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O País – A verdade como notícia

Trata-se de Babu Aiuba, que nunca mais voltará a ver por conta da utilização de medicamentos tradicionais e urina. Aiuba está internado no Hospital Central de Quelimane a receber tratamentos, já que o seu quadro era grave logo após a sua entrada. 

O jovem contou ao nosso jornal que contraiu a conjuntivite hemorrágica no início deste mês. Naquela altura, utilizou urina e mais tarde medicamento tradicional. O problema piorou e foi ao hospital, mas já era tarde.

“Eu contraí a conjuntivite hemorrágica, lavei os olhos com sabão e urina. Sucede que é uma prática de pessoas lá no bairro, que ao contrair conjuntivite utiliza urina para tratar. Segui o mesmo tratamento e daí começou meu problema. No hospital  me deram tetraciclina por duas vezes. A terceira vez foi uma pomada que não cheguei a ver, porque a minha visão já não existia”,  disse Babu Aiuba para quem a sua vida está comprometida e terá que se adaptar à nova realidade. 

A equipa médica diz que a cegueira de Aiuba é definitiva. Eugénia Cavele explicou que Aiuba estava inicialmente com uma conjuntivite hemorrágica, mas devido ao uso de medicamentos tradicionais e outras substâncias não comprovadas cientificamente, complicou para uma conjuntivite bacteriana e esta, por si, evoluiu para uma cegueira. 

“Aproveitar deixar um alerta para todos que tiverem sintomas ou sinal de conjuntivite, para não utilizar substâncias não comprovadas cientificamente e não pautarem para automedicação, porque pode complicar para estágios de cegueira”, disse. 

A lavagem abundante das mãos sempre que se tocar qualquer superfície, pode ser uma das vias de prevenção da conjuntivite. 

A empresa responsável pela central de betão recorreu da decisão de embargo provisório da obra, decretado pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, e argumenta que está a somar prejuízos financeiros com a paralisação das actividades. O recurso foi admitido com efeito suspensivo. 

O assunto da construção da central de betão no bairro Costa do Sol, Cidade de Maputo, ainda vai fazer correr muita tinta. É que depois da decisão de suspensão da construção do empreendimento tomada pela nona secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, no passado dia 04 de Março, a empresa Africa Great Wall Concrete Manufacture recorreu da decisão, pedindo a anulação do embargo provisório da infra-estrutura.

O recurso deu entrada no Tribunal Judicial da Cidade de Maputo quatro dias depois da notificação da empresa e dos moradores da decisão da juíza de suspender, provisoriamente, as actividades da central de betão. 

No documento, a Africa Great Wall Concrete Manufacture pede a anulação da decisão tomada pelo tribunal, no passado dia 04 de Março, de suspender a construção da central de betão por a empresa estar a ter prejuízos financeiros. 

Segundo apuramos, o recurso foi aceite com efeito suspensivo. Isto significa que, para já, a construção da central de betão pode continuar por um período de 16 dias. 

Neste período, a empresa e os moradores que contestam a infra-estrutura, deverão apresentar à juíza da nona secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo argumentos que justifiquem a manutenção ou alteração da decisão do embargo provisório da construção da central de betão.

A construção da central de betão está avaliada em cerca de nove milhões de dólares e a infraestrutura vai servir para viabilizar o projecto de Complexo Comercial de Turismo Internacional YUXIAO, um investimento de mais de 400 milhões de dólares. 

Depois desses dias, os 16, a juíza poderá tomar a decisão definitiva sobre o embargo e o recurso será enviado a instâncias superiores. 

Cerca de 3,3 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar em Moçambique, devido à seca e às inundações, disse, esta terça-feira, a secretária-executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), Leonor Mondlane.

“Neste momento, temos um estudo pós-choque de 2023, que estimou em cerca de 2,3 milhões de pessoas que estão em insegurança alimentar e projectou, até Março, 3,3 milhões”, afirmou Mondlane, sobre o total de pessoas actualmente nessa situação, citada pela Lusa.

A responsável falava à imprensa, à margem do painel dos sistemas alimentares, uma plataforma online que passa a agregar dados de várias instituições sobre produção, transporte e consumo de alimentos.

Perdeu a vida, vítima de doença prolongada, o jornalista Simião Ponguane. Depois de vários tratamentos dentro e fora do país, Ponguane não resistiu à doença. A morte foi confirmada na manhã desta quarta-feira.

