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O País – A verdade como notícia

O seleccionador nacional de basquetebol sénior masculina divulgou a pré-convocatória tendo em vista a preparação para o apuramento à qualificação ao AfroBasket 2025. Ao todo são 28 jogadores chamados Milagre Macome que começam a trabalhar a 5 de Janeiro próximo.

Vinte e quatro horas depois de ter sido anunciado na continuidade como seleccionador nacional de basquetebol sénior masculina, Milagre Macome anunciou os 28 jogadores com os quais vai preparar a fase de apuramento ao Afrobasket 2025.

O campeão nacional de 2023, Costa do Sol, é o clube que contribuiu com maior número de atletas convocados, sendo ao todo sete, com destaque para o jogador mais valioso da Liga Mozal 2023, Danilo Cumbe, bem como a jogador revelação Azénio Cossa.

Do estrangeiro foram chamados outros sete jogadores, enquanto o Ferroviário da Beira contribui com seis jogadores.

Azénio Cossa, Nilton Seifane, Danilo Cumbe, Klaus Bunguele, Daniel Maveure, Milton Caifaz e Egídio Zandamela vem do campeão nacional, Baggio Chimonzo, Ermelindo Novela, Hugo Martins, Stelio Rodrigues e Inélcio Chire foram convocados do vice-campeão nacional.

Do terceiro classificado vem Ayad Munguambe, Esmael Noormomade, Hilario Malale, Célio Chirombe, Elves Houana e Helton Ubisse, sendo que Turdivales Nhantumbo e Calus Zualo são do Maxaquene, e Pio Augusto Matos do Sporting Quelimane.

Do estrangeiro vem Jeremias Manjate, Dario Manhanga,  Uwami Chongo, Nelson Jossias, Geovanny Uamba e Ivan Mutombene, todos de Portugal, e Malik Camal vindo da Espanha.

A selecção nacional inicia os seus trabalhos no dia 5 de Janeiro tendo em vista a fase de apuramento para a qualificação ao AfroBasket 2025. Coach Milla vai trabalhar com Amarildo Taquidir e Paulo Sambo como adjuntos, Octávio Magoliço, como assistente do seleccionador, e Custódio Muchate, que será o coordenador da selecção.

O Clube dos Desportos de Maxaquene está a criar condições para regressar ao Moçambola, em 2025, e começa com a contratação de um novo treinador: Américo Chichava. Lalas, como é conhecido o novo timoneiro dos tricolores, promete trabalho e levar os Maxacas de volta à alta roda do futebol moçambicano.

É dos clubes históricos do futebol moçambicano e que em 2019 foi despromovido no principal campeonato nacional de futebol, o Moçambola. De lá para cá, foram três tentativas de regresso e todas fracassadas.

“Iniciámos pela equipa técnica e de acordo com o que está traçado no nosso plano estratégico de quatro anos, temos que levar o clube de regresso ao principal campeonato nacional, mas, para tal, precisamos de melhorar alguns elementos como a garantia do financiamento a algumas actividades do clube através de patrocinadores para viabilizarem a nossa e a pretenção dos sócios”, começou por dizer o presidente do Maxaquene, Abrão Muianga.

Para tal, recorreu-se a um treinador que levou o 1o de Maio ao segundo lugar no campeonato da segunda divisão da Cidade de Maputo neste ano de 2023. “Por isso, fomos contactar um treinador que conhece a realidade daquilo que é a segunda liga do futebol moçambicano e o que representa a nossa forma de ver a competição. Assumimos que o treinador Américo Chichava reúne o perfil daquilo que o Maxaquene precisa”, justificou Muianga.

O líder dos Maxacas sabe que há que haver investimento a sério, mas garante que a direcção está preparada. “Em termos financeiros, temos condições mínimas diferentemente dos anos anteriores, por isso criamos condições mínimas em termos de estrutura para conseguir ombrear com as equipas da segunda liga. Em termos de plantel, contamos com jogadores que cá estiveram na última época e demos abertura ao treinador para que traga jogadores que vão de acordo com as pretensões da Direcção do clube. Em relação à componente financeira, contamos com habituais parceiros com vista a termos a questão salarial acomodada”, prometeu Abrão Muianga.

