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O País – A verdade como notícia

Os Mambas regressam à casa depois da participação no CAN da Costa do Marfim. Mas é um regresso glorioso, esperançoso e deixa muitos moçambicanos orgulhosos dos 23 jogadores que os representaram na Costa do Marfim. Caimos na fase de grupos, mas caímos em pé, porque deixamos em sentido as grandes potências africanas e mundiais: Egipto e Gana. O os jogadores foram briosos em campo.

Os Mambas entraram para o Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim sendo outsiders do grupo B, tal como Cabo Verde, uma vez que se esperava que Egipto e Gana fossem as equipas qualificadas e os Mambas e Tubarões Azuis lutarem pelos três pontos que dariam acesso a um dos quatro melhores terceiros de todos os grupos.

A realizade no terreno provou o contrário, com Cabo Verde a se mostrar um Tubarão duro de ultrapassar, ao vencer Gana e Moçambique e empatar com Egipto, qualificando-se em primeiro lugar com sete pontos.

Moçambique, por seu turno, muito fez, principalmente diante das grandes potências, nomeadamente Egipto e Gana, criando grandes dificuldades e, acima de tudo, a colocar as duas selecções em sentido.

Foi, do resto, uma prestação que, longe de ser o desejado, já que os Mambas queriam fazer história, acabou por ser aceitável e a revelar que há espaço para ombrear olhos nos olhos com qualquer selecção africana.

Os jogadores foram briosos e deixaram a pele em campo, principalmente diante do Egipto e Gana, onde estiveram perto de alcançar vitórias e fazer história. Ao todo, Chiquinho Conde utilizou 21 jogadores convocados, tendo ficado de fora apenas o guarda-redes Fazito e o central David Malembane, este último que esteve lesionado.

João Bonde fez apenas três minutos neste CAN e Amadou nove minutos, os únicos que não tiveram acima de 10 minutos na competição. Shaquile é outro dos jogadores que não conseguiu fazer metade de uma partida de futebol.

Em sentido contrário estão dois jogadores que fizeram a totalidade dos 270 minutos dos três jogos, nomeadamente o lateral esquerdo Reinildo Mandava, que relançou na disputa do lugar no Atlético Madrid, e o central Mexer Sitoe, que foi uma das melhores unidades dos Mambas.

Do resto, Chiquinho Conde tirou proveito de cada um dos jogadores convocados para esta competição, onde todos deram o seu melhor, incluíndo Ernan e Edmilson, que não estiveram bem nmo embate diante do Cabo Verde.

 

GUIMA E ALFONSO FORAM REFORÇOS DE LUXO

Dos convocados de Chiquinho Conde há que destacar dois jogadores recentemente naturalizados para representarem a selecção nacional. Ricardo Guimarães, do Chaves de Portugal, e Alfons Amade, do Ostende da Bélgica, foram, de longe, as melhores unidades dos moçambicanos.

Os dois jogadores, chegaram, viram, foram titularíssimos e ganharam espaço e granjearam simpatias dos moçambicanos. As suas exibições foram de grande nível nos Mambas, onde deram consistência ao meio campo moçambicano, correram que se fartaram, jogaram e fizeram jogar os seus colegas. Enfim, foram dois reforços de luxo para a equipa de Chiquinho Conde.

Basta frisar que Guima foi o primeiro jogador de Moçambique a ser eleito homem do jogo num jogo do CAN, diante de um colosso como Egipto, revela a sua importância no conjunto moçambicano. Aliás, Guima foi, do resto, uma das unidades de destaque no jogo diante do Gana, tal como Alfons Amade, que jogou discreto mas muito visível, sem comprometer.

Dos que são habituais na selecção nacional, Mexer e Reinildo foram, sem sombra de dúvidas, as nossas unidades de destaque. Mexer, sempre atento e muito confiante nas bolas de cima, vencia quase todos os duelos aéreos. Reinildo não permitia subidas no seu lado esquerdo e, vezes sem conta, fazia o corredor com alguma tranquilidade, principalmente contando com o apoio de Bruno Langa, outro jogador de destaque nos Mambas.

Aliás, Bruno Langa não fica de fora quando se fala de jogadores que estiveram acima da média neste CAN. Faltou muito de Geny Catamo, principalmente diante do Cabo Verde, quando os moçambicanos muito esperavam dele. De certo que esta sua primeira experiência num CAN vai fazer o jogador crescer sobremaneira e com maus gana de regressar a mais fases finais da maior competição futebolística do país.

