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O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol, os Mambas, estreia-se este domingo no Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim, diante do Egipto, naquele que é o sexto jogo entre ambos. Mudar a história de todas as formas é o principal objectivo dos Mambas neste jogo.

É sim para mudar e fazer história em fases finais do CAN, onde todas as estatísticas estão contra os Mambas. Conta com menos golos marcados, mais golos sofridos, nenhuma vitória e apenas dois empates.

Desta vez, a ambição é mesmo fazer história, tal como vem acontecendo desde que Chiquinho Conde assumiu o comando técnico da selecção nacional. Depois da brilhante campanha no CHAN da Argélia, agora é a vez de fazer história no CAN da Costa do Marfim.

A estreia é já este domingo, no Estádio Félix Houphouët-Boigny, em Abidjan, capital da Costa do Marfim, quando forem 17h00 locais, 19h00 de Maputo. E o adversário é o todo-poderoso Egipto, uma selecção que já conquistou a prova por sete ocasiões e, por isso, sempre candidato a conquistar a prova.

Mas mais do que o favoritismo do Egipto em conquistar a prova, os Mambas têm muitos objectivos neste jogo: entrar com pé direito, vencer o primeiro jogo numa fase final, marcar o primeiro golo diante dos faraós, vencer pela primeira vez o seu adversário e, por fim, começar numa campanha de sucesso que passa por se qualificar para os oitavos-de-final.

É que, nas anteriores cinco partidas entre Moçambique e Egipto, todas as estatísticas estão do lado dos faraós: venceram todos os jogos, marcaram em todos os jogos, não sofreram em todos os jogos e estão acima dos Mambas no ranking da FIFA e da CAF.

Ao todo, o Egipto venceu pelo mesmo resultado, de 2-0, nos primeiros quatro jogos entre si, dos quais três foram em fases finais do Campeonato Africano das Nações, nomeadamente em 1986, no seu próprio país, na estreia dos Mambas em fases finais, em 1998, em Burquina Faso, e 2010, em Angola, na última participação dos Mambas.

O quarto jogo em que os faraós venceram por 2-0 foi na qualificação para o Mundial 2014, no Brasil, sendo que, no último jogo disputado entre ambos, em Junho de 2013, vieram a Maputo vencer à tangente.

Tudo a favor do Egipto, mas, como disse Chiquinho Conde, “os Mambas têm potencial humano para ferir qualquer adversário”. E será nisso que os Mambas se vão segurar para tentar surpreender, mudar a história diante do Egipto e fazer história numa fase final do CAN.

Tudo é possível!

 

“ONZE” INICIAL PODE NÃO SER SURPRESA

Para este jogo de domingo, diante do Egipto, Chiquinho Conde já disse que não vai estender tapete vermelho e que vai lutar com tudo para contrariar o favoritismo do seu adversário.

Durante os treinos e, principalmente, nos jogos de controlo que realizou, o seleccionador nacional já deixou transparecer aquele que será o primeiro “onze” dos Mambas, tendo em conta as ausências forçadas no conjunto moçambicano.

Sem Geny Catamo, a jóia dos Mambas actualmente, suspenso por ter visto dois cartões amarelos na fase de qualificação, Conde vai ter que utilizar uma alternativa viável para este jogo.

Assim, Ernan será o confiado para defender as redes nacionais, devendo estar na linha defensiva Reinildo na esquerda, Macandza na direita e uma dupla de centrais composta por Mexer, para jogo aéreo, e Edmilson Dove, para aproveitar a sua velocidade.

Dois pivots devem fazer o tampão na intermediária, podendo ser Amadou e Guima os eleitos, ou então Amadou e Alfonso Amade, tendo em conta que Amadou é forte e defensivo e pode ser o quinto defesa quando a equipa estiver a ser pressionada. Guima e Alfonso são mais adiantados e distribuidores.

Domingues será o capitão e municiador do jogo, para desequilibrar e abrir espaço para os Mambas jogarem à vontade. Witi na esquerda e Clésio na direita serão os alas adiantados e que vão apoiar Ratifo, o mais adiantado dos Mambas.

