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O País – A verdade como notícia

O Ferroviário de Nampula apresentou o seu plantel para atacar a temporada futebolística 2022 e assegura que já não há vagas disponíveis, por enquanto. São, ao todo, 27 jogadores que compõem o plantel que tem a responsabilidade de disputar três provas nesta temporada, a começar pelo Campeonato Provincial, prova que é disputada por todas as equipas inscritas na Associação de Futebol da Província, independentemente do campeonato que disputar.

Dos jogadores apresentados na passada sexta-feira destaque para os reforços, todos eles experientes e vindos de clubes renomados do futebol moçambicano.

Isac de Carvalho (ex-Costa do Sol), Manuel Fernandes, também conhecido por Maninho, e Mário Sinamunda (ambos ex-Ferroviário da Beira), Tony (ex-UD Songo) e Betão (ex-AD Vilankulo) são os maiores destaques para reforçar o ataque da turma orientada pelo jovem treinador português Nelson Santos, que conta ainda com o experiente jogador transferido do Ferroviário de Maputo para Nampula, Chiza.

A equipa da capital do norte já trabalha tendo em vista os objectivos traçados para a presente temporada, onde vai disputar o Moçambola-2022 e a Taça de Moçambique, para além do Campeonato Provincial.

O Presidente da colectividade verde-e-branco da capital do norte, Sérgio Buduia, prometeu “devolver a mística e, principalmente, melhorar a imagem da colectividade, apresentando da melhor forma quando comparado com a temporada passada”.

Já o técnico Nelson Santos, que abraçou o Ferroviário de Nampula a meio da temporada passada com objectivo cumprido de evitar a despromoção, prometeu fazer de tudo para colocar a equipa nos lugares de pódio nas provas que disputar.

“Vamos trabalhar com todas nossas energias para garantir que a equipa lute pelos lugares cimeiros, visto que possui no seu plantel, jogadores que estão habituados a levantar troféus e participar em competições internacionais”, disse Nelson Santos que já passou pelo Costa do Sol e Ferroviário de Maputo.

Os “locomotivas” de Nampula iniciaram a disputa do Campeonato Provincial com uma goleada de 4-0 infligida as Águias de Namicopo, somando os primeiros três pontos, por isso co-liderando a prova com Águias Azuis de Nampula e Sporting de Nampula, que nesta primeira jornada derrotaram o Benfica de Nampula (5-0) e a Academia Militar de Nampula (3-0), respectivamente.

Eis o plantel do Ferroviário de Nampula:

GUARDA-REDES:

1- Abú Jamal (Ex-Desportivo de Nacala)

2- Fasistêncio João

3- Wilson Tembe

 

DEFESAS:

4- Caldino Ulire (Ex-Desportivo de Nacala)

5- Chiza Jaque (Ex- Ferroviário de Maputo)

6- Antônio Chirindza (Ex-UD Songo)

7- Zainal Mucate (Ex-Ferroviário da Beira)

8- Edson Almeida

9- Estevão Massango

10- Dércio Nhabanga

11- Hermenegildo Mutambe (Ex-UD Songo)

12- Norberto Marcelino (Ex-AD Vilanculo)

 

MÉDIOS:

13- Chelito Omar

14- Massaua Sagual (Ex-Ferroviário de Nacala)

15- José Silva Júnior (Ex-Desportivo de Maputo)

16- Salas Málico

17- Hilário Sampaio (Ex-AD Vilanculo)

18- Lourenço Warumua

19- Susana Mutumane

20- Taimo Sumaila

21- Milton Gulube (Ex-AD Vilanculo)

22- Hermenegildo Amisse (Ex-Incomati de Xinavane)

23- Belito Antônio (Ex-UD Songo)

 

AVANÇADOS:

24- Manuel Fernandes (Ex-Ferroviário da Beira)

25- Mário Sinamunda (Ex-Ferroviário da Beira)

26- Isac de Carvalho (Ex-Costa do Sol)

27- Valdo Muhiha

 

DEPARTAMENTO MÉDICO:

Eusébio Muatuca- Massagista

João Carlos- Médico

Victorino Tauria- Fisioterapeuta

 

PESSOAL DE APOIO:

Eduardo Atumane- Roupeiro

Merino Antônio- Roupeiro

 

