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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República Filipe Nyusi inaugurou, hoje, o Centro de Formação, Educação Ambiental, Centro de Pesquisa e Fiscalização. Nyusi entregou, também, viaturas que vão ser usadas para fiscalização na área do Parque de Maputo, que se debate actualmente com a redução de animais carnívoros.

Na manhã desta quarta-feira, Filipe Nyusi chegou ao Parque Nacional de Maputo, outrora Parque de Maputo, para inaugurar as infra-estruturas que vão impulsionar as actividades do parque.

Para todas as infra-estruturas, foram investidos três milhões de dólares, desembolsados pelo Banco Mundial, implementados através do projecto Biofund.

A ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibasse, disse que as infra-estruturas, ora inauguradas, vão dar dinâmica ao parque. “Testemunhamos hoje a inauguração destas infra-estruturas, que vão abrir uma nova fase de funcionamento do Parque Nacional de Maputo. O turismo vai ganhar mais com estas infra-estruturas, o parque também, visto que serão formados aqui jovens e fiscais. As viaturas também vão ajudar muito os fiscais”, explicou Ivete Maimbasse.

Ainda hoje, o Presidente da República inaugurou uma estância turística localizada, na Ponta Membene, no Parque Nacional de Maputo, no distrito de Matutuíne.

Na ocasião,  Filipe Nyusi, disse que o Governo vai continuar a edificar diversas infra-estruturas de apoio ao turismo no país, entre as quais as vias de acesso e de transporte de energia.

O chefe de Estado destacou, ainda, que o Executivo vai, igualmente, continuar a garantir a paz e segurança para o desenvolvimento do turismo.
Filipe Nyusi desafiou, por outro lado, o sector do turismo a promover a digitalização e a inovação dos serviços turísticos por via do projecto integrado de gestão do turismo que visa a reestruturação do portal de turismo.

A estância turística, com uma vista paradisíaca para o mar, vai oferecer acomodação para os turistas, podendo ser em chalés independentes nas dunas e na Floresta, bem como em acampamentos, numa região que é famosa pelo ciclismo.

O Presidente da República anunciou, ainda, que o turismo contribuiu, até ao terceiro trimestre de 2023, com 8,9 por cento para o PIB, contra 7,4% de 2022.

CAÇA FURTIVA CONTROLADA

Os Fiscais do Parque Nacional de Maputo e líderes comunitários garantem estarem controlados os casos de caca furtiva e queimadas descontroladas nesta área de conservação.

São garantias dadas esta quarta-feira ao Presidente da República Filipe Nyusi, durante a visita aos compartimentos do Complexo Misto no parque nacional de Maputo.

O Chefe de Estado recebeu estas garantias após inaugurar este complexo, que agrega o Centro de Formação e Educação Ambiental, de Pesquisa e Posto de Fiscalização.

São infra-estruturas que vão permitir o treinamento de fiscais do sistema Nacional das áreas de conservação bem como a consciencialização de crianças, adolescentes e jovens da região para a preservação do Ecossistema ambiental

Formou-se, a nordeste da Ilha de Madagáscar, na bacia do sudoeste do Oceano Índico, mais um  sistema de baixa pressão atmosférica. O Instituto Nacional de Meteorologia alerta que o fenómeno tem potencial de evoluir para tempestade tropical moderada no dia 17 de Fevereiro.

Apesar das previsões, o referido sistema, tranquiliza o INAM, não constitui perigo para o canal de Moçambique, bem como para a parte continental do país.

O INAM diz estar a monitorar a evolução deste sistema e apela a população “para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes”.

Um incêndio de grandes proporções reduziu a cinzas 4 dos seis armazéns da ferragem Maquinino, na cidade da Beira, sem vítimas humanas.  O fogo que, ainda não se sabe qual foi a origem, iniciou na madrugada desta quarta-feira e provocou danos avaliados em cerca de 250 milhões de meticais.

O proprietário foi alertado duas horas depois pelos vizinhos que residem próximo do armazém. Ele solicitou os bombeiros, mas o fogo era tão intenso que  os Serviços Nacionais de Salvação Pública (SENSAP) pediram apoio dos bombeiros da Cornelder de Moçambique e dos Aeroportos e, em parceria, dominaram o fogo cerca das 11 horas.

Os 4 armazéns continham material de construção, entre eles tintas e plásticos que são produtos altamente inflamáveis.  

