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O País – A verdade como notícia

O verão está a iniciar-se e as praias começam a registar enchente de pessoas na Cidade de Maputo. É o cenário que se registou, no último sábado, na praia da Costa do Sol. O Instituto Nacional de Meteorologia avisa que calor e ventos fortes poderão caracterizar os próximos dias, devido à transição das épocas.

O último sábado foi um dos dias que marcaram o início da estação quente. Os termómetros atingiram 34 graus celsius e o resultado foi… praia cheia.

O calor chamou as pessoas à praia e isso não escolheu idade. Na Costa do Sol, havia adultos e crianças. Estas últimas, em alguns casos, no colo das mães. É o caso de Isaura Elisa, que decidiu, junto dos seus filhos, passear no areal das águas salgadas.

“Hoje (sábado), a temperatura atingiu 34 graus, tinha que vir aproveitar com as crianças”, disse Isaura Elisa.

A expectativa era grande, afinal estamos no primeiro verão dos últimos dois anos, sem restrições.

Regina Semião também não perdeu a oportunidade de levar a sua filha pela primeira vez. “É a primeira vez para ela desde que nasceu”, revelou.

As restrições já lá se foram, mas ficou a consciência sobre os cuidados a ter em ambiente de aglomeração. Alguns banhistas chamaram atenção. “Afinal de contas, a pandemia não terminou, a prevenção continua, a nossa prioridade é evitar abusos”, avisou Ernesto Banze.

O meteorologista Manuel Francisco alerta que calor e ventos fortes poderão caracterizar os próximos dias, devido à transição das épocas. “A fase de transição do inverno para o verão será marcada por calor intenso em todas as regiões do país.”

O estilista Nivaldo Thierry e a Sociedade de Plástico realizaram, por ocasião do Dia Mundial da Limpeza, assinalado este sábado, a primeira jornada de Educação Ambiental subordinada ao lema “planeta com menos plástico”.

A acçao teve lugar no Centro de Reforço à Educação da Criança, na conhecida Casa da Criança, no Bairro Luís Cabral, em Maputo. O mesmo evento serviu para instruir as crianças e os seus respectivos encarregados de Educação no desenvolvimento de estratégias para redução do uso do saco plástico. Na ocasião, Nivaldo Thierry e a Sociedade de Plástico testemunharam a criação de uma lixeira informal, no mangal. Nos próximos dias, far-se-á a monitoria do mangal para garantia de melhores cuidados do espaço.

Nivaldo Thierry refere que esta é uma iniciativa necessária no seio dos mais novos para que cresçam com um sentido forte sobre protecção ambiental e congratula a todos que se dedicam a causas ambientais. “Eu, como agente do sector da moda moçambicana, vi a oportunidade de prestar o meu contributo a favor da conservação do meio ambiente. Gostaria de ter iniciado com a acção de redução do lixo têxtil, mas, numa primeira fase, é com o plástico, que polui as nossas praias, cidades e vilas, que decidi fazer a diferença, juntando-me a esta nobre iniciativa”.

O estilista acrescenta ainda que a experiência de fazer parte desta acção foi boa pelo facto de ter-lhe permitido viver uma realidade que, muitas vezes, não é revelada no seio da sociedade por falta de informação.

Nivaldo Thierry garante que o seu envolvimento será contínuo, pois, pretende contribuir para a massificação de mensagens sobre a protecção do meio ambiente.

Refira-se que o Dia Mundial da Limpeza é um movimento cívico que une 180 países e milhões de pessoas em todo o mundo para limpar o planeta. A acção visa promover a mobilização de voluntários para a limpeza de cidades, bairros, praias, praças ou parques. Todos os anos, a data é celebrada no terceiro sábado do mês de Setembro. Estima-se que entre 5 milhões e 12 milhões de toneladas de plástico poluam os oceanos todos os anos, matando mais de 1 milhão de aves marinhas (90% das aves come plástico) e mais de 100 mil tartarugas, focas e baleias, para além de um imenso número de peixes. A data, criada pela organização Ocean Conservancy, tem como objectivo promover a protecção dos oceanos, o sistema de sustento à vida do planeta que representa 70% da extensão da Terra e que alimenta mil milhões de pessoas.

Dos cerca de 900 passaportes ordinários não levantados, na Direcção Provincial de Migração de Maputo, 156 já estão caducados. Há, ainda, prorrogação de vistos de permanência, de trabalho e de visita cujos requerentes ainda não os tenham levantado.

No Serviço de Migração na Província de Maputo, é notável a azáfama de pessoas que vão requerer documentos de viagem. Mas, o que se nota também são documentos não levantados.

Juca Bata, porta-voz da Direcção Provincial da Migração em Maputo, conta que há um número considerável de documentos que já caducaram sem saírem das gavetas daquela instituição.

“Temos cerca de 900 passaportes, dos quais alguns são da plataforma anterior, estamos a falar da SEMLEX. Desta plataforma, há 156 passaportes já caducados. Estamos a falar de 43 documentos de autorização de residência também já caducados que estão na nossa posse. Esta situação preocupa-nos, porque recebemos, diariamente, cidadãos nacionais que são repatriados da vizinha África do Sul por falta de passaporte.”

