Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), o fenómeno será caracterizado pela continuação de ocorrência de chuvas fortes, localmente muito fortes (mais de 100 milímetros em 24 horas), acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas.

Num comunicado de imprensa, o INAM diz que as chuvas far-se-ão sentir com mais impacto na província de Cabo Delgado, principalmente nos distritos de Mecufi, Chiure, Metuge, Ancuabe, Quissanga e Cidade de Pemba; província de Nampula, principalmente nos distritos de Moma, Larde, Angoche, Mogovolas, Liúpo, Meconta, Murrupula, Mongincual, Mossuril, Monapo, Muecate, Ilha de Mocambique, Nacala, Nacaroa, Memba, Erati e Cidade de Nampula.

A província da Zambézia, no centro do país, também será afetada, concretamente nos distritos de Luabo, Chinde, Inhanssunge, Mopeia, Nicoadala, Maquival, Namacurra, Maganja da Costa, Mocubela, Pebane, Mocuba, Mulevala, Gilé e Cidade de Quelimane e a província de Sofala principalmente nos distritos de Cheringoma e Marromeu.

Face a esta situação, o Instituto Nacional de Meteorologia apela para a tomada de precauções.

Os transportadores de passageiros ameaçam paralisar as actividades se o preço do combustível voltar a subir. Para evitar a situação, a Federação Moçambicana das Associações dos Transportes Rodoviários (Fematro) entende que o Governo deve subsidiar o sector.

Na quinta-feira, a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas voltou a queixar-se da insustentabilidade do negócio e avisou que as gasolineiras podem suspender o fornecimento do combustível.

Por sua vez, a Federação Moçambicana das Associações dos Transportes Rodoviários, que há muito reclama de altos custos para continuar a transportar os cidadãos, ouviu as empresas petrolíferas e, também, considerou que só o Executivo pode evitar a paralisação da actividade. “Se voltar a subir o preço do combustível e o Estado não puder ajudar, o sector de transporte vai ter que parar”, Afirmou.

Falando no programa Noite Informativa da STV, o porta-voz da Fematro, Alexandre Gove, disse que a população deve se preparar para enfrentar dias difíceis. “O que nós devemos dizer é que a preparação deve ser em como fazer para andar se de facto não podermos ter a resposta”.

Alexandre Gove sustentou a posição da sua agremiação com alguns cálculos. “Nós em 2017 tivemos um aumento do preço do transporte no valor de quatro meticais, mas nem dois meses ficamos o preço do combustível também aumentou, e nesse aumento perdemos automaticamente sete meticais do preço anterior. Este ano o aumento do transporte foi de três meticais e dos combustíveis nove, e perdemos automaticamente seis meticais.

A reclamação da Fematro tem igualmente a ver com o custo de acessórios para os transportes.

A Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano referiu-se, esta sexta-feira, em Maputo, ao papel que a escola deve desempenhar para que o livro e a leitura sejam factores de desenvolvimento intelectual dos alunos.

O livro é um instrumento fundamental para a aprendizagem, para o desenvolvimento cognitivo, intelectual e cultural das crianças, jovens e adultos. Por isso mesmo, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano não deixou passar a efeméride do Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor em branco. Na Escola Solidariedade, Bairro Mavalane, na Cidade de Maputo, Carmelita Namashulua dirigiu-se aos alunos, pais e encarregados de educação e aos professores, de modo que todos colaborem na promoção da leitura.

Namashulua disse que o MINEDH está alinhado ao mundo na assunção de que o livro é um instrumento fundamental para o exercício da cidadania, dos direitos civis, políticos e sociais, razão pela qual concebeu o Plano Nacional de Acção de Leitura e Escrita, com o objectivo de promover a melhoria dos níveis de aprendizagem da leitura e escrita, através da criação de condições favoráveis para o desenvolvimento do gosto pela leitura na escola, na família e na comunidade.

