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O País – A verdade como notícia

A ministra da Cultura e Turismo desconhece as pinturas nas praças públicas em Pemba, que têm gerado discórdia no seio dos munícipes. Eldevina Materula explica que há instrumentos legais que orientam o tipo de pintura a ser feito em cada lugar.

São pinturas coloridas, com os símbolos e cores da bandeira nacional, dispostas em praças e locais públicos, como a Praça dos Heróis, que dividem opiniões dos munícipes de Pemba. Noutros casos, há desenho de homens com armas em punho, casas em chamas, imagens que, segundo os munícipes, não condizem com os espaços.

Há quem defenda que as praças, para quem não conhece o local, podem ser confundidas com barracas de venda de álcool ou até jardins-de-infância.

Sobre as armas e outros materiais bélicos, os cidadãos daquela urbe dizem que só servem para afirmar o ambiente de violência que se vive na província e ridicularizam o Estado.

Confrontada pela nossa equipa, esta quarta-feira, a ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, afirmou não ter informação alguma sobre tais pinturas, porém diz que há regras para pintar qualquer que seja a infra-estrutura pública.

“Há, sim, instrumentos que nos orientam sobre qual e quem autoriza onde é que se deve pintar. Eu dou exemplo daquilo que está a acontecer na baixa da Cidade de Maputo, onde houve contacto e pré-autorização do Município, que, em contacto com o Ministério da Cultura, houve autorização do trabalho”, defendeu a governante.

Materula explicou ainda que procedimentos semelhantes têm acontecido um pouco por todo o país: “estamos a falar de Nampula, Quelimane, inclusive em Cabo Delgado, algumas das pinturas de que está a falar foram previamente autorizadas pelo Governo e, provavelmente, estas em específico, que desconheço, não foram autorizadas”.

O jornal O País sabe que tais praças estão a ser geridas pelo Município de Pemba, entidade de quem aguardamos reacção.

O Ministro da Economia e Finanças diz que há comissões criadas para corrigir as irregularidades que ainda constam da Tabela Salarial Única revista. Max Tonela reitera que todos funcionários terão os seus salários ainda este mês.

A reacção surge 24 horas depois de os médicos e docentes universitários terem manifestado indignação sobre as suas remunerações com base na nova Tabela Salarial Única, reclamando da redução dos subsídios e dos níveis e consideram que a revisão não acomoda as suas reais preocupações.

Por exemplo, os médicos defendem que as especializações, em áreas como neurocirurgia, deviam ser mais valorizadas, no entanto, na TSU, estão todas no mesmo nível.

“A nível mundial, por exemplo, os neurocirurgiões são os que mais recebem devido à responsabilidade que assumem. Enquadrar todos licenciados no mesmo nível parece-nos inapropriado”, lamentou Gilberto Manhiça, bastonário da Ordem dos Médicos de Moçambique.

Reagindo, o ministro da Economia e Finanças garantiu já haver comissões que estão a corrigir possíveis erros.

“É uma reforma profunda e abrangente, há situações já antecipadas, de eventuais reclamações, por isso todos os pagamentos deste mês estão a ser pagos tendo em conta o enquadramento considerado provisório, uma vez que, de acordo com os decretos acordados, querendo, os funcionários e agentes do Estado podem reclamar o enquadramento que têm e, a partir disso, há um espaço de resposta do Governo, através das comissões estabelecidas”, explicou Max Tonela.

Enquanto isso, o Governo diz que procede, desde a última terça-feira (25), ao pagamento dos salários, com base na nova tabela.

Max Tonela acautela, porém, que quaisquer alterações nos quantitativos serão feitas tendo em conta o Orçamento de Estado já aprovado.

“Na verdade, temos um pacote de reforma, com um valor calculado, que inclusive foi aprovado pela Assembleia da República, que é da ordem dos 19 mil milhões de Meticais e qualquer pagamento da despesa no global respeita este limite”, explicou.

O ministro da Economia e Finanças falava, esta quarta-feira, após mais uma sessão da Assembleia da República.

O país quer implementar e expandir a industrialização com base em energia limpa e renovável, de modo a evitar a poluição ambiental. O facto foi, hoje, revelado pelo ministro da Indústria e Comércio na reunião de altos funcionários e peritos da África Austral.

Os países-membros da SADC, de que Moçambique faz parte, querem acelerar a implementação da industrialização verde, uma indústria amiga do ambiente, que polui pouco, usando energia limpa e renovável.

De acordo com Silvino Moreno, o país tem condições objectivas para a implementação da industrialização verde, de tal maneira que já tem identificadas as áreas estratégicas.

