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O País – A verdade como notícia

Um acidente de viação terá feito três vítimas mortais e quatro feridos na Estrada Nacional número Um, na zona de Bobole, Província de Maputo. As vítimas faziam-se transportar numa camioneta que, segundo contam os sobreviventes, estava a alta velocidade.

“Eu vi o carro passar e fez uma ultrapassagem muito perigosa. Até vaticinei, na ocasião, disse que não terminaria bem e não tardou o acidente aconteceu”, disse uma testemunha.

A situação estava grave, tanto que pelo susto e pelos ferimentos, alguns dos sobreviventes não paravam de chorar.

“Saímos de Mafurreira, passámos controlo, o motorista estava em alta velocidade. A velocidade era tanta que quando chegámos na curva o carro capotou e já não sei o que aconteceu de seguida”, relatou um dos ocupantes que seguia na camioneta.

E a Polícia chegou ao local minutos depois do sinistro, com a ajuda de várias pessoas, alguns dos feridos, entre graves e ligeiros eram transportados num camião para o hospital.

A viatura envolvida no acidente estava na responsabilidade de um jovem, que emprestou ao seu amigo para conduzir e juntos decidiram transportar estudantes, que estavam na paragem à espera de um meio de transporte para chegar a casa.

“Saímos da escola e não tinha chapa. Apareceu este carro e prometeu levar-nos até Bobole. Entramos no carro por falta de alternativa e porque queríamos chegar a casa. O carro vinha em alta velocidade, sem perceber a razão, terminamos no chão. Estou lesionada e há pessoas que morreram”, contou uma das estudantes.

De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), espera-se que o dia de hoje seja de calor, com temperaturas máximas entre 24 e 34 graus. Na mesma sequência, o prognóstico aponta para a possibilidade de queda de chuva e vento a soprar, por vezes, com rajadas na região centro e norte do país.

Em graus Celsius, as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máximas de 30, 31, 32 e 34 e mínimas de 23, 25,  23 e 26, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 32,28, 34 e 32 e mínimas de 25, 19, 24 e 25 graus Celsius,respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 31, 30 e 24 e mínimas de 22,  23 e 14 graus, respectivamente.

O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) reconhece que é impossível garantir 100 por cento de segurança aos utilizadores das telecomunicações. Só nos últimos quatro meses, mais de 50 mil casos de fraudes e burlas foram detectados e ou denunciados no sector das comunicações, revelou hoje a entidade. Deste número 20 mil são casos de burlas, 613 ameaças a pessoas, 44 ataques cibernéticos, e outros crimes.

O recente ataque a sites de entidades do Estado provocou uma série de dúvidas sobre a real capacidade do país e das instituições de proteger a si e a população em geral. O Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique reconhece a gravidade do assunto e diz que na área das telecomunicações cabe a si regulamentar e fiscalizar, sendo responsabilidade das operadoras proteger os dados dos clientes.

“Diria que estamos seguros a 99.9%, o restante deve ser garantido por mecanismos dentro das operadoras que devem monitorar essas situações e imediatamente responder a eventuais ataques cibernéticos. A nossa atribuição, como INCM é de garantir que exista um conjunto de dispositivos normativos, que são traduzidos em licenças aos operadores, o que os obriga a garantir todos os preceitos de segurança, protecção das suas infra-estruturas e, por via disso, das comunicações dos utilizadores”, introduziu Adilson Gomes, Chefe da Unidade de Controlo de Tráfego e Telecomunicações no INCM para, em seguida, responsabilizar os operadores pela protecção dos seus utentes. “A responsabilidade primária de garantir que as transacções efectuadas pelos utentes são seguras é do provedor de serviços, que, neste caso específico, são as operadoras das telecomunicações e dos diferentes provedores de serviços de distribuição de internet, etc”.

A entidade diz que o perigo de ataques cibernéticos está presente todos os dias e só não acontece o pior porque há fiscalização.

