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O País – A verdade como notícia

O sindicato dos trabalhadores da LAM exige a responsabilização de todos que tenham se envolvido no alegado desvio de fundos na companhia aérea. Outrossim, lamenta por não ter sido informado ainda sobre o problema.

Dois dias após a Fly Modern Ark, entidade responsável pela salvação da LAM, ter denunciado um alegado rombo de cerca de três milhões de dólares na companhia aérea, o sindicato dos trabalhadores lamenta em carta por ter ouvido o assunto apenas pela imprensa.

“O sindicato é o órgão que por direito deve ser informado em primeira instância de todas as matérias ligadas ao trabalhador, e neste assunto não teve esta informação, nem da parte da Fly Modern Ark – FMA, nem da direcção geral”, lê-se na carta.

Mesmo assim, o órgão que tem por missão defender os interesses dos trabalhadores da LAM entende que havendo prevaricadores na empresa, estes devem ser punidos exemplarmente.

“O sindicato não é a favor e nem apadrinha os trabalhadores, gestores de base ao topo que dilapidam e se apropriam de forma indevida do património da LAM e encoraja a responsabilização exemplar de qualquer que seja o prevaricador pelos competentes órgãos internos e externos”, disse o sindicato.

E porque não foram apenas denunciados de desvios de fundos, o sindicato falou também da alegada sabotagem da gestão da Fly. No seu entender, a ser verdade, devem ser tomadas medidas com base na lei e nos regulamentos internos.

“O sindicato demarca-se dessas acusações, pois é do seu entendimento de que havendo provas materiais de um ou grupo de trabalhadores presumíveis sabotadores, estes devem ser identificados, investigados e responsabilizados de acordo com a Lei do Trabalho e regulamento interno da empresa” , refere a carta .

Contudo, o órgão sindical sublinha que não concorda que problemas da LAM sejam tratados, recorrentemente, na imprensa e mostra-se aberto a ajudar nas soluções. Por outro lado, entende que o nome dos trabalhadores ficou beliscado e descredibilizado na sociedade.

Falhou a entrada em funcionamento em Janeiro dos autocarros articulados, tal como tinha previsto o Ministério dos Transportes. A Agência Metropolitana, por sua vez, esperava que as viaturas estivessem em circulação desde 1 de Fevereiro. Ainda assim, não foi possível. A AMT diz que já finalizou todos os aspectos técnicos e agora tudo está refém da burocracia.

Foi nas vésperas do Natal passado que chegaram os primeiros autocarros articulados pela fronteira de Ressano Garcia, saídos da África do Sul, para minimizar o crónico problema de transporte na região metropolitana do Grande Maputo.

Na ocasião, o Ministério dos Transportes e Comunicações disse que estes veículos começariam a circular em Janeiro de 2024, mas até agora  não estão a circular. Os autocarros estão imobilizados nos parques. 

António Matos, presidente do conselho de administração da Agência Metropolitana de Transporte de Maputo, explica-se.

“O que gostaria é que o povo e as pessoas começassem a perceber que há certas coisas que não se fazem assim de um momento para o outro, portanto, nós, o que queríamos era lançar no dia 1 de Fevereiro e não no dia 1 de Janeiro, por causa do início das aulas.  As rotas já foram definidas desde o ano passado; a parte técnica já está concluída desde o ano passado, agora é mais questões burocráticas, questões de contratos disto e aquilo”.

O presidente do conselho de administração da Agência Metropolita de Transporte de Maputo diz que há, neste momento, 50 motoristas que estão a ser formados  e garante que os autocarros vão começar a transportar passageiros ainda este mês.

“Eu prefiro dizer que terá que ser em Fevereiro. Estamos a trabalhar nisso”, disse.

As rotas por onde vão circular estes autocarros já foram definidas. À partida são seis rotas dentro da área metropolitana do grande maputo e cada autocarro vai carregar acima de 100 passageiros por viagem. A tarifa a cobrar ainda não foi definida.

No total, são 22 autocarros articulados adquiridos, entretanto, 20 é que vão circular e outros dois estarão de reserva técnica. O Jornal O País  sabe que as viaturas permanecem ainda com matrícula sul-africana.

