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O País – A verdade como notícia

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) está a 60% de elaboração do estudo para viabilidade do aumento da produção de energia eléctrica no país. O anúncio é feito numa altura em que Moçambique pretende garantir o fornecimento de energia eléctrica a toda a população até ao ano 2030.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa possui, actualmente, cinco geradores e produz pouco mais de dois mil quilowatts de energia eléctrica, que deverão aumentar nos próximos anos.

Falando à STV, o administrador do Pelouro de Hidrologia da HCB, revelou, sem avançar muitos detalhes, que a firma à qual está filiado tem um estudo em curso que deverá dar detalhes sobre a viabilidade do aumento da produção de energia no país.

“Nós estamos mais ou menos a 50% ou 60% desse estudo. É claro que o país está a investir todo o seu esforço numa barragem adjuvante para produzir mais energia, que vai satisfazer a nível interno, bem como os países da região”, referiu o administrador do Pelouro de Hidrologia da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, Nilton Trindade.

Segundo Trindade, o estudo trará, junto dos profissionais da área, as principais garantias de que o país precisa para ingressar num projecto desta natureza.

O término do estudo de viabilidade para o aumento da produção energética no país está previsto para o primeiro trimestre de 2023.

CENTRAL-NORTE DA HCB

Questionado sobre o projecto Central-Norte, da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, o administrador do pelouro de hidrologia explica que este ficou em segundo plano.

“Não temos, ainda, dados concretos sobre a questão da central-norte. Nesta altura, por indicação das autoridades dos recursos minerais e energia, estamos concentrados em concluir o projecto Mphanda Nkuwa”, esclareceu Nilton Trindade.

O projecto de construção da central-norte está orçado em 700 milhões de dólares e deverá gerar 1250 megawatts.

Moradores do bairro Muntanhana, no distrito de Marracuene, exigem o encerramento de uma fábrica de reciclagem de saco plástico. Segundo contam, a empresa está a poluir o meio ambiente e a contaminar o rio.

Há um braço de ferro no bairro Muntanhana, no distrito de Marracuene, na província de Maputo. Há cerca de nove meses, uma empresa chinesa, recicladora de saco plástico, instalou-se naquela zona residencial, mas a promessa era a construção de uma empresa de venda de colchões, pelo que os moradores dizem que foram enganados.

“Com o problema que temos aqui na zona, não sabemos para onde ir. Pedimos às autoridades que nos ajudem. A empresa até pode existir, mas a população também tem que viver”, apelou Amélia Mavilane, nativa daquele bairro.

Com o surgimento da fábrica, os moradores queixam-se de fumaça, mau cheiro e de doenças que derivam do processo de reciclagem do saco plástico.

“Sofremos com moscas e mau cheiro o dia todo, e isso degrada o meio ambiente. A população começou há muito tempo a reclamar deste problema, mas nada muda. Pedimos que nos socorram”, queixou-se João Isac.

Por outro lado, há águas negras concentradas, que poluem o rio, facto que também preocupa os moradores, pois têm na actividade pesqueira a sua fonte de sobrevivência, segundo contou Dálio Isac: “A população daqui sobrevive através do rio; todo o peixe tiramos daqui e, com este lixo, temos passado muito mal”.

À noite, as máquinas roncam e tiram o sono dos residentes do bairro.

Sobre o problema, o “O País” tentou, sem sucesso, falar com o responsável da empresa, que, no momento, não se encontrava no local.

As reclamações já são conhecidas pela administração do distrito. “Em Marracuene, a fábrica não está ilegal. [Mas] é verdade que deve corrigir certos aspectos que foram identificados pelos serviços de saúde, para o melhor funcionamento”, explicou Nércia Mambo, chefe do Posto Administrativo de Marracuene Sede.

Agastados com a situação, os moradores de Muntanhana apresentaram a reclamação à Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), que ainda não se fez ao local.

Por trás da demora em responder à preocupação está a falta de recursos: “Nós procuramos intervir de imediato, mas, neste momento, não estamos a conseguir fazer isso devido aos recursos, que são escassos”, justificou João David, delegado da INAE, na Província de Maputo.

Entretanto, a administração do distrito de Marracuene garantiu que estabeleceu um prazo de três meses para que a fábrica resolva os problemas ambientais.

“Havendo realmente problemas sérios, não nos custava nada encerrar. Mas demos este prazo para ver se as situações são corrigidas, para que a população continue a trabalhar e haja entendimento entre as partes”, explicou Nércia Mambo.

