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O Centro Cultural Brasil Moçambique (CCBM) apresentou, esta terça-feira, o projecto "Conversa para enganar o tempo" que teve como primeiro convidado o compositor e intérprete Roberto Chitsondzo.

O centro cultural Brasil Moçambique esteve repleto de pessoas, na sua maioria de jovens, que se mostraram verdadeiros admiradores de Roberto Chitsondzo, vocalista da banda Ghorwane, figura que inaugurou o projecto " Conversa para enganar o tempo".

Trata-se de uma proposta artístico-cultural para a cidade de Maputo que passará a promover conversas informais entre figuras da sociedade moçambicana, incluindo artistas, políticos e desportistas que teêm “estórias” para contar.

O músico convidado para abrir as portas do  “conversa para enganar o tempo”, Roberto Chitsondzo, é dono de uma voz que se impõe há mais de 30 anos na música moçambicana. Para ele, esta iniciativa vai aproximar mais os artistas dos seus fãs.

Este projecto é uma nova forma de viver a arte, num ambiente descontraído que nos remete as conversas à volta da lareira do nosso “Nkaringana wa Nkaringana”, sem idade e sem fronteiras e quase sem assunto, só para não deixar que o tempo nos engane.

 

Nas próximas semanas, o Teatro Avenida e a Escola Sabura, novo centro cultural de Manuela Soeiro, vão promover um ciclo de cinema. Entre as obras cinematográficas seleccionadas constam oito de um dos grandes realizadores do séc. XX, Ingmar Bergman, e quatro de outros cineastas sobre quem o artista teve uma grande influência: Woody Allen, Lars Von Trier, Soderbergh e Fassbinder.

A inauguração do ciclo está marcada para esta terça-feira, quando forem 18h, no Teatro Avenida, na cidade de Maputo, e o filme escolhido para o efeito é “Fany e Alexander”, de Bergman, premiado, em 1984, com o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro.

A anteceder a projecção do filme do realizador e dramaturgo sueco, a sessão cinematográfica prevê intervenção do poeta António Cabrita, que se vai dirigir aos espectadores com a pretensão de estabelecer uma corrente pedagógica e dizer o que lhe parece pertinente, quer para acentuar aspectos temáticos que tornaram o filme importante, portanto realçando o contexto, quer para chamar a atenção para aspectos formais da linguagem do cinema que estão para além dos conteúdos.

A exibição dos filmes acontecerá uma vez por semana, sempre às 18 horas de terça-feira, o que inclui uma conversa sobre a obra levada à grande tela, com convidados destacados para o efeito. Além de “Fany e Alexander”, no Avenida serão ainda projectados outros títulos de Ingmar Bergman, por exemplo, “O desejo”, “Persona”, “Lágrimas e suspiros”, e, claro, “O sétimo selo”.

Na percepção de António Cabrita, Bergman é uma espécie de Shakespeare sueco, no sentido da prolixidade, da diversidade e da dimensão existencial das suas obras. “Um homem que reflecte nas suas obras sobre os problemas de que padecem todos os homens e uma certa condição social que marcha para o desenvolvimento”. E o escritor português acrescenta: “as suas personagens particulares ganham uma universalidade que ressoam da Manchúria à Argentina, com volta pelo Japão e Madagáscar”. Por isso mesmo, “como os moçambicanos têm todos cinco orifícios corporais, o mesmo número de ossos que os demais habitantes do planeta, um idêntico cagaço perante a morte, a mesma reacção face à discrepância entre os sonhos de cada um e a realidade, ou semelhantes atritos de vaidade e as mesmas variantes no que toca à ambição e à ética, sofrendo dos mesmos contrastes em tudo o que se relacione com os curto-circuitos entre o amor e o desejo, julgo que qualquer pessoa inteligente encontrará identificação nas histórias do Bergman. Além disso são tão bem estruturadas e bem escritas que merecem ser desfrutadas por todos”, garante Cabrita.

As entradas ao ciclo de cinema em causa são livres, graças ao apoio da Embaixada da Suécia em Maputo.

