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Uma semana depois de participar na Feira do Livro de Leipzig, na Alemanha, que vai decorrer entre os dias 21 e 24, Lucílio Manjate fará parte de uma outra actividade literária. Trata-se da Travessia das LetrasPrimeira Festa Infanto-juvenil da Língua Portuguesa, a realizar-se nos dias 30 e 31 deste mês, no Parque dos Poetas – Templo de Poesia, em Oeiras.

Com o escritor moçambicano, na custódia da editora Kapulana do Brasil, que apoia a iniciativa enquadrada nas celebrações do Dia da Língua Portuguesa, 05 de Maio, estarão em Portugal mais duas autoras, nomeadamente, Kely de Castro (Brasil) e Maria Celestina Fernandes (Angola). Os três artistas conversarão, no evento, sobre o “exercício do pensamento, das ideias, da construção de relações sociais e afectivas que se iniciam na infância”.

Nesta participação na primeira edição do Travessia das Letras, Lucílio Manjate vê uma oportunidade para divulgar o seu livro infanto-juvenil, O jovem caçador e a velha dentuça, publicado no Brasil, em 2016, pela editora Kapulana. Paralelamente, o escritor e professor de Literatura na Universidade Eduardo Mondlane (UEM) acredita que a sua presença em Portugal também vai servir para se promover como autor da editora Kapulana, o que considera um feito importante. Além disso, para o autor, a viagem “significa, sobretudo, que o livro pode ser lido por  uma comunidade mais alargada, que não a moçambicana e brasileira, e é bom ver este empenhamento da editora na divulgação da obra; tenho dito que precisamos mostrar ao mundo o que andamos a escrever”.

Quanto à conversa, o que mais interessa Manjate é partilhar um modo diferente de contar histórias infantis. Por isso o escritor leva consigo à Península Ibérica O jovem caçador e a velha dentuça, no qual reconhece ser uma criança. “É uma gratificação voltar à minha meninice com um público que melhor entende dos sonhos de menino”, acrescentou o autor, já na capital portuguesa.

O programa Travessia das Letrasprimeira festa Infanto-juvenil da Língua Portuguesa é apoiado pela Missão do Brasil na CPLP, Embaixada do Brasil em Lisboa, pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (I. P. do Camões), Centro Cultural Português em Maputo e pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas do Governo Português (DGLAB).

 

SOBRE O JOVEM CAÇADOR E A VELHA DENTUÇA

O jovem caçador e a velha dentuça é uma história infanto-juvenil, originalmente contada ao escritor pela mãe, quando era criança. No conto ficcionado por Lucílio Manjate, o protagonista Jovem Caçador enfrenta, na floresta, uma traiçoeira adversária, detentora de poderes mágicos: a velha dentuça. Durante o confronto, o caçador tem ajuda de três cães leais: Dumba, Luma e Kula. O livro integra a série “Vozes da África” da Kapulana e foi ilustrado pela brasileira Brunna Mancuso.

Amanhã será mais um dia de cinema, no Teatro Avenida, na cidade de Maputo. Igualmente, o filme que será exibido, quando forem 18 horas, é da autoria do célebre Ingmar Bergman, realizador sueco que muito se notabilizou no século passado.

Depois do badalado O sétimo selo, projectado semana passada, amanhã será a vez de Os morangos silvestres, um filme sueco de 1957, com Bibi Andersson, Folke Sundquist, Gunnar Björnstrand, Ingrid Thulin e Victor Sjöström no elenco.

Os morangos silvestres é uma longa-metragem com hora e meia de duração. O enredo envolve um professor de medicina aposentado, Isak Borg, que viaja de Estocolmo para Lund, na Suécia, com sua nora grávida e infeliz, Marianne, para receber um diploma honorário da universidade onde estudou. Ao longo do caminho, o médico idoso vê-se obrigado a reflectir sobre os prazeres e as falhas da sua própria vida.

Morangos Silvestres é considerado um dos melhores filmes de Ingmar Bergman e consta da lista dos mil melhores filmes produzidos, da New York Times. Esta produção de Bergman recebeu o prémio Urso de Ouro para Melhor filme, no Festival Internacional de Berlim (1958), tendo sido indicado para a categoria de Melhor filme no Bafta (1959). No Globo de Ouro de 1960, venceu a categoria Melhor Filme estrangeiro.

