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O País – A verdade como notícia

A fauna, a flora, o mar, os mineiras de Moçambique foram os temas escolhidos para o primeiro Fashion Hair Mozambique, realizado recentemente, na cidade de Maputo.

Ao todo, foram 27 modelos que desfilaram no salão nobre do Hotel Polana, trajadas com vestidos de gala feitos de cabelos, dos mais variados tipos, e exibindo penteados exuberantes. “Um dos objectivos do evento é transmitir aquilo que há de mais moderno em termos de cabelo e maquiagem, para que as pessoas não fiquem presas a um estilo apenas”, explicou a cabeleireira responsável pelo projecto, Luísa Pereira.

A ousadia e originalidade dos penteados deixaram a plateia encantada e querendo mais. Por isso, a organização do evento sente-se na obrigação de produzir algo maior, no próximo ano. “Nós vamos continuar a fazer mais coisas, ao longo do ano, até chegar o próximo desfile. Neste momento, não podemos revelar o que é exactamente, mas temos certeza que será do agrado de todos”, detalhou Luísa Pereira.

O Fashion Hair Mozambique é aberto ao público em geral e aos profissionais de beleza que tenham interesse em desenvolver suas habilidades. A filosofia do projecto é promover a saúde do cabelo sem descorar da possibilidade de se fazer penteados criativos.

O Ministério da Cultura e Turismo, no âmbito do fortalecimento do Sistema de Estatísticas do sector, vai assinar, amanhã, um protocolo de colaboração com o Instituto Nacional de Estatística.

O Protocolo, entre outros objectivos, pretende estabelecer condições de implementação e desenvolvimento efectivo da Conta Satélite do Turismo em Moçambique (CSTM) – um quadro internacionalmente aceite, desenvolvido e usado para medir, separadamente, e de forma detalhada, a contribuição directa do Turismo na economia nacional, que não é directamente observável e captada no quadro central das Contas Nacionais; realizar estudo de viabilidade que indicará o diagnóstico de fontes de informação e identificação das principais necessidades, de base, conducentes à elaboração de indicadores da cultura; e produzir indicadores económicos e sociais da área da Cultura.

 

 

Patrícia Pacheco é apresentadora angolana de larga experiência e de bom humor, afinal, para se ser responsável de uma “grande manhã” é mesmo necessário. Há mais de 17 anos suportando as telas da televisão e, pelo que a Stv viu hoje, suporta também as pistas: gosta de dançar. Enquanto se montava o palco, Pacheco dançava ao ritmo vibrante que fugia das colunas na Praça da Independência em Maputo, local que será apresentado dois programas da Zap Viva, em directo, ao canal da Zap e em simultâneo na Stv.

A profissional angolana está acompanhada pela Stela Semedo. A colega do mesmo canal, a apresentadora do programa “Vida à Tarde” também é uma pessoa alegre e com os passos de dança em dia. Semedo tem apenas dois anos na televisão, mas três horas diárias para animar os telespectadores da estação Zap Viva e com muito ainda para dar, pelo menos é que confessou a nossa reportagem.

As duas estão em Maputo pela primeira vez para apresentar os seus respectivos programas, tal como é comum em Angola, não só no estúdio mas também em outras províncias angolanas.
Além de se apresentarem em Moçambique pela primeira vez, as apresentadoras têm o desafio de dividir os programas com os profissionais moçambicanos: Emerson Miranda (apresentador do “Big Box Show”) e Dudas Aled (apresentador do programa “Vidas em Directo”).

Os quatro estiveram juntos hoje a acertarem alguns detalhes para esta festa da televisão que vai celebrar a música moçambicana, concretamente a marrabenta. Conversaram animadamente. Aliás, “Big Barrão Boss” já conhecia as duas, inclusive já participou nos seus programas.

Mais do que programas, a Praça da Independência estará aberta para os amantes da Zap e Stv e para aqueles que gostariam de ganhar brindes e assistir as actuações de músicos moçambicanos ao vivo.

