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O País – A verdade como notícia

Às 18 horas desta terça-feira, na Livraria Fundza, Cidade da Beira, Assane Cadry estreia-se com o lançamento do seu livro O encanto da poesia, editado pela Editorial Fundza.

De acordo com a nota de imprensa da Fundza, a obra de estreia de Assane Cadry pretende fazer da poesia uma ferramenta que permite ao leitor participar na construção dos sentidos textuais. A pensar nisso, o poeta da Editorial Fundza decidiu não intitular nenhum poema, de modo a não induzir o seu leitor na interpretação.

No livro de Cadry, há um encanto permanentemente retratado nos textos: o amor. Segundo acredita o autor, o amor é fundamental para a sua construção poética e para a estabilidade da sociedade moçambicana. Nesse sentido, o amor, em Cadry, está ligado a alguma fonte. Na verdade, a fonte encontra-se na mulher, daí a capa do seu primeiro livro fazer referência, em jeito de ilustração, às musas que o comovem no exercício poético.

O encanto da poesia foi seleccionado na primeira chamada literária da Editorial Fundza e precisou de muito tempo para amadurecer. Os primeiros textos foram escritos a aproximadamente 20 anos, de forma desinteressada. No entanto, quando, recentemente, o autor soube da chamada da Fundza, decidiu submeter os seus textos e, com efeito, foram aprovados para a edição.

Assane Cadry começou a escrever poesia na sua cidade natal, Chimoio, onde deu passos importantes no Núcleo dos Escritores de Manica. Mais tarde, passou a viver na Cidade da Beira. É a partir da capital de Sofala que lhe chega a possibilidade de editar o seu primeiro livro pela Editorial Fundza, depois de, a alguns anos, ter tido uma oportunidade de participar numa colectânea poética publicada pela mesma editora.

Assane Cadry nasceu a 18 de Agosto de 1986, na Cidade de Chimoio, Província de Manica. É formado em Contabilidade, pela Universidade Zambeze (UniZambeze). Actualmente, é estudante de Direito, na Universidade Licungo (UniLicungo), na Cidade da Beira. O encanto da poesia é o título do seu livro de estreia.

Nesta terça-feira, O encanto da poesia, de Assane Cadry, será apresentado por Nelson Saul.

Quatro artistas irão garantir a realização da quarta edição do Acácia Jazz Festival. O evento está marcado para 19 horas do dia 2 de Dezembro, no Campus no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane.

Em 2017, no Hotel Polana, na Cidade de Maputo, arrancou a primeira edição do Acácia Jazz Festival. No evento de abertura, além de música, houve, igualmente, uma exposição de pintura. O objectivo da organização foi e continua a ser celebrar o aniversário da capital do país de forma artística. Por isso mesmo, cinco anos depois da primeira edição, o Standart Bank juntou-se ao Conselho Municipal de Maputo e ao Ministério da Cultura e Turismo de modo que o 10 de Novembro tenha o protagonismo pretendido.

Segundo disse Alfredo Mucavela, Director de Marketing e Comunicação do Standart Bank, o Acácias Jazz Festival pretende, uma vez mais, encerrar as festividades do aniversário da Cidade de Maputo, combinando a música jazz internacional e os novos talentos moçambicanos que se estão a revelar na área. Assim, espera-se, consequentemente, promover e juntar a experiência dos artistas estrangeiros com os nacionais.

Para Mucavela, o desenvolvimento artístico faz-se com intercâmbio. Daí que instrumentistas convidados dos  Estados Unidos de América, nomeadamente, Everette Harp (saxofonista) e Jeff Lorber (teclista), irão partilhar o palco do Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane com Jimmy Dludlu e Leyna Souto. Mas a quarta edição não tem finalidades apenas com a arte. “Além de música, queremos promover a beleza da Cidade de Maputo, estimulando o turismo”, disse Alfredo Mucavela.

A mudança do Hotel Polana para o Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane tem como objectivo permitir a entrada de mais pessoas. “No Polana, tínhamos cerca de 600 pessoas e, na UEM, esperamos duplicar o número. Esperamos ter mais moçambicanos a ver o concerto a 2 de Dezembro, às 19 horas”.

Na conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, o representante do Conselho Municipal de Maputo, Rodrigo Sala, disse acreditar que o Acácias Jazz será um evento valioso para a grelha da programação prevista para celebrar os 135 anos da Cidade de Maputo. “Teremos um espaço de convergência em Maputo”.