Nessa perspectiva, o MINEDH, em coordenação com os Serviços Provinciais de Assuntos Sociais e os seus parceiros de cooperação, tem capacitado promotores de leitura e escrita nas escolas para que possam contribuir na dinamização do hábito de leitura e escrita dos alunos, com o envolvimento dos Conselhos de Escola entre outros membros da comunidade escolar. “Queremos convidar, mais uma vez, aos professores, pais e encarregados de educação para que ofereçam livros às crianças, criem nelas o hábito de frequentarem as bibliotecas, contribuindo assim para a criação do gosto de leitura na escola, em casa, na comunidade e em todos os locais”.

Na véspera do Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, esta sexta-feira, dia 22 de Abril, na Escola Solidariedade, no Bairro Mavalane, a Ministra Carmelita Namashulua disse ainda que incluir o livro e a leitura no dia-a-dia do aluno, na rotina familiar e na comunidade de leitores é um contributo essencial para fortalecer a unidade na diversidade cultural do povo moçambicano, considerando o rico mosaico cultural e linguístico do país.

Discursando na Escola Solidariedade, Carmelita Namashulua observou que os livros e a leitura constituem ferramentas importantes para a aprendizagem, já que facilita o trabalho dos professores no desenvolvimento das actividades pedagógicas: “um aluno que lê vários livros desenvolve os seus conhecimentos com muita facilidade e amplia a sua cultura geral, tornando-se criativo e inovador e passa a utilizar de forma efectiva a informação em todas as dimensões da vida”. E, dirigindo-se directamente aos alunos, disse: “Meninos, quero aqui exortar a todos vós para se empenharem e massificarem o hábito de leitura, pois é através dela que logramos vários benefícios, como sejam a ampliação da capacidade de aprender mais, aumenta o coeficiente de inteligência, aumenta a cultura geral e desenvolve a capacidade de busca de soluções para a vida no dia-a-dia. Um aluno que lê aprende com muita facilidade, daí que tira boas notas, fica sempre em vantagem do que aquele que não lê”.

Para a Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, é importante que a escola coordene acções ou crie lugares dedicados à leitura, ou clubes de leitura nos espaços escolares ou perto que incentivem a leitura e escrita, com os animadores, para que se possa estabelecer uma articulação entre a escola e as famílias, grupos de interesse e outras instituições.

Por fim, sublinhou a Ministra, “este dia especial da leitura e do livro, queremos render homenagem aos nossos percursores da arte de escrever e não só, designadamente, António Rui de Noronha, Noémia de Sousa, Rui Nogar, José Craveirinha, Marcelino dos Santos, Luis Bernardo Honwana, Machado da Graça, Fátima Langa, Mia Couto, Ungulani ba ka Khosa, Paulina Chiziane, Calane da Silva, entre outros”.

De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), espera-se que o dia de hoje seja de temperatura fria a fresca em quase todo o país, com máximas entre 25 e 30 graus. Na mesma sequência, o prognóstico aponta para a possibilidade de queda de chuva e vento a soprar, por vezes, com rajadas em algumas capitais provinciais.

Em graus Celsius, as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máxima de 27, 28, 29 e 29 e mínimas de 19, 17,  22 e 21, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 27,25, 28 e 30 e mínimas de 24, 16, 24 e 25 graus Celsius, respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 25, 30 e 25 e mínimas de 21, 23  e 14 graus, respectivamente.

A COVID-19 agudizou a situação de violência contra a mulher e dos casamentos prematuros, quer em Moçambique, quer na República do Malawi, segundo deram a conhecer, esta sexta-feira, as Primeiras-Damas dos dois países. Para Isaura Nyusi e Mónica Chakwera, as igrejas devem promover a mudança de comportamentos e ao Governo cabe a retenção da rapariga na escola.

A violência contra a mulher e criança é um mal que transcende fronteiras, por isso, buscando estratégias e partilhando experiências de vivências e políticas, esta sexta-feira, numa única sala, homens e mulheres religiosos de Moçambique e do Malawi juntaram as suas vozes para dizer basta à violência doméstica.

“Entre as acções realizadas, inclui-se a aprovação de instrumentos jurídicos, sobre matérias como a Lei de Combate à Violência Doméstica, praticada contra a mulher, e Lei de Combate às Uniões Prematuras”, disse a Primeira-Dama de Moçambique, durante o seu discurso.