Américo Chichava, ou simplesmente Lalas, diz-se preparado para este novo desafio. Aliás, Lalas começou por agradecer a confiança e o convite da direcção do Maxaquene e prometeu “muito trabalho jogo-a-jogo, é um objectivo que assumimos que não será fácil, vamos trabalhar para superar todas as adversidades que teremos pelo caminho, queremos unir a família ‘Maxaca’ para que apoiem a equipa em todos os momentos, bons e maus, o que irá facilitar o nosso trabalho”.

E os desafios são enormes, mas Lalas diz que encara o desafio com naturalidade. “Quando se trata de trabalho, não podemos olhar a dimensão do clube, mas sim temos de assumir a responsabilidade, pelo que prometo ajudar o clube a atingir de forma rápida os objectivos que deseja. No 1º de Maio, consegui levar o clube ao segundo lugar como fruto do trabalho que vínhamos desenvolvendo e estamos preparados para fazer o mesmo no Maxaquene”, garantiu Lalas.

O Maxaquene já conquistou o campeonato nacional de futebol por cinco ocasiões e venceu a Taça de Moçambique por oito vezes.

Milagre Macome continua como seleccionador nacional de basquetebol sénior masculina. A direcção da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), agora liderada por Paulo Mazivila, optou por manter o técnico que está no camando técnico desde Janeiro deste ano.

O ciclo continua. Milagre Macome, exímio conhecedor do basquetebol moçambicano, com ligação à selecção masculina há mais de uma década, volta a ser a aposta para liderar a selecção, num contexto em que tem muitas batalhas por enfrentar. 

“Coach Mila” reassume o comando técnico da selecção, tendo como um dos primeiros desafios as eliminatórias de qualificação para o Afrobasket de 2025, devendo, primeiro, disputar o apuramento da Zona VI. Na sua primeira intervenção após assumir o novo ciclo para esta empreitada, Macome reconheceu que há muito trabalho por fazer.

“Faremos de tudo para dignificar o país. Sabemos que é uma missão complicada e espinhosa, mas estamos todos dispostos a trabalhar”, disse o treianador.

Em relação às qualificações para o Afrobasket, o técnico garante que a selecção vai redobrar todos os esforços para marcar presença na competição.

“Há muito tempo que não vamos ao Afrobasket. Vamos trabalhar no máximo das nossas capacidades para tentarmos passar essa janela”, deseja Macome. O técnico explicou que a sua contração tem vista atacar a janela de qualificação para aquela que é uma das maiores montras do basquetebol africano. 

O presidente da Federação Moçambicana, Paulo Mazivila, de Basquetebol garante que estão criadas todas as condições de trabalho que a equipa técnica pediu.

“A vontade do treinador é de começar a trabalhar no dia 05 de Janeiro. Estão todas as condições criadas para que tal aconteça”, garante o novo timoneiro da (FMB). Nos próximos dias, poderão ser anunciados os outros elementos que vão compor a equipa.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, já se encontra na vizinha África do Sul, onde vai cumprir um estágio pré-competitivo rumo à sua quinta participação numa fase final do Campeonato Africano das Nações, na Costa do Marfim. O combinado nacional tem jogo marcado para o dia 06 de Janeiro, diante do Lesotho

Partiram esta quinta-feira com destino à vizinha África do Sul, onde vão cumprir a segunda fase do estágio de preparação com vista à participação no Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim, a partir de Janeiro próximo. Os Mambas vão seguiram com energias positivas depois de terem passado as festas de Natal e do Dia da Família com os seus familiares, o que eleva o grau de responsabilidade para a segunda fase de preparação e para a fase final da prova africana.