Já para o produtor do festival, Belmiro Quive, Maputo vai ganhar, uma vez mais, com a vinda os artistas norte-americanos, pois se tratam de instrumentistas de grande gabarito. “Para mim, é um sonho ter Everette Harp e Jeff Lorber, que acompanham grandes músicos ao nível internacional, e no mesmo concerto, aqui na Cidade de Maputo”.

Portanto, quatro artistas da música irão actuar na quarta edição do Acácia Jazz Festival, a partir das 19 horas do dia 2 de Dezembro, no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, na Cidade de Maputo.

A Editorial Fundza vai lançar, lançou sexta-feira, no Salão Nobre do Conselho Municipal de Quelimane, o livro Pétalas negras ou a sombra do inanimado, da autoria de Belmiro Mouzinho.

Pétalas negras ou a sombra do inanimado é um livro de poesia que reflecte o encanto que a arte do verso exerceu na vida do poeta. Segundo Belmiro Mouzinho, tudo o que as pessoas vêem e tocam, tem poesia. Cabe, a cada um, captar o que o autor considera o privilégio de prolongar a presença no mundo.

Nesta sua estreia em livro, Belmiro Mouzinho assume-se como um poeta rebelde e inconformado. Em parte, isso corresponde à sua maneira de ver o mundo onde vive e as coisas à sua volta.

Para Belmiro Mouzinho, Pétalas negras ou a sombra do inanimado é uma proposta literária que contribuiu para o leitor visualizar uma viagem pelos sentimentos, pelas emoções e pelas imperfeições da vida. E, nesse exercício de expressar o que lhe vai à alma, Mouzinho assume a escrita como uma necessidade terapêutica e inevitável.

Pétalas negras ou a sombra do inanimado, de Belmiro Mouzinho, é um dos livros seleccionados na primeira chamada literária da Editorial Fundza, o que, para o autor, é um enorme privilégio.

SOBRE O AUTOR

Belmiro Mouzinho nasceu a 7 de Maio de 1994, na Cidade de Quelimane. É Técnico Electricista de Manutenção de Locomotivas na empresa Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN). Como poeta, participou na antologia internacional Moçambique em versos (2020), com diversos outros autores moçambicanos, portugueses e brasileiros.

Pétalas negras ou a sombra do inanimado é um livro constituído por 40 poemas e, na cerimónia de lançamento, será apresentado por Jordão Domingos.

A 8ª edição da Feira do Livro de Maputo, na comemoração dos 100 anos de José Craveirinha, celebra o autor do emblemático Nós Matámos o Cão-tinhoso como o Escritor Homenageado desta edição. Luís Bernardo Honwana lançou o seu livro de estreia há 58 anos.

 

A Feira do Livro de Maputo arranca esta quinta e termina sábado.

A realizar-se na Praça da Independência e no Átrio Municipal, o evento irá homenagear ao escritor Luís Bernardo Honwana, o autor do célebre Nós matamos o cão-tinhoso.

De acordo com uma nota de imprensa, a Feira do Livro de Maputo vai se materializar em diversas disciplinas artísticas. A música com o Coro Xiquitsi, teatro, oficinas de escrita e leitura, debates, concursos literários, palestras e outras atracções literárias

Citando na nota da feira, para Ungulani Ba Ka Khosa, homenagear Luís Bernardo Honwana, significa consolidar o papel fundacional do pai da modernidade da literatura moçambicana.

A Feira do Livro, graças a parceria com o Camões – Centro Cultural Português em Maputo e com Instituto Guimarães Rosa – Centro Cultural Brasil-Moçambique, traz a Maputo duas vozes da literatura portuguesa e brasileira respectivamente, nomeadamente, Lúcia Vicente, em residência literária, e Tatiana Pequeno, autora do livro Tocar o Terror que será lançado na Feira do Livro.

De Moçambique, pontificam nomes tais como: Ungulani Ba Ka Khosa, Paulina Chiziane, Marcelo Panguana, Sónia Sultuane, Aurélio Rocha, Jorge Ferrão, Licínio Azevedo, Jaime Munguambe, Hirondina Joshua e Matilde Chabana.

A Feira do Livro de Maputo, entre 20 e 22 de outubro, vai contar com a participação de vozes imprescindíveis da literatura lusófona e hispânica. A Feira vai contar este ano com a participação de escritores de 24 países, nomeadamente: Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Brasil, Portugal, Bolívia, Argentina, Espanha, Itália, Cuba, República Dominicana, Guiné-Equatorial, Honduras, Rússia, Finlândia, Inglaterra, Colômbia, Venezuela, El Salvador, Chile, Mali, Uruguai.