“No sector das telecomunicações, o interesse dos hackers é grande. Como se pode perceber, quando o pirata informático consegue entrar numa rede de telecomunicações passa a ter acesso às contas bancárias porque todas as transações rodam nessas redes. Nenhum operador começa a trabalhar sem garantia de segurança para si e para os seus clientes”

“NÃO É POSSÍVEL GARANTIR SEGURANÇA A 100%”

Só nos últimos 4 meses foram 44 ataques cibernéticos nas telecomunicações, sem grande impacto, mas o perigo é permanente. “Não é possível garantir segurança a 100 por cento. Se acharmos que estamos seguros ficaríamos relaxados, mas sempre temos que achar que ainda temos situações de indivíduos que queiram nos atacar e, por via disso, estamos sempre em alerta. O que procuramos fazer é assegurar, que, de forma rápida e tempestiva, consigamos repor os serviços. Assegurar que, de forma alguma, os dados dos cidadãos fiquem expostos. Há mecanismos que são implementados a nível das operadoras que permitem segregar a informação dos utentes e colocar em lugares seguros. São mecanismos de difícil acesso e mesmo em caso de ataques, são de difícil localização”, garantiu.

REGISTADOS 20 MIL CASOS DE BURLAS EM 4 MESES

Neste momento, o INCM tem 30 milhões de cartões SIM registados, dos quais 14 milhões encontram-se activos. Entretanto, os crimes cibernéticos não são a única preocupação no sector das telecomunicações. “Nos últimos quatro meses, estamos a falar de mais de 50 mil situações denunciadas ou detectadas de burlas e fraudes na área das telecomunicações. Deste número 20 mil foram de burlas. Crimes cibernéticos foram reportados 44 e tivemos também 613 casos de ameaças a pessoas, entre outros tipos de crimes”, revelou preocupado.

As autoridades reconhecem que os ataques informáticos nem sempre vêm de fora. Funcionários expulsos, ou mal-intencionados podem desencadear ataques. “Temos consciência disso. Qualquer instituição pública ou privada em funcionamento pleno tem noção que quando há um funcionário que se desvincula da empresa tem que retirar ou substituir os acessos para que não haja espaço para ataques cibernéticos”, explicou Renis Machavana, Administrador de Sistemas no INCM.

Quanto às burlas financeiras, através de telemóveis que são comuns no dia-a-dia dos moçambicanos, o INCM, em parceria com a PGR, operadoras de telefonia móvel e bancos, irão lançar, esta quinta-feira (hoje), uma plataforma online, onde os lesados poderão fazer denúncias e todos os intervenientes terão acesso às mesmas em tempo real para investigar, localizar e responsabilizar os prevaricadores.

SEVERINO NGOENHA RECONHECE “SITUAÇÃO É SÉRIA E PREOCUPANTE”

O último ataque de piratas informáticos contra páginas de entidades estatais continua um assunto na ordem do dia. Para Severino Ngoenha, reitor da Universidade Técnica de Moçambique (UDM) o assunto é sério e merece toda a atenção das autoridades para que o país não resvale para situações mais graves. “O pior cenário é que os piratas entrem no Ministério da Defesa, estamos em guerra. O sector da Defesa demonstra várias fragilidades, por isso, tivemos que recorrer a ajuda de outros países. O país se debate com a questão dos sequestros e se os raptores começam a ter acesso às contas bancárias das pessoas através desses ataques estamos a dizer que teremos mais pessoas raptadas. Se o nosso sistema bancário financeiro for atacado o nosso Metical, que já é periclitante, pode se encontrar em situação mais difícil. A situação é séria e deve ser encarada com toda a seriedade e gravidade que merece”, defendeu o académico

O também filósofo defendeu a intervenção da academia para capacitar as instituições que actuam na área de investigação de crimes cibernéticos e criminalidade organizada no geral.