Há cerca de um ano, a fábrica operava no bairro Zimpeto e foi encerrada pela INAE por causar poluição ambiental e afectar o solo.

Mulheres de diferentes áreas, que tiveram que cortar a mama, uniram-se, ontem, para espalhar mensagens de esperança, em alusão ao “Outubro Rosa”. São mulheres que quebraram o preconceito e decidiram quebrar, também, o silêncio. Por isso, defendem, actualmente, a mesma causa: O rastreio do cancro da mama.

“Expor-me assim e mostrar a minha realidade não foi uma decisão fácil, primeiro porque receber a informação sobre a doença já é assustador”, disse Madalena Nhanomba, sobrevivente do cancro da mama.

O mês de Outubro é dedicado à sensibilização e alerta da população para os riscos da doença.

Juju Rombe, organizadora do evento, foi diagnosticada com cancro em 2019 e sabe que o apoio dos outros é um dos caminhos para quebrar o preconceito e fazer o tratamento do cancro da mama.

“Há muitas mulheres que já deviam ter retirado a mama, mas não o fazem porque têm medo e vergonha das pessoas. Depois a mama vai apodrecer, e o resultado será a sua morte. Por isso, com este evento, queremos incentivar as mulheres a fazerem o auto-exame”, apelou Juju Rombe.

Só em 2020, cerca de 25 mil pessoas foram diagnosticadas com cancro no país, das quais, 17 mil perderam a vida.

O Ministério da Saúde pretende vacinar 4,8 milhões de adolescentes, dos 12 aos 17 anos, até ao dia 11 de Outubro. A informação foi partilhada pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago, que falava no lançamento da campanha de vacinação.

Moçambique pretende vacinar contra a COVID-19, até ao fim deste ano, cerca de 17 milhões de cidadãos elegíveis, em todo o país.

O processo de vacinação arrancou em Março de 2021 e já foram completamente imunizados cerca de 15 milhões de pessoas.

“Depois de várias vagas caracterizadas por dor, sofrimento e morte de entes-queridos, devemos continuar com os esforços para garantir que vacinamos e protegemos o maior número possível da população moçambicana”, disse o ministro da Saúde, Armindo Tiago.

O dirigente falava na última sexta-feira, no lançamento de mais uma campanha de vacinação, que, desta vez, vai abranger cerca de 4,8 milhões de adolescentes dos 12 aos 17 anos de idade.

“Queremos vacinar a totalidade do grupo-alvo a que nos propusemos. Devemos, com todos os sectores, incluindo os pais e encarregados de educação, garantir que, usando estratégias nas escolas, postos fixos de vacinação, unidades sanitárias e brigadas móveis, todos os adolescentes sejam vacinados”, referiu o ministro.

A vacinação iniciou-se na última terça-feira e estende-se até ao dia 11 de Outubro. O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano é o principal parceiro neste processo.

“Tratando-se de uma vacinação nova no nosso país, nós sugerimos que todas as dúvidas sejam esclarecidas junto do pessoal da saúde, e não com qualquer pessoa que pode dar informações inadequadas”, disse Carmelita Namashulua, ministra da Educação.

A campanha de vacinação está orçada em cerca de 7 milhões de dólares norte-americanos.

Residentes do Distrito Municipal KaMubukwana, na Cidade de Maputo, relatam vários problemas que estão a atrasar o desenvolvimento, entre os quais as inundações, a precariedade das estradas e a falta de maternidade.

Moradores do Distrito Municipal KaMubukwana reuniram-se recentemente com o edil de Maputo, Eneas Comiche, para exporem as suas preocupações.

Daniel Moiane, residente no Bairro Magoanine, queixa-se de inundações: “A inquietação, em Magoanine “A”, tem a ver com as águas; o assunto é sério. Há casas que estão alagadas até hoje”.

Os munícipes questionam a qualidade de algumas reabilitações de estradas feitas na cidade. “A Avenida Julius Nyerere foi reabilitada, se a memória não me atraiçoa, entre Fevereiro e Março, mas aquela reabilitação não foi eficaz; a qualidade das obras e o processo de resselagem deixaram algumas covas a sorrirem”

Ainda há, no distrito, casos de partos que ocorrem na via pública, como explicou um dos munícipes: “Em Magoanine ‘C’, temos um posto de saúde, mas não temos maternidade; as nossas esposas dão parto a caminho do Centro de Saúde de Zimpeto”.

Os vereadores municipais responderam às inquietações levantadas. Alice de Abreu, vereadora de Saúde e Acção Social, explicou que será planificada a construção da maternidade.

