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O País – A verdade como notícia

O internacional moçambicano Geny Catamo marcou um golo e fez uma assistência na goleada do Sporting sobre o Casa Pia, a contar para a Liga Portuguesa. Foi o terceiro golo do extremo moçambicano pelos leões nesta temporada. Já no país vizinho, Espanha, o lateral-esquerdo moçambicano, Reinildo Mandava, foi nomeado para a equipa ideal da semana da LaLiga, depois de uma excelente exibição ao serviço do Atlético Madrid.

Uma semana depois de ter marcado um golo ao serviço dos Mambas, no CAN da Costa do Marfim, no empate a dois golos diante do Gana, e quatro dias depois de ter regressado ao Sporting, Geny Catamo continua de pé quente.

Na recepção ao Casa Pia, para a 19ª jornada da Liga Portuguesa, até começou a partida no banco de suplentes, tendo visto o Sporting a marcar cinco golos antes de ser lançado, aos 58 minutos.

Seis minutos em campo e o moçambicano já fazia maravilhas com um golo de belo efeito, à entrada da área, sem hipóteses de defesa para o guarda-redes contrário. Foi o terceiro golo na temporada.

Aos 81 minutos, Geny Catamo voltou a estar em evidência ao fazer uma assistência, a terceira na temporada, para Sebastian Coates, que bisou antes de Trincão fixar o resultado final que mantém o Sporting na liderança, com 49 pontos, mais um em relação ao Benfica, que nesta mesma jornada foi ao terreno do Estrela de Amadora golear por 4-1.

Na partida desta segunda-feira, Geny Catamo teve a pontuação da Sofascore entre todos os jogadores que saíram do banco de suplentes, com 8,1 pontos, e foi a sétima melhor pontuação, atrás dos seus colegas Viktor Gyokeres (9,8), Sebastián Coates (9,4), Francisco Trincao (8,8), Nuno Santos, Pedro Goncalves e Morten Hjulmand, todos com 8,2 pontos.

 

MANDAVA NA EQUIPA DA SEMANA DA LALIGA

Já na Espanha, o internacional moçambicano Reinildo Mandava voltou a ser titular no Atlético de Madrid, num jogo em que a sua equipa venceu o Valencia por duas bolas sem resposta.

Mandava acabou por ser nomeado para o onze ideal da 22ª jornada da LaLiga, a principal prova futebolística espanhola.
De acordo com a plataforma de estatísticas desportivas “Sofascore”, o moçambicano obteve 7,2 de pontuação, fruto de 88 toques na bola, sete alívios, quatro duelos ganhos no relvado e dois aéreos, dois passes longos completados de duas tentativas e 90% de precisão de passe.

No final da partida, o internacional moçambicano agradeceu o apoio de todos, desde a equipa técnica, o staff e os adeptos, durante o processo de recuperação e garantiu que está pronto para voltar a jogar ao mais alto nível.

Recorde-se que Reinildo Mandava foi um dos dois jogadores que teve a totalidade dos minutos nos três jogos realizados pelos Mambas no CAN da Costa do Marfim, a par de Mexer Sitoe, onde a selecção nacional terminou em último lugar do grupo B com dois pontos, frutos de dois empates a dois golos com o Egipto na primeira Jornada e Gana na última ronda.

O seleccionador nacional de Futsal, Faruk Ismael, divulgou, esta segunda-feira, na sede da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), a lista dos convocados para a eliminatória para o Campeonato Africano da modalidade, cuja fase final vai ser em Marrocos.

Moçambique tem duplo confronto com a sua congénere da Zâmbia. Em caso de vitória nessas duas partidas, a selecção nacional garante a qualificação para essa importante prova.

Da lista divulgada pelo seleccionador nacional, o destaque vai, sem dúvida, para as ausências de Ricardino, do CE Futsal Mataró da Espanha e Mauro Cossa, jogador que milita na Torre Laranja FC, da 2ª Divisão de Portugal.

