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O País – A verdade como notícia

Figura incontornável do basquetebol moçambicano, José Ferrete vai representar Moçambique no Campeonato do Mundo de basquetebol feminino de sub-17, prova a realizar-se de 2 a 10 de Julho, em Málaga, na Espanha.

Indigitado pela Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) como delegado técnico da competição, Ferete vai supervisionar, mais uma vez, uma competição da bola ao cesto de grande dimensão mundial.

Presença marcante em várias provas internacionais, motivo de orgulho para o país desportivo, José Ferrete faz parte de um grupo restrito de delegados que vão marcar presença na sétima edição do Mundial, evento bienal de basquetebol  juvenil feminino disputado pelas selecções nacionais sub-17 das associações membros da FIBA.

Apaixonado pelo basquetebol,  Ferrete dirigiu, recentemente, a “bolha” criada para evitar casos da COVID-19 entre todos os elementos que deram corpo à fase de qualificação para o Campeonato Africano de 2021, em Kigali, Ruanda.

Com uma folha de serviço de se tirar o chapéu, o moçambicano foi, no ano passado, indigitado como comissário do jogo da final do Campeonato Africano de Basquetebol (“Afrobasket” 2021) entre a Costa do Marfim e Tunísia.

O antigo árbitro e comissário da FIBA-África foi delegado técnico, em Novembro de 2020,

na primeira janela de qualificação ao Campeonato Africano de Basquetebol 2021.

Internamente, é uma das vozes activas e críticas do “status quo” do basquetebol moçambicano, particularmente da qualidade da arbitragem.

Bate-se, a cada dia, para que se eleve e melhore a arbitragem de basquetebol em Moçambique, não se cansando de ensinar os mais novos.

Inicialmente agendada para  La Nucia e Alicante,  a prova que vai fazer desfilar a elite do basquetebol na categoria sub-17 foi transferida para Málaga.

O evento, que tem como campeão em título os EUA, foi realizado pela primeira vez em Julho de 2010. Dominadoras, as americanas conquistaram a competição cinco vezes com vitórias em todos os duelos.

O seleccionador nacional de futebol sub-20, Dário Monteiro (DM), divulgou uma lista de 54 jogadores pré-convocados para o torneio regional COSAFA, prova a realizar-se de 6 a 16 de Outubro em eSwatini.  Os Mambinhas iniciam a preparação, segunda-feira, com o horizonte na revalidação do título conquistado em 2020.

2020 foi um ano de ouro, com os Mambinhas a maravilharem na África do Sul. É que, num contexto de crise acentuada de resultados e motivos raros para jubilar, os miúdos de Dário Monteiro foram o “escape” que libertou alegria na Pátria Amada. 2021, devido à pandemia, não tiveram a oportunidade de voltar a espalhar o seu perfume, desta feita no Reino de eSwatini, palco escolhido para acolher o certame.

A prova regressa este ano e, porque há que colocar mãos à obra, Dário Monteiro divulgou uma extensa lista de jogadores que, com o tempo, vai certamente reduzir para se encontrar os 23 que vão defender o título.  O campo da Académica será o quartel general do primeiro grupo composto apenas por atletas que evoluem em clubes da Cidade e Província de Maputo.

Acto programado, os restantes jogadores que actuam na Europa e outros pontos do país somente se vão juntar ao grupo de trabalho em Setembro próximo.

Destaque, nesta convocatória, para a Associação Black Bulls, que contribui com o maior número de jogadores, neste caso 11, seguido do Ferroviário de Maputo com cinco Os “locomotivas” da capital lideram o Campeonato da Cidade de juniores com 12 pontos, tendo, na última jornada, vencido o Costa do Sol, por 3-2, no clássico da jornada 5 da competição.

A prova,  que seria realizada no eSwatini de 10 a 18 de Dezembro de 2021, foi adiado devido à pandemia da COVID-19.

O torneio regional 2022 servirá de qualificação para o Campeonato Africano das Nações sub-20 da “Total Energies” de 2023.

Nove é o número de selecçõe que estão programadas para competir no torneio COSAFA sub-20 deste ano, nomeadamente, Botswana, Comores, eSwatini, Lesotho, Malawi, Moçambique, Seychelles, África do Sul e Zâmbia.

Moçambique foi o  grande vencedor da competição, em 2020, ao derrotar a Namíbia, por 1-0, no desafio da final realizado no Nelson Mandela Bay.