 

 

 

 

O grupo norte-americano, Shalamar, é a grande atracção da próxima edição do Moments of Jazz. Marcado para 20 horas do próximo dia 29, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, além dos americanos, o espectáculo vai contar com duas participações da África do Sul, Judith Sephuma e Mi Casa, já com vários concertos realizados no país. A estes artistas estrangeiros, junta-se o músico moçambicano Deltino Guerreiro, autor do álbum Eparaka, lançado há três anos e cuja boa recepção valeu-lhe distinção no Ngoma Moçambique.

A última sessão do Moments of Jazz, iniciativa da BDQ Concertos, teve lugar no Campus Univesitário da Universidade Eduardo Mondlane, na capital do país, em Setembro do ano passado. Na altura, o espectáculo contou com a participação dos The Whispers (Estados Unidos de América), Lira (África do Sul), e Lishannie (Moçambique), a quem coube inaugurar o evento.

Sobre as grandes figuras de cartaz do primeiro Moments of Jazz deste ano, Shalamar é um grupo de R&B Soul, cuja ascensão inicia-se nos finais dos anos 70, privilegiando ritmos festivos e passos de dança a condizer. Inclusive, um dos integrantes do grupo, Daniel, colaborou com Michael Jackson na coreografia de “Bad” e “Smooth criminal”, do astro do pop. Shalamar teve cinco álbuns de ouro, nos states, e impôs-se, não só na América bem como no Reino Unido

 

O Zambezi String Quartet estará em concerto, quinta-feira, às 19 horas, na Fortaleza de Maputo. Ao palco, o grupo vai levar obras de música clássica francesa, tendo como convidado especial Alexey Shaktiko (piano).

Este sexto concerto sobre Obras-primas da Música Clássica Francesa insere-se no Goút de France, um festival que celebra a gastronomia francesa em todo o mundo, e na Semana da Francofonia. O homenageado, na noite de 21, será Michel Legrand, e as obras ecoadas aos ouvidos do auditório serão as de G. Fauré, Francis Poulenc, C. Saint-Saens, M. Ravel, C. F. Gounod, G. Bized, A. Thomas e M. Legrand.

O evento sobre Obras-primas da Música Clássica Francesa é uma iniciativa do Moçambique Ciclo Clássico (MCC), que consiste numa série de concertos de música erudita, iniciado pelas cantoras líricas Stella Mendonça e Sónia Mocumbi, em parceria com o Banco Société Générale Moçambique.

O MCC apresenta uma atracção diferente a cada concerto com artistas internacionalmente conceituados, reservando sempre uma surpresa por cada concerto, com objectivo de partilhar aspectos didácticos da música erudita.

 

A fortaleza de São Sebastião, na Ilha de Moçambique, em Nampula, poderá acolher um projecto turístico que vai dar uma vitalidade acrescida a aquela estância. Actualmente em degradação, a Fortaleza é Considerada como o mais representativo exemplo da arquitetura militar portuguesa na costa da África.

A fortaleza foi erguida no século XVI pelas forças portuguesas com fim de dar proteção e apoio às carreiras em trânsito. O mais representativo exemplo da arquitetura militar portuguesa atendeu, ao tráfego marítimo.

A universidade Lúrio está a conjugar esforços para alterar o seu actual estado, e um sinal de optimismo vem de Portugal.

Ainda na Ilha de Moçambique a secretária de estado procedeu entrega de livros, equipamento informático e mobiliário de escritório.

A faculdade de ciências sociais e humanas da Unilúrio está a funcionar na Ilha de Moçambique desde dois mil e dezassete.

Uma delegação cultural cubana encontra-se em Maputo para uma série de eventos artístico-culturais que incluem espectáculos musicais, palestras e visitas a algumas zonas de interesse turístico da província de Maputo. Segundo uma nota do Ministério da Cultura e Turismo, as actividades enquadram-se na semana cultural Moçambique – Cuba, cuja abertura formal foi feita pelo Ministro da Cultura e Turismo, Silva Dunduro, hoje,  no Auditório do BCI na capital do País.