A ausência dos dois atletas mereceu um comentário por parte de Faruk Ismael, tendo lamentado a situação. Falando à imprensa, disse que a equipa técnica estava expectante em poder contar com os valiosos atletas, o que não aconteceu devido às agendas profissionais dos mesmos. O técnico espera contar com os préstimos dos dois jogadores, caso a selecção consiga garantir a qualificação para o CAN.

A primeira mão da eliminatória da fase qualificativa para aquele que é o maior evento da modalidade a nível do continente africano vai ter lugar no Pavilhão Desportivo da UEM-Maputo, no próximo sábado. Já a segunda mão está marcada para o próximo dia 10 de Fevereiro, em Lusaka, na Zâmbia.

Jogador moçambicano diz que encarou a lesão como um desafio e que disputar o CAN da Costa do Marfim foi uma das emoções que viveu nos últimos dias pois e lhe deu mais confiança. Mandava reitera o compromisso de continuar a trabalhar pelo clube e pela selecção nacional

O lateral esquerdo do Atlético de Madrid, Reinildo Mandava, ficou muito feliz com a vitória da sua equipa diante do Valência, por duas bolas sem resposta, por poder ajudar os Conchonerros e também por ter recuperado a titularidade, quase um ano depois da última vez.

Por isso mesmo mereceu uma entrevista especial no Mundo Deportivo, um dos principais jornais desportivos da Espanha, ao qual trazemos os extractos do que escreveu na edição online desta segunda-feira.

Reinildo Mandava começou por dizer que a participação no CAN da Costa do Marfim deu mais confiança para encarrar os desafios. “Estou muito bem, me sinto óptimo. Fez-me muito bem estar com a minha selecção no Campeonato Africano das Nações. Ganhei confiança e minutos de que precisava. Ajudar a equipa aqui é o mais importante”, comentou após o confronto contra o Valencia.

Diego Simeone destacou a dedicação que Reinildo Mandava vinha dando antes da lesão. Por isso da titularidade no embate deste domingo. E o moçambicano explicou que é uma das suas marcas como jogador. “Em campo eu dou tudo de mim. Jogo sempre como se fosse o meu último jogo, seja pela selecção ou aqui. Eu estava lá e correu bem e quando fomos afastados voltei rápido.

Troquei meu chip porque queria estar aqui com meus companheiros, ajudando. É o que eu mais gosto. Gosto muito de todos. Somos uma família, todos trabalhamos juntos”, disse Mandava acrescentado que “estou muito feliz”.

Mandava deixou uma mensagem para os adeptos do Atlético de Madrid. “Desde o primeiro dia os adeptos me receberam como se eu fosse de casa. Não tenho palavras. Muito obrigado por tudo, pelo carinho. Amo a todos, me sinto amado. Estou muito feliz e eles me dão muita força para trabalhar”, disse

Sobre a lesão disse: “A lesão? Procuro sempre as coisas boas. Pensei que aos poucos, primeiro para me recuperar, depois para jogar… fiquei animado por ser titular. Encarei a lesão como mais um desafio. Na minha vida não me deram nada, já passei por coisas muito piores que a lesão”.

No final disse que não para de trabalhar e promete mais.

 

O QUE SIMEONE PEDE A MANDAVA

Simeone explicou, numa das entrevistas, que é preciso tirar mais de Reinildo Mandava, ou seja, que deve se aproveitar o talento e a bravura do lateral moçambicano. Mandava concorda.

“Isso é um problema para o treinador. É bom que haja concorrência. O treinador escolherá quem entra. É um problema para o treinador. Continuaremos trabalhando”, comentou sobre a competição. “Faz muito tempo que não jogo, mas quando ganhar confiança as coisas vão melhorar. Sempre joguei como ponta ofensiva. Preciso ter toda a confiança da equipa e do treinador. Tudo isso conta, vou me soltar mais e ajudar”, completou Reinildo.

Por fim, sobre as possibilidades do título, comentou: “Muitas coisas acontecem no futebol. Ainda há muita competição, jogo a jogo vamos dar tudo e faremos as contas no final.” “É difícil pensar jogo a jogo, mas estamos habituados. É o que temos que fazer. O treinador faz o trabalho de gerir a equipe, como ele a entende. Os jogadores têm que estar muito preparados. Tem que se recuperar bem, são muitos jogos”, finalizou.

Recorde-se que Reinildo Mandava foi um dos dois jogadores que teve a totalidade dos minutos dos jogos dos Mambas no CAN da Costa do Marfim, onde a selecção nacional terminou em último lugar do grupo B com apenas dois pontos, depois de dois empates a dois golos com Egipto e Gana, na primeira e última jornadas da fase de grupos.

Moçambique voltou a confirmar a sua hegemonia no voleibol de praia, ao garantir uma medalha de ouro ito regional da modalidade, ao nível da Zona VI.

A dupla composta por Vanessa Muianga e Ana Paula Sinaportar sagrou-se campeã da zona pela décima vez a comandar o vólei de praia na zona austral de Vanessa Muianga e Ana Paula Sinaportar nem sequer entraram na quadra, uma vez que, na final em que dada por “cimeira” da CPLP, não aconteceu. As angol. A dupla moçambicana teve um percurso imaculado na fase de grupos, em que conseguiu impor respeito.

Já em masculinos, a dupla composta por Jorge Monjane e Ainadino Martinho terminou a prova na segunda medalha de prata. A destacada dupla moçambicana não teve argumentos para contrariar o Botswana.

O conjunto nacional vendeu cara a derrota, lutando até às últimas. Ainda assim, não conseguiu vencernas” fixaram o resultado em 2-1, com parciais 14/2Por sua vez, as duplas compostas por José Mondlane/Osvaldo Mungoi e Ângela Tembe/Natália Íntego termA quarta etapa do circuito regional serviu de preparação para as duplas nacionais, que procuram desdicanos deste ano, cuja fase final vai ser em Accra

Candidatos à presidência da Liga Moçambicana de Futebol intensificam a campanha, tendo em vista as eleições da próxima quarta-feira. Victor Miguel e Alberto Simango Jr. têm estado a privilegiar o seu trabalho de caça ao voto ao nível dos clubes.

A cinco dias da assembleia-geral da Liga Moçambicana de Futebol cujo momento mais alto será a eleição do novo presidente do organismo, os candidatos se desdobram nas acções de caça ao voto.

Victor Miguel e Alberto SImango Jr., que viram as suas candidaturas a serem chanceladas, tem virado as suas atenções para os clubes, onde procuram vender os seus manifestos.

Enquanto Victor Miguel trabalhava na zona centro do país, Simango Jr. manteve encontros com os clubes Ferroviário de Maputo e Associação Black Bulls.

Na derradeira fase de campanha, os dois candidatos procuram convencer os clubes na convicção de que os seus projectos têm em vista melhorar o Moçambola, principal prova do calendário futebolístico nacional.

As eleições na Liga Moçambicana de Futebol estão marcadas para dia 31 deste mês. Os candidatos procuram suceder a Ananias Couana, actual presidente do organismo, que permaneceu no cargo durante dois mandatos.

Não restam dúvidas de que o seleccionador nacional dos Mambas, Chiquinho Conde, é, por essas alturas, uma das figuras centrais do futebol moçambicano. Não restam dúvidas, também, que ele é, por estas alturas, uma pessoa que merece todo o tipo de apoio, tendo em vista dar continuidade com tranquilidade necessária ao seu trabalho.

Ao serviço da selecção nacional, Chiquinho Conde conseguiu devolver aos moçambicanos a crença de que, com muito trabalho, é possível alcançar resultados extraordinários.