Ainda assim, Conde pode utilizar Gildo Vilankulo no lugar de Clésio, colocar Guima e Alfonso e preterir de Amadou, assim como pode colocar outro jogador na frente do ataque, no lugar de Ratifo.

Ainda assim, a maior ambição é vencer o primeiro jogo do CAN, na estreia, este domingo, diante do Egipto.

Os Mambas realizaram o primeiro treino em solo costa-marfinense, esta quarta-feira, depois de terem aterrado em Abidjan na noite da terça-feira e sido alojados num hotel de quatro estrelas. David Malembane teve mazela no treino e saiu mais cedo e aos cuidados da equipa médica

Iniciou-se a derradeira fase de preparação da selecção nacional de futebol, os Mambas, com vista à sua participação no Campeonato Africano das Nações, CAN 2023, na Costa do Marfim.

E o primeiro treino decorreu na manhã desta quarta-feira, no Centro Técnico da Federação Costa-marfinense de Futebol, que dista a cerca de 20 quilómetros do local de hospedagem, com a presença dos 23 jogadores convocados, tendo em conta que Bruno Langa se recuperou da lesão que teve no jogo de controlo diante do Botswana, na última segunda-feira.

Na sessão desta quarta-feira, Chiquinho Conde priorizou a recuperação física dos atletas, tendo em conta que tiveram um dia de viagem e sem treino, onde aproveitou, também, para recapitular os aspectos que foram sendo trabalhados durante o estágio na África do Sul.

“Incidimos os treinos fundamentalmente naquilo que é a cativação, para os jogadores tirarem o cansaço. Fizemos exercícios dentro daquilo que é a nossa ideia de jogo, depois a preparação daquilo que é a manutenção da posse da bola. Quero que eles reajam rápido à perda de bola, esse é o nosso ADN”, referiu Conde aos jornalistas.

Aliás, uma das preocupações de Chiquinho Conde, recorde-se, é a transição do meio-campo e o ataque, onde a equipa se ressentiu nos dois jogos com as similares de Lesotho e Botswana, por isso a ensaiar muitas tacticas e muitas duplas.

Outrossim, Conde preocupou-se com a reacção rápida após perda da bola, bem como trabalhou para explorar os pontos mais fracos da selecção do Egipto.

Entretanto, durante o primeiro treino em Abidjan, os problemas vieram à tona para a equpa técnica nacional. É que o central moçambicano David Malembane se queixou de uma contusão no músculo da perna direita, que o obrigou a terminar mais cedo o treino dos Mambas.

Teve de ser avaliado pela equipa médica numa altura em que apresentava fortes queixas, segundo escrevem os jornais electrónicos Lance e Olho Clínico, presentes em Abidjan, algo que deixa preocupado Chiquinho Conde, que disse que as notícias não nos são muito boas.

“Deve, todavia, ser observado, pois sentiu um estiramento na coxa da perna direita, o que nos preocupa”, observou o técnico, sublinhando que “são ossos do ofício que só acontecem a quem cá está”, escreve o Olho Clínico.

Ainda assim, Chiquinho Conde não perde esperanças. “Vamos avaliar para ver se seguramente o doutor vai dar-nos uma resposta”, augurou o seleccionador.

Quem está a demonstrar melhorias é o lateral esquerdo Bruno Langa, que saiu queixoso no jogo de segunda-feira diante do Botswana, o que obrigou a ser substituído ao intervalo. Entretanto, o jogador foi avaliado e deixa Chiquinho Conde mais tranquilo.

“O médico disse-me que o atleta fez tratamento e que, neste momento, ele está melhor. Neste momento, está em observação pela equipa técnica e vamos avaliá-los em função daquilo que são as nuances e exercícios que teremos daqui para frente”, explicou o seleccionador nacional, citado pelo Olho Clínico.

De recordar que a selecção realiza os seus treinos no Centro Técnico da Federação Marfinense de Futebol, em Bingerville, arredores da Costa do Marfim. É um recinto desportivo com três campos de futebol, sendo dois de futebol onze (um natural e outro sintético) e o terceiro, natural, para futebol de sete.

