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O País – A verdade como notícia

É mais uma de entre várias nomeações que prestigiam o desporto moçambicano, no geral, e a arbitragem, em particular. Arsénio Maringule voltou a merecer a confiança da Confederação Africana de Futebol (CAF) para marcar presença numa prova de grande dimensão ao nível continental.

O árbitro assistente acaba de ser nomeado para o Campeonato Africano das Nações, competição a realizar-se de 13 de Janeiro a 11 de Fevereiro, na Costa do Marfim.

O convite para o efeito foi endereçado ao árbitro assistente na última quinta-feira. Maringule faz parte de um leque de 68 árbitros, sendo 26 centrais, 30 assistentes, 12 árbitros de vídeo e seis instrutores técnicos e físicos.

Arsénio Maringule foi nomeado, recentemente, para apitar jogos do Campeonato do Mundo de clubes da FIFA, prova que decorreu na Arábia Saudita.
O árbitro assistente integrou ainda a equipa que dirigiu a final da primeira edição da Liga Africana de Clubes, envolvendo as formações do Mamelodi Sundowns e Wydad AC do Marrocos.

Arsénio Maringule foi o segundo assistente deste duelo da segunda “mão” da final que foi dirigido pelo árbitro Jean-Jacques Ngambo Ndala, da República Democrática do Congo, e teve ainda como primeiro assistente Elvis Guy Noupue Nguegoue, dos Camarões.

Com elevada cotação, Maringule foi nomeado, ano passado, para o Campeonato do Mundo, certame que decorreu no Qatar.

Maringule fez parte, ainda este ano, da equipa de arbitragem que dirigiu o jogo das meias-finais da Liga dos Campeões Africanos entre o Al Ahly do Egipto e o Esperance da Tunísia, ganho pela equipa egípcia por uma bola sem resposta.

A primeira-dama da República, Isaura Nyusi, congratulou a equipa da União Desportiva de Lichinga pela conquista do campeonato nacional de futebol sénior feminino, após vitória sobre o Costa do Sol, por 2-1.

Na mensagem, Isaura Nyusi destacou o empenho das atletas e equipa durante o campeonato que se realizou, por sinal, na cidade de Lichinga, província do Niassa.

“Os desportistas moçambicanos, em particular os amantes do futebol, testemunharam, há dias, a conquista da União Desportiva de Lichinga que se sagrou campeã nacional de futebol feminino Edição 2023. Este feito prestigiante não só engrandece a Cidade de Lichinga e a Província de Niassa, mas também, o país inteiro e em especial aos dirigentes, técnicos, jogadores, pessoal de apoio, simpatizantes, adeptos, sócios e todos aqueles que se identificam com a causa deste pequeno mas grandioso clube”, lê-se na mensagem da primeira-dama.

Isaura Nyusi considera ainda que a conquista da União Desportiva de Lichinga foi meritória, tendo a mesma formação demonstrado, ao longo da competição, determinação e dedicação.

“Ao longo do campeonato, assistimos com satisfação, a forma peculiar, alegre e contagiante que de jornada em jornada, a equipa se superiorizou perante os seus adversários, e com mérito conquistaram o principal título nacional de futebol feminino. Perante este cenário emocionante, em meu nome próprio, do Gabinete que dirijo e das comunidades simpatizantes de futebol gostaríamos com devida vénia, endereçar à União Desportiva de Lichinga e a todos os agregados desta grande família, as nossas mais calorosas felicitações e desejar que, na Liga dos Campeões em Feminino, fase zonal, continuem a dignificar e representar condignamente o nosso país”, manifestou o seu desejo Isaura Nyusi.

A primeira-dama deixou ficar uma mensagem de apreço ao Costa do Sol, finalista vencido, e Matchedje de Chimoio, terceiro classificado.

“As equipas do Costa do Sol e Madjedje de Chimoio, que ocuparam o segundo e terceiro lugares, respetivamente; e a todas as equipas que participaram nesta edição, vão as minhas congratulações, pela honrosa participação.Em tudo quanto possamos ser úteis, estaremos permanentemente a vossa disposição para prestarmos o nosso apoio.Desejamos a todos, um natal feliz e votos de sucesso e prosperidade no ano de 2024.”

