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O País – A verdade como notícia

Celebram-se, quarta-feira, os 60 anos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. O evento irá decorrer sob o lema “60 anos das Forças Armadas de Defesa Nacional, servindo a defesa de Moçambique e dos moçambicanos”.

Hoje, decorreram os últimos acertos e ensaios militares para a cerimónia, sendo que o palco em que vai decorrer o evento já estava montado e, até ao fim do dia, decorriam os últimos acertos para completar os detalhes desejados.

Alguns participantes, incluindo o ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Artur Chume, subiram primeiro ao palco para fazer os últimos ensaios.
Ao mínimo detalhe, Chume demonstrou parte o que poderá acontecer esta quarta-feira nas cerimónias de celebração dos 60 anos das Forças Armadas de Defesa Nacional.

O Chefe do Estado-Maior General, Joaquim Mangrasse, seguiu os mesmos passos na sua demonstração durante os ensaios finais. Do lado da baía, era possível ver as demonstrações dos meios navais.

O ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, orientou, no passado dia 21 de Agosto, no Quartel-general, em Maputo, a cerimónia de lançamento das celebrações dos 60 Anos do Desencadeamento da Luta Armada de Libertação Nacional, Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

O Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos projecta reabilitar e expandir o sistema de fornecimento de água à vila de Magude, na Província de Maputo, para adequá-lo à actual realidade populacional, escreve o sítio da Rádio Moçambique.

O pequeno sistema está, neste momento, obsoleto, não conseguindo responder ao crescimento populacional, além de não ir ao encontro da qualidade exigida.

O ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos já fez os primeiros estudos que vão culminar com a execução do projecto de reabilitação da infra-estrutura, que, neste momento, está sob gestão de um operador privado.

O administrador de Magude, Lázaro Bambamba, indicou que, em paralelo, as autoridades locais estão a trabalhar com o empresariado local, para a abertura de outros sistemas nos bairros circunvizinhos, visando colmatar a problemática da falta de água.

Um distrito conta, neste momento, com cerca de setenta mil habitantes, dos quais quarenta e cinco mil concentrados na vila.

Operadores privados de transporte marítimo, em Inhambane, decidiram paralisar as actividades devido à suposta concorrência desleal “apadrinhada” pelas autoridades marítimas. Os operadores denunciam um alegado proteccionismo promovido pelo Instituto Nacional de Transporte Marítimos a favor de um operador privado.

Trata-se de homens que decidiram abandonar as embarcações e amotinar-se diante do edifício onde funciona o Instituto Nacional de Transporte Marítimo, para exigir o fim de uma alegada concorrência desleal apadrinhada pelas autoridades.

Em causa está esta embarcação de um operador privado, que, segundo eles, tem privilégios em detrimento de outros que também são privados.

Decidiram parar com tudo porque, segundo eles, desde 2019 que se queixam do proteccionismo promovido a favor de uma embarcação, mas sem nenhuma resposta.

Até ao encerramento desta reportagem, o delegado provincial do INTRANSMAR não atendia às nossas chamadas.

Em Tete, uma mulher de 34 anos foi detida pela polícia, indiciada de assassinar o namorado. A vítima tem 24 anos de idade e é membro das Forças de Defesa de Moçambique. O crime deu-se na passada sexta-feira, quando a indiciada, motivada por ciúmes, decidiu, com ajuda de uma amiga, seguir a vítima numa barraca onde, alegadamente, estava a consumir bebidas alcoólicas com outra mulher.

A indiciada, no entanto, nega ter sido ela quem matou o namorado, alegando que a amiga é que desferiu golpes na cabeça do parceiro durante a discussão.

Por sua vez, a amiga da indiciada, que também se encontra detida, acusada de fazer parte do assassinato, alega ter agido em legítima defesa. A polícia não descarta a possibilidade de o crime ter sido premeditado.

Ainda em Tete, a polícia apresentou um indivíduo de trinta e um anos, indiciado de roubar motorizadas na via pública. Parte das motorizadas recuperadas no último fim-de-semana foram roubadas no recinto de uma unidade policial.

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, diz que a paz é um bem que o país aprendeu a valorizar, apesar de existirem forças externas que implantam desordem através do terrorismo.

Diante de jovens e estudantes da Universidade Eduardo Mondlane, Armando Guebuza foi chamado a palestrar e falou da importância das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Para o antigo estadista, a entrega dos jovens da geração 25 de Setembro, que se dedicaram à conquista da independência, produziu o ambiente de paz que deve ser preservado.