“NOVOTEL” É A BASE CENTRAL DOS MAMBAS EM ABIDJAN

A Federação Moçambicana de Futebol prometeu criar melhores condições para os Mambas treinarem nesta derradeira fase de preparação antes da estreia no CAN, diante do Egipto, no domingo.

O campo de treinos e o local de hospedagem são dois factores fundamentais para uma boa preparação. Por isso, a Casa do Futebol não mediu esforços e negociou o Centro Técnico da Federação de Futebol da Costa do Marfim para os aspectos desportivos dos Mambas.

Relativamente ao local de hospedagem, a FMF foi a uma estância hoteleira tida como uma das melhores da região: o Novotel.

De acordo com o vice-presidente da Federação Moçambicana de Futebol para a área das Finanças, Jorge Bambo, a escolha do local obedeceu a um sorteio feito pelo Comité Organizador do CAN 2023, que integra a CAF e as entidades costa-marfinesas.

É, de resto, um hotel de quatro estrelas, localizado no centro da cidade, com capacidade para 150 pessoas e uma extensa área de serviços como, por exemplo, para conferências, lazer e restauração. Será ocupado pelos Mambas e também pela selecção da Guiné-Bissau.

A estância dista a tão poucos 10 minutos do estádio que acolherá os dois primeiros jogos dos Mambas: contra Egipto e Cabo Verde, a 14 e 19 de Janeiro, respectivamente.

Moçambique é a única selecção do grupo B do CAN da Costa do Marfim que ainda não venceu um jogo em fases finais dos Campeonatos Africanos das Nações. Os Mambas entram como a selecção com menos cotação do grupo. Além disso, os Mambas estão entre os que têm menos possibilidades de conquistar o Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim.

Estatísticas entre clubes e selecções de qualquer modalidade são apenas números, uma vez que o que conta é o resultado no final de cada jogo. Mas quando se trata de competições continentais e mundiais, as estatísticas têm o seu valor na hora do sorteio.

Por isso os Mambas estiveram no pote 4 do sorteio do CAN da Costa do Marfim e calharam com o Egipto, que estava no pote 1, Gana, que esteve no pote 2, e Cabo Verde, no pote 3.

Os faraós são os mais cotados em termos estatísticos. Esta é a 26a participação em fases finais, onde disputaram 107 jogos, venceram 60, empataram 20 e perderam 27 jogos. Ao todo marcaram 168 golos e sofreram 90 golos. 33o colocado no ranking da FIFA, o Egipto já conquistou o CAN por sete ocasiões.

Se a selecção de Mohamed Salah é candidata a passagem aos oitavos-de-final, o mesmo pode se dizer do Gana, selecção que já venceu o CAN por quatro ocasiões. As Estrelas Negras vão na sua 24a participação de uma prova onde já disputaram 102 jogos, venceram 54, empataram 27 e perderam 27. Marcaram 133 golos e sofreram 87.

Cabo Verde é uma das quatro selecções dos PALOP’s no CAN, naquela que é a sua quarta presença. Nas edições anteriores tiveram 11 jogos, duas vitórias, seis empates, três derrotas, seis golos marcados e nove golos sofridos.

Já Moçambique, apesar de ir para a sua quinta presença numa fase final do CAN, soma, em termos estatísticos, com 12 jogos disputados, nenhuma vitória, dois empates, 10 derrotas, quatro golos marcados e 26 sofridos, ou seja, o pior registo dos integrantes do grupo B.

Estatísticas à parte, os Mambas procuram a sua primeira vitória na prova, a primeira passagem à fase seguinte e toda história possível de se fazer na Costa do Marfim.

 

MAMBAS COM POSSIBILIDADES DE CONQUISTAR PROVA

Por outro lado, a selecção nacional de futebol está entre os que têm menos possibilidades de conquistar o Campeonato Africano das Nações da Costa do Marfim. Os Mambas estão em 22o lugar dos potenciais candidatos a vencer a prova.

Uma pesquisa feita pela Opta Supercomputer, uma plataforma de análises desportivas, revela que os Mambas são dos menos cotados a conquistarem o CAN da Costa do Marfim.

Ou seja, das 24 selecções que vão disputar a prova que arranca já no sábado, Moçambique é o terceiro, de baixo para cima, ou seja, na 22a posição dos potenciais candidatos a conquistar o canecão, com 0.6% de possibilidades.