Chiquinho Conde e seu staff técnico levaram consigo, para África do Sul, os três guarda-redes convocados, nomeadamente Ernan, Fazito e Ivan, os defesas Mexer Macandza, Infren e Nené, os médios Amadou, João Bonde, Shaquile e Domingues, e os avançados Clésio e Lau King, que partiram de Maputo e que vão juntar-se aos restantes colegas no quartel general na terra do rand.

Aos que saíram de Maputo vão juntar-se na África do Sul os jogadores Edmilson Dove, Reinildo Mandava, Mexer Sitoe, David Malembane, Alfonso Amade, Gildo e Ratifo ainda este ano, enquanto os restantes quatro, nomeadamente Bruno Langa, Guima, Geny Catamo e Witti Quembo, só se juntam ao grupo de trabalho a 02 de Janeiro de 2024.

De acordo com o programa de trabalhos de preparação, os Mambas vão realizar treinos diários a partir desta sexta-feira, tendo já um jogo de controlo marcado com o Lesotho, na quarta-feira da próxima semana, dia 06 de Janeiro, diante do Lesotho.

Ainda há perspectiva de mais dois jogos com adversários não anunciados, ainda no estágio na África do Sul, onde também estará a selecção do Gana a estagiar, para além da própria África do Sul, outras duas selecções que se preparam para o CAN da Costa do Marfim.

Os Mambas deixam a vizinha África do Sul no dia 09 de Janeiro, devendo entrar no quartel general de Abidjan a 10 de Janeiro, três dias antes do arranque da prova, e quatro dias antes da sua estreia, diante do Egipto, a 14 de Janeiro, pelas 19h00.

Os Mambas defrontam, sucessivamente, Cabo Verde, a 19 de Janeiro pelas 16h00, terminando a primeira fase do grupo B da fase final, o Gana, a 22 de Janeiro, a partir das 22h00.

A selecção nacional de Futsal defronta a Zâmbia, em Fevereiro, em partida da eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações, CAN-2024, que terá lugar no Marrocos.

Ditou o sorteio das eliminatórias de acesso ao CAN de Futsal do próximo ano que Moçambique vai cruzar caminho da Zâmbia para chegar à fase final da prova. A selecção moçambicana entra na disputa das eliminatórias após ter desistido de acolher a prova na capital do país.

É que Moçambique tinha concorrido e sido aprovado para acolher a fase final da prova, em Abril do próximo ano, mas, devido a questões infra-estruturais, a sede do CAN de Futsal acabou por passar para Marrocos.

Para acolher os jogos da fase final, Moçambique tinha apresentado os pavilhões da UEM e do Maxaquene, mas, devido às condições que apresentam, a inspecção da CAF acabou por retirar a organização para Marrocos.

Assim, Moçambique terá a primeira mão do jogo com a Zâmbia na capital do país, entre 02 a 04 de Fevereiro, devendo jogar a segunda mão, em Lusaka, uma semana depois.

Na única eliminatória de acesso ao CAN de Futsal, a Namíbia defronta Tanzânia, Líbia cruza caminho da Argélia, Gana terá pela frente Costa do Marfim, e Camarões e Mauritânia jogam entre si.

A fase final da oitava edição do CAN de Futsal terá lugar em Marrocos de 08 a 17 de Abril de 2024.

A equipa sénior masculina do Costa do Sol foi recebida e homenageada pela direcção administrativa da Electricidade de Moçambique pela conquista do campeonato nacional de basquetebol, a Liga Mozal. A homenagem estendeu-se a todas as modalidades que conquistaram títulos em 2023.

Há uma semana, o Costa do Sol festejava o título nacional de basquetebol em masculinos, 22 anos depois da última conquista. Um feito que entra para a história do clube canarinho nos últimos anos e, por isso, a merecer o reconhecimento do seu principal patrocinador, a Electricidade de Moçambique.

Jogadores, treinadores e pessoal de apoio dos campeões nacionais da Liga Mozal juntaram-se a outros campeões para receberem uma palavra de apreço e motivação por parte da direcção do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique, seu principal parceiro.

