O País – A verdade como notícia

No âmbito da iniciativa Tertúlias Itinerantes, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo acolheu semana passada, uma sessão deste ciclo de conferências subordinada ao tema “As relações inter-étnicas e os interstícios das manifestações de sociabilidade”.

A tertúlia foi dinamizada pelo investigador moçambicano Isaú Menezes e pretende constituir uma reflexão sobre o convívio multi-cultural e cosmopolita que é característico à cidade da Beira e a forma como este convívio propiciou a criatividade cultural das suas gentes, num horizonte que vai de 1972 a 2015.

A reflexão teve como objectivo analisar as diferenças étnico-culturais sob ponto de vista linguístico, artístico e social e a influência que estas tiveram para a criatividade cultural na cidade da Beira.

O IV Ciclo das Tertúlias Itinerantes traz a Maputo reflexões de investigadores de Moçambique, Portugal e Brasil sobre dinâmicas interculturais no mundo global. Este trabalho, que tem sido coordenado pelos investigadores Sara Laisse (Universidade Politécnica), Eduardo Lichuge (Universidade Eduardo Mondlane) e Lurdes Macedo (Universidade do Minho, Portugal) desde 2016, surgiu da constatação de que a perspectiva clássica das ciências sociais – que nos ofereceu um quadro interpretativo do mundo baseado na diferenciação da Humanidade em categorias como a religião, a etnia, a cultura ou a nacionalidade – necessita de ser repensada na contemporaneidade.

Cada uma das tertúlias procura dar um contributo para a construção de novas perspectivas, capazes de nos ajudar a interpretar uma nova realidade social na qual as trocas, as partilhas e as interdependências são cada vez mais determinantes na promoção do diálogo e do desenvolvimento.

Em 2016, 2017 e 2018 o grupo coordenou e realizou três ciclos intitulados “Fluxos de comunicação intercultural no espaço de língua portuguesa: debater o desconhecimento mútuo no contexto da era global, sob a designação de “Tertúlias Itinerantes”, na cidade de Maputo. Os eventos foram realizados de forma descentralizada em vários equipamentos e instituições culturais.

Segundo os investigadores, a ideia de coordenar e realizar este tipo de sessão surgiu a partir da observação da experiência da crise da contemporaneidade e dos riscos a ela associados como, por exemplo, as alterações climáticas, ou mais recentemente o recrudescimento dos nacionalismos, factos que “nos remetem para uma ideia essencial?.

Os ciclos de tertúlias já apresentados e os que futuramente virão tomam em consideração a opinião de autores tão consagrados como Wieviorka, Beck ou Canclini, que propõem que a construção de novos instrumentos interpretativos da realidade devem gravitar em torno da comunicação intercultural.

Por esta razao, o grupo tem realizado reflexões conjuntas e participadas sobre a relação entre “nós” e os “outros”. “

 

 

 

 

 

A última longa-metragem de Licínio Azevedo, Comboio de sal e açúcar, foi projectada para novos públicos, nos Estados Unidos. A iniciativa de levar o filme do realizador moçambicano a América foi da Embaixada da República de Moçambique em Washington DC, em colaboração com a Organização Não Governamental local do ramo das artes e cultura, World Artists Experiences, sediada em Anápolis – Estado de Maryland.
 
A primeira sessão de exibição do filme aconteceu no dia 15 de Fevereiro, no Museu Nacional de Arte Africana, em Washington DC. Para o efeito, Carlos dos Santos, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique nos EUA procedeu à apresentação do filme e interagiu com o público presente ao evento na sessão de perguntas e respostas que se seguiu à exibição do filme, segundo uma nota da Embaixada moçambicana naquele país.
 
Outros locais escolhidos para a exibição de Comboio de sal e açúcar nos EUA foram o Teatro Municipal de Anápolis e Salisbury University, em Análopis, 25 de Fevereiro; Allegany College em Cumberland – Maryland, 26 de Fevereiro; Center for High Education, California – Maryland, 27 de Fevereiro; e na Towson University, Baltimore, 1 de Março.
 