“Nós temos condições para implementar a indústria verde. Esse é o caminho que queremos seguir; esse é o principal desafio do desenvolvimento para África e para o mundo todo. Primeiro, queremos usar a cadeia de valor do gás. O gás não vai ser apenas para exportação. Queremos implementar indústrias a partir do gás. Refiro-me, por exemplo, aos fertilizantes e a outros produtos químicos que podem ser fabricados a partir do gás”, avançou Silvino Moreno, ministro da Indústria e Comércio.

Quanto à implementação da zona de comércio livre africana, cujo acordo foi também assinado por Moçambique, faltando a ratificação pela Assembleia da República, o governante explica que não se perdeu interesse e que há um trabalho em curso para viabilizar o projecto.

“Neste momento, o trabalho está quase concluído. Nós fizemos a assinatura e pedimos a ratificação do acordo a partir da Assembleia da República. Há um trabalho preliminar que está em curso no Ministério das Finanças. A proposta de ratificação já foi aprovada pelo Conselho de Ministros, e o passo seguinte será da responsabilidade da Assembleia da República”, explicou o governante.

Decorre, em Maputo, a vigésima oitava reunião do comité intergovernamental dos altos funcionários e especialistas da África Austral, que junta também o sector privado, a academia e a sociedade civil. Entre vários pontos, o evento de dois dias vai reflectir sobre a industrialização verde na África Austral.

Um dos maiores produtores mundiais da vacina contra pólio tem interesse em abrir uma unidade de produção em Moçambique. Visitada por empresários moçambicanos na Indonésia, a Biofarma quer também expandir a sua vacina contra a COVID-19.

A Indonésia é sede de uma das maiores farmacêuticas do mundo, actualmente responsável pela produção e distribuição da maioria das vacinas usadas contra poliomielite à escala global.

Com mais de 130 anos de experiência, a empresa estatal, referência mundial na produção de vacinas e anti-soros, recebeu, esta segunda-feira, a visita de uma delegação de empresários moçambicanos que procuram parcerias de negócios.

Moçambique recebeu da BioFarma, através do UNICEF, vacinas contra pólio. A farmacêutica produziu a Indovac, uma vacina contra COVID-19, que foi aprovada para uso emergencial no país pela OMS e agora aguarda luz verde para exportação.

“A vacina oral contra pólio chegou a Moçambique pelo UNICEF e tem três tipos de vacina no seu interior, tipo 1, 2 e 3. São cerca de 5,7 milhões de doses distribuídas em Moçambique. O último fornecimento foi de cerca de 3,6 milhões de doses em 2017”, disse Hidayat Setiadji, vice-presidente da Biofarma.

Numa entrevista exclusiva ao “O País”, o vice-presidente do grupo explicou as condições necessárias para o grupo abrir uma linha de produção em Moçambique. Empresário na área de saúde, Marco Caldeira acredita que a presença da Biofarma em Moçambique traria ganhos aos moçambicanos.

A parceria entre a Biofarma e empresários ou Estado moçambicano pode ser facilitada pelo acordo preferencial de comércio existente entre Moçambique e Indonésia.

Os sectores da Educação e Saúde voltam a estar na ordem do dia pela negativa. O Centro de Integridade Pública estima que 80% das obras no sector da Educação em Nampula estão abandonadas ou inacabadas, mas com o pagamento feito.

O Centro de Integridade Pública escrutinou os sectores da Educação e Saúde em três distritos da província de Nampula: Meconta, Ribáuè e Mossuril, que no período de 2020 a 2022 receberam projectos de construção de infra-estruturas. Os resultados da pesquisa, apresentados esta terça-feira, são de coçar a cabeça!

Os três distritos seleccionados no estudo foram contemplados no projecto de construções de emergência, durante o pico da COVID-19 e, aqui, a Educação aparece com um péssimo exemplo.

A Associação Provincial dos Empreiteiros sai em defesa da classe e aponta o dedo acusador ao Estado, dono das obras.

No entanto, os construtores reconhecem que há casos de corrupção na classe e questionam a falta de acção do Estado contra empreiteiros pagos e que não concluem as obras.

Neste evento de divulgação dos resultados da pesquisa, não estiveram representantes da Educação e da Saúde.

A Stv não foi feita apenas pelos profissionais que produzem as matérias jornalísticas, mas também pelos comentadores que, através das suas visões, ajudaram a moldar a opinião pública. O “O País” ouviu como a STV é vista na perspectiva dos telespectadores e comentadores.

São 20 anos da Stv, e fez-se diferente, procurou-se perceber como o canal é percebido pelos telespectadores. Essina Argentina, moradora de Mafalala, abriu as portas de sua casa, e com uma pontinha de saudades, recordou dos primeiros programas que a marcaram.