Ernst Ingmar Bergman (1918 – 2007) nasceu em Upsália, na Suécia. Desde o início dos anos 60, destacou-se nos Óscares, vencendo prémios para Melhor Filme Estrangeiro com “Jungfrukällan” (1961), “Sasom i en spegel” (1962), “Fany e Alexander” (1984). Pela Academia dos Óscares, é Prémio Honorário Irving G. Thalberg. O realizador destacou-se ainda ao vencer, entre vários galardões, várias edições dos Globos de Ouro, com os filmes “Smultronstället” (1958), “Ansikte mot ansikte” (1971) ou “Höstsonaten” (1979). Foi Melhor Realizador no Festival de Cannes, em 1958, com Nära livet, e Urso de Ouro no Festival de Berlim, no mesmo ano.

De acordo com Cabrita, a excelência de Bergman é tão grande que em todas as listas dos melhores filmes de sempre, desde há cinquenta anos para cá, alguns dos seus filmes são invariavelmente incluídos. “E como se perdeu uma verdadeira tradição de cine-clubes em Maputo e o cinema comercial que resta só passa filmes sofríveis há uma lacuna para colmatar entre as novas gerações e a história do cinema. É neste espaço vago que pensamos trabalhar”.
Ao ciclo que ora inicia, seguir-se-ão outros, com carácter regular, entre os quais um de cinema africano, no Teatro Avenida ou na Escola/Museu Sabura.
 
Curso para jornalistas e apreciadores de arte
Além do envolvimento na organização do ciclo de cinema marcado para o Avenida, António Cabrita vai, naquele Teatro, orientar o “Curso sobre Arte e Pensamento, desde as Vanguardas do Século XX até hoje”. Segundo o escritor, o curso dirige-se ao público em geral que queira ampliar de forma sistematizada a sua cultura embora tivesse sido concebido tendo como público-alvo jornalistas que se queiram especializar na área cultural. Assim, “em três módulos pretende-se explicar o percurso da arte e dos movimentos sociais, no século que moldou definitivamente o nosso olhar e o nosso quotidiano”.

O curso surge na sequência de Cabrita ter verificado, ao longo dos anos, uma evidente falta de preparação da maioria dos jornalistas para a área cultural. “Como fui jornalista cultural durante 23 anos em Portugal, preparei uma série de módulos para apetrechar quem queira de uma panorâmica geral da arte, da cultura e do pensamento do século XX e das suas extensões neste século. Este primeiro módulo estende-se até aos anos sessenta. Como se diria no Brasil é uma espécie de ‘curso-sanduiche’, que depois decidi alargar a um público geral. Como este curso terá o seu diploma de participação mas não terá notas, espero que vá quem realmente esteja interessado em aprender e não quem só quer canudos. O curso será um pouco multimédia, ou seja, vamos ver muita imagem (de arte, publicidade, excertos de filmes, etc.), ouvir música, fazer leituras comentadas de leituras de obras marcantes, etc. Só não dançaremos porque o intuito não é namorar”.

Para o curso, António Cabrita vai aceitar 25 ou 30 alunos, aos quais vai fazê-los absorver outros níveis de convivência, outros tipos de alegria ou motivar novas perguntas que rompam hábitos.
As inscrições poderão ser feitas a partir da próxima sexta-feira, no Teatro Avenida.

Os escritores moçambicanos Luís Carlos Patraquim e Mbate Pedro vão participar na 20a edição das Correntes d’Escritas, em Portugal. Trata-se de um encontro de escritores de expressão Ibérica.

O encontro irá decorrer de 16 a 27 de Fevereiro, serão 10 dias dedicados à promoção do livro, leitura e encontro com os autores. Para além das figuras ligadas à literatura, estarão presentes nas Correntes d’Escritas o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa e o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

Esta edição é considerada a maior de sempre, e o mais antigo e importante encontro de escritores em Portugal,  e contará com a participação de cerca de 140 escritores de 20 nacionalidades. Estarão alguns escritores como Ana Luísa Amaral, Germano Almeida, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, Lídia Jorge, Manuel Rui, Michael Kegler, Ondjaki e Válter Hugo Mãe, entre outros.