A exibição do filme moçambicano mais badalado dos últimos anos nos Estados Unidos teve como objectivo a promoção da arte e cultura nacional naquele país, o que comove Licínio Azevedo, pois “é de grande satisfação saber que o nosso filme serve aos interesses do País, do ponto de vista cultural e também para as relações internacionais, que serve para divulgar de uma maneira positiva a imagem do nosso país, a sua realidade, a história recente, e também a nossa produção”.
 
Segundo entende o realizador, o interesse da Embaixada de Moçambique nos EUA por Comboio de sal e açúcar deixa claro que o filme tem qualidade “e que o cinema não deve apoiar-se no maniqueísmo simplista, o bem e o mal, dois campos separados, opostos”.
 
De igual modo, a decisão de exibir um filme moçambicano no estrangeiro é sempre oportuna para Azevedo, o que deve ser acompanhada de maior participação nos festivais internacionais e exibição mais ampla possível no espaço nacional.
 
Comboio de sal e açúcar é uma longa-metragem com 92 minutos, de 2016. Co-produzido por Portugal, Moçambique, França, Brasil e África do Sul, conquistou as seguintes distinções: Prémio Boccalini de Ouro, dos Críticos Italianos de Cinema – Festival de Locarno, Suiça, 2016;  Tanit de Ouro para Melhor Longa-metragem de ficção – 28a Jornadas Cinematográficas de Cartago (JCC )  – Tunísia, 2017; Prémio de Melhor Imagem – JCC, Tunísia, 2017; Prémio da Federação Internacional da Crítica de Cinema – JCC, 2017, Tunísia; Prémio da Crítica Cinematográfica Africana – JCC, Tunísia, 2017; Prémio de Melhor Realizador – 20o Festival do Cinema Africano de  Khouribga, Marrocos, 2017; Prémio para Melhor Guião – 20o Festival  do Cinema Africano de  Khouribga, Marrocos, 2017; Prémio de Melhor Realizador – 38a Festival Internacional de Cinema do Cairo; Prémio de Melhor Realizador – 26a PAFF, Los Angeles, 2018; Prémio de Melhor Longa-metragem de ficção – Festival de Cinema de Johannesburg, 2017; Prémio da Academia Sotigui para Melhor Jovem Actriz Africana – Melanie de Vales Rafael, Ouagadougou, 2018; Prémio Novo Talento – 11a Edição de Prémio para Actores de Cinema da Fundação GDA – Matamba Joaquim, Portugal, 2018.
 

Mais uma longa-metragem de Ingmar Bergman será exibida, às 18 horas de amanhã, no Teatro Avenida, na cidade de Maputo. O ciclo de cinema sobre o realizador sueco, cujo início teve há três semanas, conta com apoio da Embaixada da Suécia em Moçambique, que tem promovido a obra cinematográfica de um dos grandes realizadores do século passado, várias vezes premiado nos Óscares.

Para amanhã, o filme em exibição é intitulado Sorrisos de uma noite de verão, de 1955, com 105 minutos.  
 
Segundo o Cinecartaz do Público, com base na peça do britânico William Shakespeare "A Midsummer Night's Dream", Bergman mostra em Sorrisos de uma noite de verão uma faceta pouco conhecida do público, combinando situações perfeitamente hilariantes com um registo trágico e intenso.

Tendo como cenário a transição do século XIX para o século XX, a longa-metragem a ser exibida logo à noite narra a história de Frederick, um homem com um filho adulto, que casa em segundas núpcias com uma mulher ingénua, com a qual nunca consuma o casamento. Frederick sacia as suas vaidades sexuais com Desiree, uma actriz que tem diversos amantes, e o inevitável acontece: ambos são apanhados em flagrante por Malcolm, um conde que sustenta a actriz a troco dos seus favores. O filme serviu de inspiração à obra de Woody Allen Comédia de uma noite de verão.

Sorrisos de uma noite de verão será exibido no Teatro Avenida depois de, nas primeiras semanas, ter-se levado ao público outros dois filmes de Bergman, designadamente "Fanny e Alexandre" e “Mónica e o desejo”.  As entradas para o ciclo de cinema, que acontece todas terças-feiras, são gratuitas.  

 

A festa do Carnaval já começa a movimentar vários grupos da província de Manica. Este Sábado foi a vez da vila Municipal de Sussundenga onde o grupo New dance sagrou-se o principal vencedor daquela  manifestação cultural

Representação, dança mas muita dança, desde a tradicional a contemporânea foram as principais  formas encontradas por nove grupos de carnaval na vila de Sussundenga para demonstrarem o seu talento na cultura.