Mais uma ferragem ardeu hoje na cidade da Beira. Trata-se da Ferragem Khosin.  O fogo destruiu grande parte dos materiais de construção que se encontravam no interior e os bombeiros presumem que a causa do incêndio seja um curto-circuito.

Tudo começou cerca das 5 horas de hoje, quando  o guarda da Ferragem,   localizada no bairro de Inhamízua, viu grandes quantidades de fumo saindo do estabelecimento comercial. Ele contactou imediatamente o proprietário e este chegou no local em menos de 20 minutos. Na  companhia dos seus trabalhadores tentaram apagar o fogo mas as chamas eram fortes e solicitaram os bombeiros. 

“Quando chegamos aqui constatamos que um curto-circuito era a causa do incêndio. Debelamos as chamas cerca das 7 horas. Mas duas horas depois fomos novamente solicitado pelo proprietário, porque as chamas reacenderam. Conseguimos dominar o fogo em poucos minutos”, disse Fernando Meque, porta-voz do SENSAP em Sofala. 

Os bombeiros e o proprietário da Ferragem, sem avançar números falam de grande prejuízo. “Só um levantamento exaustivo é que pode nos ajudar a calcular o prejuízo. Temos material sem nenhum proveito mas há outro que ser reaproveitado”, explicou Sultan Ali, proprietário da Ferragem.

Em relação ao incêndio registado ontem  na Ferragem Maquinino, os bombeiros ainda estão a investigar as causas do mesmo.

Refira-se que este é o terceiro incêndio numa ferragem que se regista na cidade da Beira em menos de 30 dias. O primeiro foi na Ferragem Chiveve.

O SENSAP exortou os proprietários dos estabelecimentos comerciais na Beira a apostarem na prevenção. “Prevenção é ter equipamentos de combate a incêndios, ter trabalhadores com capacidades no âmbito de combate e prevenção aos incêndios e todos os dias, no fim das actividades devem ter a certeza que todos os componentes elétricos  estão correctamente desligados”.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Nampula apresentou, esta manhã, uma quantidade significativa de droga apreendida na zona turística de Matibane, distrito de Mossuril, na parte costeira. 

“O SERNIC tem a mostrar uma quantidade de droga que foi apreendida no dia 10 [de Fevereiro corrente] no distrito de Mossuril, concretamente em Matobane, num trabalho coordenado entre a PRM e o SERNIC. Tivemos informações, através de nossas fontes, de que no mangal existia uma embarcação que estava abandonada há três dias. Na perspectiva de se poder fazer a fiscalização para ver o que estava a acontecer, foi- se detectar que no seu interior existiam vários fardos de um produto não conhecido no momento em que foi apreendida”, revelou Enina Tsinini, porta-voz do SERNIC em Nampula.

Segundo a fonte, dos trabalhos de verificação realizados “encontramos no interior de cada embalagem que lá tinha, um total de 481 kg de canábis sativa de origem suazi; um óleo extraído a partir da semente de cannabis sativa, tinha também massas que ainda estão no laboratório para a determinação de que tipo de massa se trata; óleo e um cogumelo que também é tido como droga; alguns comprimidos e alguns derivados eram destinados ao fabrico de haxixe”, precisou Enina Tsinini.

Para além da droga em causa, foram encontradas na referida embarcação duas armas de fogo do tipo pistola com as respectivas munições.

O estranho, mais uma vez, é que ninguém foi detido em conexão com o caso.

O chefe do escritório da Agência das Nações Unidas sobre Droga e Crime (UNODC) em Moçambique reconheceu, esta quarta-feira, os esforços e empenho das autoridades no combate aos crimes de raptos no país.

“Vai demorar algum tempo, como é óbvio. São esforços que demoram tempo, mas o empenho que nós estamos a ver, o desempenho que nós estamos a ver nos processos, dos nossos parceiros nacionais, é extremamente promissor”, afirmou António De Vivo, citado pela Lusa.

A fonte falava aos jornalistas à margem da abertura, em Maputo, de um seminário sobre a Estratégia Nacional de Combate ao Crime Organizado de Moçambique e explicou que a UNODC está a trabalhar com a Procuradoria-Geral da República e o Serviço Nacional de Investigação Criminal em capacitações técnicas e no fornecimento de equipamento especializado com vista a dar uma resposta mais eficaz a onda de raptos no país.