Dados das Nações Unidas avançados esta quarta-feira pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, durante a sua intervenção no Fórum Global da Organização Internacional do Trabalho (OIT), indicam que cerca de 100 milhões de pessoas no mundo perderam emprego devido à pandemia da COVID-19, fenómeno que os empurrou para uma situação de vulnerabilidade em termos pobreza.

“Neste contexto, sendo a protecção social um direito humano plasmado nas nossas Constituições, a sua materialização deve estar assente num conjunto de políticas e programas desenhados para prevenir e reduzir a pobreza ao longo do ciclo da vida humana”, disse Carlos Agostinho do Rosário, acrescentando que no actual contexto que o mundo enfrenta os efeitos nefastos da pandemia da COVID-19 e dos choques climatéricos extremos que afectam negativamente a vida das pessoas, impõe-se a necessidade de mudar a actual abordagem da protecção social centrada na componente económica e/ou empresarial para o benefício apenas dos trabalhadores.

“É tempo de passarmos para uma nova abordagem, onde a protecção social deve ser vista e tratada de forma independente e acompanhada de acções concretas e concertadas em benefício tanto dos trabalhadores assim como da população vulnerável”, defendeu.

Em relação às medidas adoptadas pelo Governo moçambicano para minimizar o impacto da pandemia do novo Coronavírus, o Primeiro-Ministro disse que o Executivo aprovou o Plano de Protecção Social em resposta à COVID-19 com objectivo de reforçar o apoio social de modo a criar resiliência dos agregados familiares em situação de pobreza e vulnerabilidade.

“Estamos cientes que, apesar do Governo estar a implementar várias iniciativas, precisamos de continuar a mobilizar mais recursos para assegurar a protecção social às pessoas que dela não podem prescindir, assim como garantir a contínua recuperação da actividade económica”, frisou Carlos Agostinho do Rosário.

A terminar, o Primeiro-Ministro afirmou que, “com mais recursos, conjugados com as imensas potencialidades e oportunidades de negócio que Moçambique possui, estará a altura de financiar mais projectos e programas conducentes à geração de empregos em diferentes áreas, com enfoque nas economias azul e verde, bem como na construção de infra-estruturas resilientes aos eventos climatéricos extremos.

O Ministério da Terra e Ambiente procede esta quinta-feira ao lançamento do projecto “Construindo Resiliência na Zona Costeira, através de Abordagens de Adaptação Baseadas em Ecossistemas” (EbA), na Área de Grande Maputo.

A área de Grande Maputo abrange os municípios de Maputo, Matola e Boane e os distritos de Marracuene e Matutuíne. O projecto EbA visa reforçar a capacidade técnica das instituições e dos membros das comunidades vulneráveis nos municípios e distritos abrangidos, no sentido de estarem em melhores condições para planear e implementar intervenções de adaptação baseadas em ecossistemas nas zonas costeiras, promovendo assim a resiliência às alterações climáticas.

O projecto, com uma duração de cinco anos, está a ser financiado pelo Fundo dos Países Menos Desenvolvidos (LDCF) no valor de cerca de USD 6 milhões e implementado numa acção conjunta entre o Ministério da Terra e Ambiente, Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável e Assistência Técnica da Unidade de Adaptação às Alterações Climáticas do Programa das Nações Unidas para o Ambiente.

Três indivíduos foram detidos entre segunda e terça-feira, acusados da prática de crime de raptos na Cidade de Maputo. Os visados caíram nas mãos das autoridades quando se preparavam para mais um crime.

Segundo o Porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal, na Cidade de Maputo, Hilário Lole, os acusados foram detidos, numa residência “luxuosa” no bairro Triunfo, a mesma foi arrendada, no mês de Janeiro para servir de cativeiro, das vítimas de futuros raptos.

“O SERNIC na Cidade de Maputo deteve três cidadãos, sendo um do sexo masculino e dois do sexo feminino, com idades compreendidas entre 29 aos 40 anos de idade, indiciados pela prática do crime de rapto ”, avançou.