O evento é apadrinhado pelo conselho municipal local que, na pessoa da presidente Lídia Nicoadala diz que vai continuar a apoiar iniciativas de género.

“Para nós representa a preservação da cultura moçambicana, estamos a celebrar a quarta edição do carnaval”, disse Nicoadala

Na ocasião, os representantes dos grupos New Dance e Hard dance Family não esconderam a sua satisfação por terem conquistado o primeiro e segundo lugar, respectivamente.

Refira-se que os vencedores das fases distritais irão disputar, próximo mês a fase provincial do Carnaval a qual terá lugar na cidade de Chimoio, onde o primeiro classificado deverá amealhar o valor de 100 mil meticais.
 

Divulgar os autores moçambicanos no Brasil e os brasileiros em Moçambique. Este é um dos objectivos da nova obra literária, Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos, a ser lançada a 3 de Abril, no Centro Cultural Brasil-Moçambique, na cidade de Maputo.  

Constituída por 139 páginas, o livro contém textos de 14 autores, sete de cada país. De Moçambique, fazem parte da antologia, com os respectivos textos, Mia Couto (“Rosalinda, a nenhuma”), Lília Momplé (“Stress”), Alex Dau (“Menina Teresinha”), Diogo Araújo Vaz (“Apocalipse”), Dany Wambire (“A mulher sobressalente”), Carlos dos Santos (“O ilusionista”) e Daniel da Costa (“A flauta do Oriente”). Do outro lado do oceano, integram, Conceição Evaristo (“Os pés do dançarino”), Marcelo Moutinho (“Oxê”), João Anzanello Carrascoza (“Dias raros”), Rafael Gallo (“Corte”), Eliana Alves Cruz (“Noite sem lua”), Cristiane Sobral (“223784”) e Miguel Sanches Neto (“Sabor”)

Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos é uma iniciativa de Dany Wambire, quem co-organiza o livro com o editor brasileiro Vagner Amaro. Por parte do autor moçambicano, coube a selecção de escritores nacionais, sendo que o brasileiro fez o mesmo em relação ao seu país. Entre os critérios, vincou a preocupação de incluir na antologia autores ainda em ascensão dos dois países, dando-lhes a oportunidade de conquistar público diversificado, sob a alçada de autores já consagrados. Além disso, os organizadores quiseram garantir que o livro fosse algo equilibrado no que aos géneros diz respeito. A ideia era ter o mesmo número de textos de homens e mulheres. Não foi possível, mas lá estão as autoras.
 
O texto inaugural do livro, “Rosalinda, a nenhuma”, é assinado por Mia Couto, de acordo com Dany Wambire, o padrinho deste Do Índico e do Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos, que vai contribuir para reverter o desconhecimento do que é produzido no Brasil, pelos moçambicanos, e do que é produzido em Moçambique, pelos brasileiros.
 
Com uma tiragem inicial de 500 exemplares, esta proposta literária terá publicação da Fundza, editora sediada na cidade da Beira. No país de Carlos Drummond de Andrade, o livro sai nos finais de Março, pela chancela da Malê, editora que tem publicados dois títulos de Dany Wambire: A adubada fecundidade e outros contos e A mulher sobressalente.
 
PERFIL DOS AUTORES
Mia Couto (1955). Estreou-se na literatura com um livro de poesia, Raiz de orvalho, publicado em 1983. Recebeu diversos prémios, entre os quais Camões, em 2013.  No conto Rosalinda, a nenhuma, o autor narra de forma metafórica uma história de amor póstumo, mas também de busca pela identidade.
 
Diogo Araújo Vaz (1978). Estreou-se na literatura com Contos de Guicalango (2010) ? Prémio Minerva Central 100 anos e Maria Odete de Jesus.  Em Apocalipse, o autor narra a actuação do homem no mundo, o antropocentrismo e a necessidade de se buscar um sentido, uma invenção para explicar as desmedidas humanas em relação à natureza.
 
Carlos dos Santos (1962).  Formado em Psicologia e Pedagogia.  Estreou-se com o romance de ficção científica A quinta dimensão (2006).  No conto “O ilusionista”, Carlos dos Santos apresenta uma experiência com o fantástico quando uma menina vai até o galinheiro buscar ovos para a mãe.
 