Eis a lista dos pré-convocados:

 Associação Black Bulls:  Alberto António Chachuaio; Eduardo Adelaide Henrique; Atílio António Henrique; Leonel Horácio Calção; Júlio Dias Carrelo; Marty Fernando; Aylton Martins Zerefos; Guilherme Lázaro; Ananias Maria Nhantumbo; José Rebelina Zavala; Miguel Gabriel Muchanga.

Costa do Sol: Keyns Abdala; António César Langa; António Munjovo; Fernando Alberto Nacoro; Núrio Cruz; Foufana Ousmana; Acácio Muendane.

Ferroviário de Maputo : Ezequiel Machava; António Augusto Sumbane; Edilson Nhangale; Dénio Eugénio Munhave; Frelindo Matusse;  Anesu Remember; Marvin Monjane.

Ferroviário da Beira : Cremildo Melo; Leonel Arnaldo Queha; Deny Caetano José; Marques Moiane Júnior.

Liga Desportiva: Ananias Tembe; José Valipavale; Pene Joaquim Simango e Momed Ferreira

Ferroviário de Nampula : Fasistêncio Faza João e Calilo Traoré

 Matchedje: Titos Pedro Júnior; Elton Madoela e Ernesto Agostinho Souto

União Desportiva de Songo: Xamin Mailosse Chalinda e Óscar Samuane Cherene

 Futebol Clube Favela United : Emídio Macamo e Elias Cossa

Leixões Sport Club: Simon Pita Cipriano e Cleyd Petrosse Tropa

Clube Desportivo de Zavala: Luís Jossefate Zindonga

 Academia Gonçalves Fumo: Paulino Machava

Clube Amigos da Matola : Gerson Geraldo Machava

União Desportiva Vilafranquense : Edson Martinho Mucuana

Sporting Braga: Kimiss Rebelina Zavala

Ferroviário de Lichinga : José Pedro Califa

Textáfrica de Chimoio : lvan Petrosse Tropa

Maxaquene: Leandro Nhambirre

1º de Maio: Cauchy José Saene

Têxtil de Púnguè : Chamito Loborino Alfândega

Costa do Sol vs Ferroviário de Maputo “A” é o jogo de destaque da 3ª jornada do Torneio de Abertura de basquetebol em seniores masculinos. O duelo está agendado para sexta-feira, às 19h30, no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane.

É o primeiro milho, certo. É um arranque de temporada, com as equipas ainda a meio gás. É uma fase em que os conjuntos procuram definir-se melhor e, em alguns casos, entrosar os reforços. Mas o duelo Costa do Sol vs Ferroviário de Maputo “A”, independentemente da fase em que os dois conjuntos cruzam caminho, não deixa de estar no centro das atenções.

Protagonistas da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal de 2019, Costa do Sol e Ferroviário de Maputo “A” travam o primeiro grande embate do Torneio de Abertura na sua versão 2022.

Mesmo sem o ritmo competitivo que seria de desejar, até para espevitar os atletas a darem um bom espectáculo, espera-se por um jogo bem disputado.

Aliás, dada a rivalidade entre os dois conjuntos, adivinha-se um despique em que os “canarinhos” e os “locomotivas” evidenciem, na quadra, o seu estatuto de candidatos a todas as provas em que estão envolvidos.

A anteceder a esta partida, a terceira jornada, a nível dos seniores femininos, o Costa do Sol joga com a renovada equipa do Desportivo Maputo. A avaliar pelo investimento na contratação de atletas, as “canarinhas”, comandadas por Leonel “Mabê” Manhique, são claramente favoritas diante das “alvi-negras”.

Sob o comando de Deolinda Carmen Ngulela, o Desportivo Maputo está num processo de construção da sua equipa sénior feminina, pelo que nesta altura não ambiciona grandes voos.

A prova prossegue, sábado, com a realização de duas partidas. No pavilhão do Maxaquene, os “tricolores” jogam, às 18h30,  com a A Politécnica em desafio inserido na quarta jornada do Torneio de Abertura. Um duelo entre dois conjuntos formados por jovens atletas e, já agora, “coachs” que não hesitam em lançar novos valores do basquetebol moçambicano.

