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O País – A verdade como notícia

As autoridades de saúde em Sofala manifestaram-se, domingo, preocupadas com um surto de cólera na província, que registou mais de 500 casos nas últimas semanas, segundo dados dos Serviços de Saúde locais.

“Neste momento, estamos com um total de 539 casos activos, com um total de 19 pessoas internadas, embora sem registo de óbitos”, disse à comunicação social Prescila Filimo, directora dos Serviços de Saúde na província de Sofala, centro de Moçambique, citada pela Lusa.

Os casos activos estão nos distritos de Caia e Maringue, este último a registar o maior número de casos da doença.

 

Os professores universitários Severino Ngoenha e José Castiano lançam hoje, em Maputo, o livro “Manifesto por uma terceira via”.

A ser apresentado por Tomás Vieira Mário, o livro constitui um exercício filosófico que pretende fornecer uma contribuição social ao país, de modo a que se possa pensar Moçambique e, assim, buscarem-se alternativas ao que os autores consideram “desoladora situação actual”, refere uma nota enviada ao nosso jornal.

“Uma Terceira Via precisa de ser pensada a partir dos alicerces da nossa historicidade, na

organização e estruturação do Estado e nos seus substratos axiológicos. A terceira via deverá ser um esforço de construir uma socialização política e institucional que equacione a busca da justiça social da primeira e as liberdades da segunda”.

O livro “Manifesto por uma terceira via” é editado pela Fundza.

 

De Janeiro a Setembro deste ano, 581 pessoas morreram vítimas de acidentes de viação, segundo dados apresentados, na semana finda, pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, durante a abertura do conselho coordenador.

As mortes são consequências de 513 acidentes de viação, um número que decresceu quando comparado a igual período do ano passado, sendo que os acidentes reduziram em 24% e as mortes em 12%.

Ainda assim, apesar da redução, a sinistralidade rodoviária continua a preocupar, principalmente neste período festivo que se avizinha. É por isso que a organização AMEND, que trabalha com a questão da segurança rodoviária, está nas ruas desde sexta-feira, para passar mensagens-chave aos automobilistas sobre como se portar durante a condução e reduzir o sangue nas estradas.

Segundo a representante da organização, Tichel Cossa, a campanha de sensibilização decorre em bombas de combustível, nas estradas de maior movimentação, nos supermercados e em outros pontos de grande aglomeração.

“Lembramos aos condutores coisas básicas, como o uso de cinto de segurança, o não consumo de álcool durante a condução, o respeito pelos limites de velocidade, e também estamos aqui para sensibilizar os camionistas a reduzirem em velocidade até 50 km por hora, nas áreas residenciais, e isso não é aplicável apenas para os camionistas mas para todos os condutores”, explicou Tichel Cossa.

A campanha incide principalmente nesta época festiva, pois, segundo entendem, é o momento em que há muita emoção por parte dos condutores, o que culmina muitas vezes em acidentes de viação, por isso, a necessidade de recordar os condutores sobre as regras básicas da condução.

Nos panfletos que carregam estão ostentadas mensagens como“O álcool não aumenta a sua concentração no volante, não se deixe enganar”, “se eu soubesse não aceitaria boleia de um condutor alcoolizado” e “dirija com cuidado e chegue seguro”.

A campanha de sensibilização, que se iniciou na última sexta-feira termina no dia 30 de Dezembro, vai incluir educação às crianças sobre as regras de uso das estradas.

A esposa do Presidente da República, Isaura Nyusi, exige mais respeito aos direitos da criança e acções conjuntas para a protecção dos menores mais vulneráveis. A Primeira-dama falava este sábado nas celebrações do natal solidário de crianças órfãs.

A Primeira-dama da República de Moçambique, Isaura Nyusi, dirigiu, este sábado, no lar Maria Clara do Mumemo, no distrito de Marracuene, província de Maputo, o Natal Solidário. 

No evento, cujo objectivo era reafirmar os laços de união, amor e solidariedade entre as crianças órfãs e vulneráveis daquela instituição e os seus cuidadores, houve espaço para um almoço e troca de presentes para garantir que o natal seja memorável. 

Na ocasião, a esposa do Presidente da República, Isaura Nyusi, fez questão de recordar que as crianças têm direitos e devem ser salvaguardados.  

“A criança deve gozar de todos os seus direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo necessário asseguramos as condições para a sua proteção integral, oportunidades e facilidades para a preservação da saúde física, mental, moral, intelectual e social em condições de liberdade e dignidade”, disse Isaura Nyusi. 

E porque há várias crianças vulneráveis e que não poderão ter um natal condigno, Isaura Nyusi  chama a atenção para a necessidade de pensar sempre na sua protecção.  

“Neste momento de festa, todos somos chamados para o envolvimento no sentido de proporcionar um ambiente festivo às nossas crianças, que são flores que nunca murcham,  quando devidamente regadas. A criança, por constituir um grupo sem experiência de vida, tem sido vulnerável a todos os efeitos maléficos causados pobreza, doenças como HIV/SIDA, os desastres naturais, problemas sociais nas famílias, sendo necessário um esforço no sentido de resgatar os bons exemplos para que as novas gerações continuem pontos de referência”, disse.