Durante o encontro irão decorrer várias actividades como  debates, lançamentos de livros, teatro, exposições, recitais de poesia, concertos e uma feira do livro. Para além do encontro dos escritores com alunos de diferentes escolas.

Na abertura da cerimónia vai decorrer o lançamento da  18a revista das Correntes d’Escritas que contará, de entre outros, com textos de Mbate Pedro. No mesmo encontro será anunciado o vencedor do prémio literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros, cujo um dos 10 finalistas é o escritor Cabo-Verdiano José Luiz Tavares, que este ano será editado em Moçambique sob a chancela da Cavalo do Mar, lê-se no comunicado.

Desde a sua criação, já participaram nas Correntes d’ Escritas os escritores moçambicanos, Ungulani Ba Ka Khosa, Paulina Chiziane, Luís Carlos Patraquim, João Paulo Borges Coelho, Ascêncio de Freitas, Guita Júnior, Bento Balói, Mia Couto, de entre outros.
 

Gilberto Correia, antigo bastonário da Ordem dos Advogados, lançou, no início desta semana um livro na cidade da Beira dirigido de forma particular a jovens com inspirações a seguirem carreiras em diversas áreas, incluindo advocacia.

Com o título “10 conselhos valiosos para profissionais principiantes”, o livro pretende ainda ajudar os recém formados a singrar nas suas profissões e os temas foram abordados com uma linguagem bastante simples para que a mensagem chegue aos destinatários facilmente.

Durante o lançamento da obra, o autor anunciou que a mesma será publicada no próximo mês, no Brasil.

O escritor Adelino Timóteo indicou que o é livro brilhante.

“Inaugura uma outra fase da nossa literatura na medida em que esta obra centra sobre a auto-ajuda”, disse Timóteo.

“10 conselhos valiosos para profissionais principiantes”, é a quarta obra literária de Gilberto Correia.

O  Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM) vai apresentar o projecto “conversa para enganar o tempo” e terá como seu primeiro convidado o compositor e intérprete Roberto Chitsondzo.

Trata-se de uma proposta artístico-cultural para a cidade de Maputo que passará a promover o encontro no informal entre figuras da sociedade moçambicana, incluindo artistas, políticos e desportistas que têem “estórias” para contar.

“Este projecto é uma nova forma de viver a arte, num ambiente descontraído como se fossem as conversas em volta da lareira do nosso “Nkaringana wa Nkaringana”, sem idade e sem fronteiras e quase sem assunto, só para não deixar que o tempo nos engane”, lê-se no comunicado.

O músico convidado para abrir as portas do  “conversa para enganar o tempo”, Roberto Chitsondzo, é dono de uma voz que se impõe há mais de 30 anos na música moçambicana

“É um cantor que não apenas nasceu em Moçambique. Moçambique está nascendo dele, do talento de alguém que nos canta a todos nós e que celebra os lugares e os nomes que temos sem que o soubéssemos antes”, disse Mia Couto citado pelo comunicado.

Chitsondzo emprestou a voz aos Ghorwane–os bons rapazes, quando quase estremeceu com a perda de uma outra voz pujante, o Zeca Alaje, intérprete de, entre outros sucessos, o popular “Massotxa”, e isso fez dele o que, no fundo, já o era, o músico de sucesso e exímio cantador de estórias. É um pouco por aí que vai a responsabilidade de ser a primeira presença para esta “nova forma de ser” na cidade, a “Conversa para Enganar o Tempo”, revivendo momentos, lugares e as várias nuances da vida.
“Encontros com quem tem histórias para contar e inspirar novas histórias” é assim que se resume o novo projecto do Movimento Literário Kuphaluxa, que tem o CCBM como palco.

“Conversa para Enganar o Tempo” irá acontecer todas as terças-feiras às 18 horas no CCBM.
 

O músico brasileiro Agnaldo Timóteo já está em Moçambique para a gala do dia dos namorados na quinta-feira. Timóteo foi recebido no Aeroporto de Mavalane por fãs onde mostrou um pouco do que vai acontecer na gala dedicada ao amor.