É com este treinador, por exemplo, que Moçambique voltou a disputar uma fase final do CHAN, prova destinada aos jogadores que actuam nos campeonatos internos. Mais do lá estar, sob seu comando, os Mambas cometeram a façanha de se qualificarem para os quartos-de-final, feito nunca antes alcançado pela selecção nacional.

Foi, sem dúvidas, um momento de viragem no futebol moçambicano que, não só anda sedento de vitórias, assim como das boas exibições e o devido respeito no concerto das nações.

Na sua folha de serviços, o antigo capitão dos Mambas conseguiu, 14 anos depois, qualificar Moçambique para o Campeonato Africano de Futebol (CAN), diga-se, no meio de muita descrença.

O país voltava a fazer parte das 24 melhores selecções do continente africano, um motivo de orgulho para os mais de 30 milhões dos moçambicanos. Chiquinho Conde, mais uma vez, voltava a estar na órbita e a escrever o seu nome nos anais da história do futebol moçambicano. Não era, afinal, para menos.

É que prestou um serviço valioso à nação não, talvez por ser melhor, mas sim porque acreditou no seu trabalho e soube capitalizar as oportunidades, claro, com a indispensável ajuda dos seus jogadores e da estrutura que gere o futebol nacional. Moçambique chegou a mais uma edição do CAN como um autêntico “outsider”. Ou seja, visto como um país da periferia do futebol africano.

Ciente disso, Chiquinho Conde incutiu nos seus jogadores um espírito guerreiro. Fez-lhes acreditar que eles são capazes de chegar longe se, obviamente, explorassem as suas reais capacidades. A estreia dos Mambas nesta importante prova não poderia ter sido melhor.

A selecção nacional arrancou um empate diante do colosso Egipto, que, visto de forma desapaixonada, tem um sabor a derrota, olhando para as incidências do jogo. O combinado nacional não só arrancou um empate aos “faraós”, assim como apresentou um futebol de primeira água.

O mesmo aconteceu contra o todo-poderoso Gana, num jogo em que os Mambas só não ganharam porque, mais uma vez, houve muitos condicionalismos. Na carteira de méritos à prestação da selecção no CAN, Chiquinho Conde não pode, de forma alguma, ser um actor secundário.

Ele é, sim, um dos principais obreiros desse momento que, mesmo não tendo servido para Moçambique chegar longe na prova, reacende a chama da unidade e faz convergir sentimentos de satisfação.

Ora, o trabalho desenvolvido por Chiquinho Conde, como não deixaria de ser, tem sido mal escrutinado por alguns analistas de sofá e teclado, aqueles que veêm coisas erradas em tudo quanto ele tem feito por Moçambique, por sinal, sua pátria.

Eles, os analistas que no conforto das suas poltronas destilam o ódio e assassinam o carácter de alguém que contribui positivamente para a elevação do nome do país, não se revêem com o esforço de Chiquinho.

Tudo quanto ele tem feito se resume a um autêntico nada. Em vez de fazer uma crítica na perspectiva de incentivar para possíveis melhorias, preferem inutilizar todo um trabalho feito com muito sacrifício e, por vezes, sem as ferramentas necessárias.

Para os analistas de sofá e teclado, as suas ideias é que devem vincar, mesmo que não sejam em benefício da maioria. Os seus egos são a personificação daquilo que o futebol moçambicano precisa. É o que paira na sua imaginação.

Chiquinho Conde é uma pedra nos seus sapatos, por, contra a sua vontade, fazer o que eles não gostariam que fizesse, o bem para o futebol moçambicano. Eles são autênticos “espatifados”  e incansáveis defensores da (in)competência.

Se dependesse deles, Chiquinho Conde já deveria estar fora da selecção, porque, na sua óptica, é menos moçambicano que os outros. Colocam-no sempre no “olho de furacão”. Ora, as obras do “coach” Chiquinho falam por si. Pelo que, continuarão a engoli-lo em seco.