Os “tricolores” fizeram uma excelente campanha na última edição da Liga Moçambicana de Basquetebol, daí que é expectável que os “rebeldes putos” do “coach” Hermínio Muiambo criem enormes dificuldades aos “politécnicos” de José “Matilo” Macuácua.

No mesmo pavilhão, numa partida marcada para as 16h00, a formação satélite (equipa B) do Maxaquene bate-se com a estreante Águias Especiais.

Os seniores femininos entram em acção às 14h30, quando o Maxaquene jogar com a A Politécnica. Igualmente em fase de procura de afirmação, com atletas maioritariamente jovens, o Maxaquene tenta, nesta partida, contrariar uma A Politécnica do “coach” Hélio Sousa mais rotinada.

Sábado, no campo do Ferroviário, a equipa principal verde-e-branca bate-se com a Lazio, num duelo em que as treinadas por Nasir “Nelito” Salé carregam todo o favoritismo consigo.

Os escalões de formação estarão, igualmente, em movimento com o Maxaquene a jogar com  Ferroviário B na categoria de iniciados. Esta partida está marcada para as 13h30.

O campo do Ferroviário será palco, sábado, de vários jogos dos escalões de formação, a começar pelo duelo Ferroviário B vs Bela Rosa, às 13h30, inserido na quarta jornada do Torneio de Abertura em iniciados masculinos. Depois, às 14h15, o Ferroviário B mede forças com o Costa do Sol a nível de juvenis femininos, em desafio da terceira jornada do Torneio de Abertura.

 

ABCM MUDA FIGURINO EM MASCULINOS

Não havia outra alternativa, a não ser mesmo mudar o figurino de disputa do Torneio de Abertura de basquetebol.

É que, depois de tantos avisos e os clubes a fazerem ouvidos moucos, a Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo (ABCM) decidiu que a prova deixa de ter dois grupos e passa apenas a ter um com as equipas a baterem-se no sistema de todos contra todos numa única volta.

Tal se deve ao  incumprimento por parte de clubes que  não pagaram a taxa de filiação no órgão que gere o basquetebol na capital do país.

Os clubes excluídos só irão tomar parte no Campeonato da Cidade com todas as formalidades cumpridas, avisa a ABCM, em comunicado.

A maior associação da modalidade da bola ao cesto fixou 11 de Julho como data-limite para o pagamento da taxa de participação no Torneio de Abertura. Caso os clubes não paguem, a mesma não vai marcar os respectivos jogos.

Por outro lado, num cenário que faz escola no basquetebol moçambicano, a ABCM depara-se com a falta de recintos para a realização de jogos das suas provas.

A agremiação apela, por isso, aos clubes sem pavilhões para se aproximarem de quem tem infra-estruturas com vista a negociar melhor a cedência.

O moçambicano Muhammad Sidat foi indicado, recentemente, pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para dirigir o Departamento de Futebol Profissional desta agremiação. Sidat, que nos últimos anos trabalhou no processo de inspecção e verificação de estádios para todas as competições da CAF, assume novas funções depois de um trabalho elogiado pela CAF.

É que, com as exigências impostas na apresentação de recintos de qualidade, houve melhorias por parte de países no que diz respeito às suas infra-estruturas desportivas.

O departamento para o qual Muhammad Sidat foi indicado vai responder pelo futebol, para além de tratar de questões relacionadas com o licenciamento de clubes, processo de inspecção de estádios, assessoria às federações e ligas de futebol em África.

O Departamento de Futebol Profissional da Confederação Africana de Futebol terá, ainda, a responsabilidade de abrir canais para o relacionamento entre o órgão sediado no Cairo e todos os actores do futebol profissional.

Muhammad Sidat vai, desta forma, dirigir um departamento que vai, igualmente, gerir áreas específicas e implementar projectos relevantes para melhorar o nível de profissionalização do futebol no continente africano.

O moçambicano vai lidar com um novo desafio que tem, ainda, como visão dar à devida assistência, serviços e projectos abrangentes para garantir uma maior profissionalização efectiva das federações, ligas e clubes.

Por outro lado, o Departamento de Futebol Profissional da CAF vai fazer a supervisão da implementação do sistema de licenciamento de clubes a nível nacional e continental, avaliação de estádios para jogos internacionais da CAF (seleções nacionais e interclubes).

