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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República, Filipe Nyusi, exortou, hoje, os moçambicanos a afluírem às urnas nas eleições gerais que se realizam esta quarta-feira, em todo o território nacional.

Nyusi apelou, por outro lado, aos eleitores para pautarem pelo civismo e serem responsáveis durante o acto.

“Exortamos todos os cidadãos eleitores a exercerem o seu direito de voto, afluindo às mesas de votação, criadas para o efeito. As assembleias de voto abrem-se pontualmente às 7 horas e encerram-se às 18 horas no território nacional e às 21 horas na diáspora. Após a votação, os eleitores deverão retirar-se dos locais e aguardar serenamente o decurso da contagem dos votos e anúncio dos resultados preliminares”, apelou Nyusi.

Aos órgãos da administração eleitoral, Filipe Nyusi pediu para que os mesmos assegurem a criação de todas as condições para que o processo decorra da melhor forma.

“Aos órgãos de administração eleitoral, apelamos para a garantia de toda a logística eleitoral, e que o processo seja conduzido com transparência, eficácia e eficiência, para que os resultados sejam a expressão inequívoca da vontade do povo moçambicano.”

Nyusi apelou à Polícia da República de Moçambique para que garanta a ordem e tranquilidade públicas, assegurando, ainda, a protecção dos eleitores e aos órgãos de administração eleitoral. “Aos agentes da Lei e Ordem, recordamos o seu papel fundamental na manutenção da ordem e protecção dos eleitores e dos órgãos de administração eleitoral, encorajando-os a agir dentro dos parâmetros da Lei. A todos intervenientes directos no processo eleitoral, incluindo, os órgãos de comunicação social, organizações da sociedade civil, observadores nacionais e internacionais e a população eleitoral em geral, entre outros, apelamos para uma participação activa, exemplar, íntegra, sempre guiada pelos princípios previstos na Lei, e a pautarem pelo civismo, rumo ao reforço da nossa jovem democracia, da paz, tolerância e convivência pacífica e espirito de reconciliação entre os moçambicanos.”

Foi lançado, esta segunda-feira, o terceiro volume da trilogia “O eco da sua voz”, obra que contém cartas de correspondência entre Eduardo Mondlane e sua esposa, Janet Mondlane, durante os 13 anos de convivência. Na obra, a viúva de Mondlane descreve o marido como um lutador pela causa do seu país e pelo mundo.

Janet Rene Mondlane foi casada com Eduardo Mondlane entre 1956 e 1969 e guarda memórias dos 13 anos de convivência com o arquitecto da unidade nacional e fundador da Frente de Libertação de Moçambique.

Aos 89 anos de idade, Janet Mondlane decidiu voltar a abrir os anais da história familiar e dar a conhecer ao mundo através das cartas de correspondência entre o casal. No terceiro volume da trilogia “O eco da sua voz”, a viúva de Mondlane traz memórias vividas entre 1953 e 1957, com a figura tida como quem detinha perspectiva própria e futurista para o bem dos povos.

“Eduardo Mondlane, com algum punhado de indivíduos que faziam uma guerrilha, tinha a ousadia de querer ter um ponto de vista que fosse próprio. Nós, na maneira como vivemos, como nos relacionamos com as instituições internacionais, com o mundo exterior, parece que nós não temos um ponto de vista nosso. Não temos nenhuma base moçambicana a partir da qual reivindicar o diálogo com os outros. E me parece que esta ousadia, este auge, para dizer em latim, é uma das características mais importantes que a gente pode descelar na Frelimo de então e trazido à volta de Eduardo Mondlane como personalidade”, afirma Severino Ngoenha.

A escritora esteve ausente, porém retratada pelo apresentador da obra na sua locução. O reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Manuel Guilherme, carregava a mensagem da Janet Mondlane.

“Os milagres são acontecimentos que não têm uma explicação lógica. A existência de Mondlane foi um milagre porque, sob o ponto de vista lógico, não se compreende como é que um pequeno rapaz africano, nascido com uma herança de opressão e de pobreza, podia estar tão determinado a ter uma formação académica e, posteriormente, libertar o seu povo ao ponto de dar a sua vida por esse povo”, lê-se em algumas das cartas de correspondência do casal.

Várias figuras acompanharam atentamente a cerimónia.

Para o antigo Presidente da República e presidente honorário da Frelimo, Joaquim Chissano, as memórias de Mondlane inspiram força.
“É um livro que terá que ser lido várias vezes, porque em cada página, em cada carta, encontramos uma história e encontramos uma força”, disse Chissano na saída do local do evento.

