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O País – A verdade como notícia

A previsão do tempo para este sábado indica que as três regiões do país enfrentarão temperaturas entre 24 e 36 graus Celsius de máxima.  A cidade de Maputo será a mais quentes de hoje.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, o Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 31, 29, 34 e 31 e  mínimas de 23, 19, 27 e 23 graus Celsius, respectivamente.

De acordo com a Meteorologia, as cidades de Nampula, Pemba e Lichinga poderão registar temperaturas máximas de 30,30,24 e mínimas de 22,23 e 14 graus.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 36, 33, 32 e 33 e mínimas de 23, 24, 24 e 26 graus Celsius,

Adicionalmente, o INAM prevê ocorrência de chuvas e ventos asoprarem, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais do país.

De um total de 814 amostras testadas em todo o país, nas últimas 24 horas, cinco tiveram o resultado positivo para o novo Coronavírus. Os infectados têm idades que variam entre 29 e 64 anos.

Segundo dados do Ministério da Saúde (MISAU), divulgados esta sexta-feira, todos os novos pacientes são de nacionalidade moçambicana, sendo quatro do sexo feminino, correspondendo a 85% e um do sexo masculino, o equivalente a 20%.

“A Taxa de Positividade e a Taxa de Positividade Acumulada situaram-se em 0.61% e 17.36%, respectivamente”, refere a instituição.

Assim, Moçambique conta com um cumulativo de 225.261 casos, dos quais 224.892 de transmissão local e 369 importados.

No período em causa, não houve registo de alta hospitalar, nem internamentos em consequência da doença. Deste modo, três doentes continuam em leito hospitalar.

O número de mortes causadas pela COVID-19 continua 2.200, porquanto não há registo de óbitos de quinta para esta sexta-feira.

Actualmente, o nosso País tem 59 casos activos.

Para melhorar a gestão e ocupação  do solo urbano, prover infra-estruturas resilientes às mudanças climáticas, Moçambique vai adoptar política de urbanização nacional.  O instrumento carece ainda de elaboração para depois ser debatido publicamente e posteriormente ser aprovado pela Assembleia da República, o tema  foi discutido no segundo Fórum Urbano Nacional 2022.

Números avançados pelo Ministério da Administração Estatal e Função Pública apontam que há no país 35% de pessoas que vivem nas zonas urbanas de um universo de 30 milhões da população moçambicana, segundo dados do censo geral da população de 2017.

Várias cidades moçambicanas estão desestruturadas, com assentos informais e com falta de definição clara de urbanismo nesses espaços, incluindo reservas para implantação de infra-estruturas de interesse público. E, para melhorar a gestão das cidades, é imperioso que o país aprove uma Política Urbana Nacional, segundo defendeu esta sexta-feira, Plácido Pereira, Director Nacional de Desenvolvimento Autárquico, no Ministério da Administração Estatal e Função Pública.

“Se nós não nos anteciparmos, se nós não planificarmos, se não fizermos o ordenamento de território, depois teremos aquelas questões todas que acontecem e que são prejudiciais para uma cidade. A urbanização deve ser vista como uma oportunidade, porque uma boa urbanização tem uma série de vantagens, uma delas é que ela permite acelerar o crescimento económico”.

No decurso dos debates havidos esta sexta-feira que é o último dia do evento, vários intervenientes defenderam a relevância desse instrumento que se espera que venha mudar a abordagem de como têm sido ocupadas e geridas as cidades moçambicanas.

Carlos Serra, activista e ambientalista, diz que o instrumento em causa trará vantagens às abordagens inerentes à definição e ocupação das cidades. “Uma política urbana significa termos uma agenda urbana nacional, portanto, a cidade ser um assunto, o bairro ser um assunto, aldeia ser um assunto. Garantir uma organização básica de tudo que é assentamento humano, no país, passa por refletir em torno das instituições”.

Por seu turno, João Tique da Universidade Eduardo Mondlane defende que o instrumento vai permitir que os decisores políticos passem a contemplar a urbanização na agenda nacional.

“Penso que com estas discussões, estes debates que estamos a fazer, vamos perceber que toda a organização, descentralização e o reforço da capacidade de recursos humanos e financeiros são fundamentais para o desenvolvimento dos espaços urbanos.”

