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O País – A verdade como notícia

Terminou inglória a participação de Moçambique no torneio internacional de Nouakchott, que decorre na Mauritânia, depois de somar derrota diante dos anfitriões, por 2-1, este sábado. A derrota junta-se ao empate da quinta-feira diante do Níger, a um golo. Dois resultados a provarem o actual momento de forma dos Mambas, longe da selecção capaz de ombrear por um lugar no Campeonato Africano das Nações que terá lugar em 2023 na Costa do Marfim

Quando a Federação Moçambicana de Futebol escolheu Níger e Mauritânia para a sua preparação com vista aos jogos de Junho de qualificação ao Campeonato Africano das Nações de 2023 na Costa do Marfim, muitas foram as vozes que pensaram que fossem os melhores adversários para os Mambas.

Até porque Mauritânia tinha estado na última edição do CAN dos Camarões, em que inserido no grupo F terminou sem nenhum ponto, enquanto o Níger, a par dos mauritanos, está acima de Moçambique no Ranking da FIFA. Ou seja, Níger na 114ª, Mauritânia na 116ª e Moçambique na 117ª posição, respectivamente.

O facto é que tanto o Níger como a Mauritânia foram para este torneio para mostrar e demonstrar que estão muito melhor organizados a esta altura e prontos para enfrentar a fase de grupos de apuramento ao CAN-2023.

Já Moçambique foi a Mauritânia já mostrando as fragilidades de sempre em termos organizacionais, a começar pelos problemas documentais de Zainadine Jr. e Reginaldo Faite, o primeiro por não ter “prestado atenção” no seu passaporte, que tem apenas três meses dentro do prazo, quando devia ter, no mínimo, seis, para entrar em solo mauritano, e o segundo por não ter cartão de vacinação contra a COVID-19.

A estes problemas documentais juntou-se outro, talvez menos grave para alguns, nomeadamente a ausência do seleccionador nacional no arranque dos trabalhos e no primeiro jogo de preparação diante do Níger, deixando as responsabilidades todas para os seus adjuntos.

Com todas estas nuances, muitas são as vozes que, agora, confirmam que não se podia esperar por resultados diferentes dos alcançados neste Torneio Internacional de Nouakchott: derrota e empate, ou seja, tivemos dois jogos e não conseguimos vencer nenhum deles.

Depois de Nouakchott vem a fase de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, em Junho próximo, onde os Mambas terão, de acordo com o calendário da Confederação Africana de Futebol, quatro jogos em cerca de 15 dias, diante de adversários que até aqui são desconhecidos, já que o sorteio só se realiza nos próximos dias.

 

Deixar fugir o empate ao minuto… 92

Os Mambas disputaram o Torneio Internacional de Nouakchott para que o seleccionador nacional avaliasse os jogadores com os quais pode contar para a fase de qualificação, em Junho e, certamente, terá tirado as melhores ilações do que melhorar.

A começar pelo sector defensivo que denotou muitas lacunas, com falta de coordenação entre os centrais e as alas, bem como a falta de um “matador” que possa marcar golos, a aproveitar as constantes subidas no terreno de jogadores mais confiantes, casos de Reinildo Mandava e Clésio, que fazem cruzamentos venenosos para área.

Mas mais importante é o facto dos Mambas terem sofrido golos mais consentidos do que conseguidos pelos adversários, a obrigarem ainda a que o combinado nacional tivesse que correr sempre atrás do prejuízo.

Se no primeiro jogo diante do Níger os Mambas tiveram que correr para chegar ao empate depois de sofrer um golo aos 63 minutos, num livre em Ernan ficou mal batido, tendo sido Gildo a empatar aos 83 minutos, o mesmo cenário repetiu-se diante da Mauritânia.

A selecção esteve, desde os minutos iniciais, sob o controlo do jogo, mas a eficácia surgiu por parte dos mauritanos, com um golo aos 18 minutos, através do avançado Mouhamed Soueid. Daí para frente foi ver os Mambas a correrem atrás do resultado e só mesmo na ponta final a conseguirem o almejado empate, aos minuto 90, altura em que Melque, que tinha entrado a substituir o capitão Domingues, no início da segunda parte, marcou.

Suspirava de alívio o banco técnico moçambicano, que pensava que o resultado já não sofreria alteração e que os Mambas somariam o segundo empate na prova. Eis que a selecção da Mauritânia chegou à vitória, aos 90+2 minutos, pelo defesa Lamine Ba.

Uma vez mais, o minuto 90+2 voltou a ser o carrasco da selecção moçambicana, a recordar os fantasmas da “era Abel Xavier”.

Este foi o segundo jogo de preparação de Moçambique para as eliminatórias de acesso ao CAN 2023, no espaço de três dias, depois de, na quarta-feira, ter empatado a um golo, diante do Níger.

 

Quando Conde promete, Conde cumpre!

Depois do primeiro jogo diante do Níger, em que o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, assistiu estando em Portugal, para onde fora a uma formação de treinadores, para o embate diante da Mauritânia foram prometidas alterações para dinamizar o conjunto nacional.

