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O País – A verdade como notícia

A vice-ministra da Saúde diz que os problemas de imundície nos balneários dos hospitais públicos foram resolvidos. Entretanto, o jornal “O País” visitou alguns hospitais e a situação prevalece.

Há um mês, “O País” mostrou cenários de imundície e falta de água nos hospitais 1 de Junho, José Macamo, Malhangalene e Xipamanine.

Nesta segunda-feira, quando confrontada com a situação, Farida Urci era uma mulher convencida.

“No dia em que recebemos a notícia, chamámos os directores dos hospitais, reunimo-nos com eles e chamamos-lhes atenção de que a responsabilidade das unidades sanitárias era da gestão dos próprios hospitais e que era necessário que eles tivessem o cuidado de visitar as casas de banho de uma forma regular.

“Actualmente, temos visitado os hospitais e as casas de banho estão em boas condições”, garantiu.

O “O País” voltou para aos mesmos hospitais e o cenário encontrado contrasta com as palavras da governante.

No Hospital 1 de Junho, no bairro Ferroviário, nada atesta que houve qualquer intervenção, pois a imundície continua como no passado. Aliás, continuam, também, os problemas de fornecimento de água.

No Hospital José Macamo, deparámo-nos com vestígios de alguma limpeza, mas as casas de banho permanecem sem portas e com problemas de higiene.

Registámos o cenário mais grave no Centro de Saúde da Malhangalene, onde a estrutura foi improvisada e o chão não foi cimentado.

Já foi lançado o concurso para a compra dos primeiros quatro mil computadores, no âmbito do projecto “Um estudante, um computador”. A garantia é do ministro do Ensino Superior, que promete que, este ano, o projecto não irá falhar.

Trata-se de uma promessa governamental de 2020 que surgiu para responder ao desafio do ensino híbrido. Praticamente dois anos depois, o projecto começa a ter pernas para andar, com o lançamento do concurso público internacional para a compra do equipamento.

“Temos a informar que o concurso já foi lançado para a aquisição dos computadores. A fase que se segue é de escolha da empresa fornecedora consoante os requisitos pré-definidos. Seguir-se-á a fase de assinaturas de acordos e memorandos específicos com as instituições de ensino superior para a entrega desse equipamento. Caberá a elas fazer a identificação dos estudantes elegíveis para o projecto”, introduziu Daniel Nivagara, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Numa primeira fase, segundo fez saber Nivagara, serão beneficiados estudantes dos cursos de ciências, tecnologias, engenharias e matemática em todo o país. “Prevemos, nessa primeira fase, abranger quatro mil estudantes. Esperamos que, até finais deste ano, tenhamos feito a identificação dos beneficiários para que se possam beneficiar deste primeiro lote”, detalhou para, em seguida, dizer sem avançar números, que há dinheiro para a compra do equipamento.

“Não posso avançar agora o orçamento, mas há um orçamento inicial para esta iniciativa”, terminou o governante.

Daniel Nivagara falava, na última segunda-feira, à margem da celebração, em Maputo, da independência da índia.

Mais de sete milhões de crianças de zero a cinco anos de idade serão vacinadas contra a poliomielite no país. A quarta ronda da campanha de vacinação inicia esta quinta-feira e termina no dia 21 de Agosto em curso.

A quarta ronda da campanha de vacinação contra a poliomielite terá lugar de 18 a 21 de Agosto em todo o país.

O Ministério da Saúde (MISAU) prevê vacinar mais de sete milhões de crianças, de zero a cinco anos de idade, segundo fez saber o director nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, em conferência de imprensa.

“Queremos assegurar que a vacina oral que vai ser administrada é a mesma que das últimas três rondas. A vacina é segura e eficaz. Precisávamos da quarta ronda e devemos alcançar coberturas altas”, afirmou o director.

A vacinação é a única forma de prevenção contra a paralisia infantil. Para o alcance das metas estabelecidas, o MISAU mobilizou mais de 65 mil técnicos, que incluem vacinadores, mobilizadores, registadores, supervisores, coordenadores, digitadores de dados, logísticos, monitores independentes, motoristas, entre outros.