 

DOMINGUES: O ÚLTIMO CAN?

Quem pode ter se despedido desta competição é o capitão Domingues. Já sem aquela frescura física habitual devido à idade que ostenta (o capitão já passou dos 40 anos), Domingues fez metade dos minutos dos Mambas no CAN. Foi titular no primeiro jogo, diante do Egipto, onde correu que se fartou, mas acabou no banco nos jogos seguintes, tendo entrado na segunda parte diante do Cabo Verde, a alinhar com o resto dos colegas que não estiveram bem em campo.

Diante do Gana voltou a iniciar o jogo no banco e entrou faltando 17 minutos para o final. Foi tempo suficiente para desequilibrar o jogo, colocar os ganeses no seu devido lugar e empurrar os Mambas a um empate que, desta vez, sabe mesmo a empate, mais descaído a vitória.

Domingues pode ter feito os últimos minutos ao serviço dos Mambas num CAN, já que ainda pode ser chamado para os jogos de Março e Junho, mas sem grande possibilidades de chegar ao CAN do próximo ano.

Entretanto é preciso destacar a acção do capitão dentro das quatro linhas como de um verdadeiro líder, aquele que consegue carregar toda equipa às costas e, mesmo com a idade que tem, continuar a fazer maravilhas e a levantar o público moçambicano.

Terá sido o último CAN de Domingues, mas a sua prestação será sempre lembrada. Aliás, mesmo sem estar mais em campo, Domingues merece um lugar na equipa técnica para continuar a levantar o ânimo dos jogadores.

Terminou, segunda-feira, a participação dos Mambas no Campeonato Africano de Futebol (CAN). Não poderia ter sido doutra maneira. A selecção nacional arrastou consigo um gigante do futebol africano, o Gana.

Um empate a duas bolas, porém irrisório nas contas finais, amputou o sonho de uma nação, que perante as bem conseguidas exibições do conjunto moçambicano mantinha acesa a sagrada esperança de sonhar com um lugar na fase seguinte da prova.

Contas à parte, a verdade é que, vista à lupa, a participação dos Mambas no CAN deixou muitas lições, que, bem aproveitadas, podem tornar o país mais respeitado ainda. Moçambique não deve nada a ninguém no contexto do futebol africano.

África e o mundo testemunharam o quanto a obstinação pode aglutinar sentimentos, afagar corações e, mais do que isso, fazer levitar uma nação antes vista a palmilhar num asfalto com sola gasta. Doravante, já não se pode falar do futebol do “Berço da Humanidade” e simplesmente fingir-se “demência” perante a existência de uma bandeira com cores reluzentes.

Moçambique exibiu-se, não apenas pelo esteticismo e sinfonia do Hino Nacional, a Pátria Amada, mas também pela vontade de querer fazer história, de construir uma nação convergente e, sobretudo, de carregar um sonho dos mais de 30 milhões de moçambicanos numa só força. A prestação da selecção nacional no CAN pode ser vista em três dimensões: tentativa, queda e superação!

 

TENTATIVA

Arredados do convívio dos grandes há 14 anos, os Mambas voltaram, meritoriamente, a fazer parte da plêiade do futebol africano. Calhou-nos um colosso para orientar o baptismo do nosso regresso à maior festa do desporto-rei a nível continental: o Egipto.

Era expectável, olhando para o seu palmarés, que os “faraós” despachassem os Mambas. Moçambique apresentou-se destemido, mais confiante no seu trabalho e longe dos complexos de inferioridade. Masoquista e habituada a dar a volta por cima, a selecção nacional sofreu um revés ainda na alvorada do jogo, ao consentir um golo.

Os Mambas não desistiram da luta. Foram atrás do prejuízo e, como sempre, o esforço é recompensado. O combinado nacional chegou ao empate através de Witti. Tudo em aberto. Autêntica bala de prata de Chiquinho Conde, Clésio Baúque, com uma nota artística, deu viragem ao marcador, apontando o segundo tento para o conjunto moçambicano.

Era o renascer da esperança. Com muita galhardia, os jogadores deixaram tudo em campo, mas, num lance estranho, o árbitro da partida, com a ajuda do videoárbitro, viria a sentenciar a partida. Coube a Mahomed Salah, estrela do gigante Liverpool, assinar a sentença, convertendo a grande penalidade. Foi doloroso!