“Lembro-me do programa Globo Ecologia, Globo Ciência, acho que passaram entre 2004 e 2005. Acho que eram difundidos aos sábados. Eu gostava muito do Globo Ecologia, porque falava das plantas e sobre a natureza, no geral”, detalhou, mas não terminou por aí. “Existia o programa Tindzava e Tribo Júnior. Eu era viciada pelo programa Tindzava. Lembro-me que regressava da escola, por volta das 17h00, e ficava preparada na televisão só para ver aquele programa. Mas também assisti muito ao Fama Show, Teca na TV e Sítio do Pica-Pau Amarelo”, recordou.

A telespectadora revela ainda que as novelas também a marcaram. “A novela que mais me marcou foi Senhora do Destino. Essa novela não sai da minha cabeça, eu ainda era muito pequena, mas marcou-me bastante porque a minha avó gostava muito.”

Voltando ao presente, a telespectadora revela que ainda se identifica com os projectos do canal. “Gostamos dos projectos que o Grupo cria, como o MozGrow, MozTech. Lembro-me do projecto Árvore Amiga que era muito bom e, por mim, deveriam voltar a replicar o projecto.”

Tal como Essina, Elias Jocoma, natural da Zambézia, é telespectador assíduo da STV. “Gosto muito de ver o Jornal da Noite. Fico maravilhado quando vejo notícias sobre Mocuba, minha terra natal.”

VENÂNCIO E GANI REVIRAM “COM NOSTALGIA” ALGUNS DOS SEUS COMENTÁRIOS NA STV

A Stv foi também edificada com o contributo de vários analistas e comentadores. Agora, com 78 anos de idade, o advogado Abdul Gani lidou com vários casos quentes do país, como do assassinato do jornalista Carlos Cardoso, do caso Aeroportos de Moçambique, Embraer e, agora, das dívidas ocultas. Além dos seus trabalhos mediáticos, Abdul Gani foi, por vários anos, comentador deste canal. Depois de ver imagens antigas das suas contribuições, Gani ficou emocionado.

“Vejo essas imagens e fico com saudades e nostalgia. Isso faz parte do meu percurso como advogado. A Stv é um canal que surgiu num momento da sociedade moçambicana em que era necessário ter outros pontos de vista, outra visão. O canal veio com dinamismo e inovação.”

Quem também colaborou durante anos como comentador da Stv é Venâncio Mondlane. Induzido a ver as suas intervenções antigas no canal, ficou impressionado com o seu aspecto físico. “Foi na Stv onde a minha responsabilidade, como comentador, fica acrescida. Foi nesse canal onde me defino, de forma mais clara, como analista político.”

Os nossos entrevistados deixaram uma mensagem de carinho: “Quero desejar felicidades e sucesso e que continuem a trabalhar, uma vez que é um grupo de média mais importante que o país tem e que continue a ser uma referência que todos nós precisamos de ter, ouvir e ver”, desejou Gani.

No dia 25 de Outubro de 2002, mais uma porta no mundo da comunicação abria-se, o sonho de jovens era realizado e Moçambique ganhava mais um canal de comunicação: STV. “Onde a gente se vê”, um slogan que fazia e faz, até hoje, todo sentido, pois é onde as pessoas se espelham, se revêem e se identificam, através das notícias, do entretenimento e de tudo que passa na tela.

Já são 20 anos, o canal evoluiu bastante, os rostos, as vozes e os cenários mudaram, mas o objectivo continua o de sempre: informar com qualidade, rigor, isenção e transparência. São vários colaboradores, espalhados por oito províncias do país, que têm a missão de tornar a STV o que é e levar o melhor para o público.

São várias horas de trabalho para manter o sinal sempre ligado, nada pode falhar, a correria caracteriza o dia-a-dia do trabalho, tudo para dar voz aos sem voz.

Desde sempre, a Stv brindou o público com novelas, reality shows, tendo sido descobertos talentos que hoje são de renome na sociedade, debates construtivos, espaços em que são discutidos vários assuntos, programas de humor, educativos, informativos e até projectos sociais, como o caso do “Chonga Maputo”.

O “Jornal da Noite”, por exemplo, é dos produtos que mais espelha a realidade moçambicana. O trabalho começa logo pela manhã, os jornalistas chegam e informam-se, de lá saem para a reunião de planificação ou de pauta.

Da reunião, fazem parte os membros da espinha dorsal da Redacção:  a Directora de Informação, os chefes da Redacção, o editor do Jornal da Noite e das editorias da sociedade, política, economia, cultura, desporto e internacional.

É lá onde são discutidos os assuntos que deverão ser produzidos durante o dia, quem irá fazer, onde e qual será a abordagem. É discutida também a sequência das notícias no noticiário, de acordo com a actualidade, grau de importância, entre outros critérios.

