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O País – A verdade como notícia

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral aponta fenômenos naturais e insegurança em Cabo Delgado como situações que limitam o decurso do processo de recenseamento eleitoral. Porém, faz uma avaliação positiva da primeira semana.

O recenseamento eleitoral que iniciou a 15 de Março e com o término previsto para o dia 28 de Abril deste ano, está a ser manchado por várias irregularidades, com destaque para demora no atendimento tal como deu a conhecer o Director Nacional do Gabinete Jurídico do STAE, Lucas José.

“Durante este período, considera-se que as brigadas estão a funcionar com normalidade, salvo algumas brigadas que ainda não entraram em funcionamento. Importa referir que no território nacional os equipamentos e os materiais foram distribuidos usando meios tais como viaturas, barcos, tractores, veículos motorizados entre outros tendo em conta a especifidade o terreno. Os primeiros cinco dias de registo foram caracterizados pela morosidade na captação de dados, situação que gradualmente está sendo sanada no decurso do processo”, pronunciamentos do Director jurídico do STAE, Lucas José.

A disse na ocasião que, para além das dificuldades de natureza técnica, os fenômenos climáticos e a insegurança na província de Cabo Delgado são outros cenários que contribuem para o decurso normal do processo.

“O STAE ainda não conseguiu colocar as brigadas e os equipamentos nos distritos de Quissanga e Ibo, estando neste momento a ser equacionada a possibilidade de se recorrer a meios áereos e marítimos. Na Província de Inhambane, a tempestade deixou rastro de destruição nos distritos de Vilankulo, Inhassoro, Mabote, Funhalouro, Massinga Murrombene, Homoíne e nas cidade de Inhambane e Maxixe. Face a esta situação haverá necessidade da reformulação do plano logístico, quer para as operações de colocação das brigadas nos postos de recenseamento eleitoral, quer para o incremento e aquisição de tendas para albergar as brigadas.” garantiu a fonte durante o evento.

Limitações de ordem financeira para abastecimento de viaturas e pagamento de subsídios aos brigadistas e educadores cívicos são impasses que mancham o processo.

Entretanto, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral conseguiu nessa primeira semana inscrever 943.731 eleitores em todo o território nacional, o que representa 12.59 por cento da previsão de eleitores para as presentes eleições.

Foram hoje a enterrar os restos mortais de Simião Ponguane, jornalista da TVM. Durante o velório decorrido no salão nobre do Município de Maputo, foram destacadas as qualidades humanas e profissionais de Simião Ponguane.

A urna com os restos mortais de Simião Ponguane esteve em câmara ardente no Paços do Município de Maputo, onde familiares, amigos, colegas de profissão, admiradores e dirigentes marcaram presença para renderem a última homenagem. Élio Manuel Jonasse, presidente do Conselho de Administração da TVM, considera Ponguane um verdadeiro mestre.

“Honrado e batalhador, Ponguane era um mestre sempre pronto a partilhar os conhecimentos que tinha e passar a sua experiência. Era também um discípulo sempre disposto a aprender de todos, e era com esse sentido de curiosidade que fazia as suas entrevistas, perguntas de quem realmente questionava para saber. Hoje, visivelmente consternados com a morte, estamos aqui, neste átrio, para dizer ao mestre Ponguane ‘muito obrigado’.”

O percurso profissional de Simião Ponguane iniciou-se nos finais do anos 1988, altura em que chegou à então Televisão Experimental como estagiário. Depois foi enquadrado e trabalhou até quase à reforma. Os antigos colegas recordam-no como um profissional exemplar.

“Simião Ponguane, tu detestas os rótulos políticos, eras apartidário, mas um grande patriota. O teu amor à pátria moçambicana era efervescente e inabalável, por isso viemos aqui com profunda mágoa homenagear-te, homenagear o colega, o irmão, o amigo Simião Augusto Ponguane”, era Felizardo Massingue em representação da Associação dos Aposentados da TVM.

Quem também se recordou de Ponguane foram os ex-colegas de escola.

“Desde a escola pré-universitária de Nwachicoluane, em Chókwè, província de Gaza, tive o privilégio de juntos frequentamos a escola de jornalismo e, depois, na TVE, onde te revelaste uma pessoa com sentido de compromisso e de missão para com o trabalho e uma paixão inabalável pela profissão jornalística.”

O Sindicato Nacional de Jornalistas, no seu elogio fúnebre, destaca o legado de Simião Ponguane.

“Afável, mas aguerrido, às vezes, até podia criar calafrios aos entrevistados diante das câmaras, em directo. Ponguane não deixava em mãos alheias a velha máxima do jornalismo: perguntar, perguntar, perguntar sempre.”

O edil de Maputo, Rasaque Manhique, referiu que a cidade está de luto pela perda de mais um notável munícipe, que foi um jornalista exemplar.

