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O País – A verdade como notícia

É já no sábado e domingo que os “courts” do Clube de Ténis de Maputo acolhem as meias-finais e finais em singulares homens e senhoras da edição de estreia do “Maputo Open”. Inicialmente agendados para o último fim-de-semana, os jogos decisivos foram adiados devido a previsão de mau tempo na capital do país.

O “draw” da competição indica que, nas meias-finais de singulares homens, o jovem talentoso e promissor tenista Bruno Nhavane irá travar argumentos com Jossefa Simão.

Trata-se, na verdade, de um duelo de campeões. Jossefa Simão foi bicampeão nacional de ténis nas temporadas 2015 e 2016. Bruno Nhavene, por sua vez, conquistou o título este ano, derrotando na final Jaime Sigaúque por dois “sets” a zero com um duplo 6/2. Em 2018, Bruno Nhavene foi campeão nacional pela primeira vez, feito alcançado ainda com idade de juniores.

Na altura, o bolsista no Centro de Alto Rendimento de Marrocos estava de férias no país, tendo sido desafiado a participar na prova. Nhavene conta, ainda no seu palmarés, com a conquista do “Torneio de Mestres” em 2021, tendo para o efeito derrotado Jaime Sigaúque por 2 “sets” a zero com um duplo 6/0.

Para chegar às meias-finais do “Maputo Open”, Bruno Nhavene despachou Ercílio Seda por dois sets a zero com um duplo 6/2. J

Já Josefa Simão derrotou, nos quartos-de-final desta competição, Miguel Gonçalves por dois sets a zero com duplo 6/0. Prevê-se, por isso, uma meia-final muitíssimo bem disputada entre dois tenistas com tarimba e qualidades já demostradas nos “courts”.

Na outra meia-final, Jaime Sigaúque, vice-campeão nacional, bate-se com Luca Figueiredo, tenista que tem melhorado a sua prestação. Nos quartos-de-final do “Maputo Open”, Jaime Sigaúque venceu José Cossa por dois sets a zero com parciais de 6/0 e 6/1.

Por sua vez, Luca Figueiredo ganhou falta de comparência (WO) ao antigo campeão nacional Feliciano dos Santos. Dos Santos, segundo a organização, atrasou uma hora quando os regulamentos da prova prevêem uma tolerância de 15 minutos.

No quadro feminino, teremos nas meias-finais os duelos entre Ana Vasils e Cláudia dos Santos e Ilga João vs Ohmar Fernandes.

Ana Vasils, campeã nacional de 2021 e cabeça de série número dois, qualificou-se para às meias-finais de singulares mulheres ao derrotar, nos “quartos”, Tânia Elísio por dois sets a zero com parciais de 6/3 e 6/0.

Por sua vez, Cláudia dos Santos, cabeça de série número três, qualificou-se para às meias-finais ao vencer Frederica Ferrari por dois sets a zero com parciais de 6/1 e 6/4.

Iga João, cabeça de série número 1, chegou às meias-finais depois de derrotar Chirley Jumisse nos “quartos” por dois sets a zero com parciais de 6/0 e 6/2.

Já Ohmar Fernandes, cabeça de série número 4, derrotou Kyra Nguemba por dois sets a zero com um duplo 6/0.

De acordo com a organização da competição, os jogos de singulares homens e senhoras serão disputados no sistema de eliminatórias, a melhor de três partidas com “tie-break” aos 6/6.

O “prize money” nesta competição é de 40, 000, 00 MT para os vencedores das categorias de singulares homens e senhoras, enquanto os segundos classificados irão encaixar 24, 000, 00 MT.

No que a categoria de pares diz respeito, os vencedores terão direito a 24, 000, 00 MT e os vencidos 12, 000, 00 MT.

 

EDILSON ROSA EM 4º

O tenista Edilson Rosa fechou em quarto lugar a sua participação no Campeonato Africano de sub-14, prova havida no Cairo, Egipto.

Rosa caiu nas meias-finais desta competição aos pés de Kamil Guessous (Marrocos) perdendo por 7/5 e 61.

Já no jogo de atribuição do terceiro lugar, o tenista moçambicano foi derrotado pelo egípcio Yassin Ahmad. O seu compatriot Eric Sigaúque terminou a prova na 21.ª posição depois de perder com o tunisino Omar Hfaeidh, em jogo do primeiro “round”.

 

VOLTE-FACE? CONTINUA A “NOVELLA” DEMBÉLÉ

Ousmane Dembélé parecer ter recuado na decisão de sair do Barcelona no final da temporada, altura em que termina contrato com o colosso catalão.

