O País – A verdade como notícia

Empresa que opera na área das telecomunicações é a nova parceira do programa Fama Show, realizado pela Stv.

A sétima edição do Fama Show não pára de atrair parceiros. Desta vez, a empresa que se juntou à Stv, e ao Grupo SOICO em geral, para viabilizar um patrocínio que ajude na produção de um programa de qualidade é a BDQ Mobile.

Nesta quinta-feira, na cidade de Maputo, os representantes da BDQ Mobile e da SOICO assinaram o acordo que consuma a já anunciada parceria.

De acordo com Belmiro Quive, da BDQ Mobile, a sua empresa, que trabalha na área das telecomunicações, decidiu fazer parte da equipa do Fama Show por esta ser uma iniciativa de enorme valor para os artistas e para a cultura moçambicana. “A Stv fez um bom trabalho nas últimas seis edições do Fama Show”, começou por reconhecer Belmiro Quive. Depois, esclareceu: “Quando ficamos a saber que haveria uma sétima edição do evento, sentimo-nos obrigados a fazer parte desta iniciativa porque somos também uma empresa de cultura e que se identifica com cultura.

Dentro da nossa estratégia de comunicação, este programa é ideal para nós”.
Depois da assinatura dos documentos e dos habituais cumprimentos, Jeremias Langa agradeceu pelo interesse da empresa de Belmiro Quive: “Em nome do Grupo SOICO, quero agradecer a BDQ Mobile por se juntar a este evento.

Esta é uma produção de grande envergadura e que requer muitos meios porque envolve participantes de todo o país. Por isso, ter parceiros como a BDQ Mobile é muito gratificante”.
Todos os concorrentes que serão admitidos à sétima edição do Fama Show, como é hábito, a seguir a um casting, terão aulas especializadas com professores qualificados.

Tal acção deverá impactar nas actuações ao vivo com banda musical. “Esta é uma grande produção e que exige muitos meios. Queremos dizer aos outros parceiros que estamos abertos a parcerias iguais a estas, no sentido de viabilizarmos esta iniciativa que tem grande relevância na cultura moçambicana”, sublinhou Jeremias Langa.

Melhor livro publicado ano passado em Moçambique é O menino que odiava números, da autoria do escritor Celso Cossa. Pela primeira vez, o BCI de Literatura premiou um infanto-juvenil.

 

Há meninos e meninos. Uns disciplinados e outros muito traquinas. O menino que anda por aí e que odiava números há-de ser algo por estudar, afinal, conseguiu fazer com que o seu criador levasse para casa um cheque no valor de 200 mil meticais, portanto, muitos números.  O garoto em causa até tem nome. É Laerty, o protagonista da história O menino que odiava números, de Celso Cossa, livro laureado esta quinta-feira com o BCI de Literatura.

A cerimónia do anúncio do melhor livro publicado em Moçambique ano passado realizou-se no Auditório do BCI, na cidade de Maputo, e contou com a presença de alguns escritores cujas obras foram nomeadas para o concurso. Entre eles, o grande vencedor, Celso Cossa, que até chegou depois do anúncio ter sido feito. Mesmo assim, chegou a tempo de receber o cheque simbólico, de receber aplausos e, claro, de proferir algumas palavras também.

Fez-se história. E Celso Cossa esteve atento a isso: “Não conheço nenhum país no mundo cujo prémio de melhor livro do ano foi entregue a um de literatura infanto-juvenil. Agradeço a todos que me ajudaram porque este é um movimento”.

Havendo ou não outro país no mundo com livro infanto-juvenil laureado melhor do ano, uma coisa é certa, esta foi a primeira vez que tal aconteceu em Moçambique. Ao fim de 10 anos de existência, os membros do júri reconhecem uma obra literária escrita para crianças. E se existe quem julgue que escrever para os mais novos é fácil, seguem as palavras de Celso Cossa ditas na cerimónia: “Escrever para crianças é mais difícil do que escrever para adultos, porque os adultos nunca deixam de ser crianças”. Ovação do público. E o autor quase que não diria mais nada porque aos escritores também faltam palavras. Mas disse.