E Chiquinho Conde até cumpriu e, durante largos minutos do jogo a sua estratégia surtiu efeito. Tirou Ernan da baliza e colocou Ivan, tirou Infren e meteu Clésio, fez entrar Shaquile para o lugar de Amadou, Domingues foi para o lugar de Telinho e Gildo, que marcou o golo de empate no primeiro jogo, entrou de início no lugar que fora de Dayo. Os restantes permaneceram nos seus lugares, nomeadamente Mexer, Martinho e Reinildo, no sector defensivo, Kambala e Geny na zona intermediária e Luís Miquissone na frente do ataque, mais descaído para a ala esquerda.

Uma promessa cumprida em que o seleccionador tirou as devidas ilações, numa equipa em que não estiveram Zainadine Jr., Reginaldo Faite e Witi Quembo, naquelas que foram as primeiras escolhas de Chiquinho Conde.

Os jogos das meias-finais e finais de singulares homens e senhoras do “Maputo Open” de ténis foram cancelados para a próxima semana, devido ao mau tempo que poderá afectar a capital do país entre os finais da sexta-feira e domingo, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

O INAM prevê a queda de chuvas, situação que poderá condicionar os tenistas, daí que o Clube de Ténis de Maputo e a Federação Moçambicana de Ténis decidiram pela alteração das datas desta competição que movimenta tenistas de vários escalões.

As meias-finais estavam agendadas para sábado, nos “courts” do Clube de Ténis de Maputo, sendo que ao nível de singulares homens Jossefa Simão irá travar argumentos com Jaime Sigaúque e Bruno Nhavene bate-se com Luca Figueiredo.

Campeão nacional, Bruno Nhavene qualificou-se para às meias-finais do “Maputo Open” depois de vencer Ercílio Seda por dois sets a um com um duplo 6/2. Já Luca Figueiredo beneficiou-se da falta de comparência (WO) aplicada a Feliciano “Ciano” dos Santos. Os regulamentos prevêem uma tolerância de  15 minutos em casos de atrasos, sendo que a partida estava agendada para às 8h00 e Feliciano dos Santos chegou com uma hora de atraso.

Josefa Simão chega às meias-finais depois de “despachar” Miguel Gonçalves por dois sets a zero com duplo 6/0, enquanto Jaime Sigaúque derrotou José Cossa a quem venceu também por dois sets a zero com parciais de 6/0 e 6/1.

No quadro feminino, Ana Vasilis, campeã nacional, terá como adversária Cláudia dos Santos enquanto Ilga João joga o acesso à final com Ohmar Fernandes.

Ana Vasils, cabeça de série número dois, não teve dificuldades para afastar Tânia Elísio nos quartos-de-final, vencendo por dois sets a zero com parciais de 6/3 e 6/0.

Já Cláudia dos Santos, cabeça de série número três, chega às “meias” após derrotar Frederica Ferrari por dois sets a zero com parciais de 6/1 e 6/4.

Iga João, cabeça de série número 1, atingiu as meias-finais após vencer nos quartos-de-final Chirley Jumisse por dois sets a zero com parciais de 6/0 e 6/2.

Facilidades teve também Ohmar Fernandes, cabeça de série número 4, que derrotou Kyra Nguemba por dois sets a zero com um duplo 6/0.

Os jogos de singulares homens e senhoras serão disputados no sistema de eliminatórias, a melhor de três partidas com “tie-break” aos 6/6.

O “prize money” nesta competição é de 40, 000, 00 mt para os vencedores das categorias de singulares homens e senhoras, enquanto os segundos classificados irão encaixar 24, 000, 00 mt.

No que a categoria de pares diz respeito, os vencedores terão direito a 24, 000, 00 mt e os vencidos 12, 000, 00 mt.

O presidente da FMF afirmou que não é obrigação do órgão controlar a documentação dos jogadores da selecção. Feizal Sidat disse ainda que não vê caso para debate em torno da ausência de Chiquinho Conde no jogo desta noite diante do Níger e esclarece que a ausência do seleccionador foi comunicada com antecedência à FMF.

Horas depois de ter sido avançada a informação da deportação de Zainadine Júnior e Reginaldo Faite por anomalias na documentação, Feizal Sidat diz que a culpa não deve ser atirada à FMF.

“O passaporte é pessoal e intransmissível. Cada um tem o seu passaporte, que não é passaporte do serviço. É um passaporte pessoal”, por isso mesmo Sidat considera que “o próprio atleta podia ter salvaguardado, mas talvez não tenha reparado. São coisas que acontecem”.

Para o dirigente federativo, esta é uma situação compreensível, afinal, “sabemos que Zainadine é um grande capitão, um homem que puxa pela equipa e vamos ter que atenuar e, por ora, vamos socorrer-nos em soluções internas, segundo informações da equipa técnica”.

Feizal Sidat reiterou que continua a contar com o jogador, que, depois de reclamar da falta de apoio da Federação Moçambicana de Futebol, chegou a colocar a possibilidade de não mais representar os Mambas. Recorde-se que, citado pelo jornal electrónico Jogo Aberto, Zainadine Jr. teria dito que “como não quiseram saber de mim, eu lhes vou responder em Junho, quando a federação tiver jogos. Eu não irei participar”, em alusão aos jogos de apuramento ao Campeonato Africano das Nações.

Por outro lado, o dirigente diz que a FMF previa que o seleccionador nacional poderia falhar o primeiro jogo do torneio de Nouakchott, diante do Níger, mas diz que é uma ausência compreensível.

“Chiquinho Conde tinha que estar na formação para estar nas elites dos treinadores europeus e eram mais um ou dois dias e, encarecidamente, ele pediu à Federação Moçambicana de Futebol e nós anuímos”, esclareceu Feizal Sidat.

Ademais, segundo o líder da Casa do Futebol, “gostaríamos que ele estivesse na elite, porque isso é bom para nós, como moçambicanos”, até porque “Chiquinho Conde deu tudo pela selecção nacional e acreditamos que estará focado no jogo de sábado”.

Os Mambas defrontam, sábado, às 19h00 da Mauritânia (21h00 de Maputo), a equipa da casa em jogo do Torneio Internacional de Nouakchott inserido na Data-FIFA. Caso esteja a 100%, Domingues (EP7) poderá tornar-se no jogador com mais internacionalizações pelos Mambas (95), superando o avançado Tico-Tico que jogou em 94 ocasiões pela selecção nacional de futebol.

Foi-se o Níger, vem aí a Mauritânia. É o segundo ensaio dos Mambas para os futuros compromissos a sério, precisamente, o ataque à fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN-2023), prova a realizar-se na Costa do Marfim.

Os Mambas travam sábado, já com a presença do ausentado chefe de equipa, um duelo com um conjunto que marcou presença no CAN Camarões 2021, pelo que é aceitável para testarem aquilo que se pretende consolidar e introduzir na equipa.

É uma partida na qual, acima de tudo, o combinado nacional procura corrigir aquilo que de errado ocorreu contra os nigerinos: fraca finalização.

É que, na primeira parte, a selecção nacional não conseguiu capitalizar algumas oportunidades claras para o golo, situação que contribuiu para o terceiro empate a uma bola no historial de confrontos com o Níger.

Os Mambas têm que ser mais acutilantes no último terço dos seu adversário, devendo criar mais espaços para alimentar os avançados que se recomenda maior concentração e bom índice de concretização. Dayo revelou total desacerto com a baliza do Níger, desperdiçando algumas situações que podiam ter resultado em golos.

Chiquinho Conde deverá operar algumas alterações no onze a ser escalado para o confronto com os anfitriões.

A começar, claramente, pelo capitão Domingues que deverá assumir a titularidade depois de ter sido lançado na segunda parte do jogo com o Níger. Domingues juntou-se “tarde” ao grupo de trabalho devido aos compromissos da sua equipa Royal AM na Premier Soccer League.

E, no sábado, caso esteja a 100%, poderá tornar-se no jogador com mais internacionalizações pelos Mambas (95), superando, desta forma, o carismático avançado Tico-Tico que jogou em 94 ocasiões pela selecção nacional de futebol.

Clésio Baúque, que entrou a substituir Infren, poderá também ser primeira opção no lado direito da defesa da selecção nacional. Clésio não só deverá acrescentar velocidade mas também maior profundidade a este sector. De resto, Chiquinho Conde voltou a chamar o jogador do Marítimo por conhecer as suas capacidades e estar ciente de que a sua experiência pode ser uma mais-valia, sobretudo nas acções ofensivas da selecção nacional de futebol.

 

ZAINADINE JÚNIOR JÁ SE ENCONTRA EM PORTUGAL

Depois de ter visto recusada a sua entrada na Mauritânia pelas autoridades devido ao facto do seu passaporte expirar daqui a cinco meses, situação que vai contra as regras estabelecidas naquele país, que determinam que, para se entrar naquele território, o documento deve ter seis meses de validade, o internacional moçambicano Zainadine Júnior regressou, quinta-feira, a Portugal.

Humilhado e “despido do seu valor”,  o valoroso jogador do Marítimo acabou por ficar retido no  Aeroporto Internacional de Nouakchott à espera do voo que o levasse de volta a terras lusas.

Em mensagem publicada na rede social “Instagram”, “Finho”, um dos capitães dos Mambas, agradeceu a todos que lhe deram suporte em momentos difíceis: “Amigos, gostaria de agradecer a todos pelo apoio que me prestaram nestas horas difíceis. Estou bem e já de regresso a Portugal, ao meu clube”, escreveu.

Consta que o jogador teria manifestado à Federação Moçambicana de Futebol (FMF) o desejo de seguir viagem a Maputo, onde viria regularizar a sua documentação.

Zainadine desejou bom trabalho aos colegas de equipa nos jogos inseridos no Torneio Internacional de Nouakchott. “Bom jogo, malta, vamos com tudo”, desejou.

Outro jogador, que ficou retido e, depois recambiado, é o avançado Reginaldo Faite que lhe viu ser negada a entrada na Mauritânia face às irregularidades na sua documentação.

Ou seja, o internacional moçambicano, que evolui no Dínamo, não tinha cartão de vacinação contra a COVID-19 e febre-amarela, condição para entrar na Mauritânia.