De acordo com a Marca, apesar de o internacional francês, durante o mercado de inverno, ter recusado várias propostas para renovar e as duas partes terem extremado posições, Dembélé, que acabou por permanecer, estará agora interessado em continuar na próxima época no Barça.

Isso mesmo já terá transmitido no balneário e ao técnico Xavi Hernández. De resto, os seus companheiros também têm feito força para que tal aconteça, mesmo nas declarações públicas sobre o tema.

Dembélé não terá nenhum pré-acordo com outro clube, algo que já lhe seria permitido, mas existem dúvidas que o jogador esteja disponível para aceitar as condições financeiras que o Barcelona pode oferecer, que são substancialmente mais baixas às que recebe atualmente. Entretanto, debelada a lesão num tendão da perna esquerda, contraída a 20 de Janeiro, frente ao Athletic Bilbao, em jogo da Taça do Rei, Ansu Fati regressou, esta segunda-feira, aos treinos do Barcelona sem limitações.

O internacional espanhol, de 19 anos, foi recebido com palmas por parte dos companheiros quando pisou o relvado.

Camarões, Senegal, Gana, Marrocos e Tunísia garantiram a qualificação ao Campeonato do Mundo do Qatar, em Novembro e Dezembro deste ano. As cinco selecções africanas fazem parte das 32 que vão disputar a maior prova de futebol do mundo.

São apenas cinco as selecções que têm vaga para o Mundial de futebol e as cinco foram encontradas esta terça-feira.

Depois do triunfo por 1-0 no Mali, bastou aos tunisinos um empate caseiro para assegurar a sexta presença na fase final, depois de 1978, em que foram nonos, 1998, 2002, 2006 e 2018 – sendo que nunca ultrapassaram a fase de grupos.

Por seu lado, e depois de um empate 1-1 fora, Marrocos não deu hipóteses aos congoleses, que bateu com golos de Azzedine Ounahi (21 e 54 minutos), Tarik Tissoudali (45+7) e Achraf Hakimi (69), contra um de Ben Malango (77).

Os marroquinos estão pela sexta vez no Mundial, depois de 1970, 1986 – edição em que chegaram aos oitavos-de-final, após afastarem Portugal na fase de grupos e acabaram na 11.ª posição -, 1994, 1998 e 2018.

Na reedição da final do CAN dos Camarões, e depois da vitória caseira do Egipto, a tangente, o Senegal fez o mesmo na segunda mão, em casa, e arrastou o jogo para as grandes penalidades. Mo Salah falhou a primeira marcação para os faraós e Sadio Mané marcou o penalti decisivo e carregou os Leões de Teranga ao Qatar, com o resultado de 3-1 e garantindo a segunda presença consecutiva.

Gana acabou por se qualificar graças ao golo marcado fora, já que, em Acra, tinha empatado a zero e, em Abuja, a um golo, afastando a Nigéria da fase final.

Depois da derrota caseira por 1-0, os camaroneses empataram a eliminatória a uma bola com a Argélia e levaram o jogo ao prolongamento, momento em que se chegou ao desempate. Ahmed Touba, aos 118, ainda deu um pouco de alegria aos argelinos, mas, no último lance da partida, aos 120+4 minutos, Toko Ekambi tratou de levar os leões indomáveis a Qatar. A equipa camaronesa está na fase final pela oitava vez.

Pela primeira vez na história do continente, as três selecções que tiveram o melhor desempenho em fases finais dos Campeonatos Mundiais passados estarão juntas numa mesma prova. Camarões, no Itália-90, só foi afastado nos quartos-de-final pela Inglaterra por 3-2, Senegal, na Coreia e Japão, em 2002, também caiu na mesma fase diante da Turquia, com derrota à tangente, e Gana, no Mundial da África do Sul, em 2010, quedou-se aos pés do Uruguai nas grandes penalidades, também nos “quartos”, por 4-2, depois do empate a um golo nos 120 minutos.

As restantes selecções ainda não lograram passar dos oitavos-de-final.

 

CARLOS QUEIROZ DEIXA MENSAGEM DE DESPEDIDA APÓS ELIMINAÇÃO

O seleccionador do Egipto, Carlos Queiroz, lamentou que a sua equipa tenha perdido a “final” que a podia levar ao Mundial-2022 no Qatar, deixando uma mensagem em jeito de despedida nas redes sociais.

“Perdemos esta final, que não é só uma final, mas também a qualificação [para o Campeonato do Mundo]. Não há muitas coisas para dizer, apenas uma palavra aos jogadores pelo jogo que fizeram. Parabéns ao Senegal”, disse o técnico em declarações no final do jogo.