Mais, terá como responsabilidades assegurar a revisão organizacional das federações, assistência estratégica às ligas, consultoria em questões de futebol profissional, relacionamento com a FIFPRO África, seminários e “workshops” sobre gestão de ligas e clubes e outros programas de profissionalização para clubes.

Muhammad Sidat está na Confederação Africana de Futebol (CAF) há sensivelmente quatro anos. O dirigente desportivo é licenciado em gestão desportiva, em Portugal, e mestre em Master-FIFA, na Suíça.

 

MOTSEPE GARANTE LIBERDADE DE IMPRENSA

O Presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, reafirmou o compromisso do órgão reitor da modalidade rei no continente com a liberdade de imprensa no continente africano.

Falando na Assembleia-Geral Anual do Fórum Nacional de Editores da África do Sul (SANEF), o sul-africano expressou, igualmente, o compromisso da CAF de trabalhar em conjunto com jornalistas e outras partes interessadas para avançar e promover a liberdade de expressão e o jornalismo de qualidade na África.

“Em qualquer democracia, a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão são cruciais. O papel da media inclui reportar, de forma objectiva e independente, sobre as actividades de líderes políticos, empresariais e outros e nos manter responsáveis e transparentes”, frisou Patrice Motsepe.

O presidente da Confederação Africana de Futebol condenou, ainda, actos de intimidação e o que alguns jornalistas chamaram de ameaças a profissionais de comunicação social em alguns países africanos.

“Não toleraremos nenhum acto de intimidação e sempre que houver alegações de jornalistas sendo assediados em eventos da CAF ou por qualquer uma de nossas associações-membro, investigaremos e tomaremos as medidas apropriadas”, prometeu.

 

LMB forma árbitros de basquetebol em Inhambane

Texto: Redacção

Fotos: LMB

No quadro do acordo de patrocínio à modalidade da bola ao cesto pela multinacional Sasol, por um período de três anos, a Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB) vai promover várias actividades que visam alavancar a modalidade na província de Inhambane.

Com efeito, decorre, desde segunda-feira até ao próximo sábado, na cidade de Maxixe, uma acção de formação que conta com a participação de 18 árbitros.

O curso, a ser ministrado pelos antigos árbitros Anastácio Monteiro e Beatriz Marques, vai dotar os 14 candidatos e os 4 juízes no activo de fundamentos sobre o basquetebol. A capacitação ocorre num período em que há novas regras da FIBA a serem adoptadas, pelo que os formandos se beneficiarão de maiores conhecimentos no processo de ajuizamento de árbitros.

Ainda no processo de formação, a Liga Moçambicana de Basquetebol tem agendou, para Julho próximo, um curso de treinador de nível I a ser orientado pelo professor Nasir “Nelito” Salé, instrutor da Federação Internacional de Basquetebol.

O curso está sob a égide da Federação Moçambicana de Basquetebol – órgão reitor da modalidade – e não Federação Internacional de Basquetebol (FIBA).

A Associação Provincial de Basquetebol de Inhambane, no âmbito da capacitação institucional, vai beneficiar-se ainda de material informático para o seu normal funcionamento. Tal tem como objectivo suprir a falta de instrumentos que permitam o organismo presidido por Célsio Martins responder às exigências no processo de inscrição de atletas, produção de comunicados e relatórios, assim como a constituição de uma base de dados dos agentes desportivos envolvidos nas competições sob a sua égide.

A Liga Moçambicana de Basquetebol compromete-se, ainda neste projecto de desenvolvimento da modalidade na província de Inhambane, a formar membros da APBI, sendo que ainda serão formados os critérios de selecção de pessoal para o efeito.

Componente importante para o desenvolvimento do basquetebol em qualquer canto do país ou do mundo, as infra-estruturas devem também merecer especial atenção, uma vez que grande parte destas está em estado de degradação em Inhambane.

A oferta de material desportivo constitui, igualmente, uma das apostas da Liga Moçambicana de Basquetebol para não só incentivar a prática da modalidade, assim como assegurar a realização de competições com níveis de exigência exigidos actualmente. É neste sentido que serão disponibilizadas 70 bolas (números 5, 6 e 7) às equipas inscritas na Associação Provincial de Basquetebol de Inhambane. Na segunda fase, projecta-se a entrega de marcador electrónico para jogos, equipamentos para árbitros e para três equipas sénior femininas.