 

AFINAL, CONDE TEVE AUTORIZAÇÃO PARA SE AUSENTAR!

Finalmente, foi quebrado o silêncio em torno da polémica alimentada pela ausência de Chiquinho Conde no jogo entre os Mambas e o Níger, na quarta-feira, por este ter estado a participar no fórum de treinadores de futebol, em Portugal.

Entre especulações de desorganização administrativa e falta de seriedade na abordagem do espaço selecção nacional, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) veio explicar-se após o verniz estalar.

E foi na voz do vice-presidente para as selecções nacionais, Martinho Mucuana, o destro Paito, que se soube que Chiquinho Conde informou com dois meses de antecedência sobre a necessidade de participar no fórum de treinadores, acção de formação havida na “tuga”.

Só que a FMF e Paíto, que deu a cara, não comunicaram com antecedência ao povo moçambicano, aquele que sofre com as constantes derrotas e vibra com as raras vitórias dos Mambas, quais os motivos da ausência do chefe de equipa na concentração do combinado nacional.

“Estava inicialmente previsto que ele conseguisse chegar a tempo do jogo de hoje, mas, devido ao término tardio do curso, não conseguimos voo na noite de ontem, pelo que só pode chegar amanhã. Contudo, ele está sempre connosco via plataformas digitais. Está lá com a nossa anuência, pois é um acto que nos pode trazer vantagens como Federação. Claro que os atletas sentirão a falta dele, pois é como um pai, mas temos de manter o foco, até porque, a partir de amanhã, estará connosco para preparar o jogo de sábado”, disse Martinho Mucuana, citado pelo matutino “Notícias”.

Falhou, uma vez mais, a comunicação por parte da Federação Moçambicana de Futebol e do próprio seleccionador nacional que deviam, e muito bem, evitar “tanto barulho”.

A internacional basquetebolista moçambicana Delma Zita sagrou-se campeã da Western Junior College Athletic Conference  (WJCAC), conferência da liga júnior de basquetebol dos EUA, para além de ter sido eleita a melhor defensora do ano. No New Mexico Junior College, evoluem também as moçambicanas Sandra Magoliço e Madina Câmara.

Veni, vidi, vici. Tão curto espaço de tempo, tanto talento espalhado no basquetebol colegial norte americano.

Pérola da Bela Rosa, onde deu os primeiros passos antes de “beber” de alguma técnica na Universidade Pedagógica e, depois, seguir ao Ferroviário de Maputo que lhe projectou para o estrelato com a conquista de dois africanos de clubes e tantos outros títulos internos, Delma Zita arrasou na Western Junior College Athletic Conference  (WJCAC).

Em época de sonho, na primeira aventura pelas “Lady T-Birds”, a promissora base moçambicana foi simplesmente cinco estrelas.

Senão vejamos: campeou na Western Junior College Athletic Conference  (WJCAC) após vitória do New Mexico Junior College diante do Clarendon College (69-58). Determinante, Zita foi a segunda melhor cestinha da sua instituição com 14 pontos, seis assistências e quatro ressaltos em 35 minutos na quadra (foi a atleta mais utilizada).

Individualmente, e em resultado claro da sua influência, foi nomeada como melhor defensora da Western Junior College Athletic Conference  (WJCAC) com um total de 110 roubos de bola (“steals” para os americanos).

A “rookie” no “Afrobasket” 2019, em Dakar, Senegal, foi ainda indicada para a melhor equipa do ano – (2021-22 WJCAC All-Conference Women’s Basketball Team) – juntamente com a sua compatriota Célia Sumbane (a evoluir no South Plains College), Bella Green, Ashala Moseberry, Danna Grenald, Shalance Montoya, Mah Minthe, Precious Cowan, Ornella “LaLa” Niankan, Dana Thompson, Aileen Marquez, Célia Sumbane, Viktoria Ivanova e Makayla Escue.

Com notável aproveitamento nos lançamentos de campo (média de 50.8%), Delma Zita teve a terceira melhor percentagem, atrás de S. Montoya do Western Texas College (57.7%) e  D. Grenald  do New Mexico Junior College (50.7%).

Na sua página do “twiter”, o NMJC não só se rendeu à classe de Delma Zita como também não poupou elogios a base: “Parabéns a Delma Zita por ter sido nomeada melhor defensora do ano da WJCAC! Delma teve as mãos quentes, obtendo um total de 109 roubos de bola no ano”, destaca.

Os dados estatísticos de Delma Zita indicam que, em todos os jogos (30), contabilizou 876 minutos (média de 29.2 minutos por jogo). Com uma percentagem de 49.1% de aproveitamento, Zita concretizou 141 em 287 lançamentos de campo.

Recomenda-se uma melhoria ao nível dos tiros exteriores, onde apresenta uma fraca percentagem 15.6% (7 em 15 lançamentos), o que contrasta com os seus targets ao nível da linha de lances livres com 70.6% (12 em 17).

MVP do Campeonato Nacional de Basquetebol sénior feminino de 2019, Delma Zita tem ainda o registo de 109 ressaltos (26 ofensivos e 83 defensivos), perfazendo uma média de 3.1 ressaltos/jogo.