A fonte esclarece ainda que o não levantamento destes documentos cria constrangimentos ao funcionamento dos serviços de migração, “por isso apelamos aos nossos concidadãos para que, logo que regressarem dos seus locais de trabalho, se dirijam à Direcção Provincial de Migração e tratem os seus passaportes, o que permitiria que passassem bem as suas férias e, no final, venham buscar os documentos e continuarem com a viagem”.

Para mobilizar os cidadãos para levantarem os documentos, tem sido usado um sistema de alerta via SMS.

Mais de 5 mil pensionistas, em Sofala, não estão a receber as respectivas pensões, por não terem feito a prova de vida. O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) garante que após a regularização da situação, as pensões serão pagas com retroativos.

A prova anual de vida terminou há cerca de um mês. Houve quem ignorou o chamado e viu as suas pensões suspensas. No entanto, o Instituto Nacional de Segurança Social deu mais uma oportunidade aos mais de 5 mil pensionistas.

O delegado do INSS em Sofala disse que a instituição esperava receber 18.500 pensionista, porém apenas 12 950 regularizaram, dentro do período estabelecido.

Jaime Chicamisse falava, este sábado, por ocasião da capacitação de trabalhadores por conta própria em matérias de segurança social, no âmbito dos 33 anos da criação do INSS.

As duas pugilistas despacharam, hoje, as suas adversárias na final e conquistaram a medalha de ouro do Africano de Boxe.

Diz o ditado que quem corre com vontade não cansa. Rady Gramane e Alcinda Panguana continuam a fazer o mundo render-se ao seu talento.

Gramane subiu ao ringue, na tarde de hoje, em busca do seu primeiro título africano depois de ter provado tudo na região e não só. Diante da argelina Djouher Benan, uma potência do boxe africano, Rady não se vergou e, com classe, elevou a bandeira nacional e encaixou na conta 600 mil Meticais.

Alcinda Panguana, nos 66-70kg, não mediu esforço entre as cordas em busca de ouro. Com o apoio do público, pulverizou o pavilhão da Académica com o seu talento nos punhos e, no fim, provou a sua capacidade perante a congolesa Brigitte Mbambi.

Às duas medalhas de ouro conquistadas pelas pugilistas, podem juntar-se as de Yassine Nordine, Solomone Júlio e Armando Sigaúque, que lutam esta noite.

Cerca de 60 estudantes bolseiros estão impedidos de viajar para a Rússia, porque o Instituto de Bolsas de Estudo não tem dinheiro. Há os que deviam ter viajado em 2019.

Joana, Beatriz e Gomes (nomes fictícios) são parte de um grupo de sessenta estudantes moçambicanos, que, há três anos, esperam viajar para a Rússia, após ganharem bolsas de estudo para cursos do ensino superior.

O Instituto de Bolsas de Estudo é a instituição que deve custear a viagem que, nos primeiros dois anos, foi adiada devido à COVID-19.

“Sinto-me frustrado, porque é muito triste o que está a acontecer connosco. Ganhámos uma bolsa pública e o Estado tinha garantido que estudaríamos, de repente, dizem que há falta de orçamento”, lamentou Gomes.

Com o relaxamento das medidas restritivas, os estudantes entendem que nada mais os impede de viajar, contudo, porque isso não acontece, dizem-se injustiçados.

“Quando fui seleccionada para trabalhar na Rússia, eu abandonei a universidade e apresentei-me às aulas on-line, porque, na altura, as fronteiras estavam fechadas. Tivemos de nos adaptar, na expectativa de viajar no ano seguinte”, explicou Joana.

O Instituto de Bolsas de Estudo (IBE) disse que não há solução à vista.

“Temo-nos reunido com eles para fazermos o ponto da situação. Neste momento, estamos a trabalhar com as autoridades competentes de modo a ultrapassar o problema. No momento certo, daremos informação sobre a viagem dos estudantes”, referiu Leu dos Santos, chefe do Departamento de Bolsas no IBE.

Enquanto não há resposta positiva, os estudantes temem perder as bolsas.

Arranca no próximo mês o processo de licenciamento de “tchovas” na Cidade de Maputo. O conselho municipal diz que a medida visa reduzir os constrangimentos ao trânsito e tornar a actividade organizada.

Não se conhece o número exacto de veículos de tracção manual, vulgo “tchovas”, que circulam na Cidade de Maputo por dia.

O certo é que, na sua maioria, dividem a estrada com veículos a motor, embaraçando o trânsito.

“Muitas vezes, andamos de qualquer maneira, por vezes, no sentido contrário, e até chegamos a causar acidentes”, reconheceu Francisco Moisés, condutor de “tchova”.

Para minimizar o problema, o conselho municipal diz que a resposta é o licenciamento dos veículos, através do qual passarão a portar livrete, matrícula e a obedecer às regras de trânsito.