Mais tarde, numa mensagem nas redes sociais em jeito de despedida, o treinador português referiu que o “sonho acabou”, deixando um agradecimento à federação egípcia pela “honra de ser seleccionador”.

“Demos o nosso melhor, mas hoje não foi suficiente. A todos os jogadores e membros do ‘staff’, o meu reconhecimento e agradecimento. Vão estar sempre no meu coração e foi um privilégio trabalhar e ajudar os profissionais tão dedicados e capazes”, referiu.

No mesmo texto, Queiroz deseja “as maiores felicidades” e expressa “gratidão” para com todos os adeptos do Egipto, terminando a mensagem com um “ao futuro”.

O jogo ficou também marcado pelos ‘lasers’ verdes apontados pelos adeptos aos jogadores egípcios durante todo o jogo, incluindo o momento decisivo das grandes penalidades.

O seleccionador do Senegal, Aliou Cissé, estava feliz por conduzir a selecção ao Mundial, elogiando o desempenho dos seus jogadores.

“Estamos felizes. O nosso objectivo era a qualificação e podíamos tê-lo conseguido no tempo regulamentar, dadas as hipóteses que perdemos. Quero agradecer o apoio dos adeptos”, salientou.

 

PORTUGAL E POLÓNIA TAMBÉM GARANTEM VAGA NO QATAR

Portugal e Polônia estão, igualmente, classificados para a Copa do Mundo de 2022. A dupla europeia carimbou os passaportes para o Qatar nesta terça-feira, após as vitórias contra Macedônia do Norte e Suécia, respectivamente.

A jogar em casa, a selecção portuguesa, do astro Cristiano Ronaldo, contou com a estrela de Bruno Fernandes para se qualificar. O jogador do Manchester United marcou os dois golos de Portugal, uma em cada parte do jogo, para selar a vitória por 2-0 e garantir a quinta presença consecutiva numa fase final de um mundial.

Sob o comando do melhor jogador do mundo, Robert Lewandowski, a Polônia sofreu no primeiro tempo contra a Suécia, que teve oportunidades para abrir o marcador por Forsberg e Isak. No entanto, o avançado do Bayern de Munique colocou a selecção polaca na frente aos quatro minutos do segundo tempo e Zielinski ampliou aos 27.

Na fase final, já estão 27 selecções, as cinco africanas, uma da CONCACAF (Canadá), quatro da América do Sul (Argentina, Brasil, Equador e Uruguai), 12 da Europa (Alemanha, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Espanha, França, Inglaterra, Países Baixos, Polónia, Portugal, Sérvia e Suíça) e cinco da Ásia (Arábia Saudita, Coreia do Sul, Irão, Japão e o anfitrião, Qatar, que estava desde logo apurado para a fase final da competição).

Falta uma vaga pela Europa, que vai sair do jogo País de Gales e Escócia ou Ucrânia. Austrália vs Emirados Árabes Unidos e Nova Zelândia vs Ilhas Salomão lutam pelas outras duas vagas.

O Mundial de 2022 realiza-se no Qatar, de 21 de Novembro a 18 de Dezembro. O sorteio do Campeonato do Mundo tem lugar esta sexta-feira, em Doha.

Os Mambas estão com cotação elevada em termos de valor de mercado dos jogadores que estiveram presentes no Torneio Internacional de Nouakchott, se comparado com os seus adversários, nomeadamente Níger, Mauritânia e Líbia. Os jogadores moçambicanos equivalem a 17.925.000 de Euros (dezassete milhões e novecentos e vinte e cinco mil Euros). Reinildo Mandava é o jogador mais valioso de todos que disputaram a prova da capital mauritana.

Os 21 jogadores chamados por Chiquinho Conde para o Torneio Internacional de Nouakchott são mais valiosos que os jogadores do Níger, Mauritânia e Líbia, que fizeram parte da prova inserida na Data-FIFA.

O mais valioso no mercado, dos jogadores moçambicanos é Reinildo Mandava, avaliado em 15 milhões de Euros, seguido de Mexer, que vale um milhão de Euros. Os restantes estão cotados abaixo do valor de Mexer, com destaque para Geny Catamo, que vale 800 mil Euros, Clésio Baúque e Luís Miquissone, a valerem 300 mil Euros cada um, Telinho, com passe a custar 150 mil Euros e Domingues, capitão cuja cotação no mercado a chegar aos 75 mil Euros.

