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O País – A verdade como notícia

Esta segunda-feira, no Hotel Indy Village, Cidade de Maputo, membros do Governo, representados pelos Ministério da Saúde, Educação, Género, Interior, Justiça, e Organizações da Sociedade Civil e parceiros de cooperação, vão debater sobre os grandes desafios para a oferta dos serviços de aborto seguro.

Segundo um comunicado de imprensa, a sessão de debate vai incluir abordagem a questões relacionadas ao transporte de medicamentos abortivos às unidades sanitárias.

Além do debate em si, serão distinguidas algumas figuras emblemáticas na defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, com especial enfoque para o aborto seguro.

Durante o evento, promovido pela Rede de Direitos Sexuais e Reprodutivos (DSR), serão abordados os desafios organizativos, técnicos e logísticos para o acesso pleno aos serviços de aborto seguro em Moçambique.

A actividade insere-se nas comemorações do dia 28 de Setembro, Dia Mundial do Aborto Seguro, sob lema “Solidariedade nos Desafios que persistem na oferta de Serviços de Aborto Seguro”.

Só no ano passado, foram mais de 850 casos diagnosticados no Hospital Central de Nampula, número que representa aumento em cerca de 100%, se comparado a 2021. A gastrite não tem cura e há que devem ser evitados, porque pioram a doença.

Começou com um quadro de dor ardente no estómago sempre que consumia determinados alimentos. Júlia Leonor reporta esse quadro desde 2020. 

“Dói-me o peito, como se estivesse a aquecer por dentro. Principalmente quando como arroz, feijão manteiga, salada de alface e de repolho”.  

Moisés Firmino é outro paciente que reporta o mesmo quadro clínico: “existem alguns alimentos que provocam esse problema depois de consumir. É o caso de refrigerantes, água gelada, feijões e arroz”.

O relato dos dois pacientes sugere tratar-se de gastrite, mas a confirmação definitiva só pode ser feita por um especialista em gastroenterologia – especialidade médica que cuida do sistema digestivo. 

“O estômago é como se fosse uma bola. Tem uma cavidade interna que chamamos de mucosa e é ela que fica afectada quando temos gastrite. A ferida [no estômago] é outra situação – aí já estamos a falar de úlceras. A gastrite pode ter um padrão de inflamação e pode ter um padrão de erosão que ocorre da descontinuidade ao nível da camada que protege o estômago, a mucosa, neste caso, enquanto que a úlcera é uma depressão que ocorre como complicação da gastrite. Então, o processo, sempre, inicia como uma gastrite”, explica Roqueia Combana, médica gastroenterologista.    

Em mais uma consulta com a médica gastroenterologista, Júlia apresenta os resultados das análises a que foi submetida e, para a sua sorte, não se trata exactamente de gastrite.

“Pedimos exames laboratoriais e não apresenta nenhuma alteração. Uma das suspeitas que tínhamos era de uma infecção pelo “helicobacter pylori” que é uma das principais causas da gastrite, mas no caso dela não tem esta infecção. Neste caso, tem um tratamento conservador que são as medidas gerais. Aconselhamos a ter uma dieta adequada para pacientes com gastrite”.

Dependendo do quadro clínico do paciente, são realizados exames com recurso à torre endoscópica. “Por meio deste procedimento nós diagnosticamos, visualizamos as alterações e também podemos tratar algumas situações. Por exemplo, se o paciente tiver uma úlcera ao nível do estômago que é uma das complicações da gastrite é possível fazer o tratamento por via endoscópica”.  

A médica explica que a gastrite não tem cura definitiva, mas também por si não leva à morte. “A gastrite, por si só, não mata, mas pode evoluir com algumas complicações como é o caso da úlcera do estômago, ou que pode acontecer no duodeno e o paciente pode evoluir com um quadro de sangramento digestivo em que vomita e defeca sangue e, se não for controlado, pode levar à perda da vida”.

O recomendável para não desenvolver um quadro de gastrite é evitar certos alimentos que têm um grande potencial de causar irritação na camada do estômago.  Para os pacientes com gastrite “aconselhamos sempre o paciente a evitar o álcool, o tabaco,evitar o consumo de refrigerantes, o paciente deve evitar ou reduzir o consumo do chocolate, café, o consumo de chá preto, o piri-piri, os temperos, no geral. Deve evitar também alimentos processados, estamos a falar de salsichas, chouriços e de certa forma os laticínios derivados de leite, alguns vegetais crus como é o caso da cebola e tomate que têm uma grande concentração de ácido”.  