O Piloto moçambicano, Paulo Oliveira, volta a disputar mais uma prova de Rally Dakar, desta vez em provas de quatro rodas, contrariamente às motos com que participou no ano passado. O Rally Dakar 2023 vai ser mais longo que a edição passada e passará a contar com 15 etapas, contra 12 da última edição.

É o regresso de Paulo Oliveira às areias de Rally Dakar, depois de uma participação bem conseguida na edição passada, na Arábia Saudita. Foi a primeira participação de Moçambique, tendo ocupado, através de Paulo Oliveira, a posição 116, dos 170 pilotos presentes.

Em 2023, haverá mais – a 45.ª edição – mas com diferencial de etapas relativamente à anterior. Passarão de 12 para 15, ou seja, serão 15 dias de competição, mais três dias em relação à última edição.

Oliveira quer lá estar, por isso, no lançamento da prova, evento realizado esta segunda-feira, em Maputo, assumiu a vontade de voltar a fazer parte dos grandes do desporto motorizado mundial.

“Temos expectativas diferentes porque já sabemos o que nos espera. Ano passado, era tudo novidade, as etapas e o próprio terreno”, disse Paulo Oliveira.

Aliás, apesar de já conhecer as etapas e o terreno, Oliveira assume que “não quero dizer que tudo será mais fácil, mas tiramos essa carga emocional de estarmos pela primeira vez e, neste momento, vamos levar outras armas para lutar”.

O piloto moçambicano, que vai levar consigo Miguel Alberty, que será o seu co-piloto, diz haver condições diferentes das que tinha na sua primeira experiência e por isso a história pode ser contada de outra forma na edição 2023 do Rally Dakar.

Para anunciarem a participação, a que denominaram Projecto Rally Dakar 2023 “Desafio Aceite”, Paulo Oliveira e Miguel Alberty contaram com a presença de amigos, parceiros e o Governo, que esteve representado pelo secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes. O piloto e o seu assistente manifestaram o compromisso em não só representar o país, como o fazer da melhor maneira possível.

Aliás, nesta sua segunda aventura, Paulo não pretende pular etapas; prefere dar tempo ao tempo. Ou seja, “é o nosso primeiro ano de preparação e de participação e por isso não seremos muito ambiciosos em pensar na vitória, já que temos pilotos de alta craveira que fazem o Dakar há cinco, seis, sete ou dez anos consecutivos e têm orçamentos completamente diferentes dos nossos”, o que fará com que haja cautelas nessa segunda aventura.

Para a edição 2023, que se repete nas mesmas areias do deserto árabe, a dupla estará, lado a lado, ao comando de um SSV (Side by Side Vehicle). Paulo volta a vestir a pele de piloto e Miguel, agora, de navegador, sendo que os dois vão percorrer uma distância de cerca de 9 mil km distribuídos em 15 etapas.

Antes considerado simples sonhador, hoje espelho de muitos, o secretário de Estado de Desporto quer um Paulo que continue a inspirar gerações.

A prova de todo-o-terreno arranca no dia 31 de Dezembro, na orla do Mar Vermelho (em local ainda por confirmar, fora da Arábia Saudita) e disputa-se até 15 de Janeiro de 2023.

A selecção nacional de Tang Soo Do participou, recentemente, nos campeonatos mundiais da modalidade que decorreram nos Estados Unidos da América. Foram 11 atletas que representaram o país e que trouxeram 20 medalhas, 14 dos quais de ouro, duas de prata e as restantes quatro de bronze.

Henriques Gouveris acabou por ser a melhor unidade dos moçambicanos nos mundiais de Tang Soo Do, ao arrecadar três medalhas de ouro e conquistar o título de campeão do Mundo de cinturões a cores.

Fábio Afonso e Bárbara Abrantes também conquistaram três medalhas, sendo duas de ouro, na categoria de formas e uma de bronze, nos combates. Também com três medalhas, duas das quais de ouro e uma de prata, esteve em evidência Eric Fonseca.

Já Momola Francisco conquistou duas medalhas de ouro, ambas nas formas. Por seu turno, Mariana Alves conquistou duas medalhas, sendo uma de ouro, nas formas, e outra de bronze, nos combates.

Outros atletas que conquistaram medalhas de ouro foram Marcos Perreira, Michael Lee, nos combates, e Zara Lemos, nas formas, enquanto Naira Lemos arrecadou uma medalha de bronze nas formas.