“A nossa perspectiva é que possamos, com alguma brevidade, iniciar efectivamente o processo de licenciamento. Alguns transportadores já se aproximaram dos distritos municipais e têm recebido feedback positivo”, explicou José Nichols, vereador para a área de Mobilidade, Transportes e Trânsito, no Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

Nos primeiros seis meses, o processo será gratuito. Segundo a edilidade, após esse período, os condutores deverão pagar uma taxa de 1500 Meticais para obter a licença.

Moisés, que há vinte anos tem nos “tchovas” a sua fonte de sustento, disse que a medida vai melhorar a actividade, porém pede a revisão do valor da taxa.

“O valor não é muito nem pouco, simplesmente não temos. O custo de vida está bastante elevado, mas acredito que vão estudar melhor e ver preços acessíveis”, disse o condutor.

Por outro lado, há condutores que dizem não entender a necessidade de licenciar os “tchovas”, tal é o caso de João Vilanculos.

“Isso só pode ser uma forma de nos tirarem o pouco dinheiro que temos. Nós trabalhamos com “tchovas”. De onde tiraremos dinheiro para o processo?”, questionou Vilanculos, explicando que “nós temos alugado os veículos, então não sei como farei, caso me exijam documentos”.

Com o licenciamento, os condutores serão também formados em matérias de segurança rodoviária, nos sete distritos municipais.

A postura de veículos de tracção manual foi aprovada, no ano passado, pela Assembleia Municipal de Maputo.

Voluntários e activistas ambientais recolheram lixo jogado por banhistas na praia da Costa do Sol, por ocasião do Dia Mundial da Limpeza. A actividade foi promovida pelo Conselho Municipal da Cidade de Maputo, o Ministério da Terra e Ambiente e outras organizações que lidam com a preservação do meio.

 A poluição do mar ameaça a vida, sobretudo a dos oceanos. É que “O lixo que está espalhado pela praia depois é consumido pelos animais aquáticos, dos quais, depois, nós vamos alimentar-nos, e isso pode originar doenças”, explicou uma voluntária.

Tendo em conta esta explicação, voluntários, activistas ambientais e várias outras pessoas concentraram-se, hoje, para limpar a praia da Costa do Sol, como forma de melhor celebrar o dia mundial da limpeza.

“É importante mantermos a nossa praia limpa para, no futuro, as nossas crianças desfrutarem de uma praia limpa e bonita” disse Carla Ribeiro, outra voluntária.

“No fim do programa espero ver uma Praia mais limpa para o bem da cidade e de todos nós”, acrescentou José Chirindza, voluntário.

O presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eneas Comiche, diz que a data deve servir para sensibilizar as pessoas.

“O principal objectivo é mobilizar a humanidade para uma acção de consciencialização através de campanha, juntando pessoas de todas as esferas e idades, incentivando-as à cidadania ambiental”, referenciou Eneas Comiche, Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

Acompanhado da ministra da Terra e ambiente, Ivete Maibasse, Comiche mostrou na prática o exemplo a que se referia.

A ministra da Terra e Ambiente disse que o ministério que dirige trabalha na proposta de lei de gestão do plástico.

“O que estamos a tentar fazer, com diferentes intervenientes, é estudar a melhor forma de banir o saco plástico do nosso país” disse Ivete Maibasse.

Esta acção foi desenvolvida em mais de 100 países do mundo, sob o lema “Mantenha Limpo”.

Funcionários do Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) queixam-se do depósito de lixo em locais impróprios na Cidade de Maputo. Acusam ainda os recicladores de tirarem o lixo dos contentores e jogá-lo ao chão.

De dia, a baixa da cidade de Maputo é muito movimentada e suja. Mas, ao cair da noite, a cidade das acácias ganha uma nova imagem.

Todos os dias, às 21 horas, os funcionários do Conselho Municipal da Cidade de Maputo reúnem-se na baixa da cidade para varrer e remover todo o lixo que tira o mínimo do brilho que o centro da cidade podia ostentar.

Um dos funcionários do Município que abandonam o sono e escalam as principais avenidas da baixa da cidade de Maputo lamenta o facto de os vendedores informais deitarem o lixo na via pública.

“Quando tentas intervir, no sentido de as pessoas não deitarem o lixo no chão, há quem diz que se não deitar lixo no chão nós não teremos trabalho. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Seria bom que, depois de efetuarem as suas actividades informais, recolhessem ou amontoassem o lixo num só lugar, depois nós iríamos tirá-lo”, explicou.

Os recicladores de lixo, que deviam ser exemplo de boa gestão dos resíduos sólidos, também são apontados como parte dos que dificultam a limpeza na Cidade de Maputo. É que, segundo o CMCM, quando vão à procura de resíduos recicláveis nos contentores, espalham o lixo no chão e não o devolvem.

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo apelou, ainda, aos vendedores ambulantes e aos munícipes para que valorizem o seu trabalho e colaborem com a edilidade, depositando o lixo em locais apropriados, garantindo, assim, que a urbe esteja limpa.

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