EQUIPA TÉCNICA

Nelson Santos- Treinador Principal

Manuel Amarchande Jr- Treinador Adjunto

Faza João- Treinador de Guarda-Redes

Israel José- Preparador Físico

A selecção nacional de futebol iniciou esta segunda-feira com os trabalhos de preparação com vista ao embate de quarta-feira, diante do Níger, amigável que conta para o Torneio Internacional de Nouakchott. Na capital mauritana só faltam chegar Mexer, Miquissone e o capitão Domingues. Witi, que foi substituído por Melque na convocatória, esteve no banco de suplentes na partida do Nacional, diante da Académica, a fazer soar os alarmes em relação à sua suposta lesão.

Os Mambas começam a ficar completos em Nouakchott, capital da Mauritânia, onde têm dois jogos agendados, quarta-feira com Níger, e sábado com os anfitriões, de carácter particular, inseridos no Torneio Internacional alusivo à Data-FIFA.

Na madrugada desta segunda-feira, chegaram ao estágio dos Mambas alguns jogadores que actuam na Europa, nomeadamente Reinildo Mandava, Geny Catamo, Zainadine Jr., Gildo Vilankulo, Clésio Baúque e Bruno Langa. Enquanto os internacionais que jogam em Portugal faziam o trajecto Lisboa a Casablanca, Reinildo Mandava fazia o percurso Madrid a Casablanca e todos juntos seguiram da capital marroquina para Nouakchott, tendo chegado por volta da 01h45 local (03h45 de Maputo).

Já na manhã desta segunda-feira, por volta das 10h50 de Maputo, chegou à capital mauritana Reginaldo Faite, que fez o percurso Tirana-Istambul-Casablanca-Nouakchott.

Os sete jogadores juntaram-se aos 13 que partiram de Maputo no passado sábado, nomeadamente os 11 do Moçambola e outros dois da África do Sul, tendo-se juntado aos treinos da tarde, já que no período da manhã foram dispensados para repousarem.

Ao conjunto moçambicano faltam aterrar em Nouakchott os internacionais Mexer Sitoe, ido da França, Luís Miquissone, que parte do Egipto, e Domingues, que actua na vizinha África do Sul. Mexer e Miquissone são esperados esta terça-feira, enquanto o capitão só chega na manhã de quarta-feira, dia do jogo, uma vez que a sua equipa jogou na noite de domingo e só esta segunda-feira podia partir de viagem.

 

ZAINADINE MOTIVADO PELA ELEIÇÃO COMO MELHOR EM CAMPO

Experientíssimo! O defesa central moçambicano, voltou a estar em destaque no campeonato português da primeira divisão, tendo sido eleito melhor em campo no empate em que o Marítimo, sua equipa, empatou a uma bola frente ao Gil Vicente, em desafio referente à 27.ª jornada da Liga Bwin.

O futebolista moçambicano que alinhou a titular, como tem sido habitual, foi fundamental na partida, onde fez o seu papel no sector mais recuado dos insulares.

Neste encontro, o Marítimo adiantou-se no marcador aos 39 minutos e os galos empataram aos 45+5. Com este resultado, o Marítimo desperdiçou pontos importantes na luta pelo quinto lugar. O Marítimo, agora, com 33 pontos, na oitava posição, a 40 do líder Porto.

Na mesma partida, Clésio Baúque jogou os últimos quatro minutos e ajudou a segurar o empate.

Ainda em Portugal, Bruno Langa continua a espalhar o seu charme na segunda liga, tendo voltado a merecer a confiança do treinador no empate do Desportivo de Chaves diante do Trofense, a um golo. O Chaves ocupa, neste momento, a quarta posição com 48 pontos, a seis do líder, Rio Ave, na luta pelo principal campeonato de Portugal.

Já Gildo Vilankulo, que também foi titular neste final de semana, só não fez os 90 minutos porque foi substituído aos 81 minutos. Ainda assim foi determinante para o empate do Amora na visita a Santarém, a dois golos, na primeira jornada do Campeonato da despromoção da Liga 3 portuguesa. O resultado coloca a equipa na liderança do grupo 5.

Já Geny Catamo não foi opção no Vitória de Guimarães este sábado, diante do Sporting, por ser jogador dos leões e ter sido emprestado aos minhotos.