Para abertura, estão agendados três concertos, dois dos quais para hoje, sendo o primeiro no edifício-sede do BCI e no Hotel Glória. Amanhã, haverá um espectáculo no Centro de Conferências Joaquim Chissano, aberto para o público em geral.

A celebração da Semana Cultural vai contar com a actuação de artistas moçambicanos e cubanos, como é caso das bandas Nochukuru, 1ª Esperanz, Cuche Jazz Quartet, Duo de Dança e as cantoras Idalivia Bahule e Melita Matsinhe, com destaque para Michel Herrera e Moreira Chonguiça.

Segundo o Director Nacional das Indústrias Culturais e Criativas do Ministério da Cultura e Turismo, Roberto Dove, este acontecimento, que junta fazedores das  artes  e cultura dos dois países, servirá para fortalecer os laços de amizades e a criação de modelos para o desenvolvimento das aréas artistico-culturais.

Paulo Diaz, o embaixador de Cuba em Moçambique, disse que esta iniciativa visa perpetuar e estreitar os laços de amizade entre os dois países que resulta das históricas relações de amizade e fraternidade estabelecidas entre Moçambique e Cuba há longa data, fortificadas e expandidas em 1975 com a proclamação da Independência Nacional.

 

 

O programa “Conversa para Enganar o Tempo”, a realizar-se dia 19, às 18 horas, no Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), na cidade de Maputo, recebe o poeta Armando Artur, um dos vencedores do Prémio BCI de Literatura 2019, referente ao melhor livro do ano passado publicado em Moçambique.

O autor de “A reivenção do ser e a dor da pedra” e outros nove livros, com mais de 30 anos carreira estará numa conversa “informal” sobre a poesia e a arte na próxima terça-feira, com acesso livre.

Além de poeta e membro fundador da Geração Charrua, autores da primeira revista literária de Moçambique pós-independência, Armando Artur foi Ministro da Cultura. No seu repertório literário constam livros como “A Quintessência do Ser” (2004), “No Coração da Noite” (2007) e  “As Falas do Poeta” (2012

No próximo dia 30, o Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa vai realizar mais uma feira de leitura. Desta vez, na Escola Secundária da Manhiça, na vila daquele distrito da província de Maputo. O evento inclui actividades com recurso à encenação de contos, projecção de filmes, palestras com alunos do ensino secundário e pintura inspirada nos contos que serão lidos.

Prevista para 300 crianças, a feira de leitura vai iniciar às 9 horas, devendo terminar às 16h. E com o Fundo Bibliográfico, estará a Associação Quiloa, que integra antigos estudantes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), e que fundou o programa “Quintal de literatura e outras artes”, na cidade da Matola. O objectivo é sempre mesmo, fazer da literatura um modo de vida para os mais novos. Por isso as duas entidades juntaram-se organizaram a feira copara cinco escolas da Manhiça, duas secundárias e três primárias.

Paralelamente à feira de leitura, na Manhiça haverá uma de livros, que estarão à venda com 30 % de desconto, em coordenação com as livrarias.

Para motivar as crianças, o Fundo Bibliográfico decidiu promover alguns concursos, de leitura e de teatro, com premiações.

Próximo mês, a feira será no distrito da Massinga, Inhambane, na sua terceira edição. O evento está marcado para 23 de Abril, data que coincide com o Dia do Livro.

Neste primeiro trimestre do ano, o Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa já realizou três feiras de livro, em parceria com a Textos Editores: em Lichinga (Niassa) e Gurué (Zambézia), de 27 de Fevereiro a 3 deste mês, e Ribaué (Nampula), de 8 a 12. Ainda neste 2019, a instituição governamental já ofereceu cerca de 4500 livros a escolas de Cabo Delgado, Niassa, Zambézia, Tete e Manica. Os livros foram cedidos às escolas por intermédio do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano. O Fundo também ofereceu livros a bibliotecas provinciais e distritais. À Escola Unidade 10, no bairro Chamanculo, na cidade de Maputo, ofereceu 300 livros, o que se enquadra no projecto Biblioteca Modelo, ainda em desenvolvimento naquela escola.