Lole fez saber que dos detidos é também indiciado de ter participado de dois raptos, nos dias 11 e 13 Abril do ano passado, na Cidade de Maputo, um que ocorreu no Alto Maé e outro próximo ao Consulado de Portugal.

Lole disse ainda que os acusados foram detidos no momento em que se preparavam para mais um sequestro.

“Arrendaram esta residência no mês de Janeiro, concretamente no dia seis por um período de três meses, no valor de 600 mil Meticais, pago em numerário que seria ocupada, após o sequestro. Após o arrendamento da residência eles só ocuparam no dia 15 de Fevereiro, nestes actos preparatórios, os mesmos adquiriram uma viatura, num dos parques da Cidade de Maputo, que também seria usada, para a prática deste rapto”, explicou o porta-voz.

O SERNIC não revelou a identidade das pessoas que seriam raptadas, “por questões de segurança”, mas garante que já trabalha para garantir a segurança das mesmas, como também trabalha para encontrar outros integrantes do grupo e os mandantes dos crimes.

Os indiciados negam as acusações, e dizem que apenas foram contratados para procurar a casa e o carro, e cuidar dela.

“Eu recebi um telefonema de um número sul-africano, a pessoa perguntou se eu sou o Julinho de Xai-Xai, então a mesma disse que tinha um pedido a fazer, pediu-me que viesse à Maputo, que ia-me encontrar com uma senhora. Quando cheguei, pediu para arranjar uma casa boa, fizemos isso, depois informamos que já havíamos conseguido, então fomos levar um dinheiro, 600 mil Meticais, com uma moça”, contou, um dos indiciados.

Após o pagamento da renda da casa, compraram uma viatura e retornaram para Xai-Xai, aguardando por novas ordens. “De lá para cá ele não chegou a ligar, disse-me que ligaria quando estivesse a precisar de mim, estou à espera que me ligue, pois nem conheço a pessoa que arrendou a casa”.

O mesmo nega as acusações de ter participado noutros casos de rapto, como também refere que nunca, antes, esteve detido.

A mesma história conta as duas mulheres que vieram da África do Sul, convidadas para cuidar da casa, dizem não saber quem as mandou para virem ao país, nunca falaram de valores que receberiam, como também não sabem para que fins serviria a casa.

O número de infectados aumentou para 224.983 depois de, nas últimas 24 horas, 46 cidadãos terem testado positivo para o novo Coronavírus. No mesmo período, outras 116 pessoas ficaram livres da pandemia viral, elevando o cumulativo de recuperados para 209.564.

Ainda sobre os infectados, de acordo com um comunicado do Ministério da Saúde, a taxa de positividade no período em análise foi de 3.18%, e a taxa de positividade acumulada situou-se em 17.88%.

Nas últimas 24 horas, a província de Tete registou o maior número de infecções, com 15 casos. Neste momento, Moçambique tem 3.509 casos activos.

“Lamentavelmente, nas últimas 24 horas, notificamos um óbito que teve como causa a COVID-19. O número de pessoas que perderam a vida devido a esta doença em todo o território nacional passou a ser 2.191”.

Segundo referem as autoridades de Saúde, três pessoas ficaram internadas e outras duas tiveram alta hospitalar, estando actualmente hospitalizados 13 pacientes.

Houve confusão hoje, na fábrica de produção de açúcar de Xinavane, Tongaat Hullet. Os trabalhadores da empresa, de nacionalidade moçambicana, reivindicam aumento salarial e protestam contra a contratação de mão-de-obra estrangeira e a baixo custo para demitir aqueles que exigem melhores condições.

Há relatos de que alguns trabalhadores foram detidos enquanto marchavam e até vandalizaram partes da empresa e as casas dos seus colegas que exercem cargos de chefia. O Posto Policial de Xinavane também foi atingido, sendo que, na tarde desta quarta-feira, esteve em chamas. Um agente foi ferido.