Ainda assim, Moçambique está acima de outras duas selecções, nomeadamente Angola e Namíbia, ambas com 0.5% de possibilidades, e abaixo de outras 21 selecções participantes, casos da Mauritânia, Tanzânia e Gâmbia.

Dos países com mais possibilidades de conquistar a prova, o Senegal, actual detentor do troféu, aparece na frente com 12.8% de possibilidades de revalidar o título, seguido da Costa do Marfim, anfitrião, com 12.1% de possibilidades, e Marrocos, que fecha o top-3, com11.1%.

Do grupo de Moçambique, Egipto é que está com a melhor cotação, na 5a posição, com 8.5%, seguido do Gana, na 9a posição, com 5.3% e Cabo Verde, com 0.9%, na 16a posição.

Para já 12 selecções já se encontram na Costa do Marfim, nomeadamente Marrocos, Guiné-Bissau, Tanzânia, Moçambique, Egipto, Argélia, Camarões, Gana, Gabão, Guiné-Equatorial, Namíbia e Nigéria.

Os Mambas já se encontram em Abidjan, na Costa do Marfim, país que vai acolher a fase final do Campeonato Africano de Futebol (CAN). O combinado nacional desembarcou, esta terça-feira, àquele país ido de Johanesburgo, África do Sul, onde cumpriu um estágio pré-competitivo.

É a quinta presença em fases finais do CAN. Os Mambas estão, por isso, a viver um estado de graça, que poderá ganhar outra dimensão assim que entrarem em cena na maior montra do futebol africano. O combinado nacional já respira os ares de Abidjan, capital da Costa do Marfim, onde chegaram esta terça-feira.
Antes de chegarem a este país da África Ocidental, a selecção nacional testou-se em estágio, em Johanesburgo. Na porta ao lado, os Mambas estavam à busca de aprimorar todos os aspectos desde técnicos e tácticos antes de partirem para o local da competição. Durante a estadia “terra do rand”, o combinado nacional não só treinou, assim como efectuou três jogos.

Na primeira partida frente ao Jomo Cosmos, equipa que milita na terceira divisão daquele país, a selecção moçambicana venceu por expressivos e descomunais 6-1. Nessa partida Chiquinho Conde não pôde contar com todos os atletas, na medida em que alguns ainda não tinham chegado ao local do estágio. Boa estreia no capítulo dos jogos de controlo.

No segundo embate, o combinado nacional testou-se diante do Lesotho, vencendo mais uma vez, desta feita por duas bolas a uma, numa partida em que Geny Catamo foi o único ausente. A fechar o ciclo de jogos de preparação, o conjunto nacional mediu forças com o Botswana, partida que teve lugar esta segunda-feira.

O embate contra os “tswanas” terminou com um empate a uma bola. Para a essa partida todos os jogadores estiveram à disposição de Chiquinho Conde, com a inclusão do internacional moçambicano Geny Catamo, por sinal o último a juntar-se à selecção.

MAIS TREINOS EM ABIDJAN

A selecção vai continuar com o ciclo de preparação na Costa do Marfim, devendo realizar sessões de treino até ao arranque, dia 13 deste mês, do CAN. Chiquinho Conde conta com todos os jogadores clinicamente estáveis, tendo em conta que durante o estágio na África do Sul nenhum deles sofreu qualquer tipo de lesão.

Os Mambas, que estão no Grupo B, vão estrear-se na prova defrontando a poderosa selecção do Eigipto, partida agendada para dia 14 deste mês. A selecção nacional vai procurar, na presente edição do CAN, alcançar a sua primeira vitória numa fase final da competição.

Moçambique é, aliás, o único país com o pior registo em termos estatísticos no seu grupo. Das quatro selecções, os Mambas figuram como a que nunca obteve nenhuma vitória nas suas quatro presenças na prova.

O presidente da Associação Sul-Africana de Futebol (SAFA), Danny Jordaan, revelou que os jogadores do Bafana Bafana receberão sete milhões de rands, equivalente a 28,8 milhões de Meticais, caso vençam a Taça das Nações Africanas, CAN 2023.Caso não vençam, não há premiação para os jogadores.

A direcção da associação, representada pelo respectivo presidente, Danny Jordaan, o seu vice, Bennet Bailey, a CEO, Lydia Monyepao, e o chefe da delegação do torneio, David Molwantwa, reuniu-se com os jogadores este domingo em Stellenbosch para assinar um memorando de entendimento.
Os jogadores foram representados pelo capitão Ronwen Williams, Percy Tau, Siyanda Xulu, Veli Mothwa e Themba Zwane.

Danny Jordaan disse,  na ocasião,  que tudo está a ser feito para que os Bafana Bafana tenham uma participação sem sobressaltos na prova da Costa do Marfim. “Estou aqui para garantir que todas as dificuldades foram ultrapassadas, que não há nada de excepcional e que tudo está no lugar certo para que eles se concentrem no futebol, desfrutem do futebol e tenham um desempenho que faça a nação respirar fundo e se orgulhar. Afinal: ‘temos uma equipa'”, disse Jordaan à SAFA.

O presidente da Associação de Futebol da África do Sul disse, ainda,  não  haver espaço para se  discutir assuntos que não sejam a participação da selecção no CAN da Costa do Marfim. “Temos de fazer com que a equipa se concentre. Temos de esclarecer tudo. Se vencerem, ganham sete milhões de rands (MZN 28,800.000). Se perderem, não ganham nada. Já há algum tempo que estabelecemos esta equipa e não queremos perder tempo discutindo coisas desnecessárias”, disse Jordaan.

A associação não divulgou em detalhes o acordo de bónus, com os sete milhões de rands a ser, provavelmente, o valor que os jogadores devem dividir em caso de conquista da prova que tem como prémio sete milhões de dólares.

A SAFA normalmente detalha o que a progressão em cada estágio normalmente implica financeiramente para os jogadores.
As negociações entre a Associação e os jogadores já decorriam há algum tempo, apesar de a SAFA afirmar que resolveria estas questões mais cedo, depois de terem sido embaraçados pelas Banyana Banyana na véspera do Campeonato do Mundo Feminino da FIFA, na Nova Zelândia e na Austrália, no ano passado.

As jogadoras do Banyana, recorde-se, decidiram boicotar a partida de despedida contra o Botswana, com a questão de bónus como uma de suas queixas.

O acordo que os Bafana Bafana assinaram com a SAFA significa que os jogadores e o treinador Hugo Broos podem concentrar-se na prova da Costa do Marfim, onde estão agrupados com Tunísia, Mali e Namíbia.

A África do Sul inicia a competição diante do Mali no dia 16 de Janeiro. Broos e seus pupilos terminam o estágio em Stellenbosch na terça-feira, devendo retornar a Joanesburgo, onde jogam um amistoso contra o Lesotho, à porta fechada, na quarta-feira, um dia antes da partida para Costa do Marfim.

A selecção nacional de futebol deixa amanhã, terça-feira, a vizinha África do Sul, com destino a Costa do Marfim, onde vai disputar o seu quinto Campeonato Africano das Nações, CAN, depois das participações de 1986, 1996, 1998 e 2010. No último jogo de controlo antes da partida, os Mambas empataram com Botswana a um golo, numa partida sofrida

Fim da segunda fase de preparação ao CAN da Costa do Marfim. Os Mambas encerraram a segunda etapa desta caminhada rumo a Abidjan esta segunda-feira, com um jogo de controlo diante do Botswana, no seu quartel-general, o FNB Stadium, em que não deu para vencer, mas também não deu para perder.

A partir da noite desta terça-feira um novo e definitivo quartel-general, em Abidjan, capital da Costa do Marfim, cidade que vai acolher os Mambas na fase final da prova continental.

Serão 4.911 quilómetros que serão percorridos pelos Mambas de Joanesburgo a Abidjan, num voo de cerca de 6 horas e 15 minutos até chegar ao destino.

A Federação Moçambicana de Futebol garante que todas condições foram criadas para que os Mambas tenham uma boa estadia em solo costa-marfinense, desde os aspectos logísticos e desportivos.