Os casos de gastrite têm vindo a aumentar em Nampula, afectando mais as mulheres e a população jovem. Em 2021, foram reportados 456 casos e, no ano passado, o número disparou para 854.

Retomaram, na quinta-feira, os trabalhos de asfaltagem das faixas laterais da Avenida Eduardo Mondlane, na Cidade de Maputo. Orçada em cerca de 100 milhões de Meticais, o Município prevê concluir a reabilitação da via até ao fim deste ano.

Depois de uma interrupção de quase um ano, retomou, na última quinta-feira, a reabilitação da Avenida Eduardo Mondlane, na Cidade de Maputo…

É que o Município de Maputo só tinha asfaltado as faixas centrais para o espanto dos condutores.

“É positivo. Só que ficamos espantados porque é que, primeiro, foi asfaltado uma central e, agora, as partes laterais. Contudo, não há dúvidas de que vai ajudar”, referiu um dos condutores que usa a Avenida Eduardo Mondlane.

E a reabilitação, agora, das faixas laterais é bem vista pelos demais condutores. “É um pouco constrangedor por causa do congestionamento visto que os trabalhos são feitos nos horários normais de circulação de viaturas, mas a reabilitação está a minimizar algumas covas na estrada”, apontou Rogério Manhiça, condutor, secundado por Ivan Chongoene, ao afirmar que: “Esperamos que as coisas melhorem. O trabalho é louvável porque a estrada já estava muito danificada. Agora, andaremos bem”.

Na verdade, segundo o Município de Maputo, as obras de reabilitação da Avenida Eduardo Mondlane nunca foram interrompidas.

“Havia algumas componentes que precisavam, ainda, de ser ajustadas e uma das coisas que nós fizemos foi, em vez de avançarmos com a recelagem das faixas laterais da Avenida Eduardo Mondlane, preferimos, primeiro, fazer o sistema de saneamento. Uma vez executadas as correções, agora estamos a fazer a recelagem nas faixas laterais, que era o que faltava”, referiu João Munguambe, vereador de Infra-estruturas no Conselho Municipal de Maputo.

E os trabalhos não se vão limitar, apenas, a asfaltagem das faixas laterais.

“Há outras componentes que hão-de vir. Tem a ver com as áreas de estacionamento em que está, também, a finalizar o projecto, mas, em princípio, usaremos um tipo diferente de material, que vai ajudar. Um pavimento drenante, que vai permitir que possa, também, facilitar a drenagem. Portanto, as obras não foram abandonadas nem podem ser abandonadas porque precisam de ser feitas e já era sem tempo. Já faz tempo que a Avenida Eduardo Mondlane não tinha uma intervenção deste nível”, disse João Munguambe.
Estas intervenções poderão ser concluídas até ao fim deste ano.

“O contrato já está um pouco fora do prazo, mas uma vez feitos estes ajustes e pensamos que até ao final do ano poderemos concluir que falta por fazer. As obras da Eduardo Mondlane estão orçadas em cerca de 100 milhões de Meticais, mas estão num pacote único que inclui a Julius Nyerere”, concluiu o vereador de Infra-estruturas no Município de Maputo.

Além das vias de acesso, o Município de Maputo está, também, a reabilitar o sistema de drenagem da cidade.

Foram a enterrar os restos mortais do jornalista Rui de Carvalho. O velório ocorreu na manhã de hoje, onde colegas, amigos e familiares descrevem-no como um homem que não se contentava apenas em escrever.

A despedida do jornalista Rui de Carvalho foi um evento que contou com a presença do Presidente do município de Maputo, Rasaque Manhique, familiares, amigos, membros do governo e centenas de pessoas que compareceram para dizer o último adeus.

Na sua mensagem, o edil da Cidade de Maputo deixou uma mensagem para a família e em especial para viúva e seus filhos “que aceitem os nossos mais sinceros pêsames e que Deus conceda a voz força e consolo. Rui de Carvalho acabou de cumprir a sua missão na terra”, disse.

Fazendo um breve historial da sua vida, Faruco Sadique, antigo Presidente do Conselho de Administração da Televisão de Moçambique disse que foi um jornalista que deu um grande contributo para a comunicação social em Moçambique “por exemplo, ele não se contentava apenas em escrever para os jornais e para outros órgãos de comunicação que assistia mas criando novos espaços, contribuindo em jornais como Diário de Notícias e O público.