“As respostas podem demorar, mas o que eu posso garantir é que a resposta dos parceiros nacionais, do SERNIC, da PGR, de todos os parceiros com os quais trabalhamos, é uma resposta muito séria. São todos parceiros que estão extremamente empenhados, compreendem todas as necessidades de uma resposta rápida e eficaz”, apontou o chefe do escritório da UNODC.

A UNODC é uma agência das Nações Unidas especializada nos assuntos de justiça criminal, droga e crime e está a colaborar com o Governo ao abrigo de um acordo quadro para as áreas da criminalidade organizada transnacional, resposta à ameaça terrorista em Cabo Delgado e corrupção.

Entrou hoje em funcionamento a nova plataforma digital de denúncias da Autoridade Tributária de Moçambique. A presidente, Amélia Muendane, diz que com isso quer-se garantir transparência na instituição.

Não são poucos os casos de corrupção ou de outras irregularidades ligadas ao sistema tributário já reportados. As situações têm-se agravado, segundo a Autoridade Tributária de Moçambique.

“Nos últimos anos, por exemplo, temos registado uma tendência crescente de processos disciplinares e funcionários expulsos, decorrente da implementação rigorosa e criteriosa da estratégia anticorrupção”, disse a presidente da AT, Amélia Muendane.

Para reduzir as irregularidades, a Autoridade Tributária quer implementar novas medidas de resposta.
Uma delas é através da nova plataforma de denúncias.

O portal foi inaugurado esta quarta-feira pela presidente da Autoridade Tributária.

“Esta iniciativa enquadra-se no reforço de medidas para a promoção da integridade e transparência dos nossos funcionários e visa assegurar que os utentes dos nossos serviços e todos os interessados possam usar a plataforma de denúncias para reportar irregularidades diversas, que possam ocorrer em nossas unidades orgânicas, em detrimento da eficiência do sistema tributário.”

O evento serviu também para fazer o balanço das actividades realizadas entre 2015 e 2023.

Há 9 anos, isto é, em 2015, “fomos desafiados a assumir os destinos desta instituição para dar nosso contributo na consolidação da independência económica de Moçambique, através da cobrança efectiva dos impostos. Estavámos cientes de que a não seria uma tarefa fácil, mas convictos também de que não seria impossível”.

Relativamente à consolidação da receita, “gostaríamos de partilhar que durante o período de 2015 a 2023, a cobrança bruta evoluiu de 158.509,09 milhões de meticais para 338.304,16 milhões de meticais, um crescimento nominal de 113,43%. Esta evolução, representa não só o corolário do esforço abnegado dos funcionários da Autoridade Tributária de Moçambique, mas também das reformas fiscais implementadas durante o período em análise, tendentes ao alargamento da base tributária, aprimoramento e simplificação dos processos de arrecadação de receitas”, explicou Amélia Muendane.

Os impostos internos, acrescentou a presidente, registam maior contribuição sobre as receitas totais, com maior enfoque para os impostos sobre o rendimento. Apesar das adversidades relativas à conjuntura nacional e internacional associadas aos choques climáticos que se verificam de forma cíclica no nosso país, a AT prosseguiu com a consolidação fiscal assente no alargamento da base tributária através de um conjunto de reformas, permitindo o aprimoramento dos processos de arrecadação das receitas.

Por exemplo: a melhoria do controlo do trânsito aduaneiro através da implementação do projecto de rastreamento e controlo da mercadoria em trânsito no território nacional; a modernização tecnológica de forma a consolidar os passos iniciados no sentido de aumentar a disponibilidade dos sistemas de cobrança de receitas e manutenção do centro de dados da Autoridade Tributária; a redução do IVA de 17% para 16% e a redução do imposto sobre o rendimento e isenção de IVA para os sectores produtivos, introdução de incentivos fiscais e facilitação do repatriamento de capitais (Lei n.º 22/2022 de 28 de Dezembro).

No quadro do alargamento da base tributária, no período de 2015 até 2023 foram atribuídos 3.438.692 NUITs, sendo 3.334.069 Nuits de pessoas singulares e 104.623 Nuits de pessoas colectivas.