Lília Momplé (1935). Foi secretária-geral da AEMO. Estreou-se com o livro Ninguém matou Suhura (contos, 1988); na sua obra também se destacam Neighbours (romance, 1996) e Os olhos da cobra verde (contos, 1997).   Em “Stress”, um professor comete um crime quando é interrompido de assistir a televisão; uma vizinha testemunha o assassinato.
 
Daniel da Costa (1966). Escritor, professor, jornalista e diplomata. Estreou-se em 2003 com uma colectânea de crónicas, Xingondo.  Em “A flauta do Oriente”, o velho Saguate consegue domar a sua dor com o recurso a uma flauta importada da Índia.
 
Dany Wambire (1989). Estreou-se em 2013, com o livro A adubada fecundidade e outros contos.  É director da revista Soletras. Em “A mulher sobressalente”, Wambire apresenta a tensão entre tradição e contemporaneidade, quando uma mulher precisa retornar para sua aldeia, obedecendo às ordens de seu pai.
 
Alex Dau (1972).  Estreou-se em 2004, com a obra Reclusos no tempo. Em “Menina Teresinha”, Alex Dau apresenta a história de uma menina de 15 anos de idade e seus pequenos desafios para cuidar do pai que tanto ama.
            
Eliana Alves Cruz (1966).  Pós-graduada em Comunicação Empresarial.  Venceu o concurso de romances da Fundação Cultural Palmares/MINC em 2015, com o livro Água de barrela. Em “Noite sem lua”, a autora apresenta as angústias de Marilene diante de uma sociedade que discrimina a sua cor.
 
Cristiane Sobral (1974). Escritora, dramaturga e actriz. Estreou-se na literatura em 2010, com o livro de poemas Não vou mais lavar os pratos. No conto “223784”, a escritora narra uma relação de afecto e cumplicidade entre pai e filha.  A relação é afectada pelo relacionamento amoroso inter-racial da filha.
 
Rafael Gallo (1981).  autor do romance Rebentar (2015), livro vencedor do Prémio São Paulo de Literatura e de Réveillon e outros dias (2012), livro vencedor do Prémio Sesc de Literatura. Em “Corte”, Rafael Gallo conta a história da relação de uma avó com a sua neta afrodescendente.
 
Miguel Sanches Neto (1965).   É escritor, professor universitário e crítico literário.  Estreou-se com o romance Chove sobre a minha infância (2000).  Em “Sabor”, o escritor narra as experiências de três meninos quando testemunham duas cenas de morte.
 
Marcelo Moutinho (1972).  Estreou-se com o livro de contos Memória dos barcos (2001).  Oxê é um machado de dois gumes, no candomblé é chamado de machado de Xangô. O conto “Oxê”, de Marcelo Moutinho, passa-se na histórica derrota do Brasil para Alemanha no Mundial de futebol de 2014, sob a perspectiva de um segurança apaixonado.
 
João Anzanello Carrascoza (1962).  É escritor e professor universitário.  Estreou-se com o livro Hotel Solidão (1994).  No conto “Dias raros”, Carrascoza narra a visita de um menino à sua avó e as descobertas que surgem da relação de afecto que se instaura entre eles.
 
Conceição Evaristo (1946).  Estreou-se com o romance Ponciá Vicêncio (2003).  No conto “Os pés do dançarino”, apresenta a história de Davenir, exímio dançarino, e a necessidade de um reencontro com sua ancestralidade.

O projecto Mussika que em língua chuabo significa Mercados, tem por objectivo conceber uma plataforma online e um aplicativo mobile, através de um levantamento exaustivo sobre as potencialidades culturais e turística da província, capaz de divulgar e comercializar mais os bens e serviços.

A iniciativa é do centro de estudos para o desenvolvimento da Zambézia e financiada pelo Fundo Nacional de Investigação em mais de dois milhões e meio de meticais.

"Zambézia está preparada e nós como governo estamos prontos para dar apoios como forma de ver materializado esta iniciativa para o crescimento da cultura e do turismo" disse Júlio Mendes secretário permanente da província.

