa virilha.

Tottenham quer ser 23º vencedor da “champions” e o Liverpool procura o sexto

Vencedor da Taça dos Vencedores das Taças em 1963, quando bateu o Atlético por 5-1 na final de Roterdão, o Tottenham venceu os compatriotas do Wolverhampton na primeira final da Taça UEFA em 1972, antes de bater o Anderlecht e ganhar a edição de 1984.
Assim, pode tornar-se no quinto clube a completar a conquista dos principais troféus de clubes da UEFA se vencer a Liga dos Campeões, imitando Ajax, Real Madrid, Chelsea e Manchester United.
Os Spurs são o oitavo emblema de Inglaterra a chegar à final da principal competição de clubes da Europa, a 40ª equipa no total e a primeira a estrear-se desde que o Chelsea perdeu com o Manchester United na edição de 2007/08, em Moscovo.
Já o Liverpool procura o seu sexto título da “champions”, depois das conquistas de 1976/77, 1977/78, 1980/81, 1983/84 e 2004/05. E sabe que não será tarefa fácil, sendo que deverá deixar os fantasmas do passado para trás.
 
Que 22 equipas venceram a UEFA Champions League/Taça dos Campeões?

Clube     Títulos
Real Madrid
13 (1955–56, 1956–57, 1957–58, 1958–59, 1959–60, 1965–66, 1997–98, 1999–00, 2001–02, 2013–14, 2015–16, 2016–17 e 2017–18)

Milan
7 (1962–63, 1968–69, 1988–89*, 1989–90, 1993–94*, 2002–03 e 2006–07)

Bayern Munique
5 (1973–74, 1974–75, 1975–76, 2000–01 e 2012–13)

Liverpool
5 (1976–77, 1977–78, 1980–81*, 1983–84* e 2004–05)

Barcelona
5 (1991–92, 2005–06*, 2008–09, 2010–11 e 2014–15)

Ajax
4 (1970–71, 1971–72*, 1972–73 e 1994–95*)

Manchester United
3 (1967–68, 1998–99* e 2007–08*)

Internazionale
3 (1963–64*, 1964–65 e 2009–10)

Benfica
2 (1960–61 e 1961–62)

Nottingham Forest
2 (1978–79* e 1979–80)

Juventus
2 (1984–85 e 1995–96)

Porto
2 (1986–87 e 2003-04)

Celtic
1 (1966–67)

Feyenoord
1 (1969–70)

Aston Villa
1 (1981-82)

Hamburgo
1 (1982–83)

Steaua Bucareste
1 (1985–86)

PSV
1 (1987–88)

Estrela Vermelha
1 (1990–91*)

Olympique Marselha
1 (1992–93*)

Borussia Dortmund
1 (1996–97)

Chelsea
1 (2011-12)

 

Número de vencedores diferentes por país
5: Inglaterra (Aston Villa, Chelsea, Liverpool, Manchester United, Nottingham Forest)
3: Alemanha (Bayern, Dortmund, Hamburgo)
3: Itália (Milan, Inter, Juventus)
3: Holanda (Ajax, Feyenoord, PSV Eindhoven)
2: Portugal (Benfica, Porto)
2: Espanha (Barcelona, Real Madrid)
1: França (Marselha)
1: Roménia (Steaua)
1: Escócia (Celtic)
1: Sérvia (Estrela Vermelha)

 

 

Enquanto o Moçambola 2019 não retoma, depois da paragem para dar lugar aos jogos dos Mambas, no torneio regional da Cosafa, algumas equipas aproveitam para realizar jogos de controlo, com outras equipas da segunda divisão, para além, das Associações provinciais que aproveitaram para realizar jogos da Taça de Moçambique, fase provincial.

Assim, o Maxaquene, por exemplo, desloca-se a província de Gaza para participar duma partida de carácter amigável, a convite do Ferroviário local, inserida nas festividades do dia da criança.

A partida, marcada para este sábado, vai assinalar as comemorações do dia da criança e os “locomotivas” de Gaza decidiram convidar os “tricolores” para colorirem as festividades. De acordo com a colectividade de Gaza, esta partida vai servir, não somente para assinalar o 1 de Junho, mas também para rodar a sua equipa que luta pela ascensão ao Moçambola 2020, estando a disputar a divisão de honra, zona sul.