A informação sobre a morte de Ponguane foi confirmada pela Televisão de Moçambique, em nota publicada no seu site, momentos após o falecimento do jornalista, na capital do país. 

Simião Ponguane lutava contra um cancro no fígado, tendo por várias vezes recorrido a tratamentos no exterior, incluindo Portugal e Índia. 

Esta quarta-feira, não resistiu à doença prolongada e perdeu a vida no Hospital Central de Maputo. 

Era conhecido por ser um jornalista frontal e de discurso acessível e destacou-se com Grandes Entrevistas a diversas personalidades.

Ponguane era um dos mais antigos colaboradores da TVM e preparava-se para a reforma. 

O ministro do Interior reconheceu, esta terça-feira, na conferência de imprensa após a sessão do Conselho de Ministros, que o Governo ainda enfrenta dificuldades para responder ao problema de raptos no país. Diante do problema, Pascoal Ronda disse que “dias melhores virão”.

É uma promessa insípida para um país que é, há 13 anos, amargamente dilacerado por uma onda de raptos sem precedentes.
O ministro do Interior, que falava numa conferência de imprensa após uma sessão do Conselho de Ministros, deu o panorama histórico dos raptos no país.

De 2011 a esta parte 185 pessoas foram raptadas, entre elas nacionais e de origem asiática. Em conexão com o caso, foram detidos 268 suspeitos.

No ranking das províncias com mais casos de raptos, segundo Ronda, está a Cidade de Maputo, com 113 casos, seguida pelas províncias de Maputo e Sofala, com 41 e 18 casos respectivamente.
O governante avançou, ainda, que a principal motivação para a prática de raptos no país é a cobrança de resgate.

 

MAS A PERGUNTA DE FUNDO É: QUEM SÃO OS MANDANTES?

A esta questão, Pascoal Ronda respondeu destemidamente, dizendo que “os autores morais continuam escondidos algures, mas que esforços decorrem para a sua localização”. Só que alguns desses autores, segundo o governante, não se encontram em Moçambique; comandam os raptos a partir de outras geografias.

Para resolver este paradoxo territorial, o Governo intenta recorrer à “cooperação bilateral e multilateral a nível internacional para que possamos ter resultados e possamos levar à justiça aqueles que organizam e mandam cometer crimes”.

O governante explicou, ainda, que o crime de rapto é complexo quanto à sua investigação, uma vez que, geralmente, o que rapta não é o interessado pelo resultado, mas podem estar em cadeia seis indivíduos por trás, que vão recebendo “o produto” até chegar ao mandante.

Questionado sobre a razão de serem, geralmente, cidadãos de origem asiática raptados, o ministro disse haver necessidade de se investigar, mas adiantou que “estamos num mundo de negócios, e pode haver negócios… há negócios ilícitos e há negócios ilícitos. Por vezes, há cobranças entre os que estiverem em negócios juntos e que a partilha de resultados não foi a mais correcta”.
Ainda assim, Pascoal Ronda garantiu que estudos estão em curso com base em inteligência criminal para apoiar o porquê de serem sequestrados cidadãos de uma origem em detrimento de outros.

 

AFINAL, AS CÂMERAS MONTADAS NAS ESTRADAS AJUDAM OU NÃO?

O jornal O País procurou perceber do ministro do Interior se as câmeras de vigilância montadas em várias avenidas da Cidade de Maputo estavam a contribuir para o esclarecimento dos raptos, uma vez que uma delas terá captado, inclusive, os rostos dos raptores numa das suas acções criminosas na avenida Filipe Samuel Magaia.

Pascoal Ronda não fala da contribuição deste equipamento no presente, mas sim no futuro, o que leva a questionar a sua instalação, visto que foi feita há alguns anos.

As câmeras “vão oferecer melhores serviços nos próximos tempos. Teremos resultados muito bons com base nas condições tecnológicas que esses meios vão oferecer.

Muitas unidades sanitárias da Cidade de Maputo registam enchentes nos últimos dias, o facto é agravado pela eclosão da conjuntivite hemorrágica. Entretanto, no Centro de Saúde Municipal, apesar da garantia de que já está em funcionamento, o cenário é completamente oposto.

Filas enormes e longa espera. O cenário vai de mal a pior em muitas unidades sanitárias nos últimos dias. Isto porque há semanas que o número de entradas aumentou significativamente, nos cuidados de saúde. 