Na ocasião o ministro da Cultura e Turismo Silva Dunduro fez saber que o governo de Moçambique assume as indústrias criativas "como vector impulsionador da actividade turística e por isso este projecto é importante porque vai facilitar aos turistas na localização dos espaços turísticos como também será uma plataforma para divulgar as potencialidades do país".

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, defendeu hoje o envolvimento de todos os moçambicanos no combate à corrupção. Filipe Nyusi falava hoje durante o lançamento do livro "A grande corrupção", do jornalista moçambicano Hélio Felimone.

Para além do Presidente da República, o autor do livro convidou titulares de órgãos de administração da justiça, e personalidades de diferentes quadrantes. A propósito do livro o autor disse pretender com a mesma despertar de forma simples consciência sobre a corrupção.

Ana Maria Gemo a directora do Gabinete Central de Combate a Corrupção foi uma das entrevistadas pelo autor do livro e diz que a obra aborda com clareza a corrupção nas instituições do estado.

Intervindo na cerimónia o Presidente Filipe Nyusi disse que a corrupção era um problema que afecta todas esferas da sociedade pelo que todos deviam se envolver no seu combate e defendeu que a percepção de que há mais corrupção agora que no passado só mostra o bom trabalho da justiça.

Para além da obra A Grande Corrupção, Hélio Filimone escreveu um livro sobre o famigerado o caso Diana, e ainda sobre o juiz do caso Cardoso, Augusto Paulino.

 

Realiza-se de 12 a 21 de Março no estado brasileiro de Rio Grande do Sul o festival Mozbrasil. Trata-se de um intercâmbio Cultural que terá como figuras de cartaz a cantora Moçambicana Sizaquel Mathombe e o estilista Pinto Música.
 
Festival Mozbrasil é uma iniciativa de jovens Moçambicanos e Brasileiros, e visa a conexão e o intercâmbio entre os dois países. Em termos de música, Sizaquel promete levar para o Brasil a nossa identidade que é a Marrabenta.

“Vou levar aquilo que é a cultura e arte moçambicana. Vou levar o meu repertório e vou interagir com os brasileiros que estão a se preparar para tocar a nossa música”, disse Sizaquel.

Já no que concerne a Moda, o estilista Pinto música, diz que os brasileiros já conhecem a moda moçambicana e as suas tendências. Para ele, o facto de já ter estado no Brasil, vai facilitar na escolha das roupas.

“Vou levar a moda moçambicana a nossa capulana, os nossos traços africanos. Vou levar uma diversidade de artigos feitos a base da capulana”, Explicou o estilista.

Para a organização, é importante esta troca de experiência porque vai alavancar não só os artistas convidados como também a cultura moçambicana no seu todo.
“Vamos levar livros de grandes autores como Paulina Chiziane, Mia Couto, José Craveirinha, dentre vários autores. Serão igualmente exibidos três filmes moçambicanos” disse Aleixo Ibrahimo, coordenador do Mozbrasil

Aleixo Ibrahimo fez saber que em termos de logística, faltam alguns aspectos por acertar.

Segundo a organização, este é o primeiro projecto que traz Moçambique como figura de cartaz.
 

Rudêncio Morais, o falso poeta, lançou, esta quinta-feira, em Maputo, a sua primeira obra literária. Intitulada “Os dialetos do Amor”, o falso poeta expressa o amor nos diferentes dialetos que lhe saem da alma.

Nascido no distrito de Gurué, província da Zambézia, Rudêncio de Rodolfo Novais Morais, ou simplesmente o falso poeta, é mestrado em Engenharia Geológica e de Minas pela Universidade de Coimbra, em Portugal.

Apesar de se ter formado nesta área, o autor é apaixonado pelas letras, daí a necessidade da exteriorização dessa paixão através da escrita.
Coube ao escritor Adelino Jorge apresentar as várias esferas da vida e do “Eu Existencial” na obra os dialetos do amor.

Na sequência, Aurélio Ginja, prefaciador da obra disse que a experiência foi muito boa, uma vez que toda a literatura requere uma cooperação interpretativa do mentor.

E a quem diga que os dialetos do amor não só falam da paixão, ternura, palavra, como também trazem a dor das diversas formas de amar.
Para além do dialetos do amor, o falso poeta promete para Agosto o lançamento da obra “Solturas do amor“.  

 

 

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