Do lado da equipa da capital do país, o jogo deste sábado também serve para ensaiar mais aspectos técnicos e tácticos, agora a serem dados pelo novo treinador, Amide Turmamade, depois da saída de Antoninho Muchanga para a ENH de Vilankulo há sensivelmente três semanas.

Quem também aproveitou a paragem do Moçambola é a Associação de Futebol da Província de Cabo Delgado, que quarta-feira rodou a segunda eliminatória da Taça de Moçambique, fase provincial.

Baía e Ferroviário, ambos de Pemba, disputaram a partida desta quarta-feira, com os representantes da província no Moçambola 2019 a saírem vencedores, a tangente, garantindo presença na final provincial, que vai decidir o representante na fase regional.

Se por um lado a vitória do Baía de Pemba garantiu a passagem da equipa à fase regional da segunda maior competição futebolística do país, ao nível da província de Cabo Delgado, por outro lado o resultado agudiza a crise de resultados dos “locomotivas” que não conseguem se encontrar com os bons resultados. Aliás, na segunda divisão, zona norte, o Ferroviário de Pemba ainda não conseguiu um ponto sequer, rodadas que foram três jornadas.
 

Má preparação da selecção sénior masculina de basquetebol pode minar qualificação ao Afrocan.

A selecção sénior masculina de basquetebol partiu esta quinta-feira para o Zimbabwe onde irá participar de 2 a 8 de Junho nas eliminatórias de acesso ao Afrocan. Uma viagem terrestre e péssimas condições de trabalho podem comprometer a qualificação a fase final da competição.

Uma selecção que já parte em desvantagem, mas sem perder de vista o seu objectivo. Um conjunto que vêm de adversidades evitáveis e que se espera que Macome faça “Milagres” para conseguir a almejada qualificação à fase final do AfroCan, Campeonato Africano de Basquetebol.

É que a selecção sénior masculina partiu ontem, quinta-feira, para Zimbabwe, palco das eliminatórias da Zona VI de acesso ao AfroCan, em desvantagem em relação aos seus adversários. Para esta prova africana exclusiva às selecções nacionais que ficaram fora do Afrobasket 2019, a delegação de Moçambique vai com várias contrariedades, a destacar a falta de treinos, estágio fora do país e mais: terá que percorrer vários quilómetros de estrada até Zimbabwe.
Para se ter ideia do sacrifício que esta selecção está a viver, esta quarta-feira, no último treino em solo pátrio, apenas treze jogadores participaram: Octávio Magoliço, Pio Matos Júnior, Augusto Matos, Hugo Martins, David Canivete, Orlando Novela, Hermelindo Novela, Inélcio Chire, Milton Caifaz, Stélio Rodrigues, Manuel Uamusse, Ayad Marques e Helton Ubisse, estes últimos dois vindos do Ferroviário da Beira e que só se juntaram a selecção no último dia de treinos.

Em meio às adversidades e ao frio que já se fazia sentir na capital, o combinado nacional efectuou seu último treino num pavilhão sem cobertura e com iluminação deficitária.

Para César Munjui, técnico-adjunto da selecção, o facto dos jogadores se conhecerem e trabalharem juntos há vários anos é o suficiente para ter exibições favoráveis para qualificar-se à fase seguinte da prova.
“A selecção nacional tem uma estrutura que já vem há anos e isto nos ajuda a apanharmos soluções dentro do grupo”, referiu o técnico.
Munjui com o seu positivismo vai mais longe e desvaloriza a viagem via terrestre que vai durar cerca de três dias, facto que fará com que a selecção chegue a Zimbabwe a um dia do arranque da competição.

“Não é a primeira vez que as equipas moçambicanas fazem esse trajecto e penso que já estamos preparados psicologicamente para ultrapassarmos essa desvantagem, e penso que os atletas estão sensibilizados para isso, porque temos um objectivo que está acima de tudo”, desvalorizou o técnico.

Porque a preparação foi feita em cima do joelho, Moçambique parte para esta eliminatória com apenas um base: Pio Matos Jr. Para o técnico esta é a maior preocupação do grupo, mas refere que tem nos catorze jogadores as soluções necessárias para impor-se diante dos adversários.