À chegada, o músico encontrou seus fãs perfilado no Aeroporto Internacional de Maputo, onde foi recebido com um dos seus temas: os verdes campos da minha terra. Os fãs cantavam com um sorriso estampado no rosto. Tudo em coro e dava a entender que tinha havido um ensaio.

Agnaldo, com um sorriso que o acompanhou durante a recepção, correspondeu também cantando e espalhando sorrisos para os admiradores que de seguida o entregaram um bouquet de flores. O artista brasileiro residente em Moçambique, Robson, também juntou-se ao momento.

Foi uma recepção cheia de emoção, alegria, música e amor… Aliás, é o amor que o traz a Moçambique. Agnaldo vai actuar, na quinta-feira, no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane alusivo ao dia dos Namorados, que se celebra a cada dia 14 de Fevereiro.

No aeroporto Timóteo interagiu com todos como se conhece a cada um. Os abraços, esses foram de distribuição gratuita. O que deixou emocionados e, até, hipnotizados, a olhar para aquele “velho” com cerca de 75 álbuns gravados e que registou o auge da carreira na década de 50 no Brasil e em todo mundo, até em Moçambique.

Há quarenta anos Agnaldo esteve em Moçambique, antes mesmo do nascimento de quase todas as pessoas que estiveram no aeroporto de Mavalane para o receber. Este facto deixa o artista um pouco indignado.

O músico de 83 anos de idade explica que merecia ter vindo a Moçambique porque no país dele nunca esteve ausente do teatro musical, apesar dos seus “temperamentos” de, de quando em vez, fechar-se da música. “Eu continuo inteirinho no Brasil, onde quer que estejamos, o nosso público, que é maduro, sempre está presente e solidário. Espero que aconteça o mesmo em Maputo. Vou ficar feliz da vida”.

Na sua actuação, o brasileiro vai ter companhia de alguns músicos moçambicanos, tais como Roberto Isaías e Guilherme Silva, que reside no Brasil. Uma forma de misturar o Samba e a Marrabenta.
Silva garantiu ao país que não vão faltar duetos entre os dois artistas, cada um cantando o seu país. Mas, “como sabe, eu não só canto marrabenta, canto o que ele canta, então vamos fazer boas brincadeiras”, disse Guilherme Silva.

Já Roberto Isaías diz que esta é a oportunidade perfeita de se criarem mais relações entre os países, e fazer recordar aqueles que ainda hoje estão casados e “abriram a sala com as músicas de Agnaldo Timóteo”.

O músico é trazido pelo Big Brother, que explica que o objectivo é proporcionar momentos de lazer e entretenimento aos mais velhos no dia dos apaixonados. “Geralmente, nós os promotores investimos em artistas da nova geração e os mais velhos ficam sem diversão. Então trazemos este artista para incluir também os mais velhos”, explicou Julinho, organizador do evento.

O título em causa é Our madness, o mesmo que nossa loucura, e foi exibido nos dias 26, 28, 30 e 31 de Janeiro, no Göteborg Film Festival, na Suécia. A obra cinematográfica, com hora e meia de duração, tem a realização do português João Viana, conhecido autor de várias curtas-metragens, e foi rodado em Moçambique há mais ou menos três anos.

A longa-metragem do realizador português alicerça-se à história de uma mulher para retratar contextos atinentes à realidade moçambicana, concentrando-se nos efeitos da guerra, questionando a essência da loucura e desafiando os conceitos sobre a lucidez.

Lucy é uma das personagens de Our madness, a qual, estando internada no Hospital Psiquiátrico de Infulene, arredores da cidade de Maputo, tem que conviver com a imagem distante do filho que foi arrancado dela e do marido, envolvido num conflito armado. Portanto, Our madness é uma produção sobre a realidade de um povo que ainda não se esqueceu das consequências geradas pelo som das armas, sem deixar à parte o folclore e o misticismo que caracteriza as sociedades africanas em geral.  

Este filme exibido semana passada na cidade sueca de Gutemburgo, na qual as temperaturas meteorológicas rondavam os 0 graus, é uma produção de Moçambique, Guiné-Bissau, Portugal e França, sendo que teve financiamento para pós-produção do Qatar, concretamente do Doha Film Institut, entidade que, entre muitas funções, fomenta o cinema e as produções de cineastas daquele país e estrangeiros.