Forte a defender, como defendem os críticos da Western Junior College Athletic Conference  (WJCAC), Delma Zita conseguiu ainda 110 roubos de bola, 94 assistências e 97 “turnovers”.

Zita iniciou a sua formação no projecto Bela Rosa do entusiasta e mordaz Narcilo Nhacila, passando depois pela Universidade Pedagógica onde jogou simultaneamente nos juniores e seniores (ainda com idade de juniores). Era, pelo seu enorme talento, inevitável que o Ferroviário de Maputo a contratasse.

Nesta colectividade, foi campeã nacional pelos escalões de juniores em duas ocasiões. Na segunda época, foi lançada para a extinta equipa sénior feminino do Ferroviário das Mahotas (que se sagrou vice-campeã nacional em 2018) ainda com idade de juniores.

A meio do ano, foi integrada na equipa principal onde não só foi campeã nacional como atingiu o apogeu ao conquistar a Taça dos Clubes Campeões Africanos em 2018, em Maputo, e 2019, no Cairo, Egipto.

Zainadine Jr e Reginaldo foram deportados da Mauritânia por anomalias na documentação e falharam o jogo de ontem diante do Níger e vão falhar, também, o jogo com Mauritânia no sábado. Em sentido contrário, ainda que tenha sido (ou seja) prejudicial aos Mambas, Chiquinho Conde chega hoje a Nouakchott para orientar embate de sábado.

A Data-FIFA de Março para os Mambas tem sido assolado por maus momentos e ambiente turvo para o que se espera da selecção nacional nestes jogos de preparação com vista aos quatro jogos que terá em Junho, de qualificação ao CAN-2023, na Costa do Marfim.

E tudo começou com a lesão de Witi, que depois de anunciado e substituído por Melque, o mesmo apareceu no banco de suplentes na vitória do Nacional da Madeira diante da Académica. Depois foi o seleccionador nacional que, depois do anúncio da convocatória, na semana passada, regressou a Portugal para participar de um fórum de treinadores, alegadamente para aumentar os seus conhecimentos em matérias de futebol.

Ainda que tenha sido um fórum facultativo, em que a presença não era de carácter obrigatório, até porque acontecia nas vésperas de uma Data-FIFA, em que muitos seleccionadores estariam envolvidos com os trabalhos das respectivas selecções, Chiquinho Conde optou por deixar os Mambas à mercê dos seus adjuntos e só esta quinta-feira vai se juntar ao combinado nacional para preparar o jogo de sábado.

Vale dizer que Conde vai ter apenas dois dias para conhecer os jogadores antes do jogo diante da Mauritânia.

 

ZAINADINE “TRAMADO” PELO PASSAPORTE E A CLAMAR DE FALTA DE APOIO DA FMF

Falhou Chiquinho Conde o embate contra o Níger, o mesmo que aconteceu com Zainadine Jr. e Reginaldo Faite, que até estiveram em território mauritano, mas não se juntaram aos Mambas devido a problemas com a sua documentação, que vai afastar os dois jogadores também do embate de sábado, diante da Mauritânia.

O vice-capitão da selecção nacional, Zainadine Jr., ficou logo retido após o desembarque em Noukchott, por possuir um passaporte que está a cinco meses de expirar, quando no território mauritano só é aceitável entrar quem tiver o documento com mínimo de 180 dias de validade.

Isto valeu ao jogador do Marítimo um tratamento indecente por parte do aparato militar presente no aeroporto, que imediatamente recolheu o passaporte do atleta, que acabou por ficar retido por mais de 24 horas, tendo sido “deportado” na manhã de ontem, de regresso a Portugal.

Zainadine Jr. disse que não teve nenhum apoio dos dirigentes da Federação Moçambicana de Futebol, segundo escreve o jornal electrónico Jogo Aberto. “A Federação não fez absolutamente nada por mim. Eles não foram ao aeroporto buscar-me. Tive que fazer tudo pessoalmente. Fiquei retido desde a 1:40 e a federação só chegou ao aeroporto por volta das 15h. Não procuraram saber de mim por iniciativa própria, só o fizeram quando o técnico dos guarda-redes e Jumisse perguntaram por mim. Nem se quer comida deram, tive que pagar do meu bolso. E se eu não tivesse dinheiro comigo?”, perguntou Zainadine citado pelo Jogo Aberto.

A FMF, que estranhamente devia ter acautelado toda a logística e, por conseguinte, advertido os jogadores sobre as normas vigentes na Mauritânia, interveio, mas debalde.

Depois de longas horas de espera, teve de haver uma intervenção diplomática a partir de Maputo, para que a situação do jogador fosse resolvida, tendo depois, imediatamente regressado a Portugal.

Ainda assim, Zaina diz que foram os seus próprios contactos que garantiram a sua liberação do aeroporto da capital mauritana. “A Federação chegou aqui por volta das 15h e, entre 17 e 18 horas, estavam a mandar-me mensagem a dizer que não estão a conseguir entrar e que estavam a ir-se embora. Foram os meus contactos que possibilitaram que eu viajasse de regresso a Portugal”, concluiu, citado pelo mesmo jornal electrónico.