Em campo, mas apenas 14 minutos, esteve Reginaldo Faite na vitória da sua equipa, o Dínamo de Tirana, sobre o KF Tirana, à tangente.

 

MEXER FORA DOS CONVOCADOS, MIQUISSONE, DOMINGUES

Mexer continua sem ser chamado pelo técnico do Bordéus para os jogos da equipa e, neste final de semana, mais uma vez, voltou a ficar de fora da convocatória. Recorde-se que Mexer recusou um empréstimo que os Girondinos queriam fazer com o jogador, preferindo permanecer na França e não seguir para o médio oriente.

Domingues e Luís Miquissone não saíram do banco nos respectivos clubes.

WITI LESIONADO OU APENAS NOVELA?

Durante a semana, a Federação Moçambicana de Futebol anunciou a substituição de Witi Quembo por Melque, jogador da Black Bulls, por o jogador do Nacional estar lesionado. Melque seguiu viagem a Nouakchott e está a trabalhar com os restantes colegas.

O facto é que Witi foi convocado pelo técnico do Nacional para o jogo deste domingo diante da Académica, embora, tal como nos últimos jogos, não tenha sido opção para o relvado. Witi não saiu do banco e viu os insulares vencerem os estudantes para a segunda liga.

Resta, agora, saber se a lesão de Witi teria passado e o jogador recuperado a tempo de estar apto para o Nacional e não estar pronto para jogar pelos Mambas nos dois embates de carácter particular diante do Níger e Mauritânia.

O Textáfrica do Chimoio foi despromovido ano passado para a segunda divisão do futebol moçambicano e já pensa no regresso ao Moçambola em 2023. Está ciente de que não será tarefa fácil, mas a direcção promete trabalhar para alcançar seus objectivos para esta temporada e, por isso mesmo, fez algumas contratações, com destaque para a escolha do novo timoneiro.

Trata-se de Suleimane Barros, apresentado esta sexta-feira, na capital do país, com contrato de um ano e que vai procurar conquistar o provincial de Manica para chegar à fase da poule de apuramento ao Moçambola 2023, devendo trabalhar com Custódio Parruque como seu adjunto.

O contrato de Barros é de um ano, renovável, e Alfredo Dézima, presidente da colectividade fabril, diz que, com esta contratação, se pretende iniciar um trabalho, com vista a “resgatar a história do clube, tornando-o um verdadeiro gigante dentro e fora do campo, com base numa gestão transparente, comprometida, determinada a virar o rumo dos últimos momentos que se vivem no Textáfrica e, sobretudo, criar uma dinâmica para a resposta dos desafios do futuros”.

Alias, Dézima reconhece que o Textáfrica vem sendo um grupo “sofredor” e, ultimamente, vive do passado, onde é notória a má administração que vem causando uma “bancarrota”, trazendo ao clube grandes dificuldades.

Assim, de acordo com o presidente da colectividade da Soalpo, há dois principais objectivos para este ano, nomeadamente o resgate da história, o verdadeiro valor do clube, e tornar o Textáfrica num verdadeiro gigante dentro e fora do campo, através da criação de uma dinâmica para fazer face aos desafios futuros.

Suleimane Barros vai assumir o comando técnico do Textáfrica do Chimoio, depois de, ao longo de muitos anos, ter sido adjunto de Sérgio Faife Matsolo em clubes como a Liga Desportiva de Maputo, Desportivo e Ferroviário de Nacala.

Barros promete trabalhar para alcançar resultados positivos, realçando que é importante não correr, mas “queremos fazer tudo passo-a-passo, tendo em conta que temos o provincial e, depois, a poule de apuramento”.

“Não devemos pensar que já estamos no Moçambola 2023, porque temos muitas etapas por ultrapassar e só será possível alcançarmos isso se estivermos todos unidos, jogadores, equipa técnica, direcção, massa associativa e adeptos. Por isso, queremos pedir aos adeptos que nos deixem trabalhar e nos apoiem, porque todos queremos o bem do Textáfrica”, disse Seleimane Barros, na sua apresentação.

Os fabris do planalto vão disputar o Campeonato Provincial, este ano, que dá acesso à poule de apuramento ao Moçambola 2023.