Ficou evidente, na chegada da selecção nacional ao país, que o seleccionador nacional pelo menos conta com o incondicional apoio dos moçambicanos do bem. Aqueles que, mesmo sabendo que ainda há muito trabalho por se fazer, dão um voto de confiança à equipa técnica chefiada por esse homem que muito tem contribuído para o desenvolvimento do nosso futebol. Chiquinho Conde será sempre um soco no estômago desses analistas de sofá e teclado.

Nigéria vs Camarões, Senegal vs Costa do Marfim e Marrocos vs África do Sul serão de cortar a respiração, tendo em conta que três dos grandes terão de se despedir da Costa do Marfim. Angola terá pela frente Namíbia naquela que será a cimeira da SADC, enquanto Cabo Verde vai medir forças com a surpreendente Mauritânia

Há muitas surpresas neste CAN da Costa do Marfim e muita emoção na fase seguinte da competição. Uma fase de grupos que acabou por ser escaldante, numa competição que viu duas selecções dos PALOP e três da região austral a qualificarem-se para os oitavos-de-final, bem como a eliminação de três colossos do futebol africano e mundial.

Cabo Verde e Angola surpreenderam ao terminar na primeira posição nos respectivos grupos, relegando crónicos candidatos ao regresso precoce, nomeadamente Gana e Argélia. Tunísia é outra potência surpreendentemente eliminada desta competição.

Angola, Namíbia e África do Sul são os únicos sobreviventes da região austral de África que transitaram para os oitavos-de-final da competição, depois das eliminações de Moçambique, Zâmbia e Tanzânia.

Dos jogos em destaque nos oitavos-de-final da prova, Nigéria vs Camarões, Senegal vs Costa do Marfim e Marrocos vs África do Sul serão de cortar a respiração, tendo em conta que três dos grandes terão de se despedir da Costa do Marfim.

O cruzamento da primeira fase a eliminar ditou uma conferência da SADC entre Angola e Namíbia, facto que significa que África Austral terá, pelo menos, uma equipa nos quartos-de-final da competição.

A outra selecção de língua portuguesa, Cabo Verde, vai ter pela frente nos “oitavos” a Mauritânia, selecção que relegou para a última posição do seu grupo a Tunísia, depois da vitória tangencial na última jornada, que garantiu a terceira posição, como um dos melhores e que se beneficiou de repescagem.

O Egipto, que terminou em segundo no grupo dos Mambas, terá pela frente a República Democrática do Congo num jogo que não fica atrás nos mais importantes desta fase, a ter em conta o momento vivido pelos faraós.

Mali e Burkina Faso terão a cimeira francófona nesta fase da competição, enquanto as duas Guinés, a Conacri e a Equatorial, vão medir forças por um lugar nos quartos-de-final do CAN da Costa do Marfim.

Vale, com estes cruzamentos, dizer que Moçambique faz parte das oito selecções que se despediram da Costa do Marfim, ao terminar na última posição do grupo B, regressando juntamente com Gana (terceiro do grupo B), Guiné-Bissau (últimos do grupo A), Gâmbia (último do grupo C), Argélia (quarto do grupo D), Tunísia (decepção do grupo E) e Zâmbia e Tanzânia, duas selecções da região austral que terminaram na terceira e quarta posições do grupo E.

O CAN da Costa do Marfim termina a 11 de Fevereiro, dia em que será conhecido o campeão africano. Senegal é o actual detentor do troféu.

O internacional moçambicano Geny Catamo já trabalha na academia Cristiano Ronaldo depois de ter estado ao serviço dos Mambas no CAN da Costa do Marfim. Partiu do Sporting para o CAN como titular e, neste regresso, quer recuperar o estatuto que agora está nos pés de Esgaio. Para começar, Catamo trabalha para o jogo de segunda-feira diante do Casa Pia.

Geny Catamo foi o último jogador do Sporting a vir para o Campeonato Africano das Nações na Costa do Marfim e agora é o primeiro a regressar à Academia Cristiano Ronaldo depois de ter estado em dois jogos da selecção de Moçambique no CAN 2023.