Para os filhos, a obra traduz-se numa oportunidade para dar a conhecer ao mundo a história dos seus progenitores. Nyeleti lembra que “Não havia WhatsApp na altura, portanto tivemos a sorte da mamãe Janete ter recolhido e guardado todas as cartas, a maior parte das cartas que trocaram entre si durante o tempo que estiveram nos Estados Unidos da América e além. O que a família regozija-se a dizer neste.”

Na sequência do lançamento das obras, que decorreu na Cidade de Maputo, houve vários painéis de debate sobre a vida e obra do casal Mondlane.

A família Mondlane diz não caber a si fazer quaisquer comentários sobre a estátua requalificada de Eduardo Mondlane. A filha do arquitecto da unidade nacional, Nyeleti Mondlane, diz que a família aguarda o resultado da avaliação técnica que está a ser feita pelo Ministério da Cultura e Turismo.

Requalificada e inaugurada a 25 de Setembro, a nova estátua do arquitecto da unidade nacional tem sido motivo de debate na sociedade, com mais agravante nas redes sociais, onde a qualidade da imagem que retrata Eduardo Mondlane foi bastante contestada, com alegações de que não condiz com a realidade.

O facto levou o Governo, através do Ministério da Cultura e Turismo, a destacar uma equipa técnica para avaliar e emitir parecer sobre as supostas falhas cometidas, entretanto ainda não há datas para o início dos trabalhos.

Esta segunda-feira, o jornal O País questionou a família Mondlane, na pessoa de Nyeleti Mondlane, sobre a interpretação que a mesma faz em torno do referido debate público.

Nyeleti diz que a família não tem nada que comentar, não obstante avança que “temos a certeza absoluta de que Sua Excelência, o Presidente da República, tinha e tem a certeza de que queria edificar uma estátua à maneira, em homenagem a Eduardo Mondlane. Agora, estamos a constatar que a sociedade está dividida. Algumas pessoas estão felizes, outras não. Não cabe à família pronunciar-se sobre isso”.

Apesar da indiferença no debate, a família Mondlane diz estar expectante quanto ao resultado da equipa técnica constituída pelo Ministério da Cultura e Turismo para avaliar o retrato. “Há órgãos de direito que vão… Aliás, ouvimos, acompanhamos que Sua Excelência, a Ministra da Cultura, vai criar uma comissão, e nós vamos aguardar. O povo é que sabe”, disse Janet Mondlane.

Nyeleti Mondlane sabe que a gestão do património cultural, incluindo as estátuas, são pertenças do Estado, mas sem colocar em causa o valor familiar da figura retratada. O jornal O País questionou a terceira filha de Mondlane se o debate incomoda a família.

Numa reacção tímida, Nyeleti afirmou: “É uma pergunta muito difícil de responder. Estamos a falar sobre Eduardo Mondlane hoje. As estátuas, que eu saiba, em qualquer Estado, não são da pertença da família.”

Para além de se apontarem falhas na concepção da imagem real do arquitecto da unidade nacional, outras críticas têm a ver com a má colocação da estátua e o local, que se entende não constituir praça.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê bom tempo em quase todo o país, para o dia 09 de Outubro. Entretanto, há pequena possibilidade de ocorrência de chuviscos ao longo da província de Maputo, Gaza e Inhambane, a sul, e províncias de Cabo Delgado e Niassa, a norte do país.

As temperaturas máximas previstas variam de 28 a 30º C, nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala. Para as províncias de Tete, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado as máximas previstas são de 28 a 30º.

O INAM continua a monitorar o estado do tempo. Assim, apela-se à população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes.

 

Cinco indivíduos, dos quais duas professoras e três estudantes, estão detidos, na cidade de Xai-Xai, por, alegadamente, terem sequestrado uma menor de 10 anos de idade, à porta da Escola Primária Anexa do Instituto de Formação de Professores Eduardo Mondlane, no posto administrativo de Ndambine 2000, em Gaza.

“Confirmo que foi um sequestro, e a menor foi levada para a zona de Macanwine, na praia. Confesso que não conhecia o local, mas tive orientação da minha irmã para comprar bolachas, sumos e dois pães para alimentar a menor”, explicou um dos detidos.

Entretanto, questionados sobre seu envolvimento no caso, as supostas mandantes optaram pelo silêncio. Em sua defesa, dois dos indiciados disseram estar implicados no crime, sem culpa, e explicam que os seus dados foram usados à revelia, pelos raptores para o registo do contacto usado para exigências dos valores de resgate junto à família da menor.