Ademais, a campanha “Eu Sou Fiscal e Não ao Contrabando”, foi lançada no âmbito de selagem de bebidas e tabaco manufacturado, com vista a sensibilizar e envolver toda população no controlo e combate ao contrabando de bebidas alcoólicas e tabaco manufacturado.

Já o processo de marcação de combustível, lançado em 2018, com vista à melhoria dos sistemas de controlo de qualidade dos combustíveis e combate às práticas ilícitas ao longo da sua cadeia de logística e comercialização, garante uma concorrência justa entre os diferentes operadores da cadeia de importação e comercialização de combustíveis.

“Durante os quatro anos da implementação da selagem foram realizadas operações de marcação nas terminais oceânicas de recepção de combustíveis localizadas nas cidades de Maputo, Beira, Quelimane, Nacala e Pemba”, disse a dirigente.

O edil de Maputo diz ser inadmissível que os munícipes continuem a sofrer com problemas de transporte na capital do país e quer acabar com a figura de “angariadores” de passageiros nas paragens. Rasaque Manhique quer, também, que a Polícia Municipal pare de humilhar vendedores informais, arrancando os seus produtos.

Na cerimónia de empossamento de novos vereadores e administradores dos distritos municipais, o presidente do Conselho Municipal de Maputo tocou nos problemas sensíveis e comuns da capital do país e que urge revolvê-los.

Rasaque Manhique diz, por exemplo, não fazer sentido que a cidade de Maputo continue a enfrentar crise de transporte público.

O recém-empossado edil de Maputo não quer, também, que a Polícia Municipal humilhe os vendedores, arrancando os seus produtores em nome da propalada organização do comércio informal.

E a educação cívica, segundo Manhique, deve antecipar-se às construções tidas como desordenadas e às demolições.

Aos empossados, edil de Maputo pede mais comprometimento e dedicação para fazer valer o voto de confiança depositado pelos munícipes.

Ao todo, foram empossados esta quarta-feira sete vereadores e igual número de administradores de distritos municipais, para além de assessores do presidente do Município de Maputo.

São três detidos, dois dos quais funcionários do Hospital Geral de Quelimane e o terceiro é da segurança privada que protege as instalações da unidade sanitária. Ambos são acusados de roubo de 10 mil unidades de colecta de sangue. 

O material foi achado numa casa localizada no bairro Torrone, cidade de Quelimane. O segurança diz que abriu o armazém e permitiu a retirada do material por um profissional do hospital. Já os dois profissionais negam as acusações que pesam sobre si no envolvimento do caso. 

O Serviço Nacional de Investigação Criminal acredita que estes fazem parte de um grupo que se dedica ao saque de materiais e fármacos do Sistema Nacional de Saúde no Hospital Geral de Quelimane. 

O material foi achado no dia 9 deste mês, numa casa cujo os proprietários estão a monte. 

A província de Nampula, Norte do país, conta actualmente com um cumulativo de 3677 casos de cólera e 13 óbitos.

Nove óbitos foram em Mecuburi, reportados desde Outubro de 2023, sendo que o último óbito (1) foi na primeira semana de Janeiro e 3 óbitos de Nampula, todos do ano passado.

Os distritos de Eráti, Mecuburi, Nacaroa declararam o surto de cólera em Outubro passado e Meconta foi declarado o surto há um mês.

Nas últimas 24 horas, deram entrada na província 20 pacientes, dos quais 15 no distrito de Nampula representando 75%.

“Actualmente, existem nos nossos Centros de Tratamento de Cólera (CTC) 28 pacientes, dos quais, 15 no CTC de Nampula, seguido de Meconta com 9 pacientes”, disse Geraldino Avalinho, chefe do Departamento de Saúde Pública no Serviço Provincial de Saúde de Nampula. 

“De uma forma geral, a situação da província está a ficar controlada. Pois a situação dos distritos de Erati, Mecuburi e Nacaroa está a ficar controlada, embora com a persistência relativa em Nampula e Meconta”, acrescentou a fonte. 

O responsável assegurou ainda que há recursos suficientes para responder à gestão clínica dos casos de cólera na província de Nampula.

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