O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, visita a empresa esta quinta-feira, para se inteirar melhor sobre o assunto. As greves por motivos salariais na açucareira de Xinavane são antigas e nunca tiveram solução.

Segundo alguns trabalhadores, há vários indivíduos que trabalham naquela companhia há mais de cinco anos, mas nunca tiveram aumento salarial.

VANDALIZAÇÃO DEIXOU FAMÍLIAS AO RELENTO

Não bastasse a queima de residências, houve pilhagem de bens em várias casas em Xinavane. A equipa do jornal “O País” esteve no local dos acontecimentos e viu, de perto, pessoas que não tinham onde dormir.

Uma dessas pessoas é Zeferino Gaspar, trabalhador  da açucareira, que vive numa das casas geridas pela Tangest Hullet Moçambique, empresa que opera na açucareira.

Conta ter ouvido a agitação e pela dimensão, ele e a família puseram-se em fuga.

Nesse momento, conta, os manifestantes vandalizaram a sua casa e tudo levaram.

“Vou dormir em casa de um amigo”, disse Gaspar, relatando que seu carro particular foi vandalizado. E mostrou a viatura. Mas havia as que chamavam mais atenção pelo nível de danos. Aliás, algumas viaturas transformarem-se em carcaças.

O chefe do posto administrativo de Xinavane, Manuel Uanzo, estava numa situação pior. Toda a casa se tinha transformado em escombros. A casa foi queimada e nada havia por recuperar.

Em conexão com os protestos caracterizados por vandalização, pilhagem, barricadas na via de acesso e incêndio a casas e carros, foram detidas 26 pessoas no posto local de Polícia. Entretanto, na terça-feira, foram detidas outras sete pessoas, até porque a manifestação iniciou a 1 de Fevereiro.

Ouvimos a direcção da empresa, que disse estar a aberta a resolver a preocupação dos trabalhados, que não foi resolvida em mais de 20 dias desde que arrancou a greve.

 

 

Moçambique é o primeiro país africano a ter internet por satélite através da empresa norte-americana Starlink. A entrega formal da licença, pelo Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique, decorreu hoje e a expectativa é que haja melhorias no acesso à internet e aumento da inclusão digital e social.

O presidente do Conselho de Administração do INCM e o representante da SpaceX sentaram-se à mesma mesa para assinar o documento que autoriza a empresa norte-americana Starlink, de Elon Musk, a disponibilizar internet por satélite em Moçambique.

Segundo o Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM), na voz do seu PCA, Tuaha Mote, o serviço, que chega ao país através do projecto SpaceX, “vai mitigar e facilitar o acesso à internet em Moçambique, o aumento da inclusão digital e, por via disso, garantir a inclusão social dos nossos cidadãos”.

Ademais, em situações de interrupções das telecomunicações, por calamidades naturais, a internet via satélite será útil. “E essa tecnologia é de fácil implantação e o nosso país é muito propenso a catástrofes naturais e uma solução da tecnologia de satélite é ideal para garantir até comunicações de emergência nos momentos de isolamento, porque a estação que está em terra comunica, directamente, com o satélite e daí é possível manter as pessoas a comunicarem”, explicou Tuaha Mote.

A autoridade reguladora das telecomunicações no país assegurou que questões da disputa do mercado com os outros provedores do serviço de internet estão acauteladas. “Com a introdução desses serviços, nós estamos convencidos de que não vem substituir as tecnologias existentes, nem criar disrupção no negócio existente. Como podem saber, a SpaceX usa a tecnologia de satélite, tem um determinado nicho de mercado e o seu foco é conectar zonas remotas, rurais e aqueles que não estão conectados”, garantiu o PCA do INCM.

A provedora do serviço explicou que, enquanto a maioria dos serviços de internet via satélite provém de satélites em órbita, a cerca de 35.000 quilómetros da terra, o Starlink está próximo, a cerca de 550 quilómetros, o que lhe permite reduzir o tempo de viagem de dados entre o utilizador e o satélite.

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