“As nossas equipes, em cada uma das comunidades, irão se deslocar para imunizar as crianças que reúnam os critérios para a vacinação de casa em casa”, explicou Quinhas Fernandes, acrescentando que o processo irá também decorrer nas unidades sanitárias e em locais com aglomerados.

“As equipas estão preparadas e instruídas para olhar tais locais como uma oportunidade para não deixar que nenhuma criança fique de fora. Isto é, as equipas poderão parar, vacinar e continuar o seu trabalho nas igrejas, escolinhas, nos campos de deslocados, ou até mesmo nos campos de futebol”, enumerou Fernandes.

A quarta ronda de vacinação contra a poliomielite vai custar quase oito milhões de dólares norte-americanos, correspondente a fundos do Governo e dos Parceiros de Cooperação, dos quais, grande parte serão alocados ao nível distrital e provincial.

Moçambique foi declarado livre da Pólio em Julho de 2016, mas a doença reapareceu em Maio deste ano. Uma criança foi diagnosticada em Tete, o que desencadeou campanhas de vacinação.

Esta segunda-feira, o sector da Saúde confirmou a existência de 13 casos da doença, dos quais quatro graves em Tete e outros nove na Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Manica.

VACINAÇÃO VAI EVITAR QUE A DOENÇA SE ESPALHE

A vacinação e o reforço da vigilância é que podem evitar a propagação da poliomielite em Moçambique. O posicionamento é da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio.

Lado a lado com o Governo, a Liga das Organizações Não-governamentais (ONG) está alinhada com o Ministério da Saúde na urgência de travar a propagação da doença causada por poliovírus.

A Liga afirma que a vacinação de maior número de crianças e reforço da vigilância são algumas das formas de evitar que a doença se espalhe.

“Se estamos a ter surto é porque há pouca imunidade nas nossas crianças. Como evitar? A palavra-chave é a vacinação. Precisamos de reforçar a vigilância, porque isso vai dar-nos evidência de que já não há poliovírus dentro do país”, indicou Lusamba Kabamba, coordenador da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio.

Para o sucesso da campanha de vacinação, a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio defende que a estratégia deve ser implementada de acordo com a realidade.

“A estratégia que se coloca no terreno não é apenas uma estratégia de um país A para o B. Tem que se discutir no terreno o que é mais viável”, alertou Lusamba Kabamba.

Fazem parte da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio cinco instituições, dentre as quais a Organização Mundial da Saúde e o UNICEF.

O Ministério dos Transportes e Comunicações criou uma comissão de inquérito para investigar as causas do acidente ferroviário que matou seis pessoas em Moatize, na província de Tete.

No último domingo, seis pessoas morreram em consequência de um acidente ferroviário, numa passagem de nível sem guarda, no distrito de Moatize, em Tete.

O Ministério dos Transportes e Comunicações diz que informações preliminares indicam que o acidente resultou de uma travessia irregular por parte do condutor.

“Para apurar as reais causas do sinistro e apontar medidas para evitar acidentes similares, o Ministério dos Transportes e Comunicações criou uma comissão de inquérito constituída por peritos ferroviários e rodoviários, que deverão apresentar os resultados nos próximos dias”, lê-se num comunicado a que o “O País” teve acesso.

No referido documento, a instituição reitera o apelo para o cumprimento rigoroso das regras de condução para evitar mais tragédia.

Os 13 casos de poliomielite que o país tem, neste momento, resultam da testagem de 300 amostras, da primeira e segunda rondas de vacinação. Segundo o chefe de Departamento de Saúde e Vigilância do Ministério da Saúde (MISAU), Domingos Guihole, o número de casos pode aumentar, pois há mais 35 suspeitos por serem testados.

Esses casos foram detectados durante a terceira ronda de vacinação e a cada dia que passa chegam de todas as províncias mais casos e de lá serão levados ao laboratório de referência na vizinha África do Sul.

“Durante o processo de vacinação, quando as equipas visitam uma casa, uma das questões colocadas é saber se, naquela família, há alguma criança com antecedentes de paralisia nalgum membro, que não consegue fazer os movimentos normalmente ou que nasceu saudável e com o tempo parou de movimentar os seus membros”, explicou o médico.