“Grandes manhãs” é o programa que vai decorrer a hora do “Manhãs alegres” e, lá para o fim do dia, “Vidas em Directo” vai ceder ao “Vida à Tarde”. Os programas não são apenas semelhantes pelos nomes. As rubricas e a animação são outros aspectos que lhes são peculiares.

Até hoje, o jogo de luzes que encandeava o edifício do Conselho Municipal de Maputo já denunciava um ambiente para lá de diferente. Uma grande equipa da Zap e da Stv se desdobrava para colocar tudo funcionar. A constante movimentação pelo recinto dava claros indícios de que realmente vai se tratar de um dia imperdível.

Este momento celebra, ao mesmo tempo, os seis anos da Zap.

 

Os alunos da Escola Nacional de Música vão dar um concerto de canto, flauta e clarinete a 30 deste mês, às 18h00. O evento gratuito é resultado de uma parceria, entre as duas instituições, que teve início há quatro anos, altura em que a Escola Nacional de Música passou a apresentar, anualmente, um dos seus espectáculos no Camões – Centro Cultural Português, local do concerto.

O concerto deste ano tem como objectivo a apresentação das competências adquiridas pelos alunos ao longo do seu tempo de formação. São coordenadores deste espectáculo os professores Isabel Mabote, Páscoa Ricardito e Marisa Olumene, na área do canto; Bernardo Matola, no clarinete e Jorge Júlia Manhique, na flauta.

A área do canto será apresentada por alunos do 1.º ao 5.º ano da Escola Nacional de Música, com interpretações dos temas “Come Again”; “Niuzumi” e “O Sol Ardendo”. Em representação da área do clarinete, as alunas Olayinka, Flávia, Deolinda Cossa, Sheila Mazuze e Nicole Lobo com apresentação dos temas “Quarteto de Clarinete e Flauta”; “Mapa Mapa”; “Kirilo e Duo in G”.

A Associação Dans’Artes iniciou, sábado, na Matola, uma formação artística denominada “Dança e Artes no Distrito”, que vai durar três meses. A iniciativa conta com apoio da Cooperação Suíça e as áreas de enfoque da formação serão a dança e a música.

O programa inclui 100 crianças e jovens selecionadas dentre mais de 400 das escolas: Djonasse, Nelson Mandela, Instituto Armando Emílio Guebuza e Artes Dans’Artes.

Objectivo do projecto de formação é de levar as artes e a cultura à comunidade, como veículo da formação do Homem. São igualmente parte dos objectivos fomentar a formação de profissionais na área artística e cultural, especificamente da camada infanto-juvenil.

Implementação da formação

Esta acção está relacionada com as aulas efectivas de canto e dança. As aulas terão lugar no estúdio de ensaios e no palco do Teatro em construção, situados na Vila Artística Dans’Artes, donde o projecto é parte integrante.

Para a organização, implementar este programa significa responder à necessidade de promover o saber das artes e da cultura para a formação das crianças com idades compreendidas entre os 7 e 17 anos.

No que concerne ao trabalho da dança, a actividade concentra-se essencialmente na transmissão do património artístico e cultural moçambicano sem descurar a aprendizagem de vocabulários e linguagens modernas, contemporâneas e internacionais.

O enfoque nas danças locais vem responder à questão da preservação do próprio património cultural, rítmico e canções ligadas a estas danças e que constituem um acervo a ser passado às diferentes gerações.

No que tange à música, o programa estará mais virada à intervenção social, incentivando que os alunos escrevam letras ou composições.

Performance pública

A mostra pública será realizada no dia 30 de Setembro, no palco da Vila Artística Dans’Artes. Com início às 16h, devendo durar 2h. Contará com a presença de aproximadamente 100 alunos participantes do projecto de formação artística “Dança e Artes no Distrito”.

Farão igualmente parte da performance final os artistas convidados (10) e seus grupos, das áreas de Teatro e música. A performance englobará um conjunto de 18 números artístico-cénicas das quais 10 coreografias e oito composições musicais com a execução e interpretação feita pelos alunos participantes da formação.

