Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Estado gasta 16 milhões e oitocentos mil Meticais por dia para alimentar reclusos em todo o país. Actualmente, as cadeias têm um total de 24 mil reclusos, e cada um gasta pelo menos 700 Meticais só para se alimentar.

São contas que, segundo a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, sufocam o orçamento do Serviço Nacional Penitenciário.

“Se nós contabilizarmos o que vamos gastar, hoje, para alimentar a nossa população recursória, são 700 Meticais por recluso, isso multiplicado por 24 mil. É muito dinheiro, sem contar com a responsabilidade de ter de garantir que tenham saúde, uniforme como deve ser, garantir que haja energia, água e tudo mais. É uma máquina muito pesada”, apontou a ministra da Justiça.

Para mudar a situação, Helena Kida diz que as penitenciárias têm estado a apostar na produção de alguns alimentos, de modo a garantir sustento dos reclusos sem gastar muito dinheiro.

“O esforço que nós temos de fazer, como sector, é tentar depender menos possível do orçamento do Estado, e é por isso que nós temos estado a desenvolver actividades no âmbito do próprio SERNAP, que é a produção do próprio alimento, mas com a preocupação de criar sem precedentes, de modo a irmos buscar da nossa produção aquela receita que vai ajudar-nos a manter a nossa população recursória”, disse.

Por outro lado, a ministra diz que está preocupada com o facto de o número de reclusos estar sempre a aumentar, apesar dos indultos que o Presidente da República tem concedido todos os anos.

“Todos os anos, há indultos concedidos pelo Presidente da República e, normalmente, têm sido pouco antes do Natal, mas existe um fenómeno que nós temos de estudar. É verdade, sim, que saem, mas parece que se multiplicam quando voltam. Então, temos de ver o que é que está na origem, porque, algumas vezes, são aqueles que saíram e, normalmente, são aqueles que têm penas mais brandas. Então, porque é que saem e voltam?”, questionou.

Só em 2023, o Presidente da República indultou 897 reclusos.

Agentes da Polícia da República de Moçambique afectos à segunda esquadra, na cidade da Beira, foram acusados pela Procuradoria-Geral da República de homicídio agravado, na sequência da morte de um suposto criminoso numa cela. O processo-crime já está em curso e o Ministério Público confirmou que Tomás Evaristo morreu vítima de maus-tratos, quando estava sob custódia policial.

É mais um episódio de um caso que culminou com a morte de um detido numa esquadra, na cidade da Beira. Treze agentes foram, para já, constituídos arguidos e outros poderão, também, responder a processos neste caso.

O Ministério Público acrescentou que os outros detidos, que estavam na mesma cela com a vítima mortal, Tomás Evaristo, já foram todos ouvidos.

“Este processo encontra-se na Secção de Instrução Criminal do Ministério Público e corre os seus trâmites legais. Mais agentes poderão vir a ser constituídos arguidos. O processo ainda está aberto”, disse Joaquim Tomo, porta-voz da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Tomo disse, ainda, que os outros detidos que se encontravam na mesma cela com a vítima mortal já foram ouvidos, tendo os mesmos colaborado com as autoridades.

A Procuradoria-Geral da República diz que, “até aqui, os elementos indicam que o indivíduo foi seviciado nas celas da segunda esquadra na noite do dia 13, nas celas da segunda esquadra. Ele perdeu a vida a caminho do hospital, mas o sofrimento foi-lhe infligido nas celas da segunda esquadra. As feridas foram-lhe infligidas nas celas da segunda esquadra”.

A PGR desencoraja a polícia de agir de forma violenta com criminosos. “Não é permitido que se torture um cidadão em virtude de ter cometido um crime. Isso é linchamento”, adverte a PGR.

A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos diz que há algumas exigências dos juízes que não poderão ser respondidas com urgência, porque o Governo não tem dinheiro para o efeito. Helena Kida diz que a garantia da segurança dos magistrados poderá ser avaliada caso a caso, mas o diálogo continua, para evitar que a greve se concretize.

Os juízes decidiram não avançar com a greve anunciada para 9 de Agosto passado, dada a abertura do Governo para negociações face às reclamações dos magistrados.

Esta quinta-feira, a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, disse que, apesar de o diálogo estar a decorrer, há questões que não poderão ser resolvidas imediatamente, devido à falta de orçamento por parte do Estado.

“Claro que [em relação a] algumas das reivindicações, chegamos à conclusão de que não são de resposta imediata pronta, não podem ser respondidas de imediato. Vou dar exemplo: a greve tinha sido anunciada para Agosto, numa altura em que o orçamento já tinha sido aprovado, e resolver questões de cariz meramente financeira requer orçamento. Havia, também, algumas reivindicações como melhores condições habitacionais, o que significa que temos de comprar ou teríamos de construir, e leva o seu tempo”, disse a ministra da Justiça.

Uma das preocupações levantadas pelos magistrados é a sua segurança. Sobre este ponto, a ministra disse que o Governo está a estudar uma forma de destacar polícias de protecção para o efeito ou distribuir armas aos juízes, sem desviar o arcenal destinado a combater o terrorismo em Cabo Delgado.

“Uma coisa é o direito de porte de arma, que os magistrados têm, e a outra seria saber qual é esta entidade que tem a obrigação de alocar as armas. Depois, estamos a olhar, também, para uma situação daquelas que não se podem ignorar, que é a instabilidade em Cabo Delgado. Se nós tivermos de assumir que aqueles [soldados] que têm armamento teriam de ceder este armamento para os magistrados, porque a Polícia da República de Moçambique e as Forças Armadas de Defesa e Segurança têm armas de guerra, mas as armas que devem ser adquiridas para a protecção dos magistrados devem ser de protecção individual. Então, temos de discutir melhor, para saber qual a melhor solução entre alocar um ADC que tem arma, mas dar arma, também, ao magistrado, qual seria a quantidade de armas só para este fim”, explicou Helena Kida.

A ministra da Justiça falava esta quinta-feira, na Cidade de Maputo, à margem da abertura da Conferência Nacional Religiosa. No evento, Kida enalteceu o papel das igrejas na manutenção da paz no país.

A sétima Conferência Nacional Religiosa realizou-se sob o lema “Confissões Religiosas, Unidas na construção de uma cultura de paz em Moçambique”.

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê a ocorrência de calor intenso, caracterizada por tempo muito quente e húmido com temperaturas máximas que poderão variar de 36 a 39 graus centígrados.

A vaga de calor vai ocorrer esta quinta-feira, nas províncias de Maputo e Gaza. Adicionalmente, prevê-se a ocorrência de ventos com rajadas fortes, trovoadas e aguaceiros locais, no fim do dia.

Face ao desconforto causado pelo calor intenso, o INAM recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança.

Um jovem está a contas com a polícia, na cidade de Chimoio, província de Manica, indiciado de ter matado a sua própria mãe. O indiciado diz estar arrependido de ter cometido o crime, revelando que vivia em constantes discussões com a finada até chegar a ponto de a espancar até à morte.

O indiciado diz, ainda, que perdeu emprego e teria sido um amigo quem montou o esquema, por via de magia negra. A mãe defendia o tal amigo, por isso, justifica, a espancou até à morte.

A neta da malograda, Júlia Martinho, mostrou-se estupefacta com o crime hediondo e disse não perceber os motivos que terão motivado o mesmo.

Segundo Martinho, o indiciado sofre de perturbações mentais, tendo avançado que este terá ateado, em Agosto, fogo à sua própria casa.

“Não sei o que realmente terá acontecido com a minha avó. Eu estava em minha casa e recebi informações sobre a morte dela. Telefonaram-me à noite. Fui para lá e contaram-me que foi agredida até à morte pelo seu filho”, contou Júlia Martinho.

A polícia diz que encontrou a vítima em vida e que a mesma veio a perder a vida no leito hospitalar.

“Devemos a denúncia. Fomos ao terreno e detivemos o jovem. Decorrem trabalhos para averiguar as principais causas desta morte”, frisou a oficial de imprensa no comando provincial da PRM, em Manica, Eunice Faustino.

Segundo Eunice Faustino, “estamos perante um crime de ofensas corporais. Foi instaurado um processo-crime e o indiciado será levado à barra da justiça. Sobre a situação de sua saúde, porque os familiares dizem que o indiciado sofre de alguma perturbação mental, é parte da investigação e os resultados médicos poderão trazer a verdade dos factos”.

Eunice Faustino apela à população para continuar a trabalhar com a polícia no combate à criminalidade.

A denúncia, segundo a oficial de imprensa, é a melhor estratégia para prevenir mal. Eunice Faustino aconselha a população a não enveredar pela violência como forma de resolver qualquer briga dentro ou fora da família.

“Isso mostra que a violência não é a melhor forma para resolvermos qualquer problema. Devemos recorrer ao diálogo ou mesmo às instituições vocacionadas para a resolução de conflitos e evitarmos o cometimento de crime”, acrescentou Eunice Faustino.

Com uma nova imagem, a estátua do arquiteto da unidade nacional, Eduardo Mondlane, passou a vigorar na lista das praças turísticas do país. Se antes já atraía nacionais e estrangeiros, o local conheceu uma requalificação à altura da figura que representa. 

Ostentando as cores verde, bronze e creme, a praça digital alberga, para além da imagem do primeiro presidente da Frelimo, a história de Eduardo Mondlane estampada em tabuleiros de mármores. A tecnologia instalada permite aceder a uma série de documentos e factos históricos através de um simples scanner.

Inaugurada na manhã desta quarta-feira pelo Presidente da República, a praça digital é a melhor forma de imortalizar os feitos do organizador do grupo de jovens voluntários, que desencadeiaram a luta de libertação nacional, na visão da Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula.

Segundo a ministra, “Este monumento foi, entre vários aspectos que serão mencionados em breve por sua Excelência o Presidente da República, pensado de forma a atrair o turismo, e é por isso que optámos por este modelo, este modelo de trazer uma estátua onde os  nossos turistas possam também fazer fotografias com o nosso primeiro herói nacional. Optámos por esta praça digitalizada na medida em que, as pessoas podem vir e através do QR Code, que está em todas as placas informativas, as pessoas podem aceder a mais informação sobre o Presidente Eduardo Mondlane”. 

A família Mondlane representada pelos filhos, Nyeleti e Eduardo Mondlane Júnior, caracteriza o facto como sendo de grande importância e de reconhecimento da dedicação do seu pai na causa nacional. 

“É um momento importante para a família Mondlane, para essa próxima etapa em que estamos a embarcar como país, nesse momento de grandes mudanças que serão caracterizado pela escolha de um novo presidente”, disse Mondlane Júnior.

O engenheiro da obra, Celso Nícolas explicou que foram montados na praça cinco placas didáticas, colocadas em lápides de betão com mármore, além de várias lâmpadas na parte frontal. Foi também colocada uma base em betão para que a estátua com 6,8 metros de altura permaneça consistente, mesmo com um vento acima de 200 km por hora.

Dentro de dias irá arrancar as obras de requalificação do cruzamento entre as avenidas que deságuam no monumento.

O general na reserva, António Hama Thai, diz que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) estão num bom caminho no combate ao terrorismo. Já Jorge Khalau, antigo Comandante-geral da PRM diz ter certeza que o terrorismo vai acabar.

À margem das celebrações do dia 25 de Setembro, data em que se celebra o Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, o general na reserva, António Hama Thai, apontou para o terrorismo na provincia de Cabo Delgado como um mal que coloca em causa o bem-estar dos moçambicanos.

Ainda assim, Hama Thai disse que as forças moçambicanas estão a trabalhar para acabar com este mal. 

Segundo avançou o general da reserva, é preciso que os militares moçambicanos actuem com o devido conhecimento.“Se as FDM agirem dentro do quadro técnico cientifico-militar podem vencer o terrorismo”.

No entender do antigo Comandante-geral da PRM, Jorge Khalau, o terrorismo é uma mal que vai acabar, até porque, segundo disse, o “Governo está a fazer um grande esforço para acabar com o terrorismo”.

O programa Sustenta, do Governo, pode ter acentuado as desigualdades sociais dos agricultores no país, por ter beneficiado mais os médios em detrimento dos pequenos produtores. A conclusão é de João Mosca, Nelson Capiana e Yara Nova, que lançaram, esta segunda-feira, o livro intitulado “Sustenta: (in)sustentável?”.

Em algumas páginas, os escritores moçambicanos mostram um estudo sobre um dos maiores programas do Governo, com vista ao melhoramento da qualidade de vida das famílias rurais, através da promoção da agricultura sustentável em Moçambique.

Numa sala repleta de académicos e políticos, Rafael Uaiene foi quem teve a responsabilidade de apresentar a obra e, sem rodeios, convidou os autores a darem esclarecimentos.

João Mosca foi quem representou o trio e começou por tecer algumas críticas ao programa que, no seu entender, trouxe algumas desigualdades sociais para os agricultores.

“No estudo que nós fizemos, o Sustenta beneficiava de forma muito desigual um tipo de produtores. Os médios que já tinham tractores, um nível de mecanização e já estavam mais relacionados com o mercado. Eram exactamente os mais priorizados em termos de afectação de recursos. Portanto, isso poderia agravar as diferenças sociais, e essa tendência de agravamento poderia levantar situações de instabilidade social e outras dificuldades”, apontou João Mosca, em representação do trio de autores.

O escritor diz, ainda, que os produtores passaram a focar-se em produzir para vender, além de produzir para comer, o que pode ter comprometido a segurança alimentar em algumas zonas.

“Houve aumento de produção em culturas comerciais como gergelim, soja e milho, mas houve redução em outras culturas alimentares. A pergunta é a seguinte: porque os produtores que têm agora mais rendimento dedicam uma parte desse rendimento para comprar alimentos no mercado? Então, a questão da segurança alimentar pode ser garantida, uma parte, por via do mercado e não só através da autoprodução.

Se os produtores, que têm maior rendimento com o sustento, dedicam os seus rendimentos a outros consumos, então, a segurança alimentar pode ficar comprometida”, disse Mosca.

Sustenta o (in)sustentável já está nas prateleiras de Maputo e oferece uma análise profunda sobre os riscos e benefícios deste programa lançado em 2017 pelo Governo, com vista a catapultar a agricultura e, acima de tudo, controlar os níveis de fome no país.

Celebram-se, quarta-feira, os 60 anos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. O evento irá decorrer sob o lema “60 anos das Forças Armadas de Defesa Nacional, servindo a defesa de Moçambique e dos moçambicanos”.

Hoje, decorreram os últimos acertos e ensaios militares para a cerimónia, sendo que o palco em que vai decorrer o evento já estava montado e, até ao fim do dia, decorriam os últimos acertos para completar os detalhes desejados.

Alguns participantes, incluindo o ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Artur Chume, subiram primeiro ao palco para fazer os últimos ensaios.
Ao mínimo detalhe, Chume demonstrou parte o que poderá acontecer esta quarta-feira nas cerimónias de celebração dos 60 anos das Forças Armadas de Defesa Nacional.

O Chefe do Estado-Maior General, Joaquim Mangrasse, seguiu os mesmos passos na sua demonstração durante os ensaios finais. Do lado da baía, era possível ver as demonstrações dos meios navais.

O ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, orientou, no passado dia 21 de Agosto, no Quartel-general, em Maputo, a cerimónia de lançamento das celebrações dos 60 Anos do Desencadeamento da Luta Armada de Libertação Nacional, Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

+ LIDAS

Siga nos