Os homenageados agradeceram o gesto e prometem mais trabalho, segundo palavras do capitão da equipa, Nilton Seifane.

“O PCA trouxe uma mensagem de apreço e, acima de tudo, esta força motriz que tem sido para que possamos alcançar os nossos objectivos. Enfatizou que, passados 22 anos, este título é fruto de muito trabalho e conseguimos vencer o campeonato nacional”, frisou Seifane.

Mas, há que continuar a fazer mais, para merecer outras homenagens e reconhecimentos. “Para o próximo ano, há que manter tudo aquilo que foi crucial para atingirmos este feito deste ano e, se calhar, galvanizar um pouco mais todos os nossos aspectos dos dias de trabalho”, disse o capitão, reconhecendo os desafios que a equipa terá pela frente no ano 2024, nomeadamente a qualificação à Liga Africana de Basquetebol, em que pretende chegar para ganhar mais experiência.

Por isso mesmo, já começa a pensar no que é necessário para a equipa. “O que precisamos de grande reforço não é necessariamente de recursos humanos, mas é preciso melhorar um pouco a nossa espinha dorsal em relação a aspectos de ordem financeira, uma vez que vamos para um nível elevado e por isso os níveis de investimento devem também ser elevados”, enfatizou Nilton Seifane.

Para além do basquetebol, a homenagem foi para todas as modalidades vencedoras em 2023. O andebol masculino, vencedor do título conquistado em Sofala, em Outubro passado, após vitória na final diante da Cadeco, por 38-18, aproveitou para deixar ficar as suas dificuldades e anseios.

Ílio Chongo, guarda-redes e capitão da equipa masculina de andebol, queixou-se da falta de apoio à altura. Para Chongo, a maior preocupação é “basicamente o subsídio baixo que a modalidade de andebol recebe”.

Há mais: “financiamento quando se trata de saídas, viagens”. E há razões para mais esta reclamação. É que, segundo Ílio Chongo, “depois dos nacionais, pedimos para irmos aos regionais da zona seis e não foi possível. Em Janeiro do próximo ano, há um campeonato na África do Sul, em Cape Town, mas  não temos resposta até agora”.

 

HOMENAGEM COLOCA DESAFIOS À DIRECÇÃO “CANARINHA”

A direcção do Costa do Sol reconhece que esta homenagem coloca desafios para os próximos anos, mas o presidente da direcção executiva está ciente e pronto para enfrentá-los.

Alberto Banze diz mesmo que “o esforço que eles fazem para nós como Costa do Sol não é um esforço em vão e por isso é uma homenagem para nós também recebermos o nosso Presidente do Conselho de Administração da EDM”.

Por isso mesmo, já se pensa no futuro. “A nossa meta principal em todas as modalidades é ser campeão. Essa é a palavra de ordem. E renovamos que vamos trabalhar para esse feito”, disse Banze.

Relativamente à preparação para a Liga Africana de Basquetebol, Alberto Banze está ciente de que será necessário um investimento adicional, mas diz que a direcção está preparada para abrir os cordões à bolsa e colocar o Costa do Sol no Olímpo de África.

O Presidente do Conselho de Administração da EDM, Marcelino Gildo Alberto, diz que a satisfação pelos títulos vai permitir mais apoios.

“Esta vitória orgulha-nos e motiva-nos a continuar com o apoio da Electricidade de Moçambique no sector desportivo, que é a principal área de intervenção da nossa política de responsabilidade social”, disse Marcelino Alberto.

Os canarinhos vão representar o país na edição de 2024 da Liga Africana de Basquetebol, em masculinos.

O internacional moçambicano, Lau King, chegou a um acordo amigável de rescisão do contrato com o Sagrada Esperança, equipa da primeira liga de Angola. O jovem atacante chegou ao emblema angolano da Lunda Norte em Fevereiro deste ano transferido da União Desportiva do Songo. 