“Apoderam-se dos meus telefones para falsificar os dados. Quero que elas falem a verdade, porque não as conhecemos nem elas nos conhecem”, terminou o indiciado.

Já o último indiciado, confessou e descreveu o roteiro do crime e, que pelo serviço receberia 50 mil Meticais.

O Serviço Nacional de investigação Criminal (SERNIC) em Gaza esclarece que os raptores exigiram 500 mil Meticais pelo resgate. Zaqueu Mucambe apontou que decorre investigação, para apurar o paradeiro da viatura usada no crime, assim como outros possíveis envolvidos.

“A criança foi resgatada no bairro B Macanwine. Eles teriam arrendado uma casa. É deste local que emitiam pedidos de resgate, no valor de 500 mil Meticais. As mentoras deste crime são professores”, por sinal colegas da mãe da vítima, concluiu o porta-voz.

A menor de 10 anos, raptada no dia 3 de Outubro, em Xai-Xai, já se encontra em convívio familiar e goza de boa saúde.

Morreu, na segunda-feira, o antigo Juiz Conselheiro do Conselho Constitucional, Orlando António da Graça, aos 82 anos de idade.  A informação foi tornada pública em uma nota de condolências do Conselho Constitucional. 

Orlando António da Graça nasceu em Quelimane, Província da Zambézia, a 14 de Maio de 1942. É formado em Direito pela Universidade Eduardo Mondlane e iniciou as suas funções no Conselho Constitucional no dia 3 de Novembro de 2003, até 20 de Agosto de 2014, tendo terminado dois mandatos.

Além de ter sido advogado, foi Deputado e Membro da Comissão Permanente da Assembleia da República, de 1994 até 1998. Foi também jurista na Direcção Nacional de Impostos e Auditoria, coordenando a Revista Fiscal, da qual foi Director (1989 a 1992).

 

Seis pessoas morreram e outras cinco ficaram gravemente feridas num acidente de viação que ocorreu na noite de domingo, na cidade da Matola. Testemunhas apontam o consumo de álcool e o excesso de velocidade como as causas do sinistro.

A noite de domingo foi trágica na cidade da Matola. Um acidente de viação matou e feriu pessoas no bairro Matola “A”, na paragem conhecida como BIC.

O sinistro resultou do embate entre duas viaturas, que faziam o sentido Cidade de Maputo-Cidade da Matola, e uma delas despistou-se, tendo colhido de surpresa as pessoas que se encontravam a vender e à espera de transporte público.

Com um profundo suspiro, voz trémula e ainda em choque, Celeste António descreve o que viu no local do acidente.

“Eu estava sentada na minha banca a conversar com o meu filho mais velho e vimos dois carros a virem em alta velocidade e colidiram. Um deles perdeu a direcção e, na paragem, havia dois vendedores. As outras pessoas, que ficaram feridas, estavam a caminho da paragem e a acompanharem-se”, contou Celeste António, uma das vendedeiras que escapou do acidente.

Depois disso, ela só viu pessoas estateladas no chão, algumas mortas e outras feridas. Celeste escapou por um golpe de sorte. “Depois de verem o carro a seguir para a direcção de onde eu estava sentada, algumas pessoas tentaram fugir para salvarem as suas vidas, mas morreram. O facto mesmo é que o carro perdeu a direcção e, pelo que vi, eram 11 pessoas”, revelou Celeste António.

Quem também escapou por um golpe de sorte foi uma adolescente que fala na condição de anonimato. “De repente, ouvi barulho de carro quando quer travar e, quando olho para frente, só vejo pessoas a correrem. Eu levantei e comecei a correr, também, e caí no chão. Quando me levanto, vejo pessoas ao redor. Vi muitas pessoas caídas e feridas. Tentam levantar uma senhora e a perna dela caiu. Muita gente estava gravemente ferida”, narrou a adolescente.

Segundo testemunhas no local do acidente, houve mais mortes porque o socorro chegou tarde. “Nós tentamos ligar para as linhas de apoio, mas não houve sucesso. Quando pensamos em ligar para TRAC, atendeu a nossa ligação e trouxe-nos uma ambulância, mas era pequena para o número de feridos. Conseguiram levar os que estavam gravemente feridos. Depois, chegaram carros da polícia e levaram as outras pessoas, mas muita gente morreu porque não houve socorro”, observou Edilson, testemunha no local do acidente.