Our madness integrou uma lista do Göteborg Film Festival constituída por cerca de 400 filmes de 83 países, o que quer dizer que o filme sobre Moçambique pode ser visto por milhares de pessoas no principal festival cinematográfico dos países nórdicos, o qual, nesta 42ª edição alertou aos participantes para a necessidade de preservação ambiental de forma sustentável.

Quanto ao elenco, a ficha técnica inclui: Bernardo Guiamba (Pack),Emerson Sanjane, (Enfermeira 1), Ernania Rainha (Lucy), Francisco Manjate (Enfermeira 2), Francisco Muxanga (Mau da fita), Hanic Corio (Rapaz), Janete Mutemba (Rapariga Louca 1), Jessica Laimo (Rapariga Louca 2), Mamadu Baio (Estrela Internacional), Rosa Mario (Padre). O argumento de Our madness pertence ao próprio director do filme, João Viana; o desenho de produção esteve com Marieta Mandjate e um dos produtores foi Sol de Carvalho. O desenho de som esteve com Mário Dias; a direcção de Fotografia com Sabine Lancelin; a montagem foi confiada a Edgar Feldman; a música esteve na responsabilidade de Pedro Carneiro e o som de Gabriel Mondlane. A produção foi encarregue a Les Filmes de l'aprés-midi, Telecine Bissau, Promarte  e Papaveronoir.

Our madness foi um dos 15 projectos seleccionados, em 2015, para o Cinefondation Atelier do Festival de Cannes, importante atelier que apoia realizadores com projectos inovadores, e foi distinguido no IndieLisboa com o Prémio Allianz para Melhor Longa-metragem Portuguesa, ano passado.
Além de Our madness, João Vina é autor das curtas-metragens A piscina, Alfama ou Tabatô e da longa metragem A batalha de Tabatô.
 
OUTROS FILMES EXIBIDOS
À semelhança de Our madness, na presente edição do Göteborg Film Festival foram exibidos mais obras cinematográficas africanos, por exemplo: Rafifi (Quénia), The Harveresters (África do Sul) e When arabs danced (Marrocos). Do país anfitrião, destaca-se um título cuja projecção foi muito concorrida: Koko-di koko-da, da autoria do realizador e escritor sueco Johannes Nyholm. A fim de ver aquele filme, espectadores de vários cantos do mundo lotaram, no passado dia 31 de Janeiro, a principal sala do Göteborg Film Festival: o cinema Draken, em vigor desde 1956. A longa-metragem lançada mês passado retrata os dramas enfrentados por um casal numa altura em que perdem o seu bem mais precioso: a filha. Segundo Johannes Nyholm, que respondeu às perguntas dos espectadores depois da projecção do filme, igualmente, Koko-di koko-da é uma história sobre relacionamentos e que se esmera em retratar uma circunstância de várias maneiras. Outros títulos de filmes exibidos durante uma semana e meia de festival, de 25 de Janeiro a 4 de Fevereiro, foram os suecos: Aniara, Boy in Bollywood, Moa Martinson – Landsmodern, Sasong, e Lucy one. Mas também houve propostas de outras latitudes, como as seguintes: Jumpman (Rússia), Volcano (Ucrânia), I fel good (França), 1985 (Estados Unidos), José (Guatemala), Domingo (Brasil) e Dry Martina (Chile).
 
SOBRE O FESTIVAL DE GUTEMBURGO
O Göteborg Film Festival é o maior evento cinematográfico dos países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Islândia). Foi inaugurado em 1979 e já vai na sua 42ª edição. Uma das preocupações da organização é atrair artistas e apreciadores da sétima arte à cidade de Gutemburgo, onde viveu o escritor sueco Henning Mankell, que fundou e dirigiu o Teatro Avenida, a partir de 1986, na cidade de Maputo. Anualmente, a iniciativa atrai mais de 160 mil pessoas, provenientes de vários cantos do mundo e é antecedido por um festival para crianças na segunda quinzena de Janeiro. Paralelamente com a exibição de filmes, Göteborg Film Festival inclui debates e apresentações sobre a sétima arte. A presente edição decorreu entre 25 de Janeiro e 4 de Fevereiro. Cerca de 20% de toda a população de Gotebug vai ao festival, o que, para Howard Fishman, jornalista norte-americano que participou no evento, é extraordinário, pois isso faz com que a indústria do cinema mexa com as pessoas a nível internacional e da comunidade local sueca. Até porque, “pessoalmente, sinto que qualquer boa arte tem o poder de ser transformadora para uma audiência”, considerou Fishman, confessando que ficou muito impressionado com os filmes que viu.