Entre os motivos que ditaram o fim da relação entre as duas partes, o jogador alega os atrasos salariais e a falta de apoio dos colegas da equipa, o que dificultou a sua integração. O internacional voltará a vestir a camisola da União Desportiva do Songo, clube pelo qual se lançou fora de portas. 

Ao serviço do Sagrada Esperança, Lau King contabilizou oito jogos entre o Girabola e as Afrotaças, tendo tido um saldo de um golo, marcado na fase preliminar da Taça CAF e uma assistência efectuada na fase de grupos da mesma prova. 

A selecção nacional de futebol deixa, esta quarta-feira, Maputo com destino a Joanesburgo, África do Sul, onde vai ensaiar a estratégia para atacar o CAN-2023. No estágio, a decorrer até o dia 8 de Janeiro, os Mambas já poderão contar com a “troupe” de jogadores que actua no estrangeiro.

A contra-gosto de Chiquinho Conde, cujo espaço geográfico escolhido nada  tem que ver com a opção tomada é definida pela Federação Moçambicana de Futebol, os Mambas seguem esta quarta-feira, 27 de Dezembro, para Joanesburgo, África do Sul, onde irão cumprirum estágio pré-competitivo visando o CAN-2023.

Conde havia elegido Portugal para esta etapa derradeira, mas a FMF entende que tal destino encerrava custos mais elevados. Sem argumentos de maior para contrariar, o seleccionador nacional vai mesmo seguir à risca a orientação do órgão reitor do futebol  moçambicano e procurar aproveitar os dias de estágio na vizinha África do Sul para afinar a estratégia para atacar o CAN-2023.

No estágio na África do Sul, os Mambas já vão contar com os internacionais moçambicanos que evoluem no estrangeiro. Isto porque, na primeira fase de preparação, correram, apuraram físico e ensaiaram aspectos táctico-técnicos no campo da Black Bulls e no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ).

Há, ainda que não se tenha identificado o adversário, perspectivas dos Mambas realizarem um ou dois jogos de controlo antes do CAN-2023.

Dos jogadores que actuam no estrangeiro, a joia do Sporting Geny Catamo será a última a juntar-se ao grupo de trabalho. 

Os Mambas partem para a Costa do Marfim  a 9 de Janeiro, portanto,  cinco dias antes do início do Campeonato Afriano das Nações.

A estreia está prevista para 14 de Janeiro diante do Egipto, formação com a qual os Mambas bateram-se em três fases finais do CAN.

Na sua estreia no CAN de 1986, momento que indubitavelmente foi um dos grandes marcos do futebol moçambicano, os Mambas perderam com os “faraós” por 2-0, em jogo inserido na terceira jornada do Grupo A da competição.  Abouzaid (13′ e 15′) foi o carrasco da selecção nacional então orientada pelo malogrado Belmiro Manaca.

Ganhar a Líbia (2-1) e os Camarões (3-0) no Estádio da Machava não só foi obra, como, indubitavelmente, foi o caminho para a primeira presença de Moçambique num CAN.

Quis o destino que, em 1998, Moçambique e Egipto voltassem a travar argumentos num CAN, sendo que o temível Hossan Hassam bisou (14′ e 44′) e ditou as regras e números do jogo: 2-0. O duelo contava para a terceira jornada do Grupo D do Campeonato Africano das Nações do Burkina Faso.

Em 2010, naquela que foi a última presença dos Mambas no CAN, o Egipto voltou a fazer mossa ao combinado nacional, vencendo igualmente por 2-0.

Dário Khan marcou na própria baliza, aos 47′, e Gedo fixou o resultado final em 2-0 aos 81′.

21 de Dezembro de 2023. Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano! Cento e trinta de dois anos depois da criação do basquetebol por James Naismith, precisamente a 21 de Dezembro de 1891, em Massachusetts, EUA, Paulo Mazivila assumiu as rédeas da modalidade da bola ao cesto no país.