O empate a duas bolas castigava o esforço dos Mambas, que tentaram tombar um gigante africano. Tentaram, acima de tudo, abrir uma nova página no histórico de participações no CAN. Moçambique esteve perto de alcançar a sua primeira vitória na prova. Ficou a tentativa.
QUEDA

Depois do agridoce empate diante do Egipto, a selecção nacional tinha pela frente o Cabo Verde, numa autêntica “cimeira” lusófona. Os cabo-verdianos vinham de uma vitória diante do poderoso Gana.

Moçambique tinha noção de que, vencendo esta partida, tinha uma réstia de luz para sonhar com uma possível qualificação para os oitavos-de-finais, embora para tal fosse imperioso derrotar o Gana na última jornada do grupo. Os “Tubarões Azuis” apresentaram-se na sua melhor versão, ainda que longe de um futebol arrebatador.

Um erro clamoroso de Ernani Siluane permitiu que os cabo-verdianos se adiantassem no marcador. Duro golpe para os Mambas, que faziam tudo de forma atabalhoada. Longe da postura apresentada na partida inaugural contra os “faraós”, o combinado nacional não conseguiu parar a avalanche do Cabo Verde.

Num outro erro descomunal de Edmilson Dove, os “Tubarões Azuis” chegaram ao segundo golo, tento que complicou ainda mais a situação dos Mambas. A apatia em todos os sectores da equipa e a inércia na abordagem do jogo fizeram com que o combinado nacional se limitasse a defender.

O Cabo Verde continuava a jogar no limite do erro do conjunto moçambicano. Moçambique voltou a claudicar, consentindo o terceiro golo. Ficou complicado. De uma selecção que arrebatou corações contra o Egipto passava a deixar uma outra imagem. Foi uma queda, das enormes.

SUPERAÇÃO

O jogo contra o Cabo Verde foi de má memória para a selecção nacional. Era preciso, por isso, mudar o rumo da história. Pela frente, Moçambique tinha de vencer, a todo o custo, o todo-poderoso Gana, ferido no seu orgulho depois de somar um empate com o Egipto.

Uma entrada periclitante diante das “Estrelas Negras” permitiu que os Mambas sofressem um golo nos instantes iniciais, num lance em que Infren Matola derrubou um adversário na grande área.

Mais uma vez, à semelhança do que aconteceu no jogo inaugural, os Mambas foram obrigados a correr atrás do prejuízo. Apesar do esforço empreendido, não conseguiam atinar com a baliza do Gana. Antes pelo contrário, as “Estrelas Negras” chegaram ao segundo golo, mais uma vez numa situação de grande penalidade. O sonho de chegar aos oitavos-de-final parecia cada vez mais utópico.

Aguentaram-se. Os Mambas discutiram o resultado, até que se beneficiaram de uma penalidade bem cobrada por Geny Catamo. O caminho da superação estava aberto. De cabeça, Reinildo Mandava encarnou o rosto da superação empatando a partida.

Já não havia muito por se fazer. Mas ficou uma lição, a capacidade de superação da selecção nacional nos momentos mais tenebrosos. Superaram, não só o resultado, assim como as tendenciosas arbitragens.

A selecção nacional poderia ter alcançado outros voos. Ainda assim, sai da competição de cabeça erguida. Para trás fica uma epopeica narrativa, que, com mais sorte e uma dose de experiência, poderia ter sido escrita em pergaminhos de ouro. Valeu pela superação.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, está eliminada do Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim, após somar mais um empate, novamente a dois golos, diante do Gana, em partida da terceira e última jornada do grupo B da fase final da prova. Foi eliminação precoce que, mesmo sem ter estado nas contas iniciais, acaba por doer, em função do que os Mambas fizeram diante dos dois colossos do grupo.

Fim da linha para os Mambas no CAN da Costa do Marfim. Neste grupo, Cabo Verde e Egipto seguem para os oitavos de final.
O selecionador nacional, Chiquinho Conde, reagindo à prestação da sua equipa disse que está orgulhoso do trabalho feito pelos jogadores que mostraram espírito de equipa.

Numa partida em que o combinado moçambicano teve maior posse de bola, o Gana marcou primeiro por Jordan Ayew através de uma grande penalidade, aos 15 minutos, resultado com que as duas equipas foram ao intervalo.