“Hoje, reunimo-nos para honrar a vida e o legado de um jornalista verdadeiramente notável e ensinador de todas as gerações. Simião Ponguane foi muito mais do que um simples repórter. Ele foi um guardião da verdade, exímio contador de histórias e defensor incansável da liberdade de imprensa.”

A família Ponguane menciona, no elogio fúnebre, que o jornalista, em casa, era um homem de valores nobres e que soube guiar a família para o bem.

“Foi um verdadeiro herói em todas as frentes de combate na nossa família. Ensinou-nos a honestidade, a convivência harmoniosa, a prática do bem, a dedicação ao trabalho, o respeito pelo próximo e o sacrifício pelo bem-estar de todos.”

A urna com os restos mortais de Simião Ponguane saiu do salão nobre para o carro fúnebre acompanhada de salva de palmas de todos os presentes na cerimónia.

Várias personalidades presentes no velório destacaram qualidades raras em Simião Ponguane, um jornalista que foi fiel aos seus princípios de integridade e verticalidade profissional. O desafio, agora, é manter seu legado.

Emília Moiane, antiga jornalista da TVM e directora do Gabinete de Informação, GABINFO, disse que o Ponguane marcou gerações e sentiu nele uma grande responsabilidade profissional.

“Foram dois ou três anos de trabalho árduo de entradas e saídas com muita responsabilidade. Penso que todos nós aprendemos bastante com Simião Ponguane. Deixa legado, deixa muito conhecimento e, acima de tudo, a sua humildade e verticalidade, para que os profissionais possam seguir.”

Fernando Bismarque, jornalista e deputado da Assembleia da República, diz que Ponguane exerceu o jornalismo de forma diferente.

“A morte de Simião Ponguane deixa um grande vazio. Como se sabe, Simião Ponguane destacou-se num jornalismo de grande confronto, num jornalismo, digamos, de cidadania. Este tipo de jornalismo ajuda a construir a nossa jovem  democracia.”

António Muchanga, deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo, testemunhou que várias vezes foi entrevistado por Simião Ponguane.

“Como jornalista, foi um jornalista fogoso, pujante, persistente e consistente. Recordo-me de algumas entrevistas que me fez durante a guerra, quando eu era porta-voz e, depois, a última entrevista que me fez em Johanesburgo durante o julgamento de Manuel Chang.”

Fernando Lima, jornalista e amigo de Simião Ponguane, diz ter orgulho do percurso do falecido.

“Eu tenho orgulho de ter sido colega de Simião ponguane, não são palavras de circunstâncias, é uma questão que sinto com grande profundidade. Outra coisa muito importante é que Simião Ponguane levou a sério aquilo que está escrito na constituição da república em relação a imprensa pública, a imprensa pública não deve ser só servida por lambe-botas e por seguidistas e Simião Ponguane não foi isto, foi um excelente jornalista.”

Rogério Sitoe, jornalista e antigo director do Jornal Notícias, diz que Simião Ponguane foi um profissional de valores e virtudes.

“Mas há coisas que acho que são muito importantes para Simião Ponguane: são valores. há três valores fundamentais que ele preservou integridade, ética e deontologia.”

Algumas brigadas de recenseamento eleitoral na província de Cabo Delgado estão sem equipamento desde o início do processo, o que pode comprometer o alcance das metas previstas, diz a Renamo. O porta-voz do partido, José Manteigas denuncia ainda várias irregularidades verificadas durante o processo, incluindo a manipulação de dados para alegado favorecimento ao partido Frelimo.

Em conferência de imprensa o porta-voz do partido, José Manteigas, que fez menção a algumas brigadas que não entram em funcionamento a tempo e hora.

“Infelizmente, sem muitas surpresas, um pouco por todo o país, esse recenseamento eleitoral está a ser caracterizado por irregularidades que põem em causa a sua transparência e por conseguinte, a votação que terá lugar em Outubro próximo. No distrito de Marromeu, na Escola Primária Samora Machel, no dia 20 de Março houve pretensão de recensear um menor de 14 anos, a mando do Secretário da zona. No distrito de Magude, até o dia 18 de Março os mobiles encontravam- se o operacionais.” afirmou o porta-voz da Renamo.

Na província de Cabo Delgado o cenário é ainda mais preocupante. Há brigadas encerradas por conta da violência, o que pode condicionar o alcance da meta do recenseamento eleitoral prevista, relatou Manteigas
“Em Mocimboa da Praia, no posto administrativo de Mbau, 7 brigadas ainda não se fizeram aos postos de recenseamento eleitoral;

Em Mueda, posto administrativo, no posto adminiistrativo de Mgauma e outras zonas de dificil acesso aguarda-se por 20 brigadas para proceder ao recenseamento.” relatou José Manteigas durante a conferência de imprensa, em Maputo.