“Em relação à maternidade que foi solicitada para o Centro de Saúde de Magoanine, nós vamos trabalhar internamente e vamos planificar a sua construção.”

Silva Magaia, vereador de Ordenamento Territorial, diz que há solução para os problemas e enfatiza que é preciso descer ao terreno. “Para a solução dos assuntos que estão pendentes, há um trabalho intenso que está a ser feito em cada distrito, e é para lá que temos que ir para resolvermos estes problemas”.

No encontro, que se deu no Bairro Bagamoyo, estiveram presentes os vendedores do mercado grossista do Zimpeto, que anda com obras de construção de alpendre atrasadas há bastante tempo.

“Com o ritmo do trabalho que está a decorrer no terreno, esperamos que, até à primeira quinzena de Dezembro, tenhamos o galpão (referindo-se a alpendre) construído”, explicou Danúbio Lado, Vereador de Desenvolvimento Económico Local, no município de Maputo.

A escassez de transporte, a criminalidade e a falta de iluminação pública são outras preocupações que os munícipes querem ver resolvidas.

A Ministra da Justiça diz que é preciso continuar a buscar consensos entre os diferentes actores da sociedade, por forma a garantir a manutenção da paz. Helena Quida falava hoje, durante a abertura do simpósio sobre a construção e manutenção da paz em Moçambique.

Quase 30 anos depois da assinatura do acordo de paz, que dava fim à guerra dos 16 anos, Moçambique ainda enfrenta focos de desestabilização, que comprometem a paz.

São exemplos dos focos os actuais ataques terroristas que são assistidos, agora, em três províncias da zona norte, onde as populações são obrigadas a abandonar suas aldeias por ataques ou medo de acções consideradas “macabras” dos terroristas.

Contudo, a Ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos diz que durante as três décadas da assinatura dos acordos de Roma, houve avanços inquestionáveis e que devem ser continuamente preservadas.

Para Helena Kida, a preservação deste ambiente de Paz passa pelo reconhecimento dos limites humanos e sociais de cada um e respeito mutuo.

A passagem de mais uma efeméride é pretexto suficiente para, em conjunto, haver reflexões em torno dos mecanismos para o alcance e manutenção da tão almejada paz efectiva.

“A paz não significa ausência de armas ou conflitos, por isso podemos afirmar que estamos em paz, apesar de alguns focos de violência”, afirmou a ministra.

Segundo Kida “as atitudes da paz configuram um processo que envolve, ao mesmo tempo, a aceitação e um saudável enfrentamento. Situações de conflitos são inevitáveis nos grupos humanos, mas podem ser mediadas quando as pessoas utilizam uma virtude: o respeito. É importante que aprendamos a respeitar as diferenças, como algo inerente a um mundo dinâmico, pluralista, multicultural, ou seja, um mundo cuja diferença deve ser encarada como algo absolutamente normal.

Kida, falando este sábado durante a abertura do simpósio sobre a construção e manutenção da paz em Moçambique, defendeu que a preservação da paz é responsabilidade de cada organismo da nossa sociedade.

“Este simpósio da paz constitui, igualmente, um mecanismo que nos ajuda a encontrar formas de atravessar a crise financeira que o país atravessa, embora as medidas de contenção económica, anunciadas pelo Governo, sejam formas de minimizar a crise. A paz é um património colectivo e interesse superior de todos. Por isso, exortamos a todos a repudiar e repugnar toda e qualquer acção atentatória à paz conseguida com enorme sacrifício”, defendeu Kida”.

O académico Guimarães Lucas diz que mais do que o terrorismo, os raptos, sequestros e outros crimes são os desafios actuais da paz.

“Estamos perante banditismo puro na nossa cidade. Estamos preocupados. É verdade que muitas vezes, analistas dizem que comparactivamente a outros países, nós estamos bem. Mas nós respondemos, dizendo que “temos raptos suficientes para nos preocuparmos. É muito. É demais. Queremos segurança”, explicou Lucas, durante a sua intervenção.

Por seu turno, a Comunidade Sant’Egídio apela o reforço ao diálogo.

“O díalogo é crucial para o consenso. No caso da Ucrânia, por exemplo, não há diálogo. É uma corrida para ter mais armas, para matar, mas ninguém procura uma mesa para conversar”, disse o representante da organização.

Este simpósio, sob lema roteiro da paz nos últimos 30 anos em Moçambique: avanços e desafios, juntou académicos, políticos e religiosos.

O dia da paz é celebrado a cada 4 de Outubro, por ocasião da assinatura dos acordos de paz, em Roma, Itália.