Na segunda parte, a equipa ganesa ampliou o resultado, novamente através de Jordan Ayew, também de grande penalidade, aos 69 minutos.
Apesar da desvantagem, os mambas não baixaram os braços, tendo reduzido o resultado já em período de compensação, através de um penálti convertido por Geny Catamo, jogador do Sporting.

A selecção nacional chegou ao empate, aos 90+3, com Reinildo Mandava, jogador do Atlético de Madrid, a marcar de cabeça.

O Seleccionador Nacional, Chiquinho Conde, parabenizou os seus jogadores pela sua brilhante actuação no jogo desta segunda-feira (22), que terminou empatado a duas bolas diante do Gana (2-2), partida a contar para a terceira e última jornada do CAN Costa do Marfim.

Na conferência de imprensa pós-jogo, Chiquinho Conde lamentou o facto do árbitro principal influenciar directamente no resultado da partida e parabenizou os seus atletas que foram brilhantes.

“Hoje sou um treinador triste, porque vi no semblante triste na cara dos meus jogadores pela injustiça dentro do campo. Nós somos um país que esta a evoluir no futebol. Acho que o primeiro pênalti foi forçado, se fosse ao contrário não marcariam, não sei o segundo, acho que o árbitro condicionou o jogo. Para um jogo desta dimensão que se está a disputar a segunda e terceira posição ser condicionado pela equipa de arbitragem é muito triste. Vi a frustração na cara dos meus jogadores, estar a perder por duas bolas até aos 90′ e em pouco tempo conseguimos fazer dois golos e empatar o jogo, acho que se tivéssemos mais alguns minutinhos teríamos revirado, pois estávamos forte ofensivamente. Queremos continuar neste tipo de campeonatos. Quero dar os parabéns aos meus jogadores que foram briosos dentro do campo, e ao povo moçambicano que nos apoiou em todos os momentos. Queríamos dar a vitória ao povo de Cabo Delgado, que sofre e merecia esta vitória” referiu Chiquinho Conde.

Moçambique terminou a competição partilhado a terceira posição com dois pontos, frutos de dois empates a duas bolas, contra Egipto e Gana. Pela primeira vez os “Mambas” conseguiram somar dois pontos no certame. O combinado nacional marcou quatro golos e sofreu sete.

 

 

REINILDO É REFORÇO DO ATLÉTICO DE MADRID PARA O JOGO DESTA QUINTA-FEIRA DIANTE DO SEVILHA

De acordo com o diário espanhol, “Mundo Desportivo”, com a lesão do espanhol, César Azpilicueta, o Atlético de Madrid necessita dos trabalhos do internacional moçambicano, Reinildo Mandava, que esteve com o combinado Nacional, na CAN Costa do Marfim, representando os “Mambas”.

O clube “Colchonero” voltou a ter uma grande baixa na linha defensiva, com a lesão do polivalente espanhol, César Azpilicueta. Assim, o clube madrileno espera que Reinildo Mandava possa colmatar esta baixa e ajudar o clube no jogo desta quinta-feira contra o Sevilha, partida inserida na Taça do Rei.

Reinildo Mandava cumpriu todos os três jogos da fase de grupos na CAN, e jogou 90’ em todos eles. O lateral-esquerdo moçambicano marcou o golo do empate entre Moçambique e Gana, na última jornada da série “B”.

O jogador moçambicano de 30 anos fez exibições de alto nível nos três duelos e ganhou alguma rodagem, algo que o técnico argentino D. Simeone esperava.

O diário espanhol escreve que o técnico argentino espera que o moçambicano esteja disponível para o jogo desta quinta-feira, pois será um reforço para a equipa.

Reinildo volta para casa. Moçambique foi eliminado da Taça de África apesar de quase ter conseguido um milagre no confronto contra o Gana, com o jogador do Atlético de Madrid como protagonista.

Porque o Las Estrellas Negras venceu por 0 a 2 aos 90 minutos da partida e teve o passe para a próxima rodada na mão. Mas um desconto absurdo virou tudo de cabeça para baixo.

Jordan Ayew colocou Gana na frente com dois gols, ambos nos pênaltis, mas aos 92 minutos Catamo também diminuiu a diferença de pênalti.

E aos 94 minutos, em cobrança de escanteio, Reinildo cabeceou para a rede para empatar e dar esperança aos Los Mambas, que pressionaram para conseguir uma reviravolta que teria sido histórica.