Entretanto, o internacional moçambicano chegou ainda ontem a Portugal, tendo depois usado a sua conta das redes sociais para agradecer a todos que o ajudaram a solucionar o problema que o “privou do mundo” durante 24 horas na Mauritânia. “Amigos, gostaria de agradecer a todos pelo apoio que me prestaram nestas horas difíceis. Estou bem e já de regresso a Portugal, ao meu clube. Bom jogo malta, vamos com tudo”, escreveu Zainadine Jr.

 

REGINALDO MANDA “PASSEAR” VACINA DA COVID-19

Quanto a Reginaldo, o cenário é delicado. A actuar e a residir na Albânia, o avançado tem o visto de residência expirado. Não tem, estranhamente, cartão de vacinação contra a COVID-19, um requisito imprescindível para quem actua ao mais alto nível.

Como resultado, foi imediatamente ordenado a regressar no mesmo avião que o levou à Nouakchott, tendo feito escala em Paris, para depois rumar a Maputo, onde vai regularizar a situação do visto.

São situações que colocam em causa a forma como a FMF organizou a participação de Moçambique neste torneio. Contactada pelo “O País”, a instituição que dirige o futebol em Moçambique prometeu reagir esta quinta-feira.

Há, e não hajam dúvidas, atletas com enormíssima pinta de talento e talhadas para o sucesso. E Leia Bastião Dongue, a Tanucha, entra neste leque. Prova disso, caros patrícios, são os “targets” consistentes que a cada dia, a cada final do jogo, encaixa nas  “boxe scores”.

O duplo-duplo (22 pontos e 10 ressaltos) arrancado na vitória do Kutxabank Araski sobre o Lolitenk Gernika Bizkaia (85-62) valeram a Leia “Tanucha” Dongue a indicação como jogadora mais valiosa (MVP) da 25ª jornada da Liga Endesa, campeonato profissional de basquetebol feminino da Espanha.

Dominadora nas tabelas, Leia Dongue contabilizou sete ressaltos ofensivos e três defensivos aos quais acrescenta quatro assistências e dois roubos de bola.

Com a dorsal 8, Tanucha converteu 6 em 12 lançamentos de campo (50% de aproveitamento) e 4 em 4 na linha de lances livres (100% de aproveitamento).

Com maior valoração de 28%, Leia Dongue integra um cinco constituído pela base Aina Ayuso (Campus Promete) com 19%, 16 pontos, 8 ressaltos, 1 assistência e igual número de roubo de bola; Imani Tate (Innova-tsn Leganés) com 22 valoração, 14 pontos (3 em 8 lançamentos de campo e 5 em 6 na linha de lances livres),7 assistências, 4 ressaltos e 2 roubos de bola; Tanaya Atkinson (sua colega de equipa no Kutxabank Araski) com 26% de valoração com 26 pontos (8 em 13 nos lançamentos de campo e 1 em 1 na linha de lances livres), 5 ressaltos, 2 assistências e 4 quatro roubos de bola; e Taylor Koenen (Baxi Ferrol) com 28% de valoração, 17 pontos (4 em 8 lançamentos de campo e 3 em 4 na linha de lances livres), 11 ressaltos, 5 assistências e 3 recuperações.

Esta foi, e para confirmar o seu protagonismo na quadra, a terceira vez que a internacional basquetebolista moçambicana chamou a si o título de jogadora mais valiosa depois de o ter alcançado o notável e prestigiante feito na 7ª jornada (diante do Tenerife) e 8ª (frente ao IDK).

Facto, facto mesmo, é que o Kutxabanki Araski orgulha-se por suas atletas terem sido distinguidas em seis ocasiões como  MVP’S da Liga Endesa: Tanaya Atkinson (na 13ª e 19ª jornadas) e Katarina Zec (jornada 4)

Qual  menina de duplo-duplos, Leia Dongue esteve perto dos dois dígitos na suas estatísticas no jogo do passado domingo, 21 de Março, quando contabilizou 10 pontos, 8 assistências  e quatro ressaltos  (três ofensivos e 1 defensivo) na derrota do Kutxabank Araski diante do Movistars Estudiants.

Em 31:19 minutos na quadra, Tanucha concretizou 4 em 14 lançamentos de campo, 2 em 2 lançamentos livres.

Na sua quinta época na Espanha, Tanucha apresenta os seguintes targets: 385 pontos (média de 15, 4/jogo) em 695.40 minutos (média de 27.49 minutos), 152 lançamentos de campo convertidos em 310 tentados (49% de aproveitamento), 21 tiros exteriores certeiros em 74 tentativas (28, 4% de aproveitamento) e 60 lances livres convertidos em 105 totais (57, 1 % de aproveitamento).

Mas há mais que se diga nos seus dados estatísticos: 159 ressaltos dos quais 126 defensivos e 33 ofensivos, perfazendo uma média de 6, 4 “rebounds” por jogo.

Consistente, Tanucha tem ainda o registo de 50 assistências (2 por jogo, quando se olha para a sua média global), 66 perdas de bola (média de 2, 6 “turnovers” por jogo) e 23 roubos (0, 9 “steals” por partida).