O internacional moçambicano, Reinildo Mandava, diz ter tido uma boa integração no Atlético Madrid e que a relação com os colegas tem sido boa. Mandava falava no final do jogo em que a sua equipa venceu o Rayo Vallecano, por 0-1, em partida do campeonato espanhol.

Chegou, viu e está a vencer. Reinildo Mandava fez o seu 10º jogo ao serviço do Atlético Madrid, nove dos quais a titular, e este sábado esteve em grande na vitória sobre o Rayo Vallecano, à tangente, para a 29ª jornada da LaLiga.

Koke apontou o único golo da partida que deu os três pontos aos Colchoneros e coloca a equipa na 3ª posição, com 54 pontos, a 11 do líder, Real Madrid.

Reinildo Mandava esteve em grande destaque na partida e mereceu uma das melhores notas dos jogadores em campo.

No final do jogo, Mandava destacou o espírito de grupo que a equipa tem para vencer os jogos. “É uma equipa muito boa, com companheiros fantásticos e espetaculares e estou muito satisfeito (pela vitória). Estou aqui para ajudar e sempre vou ajudar, dando tudo que tenho em campo”, disse Mandava, no final do jogo deste sábado.

Sobre a sua integração no conjunto de Diego Simeone, o internacional moçambicano diz que foi fácil. “Esta é a minha vida, é nossa vida e temos que ser assim. Também com os companheiros que tenho, foi fácil adaptar-me, porque tenho bons colegas que me ajudaram aqui e ali. Agora, estou aqui e feliz para ajudar e trabalhar”, acrescentou o moçambicano que ajudou os Colchoneros a vencerem o Rayo Vallecano, por uma bola sem resposta.

Para já, Reinildo junta-se, agora, aos Mambas, em Nouakchott, para disputar dois jogos do torneio internacional diante do Níger e Mauritânia, respectivamente.

O Ferroviário de Maputo derrotou o Maxaquene no embate de colossos do futebol moçambicano, realizado este sábado, a contar para a sexta jornada da Liga Jogabets, da Cidade de Maputo, e assegurar de forma definitiva a sua qualificação aos quartos-de-final da competição. Celso foi o autor do único golo que deu a vitória aos “locomotivas” no derby da capital do país com os “tricolores”.

Assim, a turma orientada por Jean Loscuito continua colada à Black Bulls, no topo da tabela classificativa da Série A, com 16 pontos e com a qualificação aos “quartos” assegurada.

Os “touros”, por seu turno, vulcanizaram o Vulcano com três touradas e continuam a equipa mais concretizadora da competição, agora com 30 golos marcados e apenas três sofridos.

Na Série A, para além da Black Bulls e do Ferroviário de Maputo, Maxaquene é outra equipa que já garantiu a sua qualificação aos “quartos”, mesmo depois de ter somado a segunda derrota na prova e somar 10 pontos.

Pela Série B, o Costa do Sol começa a perder brilho, ao somar mais um empate na competição, desta vez diante do Mahafil, equipa que, a par dos “canarinhos”, garantiu a sua qualificação aos quartos-de-final da prova.

O Costa do Sol lidera com 14 pontos, mais um que a Liga Desportiva de Maputo, que, nesta jornada, não deixou os seus créditos em mãos alheias e derrotou o Estrela Vermelha de Maputo por duas bolas sem resposta. O Mahafil segue na terceira posição com 12 pontos.

As Águias Especiais, por seu turno, deram um passo gigante na luta por um lugar nos “quartos” após vitória, este domingo, diante da Académica, a pressionar as possibilidades que o Nacional ainda tem de chegar à fase seguinte. Os “policiais” contam, agora, com nove pontos, mais quatro que o Nacional, que só joga na quarta-feira diante do lanterna vermelha Racing.

A selecção nacional de futebol já se encontra em Nouakchott, onde defronta o Níger e a Mauritânia, nos dias 23 e 26 deste mês, em jogos de carácter amigável, inseridos na Data-FIFA. Os internacionais que actuam fora de portas já se juntaram aos Mambas desde a noite deste domingo e, hoje, todos juntos realizam o treino conjunto.

A partida para Nouakchott foi no sábado passado, com os jogadores que actuam internamente, aos quais se juntou Melque, de última hora, para o lugar de Witi, do Nacional da Madeira, que se encontra lesionado.