A selecção moçambicana viu, ainda, dois atletas serem promovidos ao escalão de cinturões negros para o nível de 4º Dan, nomeadamente, Alcino Muchate e Etevaldo Boca.

Para além dos atletas, houve a certificação de cinco árbitros internacionais, nomeadamente, Cláudio Temporário e Isaura Muthombene, ambos para Mestres, e Benson Goule, Alcino Muchate e Michael Lee, para SBN.

 

CINCO ATLETAS REPRESENTAM O PAÍS NO AFRICANO DE TAEKWONDO

Trata-se dos atletas Frederico Muianga, Issufo Libra, Omar José, Eduardo Mabasso e Stefânia Ucucho, que vão participar, de 13 a 17 de Julho próximo, em Kigali, Ruanda, no Campeonato Africano de Taekwondo.

Para garantir bom desempenho, esteve, recentemente, em Maputo, um mestre tunisino, Trabelsi Seifeddine, a dotar os atletas tecnicamente. Além de preparar os cinco atletas que vão disputar o Africano de Taekwondo em seniores, o técnico tunisino também prepara atletas que vão disputar os jogos da zona VI, em juniores, a terem lugar no Malawi.

Para a federação moçambicana da modalidade, a presença deste mestre foi benéfica para os atletas, que assimilaram técnicas que podem ajudar a garantir boa prestação nas provas que terão pela frente.

Os atletas garantem uma participação digna, que consiste em conquistar medalhas e elevar bem alto a bandeira moçambicana.

Depois do Africano, segue o Mundial, a ter lugar na Bulgária.

Dos 30 pré-convocados pelo seleccionador nacional, Chiquinho Conde, para os trabalhos de preparação da selecção de Moçambique, com vista ao torneio regional da Cosafa e às eliminatórias do CHAN 2023, dois jogadores não estiveram em acção no último fim-de-semana. Entretanto, outros dois pré-seleccionados marcaram pelas suas equipas. 

Numa época em que se aproxima o arranque dos trabalhos dos Mambas para o embate diante da África do Sul, dos quartos-de-final do Cosafa 2022, a actuação dos jogadores convocados não foi ao mesmo nível.

Dos 30 pré-seleccionados, Kito, do Ferroviário de Maputo, e Salas, do Ferroviário de Nampula, não fizeram parte dos embates das suas equipas, nas derrotas diante da Associação Desportiva de Vilankulo e União Desportiva de Songo, respectivamente.

Foram duas ausências de peso nas contas de Chiquinho Conde, pelo menos no que diz respeito à avaliação da sua actuação no último fim-de-semana.

Kito, médio “locomotiva” da capital do país, lesionou-se no embate diante da Black Bulls, pelo que esteve fora das escolhas de Jean Loscuito para o jogo em Alto Macassa. Mas informações recentes indicam que o mesmo já regressou aos relvados e treina com os restantes colegas de equipa.

Já Salas não tem estado ao serviço do Ferroviário de Nampula, desde a segunda jornada, altura em que foi acometido por uma lesão. Ficou afastado dos últimos três jogos dos “locomotivas” de Nampula e a sua situação ainda não é conhecida.

 

TRÊS GOLOS DOS MAMBAS NO FIM-DE-SEMANA

Mas não serão somente estas duas ausências que devem estar a preocupar o seleccionador nacional, Chiquinho Conde. Há outra preocupação: a falta de golos.

Dos 30 pré-convocados, apenas dois jogadores deram gosto ao pé no fim-de-semana. Nené, médio defensivo da Black Bulls, muitas vezes usado como central, apontou um golo na deslocação a Lichinga. Foi o segundo golo do internacional moçambicano pelos “touros” esta temporada.

Quem também balançou as redes adversárias e que estará às ordens de Chiquinho Conde, a partir da próxima segunda-feira, é Lau King, avançado da União Desportiva de Songo, que marcou o primeiro golo na deslocação a Nampula. O Rei também marcou o seu segundo golo no Moçambola 2022.

Dário Melo também facturou em Nampula. Fez o segundo golo dos “hidroeléctricos”, a estrear-se na lista dos artilheiros.

Os restantes 27 jogadores (ou 22, tirando os três guarda-redes e os dois ausentes) estiveram em branco, o que revela pouca produtividade nos Mambas.