O músico moçambicano, D’Manyissa, recebeu Menção de Honra na categoria Christian (cristão), pela música “Let there be peace” ou seja, “Que haja paz”, depois de ter participado no Songdoor 2018 International Songwriting Competition nos EUA.

A música contou com performance vocal do músico norte-americano, Caled Allen, a parceria extravasou os dois artistas tendo chegado ao estúdio Tunedly.

A música descreve uma pessoa de joelhos a orar, pedindo a Deus para que haja paz em todas as nações do mundo.

“Como se sabe, ultimamente, a onda de violência e terrorismo no mundo está alarmante e várias pessoas inocentes estão a perder as suas vidas nesses ataques, e Moçambique não é excepção. Os brutais ataques no norte do país, há mais de um ano, são disso exemplo”, lê-se no comunicado enviado pela Tindziva.

D’Manyissa, diz ser urgente termos Deus nos nossos corações, nas nossas vidas. “É urgente o amor ao próximo”, afirma.

Esta não é a primeira música finalista de D’Manyissa. EM 2017, no concurso de composições musicais da Inglaterra Uk Songwriting Contest, o músico moçambicano chegou a final com “Timbila – Património Mundial”, música que desde finais de ano passado conta com um video-clip.

D’Manyissa encontra-se, neste momento a preparar o seu primeiro álbum discográfico designado “D’Manyissa Instrumental-Volume 1”, em que o músico cruza vários convidados especiais que se destacam na performance de um instrumento específico. São disso exemplos Orlando Venhereque (flauta), Júlio Sigaúque (guitarra), Ivan Mazuze (Saxofone alto e soprano), Banda MACOZOMI, Hélder Gonzaga (Bass), Lwanda Gogwana (Trompete), Seredeal “Shaggy” Scheepers (Teclados), Galina Juritz (Violino), Kika Materula (Oboé). Celso Paco, por ser multi-instrumentista foi convidado a fazer a performance dos vários instrumentos do seu domínio. D’Manyissa neste álbum faz a performance vocal de três músicas apenas.

O Centro Cultural Franco Moçambicano recebe “cinco fotógrafos-Um tributo a David Goldblatt”, trata-se de uma exposição fotográfica que será apresentada por Alexia Webster, Jabulani Dhlamini, Mauro Vombe, e Pierre Crocquet e dirigida por John Fleetwood e David Goldblatt..

A exposição é um reconhecimento ao fotógrafo sul-africano de renome mundial, David Goldblatt, este projecto foi desenvolvido como uma exposição de homenagem do Instituto Francês da África do Sul para celebrar a exposição retrospectiva de Goldblatt.

Cinco fotógrafos-Um tributo a David Goldblatt inclui uma série de trabalhos de cada um dos fotógrafos que farão parte da exposição
 
 David Goldblatt nasceu em 1930 em Randfontein, África do Sul, começou a fotografar em 1948. O seu trabalho pessoal consistiu numa série de explorações críticas da sociedade sul-africana, várias das quais foram expostas e publicadas em forma de livro. O seu livro, Particulars, recebeu o prémio Arles Book Prize de 2004.

Em 2006, recebeu o Prémio Internacional da Hasselbla Foundation em Fotografia e, em 2009, o Prémio Henri Cartier-Bresson. Recebeu doutoramentos honoris-causa das Universidades de Cape Town, do Witwatersrand e de San Francisco Art Institute. O seu trabalho foi exposto em museus na África do Sul, Estados Unidos, Europa e Austrália e é mantido em várias colecções públicas e privadas.

David faleceu em Joanesburgo em Junho de 2018.

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