O futebolista internacional moçambicano Geny Catamo renovou contrato com o Sporting até 30 de junho de 2028, com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.

O futebolista internacional moçambicano Geny Catamo renovou contrato com o Sporting até 30 de junho de 2028, com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros, anunciou esta quinta-feira o clube.

Geny Catamo, de 22 anos, chegou ao emblema lisboeta em 2018/19, proveniente do Amora, que o tinha contratado aos moçambicanos do Black Bulls, tendo ainda vestido as camisolas de Vitória de Guimarães e Marítimo, em ambos os casos por empréstimo dos leões.

“Estou muito contente por terem confiança em mim. As palavras estão difíceis de sair porque estou muito feliz”, afirmou Geny Catamo, que tem sido utilizado pelo treinador do Sporting como extremo ou defesa direito.

Esta quinta-feira, o jogador foi também convocado pelo selecionador moçambicano, Chiquinho Conde, para a Taça das Nações Africanas de futebol (CAN2023), que vai ser disputada na Costa do Marfim, entre 13 de janeiro e 11 de fevereiro de 2024.

Após a assinatura do novo contrato com o Sporting, numa época em que já marcou dois golos nos 18 jogos em que alinhou, assumiu a responsabilidade: “Sinto-me muito orgulhoso. Tenho continuado a crescer com os meus colegas e agora tenho de estar focado no que o mister [Rúben Amorim] pede, para continuar a ser feliz também”.

De acordo com a imprensa desportiva, o Amora, atualmente na Liga 3, detinha 75% dos direitos económicos do jogador moçambicano, que tinha contrato com o Sporting até ao fim da época 2024/25 e uma cláusula de 45 milhões de euros.

«Estou muito contente por terem confiança em mim. As palavras estão difíceis de sair porque estou muito feliz», começou por dizer aos meios de comunicação do clube, acrescentando: «Sinto-me muito orgulhoso. Tenho continuado a crescer com os meus colegas e agora tenho de estar focado no que o míster pede para continuar a ser feliz também».

A terminar Geny Catamo, aponta ao futuro e definiu objetivos. Que estão bem identificados no ala que, recorde-se, esta época contabiliza dois golos (e duas assistências) em 18 jogos oficiais.

«O importante é acreditar, manter o foco e sonhar. O facto de sair para outros clubes também serve de aprendizagem e é preciso ser muito profissional. Foi muito importante para mim e para a minha carreira e dou graças a Deus e ao Sporting, agora, por esta oportunidade. Ao vestir a camisola do Sporting CP tenho de ter a noção de que é um clube grande e tenho de o representar como deve ser», disse.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, anunciou a lista dos 23 jogadores que vão representar o país na fase final do CAN-2023 da Costa do Marfim. Alfons Amade e Reinildo Mandava são as grandes novidades dos chamados de Conde que iniciam a segunda fase do estágio de preparação a 28 de Dezembro, na vizinha África do Sul

Ao todo são três guarda-redes, oito defesas, seis médios e igual número de avançados, que fazem parte da convocatória final dos que vão representar os Mambas na fase final do CAN da Costa do Marfim.

Ernan, Fazito e Ivan são os homens escolhidos para defenderem a baliza dos Mambas, Infren, Macandza, Mexer, Malembane, Bruno Langa, Edmilson, Nené e Reinildo são os defesas.

Ao nível do campo, os escolhidos são Amadou, Shaquile, Guima, Alfons, Domingues e João Bonde.

Para a frente do ataque, Chiquinho Conde escolheu Witi, Geraldo, Geny Catamo, Ratifo, Lau King e Clésio.

De fora ficam jogadores como Jonathan Muiomo, que marcou em Botswana na qualificação ao Mundial, Telinho, que Chiquinho Conde lamentou a sua ausência, Kambala, Faisal Bangalô, por lesão, entre outros que têm sido habituais nos Mambas.

O seleccionador nacional justifica a escolha dos 23 jogadores nos seguintes termos: “Filtramos e avaliamos dentro daquilo que são os interesses da selecção nacional e escolhemos dois jogadores para cada posição, excepto os guarda-redes que são três”, disse Conde.

