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O País – A verdade como notícia

Os Mambas têm jogo de cartaz, esta sexta-feira, a partir das 16h00 de Maputo, diante de Cabo Verde, em partida da segunda jornada do grupo B da fase final do CAN 2023. O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, diz que vai encarar o jogo como se de uma final se tratasse. Este é o quinto embate entre as duas selecções que não vai contar com Clésio Baúque, ainda a contas com uma lesão na coxa.

É, sim, uma final para os Mambas, o jogo diante de Cabo Verde, esta sexta-feira, tendo em conta os objectivos traçados, que passam por se qualificarem para os oitavos-de-final da prova que decorre na Costa do Marfim.

Uma vitória pode ser um passo gigante na perseguição a esse objectivo, uma vez que vai colocar os Mambas na frente do grupo, onde garantia uma das três vagas para a outra fase.

Um empate ainda pode ser comprometedor, mas a fazer com que o jogo diante do Gana seja o decisivo, já que continuaria a ter esperanças de qualificação, bastando para o efeito uma vitória.

A derrota podia ser fatal, uma vez que colocaria os Tubarões Azuis com um pé nos oitavos-de-final e praticamente hipotecava as nossas aspirações.
São contas que a equipa técnica já fez e chegou a uma conclusão: trata-se de uma verdadeira final no alcance dos objectivos, do sonho de fazer história.

O seleccionador nacional diz que o empate diante do Egipto motivou os jogadores e vai galvanizar no embate desta sexta-feira. “É um jogo onde nós não esperamos facilidades, visto que a selecção de Cabo Verde está motivada devido ao resultado que conseguiu, mas nós também estamos pelo empate, embora quiséssemos ganhar o jogo para estarmos mais confortáveis. Mas, de qualquer forma, é um jogo e vamos encarar esse jogo como se de uma final se tratasse”, disse Chiquinho Conde na antevisão do jogo diante do Cabo Verde.

Conde diz mesmo que vencer Cabo Verde é uma forma de escrever o nome de Moçambique com letras garrafais, um dos principais objectivos dos Mambas nesta competição. “Viemos para esta competição com a clara intenção de escrever em letras garrafais o nome de Moçambique”, disse o seleccionador nacional, acrescentando que “para o jogo contra Cabo Verde, temos planificado estratégias, incluindo planos A, B e até C. Esta é uma oportunidade única para fazer história e colocar o nome de Moçambique em destaque.”

No caso concreto, o plano A é a utilização do sistema tradicional dos Mambas, o 4x2x3x1, em que poderá sair Gildo Vilankulo, da equipa inicial do jogo diante do Egipto, para a entrada de Geny Catamo. Afinal, “Geny vai trazer outro tipo de jogo à equipa”, segundo disse Chiquinho Conde, que quer que a selecção se divirta diante de Cabo Verde.

Por sua vez, Edmilson Dove, que na conferência de imprensa de antevisão do jogo representou os jogadores, destacou as qualidades humanas e profissionais do Mister Chiquinho Conde e garantiu que o seleccionador tem ajudado bastante a equipa a manter o foco e a melhorar a cada dia.

Edmilson Dove diz que os Mambas estão motivados a chegar ao jogo desta sexta-feira, contra Cabo Verde, para alcançarem um bom resultado.
Esta convicção de Dove é em face daquilo que tem sido a preparação dos Mambas para esta competição.

 

CLÉSIO É “CARTA FORA DO BARALHO”

Para este embate diante de Cabo Verde, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, tem um triunfo e uma dor de cabeça. É que já pode contar com a integração de Geny Catamo na equipa principal diante do Cabo Verde. Trata-se de um jogador que vai trazer outra dinâmica à equipa, segundo disse o próprio Chiquinho Conde.

Em contrapartida, Conde não vai contar com Clésio Baúque, que saiu queixoso no embate diante do Egipto, com uma lesão na coxa. O jogador não deverá ser opção neste jogo, como forma de garantir a sua recuperação para o embate diante do Gana.

É que Clésio não chegou a realizar nenhum treino conjunto depois do jogo com os egípcios, sendo que na segunda-feira não chegou a treinar, tendo apenas na terça, quarta e quinta-feira realizado trabalhos específicos.