 

22 TITULARES E SEIS “BANQUEIROS”

Dos 30 pré-seleccionados por Chiquinho Conde, 22 deles foram titulares pelas suas equipas, nomeadamente, os três guarda-redes, Ernan, Victor e Ivan, com este último a sofrer um golo, nove dos 10 defesas, quatro médios e seis avançados.

Dos defesas, há que destacar dois deles que foram substituídos, nomeadamente, Fidel, da Black Bulls, e Tununo, do Ferroviário de Maputo. Neste sector Foia não saiu do banco de suplentes do Ferroviário da Beira diante do homónimo de Nacala.

No sector intermediário, onde quatro dos oito jogadores foram titulares, destaque para Amadou, Nelson Divrassone e Dário Melo, todos da União Desportiva de Songo, que iniciaram o jogo no banco de suplentes e entraram já na segunda parte. Dário Melo ainda se deu ao luxo de marcar, mesmo partindo do banco.

Quem também iniciou o jogo no banco e acabou por entrar na segunda parte foi o avançado Melven Choi, do Ferroviário da Beira, na deslocação a Nacala.

Ailton Macuácua, ou simplesmente Yude, do Ferroviário de Maputo, não saiu do banco de suplentes. Os restantes seis avançados chamados por Chiquinho Conde foram titulares.

Recorde-se que os Mambas vão realizar o pré-estágio de cinco dias em solo pátrio, antes da convocatória final e partida para Durban, onde defrontam a África do Sul, para os quartos-de-final do torneio regional da Cosafa.

A jornada disputada no último fim-de-semana produziu apenas nove golos, o pior desempenho desde o início da prova. Nenhum jogador marcou dois golos, mas quatro deles entraram para o topo dos melhores, com dois golos.

É o pior saldo de golos apontados numa jornada desde o arranque da prova, em Maio passado. Na primeira jornada, foram apontados 10 golos, mais três na segunda jornada, somando 13. Na terceira jornada, houve a maior safra, com 15 golos, voltando a baixar na quarta jornada, em que foram marcados 11 golos.

Nesta jornada, os marcadores quase estiveram sonolentos, tendo apontado apenas nove golos.

Lau King, da União Desportiva do Songo, Nené, do Costa do Sol, Jafete, do Ferroviário da Beira, e Rafik, do Ferroviário de Lichinga, alcançaram a frente da lista dos melhores marcadores do Moçambola 2022, agora com dois golos apontados.

Nesta jornada, os quatro jogadores marcaram um golo e aproveitaram o facto de os seis jogadores que, à entrada para esta jornada, tinham dois golos, não terem apontado nenhum golo.

O “rei” de Songo, Lau, apontou o primeiro golo da União Desportiva do Songo na importantíssima vitória fora de portas, no último domingo. Foi no difícil terreno do Ferroviário de Nampula que Lau King abriu as hostilidades aos quatro minutos, fazendo o segundo golo nesta temporada futebolística.

Outro jogador que chegou ao segundo golo, nesta temporada, é Nené, da Black Bulls. Transferido este ano do Costa do Sol para os “touros”, Nené tem-se mostrado um goleador, ainda que jogue em terrenos mais recuados na equipa. Nené igualou-se a Hammed e Melque, dois “touros” que já tinham dois golos apontados.

O médio da Black Bulls abriu o marcador em Lichinga, diante do Ferroviário local, aos 50 minutos. Os “touros” ainda não se saíram bem nas deslocações a Lichinga, já que, na época passada, perderam à tangente e quase comprometiam o título, mas, desta vez, acabaram por consentir o empate.

O empate do Ferroviário de Lichinga diante da Black Bulls acabou por chegar pelo pé de Rafik, que também chega aos dois golos na temporada, depois de ter marcado diante do  Matchedje de Mocuba na jornada passada. Ou seja, Rafik marca pelo segundo jogo consecutivo e faz esquecer Djey, que, na época passada, foi a figura dos “locomotivas” de Lichinga.

Já Jafete, avançado do Ferroviário da Beira, juntou-se ao colega Ibraimo, ambos com dois golos apontados. Jafete ainda deu o empate aos “locomotivas” de Chiveve na deslocação a Nacala, numa altura em que perdia diante do homónimo daquela vila portuária, mas não evitou a derrota. É que o Ferroviário de Nacala acabou por marcar o segundo golo e terminou com vantagem importante.