Por outro lado, de acordo com Conde, “temos uma base de dados e filtramos com base na observação da performance de cada jogador na sua equipa e o seu comportamento na selecção nacional, não só aspectos técnico-tácticos, mas a sua forma de estar na selecção nacional”, disse, acrescentando que foi difícil fazer as escolhas e que “infelizmente, há jogadores que se lesionaram e outros, casos de Telinho, que me custa deixá-lo de fora por tudo que ele faz na selecção”.

O seleccionador realçou que era preciso convocar os que têm ritmo competitivo para fazerem face a uma prova curta como o CAN.

Ademais, justificou a escolha de alguns jogadores, casos de Alfons, que diz ser “um jogador que temos acompanhado já há bastante tempo; é um jogador que vai dar seu contributo e é versátil e astuto e espero que se integre facilmente neste grupo de trabalho. Sei que está motivado e espero que venha ser uma mais-valia para a zona central. Estou convencido de que vai encaixar-se perfeitamente”.

Sobre a escolha de Reinildo Mandava, Conde diz que, além de ser um jogador versátil e que pode jogar em várias posições, também foi chamado pela sua resiliência e comprometimento com a selecção nacional.

Assim, os Mambas partem no dia 28 de Dezembro para África do Sul para estágio, numa primeira fase com os que actuam internamente, devendo os restantes chegarem a posterior, sendo que o último grupo só se junta a 02 de Janeiro,  nomeadamente Geny Catamo, Guima, Bruno Langa e Witi. Está previsto o jogo contra Lesotho a 06 de Janeiro e mais dois antes do início do CAN.

Um mês e vinte dias depois do Ferroviário da Beira ter sido coroado campeão nacional de futebol, depois de ter vencido a Associação Desportiva de Vilankulo, por 1-0, no “Caldeirão”, os “locomotivas” do Chiveve foram homenageados pela classe empresarial da província de Sofala.

Esta quarta-feira, o empresariado juntou-se à direcção do clube não só para destacar esta conquista, sete anos depois, como também entregar uma réplica de troféu que simboliza o reconhecimento pelo engrandecimento da Beira por este feito desportivo alcançado no passado dia 5 de Novembro.

Na ocasião, foi entregue ao presidente do Ferroviário da Beira, Valdemar Oliveira, um troféu mais robusto, mais composto e produzido com material mais elaborado com o objectivo de “dignificar a conquista” que deixou milhares de adeptos maravilhados.

“Estamos muito agradecidos por este gesto dos empresários da cidade da Beira, e estamos certos de que esta taça trará um brilho maior não só à conquista, como também às vitrinas do Clube Ferroviário da Beira, FVB. Bem haja, comunidade de empresários de Sofala”, disse Valdemar de Oliveira, presidente do Ferroviário da Beira.

Lembre-se que o golo solitário do Ferroviário da Beira foi apontado por Amadu, aos 86′. Na classificação final, o Ferroviário da Beira totalizou 39 pontos, portanto, mais um que a Associação Black Bulls, vice-campeã nacional.

Nas contas finais, o Ferroviário da Beira somou onze vitórias, cinco derrotas e seis empates. Em vinte e duas jornadas, os “locomotivas” do Chiveve marcaram 27 golos (apresentando-se como o segundo melhor ataque, sendo que a Black Bulls foi quem mais marcou: 30 golos) e 18 sofridos.

Com a conquista do Moçambola-2023, o Ferroviário da Beira vai disputar, próximo ano, as eliminatórias de acesso à Liga dos Campeões Africanos de futebol.

Os campeões nacionais procuram, nesta altura, contratar um treinador depois de Hélder Duarte, técnico português que conduziu a equipa à conquista do Moçambola ter decidido regressar à Black Bulls.

A Confederação Africana de Futebol delimita o dia 3 de Janeiro de 2024 como data limite para as selecções qualificadas ao Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim apresentarem a lista final dos jogadores convocados.