Ou seja, a esta altura, nada aponta que chegue ao jogo contra Cabo Verde, salvo uma mudança radical dos acontecimentos, até porque tem usado uma faixa para conter o músculo, de modo a acelerar a recuperação.

Quem também continua como dúvida, pese embora estar a registar uma melhoria assinalável, é David Malembana, que, diferentemente de Clésio e dos primeiros dias, agora já realiza exercícios físicos de activação com o grupo.

Chiquinho Conde falou da situação dos dois jogadores nos seguintes termos: “Clésio tem estado a fazer um tratamento intensivo para ver se consegue recuperar-se até à hora do jogo. David Malembana tem estado a recuperar-se, mas ainda com algumas queixas. São, por isso, duas possíveis baixas para jogo contra Cano Verde”.

O duelo entre Mambas e Tubarões Azuis está marcado para esta sexta-feira, às 16h00 horas, no Félix H.Boigny, e está inserido na segunda jornada do Grupo B do Campeonato Africano das Nações, CAN 2023, na Costa do Marfim.

Morreu, esta quarta-feira, vítima de doença, o antigo presidente da Federação Moçambicana de Voleibol, Camilo Antão. Figura de reconhecido mérito no voleibol moçambicano, Antão dirigiu a modalidade durante mais de 20 anos. 

Más notícias para o desporto moçambicano, particularmente o voleibol. A modalidade perdeu um dos seus maiores impulsionadores, Camilo Antão,  que dedicou as suas energias para o bem do voleibol moçambicano. 

Dirigiu os destinos da modalidade, por sinal sua eterna paixão, durante mais de duas décadas, período durante o qual liderou várias reformas, na perspectiva de colocar o nome de Moçambique noutra dimensão. 

Camilo Antão assumiu a presidência da Federação Moçambicana de Voleibol em 1992. Antes do cargo máximo do organismo que gere o voleibol nacional, Antão foi o primeiro secretário-geral da agremiação. 

Licenciado, Mestre e Doutor em Educação Física na especialidade de Voleibol pela Universidade de Leipzig, Alemanha, e Mestre em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto, Portugal, Camilo Antão viveu o voleibol nas suas várias facetas. 

Esse facto contribuiu para ganhasse notoriedade ao nível da região, tendo, por isso, sido confiado algumas missões. Antão viria a abandonar a Federação Moçambicana de Voleibol em 2013, perdendo as eleições para Khalid Cassam. Ainda assim, Camilo Antão continuou ligado à modalidade, contribuindo com o seu conhecimento.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, retornou aos trabalhos com vista ao jogo da segunda jornada do grupo B do Campeonato Africano das Nações, esta sexta-feira, diante do Cabo Verde. Os jogadores assumem que o grupo está coeso e ambicioso. Clésio e David Malembane estão aptos para o jogo com os Tubarões Azuis.

O empate com o Egipto fica para trás! Agora, depois do merecido descanso prometido pelo seleccionador nacional, há que virar as atenções para Cabo Verde, em jogo marcado para esta sexta-feira.

E é com este novo foco que os Mambas têm trabalhado nas duas sessões de treinos. A primeira, na segunda-feira, foi de recuperação física e outra foi relativa a aspectos técnico-tácticos, esta terça-feira, virado a termos de transição dos sectores, progressão e remates à baliza, bem como aspectos defensivos que evitem situações tais como as do jogo com Egipto.

Se antes o seleccionador nacional não preparava em função de todos os jogadores convocados, desta vez tem à sua disposição os 23 escolhidos. Geny Catamo, que cumpriu castigo na primeira jornada, David Malembane, que esteve lesionado desde o estágio, e Clésio Baúque, que saiu tocado no embate diante do Egipto, estão agora aptos para o jogo desta sexta-feira.

No treino desta terça-feira, no Centro Técnico da Federação Costa-marfinense de Futebol, Geny Catamo e Witti foram os porta-vozes do conjunto.
Catamo, que não esteve na equipa que defrontou o Egipto, diz que o grupo está coeso e motivado após o empate a duas bolas diante do Egipto. O jogador do Sporting de Portugal disse estar feliz com a sua integração e por poder ser opção para Chiquinho Conde. “Estou feliz por estar aqui e ser mais um para ajudar e também gostei da prestação de todos os meus colegas e de toda a equipa. Só espero que no jogo diante do Cabo Verde ajude bastante”, disse convicto Geny Catamo.