Celebra-se, hoje, o Dia Internacional da Pessoa Idosa. Numa mensagem alusiva ao dia, o Presidente da República, Felipe Nyusi, mostrou preocupação em relação ao aumento de casos de violência contra a pessoa idosa.

De acordo com Filipe Nyusi, a superstição tem sido uma das causas da violência contra os idosos. “O idoso é confrontado com discriminação, exclusão, abuso e violência de todo tipo na sua própria família e na comunidade e muitas vezes por aqueles que deviam protegê-lo”, acrescentou.

O chefe de Estado apelou à sociedade para que mude a maneira como pensa e age em relação aos idosos e trabalhar para a defesa dos seus direitos.

“Porque queremos que Moçambique seja um lugar onde a pessoa idosa se desenvolva, vive e trabalha a vontade, brinca e envelhece sem medo, aproveito esta ocasião para exortar a todos os moçambicanos a pautarem por uma atitude que dignifica as Pessoas Idosas, assegurando-lhes o gozo de direitos iguais, sem discriminação, violência ou exclusão de qualquer tipo”, lese na mensagem de Filipe Nyusi.

O presidente da República pediu, ainda, para que nas famílias prevaleça o espirito de diálogo permanente entre as gerações visando a valorização e maximização das experiências de todos os seus membros e para o benefício de todos.

Município de Maputo diz que o financiamento aprovado recentemente pelo Banco Mundial vai permitir melhorar a mobilidade urbana na região do Grande Maputo.

O presidente do município de Maputo visitou, esta sexta-feira, o distrito municipal KaMubukwana, com o objectivo de avaliar o plano de desenvolvimento urbano.

Eneas Comiche começou pelo Mercado Luís Cabral, que tem grande parte de bancas abandonadas. Depois foi ver de perto as condições em que funciona o centro de saúde de Inhagoia “A”, que atende, em média diária, 300 utentes e funciona num espaço bastante exíguo. As pessoas que são atendidas naquele hospital residem nos bairros Aeroporto, Inhagoia, Bagamoyo e 25 de Junho.

O edil visitou também as obras de reabilitação da Rua São Pedro e a vala de drenagem de águas pluviais. Na ocasião, houve espaço para falar à imprensa sobre o financiamento do Banco Mundial. Comiche esclarece que o dinheiro não é apenas para o município de Maputo, mas para a Região Metropolitana do Grande Maputo e será investido na construção e reabilitação de infra-estruturas de mobilidade. O edil de Maputo diz que os resultados dos trabalhos não serão visíveis de imediato.

“Este é um grande investimento que estará para além do meu mandato. Certamente que há vias que vão ser ampliadas porque nas condições actuais não há estrada dedicada a meios de transportes colectivos, mas temos que ter. Temos que ter paragens apropriadas para o efeito, portanto não pode interferir com a circulação dos outros meios de transportes.” Éneas Comiche apontou que as vias a serem intervencionadas são as que ligam o Município de Maputo e Matola, incluindo toda a Avenida Julyus Nyerere a Avenida Lurdes Mutola e, aliado a isso, a aquisição de mais meios de transporte.

E em relação à época chuvosa que se avizinha, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo diz estar preparado para assistir as potenciais vítimas de inundações.

A Hidroelétrica de Cahora Bassa começa, a partir deste sábado, a fazer descarga de água nas barragens do rio Zambeze. O Objectivo é diminuir o elevado nível de água para evitar inundações nas zonas circunvizinhas.

Trata-se de uma medida que vai minimizar os efeitos das inundações previstas para a época chuvosa 2022-2023.

“Vamos abrir de 1 a 3 de Outubro em cerca de 50 por cento, e de 3 a 4, 80 por cento e no dia 6 de Outubro vamos abrir a 100 por cento um descarregador de fundo dos oito que nós temos. Isso vai permitir que não tenhamos picos de onda de tal forma que a população tenha tempo para acções” detalhou o administrador do pelouro de Hidrologia da HCB, Nilton Trindade, em uma conferência de imprensa concedida a jornalistas.

Na ocasião, o administrador do pelouro de Hidrologia explica que o processo de descarga também depende de uma acção coordenada dos operadores das barragens da bacia do rio Zambeze em Moçambique, Zâmbia e Zimbabwe.

Os operadores de barragens do rio Zambeze estiveram reunidos esta sexta-feira em Maputo, no fórum designado comité técnico de operações conjuntas, que junta Moçambique, Zâmbia e Zimbabwe.

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