Não chegou e Moçambique foi eliminado e Gana à beira do abismo. Porque os homens de Iñaki Williams precisam de uma carambola tripla para chegar às oitavas de final. Que os Camarões empatem com a Gâmbia, que a Zâmbia perca com Marrocos e que a Tanzânia não vença a RD Congo.

 

RETORNA COM FILMAGEM

O facto é que Moçambique está eliminado e com isso Reinildo regressará à disciplina do Atlético de Madrid com um remate importante depois da lesão que sofreu em Fevereiro do ano passado e que uma vez recuperado só lhe permitiu jogar alguns minutos com o equipe rojiblanco até sair com a sua equipe.

Parece muito precipitado que Reinildo esteja disponível para o jogo de quinta-feira contra o Sevilla, pelas quartas de final da Copa del Rey, mas certamente estará à disposição de Cholo para o jogo de domingo contra o Valencia.

Apesar de conhecer o moçambicano, não se pode descartar que seja um reforço de luxo para a partida do torneio K.O.

A Selecção Moçambicana de Futebol (Mambas) empatou na noite desta segunda-feira, diante do Gana por duas bolas, e mesmo assim, foi afastada do CAN que decorre na Costa do Marfim.

Neste grupo, Cabo Verde e Egipto seguem para os oitavos de final.

O  selecionador nacional, Chiquinho Conde, reagindo a prestação da sua equipa disse que está orgulho do trabalho feito pelos jogares que mostraram espírito de equipa.

Numa partida em que o combinado moçambicano teve maior posse de bola, o Gana marcou primeiro por Jordan Ayew através de uma grande penalidade, aos 15 minutos, resultado com que as duas equipas foram ao intervalo.

Na segunda parte, a equipa ganesa ampliou o resultado, novamente através de Jordan Ayew, também de grande penalidade, aos 69 minutos.

Apesar da desvantagem, os mambas não baixaram os braços, tendo reduzido o resultado já em período de compensação, através de um penálti convertido por Geny Catamo, jogador do Sporting.

A selecção nacional chegou ao empate, aos 90+3, com Reinildo Mandava, jogador do Atlético de Madrid, a marcar de cabeça.

O jovem piloto moçambicano Rodrigo Almeida depois de um convite de última hora pela equipa Mulner Racing para participar na segunda prova do PTWS – Prototype Winter Series, onde em conjunto com o colega de equipa alcançou o seu primeiro pódio na categoria de LMP3 e logo na sua estreia.

A participação do Rodrigo deveu-se a um convite de última hora por parte da equipa que o deixou muito agradado pelo reconhecimento e também pelo oportunidade. Esta foi a segunda prova da série PTWS – Prototype Winter Series organizada pela Gedlich em Portugal e Espanha nesta altura de defeso de época na europa e onde as equipas aproveitam estas provas para fazer testes de Inverno para preparação assim como as marcas para selecção de potenciais pilotos para as suas estruturas.

A competição decorreu este fim de semana no Autódromo Internacional do Algarve em Portimão, Portugal onde o piloto moçambicano demonstrou um desempenho notável ao longo do fim de semana. Esta foi a estreia aos comandos de um LMP3.

“É sempre muito importante aproveitar bem as oportunidades que tenho em todas as áreas e obter o melhor resultado possível e acho que foi um fim-de-semana muito positivo”, considerou Rodrigo Almeida, destacando o facto da sua equipa ter conseguido ter resolvidos todas as situações que aconteceram. “Foi um fim de semana excelente que nos deixa com bom feeling para o que poderá vir para a época de 2024”, disse.

Rodrigo Almeida disse que ainda não tem a época de 2024 fechada e que para breve poderá dar boas notícias. “para a próxima semana está previsto poder dizer qual será a época de 2024.”, sustentou.

A determinação e espírito competitivo de Rodrigo Almeida permanecem inabaláveis e o piloto está agora ansioso por enfrentar novos desafios, fortalecido pela experiência adquirida.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, defronta, esta segunda-feira, a sua congénere do Gana, em partida da terceira e última jornada do grupo B da fase final do CAN da Costa do Marfim. É o tudo ou nada diante das Estrelas Negras, sendo que o resultado que interessa aos Mambas é a vitória, para fazer história no CAN

Tudo ou nada! É fazer história ou deixar a história passar ao lado! Diante do Gana só um resultado interessa aos Mambas se quiserem manter vivo o sonho de fazer história neste CAN.