A comitiva nacional chegou a Nouakchott na madrugada deste domingo, por volta das 01:45 horas locais (03:45, em Maputo), num voo vindo de Casablanca, a capital económica do Marrocos.

Dos que partiram de Maputo para a capital mauritana, destacam-se 13 jogadores, dos quais 11 a jogarem em clubes moçambicanos e mais dois da África do Sul, nomeadamente Kambala e Amadou, para além da equipa técnica, pessoal do apoio e dirigentes, totalizando 20 pessoas na delegação.

Os restantes jogadores que actuam no estrangeiro seguiram directamente a Mauritânia, com chegadas a partir deste domingo, para alguns que tiveram os seus jogos na sexta-feira e sábado, e esta segunda-feira, para aqueles que tiveram os seus jogos nos respectivos clubes no domingo.

O último, que irá juntar-se aos Mambas em Nouakchott, é o capitão Domingues, que joga no Royal AM da África do Sul, equipa que joga na noite deste domingo, isto na manhã de quarta-feira, dia do jogo com o Níger.

As sessões de treinos propriamente ditas só iniciam esta segunda-feira, uma vez que, depois da chegada, o seleccionador nacional deu descanso aos jogadores e um treino ligeiro essencialmente de descompressão, depois de longa viagem de cerca de 40 horas de Maputo para Nouakchott.

 

JOGADORES ESPERAM UNIÃO E COESÃO NA MAURITÂNIA

Quando chegaram a Nouakchott, Telinho, Kambala e Fóia falaram das suas expectativas em torno deste torneio internacional que vai contar com Níger, Mauritânia, estes dois adversários dos Mambas e Líbia.

Chamado pela segunda vez aos trabalhos dos Mambas, Alberto Alface, ou simplesmente Fóia, mostrou-se satisfeito com a integração no conjunto moçambicano e mesmo que “está a ser algo muito maravilhoso e estou muito feliz por ter sido chamado à selecção nacional”.

Sobre a sua integração nos Mambas, Fóia não escondeu o bom ambiente que encontrou e assegura que “tenho estado a trocar experiência com jogadores mais velhos e que têm muitos anos na selecção”.

Alberto Alface diz que as expectativas da participação dos Mambas neste torneio são boas, e espera que estes dois jogos sejam produtivos. “Espero que sirvam para juntar ainda mais o grupo e criar coesão e espero que haja mais jogos de controlo para poderem juntar ainda mais os jogadores dos Mambas”, revela Fóia.

Já Telinho, regressado aos Mambas depois de uma longa lesão que o impediu de jogar alguns jogos no ano passado, diz que o facto da selecção não se movimentar há quatro meses não deve ser entrave nos seus objectivos, que passam também por integrar novos jogadores ao conjunto nacional.

“Ficamos muito tempo parados e, agora, temos novos jogadores na selecção, o que não é fácil estar neste grupo, ainda que todos queiramos estar aqui”, começou por dizer, para depois acrescentar que “o grupo é o mesmo e o comportamento é o mesmo, seguimos todas as regras do grupo”.

Sobre os dois jogos com Níger e Mauritânia, que são os primeiros deste ano civil, Telinho promete que o grupo vai procurar fazer aquilo que mais sabe fazer “que é lutar para vencer”.

“Temos esta oportunidade de disputar este mini-torneio e vamos procurar ganhar. Seria bom começarmos o ano com pé direito, isto é, com duas vitórias, que seriam gratificantes para todos nós e para o povo moçambicano”, disse Telinho, acrescentando que “vamos lutar para fazer isso e tenho certeza de que somos capazes e temos capacidade de fazer isso e vamos conseguir”.

 

KAMBALA PEDE APOIO DOS MOÇAMBICANOS

Por seu turno, Manuel Kambala, jogador do Baroka da África do Sul, começou por pedir aos moçambicanos que continuem apoiando a selecção em todos os momentos. “Pedir aos moçambicanos que nos apoiem e que se entreguem como sempre se entregaram a nós e agradecemos o vosso apoio e, apesar de jogar fora, pedimos que nos apoiem”, apelou.

Jambala entende que é preciso encarar os dois jogos com seriedade, até porque “temos que nos entregar a estes jogos, porque, para nós, não há jogos amigáveis e levamos os jogos a sério. Vamos encarar com muita responsabilidade como sempre encaramos e levarmos a sério estes jogos. Isto é, é um torneio no qual temos que mostrar que estamos a crescer, apesar dos resultados passados”, frisou o médio moçambicano.