Ora, a acta do júri foi lida pelo presidente, Jorge de Oliveira. Segundo o escritor, a decisão em relação a obra premiada foi unânime, porque O menino que odiava números apresenta-se com uma estratégia literária notável, pelo jogo numérico e por mostrar que a literatura pode interagir com outras áreas de saber.

E os mais curiosos, aqueles que acompanharam e debaterem sobre o BCI de Literatura nos últimos dias, mereceram uma explicação do presidente do júri. Segundo Jorge de Oliveira, as discussões sobre os eventuais livros vencedores ou supostos conflitos de interesse que moveram as redes sociais só aconteceram porque o Prémio BCI de Literatura é muito apetecível e tem crescido bastante. Para o escritor, os debates à volta da iniciativa da Associação dos Escritores Moçambicanos em parceria com o banco BCI é manifestamente positivo.

Da parte do patrocinador do prémio, já agora, veio a grande novidade para próximo ano. Em 2021, o BCI de Literatura também vai distinguir livro revelação e menção honrosa.

Além de O menino que odiava números, Celso Cossa também é autor de Sete estórias sobre a origem de quem come quem, O Gil e a bola gira e A capoeira dos sete pintos.

 

 

O Centro Cultural Moçambicano-Alemão, na cidade de Maputo, foi o local escolhido para a entrega do material da série “Raízes africanas”, pela Deutsche Welle a universidades e mais entidades.

O evento que teve como público-alvo professores, gestores de educação, cultura e estudantes, destacou a heroicidade de 25 personalidades africanas enquanto motores para o pleno entendimento da história do continente.

Na cerimónia, Marlino Mubai, professor de História da Universidade Eduardo Mondlane, disse que não tem dúvidas de que iniciativas desta natureza são bem-vindas. Mubai disse que o pouco volume de informação que o país tem não permite que os estudantes e o público em geral estejam suficientemente informados.

Raquel Loureiro, coordenadora do projeto "Raízes africanas", esclareceu como foi feita a recolha dos materiais: “foram jornalistas, uns que trabalham e outros que trabalharam na redação Português para África, e têm muita experiência; trabalharam na área e contaram com contributos de pessoas de Moçambique”, cita o comunicado da Tindziva Comunicação.

“Raízes africanas” é um projecto que surgiu nos finais de 2017 e início de 2018, cujo preceito é fazer conhecer a história africana aos mais jovens. A primeira edição da série retrata 25 personalidades que, vivendo em épocas diferentes, tiveram um papel marcante na história do continente africano. Ngungunhane, Josina Machel, Rainha Njinga, Julius Nyerere ou Amílcar Cabral são apenas algumas das personalidades retratadas neste projeto através de vídeos, peças de rádio e artigos online.

O projecto, nesta série, é financiada pela Fundação alemã Gerda Henkel e realizada em parceria com historiadores africanos, contando também com o contributo de jornalistas especializados em África.

 

 

O antigo Presidente da República foi um dos convidados que participou na cerimónia de homenagem ao músico e guitarrista Moisés Mandlate. Na cerimónia organizada pela Universidade Pedagógica de Maputo (UniMaputo), no seu Campus Principal, Armando Guebuza referiu-se ao contributo e às qualidades do autor centenário.

“Só em 2021 é que eu vou completar um ano de idade. Agora estou sem anos, quer dizer, não tenho anos”. As palavras do músico e guitarrista Moisés Mandlate mereceram aplausos do público, afinal, reconhecendo a ignorância, ficou a saber que 100 anos significa não ter idade. Num tributo à sua vida e à sua obra, o músico dos Djambo, da “Elisa wê gomara saia” esteve rodeado de amigos no mês que comemora um século de vida.

A cerimónia realizou-se entre a manhã e a tarde desta terça-feira, na Biblioteca Central da Universidade Pedagógica de Maputo, na capital do país. Além de familiares, na sessão estiveram amigos, admiradores, artistas e um antigo Presidente da República de Moçambique. Acompanhado pela esposa, Armando Guebuza deliciou-se da música e das memórias que as mesmas enceram. E quando foi dado a palavra, o antigo estadista sublinhou que através da música, já nos anos 50, Moisés Mandlate contribuiu para enaltecer a arte e cultura moçambicanas, através de composições que retratam o contexto moçambicano do século passado. “A marrabenta mais estilizada e mais popularizada aparece através do Djambo, já nos anos 50. Em consequência disso, nós temos a música a reproduzir aquilo que é a experiência e a realidade sociais no que concerne ao desenvolvimento técnico e tecnológico”. Para Guebuza, ao celebrar-se a obra de Moisés Mandlate, deve-se pensar por onde ele passou e como conseguiu valorizar a experiência que teve”.