Quando a resposta é positiva, os profissionais de saúde avaliam a criança e, caso reúna os critérios, é preenchida uma ficha e marca-se a data para a colheita da amostra.

Conforme explicou Guihole, grande parte dos resultados das amostras testadas são negativos para a pólio, mas isso não significa que as autoridades devem “relaxar”, pelo contrário, deve ser reforçada a vigilância para garantir que não haja a multiplicação de casos.

“Agora, estamos a trabalhar com as comunidades reforçando a mensagem de que o poliovírus pode estar a circular lá e, para em casos de qualquer suspeita, comunicarem as autoridades, pois a situação, neste momento, é preocupante”, referiu.

Vacinar toda a criança menor de cinco anos é, agora, a arma mais eficaz, mas o MISAU reforça-se também da vigilância ambiental, com a colheita de amostras de água para testagem nalguns pontos da Cidade de Maputo, Quelimane e Nampula.

Neste momento, conforme revelou o chefe de Departamento de Saúde e Vigilância, há, no país, uma equipa da “região africana” a avaliar esses locais, ver se são adequados e expandir os locais de colheita.

“Se colhermos a amostra em várias províncias, vamos perceber se temos ou não o vírus a circular e isso será bom para nós, uma vez que a transmissão do poliovírus é através da via fecal-oral. Ou seja, uma criança doente elimina nas fezes esses poliovírus e há situações em que, às vezes, são depositadas em situações inapropriadas, como num rio em que alguém pode beber aquela água, por exemplo, e assim contrair a doença”, detalhou o Guihole.

Dos 13 casos detectados no país, quatro são poliovírus selvagem, todos identificados na província de Tete, nos distritos de Moatize, Changara, Tsangano e Mágue. Os outros nove casos são de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Manica.

Esta segunda-feira, o Malawi detectou mais um caso de poliovírus selvagem e desconfia-se que seja de uma criança moçambicana.

O Ministério Público entrega despacho de acusação ao Tribunal Judicial contra o ex-director da Inspecção das Actividades Económicas, Verónio Duvane, e mais oito agentes da Polícia da República de Moçambique supostamente envolvidos em corrupção.

Passam dois meses depois da detenção do ex-director da Inspecção Nacional das Actividades Económicas, Verónio Duvane, por suspeita de cobrança de 250 mil Meticais a um agente económico estrangeiro, na Cidade de Maputo.

Enquanto o ex-director do INAE responde pelo processo em liberdade condicional, a acusação é submetida, pelo Ministério Público, ao Tribunal Judicial do Distrito Kampfumo.

Em conexão com o caso, há, igualmente, agentes da Polícia da República de Moçambique detidos.

“No decurso do processo em alusão, foram, igualmente, detidos oito membros da Polícia da República de Moçambique (PRM), por suspeita do seu envolvimento em actos de cobranças indevidas e detenção ilegal ao mesmo agente económico”, lê-se no comunicado do Gabinete Central de Combate à Corrupção.

“Foi deduzido o despacho de acusação contra nove arguidos, encontrando-se um em liberdade provisória mediante pagamento de caução e os restantes oito em prisão preventiva”, acrescenta o comunicado.

Os arguidos são acusados de crimes de concussão, ou seja, de usar um cargo público para exigir a seu favor alguma vantagem, abuso de cargo e função.

A situação é mais crítica na Cidade de Maputo. Juristas entrevistados pelo “O País” acreditam que boa parte da culpa deve ser atribuída ao Estado, pois tem falhado na implementação da lei que protege os menores.

Chamam-lhe Alexandre Júnior Daniel, tem um sonho, mas não sabe ler nem escrever. Órfão de mãe, o rapaz de 12 anos de idade vive nas ruas da baixa da Cidade de Maputo há dois anos. Diz ter estudado até à quarta classe e manifesta vontade de voltar à carteira.

Alexandre diz ter procurado saber dos pais o porquê de não o terem matriculado na escola, mas não teve nenhuma resposta.

– Não diziam nada.

O País – Mas tu gostavas de ir à escola?

– Sim.

O País – Gostarias de voltar a estudar?

– Sim.

O País – O que gostarias de ser quando crescido?

– Quero ser agente da polícia.