Aliás, Kambala diz mesmo que é preciso mostrar mudanças e crescimento no seio dos Mambas, “não só para nos reconciliarmos com os moçambicanos, mas também para aproveitar esta boa altura para mostrar amadurecimento e resgatar aquele conjunto que a selecção tem e que se perdeu um pouco. Queremos presentear esse torneio com vitórias para merecermos confiança do povo moçambicano”.

Para tal, segundo Kambala, “o grupo está forte, unido, feliz e junto e queremos aproveitar os jogos para ganhar confiança e conhecermo-nos ainda mais”, concluiu.

Recorde-se que, para este torneio internacional em Nouakchott, Chiquinho Conde levou 25 jogadores, nomeadamente os guarda-redes Ernani, Ivan e Franque; os defesas Mexer, Zainadine, Clésio, Martinho, Reinildo, Alface, Bruno Langa e Infren; os médios Kambala, Nené, Shaquille, Amadou, Luís Miquissone e Domingues; e os avançados Telinho, Dayo, Melque, Gildo, Geny e Reginaldo.

Guilherme e Luís Rocha, da equipa Trentyre Rock Racing, foram os grandes vencedores da primeira corrida do Grande Prémio Picanto Cup 2022. A prova contou com a participação de 32 pilotos em representação de 16 equipas.

Referência obrigatória no desporto motorizado no país e além-fronteiras, o Grande Prémio Picanto CUP traz consigo grandes inovações esta temporada com a introdução de novas corridas e aumento considerável de número de pilotos, comparativamente ao ano passado.

A notoriedade e aceitação deste GP, a fórmula 1 de Moçambique como alguns designam, atraiu, por isso, muitas pessoas ao Autódromo Internacional de Maputo. Porque há uma norma, ou melhor, um protocolo sanitário a ser observado, os acessos ao palco do Grande Prémio Picanto CUP era limitadíssimo, tendo algumas ficado de fora. Regras são regras! Há que cumprir!

O público presente vibrou, de resto, com a adrenalina proporcionada pelos pilotos ao longo das provas de resistência. Há, aliás, a destacar a componente das claques que se viu este sábado nas bancadas do autódromo, assim como o investimento feito pelos participantes para dar melhor imagem e visibilidade às respectivas equipas.

Na componente desportiva, e em dia de grandes batalhas, tio e sobrinho fizeram história. Guilherme e Luís Rocha (ndr: filho de Rodrigo Rocha, presidente do ATCM) registaram, na classificação geral, os melhores tempos na prova de resistência no carro 61, deixando para trás a concorrência das equipas da Mediplus (representada por Rufino Fontes e Paul Delrec com o carro 08) e Moztek (Manuel Barbosa e Mauro Almeida ao volante do 21), que ocuparam a segunda e terceira posições, respectivamente.

No entanto, a dupla Crystian Bouché e André Bettencourt – vencedores do campeonato ano passado – fechou a prova em primeiro lugar ao cabo de uma hora de fortes emoções e disputas de cortar a respiração entre os pilotos. De resto, nas vésperas, a viatura dos campeões em título capotara e fora sujeita a intervenções por parte da equipa mecânica que tudo fez para que os pilotos pudessem partir para a prova de resistência com alguma segurança e melhor andamento.

Esta prova registou alguns incidentes, cuja resposta da organização pronta e imediata por parte da organização da prova.

Equilíbrio e trocas de posições foram as notas dominantes na 1ª e 2ª mangas, nas quais Rui Vilela, da Bluetech, e Bernardo Aparício, da CA Racing, cortaram a meta nas primeiras posições, respectivamente. Na 2ª manga, Rui Vilela, que recuperou algumas posições após um arranque menos promissor, foi mais forte que Pedro Oliveira (Moztkek) e Nico Banze (Racing).

Vilela acabou por disputar a prova num cenário em que a filha estava doente, tendo recebido apoio da esposa e dos colegas que equipa para o efeito.

Na manga A, ou seja, 1ª, Bernardo Aparício da equipa TA Racing saiu-se melhor que o seu directo opositor Luís Rocha, jovem e promissor piloto que terminou na segunda posição.