É que, com Cabo Verde já qualificado em primeira no grupo e a defrontar o Egipto, segundo com dois pontos, há mais possibilidade de o seleccionador cabo-verdiano, “Budista”, usar a segunda linha dos jogadores, para permitir que todos tenham oportunidade de jogar na prova, e consequentemente mais possibilidades dos faraós saírem vencedores.

Nesta ordem de ideias, Moçambique e Gana, que contam com um ponto cada, estariam a lutar por um melhor terceiro lugar, dos quatro que passam para a fase seguinte. Mas, para tal, teriam de sair do jogo com a vitória para somar quatro pontos e sonhar.

Por isso, será o jogo do tudo ou nada para os Mambas, o mesmo para as Estrelas Negras, para continuarem a fazer história, ou então deixarem que a história passe ao lado e a selecção regresse mais cedo ao país.

Gana: Osso duro de roer

Moçambique não terá tarefa facilitada no embate desta segunda-feira diante do Gana, um adversário que nunca antes tinha ganhado. São seis jogos na história dos confrontos entre as duas selecções, dos quais as Estrelas Negras venceram quatro jogos e empataram dois.

No CAN da África do Sul, em 1996, o Gana venceu por duas bolas sem resposta, no primeiro jogo de sempre entre as duas selecções.

Dois anos depois, as duas selecções defrontaram-se duas vezes em jogos de controlo que antecediam à fase final do CAN do Burquina Faso. No primeiro deles, a 14 de Janeiro, houve empate sem abertura de contagem, e no segundo, a 19 do mesmo mês, as Estrelas Negras venceram por 3-1, com Tico-Tico a marcar o golo de honra.

No ano seguinte, na fase de qualificação para o CAN do ano 2000, os Mambas foram afastados na eliminatória única, por uma bola sem resposta, somando a terceira derrota com o Gana.

Os dois últimos confrontos aconteceram em 2016, na qualificação para o CAN 2017, com o Gana a vencer o primeiro jogo, em Accra, novamente por 3-1, com Sonito a apontar o tento de honra, e na segunda volta, em Maputo, registo do segundo empate, novamente sem abertura de contagem.

Realce nas duas selecções para jogadores que voltam a cruzar-se, entre os quais Jonathan Mensah, Jordan Ayew, Daniel Amartey e Andre Ayew, do lado das Estrelas Negras; Edmilson, Clésio, Reinildo, Domingues, Gildo e Witi, do lado dos Mambas.

Em mais um frente-a-frente entre os jogadores das duas equipas, resta saber quem sairá o vencedor do embate entre Moçambique e Gana, marcado para as 22h00 de Maputo, mesma hora em que Cabo Verde e Egipto disputam o outro jogo do grupo B.

Os Mambas perderam por três bolas sem resposta diante do Cabo Verde e comprometeram a qualificação para a fase seguinte do CAN. A selecção nacional precisa vencer o próximo jogo contra o Gana e esperar por um empate ou derrota do Egipto para garantir a qualificação.

Não foi desta. Falhamos tudo. A defender, a construir o jogo e atacar. Complicado! Muito complicado. A festa não foi nossa, mas sim deles. O aviso de que a maré seria alta veio do Bebé. Ernani é o único que não entendeu. Faltou às aulas de concentração e o resultado não poderia ser diferente. De Bebé só tem apenas o nome.

A sua atitude é de adultos. A reacção até foi boa. Geny Catamo chamou a si a sua ousadia e foi derrubado dentro da área. O alarme tocou! Se não é contra nós, também não é a nosso favor. Penalty?! Foi apenas uma ilusão de óptica. O vídeo-árbitro anulou a esperança dos moçambicanos.

Era preciso mudar de postura. Chiquinho Conde entendeu a mensagem. Lança Dominguez e Lau King para os lugares de Witi e Ratifo. A intenção foi boa. Erro crasso. Edmilson aborda mal o lance. Prenda de Natal antecipada. Ryan soube agradecer. Complicado.

Muito complicado! Geny Catamo quase manteve acesa a sagrada esperança de virar o curso da história. À sua frente tinha dois adversários: o guarda-redes e o travessão. Eficácia é com eles. Teve espaço para ensaiar, Kevin encheu o pé de fé, quiçá pensando nos mais cinco milhões de cabo-verdianos.

Ernani esteve lá, mas não para evitar o pior. Não havia muito por se fazer. A única certeza é que ainda há mais marés que marinheiros. Gana é o próximo adversário.