Nas ruas, Alexandre conheceu Orlando Marcelino. Com 12 anos de idade, nunca frequentou uma escola, mas tem consciência do seu direito à educação.

O País –  Sabes que tens direito de ir à escola?

– Sim.

O País – Como é que o sabes?

– É necessário estudar para ser inteligente.

O País –  Como assim?

– Estudar para ser inteligente e se tornar presidente, engenheiro ou até o piloto do presidente.

A pobreza, a violência na família e outros factores influenciam para o aumento do número de crianças que vivem na rua.

Entre tantas violações a que estão sujeitas, a provisão do direito à educação chama a atenção do especialista em direito da criança da Save The Children, Jaime Chivite.

“Uma criança na rua está exposta a vários riscos, tal como é o caso da violação e exploração sexual, trabalho e exploração infantil e a questão da violência física e a falta da provisão de serviços básicos, a começar pela educação, porque a criança precisa de ser levada à escola, de assistência, e ela não tem este apoio directo. Então, é a violação desse direito que toda criança, sem excepção, tem”.

Em todo o país, estima-se que cerca de 1083 crianças vivam nas ruas. A Província e Cidade de Maputo têm o maior número, com cerca de 400 casos, seguidas de Nampula, com cerca de 300. A província de Niassa tem 39 crianças excluídas, Cabo Delgado tem 33, Zambézia, 90 e Tete, 70. Já em Manica há 37 crianças de rua, 80 em Sofala, 22 em Inhambane e 12 em Gaza.

A lei é clara. Os artigos 88 e 121 da Constituição da República de Moçambique esclarecem que a educação é um dever e direito de todo o cidadão moçambicano e que as crianças em situação de vulnerabilidade têm protecção do Estado.

Então, o que está a ser feito concretamente para prover educação aos meninos que vivem na rua?

“A filosofia do Governo para resolver esta situação é apostar nos centros de acolhimento. Nós temos, a nível nacional, 138 centros de acolhimento. 81 são centros fechados, ou seja, as crianças vão e recebem educação e outras actividades vocacionais”, detalhou a directora nacional-adjunta da Criança Páscoa Ferrão.

 

JURISTAS ACUSAM ESTADO DE INÉRCIA

O Governo alerta para a complexidade do fenómeno e convida a sociedade e os pais a uma accão conjunta. Mas a lei é clara em termos teóricos; na prática, a situação é diferente. Os juristas Joana de Melo e Roberto Aleluia explicam que se o Estado falha, o cidadão pode exigir a sua responsabilização.

“Qualquer cidadão, assim como o Ministério Público – que é o garante da legalidade, o curador de menores, assim como dos idosos – e a sociedade civil, têm o seu papel de garantir que o direito da criança seja observado”, esclareceu a jurista Joana de Melo.

“Porque estamos a falar de um direito com interesses difusos, que envolvem mais de uma pessoa, direitos fundamentais, e estão acima do Estado”, acrescentou o jurista Roberto Aleluia.

Os juristas defendem que o Estado falha na implementação da lei e na importação de modelos de políticas externas, sem enquadramento no contexto moçambicano.

“Creio que seja deficiência em termos de políticas ou aplicação daquilo que já existe, porque as normas existem, mas falta a sua aplicação”, elucidou Joana de Melo.

“Muitas vezes, somos obrigados a legislar em função do interesse do regulador e não dos moçambicanos – por exemplo, se temos um regulador que quer alcançar um objectivo e ordena que devemos fazer [algo] e nós [obedecemos], mesmo sabendo que não está de acordo com a nossa realidade” –, vincou o jurista Roberto Aleluia.

Moçambique está na lista dos países africanos com baixo nível de escolarização. A Direção Nacional da Criança já pensa na elaboração de uma estratégia de atendimento às crianças que moram na rua, para resolver a questão da provisão de educação às crianças excluídas.

Mais uma embarcação de fiscalização marítima foi alocada, ontem, à baía de Maputo, para combater a pesca ilegal. A ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas disse que, ainda esta semana, quatro embarcações serão alocadas às províncias de Sofala, Zambézia, Nampula e Niassa.

Moçambique perde, por ano, cerca de 60 por cento das 442 mil toneladas de espécies marinhas que produz, devido à pesca ilegal, de acordo com o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas.