A primeira corrida do Grande Prémio Picanto CUP fechou em grande com a premiação dos pilotos e equipas que se destacaram na prova. O FNB, o mais recente parceiro, premiou monetariamente os primeiros classificados com valores que variam dos 10 a 25 mil Meticais.

 

INTERCAR PROMETE INOVAÇÕES

O director-geral da Intercar, Tiago Água, faz um balanço positivo da 1ª prova do Grande Prémio Picanto CUP 2022.

Tiago Água destaca, por exemplo, algumas o elevado nível competitivo demonstrado pelos pilotos nas provas de resistência, assim como o firmação de novas parcerias com o FNB e a Shell, novos patrocinadores juntam-se a uma iniciativa que está a fazer muito sucesso ao nível do desporto motorizado.

“Estamos satisfeitos com a prova. Penso que foi uma boa forma de começar o campeonato. Tivemos novas equipas no troféu. Mas também tivemos novas equipas e pilotos nos lugares da frente. Isto mostra que a dinâmica está a crescer”, começou por dizer Tiago Água.

O homem forte da Intercar diz ainda que a edição 2022 do Grande Prémio Picanto CUP promete que, porquanto, a organização vai introduzir algumas alterações que irão proporcionar grandes emoções e trazer ainda mais brilho ao evento.

“Vamos ter uma fórmula nova. Vamos substituir a corrida de resistência por mais duas provas de velocidade, sendo que a grelha é invertida. Isto pode parecer confuso, mas, na próxima prova, vai ser muito fácil perceber. Vamos ter quatro largadas e igual número de chegadas. Portanto, vai ser uma festa quase a dobrar”, prometeu Tiago Água.

Os patrocinadores merecem uma palavra de apreço, até porque, sem eles, não seria possível levar a cabo uma prova de grande dimensão: “Os novos parceiros vieram dar uma nova alegria. Já estávamos habituados à fasquia da ZAP e da Coca-Cola. Claramente que a Shell e FNB trouxeram uma alegria e brilho especial a festa”, notou.

Estava prova contou com a participação de 32 pilotos divididos em 16 equipas. Uma das grandes novidades no GP Picanto Cup tem a ver com o surgimento de novas equipas e formação de duplas para atacar os três lugares do pódio na presente época desportiva.

A nível do campeonato dos Modificados (Grupo M), uma competição que vem registando um aumento do número de participantes em cada corrida, estiveram inscritos, na primeira prova, 14 pilotos divididos em quatro classes.

As duas competições de velocidade, inseridas na 1ª prova do GP Picanto Cup e Modificados, decorreram de forma separada.

O Autódromo Internacional de Maputo do ATCM acolhe, amanhã, o 1.º GP Picanto Cup e Modificados.

Para esta prova, estão inscritos 28 pilotos divididos em 14 equipas. Uma das grandes novidades no GP Picanto Cup tem a ver com o surgimento de novas equipas e formação de duplas para atacar os três lugares do pódio na presente época desportiva.

A nível do campeonato dos Modificados (Grupo M), uma competição que vem registando um aumento do número de participantes em cada corrida, estão inscritos, na primeira prova, 14 pilotos divididos em quatro classes.

De acordo com o regulamento desportivo, as duas competições de velocidade, inseridas na 1ª prova do GP Picanto Cup e Modificados, vão decorrer de forma separada e estão abertas ao público com limitação nas bancadas, em cumprimento do protocolo sanitário e do manual de procedimentos aprovado pelas autoridades para ter acesso às infra-estruturas desportivas do ATCM.

A organização do evento espera que haja muita competitividade ao longo da disputa das três mangas, uma vez que a maioria das equipas e pilotos fez parte da última temporada das competições de velocidade.

A sexta jornada da Liga Jogabets da Cidade de Maputo será decisiva para os “alvi-negros” e “militares”, que procuram a última vaga de acesso aos quartos-de-final da prova, pela Série A. Águias Especiais, Estrela Vermelha e Nacional também lutam pela quarta vaga, pela Série B.

É uma jornada decisiva para muitas equipas na luta pela qualificação aos quartos-de-final da Liga Jogabets, a primeira prova oficial da Cidade de Maputo em futebol.