O programa de formação “Dança e Artes no Distrito” contou com apadrinhamento do Ministério da Cultura e Turismo.

 

 

A obra de João Paulo Borges Coelho, Prémio LeYa 2009, vai ser debatida na capital portuguesa. Intitulado “Cartógrafo de Memórias: a poética de João Paulo Borges Coelho”, o encontro literário vai juntar, no dia 13 e 14 de Julho, vários intelectuais versados em letras de vários países de língua oficial portuguesa, incluindo Moçambique.

A sessão inaugural da jornada à volta da escrita do autor moçambicano terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a partir das 9h, no Anfiteatro III. A conferência de abertura vai contar com a intervenção de Rita Chaves, da Universidade de São Paulo, e com moderação de Nazir Ahmed Can, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Depois, a partir das 10h, o auditório vai acompanhar a reflexão do primeiro painel: “A escrita de João Paulo Borges Coelho e Outros Saberes”, com José Luís Cabaço, da Universidade Técnica de Moçambique; Ana Paula Tavares, da Universidade de Lisboa; Omar Ribeiro Thomaz, da Universidade Estadual de Campinas, e Maria-Benedita Basto, da Centre d'études africaines de l'EHESS (Sorbonne-Paris 4). A moderação do painel está na responsabilidade de Maria Paula Meneses, da Universidade de Coimbra.

Cada um dos painelistas leva consigo um tema específico. O tema de Cabaço é “Outras faces”; de Tavares é “João Paulo Borges Coelho, Literatura, Memória e História. Novas formas de dizer o passado no presente”; de Thomaz é “Campo de trânsito: João Paulo Borges Coelho, Moçambique e o mal do século” e Basto é “Circulações globais, arquivos locais, vozes privadas: escrita e montagem em O Olho de Hertzog de João Paulo Borges Coelho”.

O segundo painel do congresso é intitulado “O tradicional e o moderno: formas, funções, instrumentalizações”, e terá abordagens de outras latitudes. Da Universidade Justus Liebig estará Susanne Jahn, da Universidade do Minho estará Maria do Carmo Mendes, a Brown University estará representada por Sílvia Cabral Teresa e ainda vão intervir Marcela Magalhães de Paula e Alfredo Sorrini, do Centro de Estudos Brasileiros, Embaixada do Brasil em Roma e Universidade de Bolonha (Itália), respectivamente.

O congresso terá um terceiro painel: “Percursos da história e da memória na obra de João Paulo Borges Coelho”, entre 14:30h e 16:30 do dia 13, com os oradores:  Almiro Lobo, da UEM, quem vai intervir com a leitura “As Visitas do Dr. Valdez e Rainhas da Noite: (re)formulações de uma memória”. Além de Lobo, estará no painel Leonor Simas-Almeida, da Brown University, Livia Apa, da Unior-Nápoles e Elena Brugioni, Universidade Estadual de Campinas.

Não se ficará por aí. Em Lisboa, haverá ainda mais painéis, com outros estudiosos da obra do Prémio LeYa 2009. O quarto painel estará subordinado “A memória, o esquecimento e os seus usos políticos” e o quinto ao tema “Do poético ao político: o poder, os centros e as margens”. Neste participará mais um moçambicano: Calane da Silva, com a intervenção voltada a “O retrato de João Albasini pelo olho de João Paulo Borges Coelho”, na companhia do autor português a viver no país, António Cabrita, quem deverá debruçar-se sobre a “Ilusão e Auto-Ilusão: O “Olhar Desdobrado” em Auster e Borges Coelho e a Sua Passagem a um Outro GÉNERO”.

O sexto painel tem como tema “As fissuras identitárias e institucionais em Moçambique” e o sétimo é “Materialidades e viagens teóricas na escrita de João Paulo Borges Coelho”.

No último dia do evento, a Conferência de encerramento será orientada por Fátima Mendonça, da UEM, e com a moderação de José Luís Cabaço.