Estes jogadores todos avaliados dão uma cotação de 17 milhões, novecentos e vinte cinco mil Euros, aproximadamente a 1.264.557.664 de Meticais (mil milhões, duzentos e sessenta e quatro milhões, quinhentos e cinquenta e sete mil, seiscentos e sessenta e quatro Meticais).

Os restantes jogadores moçambicanos, principalmente os que actuam internamente, não foram avaliados pelo transfermarker, o maior site de avaliação do mercado de jogadores. Dos que actuam fora de portas, os valores do mercado de Gildo Vilankulo e Amadou, este último transferido recentemente para África do Sul, não foram avaliados.

Nesta avaliação não estão cotados os três jogadores que devido a problemas diversos estiveram ausentes, nomeadamente Witi Quembo, cujo passe vale 400 mil Euros, Zainadine Jr., avaliado em 300 mil Euros, e Reginaldo Faite, com valor de mercado de 175 mil Euros.

Do lado da Líbia, última selecção a aterrar em solo mauritano, o seu valor global é de 14.550.000 Euros (catorze milhões e quinhentos e cinquenta mil Euros), pouco mais de 1.026.461.033 de Meticais (mil milhão, vinte e seis milhões, quatrocentos e sessenta e um mil e trinta e três Meticais). O maior activo da selecção líbia é Al Musrati que vale 12 milhões de Euros, seguido de Muaid Ellafi, que custa um milhão. Outros três têm valores de 150 mil e 650 mil Euros.

Na selecção da Líbia em Nouakchott não estiveram outros activos casos de Hamdou Elhouni, que tem o passe avaliado em 1.200.000 Euros e Abdussalam Tubal, avaliado em 425 mil Euros.

 

MAURITÂNIA E NÍGER COM ACTIVOS MAIS REDUZIDOS

Depois dos Mambas e dos líbios, segue nesta avaliação da transfermarker a selecção anfitriã, com quase todos jogadores avaliados, à execepção de cinco atletas que estiveram a disputar o Torneio Internacional de Nouakchott.

Os restantes 20 jogadores avaliados estão avaliados em 3.975.000 Euros (três milhões, novecentos e setenta e cinco mil Euros), o equivalente a 280.424.921 de Meticais (duzentos e oitenta milhões, quatrocentos e vinte e quatro mil e novecentos e vinte e um Meticais).

Destes jogadores, Suleymane Doukara, que curiosamente só entrou aos 62 minutos diante dos Mambas, é que tem o maior passe, e chega a custar 2.200.000 de Euros (dois milhões e duzentos mil Euros). A este jogador que actua no Giresunspor da Turquia, segue-se Pape Ibnou Ba, avaliado em um milhão de Euros (pouco mais de 70 milhões e 540 mil Meticais).

A sua maior estrela, Aboubakar Kamara, que tem o passe avaliado em 3.500.000 de Euros (três milhões e quinhentos mil Euros), não esteve presente no Torneio de Nouakchott.

Finalmente o combinado do Níger, primeiro adversário de Moçambique no torneio, pelo menos nos jogadores avaliados pelo transfermarker, vale um milhão e oitocentos e cinquenta mil Euros (1.850.000 Euros), equivalente a 130.512.227 Meticais (cento e trinta milhões, quinhentos e doze mil e duzentos e vinte e sete Meticais).

Os seus jogadores não têm passes elevados e nenhum deles chega a custar acima de um milhão de Euros, sendo Najeeb Yajubu, avaliado em 900.000 Euros o único mais valioso.

As quatro selecções presentes no Torneio Internacional de Nouakchott estavam, a preparar os embates de Junho próximo, de qualificação ao Campeonato Africano das Nações, que terá lugar próximo ano na Costa do Marfim.

O internacional moçambicano não tem sido a primeira aposta de Pitso Mosimane na equipa do Al Ahly do Egipto e já se cogita a possibilidade de ser emprestado no mercado de Junho, sendo o Simba da Tanzânia a que está mais próximo de assegurar os préstimos do jogador.

Está no Al Ahly desde o início da temporada, saído do Simba da Tanzânia a troco de um valor de 900.000 de dólares, cerca de 56.000.700 (cinquenta e seis milhões e setecentos Meticais). Na equipa tanzaniana Miquissone tinha sido a maior estrela, ajudando a equipa a conquistar vários títulos e a chegar o mais longe possível na Liga dos Campeões, o que atiçou a cobiça de colossos do futebol moçambicano, casos dos sul-africanos do Mamelodi Sundowns, e os egípcios do Al Ahly, que acabaram por assegurar o jogador.