Com a questão dos três primeiros classificados quase definida nas duas séries, o quarto lugar é que está em disputa, com o Desportivo e Matchedje a protagonizarem o embate mais importante, no domingo.

“Alvi-negros” e “militares” estão separados por três pontos na tabela classificativa, ou seja, uma vitória, podendo ter a definição da quarta equipa qualificada ainda nesta jornada. Com nove pontos, o Matchedje precisa de apenas uma vitória, ou mesmo um empate para assegurar de forma definitiva a qualificação aos “quartos”.

Em caso de vitória do Matchedje, os “militares” terminam com 12 pontos e não mais seria alcançado por nenhum outro concorrente, ficando já tudo definido. Caso o jogo termine empatado, os “militares” também garantem a passagem à fase do mata-mata, uma vez que passarão a contar com 10 pontos e o seu adversário de domingo com sete. Ainda assim, na última jornada, os “alvi-negros” precisariam de vencer por mais de cinco golos e esperar que os “militares” percam, também, por mais de cinco golos, uma vez que, na diferença de golos, critério de desempate, o Matchedje está melhor posicionado.

 

LIDERANÇA RESOLVIDA NA SÉRIE A

A Black Bulls e o Ferroviário de Maputo parecem talhados a terminarem empatados na frente da tabela classificativa da Série A. Mas a jornada seis da Liga Jogabets será determinante para confirmar esta tendência, pese embora com mais pressão para os “locomotivas”.

É que, enquanto os “touros” têm a vitória quase garantida, diante do Vulcano, esperando-se saber os números dos golos a serem marcados. Para o caso dos “locomotivas” da capital do país, será ainda mais difícil prognosticar uma vitória fácil.

Basta olhar para o adversário, o Maxaquene, para prever um embate com perfume de “derby das antigas”, ainda que em campeonatos diferentes e com estruturas diferentes. Contudo, os “tricolores” e “locomotivas” sempre protagonizaram embates deliciosos sempre que se cruzaram, a exemplo do último, em 2019, ganho pelos “Maxacas”.

Por isso, uma partida que somente o apito final determinará o resultado. Aliás, os três pontos que separam as duas equipas podem ter reflexo nas contas finais, se tomarmos em consideração que uma vitória do Maxaquene pode mudar muita coisa.

 

TRÊS EQUIPAS LUTAM PELO QUARTO NA SÉRIE B

No que à Série B diz respeito, o Costa do Sol, já qualificado desde a jornada anterior, recebe o Mahafil, num embate em que os três pontos “estão no papo”, pese embora se reconheçam as fragilidades e dificuldades que a equipa tem tido nos dois últimos jogos.

Primeiro, empataram a um golo diante das Águias Especiais e depois venceram o Estrela Vermelha à tangente, o que pode galvanizar o Mahafil a lutar de igual para igual por um resultado positivo, que passa pelo empate ou mesmo vitória.

Aliás, os “canarinhos” ainda não lograram um resultado vistoso, tendo vencido apenas um jogo por números aceitáveis, no caso diante do Nacional, por duas bolas sem resposta. As restantes três partidas que venceu foi pela margem mínima.

No entanto, o Mahafil já provou que não está para brincadeiras, não fosse o segundo lugar que ocupa e à espreita de um deslize do Costa do Sol para assaltar a liderança, algo que pode acontecer no sábado.

Já a Liga Desportiva de Maputo, que recuperou posições na tabela classificativa, procura garantir a qualificação agora, diante do Estrela Vermelha. Os “alaranjados” também estão na luta, com as Águias Especiais e o Nacional, esta última a jogar somente na quarta-feira, pela quarta posição, que dá acesso aos “quartos”.

As Águias Especiais estão melhor posicionadas que as outras duas equipas, já que contam com seis pontos, mais um que os directos concorrentes e só precisam de vencer esta partida, e esperar que o Estrela Vermelha e o Nacional não pontuem nos seus embates. Só assim pode sonhar com um lugar na próxima fase da prova.

Para se manterem na luta pelos “quartos”, as equipas devem vencer os jogos desta jornada, para na última jornada fazerem os esforços de confirmarem as suas posições que dão acesso ao mata-mata da Liga Jogabets.

A sexta jornada só encerra na quarta-feira, com os embates Ferroviário das Mahotas vs 1º de Maio, pela Série A e Nacional Racing, pela Série B.

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