Aliás, Feizal Sidat, falando para o LanceMz, disse que o organismo que dirige já fez o depósito de 50% dos valores de ajudas de custos nas contas dos jogadores, equipa técnica e todo staff, devendo a outra metade ser desembolsada dentro de três dias.

Na Costa do Marfim os Mambas vão ter o seu próprio campo para treinos, não estando previsto nenhum jogo de controlo, mesmo para evitar lesões e situações que possam prejudicar os jogadores nas vésperas do arranque da prova.

Moçambique inicia sua campanha no dia 14 de Janeiro diante do Egipto, defrontando seguidamente Cabo Verde, a 19 de Janeiro, e três dias depois fecha a fase de grupos diante do Gana.

 

BARALHAR TODAS EXPECTATIVAS ANTES DA PARTIDA PARA ABIDJAN

Depois de dois jogos de controlo diante do Jomo Cosmos e Lesotho, esta segunda-feira foi a vez do Botswana na última partida amigável antes de seguir viagem para Abidjan.

Chiquinho Conde baralhou todas expectativas em relação à equipa principal que vai defrontar o Egipto, tendo em conta que utilizou um onze inicial diferente e fora das projecções.

Ivan foi o homem a quem foi confiada a baliza dos Mambas, contrariamente a Ernan, que foi titular nos dois encontros anteriores, enquanto Infren entrava na direita para o lugar de Macandza, e Bruno Langa substituiu Reinildo. No centro da defesa estava Edmilson, desta feita a fazer parelha com Nené e não com Mexer.

Como pivots estavam Amadou e Shaquile, este último em substituição de Alfons Amade. Domingues voltou a ser o coração dos Mambas, o capitão, no onze inicial, apoiado por Clésio Baúque a esquerda, e Gildo Vilankulo, que desta vez entrou para o lugar de Witi. Ratifo continuou a ser o homem mais adiantado da equipa.

Com este onze inicial, era pretensão de Chiquinho Conde deixar alguns jogadores acomodados na titularidade na selecção, pese embora alguns estejam a fazer a terceira partida como titulares e a darem indicações de ter lugar diante do Egipto.

A equipa deixou ficar boas indicações, pese embora tenha sofrido o primeiro golo ainda na primeira parte, de grande penalidade a castigar falta do guarda-redes Ivan sobre um atacante tswana, numa altura em que até dominava.

Na segunda parte Chiquinho Conde fez alterações na equipa e colocou os possíveis titulares com entradas de Lau King, João Bonde, Alfonso, Domingos Macandza, Malembana, Guima, Witi e Mexer, para os lugares de Ínfren, Bruno Langa, Nené, Ratifo e Shaquille, Domingues, Amadou e Edmilson Dove.

Os Mambas correram atrás do prejuízo e testaram a sua capacidade de sofrer, tendo terminado a partida com empate a um golo, depois de Alfonso Amade ter feito gosto ao pé, já para lá dos 90 minutos. Foi o segundo golo de Alfonso nos Mambas em três jogos.

Chiquinho Conde mostrou-se satisfeito com a entrega dos jogadores, mas preocupado com o entrosamento, principalmente com as transições, mas garantiu que em Abidjan vai trabalhar todos os aspectos para que as dificuldades encontradas, bem como as falhas sejam ultrapassadas.
Os Mambas viajam esta terça-feira e na noite do mesmo dia começam a trabalhar.

O presidente da Federação Moçambicana de Atletismo (FMA), Kamal Badrú submeteu, esta segunda-feira, uma queixa à Procuradoria-geral  da República contra o secretário-geral do Comité Olímpico de Moçambique (COM), Penalva César, que o acusa de ter desviado dinheiro destinado ao pagamento de ajudas de custo e vistos de três atletas, que em Dezembro do ano passado participaram numa meia maratona, em Macau. 

A novela sobre a troca de acusações entre o secretário-geral do Comité Olímpico de Moçambique e o presidente da Federação Moçambicana de Atletismo ganhou, esta segunda-feira, mais um capítulo. 