Para mitigar o problema, a instituição alocou à Baía de Maputo uma embarcação de fiscalização marítima.

Trata-se da segunda, sendo que a primeira apresenta limitações para controlar toda a baía, segundo fez saber o secretário de Estado da Cidade de Maputo, Vicente Joaquim.

“A Cidade de Maputo contava com apenas um barco, denominado Zorro Pelágico, com uma lotação de cinco pessoas. Devido à sua capacidade reduzida, dificultava os trabalhos de fiscalização da baía de Maputo, bem como das águas interiores dos rios Maputo, Incomáti, Tembe, Umbeluzi e Matola”, referiu o governante.

A embarcação recém-alocada tem capacidade para nove tripulantes e conta com tecnologia moderna, com vista a reduzir o índice da pesca ilegal.

“Temos esta embarcação equipada com todos os sistemas modernos de fiscalização. Tem equipamento para coordenar via satélite, rádio e tem autonomia para trabalhar cinco horas no mar. Portanto, pode-se trabalhar em turnos”, disse a ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, acrescentando que, com estas características, o barco, avaliado em onze milhões e seiscentos mil Meticais, vai permitir alargar o raio de cobertura na baía de Maputo.

“A embarcação tem uma autonomia grande, no que diz respeito ao combustível e, em termos de velocidade, ela tem dois motores, o que possibilita resultados muito bons no trabalho de fiscalização que está a ser feito”, concluiu a dirigente.

A fiscalização marítima contribui para a exploração sustentável dos recursos pesqueiros e é o meio encontrado para eliminar a utilização de artes nocivas e a pesca clandestina. Para que a embarcação traga ganhos ao sector das pescas, Lídia Cardoso apelou aos fiscais para que se afastem de esquemas de corrupção, cobranças ilícitas, entre outros actos que lesam o Estado.

Ainda esta semana, serão entregues outras quatro embarcações de fiscalização às províncias de Sofala, Zambézia, Nampula e Niassa.

Agente da Polícia de Trânsito morreu carbonizado depois de se envolver num aparatoso acidente de viação ocorrido na KaTembe, na Cidade de Maputo, onde houve também o registo de 43 feridos entre graves e ligeiros.

Um acidente de viação do tipo choque entre carros, ocorreu, na KaTembe, por volta das 17 horas deste domingo.

Um veículo ligeiro saía do posto de controlo de Salamanga, no distrito de Matutuíne, em direcção à Cidade de Maputo, e um autocarro lotado de passageiros seguia no sentido contrário, isto é, Maputo–Ponta de Ouro, quando, ocorreu um embate frontal entre os veículos, seguido de incêndio. O condutor do carro ligeiro morreu carbonizado.

“Era um agente afecto ao departamento da Polícia de Trânsito da Matola. A informação que nós temos é que estávamos perante uma ultrapassagem e, como consequência, houve o fatídico acidente”, explicou José Nhantumbo, um dos responsáveis do Departamento de Trânsito no comando da PRM na Cidade de Maputo.

Os feridos foram imediatamente evacuados para o Hospital Geral José Macamo, de acordo com Evandra Magaia, chefe do Banco de Socorros daquela unidade sanitária.

“Recebemos 43 pacientes por volta das 17h de ontem (a referir-se ao domingo). Não registámos nenhum óbito, entretanto transferimos nove pacientes ao Hospital Central de Maputo, e os restantes pacientes tiveram alta hospitalar, porque apresentavam ferimentos ligeiros.”

Ainda na manhã desta segunda-feira, os vestígios estavam no local. O cenário é de destruição total, e algumas pessoas paravam e observavam, a procurar compreender o que teria acontecido.

A Empresa Municipal de Transportes de Maputo lamenta o acidente e aponta o carro ligeiro como o causador do sinistro e diz que “as tripulações tentaram extinguir o fogo debalde, outras viaturas que passavam tentaram ajudar, mas não foi possível, tendo o autocarro ficado completamente danificado.”

De tanto que os veículos ficaram danificados, Adelino Bucuane, administrador da Empresa Municipal dos Transportes de Maputo, diz que “o seu próximo destino é mesmo a sucataria”.

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