 

Encontro com o escritor, o lançamento…  
 
O Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, durante os dois dias de congresso, vai acolher um encontro com João Paulo Borges Coelho. Nesse evento estarão Lourenço do Rosário, da Universidade A Politécnica; e Sandra Sousa, da University of Central Florida. E, como se impõe, haverá o lançamento do livro “Visitas a João Paulo Borges Coelho. Leituras, Diálogos e Futuros”, que sai sob a chancela da editora Colibri. Em Lisboa, também será lançada a edição italiana do livro “Indizi indiani”, a ser apresentado por Jessica Falconi.

 

Beyoncé, Bruno Mars e Kendrick Lamar foram os grandes vencedores dos prémios BET, do canal de televisão Black Entertainment Television, cuja cerimónia se realizou domingo à noite no Microsoft Theater, em Los Angeles, EUA.

Beyoncé venceu cinco categorias, designadamente as de Melhor Álbum, Melhor Artista Feminina, e ainda foi a melhor artista de acordo com o público. A artista esteve, no entanto, ausente da cerimónia, visto que voltou a ser mãe há pouco tempo.

O evento contou com actuações de Bruno Mars, Migos, Chris Brown, Mary J. Blige e Khalid, entre outros.

O Prémio Humanitário ficou para Chance the Rapper. Já o Prémio Carreira foi dado a New Edition. Bruno Mars foi agraciado com o prémio de Melhor Artista Masculino R&B/Pop. Melhor Grupo é o Migos e a eles coube a vitória na categoria de Melhor Colaboração com Lil Uzi Vert, na música“Bad and Boujee”. Como já se previa, o Melhor Artista Masculino de Hip-Hop desta edição foi para o rapper Kendrick Lamar. A mesma categoria, mas que agracia pessoas do sexo feminino, valeu a Remy Ma. Bruno Mars voltou a subir no palco para ter a estatueta de Melhor Video com “24 Magic”. A mesma categoria foi conquistada por Beyoncé com o vídeo da música “Sorry”.

O Realizador do Ano é Kahlol Joseph e, porque não, a própria Beyoncé no vídeo “Sorry”. O artista Revelação do Ano é Chance The Rapper. Solange teve Prémio Centric com “Cranes in the Sky”. A Melhor Artista Internacional é Europa Stormzy. E, para fechar, o talentoso Wizkid é o Melhor Artista Internacional do continente africano.

A 24 de Junho de 1953 nascia a escritora e jornalista, Fátima Langa, no distrito de Manjacaze, na província de Gaza. Na celebração do seu 64º aniversário, amigos e familiares esperavam, como de costume, reunir-se para celebrar. Porém, quis o destino que este, também, fosse o dia da sua partida.

Quando o relógio marcava 15 horas, no último sábado (24), avozinha – como era carinhosamente tratada pelos seus netos – sentiu-se mal e foi levada de imediato ao hospital. Porque não se tratava de algo grave, foi medicada e retornou a casa.

No aconchego do lar e as vésperas de apagar as velas do seu aniversário natalício, sentiu-se mal novamente. De regresso ao hospital recebeu todos os tratamentos médicos possíveis, mas o esforço foi em vão. Fátima Langa não resistiu e deu o seu último suspiro.

Segundo o irmão, Alberto Simão, a escritora estava doente já há algum tempo, mas a situação estava controlada e por isso a sua morte foi uma surpresa.

Para os amigos, que a tinham como irmã, o momento é de muita dor e choque. Com os olhos cheios de lágrimas, recordam-se dos momentos partilhados e lamentam a sua partida.

Cientes da sua importância no mundo da literatura, dizem que as crianças não perderam apenas uma contadora de estórias, mas uma avó. “Eu espero que sua alma continue a escrever. As crianças ficaram sozinhas, pois era única que se preocupava em escrever para elas”, disse emocionada a amiga de longa data, Natividade Bule.