Por: Henrique Aly (jornalista da SuperSport)

 

A seleção de futebol de Cabo Verde representa um país composto por 10 ilhas, localizado a cerca de 400 milhas da costa ocidental de África.

A 14ª posição no ranking da CAF, confere aos “Tubarões azuis” o merecido e arduamente conquistado rótulo de melhor equipa entre as quatro representantes dos PALOP’s na 34ª edição da Taça das Nações Africanas, que decorre na Costa do Marfim entre 13 de Janeiro e 11 de Fevereiro deste ano.

Qualificaram-se para esta edição com bastante tranquilidade, confirmando o apuramento a uma jornada do fim e esperam igualar ou até melhorar o seu desempenho da estreia na CAN 2013, quando chegaram aos quartos-de-final.

EQUIPA DAS “NAÇÕES UNIDAS”

Longe de ser uma seleção candidata ao título, até porque se apresenta apenas pela 4ª vez na maior cimeira de futebol do continente berço da humanidade, numa prova que inscreve 12 campeões das 33 edições anteriores, Cabo Verde chama a atenção por uma particularidade: é a única seleção na CAN 2023 com 24jogadores selecionados de 24 clubes diferentes, baseados em 16 países e apenas o defesas Ianique dos Santos Tavares “Stopira” atua num clube cabo-verdiano.

Isso não é necessariamente incomum, especialmente para países de África com diásporas estendidas e histórias de colonialismo europeu. Por exemplo, 8atletas da Costa do Marfim não nasceram no país sede da Copa africana. A Argélia tem 14 atletas nascidos no estrangeiro, Marrocos apresenta-se com 17.

A ligeira diferença em relação a Cabo Verde é a variedade de locais de onde vem o seu plantel. Todos os oito jogadores da Costa do Marfim, com exceção de um, nasceram na França. Os argelinos vêm de França e dos Países Baixos. Marrocos tem jogadores nascidosem quatro países diferentes, mas é incomum que uma seleção nacional se baseie num grupo tão heterogénio.

A migração generalizada de Cabo Verde, que até 1975 fazia parte de Portugal, iniciou-se nas décadas de 1960 e 70, levando ao estabelecimento de significativas comunidades cabo-verdianas em França, Holanda, EUA e, claro, em Portugal. Os cabo-verdianos nativos espalharam-se, estabeleceram-se e são os seus filhos – ou filhos destes – que hoje formam a base da equipa nacional de futebol.

Mas demorou um pouco até que eles explorassem essa diáspora. A título de exemplo, quando o país se estreou no torneio continental em 2013, dos 23 convocadoshavia 18 nascidos nas ilhas. Foi a partir de 2018, no segundo consolado do selecionador Rui Águas, antigo craque do Benfica, do FC Porto e da seleção portuguesa, que se deu um impulso significativo ao recrutamento de descendentes espalhados pelos quatro cantos do mundo. Estava lançada a matriz do que é hoje uma espécie de seleção global. Em muitos aspetos, Cabo Verde é como um clube cosmopolita moderno. Enquanto muitas equipas nacionais são compostas por jogadores de origens e culturas semelhantes, Cabo Verde é mais cosmopolita.

 

CRIOULO, A CHAVE DA UNIÃO

Quatro jogadores selecionados para o torneio deste anosão holandeses de nascença, incluindo o meio-campista Deroy Duarte, do Fortuna Sittard. “É algo especial”, diz ele sobre a diversidade dentro do elenco. “Muitos jogadores vêm de países diferentes, tiveram uma educação diferente, ambientes diferentes, mas quando nos concentramos parece que estamos todos juntos há muito tempo.”

O centro-campista Jamiro Monteiro, que também nasceu e cresceu nos Países Baixos, filho de pais cabo-verdianos, acrescenta: “Somos um país pequeno, mas os cabo-verdianos estão em todo o lado. Todos vêm de países diferentes, mas o mais importante é entendermo-nos.”

A chave para isso é a língua que, no caso de Cabo Verde, é o crioulo — ou, mais especificamente, uma versão cabo-verdiana do crioulo que é exclusiva das ilhas. Ajuda-os a sentirem que não só têm algo em comum, mas algo que mais ninguém tem.

“O crioulo é a língua dominante no plantel”, diz o defesa Roberto Lopes, que joga no Shamrock Rovers da Irlanda, país onde nasceu e tem o inglês como língua primária. “No país, tudo é ensinado em português, mas as pessoas falam crioulo. É uma língua muito difícil aprender a não ser que se esteja perto de cabo-verdianos porque não há literatura para estudar. Cria uma sensação de união. Quando estamos a treinar ou no hotel, há sempre música cabo-verdiana a tocar. Ganha-se uma noção da cultura e do património.”