Estes quatro jogadores juntam-se a Dinis (Ferroviário de Nacala), Isac (Ferroviário de Nampula), Danilo (Costa do Sol), Ibraimo (Ferroviário da Beira), Hammed e Melque (Black Bulls), que já tinham dois golos à entrada para esta jornada e que ficaram em branco.

 

MAIS CINCO JOGADORES ENTRAM NA LISTA DOS MELHORES MARCADORES

Os restantes cinco golos desta jornada, que perfazem os nove marcados, foram apontados por jogadores da União Desportiva do Songo, Ferroviário de Nacala e Associação Desportiva de Vilankulo.

Na vitória em Nampula, Dário Melo e Foken estrearam-se a marcar pelos “hidroeléctricos” e entraram para a lista dos melhores marcadores.

Para a mesma lista, entrou uma dupla de Ferroviário de Nacala, na vitória por 2-1 diante do homónimo da Beira. Rifel abriu o marcador e Soares sentenciou, a dar vitória importantíssima aos “locomotivas” de Nacala.

Outro jogador que entra para a lista dos artilheiros do Moçambola é Betinho, que apontou o único golo da vitória da Associação Desportiva de Vilankulo, diante do Ferroviário de Maputo. Ou seja, Betinho colocou os “locomotivas” da capital do país na zona da despromoção e o treinador belga na “corda bamba”.

Até esta jornada, foram marcados 58 golos no Moçambola 2022.

 

LISTA DOS MELHORES MARCADORES

DOIS GOLOS

Dinis (Ferroviário de Nacala), Isac (Ferroviário de Nampula), Danilo (Costa do Sol), Ibraimo, Jafete (Ferroviário da Beira), Nené, Hammed e Melque (Black Bulls), Lau King (UD Songo), Rafik (Ferroviário de Lichinga).

 

UM GOLO

Balloteli, Mamudo (Matchedje de Mocuba), Jimmy, Muzaza, Adams, Dayo, Henriques, Mário, Nelson, Dário e Foken (UD Songo), Salas, Chelito (Ferroviário de Nampula), Beto Maravilha, Muholove, Sataca Jr. (Costa do Sol), Traoré, Yudi, Mário, Kito (Ferroviário de Maputo), Mafaite (Ferroviário da Beira), Momede, Ivan, Hermínio (Liga Desportiva de Maputo), Vivaldo, Zinho (Ferroviário de Lichinga), Turras, Rifel e Soares (Ferroviário de Nacala), Mbiza e Victor, Betinho (AD Vilankulo), Rume, Victor, Anacleto, Djibril (Black Bulls), Tomás (Incomáti).

 

AUTO-GOLO

Balloteli (Matchedje de Mocuba)

Os nadadores moçambicanos Matthew Lawrence e Denise Donelli tiveram uma prestação considerável nos Campeonatos Mundiais de Budapeste, Hungria, que decorrem desde o passado dia 17 de Junho.

Os dois nadadores moçambicanos competiram em duas competições nas suas categorias e tiveram resultados dignos de realce e posições que mereceram destaque para o país.

Matthew Lawrence encerrou a sua participação na competição mundial, longe dos lugares do pódio, mas também longe dos lugares de descalabro. Matthew disputou as provas de 50 metros Mariposa e 50 metros Bruços.

Nos 50 metros bruços, sua maior especialidade, o atleta de 18 anos alcançou a marca de 29 segundos e 25 centésimos, terminando na 43ª posição da classificação geral, de um total de 68 nadadores que disputaram esta prova.

Já na classe dos 50 metros Mariposa, Matthew terminou na 50ª posição, com o tempo de 24 segundos e 97 centésimos. Participaram nesta prova 76 nadadores.

Já Denise Donelli, de 26 anos, competiu nos 50 metros Costas e 50 metros Mariposa. Na sua primeira prova, os 50 metros Costas, Denise fez 32 segundos e 76 centésimos, terminando em 34º lugar entre 39 participantes.

Depois competiu na prova dos 50 metros Mariposa, em que disputaram 62 nadadoras e conseguiu terminar na 54ª posição, com a marca de 31 segundos e um centésimo.

Esta é a primeira vez em que ambos os nadadores disputam uma competição mundial. Os Campeonatos Mundiais de Natação deste ano, que decorrem em Budapeste, na Hungria, terminam a 03 de Julho.

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