Presume-se que o consumo de álcool e excesso de velocidade estejam na origem do acidente.

“Houve um despiste, porque o carro estava em alta velocidade. Tudo dava a entender que os jovens estavam sob efeito de álcool. Tinham garrafas de cerveja no carro. A viatura tentou evitar o embate, mas falhou e deu umas reviradas e foi parar numa árvore”, referiu Arnaldo Mathe, também testemunha.

No local, há uma placa que proíbe a venda e nunca fez muito sentido como agora.

“Vamos tentar encaixar-nos noutro lado. O acidente que aconteceu foi muito grave. Nós perdemos os nossos produtos. Já não temos nada. Ainda não sabemos quando é que voltaremos”, avançou uma vendedeira.

As vítimas do acidente de viação deram entrada no Hospital Provincial da Matola.

“Foram, no total, 11 pacientes, dentre os quais, há seis óbitos. Três óbitos foram extra-hospitalares e três foram intra-hospitalares, pelo seu estado de gravidade. Foi feita a tentativa de reanimação e todas as medidas estavam ao nosso alcance, mas sem sucesso. Temos três internamentos no Hospital Provincial da Matola e duas transferências para o Hospital Central de Maputo”, revelou Vinício Muchave, médico do Hospital Provincial da Matola.

O jornal O País sabe que o condutor da viatura causadora do acidente é um jovem de 20 anos de idade, que fugiu, depois do ocorrido, sem prestar socorro às vítimas.

O comandante-geral da PRM justifica que a Polícia não se organiza em associações e, por isso, considera a AMOPAIP ilegal.

Silêncio total! Buzinas e caravanas pararam, o país está em pausa e reflete sobre em quem vai confiar o voto no dia 9, cada vez mais próximo. A Polícia deverá garantir segurança e proteção neste dia importante. Este era o tema central da formatura da Unidade de Intervenção Rápida, que o Comandante-Geral da PRM dirigiu, na manhã desta segunda-feira, na capital do país. Mas, no discurso de Bernardino Rafael, fez entender que não reconhece a Associação Moçambicana dos Polícias, (AMOPAIP).

“Nós não estamos organizados em associações, aliás, as Forças de Defesa e Segurança são proibidas, constitucionalmente, de se organizar em associações. Aquela Associação não representa a Polícia. A Polícia não se organiza em associações”, afirmou.

O Comandante-geral da PRM acrescentou, na sequência, que considera também, fora da lei, que a AMOPAIP use símbolos da Polícia.

“Não é quando ser expulso, ou quando ser exonerado, ficar descontente e criar associações(…) Usar emblemas da Polícia é ilegal, porque a Polícia usa emblemas dentro da farda. Não é pegar coletes ou qualquer coisa e timbrar cores da Polícia”, concluiu Bernardino Rafael.

Na formatura geral desta segunda-feira, Bernardino Rafael deixou instruções sobre a protecção e garantia da ordem pública no dia de votação e fez saber que “haverá réplica das formaturas de desdobramentos dos efectivos para as mesas de votação”.

Uma mulher está detida, acusada de tentar vender os próprios filhos, na cidade de Tete. As duas crianças seriam vendidas por um milhão de Meticais.

A acusada tem trinta e seis anos de idade e foi detida na semana passada, através de uma denúncia, quando, supostamente, pretendia negociar a venda dos menores. No entanto, a indiciada nega as acusações e alega que era apenas uma brincadeira.

O irmão da indiciada disse estar preocupado com a atitude da irmã e alega que a mesma nunca demonstrou comportamento desviante. “Esse tipo de negócio, ela nunca fez, mesmo lá na zona onde ela vivia. É uma senhora que está a sofrer e não tem nada, mas nunca fez isso”, afirmou.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Tete diz não haver dúvidas de que a mãe pretendia vender as duas crianças.

“Segundo ela, estava a sofrer, por causa da extrema pobreza que a assola. Uma vez conseguido este negócio de vender os seus filhos, poderia melhorar as suas condições de vida. Depois desta informação, o SERNIC accionou as suas linhas operativas, o que culminou com esta detenção, em flagrante e delito”, disse Celina Roque, porta-voz do SERNIC em Tete.

Celina Roque acrescentou que o SERNIC está a trabalhar para localizar o suposto comprador e outros integrantes envolvidos na negociação.

Ainda nesta segunda-feira, o SERNIC apresentou agentes de uma empresa de segurança privada, acusados de roubar uma viatura da mineradora Vulcan. A viatura já foi localizada e entregue à empresa.

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