O evento, que contará com 12 mesas de autores e debates, vai contar com um espaço dedicado aos escritores e editoras, na Praça da Independência, decorrendo em simultâneo com actividades lúdicas e criativas para o publico infanto-juvenil, lançamentos de livros, oficinas de leitura, sessões de autógrafos e conversas entre escritores e leitores.

 

           

 

No dia 21, pelas 18horas, na X-HUB, o cantor e saxofonista Muzila estará em concerto de apresentação das influências que mistura vários géneros musicais, desde o Jazz, passando pelo hip-hop e a marrabenta.

De acordo com a produção do evento, as influências musicais de Muzila são resultado de mais de 10 anos de carreira, pesquisas e a sua inserção nas diversas bandas mais dignas de Moçambique e actualmente apresenta a sua própria mistura de jazz afro / world music / hip’hop no álbum Celebrating Life.

O concerto do Muzila é realizado com objectivo de promover músicas, dinamizar intercâmbios artísticos e culturais entre criativos e a X-HUB organiza-o com intuito de hospedar e nutrir músicos de todos os níveis e incentiva-los a criar conteúdo e apresentações originais que realmente reflictam sua identidade e raízes.

Muzila nasceu na cidade de Maputo, a 12 de Agosto de 1979. Cresceu rodeado de instrumentos musicais. Influenciado pelo pai e pelo tio, Américo Xavier, ex-funcionário da Rádio Moçambique. Cedo mergulhou no mundo musical, de tal forma que frequentou a Escola de Música, onde aprendeu a tocar piano e flauta. É um dos mais novos integrantes da Banda Ghorwane.

 

 

Concerto Li Otre la Lengua é a designação de dois concertos realizados pela Embaixada de Itália, Embaixada da Suíça e a Fundação MUSIARTE – Conservatório de Música e Arte Dramática. Concebido para duas noites, o primeiro concerto realiza-se esta noite, logo a partir das 19 horas, nas Torres Rani, 10º andar do Hotel Radisson Blu, na Cidade de Maputo.

No mesmo local, esta quinta-feira, os artistas convidados irão, igualmente, apresentar-se em palco a partir da mesma hora.

Concerto Li Otre la Lengua insere-se na celebração da 32ª Semana da Língua Italiana no Mundo.

Segundo uma nota de imprensa da Fundação MUSIARTE – Conservatório de Música e Arte Dramátic, a apresentação será feita por artistas-professores nacionais e estrangeiros, em mobilidade Erasmus+, um programa da União Europeia. No dois concertos, serão interpretadas obras que variam desde a idade média até os dias actuais, as quais, artisticamente, continuam a revelarem-se relevantes para os apreciadores de música clássica.

A primeira parte do concerto será apresentada pelos seguintes artistas italianos: Damiano Lazzaron, Stefano Pagliari e Luis Lanzarini.

Quanto à segunda parte do concerto, terá no palco as artistas moçambicanas: Stella Mendonça, Sónia Mocumbi e Gizela Tricamegy, e a alemã/zimbabweana Jessica Urte, e ainda os artistas Damiano Lazzaron, Stefano Pagliari e Luis Lanzarini.

Nos concertos em Concerto Li Otre la Lengua serão interpretados os seguintes Compositores: C. Monteverdi, A. Vivaldi, W.A. Mozart, G. Donizette, D. Lazzaron, P. Iturralde, R. Molinelli, P. Viardot e Fritz Kreisler.

 

 

O Distrito de Chonguene, na Província de Gaza, vai receber a primeira edição do festival de gospel. A iniciativa que conta com a parceria do Governo Distrital de Chonguene e com o apoio do Conselho Cristão de Moçambique pretende fomentar a paz e a solidariedade.

 

Há alguns anos, a cantora Ilú recebeu a vocação de cantar durante uma missa no Distrito de Chonguene, Província de Gaza. Em virtude disso, editou o seu primeiro álbum, intitulado Xika we moya. Essa obra discográfica, na verdade, é uma acção de graça. A cantora quis agradecer a Deus pela bênçoa da música revelada há mais de 200 quilómetros de distância de Maputo, onde vive e trabalha.

Ora, além do disco Xika we moya, Ilú pretende colocar o Distrito de Chonguene no mapa artístico e criativo do país. Por isso mesmo, concebeu o Chonguene Gospel Festival, uma iniciativa que conta com a parceria do Governo Distrital de Chonguene, com o apoio do Conselho Cristão de Moçambique e de Dom Dinis Sengulane.