“Esta é que a nossa grande preocupação, mas temos soluções dentro do plantel. Temos atletas que já fazem essa posição e acreditamos que vamos nos aguentar”, referiu Munjui.
O técnico faz ainda pouco caso das condições dadas pela Federação Moçambicana de Basquetebol e diz que o órgão se esforça para oferecer o que pode.

Octávio Magoliço, jogador da selecção, reconheceu as dificuldades, mas garantiu que o grupo irá dar o seu melhor para a qualificação do país a fase final do Afrocan.

“A selecção não é nova, já se conhece há bastante tempo. Eu acho que o objectivo de passar à fase final será alcançado”, disse Magoliço.
Lembre-se que nestas eliminatórias, Moçambique terá como adversários Angola, conjunto que recentemente se qualificou para o Mundial, Zimbabwe, África do Sul, Botswana.

 

Há basquetebol, hoje às 18 horas, no pavilhão do Maxaquene, para a Engen Maputo Basket. As pentacampeãs da cidade, as “locomotivas”, querem ampliar a sua vantagem no play-off da final e fazer o 2-0 na série e, amanhã, entrarem com tudo para começar a revalidar o título que ostentam.

Mas mesmo com uma vitória por uma margem de 30 pontos (66-36) sobre Costa do Sol no jogo um, as treinadas de Leonel Manhique não vão desacelerar.

Por outro lado, uma vitória “canarinha” não só permitiria a equipa empatar a série dos “play-offs”, mas também iria aumentar os níveis de confiança do grupo que teve melhor abordagem no início do primeiro quarto do jogo da passada terça-feira.

Aliás, colocaria, igualmente, o seu adversário, tido como favorito, com grande pressão. Mas, para empatar a série, o Costa do Sol terá que corrigir os erros cometidos na terça-feira e apresentar-se mais consistente.  

O Costa do Sol, de Deolinda Ngulela, vai, esta noite, correr atrás do prejuízo e dar réplica a um Ferroviário confiante e com soluções em todas as posições. Uma partida que vai levar muitos amantes da modalidade da bola ao cesto ao pavilhão do Maxaquene, hoje, quando forem 18H00, com transmissão em directo na Stv e Stv Notícias.

Duas horas depois será a vez do jogo cinco do play-off das meias-finais, em masculinos, entre a Apolitécnica e o Costa do Sol. Uma das equipas vai marcar presença na final, onde já lá está o Ferroviário de Maputo, que quer revalidar o título.

Selecção masculina de basquetebol está no Zimbabwe para disputar eliminatórias do AfroCan

 

De vergonha em vergonha. De desaire em desaire. Ontem, os Mambas foram afastados precocemente do torneio regional da Cosafa, ao empatarem a zero com Seychelles. A passeata a Durban chegou ao fim. E, diga-se, os Mambas são o exemplo a não seguir, porquanto sequer conseguem vencer equipas de segunda linha e dignificar a multicolor bandeira nacional

Devolvam-nos os Mambas. Devolvam-nos os Mambas. Devolvam-nos os Mambas, imediatamente. Bateram fundo. Não ganham a ninguém. Até o adversário mais fraquito do grupo “B” da Cosafa, Seychelles, não conseguem vencer. Mais fraco, sim, até porque reza a história que os Mambas levam vantagem no confronto com ilhéus. Em dois jogos na Cosafa, frente às Seychelles, os Mambas alcançaram duas vitórias, marcaram quatro golos e sofreram apenas um, enquanto para a qualificação ao CHAN os dois países já se encontraram por duas ocasiões (quatro jogos).

Na corrida para o CHAN-2014, os “Mambas” ganharam, em 2012, por 2-1 em Victória e golearam em Maputo por 4-0. Já para o CHAN-2016, Moçambique ganhou, em 2015, por 5-1 na Beira e 4-0 fora, havendo ainda a registar uma vitória por 2-1, num amigável. Nem isso Abel Xavier e seus pupilos souberam manter. Pararam o Moçambola sob o pretexto de interesses da Nação, mas somente nos envergonharam com uma equipa principal que obteve resultados medíocres com adversários de segunda linha.