No Centro de Saúde de Alto Maé, o cenário fala por si. No Hospital-geral de Chamanculo, encontramos a mesma situação. Enchente.

A explicação para a vaga de enchentes está, em parte, relacionada ao surto da conjuntivite hemorrágica.

“Neste momento tem se verificado uma grande demanda no nosso serviço de saúde, por conta do surto de conjuntivite hemorrágica. Está mesmo acima da média, chegamos a 150 utentes”, explicou Ana Bazar, membro da direcção clínica do Centro de Saúde do Alto-Maé.

O atendimento tarda. Mas a situação de saúde não deixa desistir. O que os pacientes não sabem é que há um centro de saúde municipal, há apenas menos 20 minutos de caminhada, onde poderiam ser assistidos em menos tempo.

A infraestrutura moderna, inaugurada pelo antigo presidente do Município, no último dia do seu mandato, está “às moscas”.

Fora a falta de utentes, a farmácia do hospital está com as prateleiras quase vazias e as obras em curso do lado de fora, semeiam dúvidas sobre o funcionamento da unidade.

O Hospital Geral José Macamo tem carência de médicos para responder à demanda na assistência médica. A degradação da unidade sanitária, cobranças ilícitas e demora no atendimento  levaram o Provedor de Justiça, Isaque Chande a visitar hoje o hospital. 

À semelhança do hospital Central de Maputo, o Hospital Geral José Macamo também possui diversas reclamações sobre cobranças ilícitas e demora no atendimento, o que levou o provedor de justiça a escalar também esta unidade sanitária encorajando a luta nesses desafios. 

A estrutura danificada do hospital também chamou à atenção do provedor da justiça, contudo, Chande acredita que com o término das reformas, o hospital estará em condições de oferecer um atendimento ao público com mais qualidade. 

A directora do hospital, Hermelinda Chamba, revelou que a escassez de médicos é outro problema, neste caso o principal que o hospital enfrenta. 

Segundo a Direcção-Geral do Hospital, pelo menos dois médicos em cada sector minimizaria a demanda por assistência médica na unidade, que existe há mais de 100 anos na cidade de Maputo.

Há seis meses que 109 famílias não estão a receber o dinheiro para o pagamento da renda, o que está a gerar desespero, uma vez que já estão a ser  escorraçadas pelo senhorio. Para reivindicar o valor, várias pessoas amotinaram-se, hoje, em frente ao edifício do Conselho Municipal de Maputo.

O edil de Maputo, Rasaque Manhique, que estava reunido em sessão do Conselho Municipal, teve de interromper a sessão e recebeu os contestatários. Manhique garantiu que vai resolver os problemas, aliás, diz haver dinheiro já disponível e 65 casas prontas a habitar.

Ao todo, foram afectadas pelo deslizamento de da lixeira, em 2018, 260 famílias. Uma parte destas famílias já recebeu as casas, que foram construídas em Possulane, distrito de Marracuene, em Maputo.  

Além de destruir várias casas, o deslizamento da lixeira de Hulene causou a morte de 17 pessoas, segundo dados oficiais.

A ZAP diz que a STV Notícias tem sido referência no que concerne à informação em primeira mão e pertinente para o mercado moçambicano. A operadora de televisão por satélite espera que o canal continue a informar o público com cada vez mais qualidade.

Desde a sua criação, a STV Notícias é um canal exclusivo da ZAP, e esses 10 anos de parceria com a operadora de televisão por satélite significam muito. “Para a ZAP significa muita coisa. O canal entrou para a ZAP em regime de exclusividade e foi o primeiro canal em alta definição, que entrou para o mercado moçambicano, e nós estamos muito satisfeitos que a aposta da STV tenha sido feita com a ZAP e esperamos que esta parceria seja por muitos anos, que ainda estão por vir”, disse Hélder Tembe, administrador da ZAP em Moçambique.

E os anos que ainda estão por vir, que sejam de muita informação de qualidade. “A STV Notícias tem sido referência no que concerne à informação em primeira hora e pertinente para o mercado moçambicano. Eu penso que o caminho é continuar a trazer notícias de referência e que o povo moçambicano anseia por ouvir e com qualidade. É isto que nós, como ZAP, desejamos para STV e que venham mais anos de muito sucesso ao lado da ZAP”, sublinhou o administrador da ZAP em Moçambique.

A STV Notícias é o primeiro canal, exclusivamente, de informação em Moçambique.

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