 

 

As fronteiras nacionais começam a ficar pequenas para Gran’Mah, afinal a banda está a impor-se em África. Vagarosamente. Com a paciência de quem sabe que correr, de facto, não é chegar.

Nos próximos meses, o agrupamento viaja para realizar quatro concertos em três países africanos. O primeiro espectáculo está marcado para 24 de Maio, na cidade sul-africana de Durban. Na data seguinte, 25, que coincide com o Dia de África, os artistas vão subir o palco do Basslin Festival, em Constitution Hill, Joanesburgo, onde, nesta edição, a figura de cartaz são os nigerianos Asa e Mr. Eazi, e que inclui, igualmente, actuação da cantora Isabel Novella, que se prepara para lançar o seu segundo álbum solo, Metarmophosis, próximo mês. E não se fica por aí. No dia 26 de Maio a banda moçambicana vai actuar num outro grande evento musical da região: o MTN Bushfire, no eSwatini, o novo nome da Swazilândia, e, finalmente, a 8 de Junho, será a vez do Sakifo Music Festival, nas Ilhas Reunião.

Diante destes convites todos, mesmo sem se esquecerem da pequena digressão já feita em Portugal e nos Estados Unidos, os integrantes da banda sentem-se honrados porque, pela primeira vez, podem representar Moçambique numa digressão que lhes vai expor ao mundo. Segundo acredita Miguel Wilson, baterista dos Gran’Mah, a banda está finalmente a ser reconhecida ao mais alto nível, o que lhes motiva e excita: “vamos honrar a bandeira e a cultura moçambicanas lá fora, numa rota muito conhecida mundialmente. Quem toca nestes festivais tem a possibilidade de tocar noutros festivais pelo mundo fora. Este circuito de festivais são plataformas importantes para catapultar a banda para outros mercados, como os europeus e americanos”. Do mesmo modo, o baterista realça que, depois de actuarem nos quatro palcos previstos, cada integrante da banda vai regressar ao país com um portfólio mais rico e apreciável.

À parte o reconhecimento colectivo e pessoal, o impacto que Miguel Wilson antevê da actuação internacional tem que ver com a oportunidade. Para o baterista, num contexto em que existe muitos lobbies na música moçambicana, espera que a digressão dê aos instrumentistas Gran’Mah a possibilidade de, por exemplo, acompanharem vocalistas que vêm ao país sem banda, pois as preferências giram, excessivamente, em torno das mesmas pessoas.  “Não quero questionar a qualidade de ninguém, entre os eleitos para sempre actuarem com músicos de fora no país, que até são talentosos, mas os lobbies na música impendem que haja variação de instrumentistas. Temos muito talento em Moçambique que não é dado oportunidade. Então, espero que, também, esta experiência no estrangeiro nos enriqueça de tal modo que esse quadro selectivo altere logo”.

Antes de partir para o estrangeiro, a banda Gran’Mah encontra-se a gravar o seu segundo disco, em formato EP, porque entende que não se justifica fazer um álbum com 10 ou 12 músicas. A pretensão é aproveitar a digressão para apresentar música de dois discos ao público dos festivais em que vão participar. E as do álbum de estreia serão tocadas com uma roupagem diferente da habitual. Depois, o novo disco, cujo título e número de músicas ainda não deve ser do conhecimento público, regressará a Moçambique para uma apresentação oficial em concerto (em breve terá primeiro single e vídeo-clip).

Dos quatro palcos que vai pisar, a banda moçambicana está mais ansiosa em tocar no Sakifo Music Festival, Ilhas Reunião, porque vão actuar ao lado de grandes nomes da música e porque lá vão estrear-se.

Olhando para trás, Miguel Wilson lembra que a banda nunca antes pensou na possibilidade de ser convidada para digressões por África, depois do primeiro álbum lançado, intitulado Gran’Mah. Nunca pensaram fazer música para ganhar dinheiro, mas há sempre um “mas”: “as pessoas começam a gostar do que fazemos, apoiando-nos, e aí já não temos como fugir da responsabilidade.”

Finalizando, um dos sonhos dos Gran’Mah é tocar do Rovuma ao Maputo. Da cidade de Tete e da Beira não falta interesse, más condições logísticas. Então, vão trabalhando, convictos de que qualquer dia o sonho torna-se realidade.

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