Na sua quinta época na Espanha, Leia Dongue atingiu, a 6 de Março, a marca dos 1000 pontos na Liga Endesa no duelo diante do Vasco San Sebastian, terminando o jogo com 21 pontos e 7 ressaltos. É obra, é talento que sobra.

E tudo começou no Al-Qazers, em 2015-2016, ano em que se transferiu para a LF2 na Espanha, onde foi campeã. A sua segunda casa foi o Gernika, na temporada 2017-2018 na qual evoluiu na Liga Dia.

A consagração no outro escalão, e era de se esperar, veio na temporada 2018-2019 quando campeou ao serviço do Spart Citylift Girona na Liga Dia. Deixou, para não variar e está registado, marcas no Campus Promete antes mesmo de experimentar o basquetebol francês.

Na sua folha de serviço, e vale a pena sempre recordar, Dongue passou pelo Cegled da Hungria, equipa com a qual chegou a disputar a Euroliga.

Dongue rumou à Europa depois de épocas brilhantes no 1º de Agosto de Angola, equipa com a qual conquistou duas Taças dos Clubes campeões africanos em 2015 e 2017.

A selecção nacional de futebol, Mambas, defronta, esta quarta-feira, às 19h00 locais (21h00 de Moçambique), o Níger no primeiro jogo inserido no torneio internacional de Nouakchott, na Mauritânia, enquadrados na Data-FIFA.

Num caso sem igual e com contornos de desorganização, os Mambas batem-se, esta quarta-feira, com o Níger, num duelo em que não poderão contar no banco com o seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, que participa num fórum de treinadores profissionais, em Portugal.

O seleccionador nacional, que cerrou os punhos e defendeu a capitalização de jogos nas datas-FIFA para potenciar o grupo de trabalho e observar um leque de jogadores convocados, somente chega à Mauritânia na madrugada de quinta-feira, ou seja, depois do embate com os nigerinos.

É um cenário que levanta muitos questionamentos em relação à seriedade na abordagem nos compromissos dos Mambas, assim como nos aspectos organizativos e administrativos numa fase de preparação para as eliminatórias de acesso ao CAN-2023, prova a realizar-se na Costa do Marfim.

Era expectável que os jogadores trabalhassem sob as ordens do chefe da equipa dos Mambas, porquanto conhece muito bem o grupo de trabalho e pretende, nesta altura, ensaiar alguns aspectos táctico-técnicos e consolidar processos. Aliás, estes jogos foram projectados com alguma antecedência.

Há, ainda, a destacar a componente de fortificação do balneário e motivacional que Chiquinho Conde quer, igualmente, que seja uma marca para se alcançar o sucesso. E tal passa também pela presença do chefe de equipa em todos os processos, desde a concentração em estágio à realização de jogos dos Mambas.

Certo é que Chiquinho Conde só vai orientar um treino antes do jogo agendado para sábado frente à selecção anfitriã da Mauritânia.

A alternativa passa pelo adjunto Tiago Matos, que vem trabalhando com a equipa desde que desembarcou na Mauritânia, orientar a selecção nacional contra a Mauritânia.

Acontece que Matos não conhece, diga-se, profundamente o leque de jogadores convocados, tal como o seu “chefe” de equipa com quem trabalhou no Setúbal.

Ainda assim, Tiago Matos vai procurar montar uma equipa que se bata com galhardia contra um conjunto do Níger que ocupa a 114ª posição no “ranking” da FIFA com 1158.39 pontos.

“Apesar de algum cansaço, resultante das viagens, os jogadores mostraram-se disponíveis e motivados”, disse o seleccionador nacional-adjunto, em entrevista ao RM Desporto. Matos revelou ainda que o trabalho, nas sessões havidas entre sábado e segunda-feira, sobre as etapas de produção e finalização. “Trabalhámos algumas situações relacionadas com contra-ataque quando tivermos esta oportunidade nos jogos. A ideia é trabalhar sobre a fase ofensiva. À medida que vão chegando os jogadores, introduzimos conteúdos. Quando tivermos os jogadores todos, vamos trabalhar os princípios de jogo”, explicou.

 

OS NÚMEROS DO NÍGER

Inserido no grupo A das eliminatórias para o Mundial Qatar 2022, o adversário dos Mambas terminou na 3ª posição com seis pontos, resultantes de duas vitórias e um empate.

Os nigerinos abriram a campanha com uma derrota diante do Burquina Faso, por 2-0, numa partida realizada a 2 de Setembro, quatro dias depois, mais do mesmo: derrota frente ao Djibouti por 2-4.

A 10 de Outubro, frente à todo-poderosa Argélia, o Níger foi simplesmente atropelado, tendo sido goleado por 6-1.

Os nigerinos voltaram a ser goleados pelos argelinos (0-4) no arranque da segunda volta do grupo A da primeira etapa de acesso ao Mundial Qatar 2022. Em Novembro do ano passado, os nigerinos registaram um empate a uma bola em casa do Burquina Faso.

A primeira vez, ou melhor, a primeira vitória e com número gordo veio a 15 de Novembro quando o Níger bateu e humilhou o Djibouti, por 7-2.