À entrada para esta jornada, os Mambas, que não picam ninguém, ocupavam a última posição do grupo, sem qualquer ponto, o mesmo que sucedia com o seu adversário de ontem que perdera com o Malawi, por 3-0. As duas equipas partiam para este embate sem nenhum ponto.

A situação de Moçambique, no que a sua continuidade ou não no torneio dizia respeito, não era animadora. À semelhança do que aconteceu na campanha de qualificação ao  CAN-2019, apesar de Moçambique não ter ganho o último jogo contra a Guiné-Bissau, o certo é que falhou a qualificação devido ao confronto directo com a Namíbia.

O mesmo cenário aplicou-se na Cosafa, ainda que Moçambique ganhasse o jogo de ontem. Isto é: se  vencesse  as Seychelles, que até então era tido como o adversário mais  fácil do grupo e o Malawi, certo é que os Mambas continuariam  em desvantagem no confronto directo com os namibianos.

As  possibilidades de Moçambique continuar na prova eram nulas, considerando que estreou com uma derrota por 2-1, diante da Namíbia. Os treinados de Abel Xavier voltam a jogar, nesta quinta-feira, às 17:30, no King Zwelithini, no cumprimento do calendário.

Importa referir que as seleções eliminadas dos quartos-de-final terão ainda oportunidade de disputar mais jogos para o alinhamento da classificação final.

Mal os adeptos dos Mambas se recompuseram da dor do afastamento do CAN -2019 pela Guiné-Bissau, e já recebiam mais um golpe duro no estômago com a trágica prestação na Cosafa, competição na qual foram afastados precocemente após empate a zero com as Seychelles, adversário mais fraco do grupo “B”.
 
Desastrosa. Sem honra nem glória. Foi assim a prestação dos Mambas no torneio regional da Cosafa, prova em que participaram com uma equipa principal e da qual fazem parte cinco jogadores profissionais que evoluem no estrangeiro.

Diferentemente dos seus adversários que levaram para o torneio regional equipas secundárias, certamente a pensar no futuro. Aliás, a filosofia desta prova sempre foi lançar novos valores que jogam  nos campeonatos internos.

Esta terça-feira, os Mambas empataram a zero com as Seychelles, equipa mais fraca do grupo do grupo “B”.

Abel Xavier e Alberto Simango Júnior  entraram para a história pela negativa por terem levado os Mambas a baterem tão fundo a ponto de empatarem com o adversário o qual a selecção nacional vencera os anteriores sete jogos.

Mas este foi o fim de uma campanha que começou mal. Na estreia, no dia 26 de Maio, os Mambas perderam 2-1 diante de uma equipa secundária da Namíbia.

Aliás, a Namíbia fez duas selecções, sendo que a  que venceu os Mambas é a que se prepara para o CAN-Interno, prova reservada aos jogadores que jogam nos campeonatos internos. Já a selecção principal está a preparar a sua participação no CAN extraordinário, em Junho, no Egipto.

Este descalabro dos Mambas segue-se a críticas por parte de alguns clubes do Moçambola. A contra gosto destes, que pagam salários dos jogadores para competir, o Moçambola 2019 teve de parar para permitir que os Mambas disputassem o torneio da Cosafa.

Envolto em polémica, a eliminatória da Taça de Moçambique entre o Costa do Sol e Estrela Vermelha foi adiada. O Costa do Sol não gostou e atacou a federação e o seleccionador nacional.

O pedido de Abel Xavier, por pretensos interesses na Nação, foi satisfeito. Mas os resultados foram uma desgraça.

Os jogadores e a equipa técnica receberam os respectivos dinheiros de bolso e prémios de jogo, pagos com impostos dos moçambicanos, mas a Nação saiu sem dignidade de uma prova regional que já chegou a disputar a final.  Houve um investimento na compra de passagens para os atletas que jogam no estrangeiro e, para o desagrado dos fazedores do futebol, os resultados não aparecem.
 
Resultados dos Mambas
Grupo “B”
Domingo, 26 de Maio de 2019
1.ª jornada
Moçambique 1-2 Namíbia
 
Terça-feira, 28 de Maio de 2019
2.ª jornada
Seychelles  0-0   Moçambique
 
Sexta-feira, 31 de Maio de 2019
3.ª jornada
Malawi          vs Moçambique
 

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