Para Armando Guebuza, “a paz é um bem valioso que o povo moçambicano aprendeu a valorizar. A violência da ocupação colonial em todas as suas formas vexatórias, a Luta de Libertação Nacional, com todo o derrubamento do sangue que implicou, as agressões a que a nação esteve sujeita desde os primeiros anos da independência, tudo isto inculcou nos corações e na mente dos moçambicanos uma vocação ardente pela paz”.
Apesar disto, o antigo estadista diz que a preservação da paz deve ser um trabalho contínuo, afirmando que o país tem vários inimigos que constantemente lutam contra a estabilidade. Na sua visão, a eclosão de uma instabilidade local em Cabo Delgado é um factor que consubstancia a existência de inimigos não declarados contra a independência do país.

“As forças que nunca quiseram que fôssemos livres continuam, embora de outras formas, a não querer que nós sejamos livres. Ameaças como o terrorismo hoje, consubstanciado na guerra em Cabo Delgado desde 2017, a pilhagem dos nossos recursos, o tráfico internacional de drogas, de pessoas e bens, dentre outras ameaças, merecem uma melhor aptidão logística e militar das nossas forças de defesa e segurança e carecem de uma avaliação e estudo permanente. Continuamos a investir no reforço da unidade nacional”, acrescentou Guebuza, falando diante de académicos e pesquisadores.

Armando Emílio Guebuza faz parte do grupo dos jovens moçambicanos que, há 60 anos, desencadearam a Luta de Libertação Nacional, cujo objectivo estava assente na construção do plano da unidade nacional, com guerrilhas e ideias.

No entender de quem dirigiu o país por 10 anos como Presidente da República, a unidade deve ser mais do que palavras ou teoria. “Nunca é suficiente. Não fiquemos satisfeitos com o facto de alguém vir a público e falar de unidade nacional. A unidade nacional não se fala só, sobretudo prática-se, convive-se, aprende-se uns dos outros, uns com os outros. E a unidade nacional é fundamental”, adverte Armando Guebuza.

Com o lema “Progressos e desafios do Moçambique contemporâneo”, a palestra realizada no âmbito das celebrações de 25 de Setembro, dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, faz parte de uma série de actividades organizadas pelo Estado, e cerimónia oficial está marcada para esta quarta-feira, no espaço da antiga FACIM, na capital do país.

No local, está preparada uma exibição e exposição dos trabalhos desenvolvidos pelas FADM, nas suas diversas ramificações de defesa da pátria.

Um homem foi indiciado por matar a sua esposa e, depois, alegar suicídio, em Sussundenga, na província de Manica. O acusado nega as acusações e afirma que a mulher se enforcou, porque estava nervosa.

Acredita-se que seja mais um caso de crime passional, mas o acusado é veemente: “Eu não a matei. Ela ficou nervosa e enforcou-se”.

No entanto, a polícia tem uma visão diferente e acredita que as declarações do homem são apenas para enganar as autoridades.

“A polícia deteve este indivíduo de 25 anos de idade, no dia 15 do mês em curso, em virtude de este, através da força física, ter retirado a vida da própria esposa. Como forma de apagar os vestígios do crime, o mesmo, após perpetrar este acto macabro, levou o corpo da finada, por sinal sua esposa, até uma árvore, próxima da residência do casal e amarrou com uma corda para simular um suicídio”, explicou Eunice Faustino, porta-voz da PRM em Manica.

A prisão do indivíduo já foi legalizada e, agora, aguarda julgamento.

Há escassez de água e falta de corrente eléctrica em Mahubo, município da Vila de Boane, Província de Maputo. O problema afecta cerca de sete mil famílias, parte das quais saíram, hoje, à rua para exigir aqueles serviços. Os moradores chegaram a colocar barricadas na estrada e a polícia interveio para repor a ordem.

A cerca de 46 quilómetros da Cidade de Maputo, capital moçambicana, está Mahubo, um bairro do município da Vila de Boane. Por lá, há famílias aos prantos por conta da crise de água e falta de corrente eléctrica. “Choro por raiva. Choro por ver este assunto. Dói-me muito. Dói-me”, desabafa Amélia Chirindza, com lágrimas nos olhos.