Fátima Langa é descrita pelos seus ente-queridos como uma mulher de garra e batalhadora. Um exemplo disso, é que até aos seis anos só falava o cichopi, sua língua materna, tendo aprendido a língua portuguesa mais tarde quando ingressou no ensino primário na Vila de Manjacaze. Por ser uma mãe dedicada, a sua formação superior, em Jornalismo, foi adiada até a altura em que viu os seus filhos formarem-se.

Durante uma entrevista ao programa Mais Mulher da STV, exibido no ano passado, revelou que desde a tenra idade cultivou o hábito de contar estórias à volta da fogueira, na sua língua materna. Contudo, não pensava em publicar. A escritora Lília Momplé foi quem a incentivou a publicar os contos que escrevia e guardava para contar as suas crianças. Ao aceitar o desafio, entregou-se totalmente ao mundo literário.

Em vida, a escritora e jornalista, escreveu vários livros – em português e na sua língua materna – para a pequenada, dentre eles destacam-se: “A Gazela, o Carneiro e O Coelho”, “O galo e o coelho”, “Nhembeti” e “Ndinema vai à escola”.

O seu percurso literário é fortemente influenciado pelas vivências da sua infância passada maioritariamente na terra natal.

Por ser das poucas autoras que se dedicava a literatura infantil, o seu nome é uma referência obrigatória ao se falar da modalidade.
Fátima Langa era a irmã mais velha de 10 irmãos, deixa dois filhos e dezenas de netos – que na sua maioria ganhou contando estórias.

Dança, muita dança… Cor, mas muita cor… assim é o Songo festival, um evento cultural que anualmente junta diversos grupos culturais do distrito de Cahora Bassa e não só, em Tete.

Na terceira edição que decorreu entre os dias 23 e 24, 300 artistas mostraram a riqueza cultural da província. A vila de Songo viveu momentos alegres e de muita euforia. Durante os dois dias, os 31 grupos procuraram convencer o jurado com exibições de tirar o fôlego.

Durante as actuações, o convencional casava-se com o tradicional, a simplicidade à criatividade. Mais do que dança, os grupos espalhavam alegria, o gingado. Enquanto alguns optaram em não fugir do comum, outros ousaram em trazer inovações, como é o caso de dois grupos de Nyau. Um que brindou os presentes com um número de dança feito num poste, sim um poste comumente é usado para suportar os fios de corrente eléctrica; e outro que mostrou o seu gingado numa corda bamba.

Alegria via-se no público que se animava a cada apresentação, até porque não são todos os dias que se assiste a um festival.

Depois da apresentação dos grupos, coube ao jurado escolher os três melhores nas categorias de dança tradicional, dança convencional, teatro entre outras. O momento foi de grande euforia para os grupos vencedores que receberam entre 5 a 15 mil meticais.

No final do evento, o director distrital de Educação e Desenvolvimento Humano de Cahora Bassa, em representação da administradora distrital, disse que a terceira edição foi melhor que a do ano passado. “Estamos felizes porque, mais uma vez, mostramos que somos capazes de organizar um evento dessa dimensão. Esta edição foi melhor que a anterior. Puderam ver as diversas manifestações culturais da nossa província e o empenho de cada grupo em mostrar as suas habilidades. Queremos fazer com que este evento seja uma marca na nossa província e no nosso país em geral”, alegrou-se Nelson Majasse.

Para Itai Meque, membro do conselho de administração da HCB, o evento mostra que a vila está a desenvolver. “Este evento acontece numa altura em que o mundo precisa reaprender não só a importância da cultura, mas como também a cultura de paz. Não temos dúvidas que o distrito de Cahora Bassa é a terra da arte popular, erudita, tradicional e inovadora que é representada pelo Nyau, considerada património mundial entre outras danças”, disse o dirigente que destacou que as celebrações marcavam igualmente os 42 anos da empresa HCB. “Estamos felizes por mais um aniversário. Este ano é particularmente especial, pois estamos a preparar as celebrações dos 10 anos da reversão da nossa hidroeléctrica, uma cerimónia que terá lugar no próximo mês de Novembro”.

Assim foi a III edição do Songo Festival, assim foi a festa de arromba que paralisou esta pequena vila.

 

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