Geny reforça a coesão e união dos jogadores no balneário, para além da ambição em fazer história e cada vez melhor nesta edição do CAN. “Continuamos a ser os mesmos, a união está lá e só nos resta ser mais eficazes e fazer mais golos porque os golos é que  nos dão vitórias, temos noção que será um jogo difícil porque a seleção de Cabo Verde joga bem e vimos isso contra o Gana”, frisou.

A maior ambição, segundo o jogador do Sporting, é a conquista dos três pontos, até porque “estamos a trabalhar para vencer, a nossa seleção está confiante de que vamos vencer. Cabo Verde joga bem, têm jogadores bons e jovens e vieram para cá com energias para mostrar o seu talento, mas nós também estamos cá para mostrar isso e a nossa seleção está mais confiante, temos mais energias e forças para demonstrar e colocaremos a prova isso no jogo”.

Já Witti, autor do primeiro golo dos Mambas neste CAN, que dava empate a uma bola diante do Egipto, disse que o principal objectivo continua intacto e é preciso perseguir o sonho de qualificação aos oitavos-de-final. “O nosso objectivo desde que chegámos aqui na Costa do Marfim sempre foi passar da fase de grupos independentemente dos adversários. Já sabíamos que é um grupo difícil, mas hoje em dia o futebol está muito diferente e vamos olhar todos olhos nos olhos”, comentou Witti.

O jogador do Nacional comentou o empate e frisou que o objectivo era vencer, realçando que o futebol tem sempre surpresas. Por ora, segundo Witti, “é levantarmos a cabeça e continuarmos a pensar no próximo jogo, que será muito difícil”.

Witti mostrou-se satisfeito com a recuperação dos jogadores que estavam lesionados, tendo dito que será mais fácil pensar no próximo jogo, sabendo que todos estão aptos. Falou da motivação e objectivos do grupo. “Estamos a trabalhar para corrigir os erros do passado e podermos fazer um bom jogo na sexta-feira. A motivação é a mesma sempre e o objectivo continua o mesmo”, disse.

Sobre o adversário, Witti foi bastante cauteloso. “Cabo Verde é uma selecção muito forte e com jogadores talentosos e bons, e temos de ter respeito, mas o nosso foco e o nosso objectivo passa por vencer o jogo. Vai ser um jogo difícil, mas nós estamos aqui para enfrentar esses desafios, olhar os adversários nos olhos e não fugir à regra com Cabo Verde”, concluiu.

No final do treino desta terça-feira, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, chamou o capitão dos Mambas, Dominguez, para uma conversa a dois, longe dos ouvidos dos demais, depois de o capitão ter sido substituído no intervalo diante do Egipto. Uma conversa que pode ser desvendada já na sexta-feira, no embate diante do Cabo Verde.

Os Mambas terão mais duas sessões de treino antes do jogo diante do Cabo Verde, marcado para sexta-feira, a partir das 16h00, no mesmo estádio onde empataram com o Egipto.

 

CLÉSIO E MALEMBANE APTOS PARA CABO VERDE

A boa nova foi confirmada pelo médico da selecção nacional, Mussa Calú, que garantiu que os dois jogadores já podem trabalhar sem limitações, depois das mazelas que sentiram nos últimos dias.

Clésio, que abandonou queixoso o terreno nos últimos minutos do empate diante do Egipto a dois golos, só ficou de fora por precaução. “Houve uma intervenção dentro do campo e o aconselhámos a abandonar o campo, pois suspeitávamos que se tratava de uma distensão muscular com uma evidente ruptura de fibras musculares“, disse Mussa Calú, acrescentando que houve um aconselhamento para o repouso.

Sucede, porém, “que, não satisfeitos com a situação, esta manhã, decidimos levá-lo a uma clínica privada para, por via de uma ecografia, obtermos um diagnóstico definitivo da lesão. A ecografia revelou não haver nenhuma lesão das fibras musculares, tratando-se apenas de uma distensão muscular simples, pelo que, por uma questão de precaução, se decidiu que não treinasse hoje, esta tarde”, revelou o médico, para adiante garantir que o atleta estará inteiramente disponível para os treinos que se seguem.

Já sobre Malembane, Mussa Calú destacou a recuperação do jogador. “A sua evolução é satisfatória e hoje ele treinou com o grupo, porém de forma reduzida. Acreditamos que ele voltará amanhã aos treinos regulares”, adiantou o médico.