Esta informação foi registada no contexto do segundo fórum urbano nacional que decorre sob o lema “Urbanização, uma prioridade para o desenvolvimento sustentável” que junta governantes, académicos e demais intervenientes.

De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), espera-se que o dia de hoje seja de calor, com temperaturas máximas entre 23 e 35 graus. Na mesma sequência, o prognóstico aponta para a possibilidade de queda de chuva e vento a soprar, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais do país.

Em graus Celsius, as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máxima de 35, 34, 30 e 31 e mínimas de 22, 23,  25 e 24, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 30,24, 34 e 31 e mínimas de 23, 17, 24 e 24 graus Celsius,respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 29, 30 e 23 e mínimas de 22,  24 e 14 graus, respectivamente.

Os Governos do Japão e da República de Moçambique assinam, hoje, um acordo de doação para o fornecimento de equipamento de controlo e monitoria de fronteira.

Com efeito, na próxima segunda-feira, a Embaixada do Japão e o Governo moçambicano assinam, em Maputo, um acordo de doação sob forma de troca de notas para o fornecimento de equipamento de controlo e monitoria de fronteira.

Na assinatura do acordo, os dois países far-se-ão representar, de forma remota, pelo embaixador do Japão em Moçambique, Kimura Hajime e a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.

O equipamento a ser doado pelo Japão está orçado em USD 4,630 milhões.

“Esta doação tem como objectivo fortalecer a capacidade moçambicana de controlo de fronteiras e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico do país, através da estabilidade social”, lê-se num comunicado da Embaixada do Japão em Moçambique.

Depois das duras críticas lançadas pelo Presidente da República à gestão municipal no país, os edis reconheceram alguma incapacidade de responder com eficácia às exigências dos munícipes. Eneas Comiche, edil de Maputo, que, nos últimos dias tem estado sob fogo cruzado, devido às posturas municipais e cobranças de taxas, reconheceu não estar a conseguir recolher o lixo na urbe, apesar de cobrar taxa de lixo.

“Nós temos taxas de limpeza que uns chamam taxa de lixo, que não é suficiente para manter a cidade limpa, mas é uma boa contribuição, haverá taxa de saneamento também. Portanto, os munícipes devem contribuir. Não é só contribuição dos munícipes através de taxas, é também através de uma cultura urbana. Porque não é o facto de o Conselho Municipal limpar a Cidade que o munícipe vai sujar mais para o Conselho Municipal limpar”, defendeu o edil de Maputo, cujo município enfrenta situações decorrentes das alterações climáticas, a título de exemplo, as inundações urbanas. Mas há também a organização da venda informal que não está a ter os resultados esperados.

O edil da Matola, Calisto Cossa, reconhece que é preciso melhorar a gestão municipal. “A questão do tratamento dos resíduos sólidos é um trabalho permanente e desafiante. Aliás, estamos num fórum urbano que traz esses elementos e uma dimensão concreta do que acontece em todas as cidades que têm a ver com o crescimento populacional”, referiu.

Paulo Vahanle, que dirige o Município de Nampula, no Norte do país, apontou os deslocados de Cabo Delgado como estando na origem da pressão no ordenamento do território e na gestão do solo urbano. Na visão do dirigente, há também o impacto negativo dos desastres naturais.

“Na cidade de Nampula, fora aos ciclones, temos a situação do terrorismo em Cabo Delgado que obrigou que muita gente se movimentasse para a nossa cidade, ocupando espaços que, muitas das vezes, nós ainda não criamos condições para que haja o processo de urbanização”, diz Vahanle.

Na visão de Florete Simba, presidente do Município de Pemba, há acções em curso para reverter parte dos problemas da urbe. Simba avançou que a autarquia concebeu um plano designado por Pemba 2050, que visa desenvolver a urbe. “Pemba 2050 é um plano que pretende desenhar uma cidade resiliente, em que temos a projecção de valas de drenagem.”

