Na próxima quarta-feira, quando forem 19h, a peça teatral (Des)mascarado, da autoria de Venâncio Calisto, vai ao palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na cidade de Maputo.
A exibição do espectáculo insere-se nas comemorações do Dia Mundial do Teatro e do mês da Mulher, de acordo com o Franco-Moçambicano, que sublinha, em comunicado de imprensa: “a peça traz-nos uma reflexão sobre as questões de conflito de género e conta com as actrizes Sufaida Moiane e Rita Couto na interpretação”.
Ainda de acordo com a nota do Franco-Moçambicano, (Des)marcarado, é um espectáculo de teatro que invade a intimidade do casal Amélia e Arcanjo, para levar à ribalta questões de feminilidade versus masculinidade, que muitas vezes são postas por baixo do tapete da modernidade.
“Eis um poema dramático cujo enredo e plástica fazem dialogar a tradição com a modernidade, neste caso o mito e a performance do Mapiko com o quotidiano e a estética do teatro ocidental, resultando numa experiência sincrética que valoriza a diversidade e o diálogo entre culturas”, avança a nota do Franco.
SOBRE O ELENCO DO ESPECTÁCULO
Venâncio Calisto é um artista com 25 anos de idade. Nasceu e vive em Maputo. É licenciado em Teatro pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, onde trabalha como assistente estagiário das disciplinas de Dramaturgia e Encenação. Fundou e dirige os grupos de teatro Katchoro e (In)verso. Mas também tem colaborado com outras companhias, associações e centros culturais na criação de espectáculos, acções sociais, entre outros projectos artísticos.
Os seus trabalhos têm participado em diversos festivais nacionais e internacionais. Em 2017 participou do festival Yesu Luso – em São Paulo, Brasil. E em 2018 foi distinguido com o prémio de Artes e Cultura da Mozal, na categoria de Teatro.
Uma das actrizes que integra o elenco de (Des)mascarado é Rita Couto, socióloga de 28 anos, igualmente formada em teatro pelo programa de intercâmbio da SP Escola de Teatro em São Paulo. A música e o teatro sempre foram paixões que a acompanharam, sendo complementadas por formações em escolas de música como a JB Jazz em Lisboa e companhias de teatro como O Bando.
É autodidata e apaixonada por diversos instrumentos além da guitarra, tais como baixo, mbira e percussão. Desenvolveu um trabalho e competências na área cultural e no domínio da produção e comunicação por via da arte em Moçambique, Portugal e Brasil. Essa experiência cobre desde o trabalho como socióloga em investigação e implementação de projectos de desenvolvimento comunitário, até à dinamização de actividades teatrais, culturais e organização de eventos culturais.
Por fim, integra o elenco da peça a actriz Sufaida Moyane, de 28 anos de idade, recém-formada em Teatro, pela Escola de Comunicação e Artes, da Universidade Eduardo Mondlane.
Para além dos trabalhos artísticos realizados dentro da academia, tem experiências como actriz/performer, em diferentes projectos artísticos nos âmbitos de teatro, rádio, dança, cinema e literatura, com artistas nacionais e internacionais, com companhias como Mutumbela Gogo e Mahamba. Desses projectos em que participou, importa mencionar os seguintes: Incluarte com o coreógrafo moçambicano Panaibra Canda; Identity, a blood romance, com o encenador alemão Jeans Vilela Neumman; e o projecto Framewalk Moçambique-Alemanha.
Recentemente, fez parte da equipa de actores do espectáculo Netos de Ngungunyane, co-produzido por Teatro O Bando de Portugal, Teatro do Instante do Brasil e a Fundação Fernando Leite Couto de Moçambique, e apresentado nos três países. Participou como actriz em filmes nacionais tais como O Dia do Homem e Nada para nós sem nós, e em radio-novelas nacionais tais como Fatias da Vida e Uma Geração na Encruzilhada.
Para além de actuar, Sufaida Moyane também encena e é professora de teatro no ensino primário e secundário em escolas privadas.