Até a altura em que Guebuza interveio na cerimónia, Moisés Mandlate só ouvia e sorria. E quando quis romper a monotonia, lentamente, que o corpo já não é assim tão capaz, levantou-se e surpreendeu a todos ao improvisar alguns passos de dança. Nada programado. Durante uns três ou quatro minutos o “menino” dos Mandlates demonstrou que noutros tempos as raparigas “derretiam-se” a tanto charme e simpatia.

Referindo-se às qualidades do músico, Elvira Viegas, que aproveitou a ocasião para lhe fazer uma ode, disse que Moisés Mandlate é, para si e para muitos do seu tempo, um pai inspirador, que abriu mentes em Moçambique e no estrangeiro, através da música. “Ele ensinou a muitos de nós e o facto dele ser conversador ajuda imenso”.

Quase sempre com um sorriso estampado no rosto, Moisés Mandlate ouviu Orlando da Conceição a tocar o seu saxofone, Stewart Sukuma na guitarra e ainda viu uma pequena peça teatral criada com base na sua obra.

Como forma de felicitar o músico centenário, o Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco anunciou que foi aberta uma conta bancária com 100 mil meticais, na instituição por ele dirigida, a favor do aniversariante. O gesto deve-se ao facto de “Moisés Mandlate ser um homem cujo legado nos permite reconhecer as características fundamentais de Moçambique nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertença ao nosso país”, afirmou João Figueiredo.  

Com efeito, em jeito de cereja em cima bolo, Salvador Caetano e Intelec resolveram juntar-se para realizar o grande sonho de Moisés Mandlate: conhecer Portugal. As duas entidades vão pagar as despesas de viagem do guitarrista centenário.

Moisés Mandlate nasceu a 4 de Fevereiro de 1920. Cedo começou a tocar guitarra, aprendeu sozinho, e a sua primeira actuação em público, lembra-se, foi a convite da Administração Colonial, no então Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique, actualmente Centro Cultural Ntsindya, localizado no bairro do Xipamanine, na cidade de Maputo. Aos 100 anos de idade, Moisés Mandlate lançou a semente e o amor à música a três netos que também cantam: Simba, Ângelo (que também é realizador de vídeos-clipes) e Dice Sitoe.

A Heineken Moçambique vai juntar-se a sétima edição do fama show, reality que permite identificar talentos musicais. Para o efeito foi assinado esta quarta-feira um memorando de entendimento entre a empresa Heineken e o grupo Soico.

Dez anos depois, o fama show está de volta. E para esta sétima edição do concurso de onde saem ícones da música moçambicana, a empresa Heineken Moçambique decidiu abraçar a iniciativa, através da sua marca Txilar. Neyde Pires, directora dos assuntos empresariais da Heineken Moçambique, considera que apoiar o reality show organizado pelo Grupo SOICO é apoiar a cultura moçambicana.

Para o administrador do grupo Soico, Jeremias Langa, esta parceria é um sinal importante tendo em conta a repercussão que o programa Fama Show teve nas suas seis edições.

A Heineken Moçambique através da sua marca Txilar junta-se assim a outros patrocinadores como Tmcel, Zap e BDQ.

 
 
 

Num documento datado de 25 de Fevereiro de 2020, Aurélio Furdela informou ao júri sobre a sua decisão de retirar o livro Saga d’ouro do Prémio BCI de Literatura.

No documento em causa, o escritor explica que a ocorrência é simplesmente pessoal e que surge na sequência de alguma opinião (publicada na imprensa) que defende a exclusão da candidatura do livro àquela iniciativa.

A seguir, o texto na íntegra que Aurélio Furdela submeteu ao júri: “Em reacção a corrente de opinião, dedicada ao reforço da ideia da não inclusão do livro Saga d’ouro, na lista de obras candidatas ao Prémio BCI de Literatura 2019, pronuncio-me, através desta, a favor da sua retirada do rol de livros submetidos ao júri.

Fique ainda assente que, esta decisão, meramente pessoal, reafirma a minha convicção de que os prémios não determinam o êxito e/ou o fracasso de um escritor, como muito menos o galardão em demanda agregaria valor a qualidade literária do livro que ora se apela a retirada”.

A SM Traduções, de Sandra Tamele, teve a ventura de ser nomeada para a final do Prémio Excelência da Feira do Livro de Londres, na categoria Iniciativas de Tradução Literária. Entretanto, para estar no evento, aquela micro empresa precisa que as despesas de viagem estejam pagas, uma vez que a nomeação não cobre questões relacionadas com a logística.

É aí que entra a Master Power Technologies Mozambique. Graças ao apoio financeiro que a instituição garantiu, Sandra Tamele, a fundadora da SM Traduções, vai poder realizar o sonho de participar numa das mais importantes feiras do livro do mundo e, assim, colocar pela primeira vez o nome de Moçambique no evento.

De acordo, com o Director-Comercial da Master Power Technologies Mozambique, Carlos de Lemos, apoiar a cultura é uma forma de ajudar o desenvolvimento do país. “Ao invés de fazermos uma festa no final do ano, preferimos usar a nossa responsabilidade social para apoiar as iniciativas culturais que precisam. Acreditamos muito na cultura. Por isso, ano passado, compramos alguns exemplares da editora Trinta Zero Nove e oferecemos aos alunos da Matola”.

Master Power Technologies Mozambique é uma empresa vocacionada para a comercialização de geradores da marca FGWilson, UPS e departamentos informáticos modulares.

 

O antigo Presidente da República foi um dos convidados que participou na cerimónia de homenagem ao músico e guitarrista Moisés Manjate. Na cerimónia organizada pela Universidade Pedagógica de Maputo (UniMaputo), no seu Campus Principal, Armando Guebuza referiu-se ao contributo e às qualidades do autor centenário.

 

“Só em 2021 é que eu vou completar um ano de idade. Agora estou sem anos, quer dizer, não tenho anos”. As palavras do músico e guitarrista Moisés Manjate mereceram aplausos do público, afinal, reconhecendo a ignorância, ficou a saber que 100 anos significa não ter idade. Num tributo à sua vida e à sua obra, o músico dos Djambo, da “Elisa wê gomara saia” esteve rodeado de amigos no mês que comemora um século de vida.

A cerimónia realizou-se entre a manhã e a tarde desta terça-feira, na Biblioteca Central da Universidade Pedagógica de Maputo, na capital do país. Além de familiares, na sessão estiveram amigos, admiradores, artistas e um antigo Presidente da República de Moçambique. Acompanhado pela esposa, Armando Guebuza deliciou-se da música e das memórias que as mesmas enceram. E quando foi dado a palavra, o antigo estadista sublinhou que através da música, já nos anos 50, Moisés Manjate contribuiu para enaltecer a arte e cultura moçambicanas, através de composições que retratam o contexto moçambicano do século passado. “A marrabenta mais estilizada e mais popularizada aparece através do Djambo, já nos anos 50. Em consequência disso, nós temos a música a reproduzir aquilo que é a experiência e a realidade sociais no que concerne ao desenvolvimento técnico e tecnológico”. Para Guebuza, ao celebrar-se a obra de Moisés Manjate, deve-se pensar por onde ele passou e como conseguiu valorizar a experiência que teve”.

Até a altura em que Guebuza interveio na cerimónia, Moisés Manjate só ouvia e sorria. E quando quis romper a monotonia, lentamente, que o corpo já não é assim tão capaz, levantou-se e surpreendeu a todos ao improvisar alguns passos de dança. Nada programado. Durante uns três ou quatro minutos o “menino” dos Manjates demonstrou que noutros tempos as raparigas “derretiam-se” a tanto charme e simpatia.

Referindo-se às qualidades do músico, Elvira Viegas, que aproveitou a ocasião para lhe fazer uma ode, disse que Moisés Manjate é, para si e para muitos do seu tempo, um pai inspirador, que abriu mentes em Moçambique e no estrangeiro, através da música. “Ele ensinou a muitos de nós e o facto dele ser conversador ajuda imenso”.