E a autarquia da Beira garantiu também que está a avançar com acções para melhorar a gestão municipal. “São recados muito importantes deixados pelo Presidente da República, temos que fazer uma projecção do ordenamento territorial de modo integrado, de tal forma que todos os serviços básicos estejam incorporados, e as necessidades das pessoas colectivas e singulares estejam lá contempladas”, referiu.

 

CABO VERDE APRESENTA CASOS DE SUCESSO NO FÓRUM

Cabo Verde está representado no II Fórum Urbano Nacional pela ministra das Infra-estruturas, Ordenamento de Território e Habitação. Para melhor gerir o solo urbano, o país fez reformas que culminaram com a extinção de algumas direcções nacionais e criação de empresas públicas responsáveis pelas obras urbanas.

“Temos um programa muito bom que está a dar os seus primeiros frutos que é de realojamento de famílias que vivem nas barracas. Neste momento, estamos a instalá-las em habitações mais condignas. O desafio da habitação é enormíssimo e aí tivemos o apoio da ONU Habitat, nossa parceira na preparação desses instrumentos, com a sua assistência técnica permanente, mas também os nossos grandes parceiros foram os municípios. Nós trabalhamos em regime de contrato-programa com os municípios, onde os municípios fazem obra, os municípios planificam dentro da sua dimensão. Há determinadas acções que nós delegamos aos municípios, através de contratos-programa, e isso visa que os municípios tenham recursos humanos, técnicos e financeiros para executarem projectos até uma determinada dimensão, e a partir de outra dimensão, o Estado entra. Estamos a transformar as nossas cidades e estão a ficar bem diferentes”, referiu Eunice Lopes.

 

ONU HABITAT GARANTE APOIO PARA MOÇAMBIQUE NA ELABORAÇÃO DA POLÍTICA DE URBANIZAÇÃO

Da ONU-Habitat veio a garantia da continuação do apoio a Moçambique. “Reconheço que o objectivo central deste Fórum é o de iniciar a elaboração da Política Urbana Nacional. Penso que este é um momento histórico para este país, uma vez que esta política irá definir uma visão, propor mecanismos institucionais e legais renovados, bem como instrumentos programáticos ligados aos investimentos, de modo a assegurar um futuro urbano mais sustentável para todos os moçambicanos”, referiu Maimunah Sharif, directora do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos.

O Governo garante que serviços básicos, como água, energia, educação e saúde, já começaram a funcionar em alguns distritos que foram alvo de ataques em Cabo Delgado, graças ao regresso voluntário de funcionários públicos. A informação foi avançada, hoje, por Ana Comoana, ministra da Administração Estatal.

As incursões terroristas em alguns distritos de Cabo Delgado provocaram a saída em massa de funcionários públicos, que se refugiaram para pontos considerados seguros. Com a intervenção militar e consequente recuperação de algumas zonas que estavam sob domínio dos terroristas, os serviços básicos tendem a retomar.

“Estamos a falar dos distritos de Mocímboa da Praia, Quissanga, Palma. De Nangade e Moeda, o dado que temos é que não houve saída de funcionários; a Muidumbe estão a regressar. O que quer dizer que isso está a acontecer em distritos onde, até há um ano ou a seis meses, era impossível pensar em aconselhar a população a retomar às zonas de origem”, iniciou Ana Comoana, para depois acrescentar que “tivemos, em primeiro lugar, os dirigentes no local e, depois, os funcionários também começaram a regressar. É um movimento animador. Estivemos lá, vimos o funcionamento dos centros de saúde, testemunhamos a reabertura de escolas e de outros serviços. Felizmente está assegurada a energia para todos os distritos. É certo que há trabalhos a completar em Muidumbe. Todos os distritos têm água, não obstante haver trabalhos que devem ser concluídos em Quissanga, para que haja condições mínimas de sobrevivência”, referiu.

Ana Comoana diz que o Governo já começa a apelar aos funcionários para regressarem aos locais onde haja população considerável. “Trata-se de um retorno voluntário, não é obrigatório, mas, naturalmente, nós fazemos a sensibilização a esses funcionários, porque onde há população é necessária a presença do funcionário público”, terminou.

A governante falava, hoje, à margem do II Fórum Urbano Nacional.

Júlio Parruque procedeu, ontem, ao lançamento da primeira pedra para a construção de seis sistemas de abastecimento de água na Província de Maputo.