De acordo com o proprietário, Muhamad Adil, parte do material que ardeu devia ser entregue esta semana ao Gabinete de Reconstrução Pós-Idai para reabilitar diversas infra-estruturas na cidade da Beira. 

Adil criticou os bombeiros. Para ele, se o “SENSAP fosse mais activo, se estivesse  melhor treinado e com equipamentos eficientes, os danos seriam menores. Não tinham capacidade para partir paredes, para abrir coberturas de chapas de zinco e introduzir. Este facto contribuiu para o fogo devorar tudo”, desabafou.

Os  bombeiros reconheceram que enfrentaram dificuldades para debelar o incêndio e o comandante explicou que o facto prendeu-se com o bloqueio de entradas.  “Estão num processo de reabilitação e, infelizmente, não tivemos acesso rápido ao local de onde provinham as chamas. Felizmente conseguimos eliminar o fogo com muito sacrifício e agora estamos a investigar a origem do mesmo”, explicou Lorito Joaquim, comandante do SENSAP em Sofala.

Já foi instaurado um processo para o esclarecimento do caso de roubo de processos na Procuradoria da cidade de Chimoio.

Os implicados são quatro menores, com idades compreendidas entre 12 a 16 anos, que se introduziram nas instalações da Procuradoria da cidade, onde furtaram um computador, pen drive e um telemóvel, refere a Rádio Moçambique.

De acordo com o procurador Chefe a nível da cidade de Chimoio, decorre, neste momento,o processo de instrução, que visa esclarecer os contornos que ditaram o roubo do material.

“O processo está numa fase de instrução, claro que não será instruído pela Procuradoria da cidade, senão estaria a agir em causa própria”, disse a fonte, citada pela Rádio Moçambique.

O porta-voz da PRM em Manica, Mateus Mindu, disse que os menores fazem parte de uma quadrilha com experiência no mundo do crime.

O Presidente da República realiza, hoje, uma visita ao Centro de Formação, Pesquisa e Fiscalização do Parque Nacional de Maputo, distrito de Matutuíne, província Maputo.

Durante a visita, Filipe Nyusi vai inaugurar uma estância turística instalada na Ponta Mbembene, no recinto daquela área de conservação, refere um comunicado da Presidência da República.

Está em revisão o orçamento para as eleições gerais deste ano. De acordo com o Orçamento do Estado, o processo deverá custar cerca de 6,5 mil milhões de Meticais.

A cerca de um mês do arranque do recenseamento eleitoral, a base para as eleições gerais de 9 de Outubro, o orçamento para o escrutínio está em processo de revisão.

Depois de o Governo ter definido, no Orçamento do Estado, cerca 6,5 mil milhões de Meticais como o custo das eleições, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) diz haver necessidade de ajustar alguns elementos propostos pelo Governo e aprovados pelo Parlamento.

“O processo de aprovação do orçamento segue várias etapas: primeiro do Governo, depois da Assembleia da República. Há uma reacção que nós fizemos agora, de reajuste ao orçamento que nos foi disponibilizado, e, em função disso, vamos, depois, partilhar os números com exatidão, que é para não criar confusão”, explicou Paulo Cuinica, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições.

O porta-voz da CNE falava à margem de uma mesa redonda que abordou as próximas eleições gerais deste ano, evento organizado pelo Instituto para a Democracia Multipartidária.

Na ocasião, o IMD, através do seu director de programas, Dércio Alfazema, apelou para a melhor organização interna dos partidos políticos. “Temos estado, também, a apelar aos partidos políticos para que organizem esses processos internos de forma transparente e íntegra, para que os candidatos que forem a resultar desses processos não venham ser alvo de contestação a nível dos partidos e também a nível da opinião pública.”.

Por sua vez, o jornalista Tomás Vieira Mário defende que os candidatos presidenciais devem ser escolhidos com base na ética e competência, sem se olhar para a região de origem.

“Provou-se que não é por ser de Cabo Delgado que haverá desenvolvimento. Gaza é tão pobre como estava antes da independência, mas esteve lá Chissano, como Presidente da República. Cabo Delgado não melhorou por causa do Presidente Nyusi, portanto a ideia de que a origem regional beneficia a região é falsa”, explicou Tomás Vieira Mário.

Para já, a CNE garante que está em preparação o processo de formação dos agentes que vão trabalhar no recenseamento eleitoral, cujo material já está disponível nas províncias.

O Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada identificou e desenterrou o corpo de uma vítima de rapto, ocorrido há um ano, na Cidade de Maputo. As autoridades suspeitam que seja de Munawar Ahmed Ali, de nacionalidade paquistanesa.

Desde que Munawar Ahmed Ali foi raptado por desconhecidos, em plena luz do dia, a 03 de Outubro de 2022, na Avenida Albert Lithuli, na capital moçambicana, nunca mais foi visto com vida.

As investigações, desencadeadas pelo Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada, à data dos factos, concluíram que o cidadão de nacionalidade paquistanesa foi morto pelos raptores e enterrado no quintal da casa onde era mantido em cativeiro.

O facto é confirmado neste comunicado a que “O País” teve acesso, no qual o Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada explica haver diligências para esclarecer o caso.

“… Foi possível identificar um corpo que se encontrava soterrado, e exames preliminares indicam características similares às da vítima. Face à constatação, está em curso uma perícia no âmbito da antropologia forense para o levantamento da identificação e realização de exames de ADN”, refere o comunicado.

A instituição garante que, em conexão com o rapto e assassinato, foi aberto um processo-crime contra quatro indivíduos, um dos quais em prisão preventiva.

Sobre os outros três, dados como foragidos, já foram emitidos mandados de captura. Sobre os acusados, pesam crimes de rapto, posse de armas proibidas e associação criminosa.

A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento (EMME) diz que nada pode fazer para reabilitar a Avenida das Instâncias, na Cidade de Maputo, até que seja resolvido o problema de escoamento subterrâneo da água. João Ruas diz que a responsabilidade é do município.

Não foi apenas uma vez que a STV reportou as condições precárias da Avenida das Instâncias, na Cidade de Maputo, mesmo com as sucessivas intervenções.

Só para ter ideia, foram três as mexidas de emergência feitas pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento e a situação encontra-se minimizada, mas existe ainda esta cratera, que, mesmo com as pedras colocadas, obriga a que se siga apenas uma fila de trânsito.

“A situação mantém-se. Estão aqui sempre a reparar. Passando um tempo, a situação piora. Agora, não sei o que pode estar a acontecer. Talvez haja um lençol freático que faz com que a situação seja constrangedora”, disse Arsénio Matavel, automobilista.

A EMME esclarece que a solução definitiva dos buracos nesta via passa primeiro por resolver o problema das condutas de águas subterrâneas.

“Para se fazer uma obra definitiva, é necessário resolver alguns problemas de escoamento subterrâneo. É necessária uma obra de fundo, e esse trabalho só pode ser feito pela Vereação de Infra-Estruturas”, disse João Ruas, PCA da EMME.

As reabilitações de emergência feitas pela Empresa de Mobilidade e Estacionamento visavam apenas melhorar a mobilidade.
A solução definitiva deve ser dada pelo município de Maputo.

“A nossa empresa é de mobilidade e estacionamento, não é de infra-estruturas. Nos tempos, tomámos a decisão, em coordenação com a vereação, de reabilitar a estrada, como forma de a tornar transitável, mas não é nossa responsabilidade fazer isso.”

O Município de Maputo ainda não se mostrou disponível para prestar esclarecimentos sobre os problemas da via.

A Petromoc desmente a Fly Modern Ark, que disse que o atraso dos voos foi porque as gasolineiras não tinham combustível. A gasolineira diz que não teve falta de combustível no último fim-de-semana em que houve atraso de voos.

Foi através de um comunicado de imprensa emitido esta terça-feira que a empresa Petromoc deu  a conhecer o seu posicionamento sobre as justificativas dos gestores da Linhas Aéreas de Moçambique, no caso, a Fly Modern Ark, relativamente ao atraso de voos entre sábado e domingo passados.

“A Petromoc não registou nos dias 10 e 11 de Fevereiro qualquer falta de combustível na aero-instalação de Mavalane ou em qualquer outra aero-instalação por si operada no país”, rebate a Petromoc, um dia depois de a Fly Modern Ark, gestora da LAM, ter afirmado que as gasolineiras que abastecem a chamada “companhia de bandeira”  não tinham combustível, daí o atraso de voos.

“A Petromoc declina qualquer responsabilidade pelos atrasos nos voos das Linhas Aéreas de Moçambique-LAM, S.A. ou outros clientes, reafirmando o seu comprometimento de continuar a honrar os compromissos assumidos com todos os seus clientes”, afirmou.

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