Entretanto, disputadas que foram já 13 jornadas na Premier League do Egipto, dos quais o Al Ahly fez 10 jogos (tem três jogos em atraso), adicionados aos três do Mundial de Clube, sete da Liga dos Campeões Africanos, um da Supertaça Africana e outras cinco partidas da Taça da Liga Egípcia, totalizando 26 jogos nesta temporada, Luís Miquissone esteve presente em apenas em 10.

Ou seja, dos 2.340 minutos referentes aos 26 jogos disputados pelo Al Ahly do Egipto em todas as competições desta temporada 2021/22, o internacional moçambicano esteve em apenas 10 jogos e contou com 359 minutos ao todo. Muito pouco tempo para um jogador que se transferiu para o campeão africano em busca de glória.

Aliás, a imprensa egípcia desdobrou-se em criticar o técnico sul-africano pela pouca utilização do jogador moçambicano, que nesses 10 jogos já marcou apenas dois golos, ambos diante do Misr Lel Makhasa, mas sem sucesso e o jogador continua a ser a segunda opção da equipa.

Há que frisar, também, o facto do internacional moçambicano ter sido convocado em 18 dos 26 jogos, sendo que nos restantes oito jogos não foi chamado por Pitso Mosimane.

Com esta pouca opção no campeão egípcio, o Al Ahly já pensa em emprestar o jogador a um clube interessado, até porque já chegaram propostas de países do médio oriente, casos de clubes dos Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, para além do próprio Simba, que pretende ter o jogador de volta.

Assim, o clube de Miquissone está a avaliar as propostas, tanto de venda como de empréstimo, sendo que o jogador prefere ser emprestado ao Simba da Tanzânia e manter o seu contrato com o campeão africano e terceiro classificado do Mundial de Clubes.

O último jogo disputado pelo internacional moçambicano pelo Al Ahly foi a 8 de Março, tendo jogado apenas os últimos oito minutos da vitória diante do Pyramids, em jogo de atraso da 8ª jornada da Liga Egípcia. Depois desse jogo, Miquissone teve dois jogos sem sair do banco, antes de ser convocado aos Mambas onde disputou o Torneio Internacional de Nouakchott, na Mauritânia.

Diante do Níger e Mauritânia, Luís Miquissone fez 180 minutos e não marcou nenhum golo.

Sábado, o Al Ahly do Egipto terá pela frente o Al Hilal do Sudão, no jogo que vai decidir a sua continuidade na Liga dos Campeões Africanos. Em caso de derrota a equipa sudanesa qualifica-se aos quartos-de-final da prova, bastando ao campeão africano e egípcio apenas um empate ou vitória para assegurar lugar na fase do mata-mata na liga milionária africana.

O atleta moçambicano participou, sábado passado, da 65ª edição da tradicional Corrida São Silvestre de Luanda, em representação do nosso país, e não conseguiu estar no seu melhor dia para tentar alcançar os lugares cimeiros da prova. Com o tempo de 33 minutos e 19 segundos percorridos em 10 quilómetros, Machava terminou na 17ª posição, sendo, ainda assim, o melhor fundista estrangeiro que participou na prova de Angola.

Diferente de outras épocas com participantes de distintas nacionalidades, os fundistas estrangeiros falharam a subida ao pódio, que foi totalmente dominada pelos angolanos, em ambos os sexos.

Em masculinos, David Elias, com tempo de 31 minutos e 07 segundos, foi o grande vencedor da prova, tal como Ernestina Paulino, em femininos, que percorreu os 10 quilómetros com o tempo de 35 minutos e 31 segundos.

O pódio masculino ficou preenchido pelos atletas do 1º de Agosto, Avelino Sangahali, em segundo com 31 minutos e 15 segundos, e do Interclube, Alexandre João, em terceiro, a 14 segundos do segundo.

No sector feminino, o segundo lugar ficou para Adelaide Machado, com tempo de 37 minutos e 43 segundos, enquanto Josefina Baptista terminou a 25 segundos do segundo.

Para além de Donaldo Machava, que terminou como o melhor estrangeiro na corrida, outros destaques foram para o gambiano Saikois Camara, em 24º lugar, e o queniano Isaiah Momanyi, que terminou no 26º posto, isso em masculinos, enquanto em femininos as melhores atletas estrangeiras foram a gambiana Nyima Camara, em quinto, e a queniana Daisy Kipsuguty, em oitavo lugar.

A última vez que a competição teve participação e conquista dos estrangeiros foi em 2018, quando o queniano Mokua Nyandusi se sagrou campeão em masculinos, e a etíope Beyanesh Ayele, em femininos.