O jogador moçambicano de 22 anos chegou a Alcochete para reforçar o grupo que está às ordens de Rúben Amorim e já ameaça Ricardo Esgaio, dono da ala direita na ausência do moçambicano.

A grande vantagem de Catamo neste regresso é o facto de Esgaio estar a ser alvo de críticas, sobretudo depois da derrota na terça-feira com o Braga, à tangente, na meia-final da Taça da Liga.

Catamo desfalcou o Sporting de Portugal em alguns jogos, tal como o costa-marfinense Diomande, que continua a disputar o CAN, e o japonês Morita, que disputa a Taça Asiática das Nações. O jogador moçambicano, que até defrontou o Estoril de Praia, antes de se juntar aos Mambas, no jogo que o leão goleou por 5-1, esteve ausente de quatro jogos, nomeadamente diante do Tondela (4-0 na Taça de Portugal), Chaves (3-0), Vizela (5-2) e agora Braga (0-1 para a Taça da Liga).

O extremo esquerdo, ora utilizado como extremo direito para aproveitar a sua flexibilidade para o interior, tinha deixado o Sporting depois de quatro jogos consecutivos a titular e agora trabalha para recuperar o lugar que está com Ricardo Esgaio.

O facto é que Geny Catamo regressa motivado do CAN. Chega à Academia depois de dois jogos por Moçambique, derrota com Cabo Verde por 0-3 e empate com o Gana (2-2), partida em que marcou um golo e fez a assistência para o outro. Está em condições físicas para jogar, vai tentar convencer Rúben Amorim de que pode reassumir a titularidade já na segunda-feira. A luta é com Esgaio.

Luta acesa pelo lugar já para o jogo de segunda-feira, com o Casa Pia, da jornada 19 do campeonato.

Os Mambas regressam à casa depois da participação no CAN da Costa do Marfim. Mas é um regresso glorioso, esperançoso e deixa muitos moçambicanos orgulhosos dos 23 jogadores que os representaram na Costa do Marfim. Caimos na fase de grupos, mas caímos em pé, porque deixamos em sentido as grandes potências africanas e mundiais: Egipto e Gana. O os jogadores foram briosos em campo.

Os Mambas entraram para o Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim sendo outsiders do grupo B, tal como Cabo Verde, uma vez que se esperava que Egipto e Gana fossem as equipas qualificadas e os Mambas e Tubarões Azuis lutarem pelos três pontos que dariam acesso a um dos quatro melhores terceiros de todos os grupos.

A realizade no terreno provou o contrário, com Cabo Verde a se mostrar um Tubarão duro de ultrapassar, ao vencer Gana e Moçambique e empatar com Egipto, qualificando-se em primeiro lugar com sete pontos.

Moçambique, por seu turno, muito fez, principalmente diante das grandes potências, nomeadamente Egipto e Gana, criando grandes dificuldades e, acima de tudo, a colocar as duas selecções em sentido.

Foi, do resto, uma prestação que, longe de ser o desejado, já que os Mambas queriam fazer história, acabou por ser aceitável e a revelar que há espaço para ombrear olhos nos olhos com qualquer selecção africana.

Os jogadores foram briosos e deixaram a pele em campo, principalmente diante do Egipto e Gana, onde estiveram perto de alcançar vitórias e fazer história. Ao todo, Chiquinho Conde utilizou 21 jogadores convocados, tendo ficado de fora apenas o guarda-redes Fazito e o central David Malembane, este último que esteve lesionado.

João Bonde fez apenas três minutos neste CAN e Amadou nove minutos, os únicos que não tiveram acima de 10 minutos na competição. Shaquile é outro dos jogadores que não conseguiu fazer metade de uma partida de futebol.