É o choro de quem se sente deixado para trás pelos sucessivos governos municipais da Vila de Boane. “Estamos a pedir. Ajoelho-me para pedir que cuidem de nós em Mahubo. Que cuidem de nós”, suplica, e ela sabe muito bem do que precisa: “Peço, repetidamente, que perdoem. Que nos tragam água e energia. É só isso que pedimos”, sublinhou Amélia Chirindza.

Mas vamos por partes. Comecemos pela água. Os residentes de Jossias Tongogara, Mahubo, município da Vila de Boane, bebem água suja por falta de opções.

E porque não há muitas opções, a solução é descer até este charco de onde se tira a água para quase tudo.

“Aproveitamos essa água do charco para lavar a roupa, beber, cozinhar e tomar banho. É essa água que nos ajuda neste momento de crise”, contou Jorge Ibraimo, residente de Mahubo.

É a água do charco, turva e com lixo à mistura que ajuda todos: os mais velhos e os mais novos.

Com bebé nas costas, Atália desce ao charco, mais uma vez, para buscar o precioso líquido. Ela diz que se desloca até aquele local quatro vezes ao dia. “Preciso de muita água. É que uso para beber, lavar louça, cozinhar e muitas outras coisas. Às vezes, levamos a roupa no charco. Para consumi-la, usamos “certeza”, mas quando acaba, usamos a cinza para purificar a água. Entretanto, muitas vezes, bebemo-la assim mesmo”, narrou Atália, também residente de Mahubo.

E porque usam assim mesmo, os residente de Mahubo estão vulneráveis a muitas doenças.

“Há doenças que surgem. Eu que falo, estou doente. Contraí uma doença que desconheço. Desde que foi interrompido o fornecimento de água, é esta que bebemos. Agora, tenho tuberculose. Estou a tomar comprimidos cuja origem desconheço, por conta da tosse”, revelou Amélia Chirindza, moradora de Mahubo.

Até do céu, estes moradores buscam solução para o problema da água. “É para podermos captar a água da chuva, caso chova, porque não há água. Às vezes, ficamos duas semanas sem jorrar nas nossas torneiras. Temos, de facto, o problema da água. Mesmo agora, não temos água dentro das casas. Temos de procurar. Tudo isto está connosco aqui, em Mahubo. Não sabemos como fazer”, explicou Clementina Mathe, residente de Mahubo.

Segundo apurámos junto do Município da Vila de Boane, há crise do precioso líquido em Mahubo devido a uma avaria no sistema que abastece a zona, provocada pelas últimas chuvas, que inundaram a autarquia.

Aliada à questão da água, os moradores de Mahubo ressentem-se da falta de corrente eléctrica e foi isto que fez com que colocassem barricadas na estrada, exigindo o que consideram seus direitos.

Por quase quatro horas, esta estrada estava bloqueada. Os residentes de Mahubo estavam em manifestação, exigindo corrente eléctrica.
“O que estamos a pedir, é nosso direito. Não por nenhuma maldade. Então, vamos ajudar a Frelimo para que também possa ajudar-nos. Nós queremos energia e chega de promessas. Já estamos saturados. Queremos energia em Mahubo”, disse Gerson Mandlate, num tom revoltado.

Horácio José acrescenta o porquê de colocarem barricadas na estrada. “Nós fizemos isso para chamar a atenção do Governo para eles virem resolver a situação de energia. Chegaram polícias aqui e começaram a disparar e com cães. Eles levaram um dos jovens que estava connosco na marcha. Bateram o jovem e meteram-no no carro”.

Depois de deter, por algumas horas, o chamado cabecilha da manifestação, a Polícia removeu as barricadas da estrada e foi restabelecida a circulação normal de viaturas.

O jovem, ora detido, diz não entender o porquê daquela acção da Polícia.

“Nós estamos aqui (Mahubo) porque estamos a lutar pelos nossos direitos. Temos falta de energia e de água. Pedimos a quem é de direito e estamos sem resposta e hoje começamos a guerra pelos nossos direitos. Chegaram polícias dispararam. Pegaram-me. Rasgaram minha camisa e deixaram-me com escoriações no braço. Levaram-me até Mahubo 10 e voltei para casa”, descreveu Alfredo Muchanga, um dos manifestantes que tinha sido detido.

A crise de água e falta de corrente eléctrica em Mahubo estão a afectar cerca de sete mil famílias em Mahubo.

Contacto pelo “O País”, o município da Vila de Boane não quis dar entrevista, mas reconheceu que a reclamação dos residentes é legítima e que, nos próximos dias, poderá ter solução.

Uma jovem sequestrada escapou do cativeiro após estar fora do convívio familiar durante um dia. A vítima conta que, após conseguir escapar, levou a polícia para o local, mas nada foi feito. As autoridades continuam a investigar. A jovem vive em KaTembe, onde ocorreu o crime.

São relatos de quem viveu dias nas mãos de um grupo de sequestradores na cidade de Maputo. Matilde é nome fictício que passamos a atribuir à jovem residente no bairro Nkasane, no distrito municipal KaTembe, sequestrada há dias, na avenida Guerra Popular, no centro da cidade.

A vítima conta que pretendia chegar, pela primeira vez, ao bairro Intaka. Em busca de um transporte, chegou primeiro uma “boleia paga”. Já ao longo da viagem, Matilde descobriu que não era a única vítima que havia caído nas mãos de malfeitores.

“Eu pretendia chegar ao bairro de Intaka, saindo da baixa da cidade. Uma vez que não consegui uma chapa directo, apanhei uma boleia de um senhor que disse que ia até Boquisso. Subi juntamente com uma moça que disse que me iria mostrar. Entrámos no carro e seguimos em direcção a Mavalane. De repente, a moça que já estava no carro começou a reclamar alegando que a direcção que levávamos não era a certa. Ela começou a reclamar, mas o carro não parou, ele (o condutor) negou. Nós começámos a gritar e um deles, aquele que estava atrás, tirou arma e disse que tínhamos de fechar as bocas”, relata a jovem em prantos.

Após ficar clara a intenção dos sequestradores, Matilde conta que perdeu a consciência e só acordou no interior de uma residência, onde os malfeitores obrigaram os jovens a mandarem mensagens aos familiares para enviarem valores de resgate. A família de Matilde não teve disponibilidade imediata dos valores e a jovem conta que viu algumas jovens a serem soltas à medida que os familiares enviavam os 45 mil Meticais ou metade do valor.

Matilde relata, ainda, que “as famílias de duas moças mandaram metade do valor e foram soltas e, naquela noite, só ouvimos os senhores a dizerem que tinham de sair, porque haviam encontrado mais duas moças e tinham de sair para ir buscá-las. Então, entraram no carro junto com eles, aquelas duas que já haviam mandado o valor. Taparam-lhes com um pano preto e, do nada, caíram. Quanto a mim, a minha família disse que continuava à procura dos valores”.

A mãe de Matilde só recebeu a informação após algumas horas. Segundo ela, a família tratou de participar o caso à polícia local, que prometeu dar seguimento, mas Matilde viria a escapar das mãos dos malfeitores, graças à sua esperteza no momento em que teve oportunidade de sair para um ATM, a fim de tirar dinheiro para pagar pelo seu resgate.

“Consegui mentir para eles dizendo que o dinheiro que pretendiam estava comigo, no cartão, e que só eu devia levantar no ATM. Quando saímos de lá, um deles disse-me que devia agir como se fosse sua namorada. Durante a caminhada, consegui despistá-lo e correr e pedir socorro”, conta a jovem.

Matilde é um dos vários casos que têm vindo a ganhar espaço no distrito de KaTembe e não só, e a população questiona a ausência de quem deve garantir ordem e segurança.

“Temos vizinhos que foram raptados, crianças, tantos adultos… recentemente, um senhor foi vítima deste grupo, foi raptado e, quando a família disse que não tinha valores, eles tiraram-lhe a vida. Aqui, em KaTembe, estamos numa situação muito chata e caótica. Precisamos da polícia, que eles nos apoiem. Esses bandidos andam com pistolas. Quem são eles até conseguirem pistolas?”, questiona a tia da vítima.
Para o criminalista Paulo Sousa, o actual fenómeno que faz vítimas crianças e jovens e com valores insignificantes para o resgate, pode ser fruto da ausência dos elementos de segurança.

Segundo Sousa, “esta classe, mais mínima, mais razoável, entendeu a insegurança, entendeu essa fragilidade. Portanto, por haver essa exposição da vítima, aproveitam-se. Dentro da teoria da propriedade social, integram-se estes factores: a exposição da vítima, a ausência de políticas efectivas de reacção à segurança, que se sente que eles estão embalados, aspecto relativo à ausência de postos de trabalho ou desemprego na camada juvenil”.

Outro aspecto levantado pelo criminalista tem a ver com o facto de a polícia não estar a conseguir contrapor as acções dos criminosos, ao mesmo tempo que afirma que a polícia deve tomar posição e procurar antecipar-se perante as acções dos criminosos, não o contrário do que vem acontecendo.

Após escapulir das mãos dos malfeitores, Matilde dirigiu-se à décima oitava esquadra, onde se prontificou a mostrar o local em que foi mantida em cativeiro. A polícia conheceu o local, mas até agora diz continuar com as investigações.

Estão detidos nas celas da 18ª esquadra da PRM, na Cidade de Maputo, dois indivíduos, acusados de tentar sequestrar um moçambicano de 34 anos de idade, no fim-de-semana, no bairro de Aeroporto. A polícia acredita que se trata do mesmo grupo que tem criado pânico em KaTembe, tendo recentemente matado um jovem, cuja família não conseguiu pagar 50 mil Meticais para o resgate.

A insegurança e o risco de ser raptado parece existir em todo o lado, na Cidade de Maputo. Na manhã de sábado, um indivíduo de 34 anos de idade terá apanhado uma boleia no bairro do Aeroporto, com o destino ao bairro 25 de Junho. Ao longo da viagem, soube que afinal se tratava de um crime. O grupo não é confesso.

“Ao curvar na zona da paragem 007, encontrámos um indivíduo parado próximo à linha feira e pediu-nos boleia. Disse que ia até ao bairro 25 de Junho socorrer a esposa, teve problemas da sua viatura na via pública. Ao passar Vulcano, próximo à sucataria, apertam pescoço ao jovem por um dos amigos que estava no banco traseiro. Procurei saber o que estava a acontecer, sem sucesso. Foi quando dei conta da presença da polícia nas proximidades, imobilizei a viatura e foi daí que o outro jovem (que apertou o pescoço) se colocou em fuga”, explicou um dos indiciados.

Igual ao seu companheiro do par de algemas, outro suposto sequestrador também “sacudiu o capote” e declarou-se inocente.
“Eu nunca sequestrei ninguém, em toda a minha vida. Estou aqui (detido) por ter este amigo, mais conhecido por Coronel. Nunca me meti nesta vida”, defendeu-se o indiciado.

A porta-voz da PRM na Cidade de Maputo, Marta Pereira, diz que a vítima foi salva graças à pronta intervenção de agentes na via pública.

“Pediram para ele tirar todos os seus pertences e, quando a vítima se apercebeu desta situação, tentou lutar com os cidadãos, mas, porque eram três, conseguiram o mobilizar e informaram-no que pretendiam entregar um dos telemóveis para que pudesse ligar à sua família a comunicar que precisavam de um valor para o resgate e, quando a vítima se apercebeu da presença policial nas proximidades da direcção que tomavam, teria conseguido abrir a porta e pedir socorro, tendo os agentes da polícia entrado em perseguição com a viatura até à sua imobilização”, apontou a porta-voz da PRM na Cidade de Maputo.

Marta Pereira acredita que este grupo pode estar ligado aos crimes que têm estado a ocorrer em KaTembe.

“Pode-se tratar desses cidadãos que têm protagonizado essas ações ao nível da Cidade de Maputo, porque outrora nós tivemos informações que acabaram culminando em um homicídio em KaTembe. Do jeito que ocorreram estas incursões, é o mesmo modus operandi que os mesmos protagonizaram”, disse Pereira.

A PRM fez saber, ainda, que está reforçada a segurança no bairro Polana Caniço B, próximo ao campo de golfe, onde foram assassinadas duas pessoas nas últimas duas semanas.

“Reconhecemos a questão da criminalidade que culminou com dois homicídios, e não seis, conforme referenciaram os munícipes do bairro da Polana Caniço “B”, porque quando se trata de situação de corpos em locais de crime, o SERNIC tem feito o seu trabalho de remoção destes corpos e há também um registo que se faz em termos de óbitos. São situações que a polícia reconhece, são fragilidades que ocorreram e que, por meio disto, a polícia acabou por fazer um trabalho de reforço de policiamento naquele bairro, e, neste momento, verifica-se uma tranquilidade naquele ponto da cidade da capital do país”, tranquilizou a porta-voz.

Na ocasião, foi igualmente apresentado um falso procurador que burlou 40 mil Meticais a uma família, com promessas de facilitar a soltura de uma pessoa que estava na cadeia.

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