Desde a primeira edição da corrida de São Silvestre de Luanda, em 1954, nenhum moçambicano logrou conquistar a prova, sendo que os etíopes são os maiores vencedores com mais de 15 conquistas, seguidos pelos quenianos que já venceram por sete ocasiões.

A prova decorrida no sábado devia ter tido lugar a 31 de Dezembro de 2021, mas, devido a questões da COVID-19, que, na altura, provocou uma paralisação de algumas actividades desportivas em Angola.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, mostrou-se decepcionado com a derrota dos Mambas, frente à Mauritânia no sábado, no segundo e último jogo do Torneio Internacional de Nouakchott. Já Mexer, que foi capitão no primeiro jogo diante do Níger, diz que os Mambas foram prejudicados.

Os dois jogos dos Mambas no Torneio Internacional de Nouakchott ficam para trás e a hora é de fazer balanço e começar a perspectivar o futuro. O seleccionador nacional não gostou do que aconteceu na Mauritânia, principalmente diante da selecção anfitriã, assumindo mesmo que ficou decepcionado. “Estou decepcionado pelo resultado e pela forma como perdemos este jogo. Em África, é um pouco disto, quando se joga com um anfitrião, o campo fica inclinado. Foi o que se viu com este árbitro, que nos prejudicou por completo”, apontou degastado Chiquinho Conde aos jornalistas da Rádio Moçambique e Sociedade Notícias.

Chiquinho Conde não deixou de elogiar alguns jogadores que se evidenciaram ao longo deste torneio, casos de Melque, chamado à última hora para o lugar do lesionado Witi Quembo. “Tenho de dar os parabéns a Melque pelo golo. É um jovem talentoso e com coragem”, referiu Conde.

Relativamente à performance dos Mambas diante da Mauritânia, o seleccionador nacional não tem dúvidas de que “entrámos bem no jogo”. “Fomos melhores em muitos aspectos, mas eles foram mais pragmáticos e ganharam. No cômputo geral, a equipa interpretou bem os esquemas que desenhamos, desde o 4-4-2 até ao 4-2-3-1, pena que tenhamos sofrido aquele golo mesmo no fim”, realçou Conde.

Depois deste Torneio Internacional de Nouakchott, Chiquinho Conde tem uma ideia de como a selecção está. “Saímos daqui com alguns ganhos, essencialmente com a descoberta de alguns novos jogadores para compromissos futuros. Estamos a criar um grupo forte e coeso”, concluiu o seleccionador nacional.

 

MEXER DIZ QUE MAMBAS FORAM CLARAMENTE PREJUDICADOS

O defesa-central moçambicano, Edson Sitoe, ou simplesmente Mexer, apontou a arbitragem como um dos factores que influenciou na derrota diante da Mauritânia, ao estar directamente ligado ao segundo golo, aos 90+2 minutos. “Não gosto de falar da arbitragem, mas ficou nítido que fomos claramente prejudicados. Sofremos dois golos que resultam da desconcentração e, uma vez mais, perdemos já perto do fim”, disse Mexer, no final do jogo, em declarações à Rádio Moçambique e Sociedade Notícias.

Estes dois jogos em Nouakchott foram os primeiros de Mexer depois de muito tempo fora dos convocados devido a lesões. O internacional moçambicano mostrou-se feliz pelo seu regresso. “Feliz por ter regressado à selecção muito tempo depois. Já precisava de vir ajudar a equipa. É sempre um prazer representar a pátria”, realçou, destacando, ainda, a boa integração dos jogadores novos nos Mambas. “Estou impressionado com os novos jovens que despontam e penso que temos um futuro promissor”, finalizou o jogador do Bordéus da França.

Os Mambas voltam a entrar em cena em Junho, altura em que vão realizar quatro jogos da fase de grupos de apuramento ao Campeonato Africanos das Nações da Costa do Marfim próximo ano. O grupo e os adversários serão conhecidos nos próximos dias.

Já são conhecidos os embates dos quartos-de-final da Liga Jogabets da Cidade de Maputo. Os embates entre Maxaquene e Costa do Sol e entre Matchedje e Liga Desportiva de Maputo são os de destaques da fase do mata-mata que arrancam próximo final de semana.

Os jogos deste final de semana da Liga Jogabets decidiram apenas o último qualificado aos quartos-de-final, saído do embate entre Nacional e Águias Especiais, ganho pelos “polícias” à tangente, para assegurar a quarta posição da Série B.

A vitória das Águias Especiais afastou o Nacional da fase do mata-mata e colocou a turma da PRM na quarta posição da sua série, devendo, por isso, defrontar a toda-poderosa e distribuidora de goleadas, a Black Bulls.