Em sentido contrário estão dois jogadores que fizeram a totalidade dos 270 minutos dos três jogos, nomeadamente o lateral esquerdo Reinildo Mandava, que relançou na disputa do lugar no Atlético Madrid, e o central Mexer Sitoe, que foi uma das melhores unidades dos Mambas.

Do resto, Chiquinho Conde tirou proveito de cada um dos jogadores convocados para esta competição, onde todos deram o seu melhor, incluíndo Ernan e Edmilson, que não estiveram bem nmo embate diante do Cabo Verde.

 

GUIMA E ALFONSO FORAM REFORÇOS DE LUXO

Dos convocados de Chiquinho Conde há que destacar dois jogadores recentemente naturalizados para representarem a selecção nacional. Ricardo Guimarães, do Chaves de Portugal, e Alfons Amade, do Ostende da Bélgica, foram, de longe, as melhores unidades dos moçambicanos.

Os dois jogadores, chegaram, viram, foram titularíssimos e ganharam espaço e granjearam simpatias dos moçambicanos. As suas exibições foram de grande nível nos Mambas, onde deram consistência ao meio campo moçambicano, correram que se fartaram, jogaram e fizeram jogar os seus colegas. Enfim, foram dois reforços de luxo para a equipa de Chiquinho Conde.

Basta frisar que Guima foi o primeiro jogador de Moçambique a ser eleito homem do jogo num jogo do CAN, diante de um colosso como Egipto, revela a sua importância no conjunto moçambicano. Aliás, Guima foi, do resto, uma das unidades de destaque no jogo diante do Gana, tal como Alfons Amade, que jogou discreto mas muito visível, sem comprometer.

Dos que são habituais na selecção nacional, Mexer e Reinildo foram, sem sombra de dúvidas, as nossas unidades de destaque. Mexer, sempre atento e muito confiante nas bolas de cima, vencia quase todos os duelos aéreos. Reinildo não permitia subidas no seu lado esquerdo e, vezes sem conta, fazia o corredor com alguma tranquilidade, principalmente contando com o apoio de Bruno Langa, outro jogador de destaque nos Mambas.

Aliás, Bruno Langa não fica de fora quando se fala de jogadores que estiveram acima da média neste CAN. Faltou muito de Geny Catamo, principalmente diante do Cabo Verde, quando os moçambicanos muito esperavam dele. De certo que esta sua primeira experiência num CAN vai fazer o jogador crescer sobremaneira e com maus gana de regressar a mais fases finais da maior competição futebolística do país.

 

DOMINGUES: O ÚLTIMO CAN?

Quem pode ter se despedido desta competição é o capitão Domingues. Já sem aquela frescura física habitual devido à idade que ostenta (o capitão já passou dos 40 anos), Domingues fez metade dos minutos dos Mambas no CAN. Foi titular no primeiro jogo, diante do Egipto, onde correu que se fartou, mas acabou no banco nos jogos seguintes, tendo entrado na segunda parte diante do Cabo Verde, a alinhar com o resto dos colegas que não estiveram bem em campo.

Diante do Gana voltou a iniciar o jogo no banco e entrou faltando 17 minutos para o final. Foi tempo suficiente para desequilibrar o jogo, colocar os ganeses no seu devido lugar e empurrar os Mambas a um empate que, desta vez, sabe mesmo a empate, mais descaído a vitória.

Domingues pode ter feito os últimos minutos ao serviço dos Mambas num CAN, já que ainda pode ser chamado para os jogos de Março e Junho, mas sem grande possibilidades de chegar ao CAN do próximo ano.

Entretanto é preciso destacar a acção do capitão dentro das quatro linhas como de um verdadeiro líder, aquele que consegue carregar toda equipa às costas e, mesmo com a idade que tem, continuar a fazer maravilhas e a levantar o público moçambicano.

Terá sido o último CAN de Domingues, mas a sua prestação será sempre lembrada. Aliás, mesmo sem estar mais em campo, Domingues merece um lugar na equipa técnica para continuar a levantar o ânimo dos jogadores.

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