O mais recente projecto de Ilú vai arrancar sábado, às 10h, com aproximadamente 20 artistas de gospel. Na verdade, logo pela manhã, o espaço escolhido para o festival, na Vila de Chonguene, conhecido como Paragem Igreja, haverá uma feira de saúde para todos os interessados. Já por voltas das 12 horas, o espectáculo irá começar, devendo prolongar-se até às 19 horas.

O Chonguene Gospel Festival que como objectivo juntar artistas e entusiastas de música, em geral, para todos, numa só voz, adorarem a Deus com o enaltecimento da componente solidariedade. Por isso mesmo, as entradas para o evento, bem como o acesso às feiras de saúde, serão gratuitas para todos os participantes. Entretanto, acrescenta Ilú: “Estamos a pedir aos espectadores que se farão ao local para gentilmente trazerem um donativo para o asilo que acolhe idosos em Chonguene, na Província de Gaza”.

A primeira edição do Chonguene Gospel Festival realiza-se num só dia e junta artistas provenientes de diferentes distritos de Gaza e Maputo. No futuro, a cantora Ilú espera que a iniciativa possa envolver mais artistas, entre nacionais e estrangeiros.

O compositor e intérprete D’Manyissa vai levar ao espaço cultural Café das Letras, situado na Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), na Cidade de Maputo, este sábado, dia 15 de Outubro, às 18 horas, o concerto “Poemas cantados – tributo a José Craveirinha”.

O concerto enquadra-se nas celebrações do centenário do maior poeta que o país já teve, José Craveirinha.

No evento de celebração da vida e obra do poeta-herói nacional, Kayena Xihiwa, membro do Majescoral, fará a interpretação das músicas por si compostas, acompanhada pelos músicos Nicolau Cauaneque, nos teclados, e Amadeu Cossa, na Percussão. A ideia de poucos instrumentos é mesmo para destacar a voz e a mensagem que cada poema carrega.

De entre alguns dos poemas que serão cantados, encontram-se “Grito negro”, “Timbileiros”, “Sementeira”, “Eternos sagazes” e “frio nos subúrbios”.

O projecto tem em vista promover a literatura moçambicana, em especial a de José Craveirinha, e incutir o gosto pela leitura.

Alguns espaços onde as músicas foram apresentadas incluem o Hotel Terminus, X-HUB, El Patron. Até ao fim do ano, serão feitas outras apresentações em outros espaços culturais.

D’Manyissa é um compositor versátil. A sua versatilidade será reflectida neste concerto. Já compôs músicas para outros artistas, como Ancha Martins, Xixel Langa, Açucena Matola, Lalah Mahigo, Rahima, Bárbara Silva (Brasil), Michael Mayo (EUA), Orlando Venhereque e Celso Paco.

A partir das 18 horas do dia 18 deste mês, a Editorial Fundza irá lançar, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, os livros A revolta dos bichos, de Miguel Ouana, e a colectânea O romper da aurora, que reúne contos da autoria dos vencedores do Concurso Literário FLIK 2022.

A revolta dos bichos é um conto infantil que convoca os leitores a apreciar uma certa paisagem da natureza e a reflectir sobre os seus sentidos quotidianos. Segundo garante Miguel Ouana, “Trago neste conto o conflito homem-animal bem como a necessidade da preservação do meio ambiente. Coloco o homem a devastar a floresta, pondo os animais sem tecto, o que lhes cria revolta. Eles juntam-se e fazem, tal como os homens, a cerimónia de evocação dos antepassados, de modo a reporem o seu habitat, o que veio a acontecer, mas com inundações sem precedentes na aldeia dos homens”.

Para Miguel Ouana, A revolta dos bichos, livro ilustrado por Ribeiro Micas, vencedor do concurso de ilustração FLIK 2022, a literatura infanto-juvenil em geral é fundamental porque, além de estimular a imaginação das crianças, prepara-as para se tornarem leitores adultos.

Ora, na mesma cerimónia de lançamento, será apresentado ao público o livro O romper da aurora, que inclui textos de 15 seleccionados do concurso de contos FLIK 2022, todos então alunos das escolas secundárias moçambicanas. Entre os autores com contos juvenis publicados na colectânea destacam-se Fiorella Salato, Ayum Matimbe e Emília Gimo, as três primeiras classificadas do Concurso Literário FLIK 2022.

As histórias da colectânea constituída por 69 páginas, em geral, trazem diferentes perspectivas e olhares sobre a realidade e a condição dos moçambicanos. Às vezes, com uma originalidade arrepiante e confrangedora.

No Camões – Centro Cultural Português em Maputo, A revolta dos bichos e O romper da aurora serão apresentados pelo escritor Alexandre Dunduro.

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