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O País – A verdade como notícia

O contrato entre a empresa sul-africana e a LAM chegou ao fim. A Fly Modern Ark tinha como missão revitalizar e tornar a companhia de bandeira mais competitiva no mercado.

Um ano e meio depois, a relação entre a Fly Modern Ark e a Linhas Aéreas de Moçambique chega ao fim.

Através de um comunicado, datado de 19 de Setembro, a direcção da LAM refere que  houve esforços da empresa sul-africana no restabelecimento do funcionamento regular da empresa, mas não avança outros detalhes sobre o término da ligação.  

A Fly Modern Ark foi contratada, em Fevereiro do ano passado, e o anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala.

A empresa sul-africana tinha como missão fazer mudanças profundas num contexto em que a companhia de bandeira enfrentava vários problemas na sua gestão.

Apesar da intenção de reestruturação que a LAM pretendia, a empresa ainda não apresentou os resultados para os quais a FLy Modern Ark foi contratada, numa altura em que ainda se debate com as constantes avarias das aeronaves, atrasos e cancelamentos de voos. 

Mais um caso insólito foi registado na cidade da Beira, província de Sofala. Indivíduos ainda desconhecidos desenterraram o corpo de uma adolescente, de 17 anos, sepultada ontem. Os autores deste acto teriam mantido relações sexuais com cadáver e depois o  abandonado. 

O caso chocou a comunidade do bairro Chamba, registado no cemitério privado com o mesmo nome. Na tarde de ontem, uma família sepultou uma parente de sexo feminino. A cerimónia fúnebre decorreu normalmente. 

Nas primeiras horas desta sexta-feira, um dos coveiros do cemitério deparou-se com um cenário assustador, típico dos filmes de terror, mas era uma realidade. A campa estava aberta e o caixão que vazio.  

Os coveiros chegaram a pensar que o corpo tivesse sido removido para outro lugar, mas num olhar atento viram o corpo há menos de dois metros do local.

Familiares e a comunidade em geral acreditam que o acto possa estar relacionado a superstições.

Os cemitérios privados da cidade da Beira não têm guarda e o chefe do posto de Inhamízua, onde ocorreu este acto, defende a necessidade de se alocar policias comunitários nos mesmos.

 

O Presidente da República conferiu posse, hoje, ao reitor e vice-reitores da Universidade Pedagógica de Maputo. São eles Jorge Ferrão, que é o dirigente máximo da instituição, José Castiano e Gustavo Djedje, que passam a coadjuvar o reitor. Ferrão e Castiano foram reconduzidos aos cargos, depois de o titular máximo da UP Maputo ter chegado ao cargo em 2016 e o vice, com quem vinha trabalhando, ter sido indicado em 2019.

No seu discurso, o Presidente da República, Filipe Nyusi, disse que o ensino superior em Moçambique deve trazer soluções práticas para os reais problemas que afectam o país. Nyusi chamou atenção aos empossados para que a sua liderança esteja alinhada à legislação em vigor. 

Já o empossado Jorge Ferrão disse que a transição tecnológica já iniciou, mas agora é a hora de trabalhar de modo que a UP Maputo esteja no mesmo nível de qualquer universidade internacional. Além disso, disse que é preciso trabalhar a questão de infra-estruturas, para que a instituição possa receber mais estudantes. 

Ferrão acrescentou também que a universidade deve continuar a exercer o papel de “farol da sociedade”, trazendo soluções para os problemas do país. 

Jorge Ferrão venceu a eleição interna na UP Maputo para o cargo de reitor com dez votos, contra seis de Bento Rupia Júnior. José Castiano venceu com nove votos contra oito de Benedito Sapane, enquanto Gustavo Sobrinho Dgedge venceu com treze votos contra quatro de Manuel Zunguze.

Após a eleição interna, os três dirigentes desta instituição de ensino superior foram propostos ao Presidente da República para comandar os destinos da mesma.

José Castiano é vice-reitor para a área académica e Gustavo Djedje para a área administrativa.

A EN1 ficou, hoje, intransitável por mais de três horas no posto administrativo de Pambarra, no distrito de Vilankulo, província de Inhambane. Populares daquela zona decidiram colocar barricadas e queimar pneus a exigir a expulsão, da comunidade, de um comerciante que supostamente é traficante de órgãos humanos.