De acordo com o regulamento da prova que terá lugar na Costa do Marfim em Janeiro e Fevereiro de 2024, foram já publicadas as 24 listas provisórias de selecções qualificadas para a competição. Ou seja, cada selecção qualificada para a fase final do CAN enviou já uma lista de pré-convocados, num número máximo de 55 jogadores até ao passado dia 14 de Dezembro de 2023.

Os Mambas, por exemplo, enviaram a lista dos 46 pré-convocados por Chiquinho Conde para a preparação que decorre, até ao momento, com os jogadores que actuam internamente.

A grande novidade para esta edição é que as 24 selecções apuradas poderão apresentar uma lista de 27 jogadores (em vez dos 23 convocados nos torneios anteriores), conforme estipulado pelo Comité Organizador da CAF. A inclusão de quatro jogadores adicionais na lista final é apenas uma opção e não uma obrigação.

Ainda assim, mesmo que uma selecção envie uma lista de 24 a 27 jogadores, apenas 23 deles poderão ser seleccionados para cada partida da prova.

Além disso, o prazo para envio das listas finais dos jogadores convocados por cada uma das 24 selecções apuradas para o torneio é 3 de Janeiro de 2024, exactamente dez (10) dias antes da partida de abertura. Em caso de lesão contraída por qualquer dos jogadores da lista final 24 horas antes do primeiro jogo, a equipa técnica poderá substituir o jogador lesionado, após aprovação do atestado médico pela Comissão Médica da CAF.

O Cam peonato Africano das Nações, CAN, vai decorrer de 13 de Janeiro a 11 de Fevereiro de 2024 nas cidades costa-marfinenses de Abidjan, Bouaké, Korhogo, San Pedro e Yamoussoukro.

Os Mambas, recorde-se, estão inseridos no grupo B da fase final, juntamente com as congéneres do Egipto, Cabo Verde e Gana, com as quais joga de forma sequenciada.

Os Mambas vão disputar a fase de grupos de qualificação ao CAN-2025 de Setembro a Novembro do próximo ano, segundo ditou o calendário de jogos da Confederação Africana de Futebol, divulgado esta quarta-feira. Ao todo, em 2024 os Mambas vão realizar oito jogos oficiais das fases de qualificação ao Mundial e CAN-2025

São, pelo menos, oito jogos oficiais que os Mambas vão realizar em 2024 inseridos nas fases de grupos de qualificação ao Campeonato do Mundo de 2026 e ao Campeonato Africano das Nações de 2025, respectivamente em Junho, Setembro, Outubro e Novembro, sem contar com os jogos da fase final do CAN da Costa do Marfim, em Janeiro e Fevereiro.

De acordo com o calendário da Confederação Africana de Futebol para o ano 2024, os Mambas terão, pelo menos, três jogos na fase de grupos do CAN-2023, na Costa do Marfim, podendo ser mais, em caso de passagem à fase a eliminar, mais dois jogos de qualificação ao Mundial de 2026, nomeadamente de 3 a 11 de Junho, para a 3a e 4a jornadas diante da Somália, em Maputo e Guiné Conacry, em Conacry.

Para a qualificação ao CAN-2025, os Mambas terão os seis jogos da fase de grupos em 2024, sendo a primeira dupla jornada entre 2 a 10 de Setembro, a segunda dupla jornada entre 7 a 15 de Outubro e a terceira dupla jornada entre 11 a 19 de Novembro.

Entretanto, em Março, de 18 a 26, na data-FIFA, os Mambas podem realizar jogos de controlo, uma vez isentos da fase preliminar de qualificação ao CAN-2025 devido a sua posição no ranking africano.

Relativamente aos jogos inter-clubes, as finais da Liga dos Campeões e da Taça CAF da edição 2023/2024 terão lugar entre os dias 10 a 26 de Maio. A edição 2024/2025, onde estarão presentes o Ferroviário da Beira e a Black Bulls, a pre-eliminatória terá lugar em Agosto do próximo ano.

Em Fevereiro vão se disputar jogos do Campeonato Africano de Futsal e em Setembro o Campeonato Africano de Futebol de Praia.

O Secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, recebeu a equipa feminina da Universidade Pedagógica de Maputo, vencedora do Campeonato Regional de Voleibol de sala, que decorreu no Lesotho. Na Ocasião, Gilberto Mendes enalteceu a conquista das “upenianas” e realçou o apoio que o Governo presta a esta modalidade.

“Para além desta taça grande, vocês trouxeram mais cinco taças individuais e estamos satisfeitos com este feito. Moçambique posiciona-se no mundo do voleibol e isso obriga-nos, como Governo, a olhar com mais carinho para esta modalidade. Estamos aqui para dar o nosso comprometimento e encorajamento à UP-Maputo e que possam estar sempre a representar o país da melhor forma”, disse Gilberto Mendes.

Por seu turno, o reitor da Universidade Pedagógica de Maputo, Jorge Ferrão, destacou três eventos nesta conquista da equipa feminina de voleibol de sala.

“Primeiro, agradecer a recepção e generosidade do Secretário de Estado do Desporto e dizer que o vólei continuará a ser importante para Moçambique e estas vitórias obrigam-nos a termos um posicionamento diferente”, referiu para depois realçar que “mesmo antes de conquistar o título, estava em contacto com os parceiros para nos garantirem material de treinamento para seleccionarmos algumas escolas para promover o vólei em várias escolas e locais. Este é o compromisso que queremos assumir e o próximo passo é fazermos com que estas atletas se envolvam na busca de talentos”.

O segundo aspecto é o facto de a maior parte das atletas que integram a UP-Maputo virem das escolas. “Em 2015, estive na organização dos Jogos Escolares e ficámos com o compromisso de olharmos para os atletas que vêm dos Jogos Escolares. Quase 70% destes jovens vêm das escolas secundárias e que transitaram para a universidade e esse foi o nosso compromisso”, referiu.

O terceiro aspecto para Jorge Ferrão é que “celebramos as vitórias, mas continuamos a contribuir para o país através da busca de talentos para podermos expandir para a região, África e o mundo. Continuamos antenados com o mundo à procura de apoio para o nosso vólei e para os nossos atletas. O que queremos é o vosso carinho e passaporte para que possamos continuar a fazer o desporto como deve ser”, concluiu.

Por seu turno, as atletas destacaram a união que tiveram para alcançar o feito e recuperar o trono da região que tinha sido conquistado em 2019.

A capitã da equipa, Júlia Fulai, falou das dificuldades e da união para superar as adversidades. “Nós tivemos várias dificuldades desde o início, mas nada disso nos impediu de conquistar o título. Tivemos uma boa preparação e tivemos vários apoios. Não foi fácil porque tivemos oito jogos e oito vitórias”, frisou a capitã.

Fulai não deixou de agradecer o apoio que a equipa recebeu durante a campanha. “Queremos agradecer o apoio da UP-Maputo, porque, depois de termos parado um ano sem disputar o regional, regressamos com vitória. Tivemos dificuldades, mas a união fez-nos conquistar. Queremos aproveitar para pedir a todos que continuem a apoiar-nos em várias vertentes e incentivado para que o vólei seja a melhor modalidade porque queremos melhorar cada vez mais e levarmos a nossa bandeira ao nível africano e mundial e, para isso acontecer, é preciso mais apoio”, destacou Júlia Fulai.

Por seu turno, Ana Paula Sinaportar, uma das atletas de destaque na prova, destacou a bravura das colegas. “Ganhar uma competição da zona depois de um ano foi brilhante e isso é fruto do nosso trabalho. Tivemos dificuldades, mas isso nos encorajou. Vencer títulos individuais foi mérito de todos nós, porque, sem as colegas, não teríamos ganhado, por isso é fruto de trabalho em conjunto”, referiu Ana Paula.

Quanto à própria competição, Ana Paula diz que as adversárias eram fortes e isso fez com que a conquista fosse mais emocionante. “Agradecer a todos que nos apoiam, desde a UP e os parceiros e os treinadores que sempre nos ajudaram desde a fase de treinamento até à prova. Prometemos continuar a trabalhar duro em prol desta modalidade”, concluiu.