Quase sempre com um sorriso estampado no rosto, Moisés Manjate ouviu Orlando da Conceição a tocar o seu saxofone, Stewart Sukuma na guitarra e ainda viu uma pequena peça teatral criada com base na sua obra.

Como forma de felicitar o músico centenário, o Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco anunciou que foi aberta uma conta bancária com 100 mil meticais, na instituição por ele dirigida, a favor do aniversariante. O gesto deve-se ao facto de “Moisés Manjate ser um homem cujo legado nos permite reconhecer as características fundamentais de Moçambique nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertença ao nosso país”, afirmou João Figueiredo.  

Com efeito, em jeito de cereja em cima bolo, Salvador Caetano e Intelec resolveram juntar-se para realizar o grande sonho de Moisés Manjate: conhecer Portugal. As duas entidades vão pagar as despesas de viagem do guitarrista centenário.

Moisés Manjate nasceu a 4 de Fevereiro de 1920. Cedo começou a tocar guitarra, aprendeu sozinho, e a sua primeira actuação em público, lembra-se, foi a convite da Administração Colonial, no então Centro Associativo dos Negros da Colónia de Moçambique, actualmente Centro Cultural Ntsindya, localizado no bairro do Xipamanine, na cidade de Maputo. Aos 100 anos de idade, Moisés Manjate lançou a semente e o amor à música a três netos que também cantam: Simba, Ângelo (que também é realizador de vídeos-clipes) e Dice Sitoe.

 

 

Num espectáculo marcado para dia 6 de Março, Milton Gulli vai apresentar um EP com músicas que contam histórias do dia-a-dia.

 

Quotidiano. Apenas isso. Esse é o título do EP de Milton Gulli, que será apresentado num concerto ao vivo no próximo dia 6 de Março, a parir das 20h30, no Centro Cultural Franco-Moçambicano.

No espectáculo de apresentação a realizar-se na cidade de Maputo, Milton Gulli será acompanhado por Hélder Gonzaga (baixo), Texito Langa (bateria), Nicolau Cavaneque (teclados), Joel Klein (guitarra) e Regina dos Santos e Rita Couto (voz).

Além de tocar as sete músicas que compõem o seu EP, Milton Gulli vai cantar músicas antigas do seu repertório, durante 90 minutos.  

Duas das sete músicas que compõem Quotidiano são “Jogador” e “Puto”. No primeiro caso, a música conta a história de um menino humilde africano, que se torna um futebolista famoso. Em aproximadamente quatro minutos, “Jogador” é um pretexto para diminuir a relevância que se dá à diferença racial no mundo, que incentiva discursos de xenofobia. No fundo, o futebol aparece como um bom e/ou falso factor de harmonia social entre os apreciadores da modalidade.

No caso da segunda música, “Puto”, uma fusão entre o acústico e o electrónico, Milton Gulli também narra a história de um menino, no caso, de rua, realçando a sua condição, as suas brincadeiras, as suas malandrices, espertezas, os seus sentimentos, as suas esperanças e os seus sonhos. Ao nível sonoro, a música transporta imagens dos bairros e mercados dos subúrbios de Maputo, com destaque para Xipamanine e Mafalala. “Puto” também tem aproximadamente quatro minutos e é o segundo tema do EP disponibilizado ao público.

Para Milton Gulli, Quotidiano, que estará disponível no formato digital no dia 7 de Março, é o resumo de suas influências e projectos passados. “Não consigo definir muito bem o estilo das músicas, mas no EP, de facto, estão histórias do dia-a-dia, influências acumuladas ao longo do tempo que trabalho com a música”.

Quotidiano foi produzido pela Kongoloti Records. Antes deste EP a solo, Milton Gulli passou por bandas como Philharmonic Weed, Cool Hipnoise e The Grasspoppers. Desde 2005, faz parte do colectivo afrobeat Cacique´97. Já tocou com Prince Wadada, Kimi Djabaté, Mercado Negro, tendo sido convidado a participar no álbum de Sam The Kid.

Em Moçambique, trabalha com vários artistas, entre eles, Simba, Azagaia, TP50 e Ras Skunk.

 

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