Diante dessa realidade, a Renamo insta a Comissão Nacional de Eleições e seus vogais, bem como ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral para corrigirem todas as irregularidades e a pautarem pelo respeito escrupuloso da Lei, em salvaguarda das Eleições Livres, Justas e Transparentes.

As obras de construção do aterro de Matlemele, na província de Maputo, vão arrancar em Outubro próximo. A garantia é da ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibasse. A lixeira de Hulene continua a receber descarregamento de resíduos sólidos. Apesar dos sinais de saturação, ainda não certeza sobre até quando tal deixará de acontecer.

Segundo Ivete Maibasse, o encerramento da lixeira de Hulene depende da construção e identificação de uma nova área para que se possam depositar os resíduos sólidos. A governante diz que há um esforço que está sendo feito pelo Executivo, numa operação conjunta com outros sectores como é o caso do Ministério da Economia e Finaças. Ainda que não haja uma solução à vista, garante Maibaisse, decorre a conlusão dos estudos para a implantação do novo aterro.

“Estamos a trabalhar agora com o financiador deste projecto para que até segundo semestre deste ano, concretamente em Outubro deste, possamos lançar a obra de construção das novas infra-estruturas”, anota Ivete Maibasse.

Nesse sentido, o encerramento da lixeira de Hulene só poderá acontecer depois da conclusão do novo aterro, de modo a evitar, tal como defende Ivete Maibasse, outros constrangimentos.
Ivete Maibasse falava à margem das celebrações do Dia Internacional das Florestas, que se assinalou esta quinta-feira. Na ocasião, o Ministério da Terra e Ambiente procedeu à entrega de viaturas às delegações provinciais da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental.

Os meios circulantes vão beneficiar as províncias de Maputo, Tete, Niassa, Nampula e ao Parque Nacional de Magóé, assim como para a recém-criada Área de Conservação Comunitária do Zumbo e vão servir para garantir a fiscalização florestal e ambiental nas áreas fronteiriças e portuárias.

“Estes meios devem garantir que cada metro quadrado da nossa floresta, da terra e das nossas áreas de conservação sejam fiscalizados e auditados”, disse a ministra da Terra e Ambiente.
Os meios circulantes foram adquiridos com o apoio financeiro do Banco Mundial, através dos projectos Moz Rural e Moz Norte.

As obras de construção do aterro de Matlemele, na província de Maputo, vão arrancar em Outubro próximo. A garantia é da ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibasse. A lixeira de Hulene continua a receber descarregamento de resíduos sólidos. Apesar dos sinais de saturação, ainda não certeza sobre até quando tal deixará de acontecer.

 

O Governo do distrito de Chiúre, em Cabo Delgado, exorta as populações que estão a retornar às suas zonas de origem, depois dos ataques terroristas,  a praticarem a actividade agrícola, de modo a reerguer as suas vidas.

Trata-se das populações dos postos administrativos de Chiúre-Velho  Mazeze e Ocua, onde em finais de Fevereiro passado foram registados incursões de terroristas.

O administrador de Chiúre, Oliveira Amino, que falava à Rádio Moçambique, em Pemba, disse ser necessário que as famílias deslocadas retornem às zonas de origem e se engajem em actividades produtivas para combater a dependência alimentar.

Oliveira Amimo informou que, neste momento, o desafio é colocar a funcionar as instituições do Estado ao nível da sede do posto administrativo de Mazeze, onde algumas infraestruturas foram destruídas pelos terroristas.

“Para quem tem machambas é ideal que recomece a velar pelo seu campo de produção. Neste momento estamos a verificar que esses retornos estão a acontecer sem sobressaltos”, disse a fonte.

Aumentou em 0,7 graus celsius a temperatura de Moçambique nos últimos 43 anos, no contexto do aquecimento global. O dado foi avançado hoje pelo ministro dos Transportes e Comunicações, que prometeu dois novos radares para este ano, para melhorar a previsão meteorológica.

O aquecimento global é uma realidade no mundo e Moçambique não é excepção. Em 2023, o mundo registou as temperaturas mais altas. 

Falando na apresentação do relatório sobre clima, o ministro dos Transportes e Comunicações revelou que Moçambique também tem estado a registar temperaturas mais altas que no passado.

O aquecimento que se tem registado é acompanhado por outros eventos extremos. Tal é o caso, por exemplo, da tempestade Filipo e do fenómeno El-ninõ.

Para melhorar a previsão meteorológica e assim minimizar os efeitos dos fenómenos, o país precisa de sete radares, mas neste momento só tem um.

Além da apresentação do relatório do clima em 2023, este encontro serviu para o lançamento do Boletim Meteorológico da província de Maputo, que deverá ajudar as pessoas a prevenir o impacto das alterações climáticas.