UP-MAPUTO, UM ALVO A ABATER
O treinador da equipa, Ângelo Lourenço, começou por falar das dificuldades que a UP-Maputo teve desde a preparação até à competição. “A nossa preparação teve vários constrangimentos, e uma delas foi a falta de competição. Ao nível da Cidade de Maputo, não há competição há mais de um ano e a UP-Maputo teve que realizar torneios para termos ritmo”, disse Ângelo Lourenço, para acrescentar que foi um campeonato difícil, “porque tivemos que gerir o cansaço das atletas até à final”.

Ademais, destacou o esforço das meninas na prova e o apoio da direcção da UP-Maputo, para que a conquista fosse possível. “Nós fomos humildes e as meninas seguiram as orientações que demos e contribuíram para o sucesso”, disse.

Ângelo Lourenço diz que a vitória coloca desafios à equipa, pois acaba por ser um alvo a combater por parte das restantes equipas. “Todas as equipas querem derrubar-nos e, por via disso, temos de melhorar a nossa preparação e precisamos de mais apoio e comprometemo-nos a honrar todo este apoio”, concluiu.

A Universidade Pedagogica de Maputo conquistou vários troféus no regional de Lesotho. Para além do título máximo em femininos, venceu cinco dos seus prémios individuais, nomeadamente através da capitã Júlia Fulai, que foi melhor defesa; Luana, que foi melhor passadora; Ana Paula, melhor atacante; e Leocádia Manhiça, melhor servidora e MVP (melhor jogadora).
Entretanto, frise-se que Leocádia ofereceu o troféu de melhor jogadora a Ana Paula, em reconhecimento da liderança da atleta dentro da quadra.

O Ferroviário de Maputo poderá sagrar-se, esta quinta-feira, campeão nacional de basquetebol sénior masculino, caso vença o Costa do Sol no jogo 4 do “play-off” da final da Liga Mozal. Os “locomotivas” estão com uma vantagem de 2-1 no “play-off” da final, depois de terem vencido por 61-60 na terça-feira.

Quinta-feira de decisões no pavilhão do Maxaquene, sala de visitas do basquetebol moçambicano. Quando, às 18h00, o Costa do Sol e o Ferroviário de Maputo subirem à quadra, a ansiedade e adrenalina deverão, seguramente, subir nos jogadores das duas formações, porquanto estaremos perante um duelo que se afigura de todo importante nas contas do título da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

É que, em caso de vitória, o Ferroviário de Maputo arruma as contas do título,  o registo é claro, voltando a conquistar a competição quatro anos depois.

Para este desiderato, o conjunto comandado pelo “coach” João Mulungo terá que se apresentar com coesão defensiva e consistência ofensiva.
O Costa do Sol, esse, joga todas as cartas para empatar a série e forçar uma decisão à negra do título de campeão nacional de basquetebol sénior masculino.

Os “canarinhos” sabem que não há margem para erros nesta empreitada, pelo que entrar para o jogo com tudo, apresentado-se com clarividência ofensiva e agressividade defensiva podem ser elementos para saírem vitoriosos.

As duas formações, lembre-se, bateram-se na final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal de 2019, tendo o Ferroviário de Maputo vencido por 3-0 no play-off a melhor de cinco partidas.

O Costa do Sol persegue o seu segundo título na história, depois de ter erguido o troféu em 2001, numa prova disputada na efervescente cidade da Beira e na qual derrotou a Académica na final.

Os “canarinhos” falharam, ano passado, a conquista da competição, ao perderem diante do Ferroviário da Beira por 3-0, num “play-off” a melhor de cinco jogos.

No jogo 1, o Ferroviário da Beira venceu por 21 pontos, ou seja, por 81-60. Já no jogo 2, os beirenses derrotaram os “canarinhos” por 74-65. E, no decisivo duelo, mais uma vitória para o Ferroviário da Beira, desta feita por 83-56.

O Ferroviário de Maputo teve uma prestação para esquecer no ano passado, terminando a competição na desastrosa quarta posição. Os “locomotivas” da capital sucumbiram com o Sporting de Quelimane por 2-0 no play-off de atribuição do terceiro lugar, perdendo por 88-69 e 77-71.

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