O natal solidário foi organizado pelo Gabinete da Primeira-dama e contou com a participação da ministra do Género, Criança e Acção Social, Nyeleti Mondlane, e do administrador do distrito de Marracuene, Shafee Sidat.

A denúncia é do sector da indústria de alimentos, que critica ainda a deficiente fiscalização do sal no mercado nacional.

Foi durante o balanço anual de implementação do Programa Nacional de Fortificação de Alimentos que o sector da indústria de alimentos trouxe as suas preocupações.

Em representação dos produtores, Orlando da Conceição disse que o contrabando da farinha de milho e a revisão do regulamento de fortificação de alimentos são  parte delas.

“A maior parte do milho que está a circular aqui, no mercado formal, é proveniente do contrabando, o que significa que esta farinha não se conforma com as normas de fortificação e também retira o rendimento dos nossos agricultores, eles perdem a oportunidade de colocar a sua farinha de milho no circuito comercial e, desta forma, obterem um rendimento adicional”, disse Orlando da Conceição, em representação dos produtores industriais.

Ademais, segundo os produtores industriais de alimentos, o sal que circula no mercado nacional é também duvidoso.

“A dificuldade é que os agentes de fiscalização não dispõem de kits de fiscalização rapida”, denunciou.

O Ministério da Indústria e Comércio conhece bem os problemas e aponta a avaliação de conformidade de produtos importados como solução.

De acordo com o Governo, 37% das crianças abaixo dos cinco anos sofrem de desnutrição no país.

Um passageiro que se encontrava a bordo do voo TM  156 das Linhas Aéreas de Moçambique agrediu uma hospedeira, forçando a interrupção da viagem, 30 minutos após a descolagem.

O facto ocorreu esta quinta-feira, num voo que fazia o trajecto Maputo-Nampula. 

De acordo com a companhia aérea, o referido passageiro “desobedeceu às normas de segurança operacional, intimidou uma passageira e agrediu a chefe de cabine”.

As LAM asseguram que o indivíduo em causa, de nacionalidade moçambicana, com origem nigeriana, foi entregue às autoridades policiais, após a aterragem. 

Uma jovem está detida na Cidade de Maputo por ter simulado o seu próprio rapto. O Serviço Nacional de Investigação Criminal diz que a indiciada terá cobrado o valor de 300 mil meticais à sua família para o suposto resgate.

Professora do ensino secundário em Quelimane, 25 anos de idade, a jovem viajou daquela província do centro do país para a Cidade de Maputo, na última sexta-feira, e logo a seguir terá telefonado aos seus familiares, alegando que foi raptada.

Mas, na verdade, segundo o Serviço Nacional de Investigação, a jovem inventou o seu próprio rapto para conseguir dos seus familiares o valor de 300 mil meticais. A jovem, detalha o SERNIC, terá perdido 150 mil meticais da sua mãe e com o suposto rapto, queria ter o valor para pagar, mas com um lucro a 100 por cento.

A indiciada confessa o crime.
Este é o terceiro caso de simulação de rapto que se regista na Cidade de Maputo nos últimos três meses.

Mais de 55 mil meticais foram extorquidos a cinco agentes económicos baseados nos distritos de Cahora Bassa, Tete e Moatize, por falsos inspectores da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), na província de Tete.

O facto foi partilhado esta semana, na cidade de Tete, pelo delegado provincial da INAE, Eduardo Matangue, citado pelo jornal Notícias que afirmou que ainda não foi possível encontrar os falsos inspectores, porém assegurou que os casos já foram remetidos ao Serviço Nacional de Investigação Criminal.

Matangue alertou que todos cinco visados, de Outubro a esta parte, sofreram com modos de operação semelhantes, sendo uns por chamadas telefónicas e outros através de visita ao estabelecimento.

“Eles ligaram comunicando que iam fazer uma inspecção, mas para que lhes facilitasse o trabalho deveriam enviar um certo valor para suas carteiras móveis. Com argumentos parecidos extorquíram por meio de visitas e quando os comerciantes nos informaram, denunciamos às autoridades”, lamentou.

O sector da Indústria e Comércio, na Província de Maputo, diz que há stock suficiente de produtos alimentares de primeira necessidade para fazer face à demanda nesta quadra festiva.

As carnes, verduras, vegetais e bebidas são apontadas como estando em quantidade, para cobrir a necessidade neste período festivo.

O director provincial da Indústria e Comércio na Província de Maputo, Joel Nhassengo, explicou que, neste momento, equipas multissectoriais trabalham na  monitorização e fiscalização ao nível dos sectores de produção, com vista a garantir o abastecimento dos produtos alimentares.

Apesar desta disponibilidade, o sector ressente-se da falta de peixe carapau, arroz importado e açúcar, este último produto devido à baixa produção e fraca procura pelos consumidores.

Joel Nhassengo apela aos agentes económicos para que não enveredem pela especulação de preços e que comercializem os produtos dentro do prazo recomendado.

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