Ou seja, Mazivila foi empossado como novo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB) para o quadriénio 2024-2028. Numa cerimónia que reuniu algumas das referências do basquetebol, com destaque para Aníbal Aurélio Manave, presidente da FIBA-África, Mazivila reiteirou o seu compromisso em alavancar a modalidade, unindo toda a família e investindo na introdução de novas provas bem como na formação de treinadores e árbitros.

Os pilares do seu elenco são sete, nomeadamente sustentabilidade, operacionalidade, formação, arbitragem, massificação, “marketing” e competição.
O primeiro passo será, precisamente, ao nível da alta competição com a aposta na organização, em Fevereiro de 2024, da janela de pré-qualificação para o “Afrobasket” 2025.

De resto, com o novo formato introduzido pela FIBA-África, a selecção nacional de basquetebol sénior masculino vai disputar a eliminatória da zona VI e, seguidamente, uma fase de apuramento que contará com a participação das selecções das Comores e Maurícias para o seu enquadramento no Grupo A.

No Grupo A, já está inserida a selecção do Sudão do Sul que causou sensação ao qualificar-se para os Jogos Olímpicos Paris 2024, o Mali, a RD Congo faltando ainda por definir o representante da zona VI a sair da pré-eliminatória.

A Federação Moçambicana de Basquetebol, na voz do recém-eleito presidente, Paulo Mazivila, confirma que o país vai sediar a janela de pré-qualificação, em Fevereiro, estando, neste momento, a correr contra o relógio para garantir que o evento decorra sem sobressaltos.

“De facto, estamos com muito pouco tempo. Vamos fazer de tudo para trazer este evento para Moçambique. Já temos alguns parceiros com os quais estamos em contacto permanente. Mesmo antes de tomarmos posse, e depois das eleições, obviamente, fizemos alguns contactos neste sentido”, explicou Paulo Mazivila pouco depois de ser empossado.

Nos últimos anos, as selecções nacionais de basquetebol dos escalões de formação deixaram de participar, com regularidade, em provas continentais. Esse cenário não abona a modalidade, porquanto Moçambique tem um histórico de presença no pódio nos “Afrobaskets” sub-16, sub-18 e sub-20.

Ciente do desafio de voltar a colocar Moçambique na rota de competições continentais, Mazivila deu a dica para o futuro: “O nosso departamento de marketing tem de trabalhar no sentido de credibilizar a federação junto das empresas para podermos voltar a receber apoios e nos fazermos presentes em todas essas competições. Não podemo-nos esquecer que recebemos uma federação com os cofres vázios”, observou Paulo Mazivila.

Introdução da Supertaça de Moçambique e Taça da Liga afiguram-se como outros desafios do elenco liderado por Paulo Mazivila.

Paulo Mazivila foi eleito, no passado dia 8 de Dezembro, novo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, sucedendo a Roque Sebastião, que colocou o cargo à disposição em Agosto último.

Mazivila foi eleito com um total de oito votos, no decurso da assembleia-geral ordinária da FMB.

PRÉ-ELIMINATÓRIA PARA MUNDIAL
A selecção nacional de basquetebol sénior feminino vai disputar, em Julho do próximo ano, a pré-eliminatória para o Campeonato do Mundo, prova a realizar-se em 2026, na Alemanha.

A disputa desta pré-eliminatória surge em resultado do quinto lugar alcançado por Moçambique no “Afobasket” 2023, em Kigali, Ruanda.

Pois, com o novo formato de provas aprovado pelo Conselho Central da FIBA, o Mundial de 2026 contará com 16 selecções, alargando-se, desta forma, o leque de Nações que disputam as eliminatórias continentais para 24.

E é precisamente neste grupo de selecções habilitadas a disputar a pré-eliminatória que entra o quarto e quinto classificados do Campeonato Africano.
Mas mais do que abrir espaço para que Moçambique entre na corrida a Berlim, ombreando com as melhores equipas do planeta, a disputa da pré-eliminatória vai conferir maior rodagem às atletas.

A Alemanha será palco do Campeonato do Mundo de Basquete feminino pela segunda vez, sendo que a primeira foi em 1998.

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