O acto teve lugar no Posto Administrativo de Maluana, distrito da Manhiça, e contou com a participação de representantes de diversas instituições de governação descentralizada da província, bem como administradores de Boane, Marracuene, Manhiça e Magude.

Avaliado em cerca de MZN 135.6 milhões, o projecto insere-se no âmbito do Programa Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento Rural (RONASAR) e financiado por parceiros de cooperação e desenvolvimento (FCDO/USAID), prevendo beneficiar a mais de 40.738 pessoas nos distritos de Boane, Marracuene, Manhiça e Magude.

Na ocasião, Parruque realçou que o empreendimento materializa o cumprimento dos objectivos estratégicos do Plano Quinquenal da Governação Descentralizada Provincial, que prevê o incremento da taxa de cobertura do abastecimento de água em cerca de 1.8%, passando dos actuais 60.2% para 62% em 2023, devendo alcançar, em 2024, a taxa de cobertura de 66% nas zonas rurais.

O governante esclareceu que, além das infra-estruturas iniciadas, o executivo provincial prevê incrementar, no presente quinquénio, a taxa de cobertura do abastecimento de água rural em 10%, através de novos projectos nos próximos anos, bem como pela realização dos projectos de investimento ainda no exercício económico de 2022.

Trata-se da construção de 10 furos de água no distrito de Magude que beneficiarão a cerca de 3000 pessoas; a instalação e montagem de quatro unidades de dessalinização nos distritos de Moamba (1), Magude (2) e Matutuine (1), que favorecerão a cerca de 4450; bem com a construção de dois sistemas de abastecimento de água multiuso, em Matutuine e Moamba, com cerca de 3600 beneficiários.

Aos empreiteiros e fiscais, o governador provincial exigiu a celeridade e cumprimento escrupuloso da qualidade e dos prazos de entrega das obras, de modo a que as infra-estruturas tenham a qualidade desejada e possam servir à população por muitos e longos anos, devendo alcançar a sua vida útil e plena exploração.

O ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, instou a Marinha de Guerra de Moçambique a reequipar-se, modernizar-se e a aprimorar a sua profissionalização, para fazer face aos actuais desafios de segurança, impostos pela conjuntura nacional e internacional, com destaque para o terrorismo.

O convite foi formulado ontem, na cidade da Beira, durante a celebração do 47º aniversário da Marinha de Guerra. Chume apelou a este ramo das Forças Armadas de Moçambique para aprimorar a sua profissionalização, olhando, em primeiro lugar, segundo afirmou, para a localização geoestratégica de Moçambique, que requer a necessidade de se adequar, permanentemente, aos diversos eventos que ocorrem no mar, ligados à insegurança e ilícitos criminais, adoptando estratégias para o seu combate.

“O ramo da Marinha de Guerra de Moçambique é chamado a ser mais interventivo e robusto, considerando que o mar tem sido usado como veículo de penetração de terroristas que desestabilizam a província de Cabo Delgado, assim como fontes de extracção de recursos pesqueiros e uma das vias de asseguramento logístico dos terroristas”, explicou Chume.

O ministro da Defesa Nacional referiu, ainda, que o papel da Marinha de Guerra de Moçambique não se circunscreve apenas às actividades que se desenvolvem no mar.

“Por isso, gostaríamos de destacar a importância da Marinha de Guerra como garante de segurança nas águas interiores, uma vez que permite controlar a circulação de agentes estranhos à segurança e soberania do Estado, através de rios, lagoas e lagos. Verificar e estancar a prática de actividades económicas ilegais, que, em algum momento, podem financiar o terrorismo, como é o caso da extracção fluvial de mineiros e realizar, com sucesso, as missões de resgate humanitário em situações de cheias”, acrescentou os desafios.

A celebração do Dia da Marinha de Guerra de Moçambique coincidiu com a cerimónia de imposição da boina azul ferrete aos finalistas do curso de fuzileiros navais, a quem Chume pediu para se entregarem com afinco e zelo, no cumprimento das tarefas de defesa da pátria. A cerimónia foi, igualmente, marcada pela entrega de diplomas de honras e condecorações.

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