Na manhã desta quinta-feira, a mais importante estrada do país, na zona de Pambarra, em Vilankulo, estava com pneus a arder e com troncos de árvores no meio, depois que populares decidiram impedir a circulação de veículos como forma de reivindicar justiça.

É que a fúria popular surgiu pelo facto de há cerca de um mês, um homem que estava a beber num bar daquela região ficou desaparecido, sem dexiar rasto, entetanto, foi encontrado morto na última quarta-feira, sem os órgãos genitais e sem uma das pernas.

Segundo testemunhas, o corpo foi encontrado, sem roupa e com o telefone da vítima perto, mas, curiosamente “não estava em avançado estado petrificado”.

A messma testemunha disse ao “O Pais”, que no local não havia sinais de que a vitima foi morta ali. “Levaram roupa dele e guardavam junto com o telefone, estavam sem os os órgãos genitais e uma perna, e não mataram ele ali, mataram noutro lugar e deitaram ali, porque quando uma pessoa é morta no local, há sinais” acrescentou a testemunha que temos estado a citar.

Entretanto, na manha desta quinta-feira, quando parte da comunidade estava no funeral do homem encontrado morto, uma viatura foi vista na comunidade a carregar crianças.

A senhora Amelia, que vive em Pambarra, disse a nossa reportagem que o filho só nao foi levado graças a intervenção da comunidade. “Eu estava no funeral e me ligaram a dizer que tinham levado meu filho, e colocaram ele no carro, mas a comunidade acudiu e bateram o carro com pedras e de lá dentro tiraram 4 crianças e as pessoas fugiram” revelou a mãe, que por pouco também perdia o filho.

O homem acusado de liderar o grupo de traficantes de órgãos humano é proprietário de um pequeno bar que foi Incendiado pela comunidade, como forma de retaliação.

Alias, a comunidade diz que não quer mais que a referida pessoa viva naquela zona, porque segundo disseram estão cansados desse cenário “Pedimos para ele sair daqui de Pambarra, porque estamos cansados de ver nossos filhos a desaparecer, nós não queremos lhe matar, não queremos nada, queremos apenas que ele saia daqui” disse uma das residentes de Pambarra, visivelmente revoltada.

Esta não é a primeira vez que populares interrompem a circulação na EN1 no distrito de vilankulo.

Em Janeiro do ano passado, a EN1 ficou temporariamente intransitável, depois que populares queimaram pneus e tentaram invadir o posto policial para fazer justiça com as próprias mãos, a um homem também acusado de matar pessoas lara extração de órgãos.

O criminalista Paulo de Sousa não tem dúvidas que houve violação dos direitos humanos e fundamentais na morte de Tomás Evaristo Moniz, jovem que foi supostamente torturado com objecto contundente na cela de uma esquadra na cidade da Beira. De Sousa disse ainda que a Polícia deve ser responsabilizada disciplinar e criminalmente.

O corpo de Tomás Evaristo, indivíduo que terá supostamente morrido numa cela, cinco dias depois de ter sido detido pela polícia, indiciado de criminalidade, evidenciam sinais de agressão. O mesmo apresenta ferimentos horrorosos.

A Polícia alegou que o malogrado foi detido num estado debilitado de saúde, mas o certificado de óbito indica como causas básicas da morte, um trauma com agente contundente e líquido fervente, que lhe provocaram feridas em várias partes do corpo, sobretudo nas costas e pernas.
O criminalista Paulo de Sousa disse que o primeiro passo que devia ser dado é aferir o estado de saúde de Tomás Evaristo antes de ser detido para se ter a certeza do mesmo.

Paulo de Sousa não tem dúvidas que as ofensas à integridade física da vítima são resultado de uma acção humana e que as feridas mostram que são queimaduras do segundo grau.

Lembre-se que, durante três dias, a polícia da segunda esquadra pediu paracetamol aos familiares do malogrado, segundo contaram.
O criminalista disse ainda que o serviço de medicina legal deve indicar, com clareza, as causa da morte e os culpados devem ser responsabilizados.

Por outro lado, De Sousa referiu que se efectivamente a vítima morreu enquanto estava sob custódia policial, este facto afasta a população da polícia.

Refira-se que sobre este caso a PGR irá dar outros detalhes na próxima segunda-feira.

Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alertou para a ocorrência de ventos com rajadas fortes de até 70 quilómetros por hora desde o fim do dia de hoje, 19 de Setembro, até amanhã.

Um comunicado do INAM a que o “O País” teve acesso indica que o fenómeno climático poderá agitar o mar e gerar ondas com altura de até cinco metros.

Adicionalmente, a instituição meteorológica prevê a ocorrência de ventos com rajadas fortes até 60 quilómetros por hora nos distritos costeiros das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, no Sul do país.

Por isso, o INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança, face à ocorrência de ventos fortes.

O Governo conseguiu  tomar o controlo do posto administrativo de Mucojo, na província de Cabo Delgado,  uma zona que foi ocupada pelos supostos terroristas por quase quatro anos. O facto foi confirmado pelo governador da província de Cabo Delgado, Valige Tauabo.

Mucojo fica no distrito de Macomia, na zona  Norte  da província de Cabo Delgado,  e  foi reocupado em Agosto último, depois de uma operação conjunta das Forças Armadas de Moçambique e da República do Ruanda, que apoiam o país  na luta contra o terrorismo, fenómeno que se regista desde 2017.

“Na zona de Mucojo, nós não aconselhamos a população a fazer-se presente neste momento, porque ainda estamos a restabelecer um bom ambiente através das nossas Forças de Defesa e Segurança e as suas congéneres do Ruanda e Força Local. Primeiro, temos de deixar que se faça uma limpeza porque, como podem notar, os extremistas podem não estar lá onde fazem ataques mas podem colocar engenhos explosivos e causarem danos. É esse o trabalho que está a ser feito. É uma limpeza total. Nos próximos tempos, a nossa população vai começar a retornar  a Mucojo”, disse Valige Tauabo.

A população não só não pode voltar a Mucojo porque, além da suspeita da existência de  material de guerra escondido ou abandonado, segundo explicou o governador de Cabo Delgado, o grupo armado continua a protagonizar ataques terroristas o distrito de Muidumbe.

“Com a perseguição que está a acontecer, através das nossas Forças de Defesa e Segurança, Força Local, Força da Tanzânia e do Ruanda, coloca os terroristas encurralados. E, quando passam nas comunidades durante a perseguição, a população denuncia e há uma pronta intervenção das forças para que eles sejam estancados. Nos próximos momentos, vamos ter alguns destes a serem julgados em tribunal para que digam, exactamente, o que estavam a fazer.”

O posto administrativo de Mucojo foi ocupado pelo grupo armado em 2020, depois de um ataque terrorista.

Um funcionário afecto ao Serviço Distrital de Saύde, Mulher e Acção Social, de Ribáuè, em Nampula, foi expulso este ano, devido ao seu envolvimento no desvio e venda de medicamentos do Sistema Nacional de Saύde.

A informação foi tornada pública pela directora do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social de Ribáuè, Isabel Muanga, que indicou que o caso foi descoberto depois de se detectar um desfalque de fármacos no depósito distrital e, na circunstância, o referido funcionário encontrava-se a exercer as suas actividades.

Isabel Muanga repudia este tipo de comportamento e apela para uma maior vigilância no controlo de medicamentos, que são providenciados para diferentes unidades sanitárias do distrito.

Aquela responsável informou que, neste momento, uma equipa de técnicos do sector da saύde tem realizado a supervisão e fiscalização de locais de venda de medicamentos, com destaque para as feiras.

Dois indivíduos estão detidos em Gondola, província de Manica, por extracção e comercialização ilegal de ouro. Junto a eles, foram apreendidos 125 gramas de ouro, 117 800 Meticais, uma motorizada e instrumentos de mineração artesanal.

Há anos que a mineração artesanal é apontada como a principal causa dos problemas ambientais na província de Manica. A prática tem provocado enormes prejuízos à biodiversidade, como a poluição dos rios e cursos de água.

Tendo noção disso, a Polícia em Manica está a “apertar o cerco” contra a extracção ilegal de recursos naturais e, em resultado das suas linhas operativas, deteve, ontem, dois homens que tentavam comercializar 125 gramas de ouro.

“Do trabalho feito, apreenderam-se 125 gramas de ouro, uma moto e 117 mil Meticais”, disse Eunice Faustino, porta-voz da Polícia, que reiterou que “a corporação está implacável quando o assunto é ilegalidade nos recursos naturais”.

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