Apresar da existência destes instrumentos legais, Isaura Nyusi reconheceu ainda haver violência contra a mulher e o facto agudizou-se devido à pandemia da COVID-19, por conta do confinamento a que as mulheres e crianças, na sua maioria, estavam sujeitas. Por isso, apelou para maior envolvimento das confissões religiosas.

“A religião é um veículo para a formação técnica e de amor e, neste aspecto, as confissões religiosas assumem um papel fundamental a este respeito. Queremos continuar a contar convosco nesta batalha”, instou Isaura Nyusi.

Chamada a intervir, a Primeira-Dama da República do Malawi, Mónica Chakwera, disse que a protecção da mulher é também preocupação do seu país e que é preciso ultrapassar algumas crenças religiosas que colocam a mulher numa posição de vulnerabilidade.

Algumas comunidades normalizam a violência contra a mulher e os casamentos prematuros com base nalgumas crenças, por isso o seu país tem apostado na divulgação de políticas que influenciem as raparigas a apostarem na educação.

“Como eu disse, é uma questão cultural, mas devemos aprender que, mesmo se a rapariga estiver grávida, ela deve estar na escola. É no que estamos a trabalhar no nosso país. É difícil, mas está a surtir efeito e há avanços”, partilhou a Primeira-Dama malawiana, para depois acrescentar: “Elas devem ir o mais longe que puderem, porque, quando terminam o ensino secundário, estarão em condições de tomar uma decisão correcta”.

As duas Primeiras-Damas falavam, esta sexta-feira, durante o simpósio inter-religioso sobre o papel das confissões religiosas na prevenção e combate à violência doméstica contra a mulher e às uniões prematuras.

A presença de Mónica Chakwera no referido evento enquadra-se na visita presidencial de Lazarus Chakwera a Moçambique.

O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos quer acabar com as igrejas clandestinas no país, com a aprovação, pelo Conselho de Ministros, da Proposta de Lei de Liberdade Religiosa e de Culto.

Moçambique assiste, a cada dia que passa, ao surgimento de igrejas e seitas religiosas, com finalidades pouco claras, funcionando, algumas delas, ilegalmente.

Para frear o mal, o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos quer acabar com as igrejas clandestinas no país e, para tal, o Conselho de Ministros já aprovou a Proposta de Lei de Liberdade Religiosa e de Culto.

“Entendemos que é um instrumento necessário e que só peca por chegar tarde. Este vem dizer quais são os procedimentos para que se criem as confissões religiosas; onde elas devem operar e quem deve dirigi-las; e quais são os requisitos para dirigir uma igreja. Então, a Lei vem responder a algumas destas questões”, explicou Helena Kida, ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos.

Helena Kida disse ainda que existem confissões religiosas que apresentam dados falsos para confundir a justiça e agir contra a Lei.

“Nos papéis, vem tudo claro dizendo onde elas querem operar e onde terão a sua sede, mas, depois, nos apercebemos de que não estão a proceder no local previamente indicado. Então, esta Lei vem, de certa forma, blindar a justiça desta fragilidade, que até dificulta o nosso papel. Nós, como Governo, não determinamos como vão e o que vão orar; temos, sim, o papel de ordenar, saber quem são, onde estão e o que é que estão a fazer”, explicou.

Kida garante que a proposta de Lei de Liberdade Religiosa e de Culto, ora aprovada, será submetida à Assembleia da República, ainda na presente legislatura, para apreciação.

A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano admite que algumas crianças poderão fechar o primeiro trimestre sem o livro de distribuição gratuita. Carmelita Namashulua diz que os manuais já começaram a chegar ao país, mas em quantidade muito longe de satisfazer a demanda.

Já lá se vão quase três meses que os alunos do ensino primário estudam sem o livro escolar de distribuição gratuita e, só esta sexta-feira, a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano quebrou o silêncio para falar sobre o assunto.

Carmelita Namashulua reconheceu haver demora na disponibilização daquele material didáctico e tranquilizou, revelando que os livros já começaram a chegar.