Após a “guerra” dos áudios e comunicados, entre distanciamentos e esclarecimentos, falando em exclusivo ao “O País”, Kamal Badrú acrescentou mais dados à história. O dirigente recusa as acusações de que foi algo por parte do secretário-geral do Comité Olímpico de Moçambique segundo as quais desviou dinheiro alocado à FMA. Nega ainda ser reincidente em matérias de desvio de dinheiro disponibilizado pelo COM , tal como Penalva César fez referência  no áudio que circulou nas redes sociais.

“Neste aspecto de eu ser reincidente, vou submeter uma queixa à Procuradoria-geral da República para ele provar as suas acusações”, refere Kamal Badrú, explicando que a submissão da queixa à PGR é uma questão pessoal.

“Ele deve provar por que é que sou bandido. Se analisarmos bem o significado da palavra bandido vamos perceber que é pesado. Eu nunca raptei ninguém, nunca matei ninguém, nunca assaltei a casa de ninguém e nunca violei ninguém. Por isso, reitero que ele deve explicar porque é que sou bandido”, questiona Badrú.

Badrú explica que todo o expediente relacionado com a viagem dos três atletas para Macau foi tratado dentro das normas.

“Temos toda a documentação que indica de forma clara que não houve algo anormal. Nós pagamos os vistos, porque ninguém poderia viajar para a China sem observar esse requisito. O senhor Penalva César diz que o Comité Olímpico de Macau lhe abordou sobre o não pagamento dos vistos, o que não constitui a verdade”, explica. 

Em relação ao pagamento das ajudas de custo dos três atletas, Kamal Badrú reitera que a federação irá pagar assim que tiver disponibilidade de dinheiro. 

“Devo esclarecer que nós pagamos uma parte aos atletas. Ou seja, dos 10.000 meticais que eles tinham direito pagamos dois mil. Não foi possível pagar todo o valor porque tivemos contratempos no processo de câmbio”, promete o dirigente.

Ainda sobre as acusações de Penalva, Kamal Badrú só encontra uma explicação.

“Acredito que quando o senhor Penalva César gravou aquele áudio estava a sair duma barraca e sob efeito de álcool. Suponho que tenha feito aquelas declarações no calor da emoção e das festas, tendo abordado assuntos sem o devido conhecimento”, defende o dirigente.

O Presidente da Federação Moçambicana de Atletismo entende, por isso, que há falta de comunicação no Comité Olímpico de Moçambique e reitera que a instituição que dirige continuará aberta para colaborar. Em contacto com “O País” para reagir sobre o assunto, Penalva césar disse não estar disponível para o feito.

“Não acho prudente emitir qualquer opinião ou posição neste momento”, disse Penalva César.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, continua a preparar a sua participação no CAN-2023 na vizinha África do Sul. Depois de uma semana de treinos os jogadores continuam em boas condições físicas para representar os país, segundo disse o médico da selecção, Mussa Calú.

Oito dias de treinos intensos divididos entre o ginásio e o relvado, com jogos de controlo a mistura, caracteriza o estágio dos Mambas na África do Sul, onde o seleccionador nacional conta com 22 jogadores convocados.
Em termos clínicos, de acordo com a equipa médica da selecção, todos os jogadores continuam aptos, pese embora David Malembane e Lau King tenham sido submetidos a uma avaliação mais cuidada devido as lesões que traziam dos seus clubes.
Em termos de entrosamento do balneário o optimismo e a coesão continuam a caracterizar o grupo. Mas também existem expectativas centradas no colectivo e não no individual.

Os Mambas defrontam este sábado o Lesotho, a partir das 16H00, para o segundo jogo de controlo. Terça-feira será a vez do Botswana cruzar caminho dos Mambas no estágio na África do Sul.

Daúto Faquirá é o novo treinador do Ferroviário da Beira para a temporada 2024. O luso-moçambicano vai substituir no cargo o português Hélder Duarte, técnico que conduziu os “locomotivas” do Chiveve à conquista do Moçambola no ano passado.

Daúto Faquirá tem a missão de revalidar o título nacional e chegar o mais longe possível na Liga dos Campeões Africanos. Faquirá, técnico com uma larga experiência, já teve passagens por muitos clubes portugueses e africanos, com destaque para o Vitória de Setúbal e Primeiro de Agosto, este último que milita na primeira liga angolana (Girabola).

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