 

DOMINGUES E REGINALDO KO, REINILDO E COMPANHIA OK

O capitão da selecção nacional de futebol, Elias Gaspar Pelembe, Domingues, irá falhar o duelo com o Níger, agendado para esta quarta-feira. O “puto maravilha” somente vai juntar-se ao grupo de trabalho precisamente no dia desta partida, pelo que ficou fora dos convocados para o primeiro dos dois jogos amigáveis enquadrados na data-FIFA.

O Royal AM, clube no qual evolui Domingues, jogou no passado domingo diante do Stellenboch, partida que terminou empatada a duas bolas.

Domingues não saiu do banco, mas viu o Royal adiantar-se no marcador aos 14 minutos por intermédio de Mxolisi Macuphu.

Judas Mossemaedi empatou a partida à passagem do minuto 63. Tebogo Motsane, ao minuto 83, voltou a colocar o Royal AM em vantagem no marcador. Homem do jogo, Judas Mossemaedi bisou na partida aos 89 minutos, fixando o resultado final em 2-2.

Este resultado coloca o Royal AM na segunda posição na Premier Soccer League (PSL) com 37 pontos, numa prova que é liderada pelo Mamelodi Sundowns com 51. Domingues estará disponível para o derradeiro jogo, sábado, diante da Mauritânia.

Para além de Domingues, os Mambas não poderão contar neste jogo com os préstimos do avançado Reginaldo Faife.

O “ponta” do FK Dinamo não conseguiu entrar para a Mauritânia, palco do torneio internacional de Nouakchott, devido a questões burocráticas ainda por esclarecer por parte da FMF.

Já Reinildo Mandava (Atlético Madrid), Mexer (Bordéus), Zainadine Júnior e Clésio Baúque (Marítimo), Gildo Vilankulo (Amora FC), Genny Catamo (Guimarães) e Bruno Langa (GD Chaves) poderão ser opções para os dois jogos amistosos do combinado nacional.

Espera-se que esta seja uma nova fase da selecção nacional de futebol que já não participa numa fase final de um Campeonato Africano das Nações (CAN) desde 2010, ano em que a prova decorreu em Angola.

O Incomáti de Xinavane, que não disputou o torneio de abertura da Província de Maputo por “diversas razoes”, incluindo o início tardio das suas actividades, entrou a vencer no Campeonato Provincial que arrancou este sábado em Maputo.

Os “açucareiros” foram a Manhiça derrotar o Clube local por duas bolas sem resposta e deram mostras vivas de querer lutar pelo título provincial, bem como aproveitar esta competição para preparar o Moçambola-2022.

Único representante da província de Maputo no campeonato nacional que arranca em Maio próximo, o Incomáti de Xinavane não teve grandes dificuldades para suplantar a equipa comandada por Zé Augusto e inicia a liderar a prova, pela Serie A.

O Clube de Amigos da Matola, por seu turno, recebeu e venceu o Maiwako FC de Marracuene por uma bola sem resposta e cola-se ao Incomáti na liderança da Serie.

Pela Serie B, onde estão mais equipas, o vencedor do torneio de abertura, Ximanganine de Fomento, entrou com pé esquerdo no provincial, ao ser derrotado pelo Cross de Ressano Garcia por uma bola sem resposta, enquanto a outra equipa de Ressano Garcia, Jeito, não para além de um empate a um golo na recepçao ao Clube de Amigo de Corumane.

Quem venceu sem “sujar o equipamento” foi o Timbercity da Moamba, que beneficiou da falta de comparência do Real FC de Mahelane, que não se deslocou àquele distrito da província de Maputo.

Em Inhambane, por seu turno, a União Desportiva de Zavala e o Temusa Costa do Sol de Massinga lideram as respectivas séries, com 10 e sete pontos respectivamente. Pela Série A, a UD de Zavala derrotou o Ferroviário de Inhambane por uma bola sem resposta e o 17 de Maio da PRM goleou a Nova Aliança da Maxixi por 4-0.

Pela Série B, Temusa Costa do Sol da Massinga recebeu e venceu o Sporting, também da Massinga, por duas bolas sem resposta e o Morrumbene FC cilindrou a Liga Desportiva da Maxixi por claros 9-2.

Organização Samboco de Inharrime, pela Série A, e Associação Desportiva de Vilankulo, pela Série B, ficaram de fora nesta jornada devido ao número ímpar de equipas.

Relativamente ao Campeonato Provincial de Manica, destaque para a vitória do Conselho Municipal de Chimoio que venceu Mini Mundo de Inchope por 2-1 e consolidou a liderança da prova, agora com nove pontos em quatro jornadas. O seu adversário deste domingo continua na segunda posição com cinco pontos, agora com os mesmos pontos do Textáfrica do Chimoio e FC Horse de Soalpo, que no embate entre ambos dividiram pontos com empate a um golo.

Maior beneficiário da jornada foi o Atlético de Gondola que goleou a Soalpo FC por 4-0 e persegue o pódio, agora com quatro pontos, na quinta posição, enquanto Soalpo é lanterna vermelha com apenas um ponto.

Os Campeonatos Provinciais decorrem em todas províncias do país.

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