“Neste momento, já há cerca de quatro milhões de livros a serem distribuídos nas escolas e, entre esta e a próxima semana, estamos a receber cerca de dois milhões e quinhentos livros que já chegaram e estão nos nossos portos de Maputo, Beira, Nacala e procede o seu desalfandegamento”, revelou a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua.

No entanto, a quantidade de livros que chegam ao país é insignificante para responder à demanda, pelo que alguns alunos fecharão o trimestre sem manuais. “Não vou dizer que teremos, até ao fim do mês, os livros completos, porque os manuais em falta estão num universo de 16 milhões e, até esta semana, teremos cerca de seis milhões. Então, ainda estamos no processo de recepção”, reconheceu Carmelita Namashulua.

A titular da pasta da Educação e Desenvolvimento Humano assume que esta demora poderá prejudicar os alunos. “Vai afectar, sim, porque é um instrumento importante. Quando estivermos a introduzir os temas do segundo trimestre, naqueles locais que não terão recebido o livro no primeiro, as aulas serão feitas, também, consolidando as lacunas que foram deixadas pelo facto de não termos tido o livro a tempo e hora no momento devido”, explicou Carmelita Namashulua.

E para os que ainda não têm livros, a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano fala de recurso ao método tradicional de ensino para transmitir conhecimentos aos alunos.

“Os professores têm um instrumento importante que é o programa de ensino. Este programa e os planos de lição são o que os nossos professores usam, além dos vários métodos na sala para que a lição não seja perdida. Mesmo que seja para escreverem no quadro e incentivar os alunos a copiarem, essas aulas têm sido e devem ser dadas”, avançou a ministra da Educação.

A governante desmente que tenha havido má planificação do sector da educação e justifica que os livros ainda não chegaram na totalidade por questões do transporte, cuja rota foi afectada pela pandemia da COVID-19.

A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano falava à margem das comemorações do Dia Internacional do Livro, que se assinala a 23 de Abril.

A malária reduziu, na Cidade de Maputo, onde houve seis mil casos, no primeiro trimestre deste ano, contra sete mil em igual período do ano passado, segundo a vereadora da Saúde no Município de Maputo.

A chuva que caiu nos últimos dias e criou inundações na capital do país propicia a ocorrência de casos da malária, devido ao aumento de focos de multiplicação do mosquito.

Entretanto, a vereadora da Saúde da Cidade de Maputo, Alice de Abreu, diz que tal situação não se verifica. Pelo contrário, houve redução de casos por conta das estratégias implementadas nas comunidades, como a pulverização intra-domiciliária e distribuição de redes mosquiteiras.

“Tivemos apenas um óbito por malária na Cidade de Maputo, nas unidades sanitárias tivemos uma redução em termos de ocorrência de casos de malária”, referiu.

Apesar da redução da incidência da malária, os problemas de saneamento do meio continuam nos bairros, agudizados, agora, pelas inundações, o que preocupa as comunidades.

Para mitigar a situação, esta sexta-feira, no bairro da Munhuana, concretamente na rua da Manhiça, decorreu um trabalho das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, que se juntaram a vários cidadãos e ao Município de Maputo para limpar as valas de drenagem, que há muito parecia terem sido esquecidas.

“Estas actividades serão replicadas ao longo do fim-de-semana, em todos os bairros da nossa cidade”, reiterou.

As actividades acontecem no âmbito da celebração do Dia Mundial de Luta contra a Malária, que se celebra a 25 de Abril.

O número de pessoas com COVID-19 no país é de 43, das quais uma contraiu a infecção nas últimas 24 horas. Em contrapartida, mais 16 pessoas ficaram livres da pandemia viral no mesmo período.

São dados que revelam o abrandamento das infecções no país. Com estes dados, o Ministério da Saúde contabiliza um total de 225.352 infectados e 223.104 recuperados.

De acordo com um comunicado do Ministério da Saúde, nas últimas 24 horas, não houve registo de novos internamentos, nem de óbitos por COVID-19. Actualmente, existem, no país, três pacientes internados.

Assim, o total de mortes no país permanece nos 2.201.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE