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O País – A verdade como notícia

A Polícia da República de Moçambique (PRM) vai delegar um grupo de inspectores para detectar e combater casos de corrupção envolvendo a Polícia de Trânsito, segundo anunciou Bernardino Rafael. A medida surge após o Presidente da República, Filipe Nyusi, ter alertado aos oficiais recém-graduados na ACIPOL que não deviam pedir “refresco” aos condutores com irregularidades.

De acordo com o diário Notícias, citado pela Lusa, caberá aos inspectores realizar patrulhas nos postos de trânsito para flagrar agentes que extorquem automobilistas em condições irregulares.

“Vamos destacar equipas de inspectores para policiar todos os agentes que cometem estas irregularidades. Os infractores serão afastados e responsabilizados criminalmente”, avançou Bernardino Rafael, Comandante-geral da PRM.

Para evitar possíveis colisões na corporação, a Polícia da República de Moçambique tenciona acabar com o envolvimento de várias frentes da corporação, deixando a actividade de fiscalização para uma entidade especializada, porque “são muitas entidades a exercerem o mesmo papel e em locais diferentes”, justificou.

“Não roubem tempo e não retardem a marcha. Facilitem a vida das pessoas, simplificando o trabalho de fiscalização”, disse Rafael apelando para que os agentes parassem de “ perturbar os automobilistas”.

Ainda no seu discurso, Rafael repudiou a açambarcação ilegal de documentos pessoais dos automobilistas pelos agentes de trânsito como forma de coação psicológica para pagamento de suborno.

A previsão do estado do tempo para este Domingo indica que se poderá  registar queda de precipitação, céu nublado, ventos, neblinas  e trovoadas em todas capitais provinciais.

As cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilanculo, na zona sul do país, poderão registar temperaturas máximas de 30, 28,31 e 31 e mínimas de 21, 21, 23 e 22 graus, respectivamente.

Para as cidades da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane prevêem-se máximas de 27,27, 32 e 32 e mínimas de 17, 24, 24 e 24 graus Celsius, respectivamente.

As cidades da Nampula, Pemba  e Lichinga poderão registar máximas de 30, 31 e 23 e mínimas de 21, 24 e 15  graus, respectivamente.

O país tem uma nova agremiação dos profissionais da Comunicação Social. Chama-se Media Club e foi lançado hoje, na Cidade de Maputo, no dia em que se comemora o Dia do Jornalista Moçambicano.

O dia 11 de Abril é de festa para o jornalista moçambicano, mas o presente foi para todos os profissionais da Comunicação Social. Foi lançado, hoje, uma agremiação que engloba todos os profissionais da área e o nome não podia ser diferente: Media Club.

“Queremos que sejamos uma instituição muito mais vasta do que de jornalistas, publicitários e agentes de qualquer sector, mas sim de toda a indústria mediática, uma casa comum da indústria mediática”, esclareceu Tomás Vieira Mário, presidente do Media Club, acrescentando que, nesse contexto, “podemos abranger todas as áreas da Comunicação Social desde jornalismo até publicidade, na ideia de que cada um desses grupos é uma classe de profissionais.

Entre as várias áreas que esta agremiação poderá actuar no clube de média, os meios de comunicação poderão servir de um canal para o reforço de laços dos vários sectores da sociedade, sobretudo o empresarial.

“No caso em concreto, nós vemos, como importantíssimo para a media, o reforço e a emulação de programas sociais e ambientais das empresas. Este é um foco importante numa crise que temos, que é a climática. Hoje em dia, as empresas devem ter uma política ambiental muito forte e a media deve estar atenta na componente social e ambiental, nomeadamente na área dos recursos minerais e energia”, sustentou Tomás Vieira Mário.

O clube de media, lançado esta segunda-feira, foi concebido pelo Sekelekani e Media Network, com o patrocínio exclusivo da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, no âmbito das celebrações dos 15 anos da reversão daquela empresa a favor do Estado moçambicano.

“Neste 15 anos, a HCB tem vindo a aumentar a sua contribuição nas causas sociais, através de uma política abrangente de responsabilidade social e patrocínios, bem como na pronta intervenção de causas humanitárias e de emergência”, referiu Boavida Muhambe, PCA da HCM.

E porque o dia era de festa, houve entrega do “prémio jornalístico 15 anos de reversão da HCB” ao jornalista Amarildo Romão da TVM e, claro, música ao som da Yolanda Kakana.

Graça Machel considera insuficiente e ineficaz o esforço que o Governo e parceiros fazem para apoiar as crianças vítimas do terrorismo em Cabo Delgado, algumas das quais, nalgum momento, foram transformadas em crianças-soldado, instrumentalizadas pelos terroristas de diversas formas.

A activista, que esteve em Cabo Delgado há três semanas e visitou alguns distritos, conversou com as vítimas e autoridades locais, acompanhou de perto o sofrimento daquelas pessoas e descobriu que há muitas crianças que foram treinadas para cometer atrocidades e matar.

Disse que há crianças que ainda estão nas fileiras dos terroristas, são instrumentalizadas, doutrinadas e estão a ser radicalizadas incutido nas suas mentes ideias para que sintam ódio das instituições do Estado, para tratarem com desrespeito as crenças de outros baseadas noutras regiões e religiões.

Entretanto, o que deixou “Mama Graça” estupefacta é o facto de não haver um instrumento específico, para ajudar esses petizes, por isso defende a categorização do apoio psicossocial em sexo, idade e tipo de violência.

“Este é um grupo de extrema sensibilidade que nós podemos conhecer, mas eu não fui capaz de encontrar essa categorização de que estou a falar, não só para as crianças, sabemos que há graves violações contra as mulheres e raparigas, mas o tal apoio tanto vai para mulheres adultas como para crianças, esquecemos que a sensibilidades de uma menina e uma senhora é diferente”, criticou.

Graça Machel disse que a primeira coisa que constatou é que as pessoas com destaque para crianças estão a ser tratadas como números e não como pessoas que carregam várias marcas da guerra.

A fonte foi mais longe, sublinhou que há muito esforço a ser feito por várias organizações para minimizar o sofrimento das pessoas em Cabo Delgado, mas, para ela, o que se verifica é que o impacto dessas acções é ineficaz.

“A segunda constatação foi que muitas pessoas, que estão a trabalhar em Cabo Delgado, não conhecem as ferramentas aprovadas no sentido de proteger essas pessoas e há pouca incidência na protecção dos direitos civis, no geral, direitos das mulheres, raparigas e rapazes e direitos dos rapazes”, apontou.

A falta de Bilhetes de Identidade aos deslocados é outro problema. Alguns deslocados sem BI se encontram nos centros de reassentamento, o que para a activista social não faz sentido, porque, quando uma criança não tem BI, não é reconhecida como cidadão moçambicano.

“É fundamental identificarmos um sistema de identificação civil, principalmente para crianças”, instou para depois sublinhar: “todo esforço que até agora estamos a fazer lá, em Cabo Delgado, é insuficiente, independentemente dos grandes esforços, precisamos de nos organizar, precisamos de nos estruturar”.

A activista social falou ainda da necessidade da criação de mecanismos para acolher as pessoas que são libertas das mãos dos terroristas. O que acontece é que, sem esse mecanismo, as pessoas libertas se espalham, cada um vai para o seu lugar e perde-se a oportunidade de identificá-las e ver que tratamento cada um deve ter.

 

“HÁ UMA RESISTÊNCIA GRANDE EM RECONHECER QUE HÁ CAUSAS INTERNAS QUE FACILITAM A PENETRAÇÃO DOS TERRORISTAS”

A fonte disse que é precisa a criação de programas que permitam maior interacção entre os diversos grupos sociais que estão nos centros de deslocados, pois, da conversa que teve com algumas mulheres, percebeu que há divisões e clivagens fortes, que não podem ser menosprezadas.

Para Graça Machel, isso pode ter facilitado a penetração dos terroristas nas diversas comunidades e é preciso que haja um estudo para se conhecer melhor as causas internas que facilitaram a entrada dos insurgentes.

“Eu sei que há uma resistência grande em reconhecer que há causas internas que facilitam a penetração dos terroristas no seio das comunidades, mas é um facto. Não podemos pensar que é apenas a infiltração de fora, a infiltração de fora encontrou terreno para facilmente se espalhar como se fosse fogo. É preciso conhecermos essas causas e enfrentar com coragem e é isso que culminará com a paz duradoura e verdadeira”, afirmou.

A oradora não só criticou, como também deixou recomendações de que é preciso reforçar as instituições do Governo a nível provincial e distrital, pois não suportam com a pressão a que estão impostas e estão a “rebentar pelas costuras”, porque não têm capacidade de responder aos desafios.

“Mesmo o ADIN (Agência de Desenvolvimento Norte), parece-me uma resposta económica, muito pouco virada para sarar feridas e para o desenvolvimento humano, e isso tem um peso muito grande na construção da pessoa humana e a estrutura não me parece muito adequada”, destacou.

Sobre educação, em que desde 2018 há crianças que não vão à escola, disse que o plano de abarcar todas as crianças é “extremamente inadequado” e, por isso, deve-se instituir uma linha de alfabetização e educação de adultos vigorosa e o programa de educação deve ser reajustado, para que sejam abrangidos os adolescentes e mulheres num programa que inclua, não só o saber ler e escrever, mas também o desenvolvimento de actividades técnicas.

Graça Machel falava durante um evento sobre o Dia Internacional contra o Uso de Crianças-Soldado, assinalado esta segunda-feira, organizado pelo Unicef e que contou com a participação de representantes do Ministério do Género, Criança e Acção Social, Ministério da Defesa, Ministério da Justiça e outros parceiros do Governo e sociedade civil, reunidos na busca de estratégias para combater o recrutamento e uso da crianças na guerra.

 

SOBRE GUERRA NA UCRÂNIA: “NÃO VAMOS TOMAR NEM UM NEM OUTRO LADO”

Graça Machel concorda com a posição de Moçambique em se abster do voto de condenação ou não à Rússia no Conselho de Segurança da ONU. Segundo a activista, o Governo está a fazer muito bem, alegadamente porque há muitas questões não claras que estão por trás do conflito.

A fonte disse, por isso, que, enquanto esses interesses não forem levados “à mesa”, o país não deve tomar nenhum posicionamento, mesmo sob pressão de parceiros.

“Neste momento, para mim, o Governo está a fazer muito bem em não decidir e não é apenas o nosso país, o número de países nas Nações Unidas que se absteve está a aumentar à medida que temos mais consciência desses outros factores que não estão a ser postos em cima da mesa”, defendeu.

A interlocutora recordou-se dos tempos em que havia países “não-alinhados” (associação de países formada com o aparecimento dos dois grandes blocos opostos durante a Guerra Fria, liderados pelos EUA e URSS, ou União Soviética. Seu objetivo era manter uma posição neutra e não associada a nenhum dos grandes blocos) e defendeu que era importante reactivar o movimento em causa.

Machel reiterou ainda que ninguém deve obrigar o Governo a tomar uma posição e só pode fazê-lo dependendo dos interesses nacionais.

“Nós não somos forçados a estar ou ali ou lá e, aliás, nós afirmamos, como Frelimo e Governo de Moçambique, precisamente para dizermos que não somos aliados a ninguém para tudo, dependendo dos interesses nacionais em cada caso, vamos decidir a nossa posição, mas não somos obrigados. As pessoas que querem fazer parceria com Moçambique têm que respeitar as posições soberanas de Moçambique”, concluiu.

Os embaixadores da Alemanha e dos Estados Unidos da América já vieram a público pressionar o país a tomar uma posição.

A Rússia foi suspensa do Conselho dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas na última sexta-feira, após a medida ter sido aprovada por 93 países.

Há mais de 200 mil Bilhetes de Identidade que não são reclamados desde 2019, em todo o país. A Direcção Nacional de Identificação Civil diz que os titulares ignoram as suas notificações e há documentos prestes a expirar o prazo.

Durante anos tratar Bilhete de identidade era um autêntico martírio, caraterizado por filas longas, demora no atendimento e uma eternidade para a obter o documento.

Actualmente a situação inverteu. Os utentes contam que, apesar das constantes falhas técnicas e lentidão no sistema de pré-marcação ter o bilhete de identidade ficou mais fácil, pelo menos na Cidade de Maputo.

O “País” visitou alguns postos, nesta segunda-feira (11) e viu algumas filas de pessoas que procuravam tratar os seus bilhetes de identidade e outros que apenas corriam para levantar.

Zacarias Chambale estava num dos postos para levantar o seu último bilhete (vitalício). Para ele, houve uma grande melhoria no processo de emissão dos documentos, pois antes a pessoa podia até se esquecer de levantar de tanta demora.

“O que posso dizer é que o atendimento foi rápido. Depois de iniciar o processo, dois dias depois recebi a mensagem para ir levantar”, disse.

Porém o mesmo não ocorre para quem vive longe das capitais provinciais. Fernanda Martinho, natural da província da Zambézia, conta o outro lado.

“Aqui foi fácil ter o BI, mas não é fácil para quem está nos distritos. Lá nós pagamos 360 Meticais e muitas vezes demora muito para ser emitido e há grande possibilidade de o BI não sair e você ter que fazer de novo”.

Fernanda disse ainda que há pessoas que preferem viajar para as sedes distritais para tratar este tipo de documentos.

“Minha mãe, por exemplo, teve que sair do distrito para Quelimane e lá teve o BI, em um mês”.

Enquanto alguns enfrentam dificuldades, há quem, mesmo depois da notificação demorou três meses para ir levantar.

“Tratei em Janeiro. Dois dias depois fui notificado para vir levantar. Sucede, porém, que estava fora do país e não tinha como levantar. Mas assim que voltei vim efectuar o levantamento”, disse Samuel Johane, um utente que encontramos num dos postos de identificação.

Igual a Samuel existem mais de 200 mil utentes, em todo o país que não levantam os seus bilhetes, desde 2019.

“Estamos neste momento a trabalhar para reverter o cenário, uma das medidas por nós tomadas é a introdução do novo modelo de talão de Bilhete de identidade. Este difere do anterior, porque apenas tem dois elementos identificadores do cidadão, nomeadamente o nome e a data de nascimento. Este não permite que o cidadão possa realizar outras actividades que exijam o BI, seja no banco, escola e outros”, explicou Gilda Lameque, Porta-voz da Direcção Nacional de Identificação Civil, para quem a medida visa incentivar o cidadão a levantar o seu bilhete.

Questionada se a falta de levantamento do documento teria a ver com a demora no processo de obtenção do bilhete, que as pessoas já estão acostumadas, a gestora disse que “pode até ser verdade. Mas é preciso mudarmos este pensamento das pessoas, pois a demora já não ocorre. Sucede que as pessoas continuam com este pensamento e quando as notificamos, não comparassem, pensando que não seja verdade”, explicou a fonte.

A Direcção Nacional de Identificação Civil diz que os titulares ignoram as suas notificações e há documentos prestes a expirar o prazo. Para reverter o cenário a entidade avançou que tem “contado com o apoio das lideranças comunitárias para fazer chegar a mensagem aos cidadãos”.

A Cidade de Maputo, seguida de Nampula, província de Maputo e Zambézia são as que mais casos de bilhetes não reclamados apresentam.

São no total treze milhões, quatrocentos e noventa e oito mil, duzentas e quarenta e seis (13 498 246) pessoas que já foram vacinadas completamente contra a COVID-19 em todo o país, desde o início do processo a 08 de Março de 2021. Este número corresponde a 88% dos 15 208 538 cidadãos previstos no primeiro plano de vacinação que previa a imunização de pessoas a partir dos 18 anos. 

A pandemia da COVID-19 ainda não acabou no mundo, e em Moçambique em particular, continuam esforços para controlar a doença. Actualmente, não há registo de mortes e o número de infeções baixou. Ainda assim, o ministro da Saúde defende que é preciso continuar a vacinar.

Armindo Tiago apresentou o ponto de situação da campanha nacional de vacinação contra a doença. “Dos 15, 208, 538 previstos no nosso plano de vacinação até ontem (referindo-se a domingo), já tínhamos vacinado 13, 498,246 pessoas. Para dizer que estamos num bom caminho. Mas precisamos de alcançar a perfeição, por isso o nosso apelo vai, mais uma vez, para todos aqueles que, sendo elegíveis, ainda não se vacinaram”, referiu o governante que falava durante uma cerimónia de recepção de material médico.

O referido donativo é composto por kits de testes PCR para COVID-19 e quatro mil testes rápidos para malária doados por uma entidade privada, designada por Brandel. Na ocasião, o representante da empresa considerou que o apoio canalisado ao Ministério da Saúde fará diferença.

“Entregamos ao Ministério da Saúde testes PCR na quantidade de 10 080 para reforçar a capacidade de testagem do Ministério da Saúde. E, por último, porque estamos no mês de Abril, em que se inicia a celebração da luta contra a malária, gostaríamos de reforçar com a doação de cem mil testes para combate a malária”, disse Rui Ernesto, administrador da empresa.

Armindo Tiago defendeu que o material poderá ajudar nos esforços para minimizar o sofrimento das populações. “É um ganho considerável, é um ganho imensurável para o controlo da pandemia da COVID-19 e da endemia que é a malária no nosso país”, enalteceu.

Lembre-se que a malária constitui um dos maiores problemas de saúde pública no país, afectando mais as mulheres grávidas e as crianças menores de cinco anos. Esta doença continua a ser a principal causa de mortalidade infantil em Moçambique.

Anastácia Zita era a responsável máxima da Direcção do Trabalho Migratório e a ela caberá explicar os detalhes das operações que resultaram no saque de 113 milhões de Meticais da instituição. De Maria Helena Taipo, poucas respostas se teve, até porque a antiga governante disse que sobre questões operacionais, só a DTM podia explicar.

A audição desta terça-feira de tudo ou nada na constituição da prova em Tribunal, sobre como foi o esquema de desvio de dinheiro na Direcção do Trabalho Migratório.

Aquando da sua audição entre terça e quarta-feira da semana, Taipo deixou várias questões sem esclarecimento. Por exemplo, quando foi perguntada pelo procurador Armando Paruque por que não questionou ou impediu que os fundos da DTM fossem usados para pagamentos de empresas sem o contrato visado pelo TA, Taipo disse que “quem executava as actividades eram os sectores” e que, por isso, “cabe à DTM responder, caso isso tenha acontecido”.

A arguida foi confrontada com o facto de constar dos autos que a DTM fazia adiantamentos para mineiros à TEBA, às minas filiadas e a outras instituições e Parruque perguntou se a antiga governante tinha conhecimento, mas não deu nenhuma resposta esclarecedora. Disse apenas “prefiro não responder” a esta e outras questões, remetendo explicações à DTM.

É por isso que as expectativas agora estão viradas para a última arguida a ser ouvida esta terça-feira. Anastácia Zita, acusada de Peculato, Abuso de Confiança e Participação Económica em Negócio, não só era responsável máxima da Direcção do Trabalho Migratório, como também era uma das pessoas assinantes das contas nas quais se fizeram várias transferências e levantamentos.

Terá de explicar porque não houve visto do Tribunal Administrativo nos contratos da DTM, porque a instituição que dirigia transferiu cinco milhões de Meticais para a construção de uma dependência que se diz ser de Helena Taipo e porque a DTM teria fechado contratos não executados, mas que teria havido pagamento. E mais… por que razão o dinheiro dos mineiros teria sido usado para fins que não beneficiavam aos trabalhadores das minas. Será desta que o tribunal terá respostas? A ver vamos.

Assinalou-se, hoje, 11 de Abril, o Dia do Jornalista Moçambicano. Alusivo à efeméride, o Presidente da República, Filipe Nyusi, enalteceu o papel do profissional na cobertura do drama humanitário em Cabo Delgado. Já o Sindicato Nacional de Jornalistas saudou a bravura, ética e isenção que o jornalista tem demonstrado na cobertura sobre tragédias climáticas que ciclicamente abalam o país.

Num dia em que o país parou para celebrar o jornalista moçambicano, o Presidente da República dedicou parte da sua agenda para enaltecer o papel deste profissional na sociedade. Filipe Nyusi destacou a entrega dos profissionais na divulgação de informações úteis antes, durante e após ocorrência de eventos climáticos severos.

“A Comunicação Social moçambicana, como actor relevante da sociedade, tem dado o melhor de si, mostrando sempre o seu profissionalismo e sentido humanitário na divulgação de informações de aviso prévio sobre a aproximação de fenómenos meteorológicos que assolaram o país nos últimos tempos, contribuindo, assim, para se evitarem mais perdas de vidas humanas e destruição de bens das populações”, escreveu.

O Chefe de Estado destacou ainda a contribuição do jornalista na divulgação de informação credível sobre o terrorismo em Cabo Delgado.

“Os nossos profissionais de Comunicação Social, com a devida responsabilidade e sentido patriótico, têm feito conhecer à Nação moçambicana e ao mundo e com elevado nível de objectividade as notícias sobre as acções das nossas briosas Forças de Defesa e Segurança (FDS) contra o terrorismo e extremismo violento em alguns distritos da província de Cabo Delgado”, enalteceu.

Nyusi não deixou de destacar o papel que a Comunicação Social desempenhou e continua a desempenhar para garantir maior informação às populações sobre a COVID-19. “O jornalista moçambicano esteve sempre na linha da frente e foi um verdadeiro campeão na divulgação de informações sobre as medidas de resposta à pandemia da COVID-19 e sobre a sua evolução a nível interno e internacional.”

O Chefe de Estado encorajou ainda as empresas de media a continuarem a apostar em tecnologias para melhor servir ao cidadão cada vez mais exigente.

“Exortamos, igualmente, os profissionais da Comunicação Social moçambicana a não auto-excluírem-se do processo de desenvolvimento tecnológico, abraçando as mais modernas plataformas de informação e comunicação para a divulgação de conteúdos noticiosos e educativos da sociedade que contribuam, também, para elevar a condição económica, social e cultural do país”, terminou.

 

SNJ DESTACA PAPEL DOS JORNALISTAS NA COBERTURA DE DESASTRES NO PAÍS

O Sindicato Nacional de Jornalistas saúda a bravura com que os profissionais da comunicação social moçambicana que, com ética e responsabilidade, reportam, com fidelidade e isenção, as tragédias que têm estado a assolar as regiões centro e norte do país, provocadas por depressões tropicais, ciclones e terrorismo.

Porque a celebração do Dia do Jornalista Moçambicano coincide com a passagem dos 44 anos da criação do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), a agremiação aproveitou a oportunidade para falar dos 44 anos de “luta permanente pela liberdade de imprensa, de expressão e da valorização e manutenção dos postos de trabalho”.

Num comunicado de imprensa, o sindicato destaca um dos papéis do jornalista, que é dar voz aos que não a têm, levar ao conhecimento de todos o dia-a-dia das pessoas que lutam pela sua sobrevivência, estudam e trabalham.

O organismo entende que, ao celebrar o Dia do Jornalista Moçambicano, deve-se revisitar os valores da ética e deontologia profissional, porquanto “a ética profissional que se exige ao jornalista continua a ser a mesma, mas as variáveis que a condicionam são múltiplas e muitas vezes contrárias à defesa dos direitos e interesses exigidos pela dignidade da pessoa, factos que não devem enfraquecer na nossa missão”.

 

JORNALISTAS: “FIGURAS INCONTORNÁVEIS NA CONSOLIDAÇÃO DA NOSSA DEMOCRACIA”

Na sua mensagem, alusiva ao Dia do Jornalista Moçambicano, o maior partido da oposição no país, a RENAMO, fala da importância dos jornalistas na consolidação da democracia em Moçambique e, particularmente, na luta pela liberdade de imprensa e defesa de outros direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.

“Estamos convictos que nessa luta, os jornalistas têm sido autênticos heróis, porque nem sempre recebem a devida colaboração de outros actores sociais na busca de informação, matéria-prima para o bom desempenho da sua função jornalística”, lê-se na nota.

A RENAMO termina saudando os jornalistas moçambicanos e encoraja a todos a continuarem a erguer a bandeira da causa, a liberdade de expressão e de imprensa.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê céu nublado, ocorrência de chuvas, vento a soprar, por vezes, com rajadas e ocorrência de trovoadas  no norte, centro e sul do país.

Na região centro, as urbes da Beira, Chimoio, Tete e Quelimane poderão registar temperaturas máximas de 29, 24, 30 e 30 e mínimas e 23, 17, 23 e  23  graus Celsius, respectivamente.

As cidades de Nampula, Pemba e Lichinga, no norte do país, poderão atingir temperaturas máximas de 28, 30 e  23 e  mínimas de 21, 24 e 14 graus, respectivamente.

Para as cidades de Maputo, Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo, no sul do país, prevêem-se máximas de 25,27,27 e 27 e mínimas de 19, 22, 24 e 23

graus Celsius, respectivamente.

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