Os dois jogadores podem ser opção para Chiquinho Conde diante do Cabo Verde, na sexta-feira.

Já existe uma calendarização para a época futebolística 2023/2024, que iniciou em Dezembro do ano passado e vai até Dezembro deste ano. Em termos práticos o Campeonato Nacional de Futebol, o Moçambola 2024, inicia a 20 de Abril e vai até 10 de Novembro, numa maratona de 22 jornadas. A supertaça nacional terá lugar entre os dias 13 e 14 de Abril deste ano

A época futebolística 2023/2024 já decorre e as datas das principais provas já foram definidas. A maior prova futebolística do país inicia em Abril e termina em Novembro.

Em termos de datas, a Federação Moçambicana de Futebol definiu o dia 20 de Abril para o arranca do Moçambola que deve ter 22 jornadas, segundo a calendarização da FMF, ainda que sem o aval da Liga Moçambicana de Futebol, que vai a eleições a 31 de Janeiro corrente, e a última jornada agendada para decorrer no dia 10 de Novembro.

Ou seja, nessa data é suposto ser conhecido o campeão nacional que pode ser o Ferroviário da Beira a revalidar o título, ou outra equipa que vai substituir os “locomotivas” de Chiveve.

Ao longo deste período da disputa do Moçambola haverão jogos das fases provinciais e regionais da Taça de Moçambique, cuja a final está prevista para os dias 23 e 24 de Novembro, sem nenhuma indicação da possível disputa da final four (meias-finais e final) na mesma cidade, tal como aconteceu em 2022 e 2023.

Com a época futebolística prevista para terminar a 15 de Dezembro deste ano, a Federação Moçambicana de Futebol prevê que em Novembro terminem os campeonatos provinciais da segunda divisão, nomeadamente até 3 de Novembro, devendo as finalíssimas das três regiões disputarem-se entre os dias 10 e 17 de Novembro, a primeira e segunda mãos, respectivamente.

Nessa altura serão conhecidos os vencedores das três regiões, que vão ascender ao Moçambola 2025, em substituição das três equipas que serão despromovidos na presente época.

Dezembro, no início, estão agendados os campeonatos nacionais das camadas de formação, nomeadamente juniores e juvenis, em masculinos, e séniores femininos, ainda sem local da sua realização.

 

ÉPOCA INICIA COM OS “PROVINCIAIS” E A SUPERTAÇA

Entretanto, a época futebolística vai iniciar com provas provinciais, que arrancam já em Fevereiro, que serão disputadas pelos clubes e equipas filiadas a cada uma das 11 associações provinciais, que disputam o Moçambola, a segunda divisão e o campeonato provincial.

Em Abril, uma semana antes do arranque do Moçambola 2024 será disputada a Supertaça Mário Esteves Coluna, uma partida a uma mão, num campo neutro, e disputada pelo campeão nacional da época passada, o Ferroviário da Beira, e o vencedor da Taça de Moçambique, a Associação Black Bulls.

Esse jogo da Supertaça Nacional será disputada entre os dias 13 e 14 de Abril, sábado e domingo. A FMF ainda não definiu em qual dessas datas vai marcar este jogo, nem o local que vai acolher a partida.

O vencedor vai substituir a União Desportiva de Songo, que no ano passado venceu o Ferroviário de Maputo pod duas bolas a uma, no campo Municipal da Maxixe, a 11 de Março, à margem da inauguração do referido recinto desportivo.

Para já, sabe-se que as provas internas serão interrompidas para dar lugar aos jogos da selecção nacional, os Mambas, como por exemplo em Março, com a disputa de jogos de controlo inseridos na data-FIFA.

Já com o Moçambola em andamento haverão mais cinco interrupções, nomeadamente em Junho para os jogos da terceira e quarta jornadas de qualificação ao Mundial 2026, em Julho para o torneio regional do Cosafa, em Setembro, Outubro e Novembro, para os jogos da fase de grupos de qualificação ao CAN-2025.

 

ÁRBITROS VÃO A TESTES EM MARÇO E ABRIL PRÓXIMOS

Os árbitros moçambicanos vão ser submetidos aos testes físicos, tendo em vista a preparação da época 2024. Segundo uma nota do Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol, CNAF, o primeiro teste será efectuado nos meses de Março e Abril.

Os árbitros deverão ser novamente submetidos ao teste no fim da primeira volta do Moçambola, em Julho.

O terceiro teste será em Setembro, desta feita para a inscrição dos juízes para a FIFA 2025. Os referidos testes serão coordenados, ainda de acordo com mesma nota, pelos instrutores físicos da Federação Moçambicana de Futebol.

Os Mambas tiveram duas partes distintas diante do Egipto, com uma primeira parte de nervosismo inicial, com algumas falhas defensivas e um ataque perdulário.

São muitos jogadores dos Mambas que mereceram destaque no jogo diante do Egipto, desde o guarda-redes Ernan, que mais uma vez mostrou segurança entre os postes, tanto a jogar com as mãos, como com os pés.

Uma defensiva que, apesar das tremedeiras iniciais, conseguiu acertar o passo e a dupla de centrais soube muito bem coordenar nas dobras. Aliás, Mexer, nas bolas aéreas, e Edmilson, nas bolas por baixo, foram exímios nos cortes. Reinildo nem parecia aquele jogador que ficou quase um ano sem jogar: que grande recuperação. Macandza mostrou que merece jogar noutros campeonatos e esta pode ser a porta de saída.

O meio campo esteve muito compacto na primeira parte, mas Guima e Alfonso mostraram que estão na selecção nacional e são titulares por mérito próprio. Uma boa combinação entre os dois. Aliás, Guima acabou por ser considerado o homem do jogo pelo trabalho que fez, tanto a defender como a atacar, a jogar sem se cansar e a mostrar muita frieza nos momentos cruciais. Um prémio merecido, tal como podia ser se tivesse ido para Witti, que muito fez pelos Mambas no jogo de domingo.

Domingues foi o mais castigado, pelo adversário, pela pressão e pela idade, mas que teve uma boa primeira parte do jogo, tal como Gildo, Ratifo e todos outros que entraram na segunda parte.

Clésio mostrou ser uma arma secreta bastante valiosa e a ter em conta nos próximos jogos. Uma boa salvação para os Mambas.

Com a distinção de melhor jogador em campo, Guima lamentou apenas o empate, que teve sabor agridoce. “O resultado deixa um sabor amargo, um sabor de que a vitória podia ser nossa. Feliz pelo um ponto, pela prestação da equipa, mas é como digo, deveríamos ter conseguido a vitória e fazermos um marco histórico para a nossa selecção. Infelizmente, não conseguimos, mas estamos aqui, faltam três pontos para matematicamente estarmos qualificados, e é para isso que vamos trabalhar”, disse Guima que dedicou o prémio à sua família, aos adeptos moçambicanos e a toda a delegação dos Mambas na Costa do Marfim.

Sobre o jogo da próxima sexta-feira diante do Cabo Verde, Guima diz que é preciso pensar positivo e entrar com o pensamento na vitória. “Vamos preparar-nos da mesma forma que nos preparamos para este e lá está, vamos todos, vamos juntos, é o nosso lema e é o que demonstramos aqui hoje”, disse o homem do jogo.

Clésio Baúque e Ernan Siluane também se mostram satisfeitos com as suas exibições e confiantes numa boa campanha.

O autor do segundo golo dos Mambas, Clésio, diz que a equipa fez de tudo para vencer o jogo, mas lamenta o golo sofrido no fim. Entretanto, era um homem feliz pelo golo que marcou, uma vez que “esse golo é para indicar ao povo moçambicano que este é o meu trabalho, sou avançado e vivo de golos. Vamos continuar a trabalhar para podermos alcançar os nossos objectivos”.

Vem agora Cabo Verde e é preciso maior concentração, segundo Clésio. Uma concentração que vai permitir “fazermos um bom jogo para vermos se conseguimos alcançar a próxima fase. Estamos todos felizes. Agora é só levantar a cabeça e pensar no próximo jogo”.

Já Ernan, guarda-redes dos Mambas, fala de um balneário motivado. “Não foi um jogo fácil, tentámos dar o nosso máximo, infelizmente, não conseguimos ganhar. Continuaremos a dar o melhor de nós no próximo jogo frente a Cabo Verde. O balneário está muito bem, estamos satisfeitos com a nossa exibição. Temos de agradecer o apoio dos moçambicanos, estamos aqui a lutar pelo país, é uma honra representar a nação e daremos o nosso máximo”, disse Ernan.

 

FILIPE NYUSI ENALTECE ESFORÇO DOS JOGADORES

O Presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou a selecção nacional pelo empate a duas bolas diante do Egipto, na estreia do CAN Costa do Marfim 2023. Para Filipe Nyusi, “o empate não é o nosso resultado, mas temos de aceitar”.

Aliás, Nyusi lamenta a intervenção do VAR nos instantes finais do jogo que acabou por retirar a vitória dos Mambas. “Se não fosse o VAR, teríamos vencido o jogo. Parabéns aos Mambas. Não somos quaisquer. Continuaremos a trabalhar, apoiando esta juventude, mesmo em momentos difíceis”, referiu Nyusi.

Para além de enaltecer o foco dos Mambas na partida, Nyusi agradeceu ao povo moçambicano pelo apoio e carinho depositado na selecção nacional, com o principal destaque aos adeptos que se fizeram presentes nas bancadas do estádio que acolheu o jogo. E diz mais: “Não podemos deixar-nos levar pelo empate com o Egipto. Temos de continuar a fazer o nosso jogo. O nosso objectivo é ganhar, caso não, não devemos perder”, concluiu Filipe Nyusi.

O seleccionador nacional, Chiquinho Conde, mostrou-se satisfeito com a prestação dos Mambas na estreia no Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim, diante do Egipto, que terminou com empate a duas bolas. Conde diz que o combinado nacional merecia mais e que é chegada a altura de “pensar grande”. Por ora, há que descansar e preparar o embate diante do Cabo Verde, na sexta-feira.

Foi por muito pouco que a história dos Mambas numa fase final não começava a ser feita – uma grande exibição dos jogadores que fez estremecer o maior campeão africano, com sete troféus ganhos, o actual vice-campeão africano e candidato ao título na Costa do Marfim, o Egipto.

Uma equipa bastante compacta, que pecou apenas em alguns detalhes, no início e no fim. No início porque se deixaram dominar pelo nervosismo de disputar uma prova continental e defrontar uma das mais cotadas selecções do continente e do mundo, o que culminou com a falha de marcação no primeiro golos, aos dois minutos, mas também no fim, quando tiveram confiança em excesso e umas abordagens que deitaram por terra o sonho, tal o lance de Macandza, sobre o seu adversário, ainda que intencional, no lance que provocou a grande penalidade. Uma grande penalidade que foi bastante contestada, tendo em conta que um jogador do Egipto toca primeiro a bola com a mão, mas nada que tenha passado às vistas do VAR.

Mas há que destacar uma segunda parte de grande nível, com as substituições feitas, uma visão de alto nível do seleccionador nacional. Aliás, Chiquinho Conde foi quem deu ordens para Mexer endossar a bola para Macandza, que arriscou com um cruzamento com conta, peso e medida, para a cabeça de Witti, que colocou a bola no fundo das malhas.

Mas a boa visão não veio somente do banco. Dentro das quatro linhas foi Guima quem viu Clésio em fuga e colocou a bola no local certo. Mas Clésio foi também astuto com aquela fuga e, frente-a-frente com o guarda-redes contrário, atirou rasteiro a contar.

No final, o empate acabou por ser com algum sabor amargo, mesmo porque os Mambas tinham a vitória nas mãos, mas o VAR acabou por tirar o pássaro das mãos, e Moçambique perdeu dois pontos diante do Egipto.

 

“DEVEMOS COMEÇAR A PENSAR GRANDE”, DIZ CHIQUINHO CONDE

Para o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, o empate com Egipto acabou por ser um resultado bom para o arranque do CAN, pese embora muito mais podia-se ter feito.

“Foi pena, porque os nossos briosos jogadores mereciam um outro resultado por aquilo que nós fizemos, e vocês vinham acompanhado e viam algumas situações que nós trabalhamos nesse curto período de tempo em termos tácticos e adaptamos às circunstâncias. O Salah estava muito solto e não baixava para defender, e nesta fase da construção,  nós tínhamos alguma dificuldade, alteramos para uma linha de 3 e aí conseguimos equilibrar melhor o jogo, e com jogadores mais rápidos e versáteis saímos rápidos no contra-ataque e conseguimos ferir o adversário”, comentou Chiquinho Conde no final do jogo.

Conde não tem dúvidas que o resultado surpreendeu a todos amantes do futebol e dos Mambas. “Acho que nem o mais optimista dos adeptos moçambicanos acreditava que estaríamos em vantagem até aos 90’. Noto um descrédito em torno da Selecção Nacional. Acho que está na hora de começarmos a pensar grande, temos jogadores fantásticos, tivemos boas exibições nos jogos contra Senegal e Argélia, este (contra Egipto) foi mais uma demonstração da nossa força colectiva”, disse Conde. 

E mais: o facto de ser uma selecção sem referências mundiais faz com que o colectivo vença sempre, até porque “temos vontade de equipa, isto é o que nos levou até aqui. E é com esta ideia que nós vamos continuar independentemente do nosso adversário” rematou Chiquinho Conde.

Sobre a arbitragem, Chiquinho Conde é bastante cauteloso. Lamentou o tempo de compensação e a decisão do VAR, mas aceitou. 

“Bom, na parte da arbitragem, a CAF já tinha nos alertado de que poderiam compensar, mas não houve muitas paragens, aliás, houve algumas, mas de qualquer forma, é subjectivo. Tem o VAR agora, muitas das vezes, o sistema vem para ajudar, mas, por vezes, complica um pouco também porque influencia naquilo que é a decisão. Não vi o lance (do penalti), sinceramente não sei, os meus jogadores dizem que foi muito forçado, foi uma disputa de bola, é preciso ter muita prudência naquela altura do fim do jogo, cansado, etc. Mas foi pena não termos conseguido ganhar aqui porque merecíamos”, atirou Chiquinho Conde.

 

É TEMPO DE COMEÇAR A PENSAR NO CABO VERDE

O empate com Egipto ficou para a história e para trás. Agora é começar a pensar em Cabo Verde, depois de um dia de descanso. Para essa partida os Mambas já poderão contar com a presença de Geny que cumpriu um jogo de suspensão por acumulação de amarelos. 

Chiquinho Conde diz que precisa avaliar melhor os jogadores para saber com quem contar para o jogo de sexta-feira. “Foi um jogo muito difícil, muitas emoções, muito desgaste, vamos ver alguns jogadores que estão com algumas mazelas como o Clésio, ver também a situação do próprio Dominguez, e depois recuperar, analisar e ver como é que o Cabo Verde joga. Com o regresso de Geny podemos adaptar melhor também o jogo com Cabo Verde, vamos ver, são dois adversários diferentes e vamos abordar o jogo com calma agora”, terminou Chiquinho Conde.

Os Mambas terão mais três sessões de treinos antes do embate da sexta-feira diante do Cabo Verde, quando forem 16h00 de Maputo.

Os Mambas estreiaram-se com um empate a duas bolas diante do Egipto, em jogo da primeira jornada do grupo B do Cameponato Africano de Futebol (CAN). O combinado nacional entrou a perder na partida, em que os “faraós” se adiantaram no marcador por intermédio de Mustafá Mahomed, aos dois minutos.

Em reacção, o conjunto moçambicano não baixou os braços, tendo se apresentado melhor no jogo, através de um bom controlo das acções defensivas e ofensivas. Na segunda parte, os Mambas entraram melhor, chegando ao golo de empate através de Witti, a concluir de cabeça um centro vindo do lado direito. Estavam transcorridos 55 minutos.

Três minutos depois a selecção nacional marcou o segundo tento, numa jogada concluída com êxito por parte de Clésio. O combinado nacional controlou a partida, mas não conseguiu evitar que o Egipto empatasse.

Numa jogada de ataque, Macandza aborda mal o lance e o árbitro apitou para o castigo máximo. Na cobrança, Mahomed Salá atirou a contar, restabelecendo a igualdade. Os Mambas voltam a jogar no próxima sexta-feira, desta feita diante do Cabo Verde, em partida da segunda jornada.

Arranca hoje, sábado, a 34a edição do Campeonato Africano das Nações, na Costa do Marfim, com a participação de 24 selecções apuradas. O jogo inaugural disputa-se a partir das 22h00 de Maputo, entre Costa do Marfim e Guiné-Bissau.

É a maior festa do futebol africano que junta os melhores jogadores de cada uma das 24 selecções qualificadas, e que vão disputar o troféu mais cobiçado do continente.

Esta é a 34a edição de uma prova que tem no Egipto o maior vencedor, com sete conquistas e actual vice-campeão continental, que parte na pole position, juntamente com Senegal, campeão em título, Costa do Marfim, Marrocos, Tunísia, Nigéria, para levantar o canecão.

Costa do Marfim, que foi escolhida em Setembro de 2014 para acolher esta prova, disputa a partida inaugural diante da Guiné-Bissau, uma das quatro selecções dos PALOP’s, a par de Moçambique, Angola e Cabo Verde. Um jogo marcado para esta noite, no Estádio Olímpico de Ebimpé, em Abidjan, sua capital, na presença de vários chefes de estado convidados para a cerimónia.

A Federação de Futebol da Costa do Marfim e a CAF escolheram 5 cidades-sede para esta competição e seis estádios principais: o Olímpico Alassane Ouattara e Félix Houphouët-Boigny, em Abidjan, o Charles Konan Banny, em Yamoussoukro, o Estádio da Paz, em Bouaké, Amadou Gon Coulibaly, em Korhogo, e o Estádio Laurent Pokou, em San Pedro.

Serão 52 jogos a serem jogados nesta prova que termina a 11 de Fevereiro, dia que será conhecido o campeão africano.

O CAN da Costa do Marfim terá um total de 32 árbitros, 33 assistentes, incluindo o moçambicano Arsénio Maringule, quatro árbitros assistentes de vídeo, o VAR, e seis instrutores técnicos e físicos. Dos árbitros, quatro deles são mulheres.

Esta é a segunda vez que Costa do Marfim acolhe a prova, depois de 1984. Das 33 edições anteriores, 21 países já conquistaram a prova, das quais Zâmbia e África do Sul, da região austral de África.

Moçambique estreia este domingo no CAN da Costa do Marfim, naquela que é a sua quinta presença em fases finais da prova continental. Os Mambas ainda não venceram um único jogo sequer, em 12 jogos disputados. A seguir veja o histórico da selecção nacional em fases finais dos Campeonatos Africanos das Nações.

Moçambique começou a disputar as fases de qualificação para as provas internacionais em 1980, disputando lugar na fase final do Campeonato do Mundo de 1982, que se disputou na Espanha.

Mas foi na campanha do CAN do Egipto, em 1986, em que a selecção nacional começou a ver os seus frutos, com a qualificação inédita para a fase final, após afastar Maurícias, Malawi e Líbia. Mas, no Egipto, diante de colossos do futebol africano, vergou, sem nenhum ponto nem golo.
Moçambique, nessa edição, perdeu diante da Costa do Marfim por 3-0, na primeira jornada, voltando a perder frente ao Senegal, por 2-0, e com o anfitrião Egipto, também por 2-0.

Foi necessário um jejum de 10 anos para que Moçambique regressasse a uma fase final do CAN, justamente na vizinha África do Sul. Com uma selecção tida como forte, a selecção nacional logrou marcar o seu primeiro golo através de Tico-Tico, no primeiro empate de sempre, diante da Tunísia, a um golo, tendo perdido, sucessivamente, diante da Costa do Marfim, à tangente, e com Gana, por 2-0.

Tinham ganho gosto de disputar as fases finais do CAN com mais uma qualificação, em 1998, no Burquina Faso. Mas, desta vez, a campanha foi desastrosa, com três derrotas, nomeadamente 0-2, diante do Egipto, 0-3, frente a Marrocos, e 1-3, no embate com a Zâmbia. Avelino marcou o segundo golo do país num CAN.

Voltou a haver mais um jejum, desta feita de 12 anos, até que os Mambas voltassem a qualificar-se para uma fase final, em Angola, em 2010. O início da campanha na fase final parecia sorrir a Moçambique, com o segundo empate de sempre, diante do Benim, a dois golos, com Miro e Fumo a serem autores dos golos, mas logo as derrotas: novamente 0-2 diante do Egipto e 0-3 frente à Nigéria.

Ao todo, foram 12 jogos que produziram dois empates, dez derrotas, quatro golos marcados e 26 sofridos, um saldo negativo que a selecção procura reverter nesta sua quinta participação.

Egipto, Cabo Verde e Gana são os adversários que não intimidam o combinado nacional, esperançoso em fazer história na Costa do Marfim.

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