No sábado, a Black Bulls enfrentou algumas dificuldades para suplantar os “tricolores”, vencendo por apenas dois golos sem resposta.

O embate mais importante dos quartos-de-final vai opor frente-a-frente o Costa do Sol e o Maxaquene, naquele que é um dos derbies mais antigos da capital do país. Os “canarinhos”, vencedores da Série A, que no sábado alcançaram a sua primeira goleada (4-0) diante do Racing, vão defrontar os “tricolores”, que apesar da derrota diante dos “touros” já tinham o quarto lugar assegurado.

É um embate que, apesar de ser entre equipas de escalões diferentes e com ambições também, diferentes, tendo em conta a estrutura orçamental e organizacional interna, é de carácter imprevisível. Artur Semedo recebeu novos jogadores nos últimos dias e vai, certamente, querer colocá-los em jogo para poder aferir a sua classe e performance para fazerem parte do plantel dos “canarinhos”.

Os quartos-de-final reservam ainda outros bons embates, como é o caso do jogo entre o Matchedje, que terminou em terceiro na Série A, que vai se bater com a Liga Desportiva de Maputo, segundo da Série B. É um jogo cujo vencedor pode ser visto de forma teórica a pender para o lado da turma de Hanyane, mas que na prática pode trazer surpresas.

É que o Matchedje já provou, com resultados, que pode muito bem fazer frente a equipas renomadas, tal como fez com o Desportivo e Maxaquene, que viram-se a norte diante dos “militares”, com derrotas pelo mesmo resultado de 0-2.

Aliás, nesta última jornada da fase regular, o Matchedje perdeu diante do Ferroviário de Maputo, à tangente, enquanto a Liga Desportiva de Maputo levava de vencida o Mahafil, por 3-1.

Aliás, as quatro equipas já tinham garantido a qualificação aos quartos-de-final, sendo que os “locomotivas” da capital do país, que terminaram atrás da Black Bulls, vão ter pela frente o terceiro da Série B, o Mahafil.

Os jogos dos quartos-de-final decorrem no próximo final de semana.

 

“PROVINCIAL” DE INHAMBANE ENCONTROU SEMI-FINALISTAS

Em Inhambane rodou, também, este final de semana, a última jornada da fase regular do Campeonato Provincial, que trouxe resultados inesperados, com goleadas das antigas, mas que também confirmou as equipas que passam à fase do mata-mata, mais concretamente nas meias-finais.

Pela Série A, o Temusa Costa do Sol da Massinga terminou em primeiro lugar após derrotar o Morrumbene FC por duas bolas sem resposta, sendo que vai escapar o confronto com o Ferroviário de Inhambane e vai defrontar a 17 de Maio a PRM, terminou em segundo na outra Série, depois de golear a Associação Desportiva de Inharrime por 9-0.

O Ferroviário de Inhambane, que trucidou a Nova Aliança da Maxixe por 10-0, venceu a sua Série e marca encontro com a única equipa daquela província na prova máxima do futebol moçambicano, a Associação Desportiva de Vilankulo, que também humilhou o seu adversário neste final de semana, a Liga Desportiva da Maxixe, por claros 11-0.

Os embates das meias-finais decorrem no próximo domingo.

 

“HIDROELÉCTRICOS” ASSALTAM LIDERANÇA DO “PROVINCIAL” DE TETE

Na província de Tete decorreu a terceira jornada da prova local, com a União Desportiva de Songo a assaltar a liderança depois de derrotar o Chingale de Tete por duas bolas a uma. Sidique e Adams, este último reforço dos “hidroeléctricos” deram a vitória ao representante da província no Moçambola 2023, que garantiu o primeiro lugar isolado, agora com sete pontos em três jogos, frutos de um empate e duas vitórias.

A União Desportiva de Songo destrona o Ferroviário de Moatize que conta com seis pontos em dois jogos e tem um jogo a menos, diante do Chingale de Tete, adiado devido ao mau tempo. Os “locomotivas” de Moatize derrotaram sábado o FC Bagamoio de Moatize, por duas bolas sem resposta. Nzero e Beto marcaram os golos da turma verde-e-branca diante do Bagamoio.

Estes foram os dois jogos que terminaram com vitórias, já que outros dois embates do final de semana terminaram com empates. Lions de Missawa e FC de Angónia terminaram empatados a dois golos somando os primeiros pontos na prova. As duas equipas tinham já uma derrota e contam com um jogo a menos pelas mesmas razões que ditaram o adiamento de outros dois jogos na segunda jornada.

Empatado terminou também o embate entre Desportivo e 3 de Janeiro, ambos de Tete, mas a um golo. Foi o terceiro empate do Desportivo de Tete e o primeiro ponto da turma de 3 de Janeiro, que tem jogo em atraso diante do Lions de Missawa.

A voleibolista moçambicana Liocádia Manhiça segue amanhã para Portugal, onde deverá jogar nos Leixões e dar continuidade aos seus estudos, no quadro de um intercâmbio entre a Universidade Pedagógica e a Universidade do Porto.

Conquistou tudo o que havia para conquistar em Moçambique, colocou África aos seus pés com a sua consagração como campeã de clubes da Zona VI. O espaço interno ficou demasiado pequeno, diga-se. Por isso mesmo, havia que se lançar a outros desafios e conquistas, tal como fazem os grandes campeões, por todo o mundo.

E o Leixões Sport Club, clube mais titulado de Portugal, com 18 campeonatos conquistados e actual detentor da Taça de Portugal, será a porta de entrada para o profissionalismo da atleta moçambicana.

“É uma responsabilidade acrescida, e por outro lado é uma oportunidade para poder estudar, principalmente. Fazer testes no Leixões é sonho de qualquer um”, partilhou a atleta.

À terras lusas, precisamente ao norte de Portugal, Liocádia Manhiça carrega consigo o sonho de singrar no melhor clube daquele país. Mas não só! Carrega às costas a responsabilidade de poder se tornar na primeira voleibolista moçambicana a jogar no velho continente, a Europa.

“Farei de tudo para dignificar o nosso país, não só, o nosso continente também, porque fiz algumas pesquisas, não tem nenhuma africana naquela equipa. Daí que entendo que é uma responsabilidade a dobrar”, frisou.

O Guru do voleibol moçambicano e com uma folha de serviço assinalável, Ângelo Lourenço desatou o nó e descreveu com paixão a concretização de um sonho que carrega há algum tempo.

“Isto é resultado de longos anos, com muita persistência, muita insistência, trabalho árduo, dias e noites mal passados. Portanto, é fruto de trabalho, e temos a primeira menina que vai integrar numa equipa europeia”, expressou-se o técnico.

Atacante oponente, com excelente impulsão e bom remate, Liocádia Manhiça tem tudo para dar certo.

“Isso é um ganho para a Universidade Pedagógica, é um ganho para o país. A selecção nacional, de certa forma, vai ter benefícios nisso. Eu acho que é uma experiência que eu acredito que vai abrir portas para outros atletas, já tivemos no passado Délcio, que foi para Argélia jogar, isso só engrandece Moçambique”, concluiu.

Liocádia Manhiça segue próxima amanhã para Portugal, onde irá, igualmente, prosseguir com a carreira académica ao abrigo de uma bolsa de estudos.

A atleta de 22 anos de idade despediu-se na sexta-feira das suas colegas de equipa num almoço oferecido pela Reitoria da UP Maputo e parceiros para homenagear as vice-campeãs africanas da Zona VI. Recorde-se que a UP Maputo conquistou o campeonato da Zona VI, em Lilongwe, Malawi, e este ano foi destronada pela Académica de Maputo.

O Leixões Sport Club é um clube de Matosinhos, município localizado no distrito do Porto, fundado a 28 de Novembro de 1907. Apesar de ser um clube com diversas modalidades e com um vasto e rico historial, tem o voleibol como uma das suas principais modalidades.

Moçambique submeteu, esta semana, a candidatura para acolher o Campeonato Africano das Nações de Futsal a realizar-se em 2024.

Numa altura em que o futsal volta a dar sinais de evolução, Moçambique pretende capitalizar ainda mais a modalidade, concentrando no país algumas das melhores selecções continentais com a organização de provas continentais.

É neste sentido que, depois de ter confirmado a organização este ano do torneio regional da COSAFA, Moçambique foi mais ousado e avançou com a candidatura a organização do Campeonato Africano de futsal, prova a realizar-se em 2024.

A candidatura apresentada por Moçambique para acolher esta competição foi submetida pela Federação Moçambicana de Futebol FMF na última Assembleia-Geral da COSAFA, realizada em Joanesburgo, na África do Sul em 2020.

Agora, a Confederação Africana de Futsal irá avaliar todas as propostas recebidas e tomar a decisão sobre o país que reúne as melhores condições de acolher oi Campeonato Africano e futsal.

Em Abril próximo, o pavilhão da Académica deverá ser palco da primeira edição do torneio COSAFA de Futsal, prova que contará com a participação do Botswana, Zâmbia, Zimbabwe, Eswatini e Namíbia.

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