 

ORGULHO E PATRIOTISMO

Nas equipas nacionais que apresentam um número significativo de jogadores que nasceram e cresceram fora do país, por vezes há um preconceito de que não serão tão comprometidos como os jogadores “nativos”. É algo comum quando as coisas não correm bemculpar-se os jogadores “estrangeiros” pela sua alegada falta de compromisso e patriotismo.

Mas, Cabo Verde projeta um cenário diferente. Aprincipal razão é que a motivação dos jogadores não é apenas pessoal: a razão pela qual eles representamuma nação diferente de onde nasceram são os seus pais. Portanto, na maioria dos casos, eles jogam mais pelo orgulho das suas famílias do que para si mesmos. Trata-se de algo maior do que eles.

“Jogar pela terra dos teus pais, pelo país da tua família, é diferente”, diz Jamiro Monteiro, jogador dos San Jose Earthquakes da liga norte-americana. “Para mim, parece que nasci lá. Não consigo descrever o sentimento quando vou lá e a forma como as pessoas te veem e te respeitam.”

É um sentimento ecoado por Laros Duarte, que salienta que a sua família “também recebe muito amor e crédito porque os seus filhos estão a jogar por Cabo Verde”.

Lá está, novamente, a sensação de que a seleção de Cabo Verde é apenas um ótimo lugar para passar algum tempo, mas os jogadores fazem questão de deixar claro que esta não será uma escapadela para férias, onde todos têm algumas semanas adoráveis longe de casa.

“Queremos fazer história”, diz Duarte. “Desejamoscolocar Cabo Verde mais no mapa. Vai ser muito bomse chegarmos aos oitavos-de-final, mas também a jogar de uma forma que os adeptos gostem.”

Este é o perfil resumido da seleção que Moçambique se prepara para defrontar na 2ª jornada da fase de grupos da CAN 2023, depois de ter arrancado um empate histórico, a duas bolas, contra o Egito, na mesma ronda em que os cabo-verdianos surpreenderam derrotando o Gana por 2-1 para assumirem a liderança do grupo B.

No histórico de confrontos, Mambas e Tubarões azuis venceram dois jogos cada e empataram uma vez. Já não se cruzam desde aquela fatídica tarde de 30 de Março de 2021 quando a jogar em casa e a precisar de vencer para nivelar o confronto direto, Moçambique perdeu com Cabo Verde no estádio nacional do Zimpetopor 1-0 e viu novamente adiado o seu regresso à Taça das Nações Africanas.

Será esta a hora da desforra dos moçambicanos?

Sexta-feira, 19 de Janeiro, é dia de Moçambique e dos moçambicanos no CAN da Costa do Marfim. Se por um lado joga a selecção de Moçambique, quando forem 16h00, por outro entra em cena o árbitro assitente moçambicano Arsénio Maringule.

O moçambicano Arsénio Maringule vai para a sua segunda partida nesta fase de grupos, depois de ter assistido num jogo da primeira jornada, entre Burkina Faso e Mauritânia, que terminou com vitória dos burquinabes à tangente.

Naquela que é a sua quarta participação consecutiva em Campeonatos Africanos de Futebol, Maringule foi novamente chamado para ser assistente no jogo do grupo C, entre as formações de Guiné – Gâmbia, referente a segunda jornada da prova do CAN-2023.

Desta vez, Maringule vai ser primeiro assistente de uma equipa de arbitragem chefiada pelo mauritâno Abdel Aziz Bouh e que conta com Styven Danek Moyo (da República Democrática do Congo) como segundo assistente e Ibrahim Kalilou Traore como quarto árbitro.

Entretanto, para o embate entre Moçambique e Cabo Verde a Comissão de Arbitragem da Confederação Africana de Futebol nomeou um quarteto de arbitragem proveniente do Marrocos.

Trata-se de Guezzaz Samir, que será o árbitro principal, Akarkad Mostafa (primeiro assistente), Azgaou Lahsen (segundo assistente) e Jayed Jalal (quarto árbitro). Ainda neste jogo os marroquinos estarão no VAR, nomeadamente Jiyed Redouane, o principal, e a árbitra Karboubi Bouchra, assistente.

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