Uma criança de 14 anos  foi devorada por um crocodilo, no rio Leitão, distrito de Namaacha, na província de Maputo.   O menor, que frequentava nona classe, teria saído da Escola Secundária Marcelino dos Santos na companhia de colegas para tomar banho no Rio Leitão, quando foi arrastado pelo réptil.

A polícia, que foi comunicada sobre o incidente, ainda tentou disparar para forçar o animal a soltar o menor, mas sem sucesso.  Os familiares e a comunidade procuraram, sem sucesso, encontrar os restos mortais no rio.

“O ataque aconteceu num momento em que dois alunos estavam dentro do rio. O crocodilo acabou atacando um dos nossos alunos. Procurámos o corpo, mas não conseguimos localizar”, contou um dos professores da Escola Secundária Marcelino dos Santos. 

Já em Cheringoma, na província de Sofala, sorte diferente teve Raúl Eduardo. O mesmo travou uma batalha com crocodilo nas águas do rio Zangue, um dos afluentes do rio Zambeze.  

A vítima  conta que tudo começou quando procurava por plantas aquáticas para alimentação, já que se vive um cenário de fome na sua região.  “Na zona em que estou, estamos a sofrer por falta de alimentos. Estamos há dois anos sem produção, devido ao ciclone e à seca. Por este motivo, temos recorrido a plantas aquáticas para alimentação e sustento familiar. Fui ao rio e, de repente, apareceu um crocodilo que me atacou. Tentei lutar, mas este prendeu a minha perna”, contou Raúl Eduardo, vítima de ataque de crocodilo. 

Eugénia Cavele, médica e chefe e porta-voz do Hospital Central de Quelimane, explicou  que o paciente chegou num estado grave, mas  foi estabilizado e submetido a intervenção cirúrgica. 

Raúl Eduardo continuará em tratamento no Hospital Central de Quelimane, uma vez que carece de intervenção médica especializada. 

O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) está com limitações para emitir e imprimir a segunda via de cartas de condução, atribuição de matrículas, bem como a consulta e o pagamento de multas. A restrição deve-se à interrupção do sistema informático com a passagem da tempestade Filipo. 

Com a passagem do fenómeno, parte do edifício do Instituto Nacional dos Transportes( INATRO) ficou submerso, o que impactou as infraestruturas de redes de dados informáticos, pois afectou os equipamentos e, como forma de prevenir o pior, o INATRO decidiu interromper os sistemas informáticos.

 Em comunicado, o INATRO diz que, depois da passagem do Filipo, os sistemas informáticos que dão suporte aos serviços de emissão e impressão da segunda via de cartas de condução, atribuição de matrículas, bem como a consulta e o pagamento de multas estão a ser restabelecidos de forma faseada.

Familiares e colegas descrevem Simião Ponguane como um homem de forte personalidade. Lamentam pela sua morte e dizem que o seu legado, como jornalista, deve ser valorizado.

Trata-se de um jornalista decano da televisão, que não passou despercebido na sociedade. Por colegas, Simião Ponguane é lembrado não só pela sua frontalidade, mas também como conselheiro dos seus próximos e não só.

“Ele ouvia todas as partes e era destemido. Penso que ele não tinha receios, como jornalista, de colocar questões. Eu caracterizo Ponguane como um grande jornalista, daqueles que não é dispensável”, disse o PCA da TVM, Élio Jonasse.

Segundo Élio Jonasse, Ponguane era ainda um jornalista com garra e frontal, mas educado, daqueles que não é dispensável em nenhuma redacção.

Esteve na Televisão de Moçambique desde a década de 1980, tendo ocupado vários cargos de direcção e foi também correspondente da Voz da América (VOA). Devido a uma doença, há dois anos teve que parar para cuidar da sua saúde.
“O estado de saúde dele degradou-se no sábado e no domingo, e ontem, quando fui visitá-lo, ele já não me respondia absolutamente nada”, explicou Élio Jonasse.

Lutou contra a referida doença, tanto dentro como fora do país, mas nesta quarta-feira não resistiu e perdeu a vida. Seus colegas falam do seu legado com vigor.

“Você ligava para Ponguane às 23h00, ele estava lá, às 05h00 ele estava lá e não negava trabalho, fazia todo o tipo de trabalho. Podia reclamar, mas reclamar no positivo”, lembrou-se António Mugabe, administrador de produção da televisão pública.
Na sua família, Ponguane é descrito como uma pessoa humilde e conversadora.

“Em casa não era um jornalista, ele era um pai. Por exemplo, para mim era um tio, tínhamos muitas brincadeiras, conversávamos e passeávamos. Não acredito que em conversa possa existir alguém que possa dizer uma só palavra negativa sobre ele”, disse o sobrinho do finado, Rufino Ponguane.

Os restos mortais de Ponguane vão a enterrar amanhã, sexta-feira, no cemitério de Michafutene, em Maputo.

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