Feita a reunião, os jornalistas vão à rua buscar matéria, mas lá nem sempre o trabalho é fácil – às vezes é difícil ter pessoas para falar. Quando terminam, voltam à Redacção, escrevem texto(s), entregam-no(s) ao editor que faz a revisão. Posto isto, é feita a narração e, em formato de vídeo, a notícia é editada.

Enquanto isso acontece, a apresentadora do “Jornal da Noite” organiza-se, vai ao estúdio e faz um último ensaio, nalgumas vezes o nervosismo fica à flor da pele, mas, no final, termina tudo bem, e levamos até ao telespectador o melhor da informação.

A intenção é continuar a crescer, inovar e nunca perder o foco: informar Moçambique e o mundo da melhor forma.

A STV celebrou, hoje, 20 anos da sua existência. O Presidente do Conselho de Administração do Grupo SOICO, Daniel David, diz que o dia, mais do que celebração, é de gratidão aos colaboradores, parceiros e telespectadores.

A STV está no ar há 20 anos, a formar, informar e a contribuir para a melhoria da sociedade moçambicana.

Nestes 20 anos, a televisão “onde a gente se vê” participa activamente nos momentos mais marcantes do país. Neste dia de celebração, nada melhor que agradecer a todos que fazem o canal.

“Ao celebrarmos esta data, estamos a celebrar o fruto do trabalho de todos os nossos colaboradores pela dedicação, esforço e compromisso que temos para com os nossos telespectadores. A razão da nossa existência são os nossos telespectadores, são eles que garantem que a STV tenha parceiros, aqueles que publicitam na nossa televisão e que garantem a existência e a viabilidade do nosso negócio. Por isso, estes 20 anos são da gratidão: muito obrigado aos nossos parceiros, todos que investem na STV, muito obrigado aos nossos telespectadores, muito obrigado principalmente também aos nossos colaboradores, sem eles, não estaríamos aqui hoje”, reitera Daniel David, Presidente do Conselho de Administração do Grupo SOICO.

Esta terça-feira, houve corte de bolo, um brinde à saúde e vitalidade da STV, com foco na inovação, como defende a Directora de Informação da STV, Olívia Massango.

“São 20 anos em que queremos reflectir e projectar o nosso crescimento, acompanhando as novas tendências de produção e difusão de conteúdos, porque a tecnologia evolui a um ritmo bastante acelerado e não queremos estar alheios a esta mudança. A Stv tem, no seu ADN, a inovação como um dos pilares que guiam o nossos trabalho e queremos inovar sempre para conseguir granjear a simpatia daqueles que nos acompanham.”

É com gestores e profissionais experientes em diversas áreas que a STV evolui. E agora há novas perspectivas para melhorar cada vez mais o canal televisivo. Aniceto Manhique, um dos administradores do Grupo SOICO, diz que a STV teve e continua a ter um enorme impacto na sua vida profissional.

Raquel Monteiro, Directora Comercial, e Igor Frechauth, Administrador da Área Operacional, consideram, igualmente, que o canal conquistou muita audiência ao longo dos 20 anos e vai manter este ritmo nos próximos anos.

Para assinalar a data, há várias actividades agendadas, umas das quais a gala dos 20 anos que contará com a participação de várias individualidades.

O Instituto Nacional de Meteorologia alerta para o atraso do início da chuva na zona Norte do país. Não vai chover em Niassa, Cabo Delgado e Nampula pelo menos até Dezembro devido ao fenómeno La Nina. O INAM apela, por isso, aos camponeses para retardarem o lançamento da sementeira.

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê, para a presente época chuvosa, a ocorrência de chuvas normais com tendências para abaixo do normal na zona Norte do país.

A queda da chuva poderá iniciar-se entre Janeiro e Março.

“Climatologicamente, as chuvas iniciam-se em Dezembro, mas, à semelhança do que aconteceu no ano passado, as chuvas só poderão começar em Janeiro. O La Nina é um fenómeno associado à diferença das águas superficiais no oceano pacífico”, explicou Bernardino Nhantumbo, técnico do Instituto Nacional de Meteorologia.

Devido a este fenómeno, lançar sementes nas machambas agora pode fazer com que estas se estraguem.

“Na zona norte do país, quando as pessoas tomam conhecimento de que a chuva vai iniciar-se num certo período, começam a lançar as sementes antes mesmo da queda. O resultado disso é que a semente apodrece”, esclareceu Nhantumbo.

Para as zonas Sul e Centro do país, o INAM diz que o fenómeno La Nina poderá causar chuvas normais, com tendências acima do normal e inundações.

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