Foi apreendido, na fronteira de Ressano Garcia, um camião com mais de 400 sacos de carvão vegetal prestes a serem exportados para a vizinha África do Sul. Presume-se que o produto tenha sido tirado da província de Inhambane.

Um camião carregado de um produto, cuja exportação é proibida no país: o carvão mineral.

“Temos presente um camião, que está a transportar carvão vegetal e, pelo que tudo presume, o veículo está a tentar tirar carvão de Moçambique para a vizinha África do Sul. Portanto, estamos perante um caso de tentativa de exportação de carvão vegetal”, revelou Arsénio Tchelene, chefe de fiscalização na Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA).

E isto é proibido à luz da Lei 17/2023 de 29 de Dezembro que, no artigo 67, número um, estabelece que:

  • É expressamente proibida a exportação dos seguintes produtos florestais madeireiros:
    Madeira em toros de qualquer espécie nativa, natural ou plantada;
  • Peças de madeira de espécies nativas com espessura superior a 12,5 centímetros;
  • Carvão vegetal e lenha proveniente de qualquer espécie, natural ou plantada.

E parece que o suposto infractor estava ciente. Por isso, tentava exportar, a partir da província de Inhambane, mais de 400 sacos de carvão vegetal num domingo e à noite.

“Numa situação em que o indivíduo é encontrado nessas circunstâncias, como é o caso deste camião, é sancionado em um milhão de Meticais, acrescido de valor de agravante. Vejam que ele tentou fazer isto no período nocturno e num domingo. É uma tentativa clara que procurava o melhor período que pudesse melhorar camuflar a sua carga e não fosse muito fácil de ser percebido pelas autoridades e transitar. Entretanto, estávamos atentos, quer a AQUA, quer as alfândegas, conseguimos neutralizar e a multa foi agravada em mais 300 mil meticais, totalizando um milhão e trezentos mil Meticais”, explicou chefe de fiscalização na Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental

Ao condutor deste camião, não nos foi apresentado.

“Este trabalho foi coordenado com as alfândegas. Portanto, o processo vai seguir os trâmites legais. Haverá um procedimento a ser seguido. Estamos na zona de influência das alfândegas. Vai ser seguido o processo em sede desta instituição. Então, nós, como AQUA, estamos aqui presentes que está em sede de lei de floresta tipificada, como a sua exportação é um crime, tratamos do processo de lavratura do auto e aplicação da multa. As alfândegas, também, trabalharam connosco no processo todo relativo à detenção, seguimento do processo para as autoridades judiciárias para submissão do processo e, naturalmente, a AQUA vai constituir-se como assistente”, justificou Arsénio Tchelene.

Segundo o documento de apreensão da mercadoria a que tivemos acesso, o condutor do camião com matrícula sul africana é de nacionalidade Zimbabweana.

Organizações da sociedade civil defendem uma governação e um orçamento do Estado que priorize as crianças. Para efeito, o Fórum da Sociedade Civil para os Direitos da Criança (ROSC) e a Visão Mundial Moçambique assinaram, hoje, em Maputo, um memorando de entendimento  que visa uma maior promoção do bem-estar dos petizes. 

É a formalização de uma parceria estratégica que defende maior inclusão da criança em todas as esferas do desenvolvimento socioeconómico do país.   

O Fórum da Sociedade Civil para os Direitos da Criança e a Visão Mundial passam, oficialmente, a trabalhar lado a lado na monitoria e divulgação de alguns desafios, que urge ultrapassar. 

O projecto vai, igualmente, trabalhar no aprimoramento das leis e políticas em prol das crianças e criação de eventos de prestação de contas para os próprios petizes. 

O Fórum da Sociedade Civil para os Direitos da Criança diz que a parceria é oportuna, tendo em vista a monitoria do Fundo Soberano, de onde sairá parte do Orçamento do Estado. 

A parceria vai, também, promover audiências com o Ministério da Economia e Finanças, Assembleia da República e outras entidades,  para apresentar constatações e recomendações para melhorias.

O assassino do jornalista João Chamusse foi condenado, hoje, a 20 anos de prisão e uma multa de 300 mil meticais, que deverá ser paga à família da vítima.

É o desfecho de um processo que vem desde Dezembro do ano passado, quando o jornalista João Chamusse foi assassinado na sua própria residência. Nove meses depois do crime, um jovem de 24 anos de idade, chamado Elias Dlate é condenado a 20 anos de prisão e multa de 300 mil meticais para a família.

O advogado da família Chamusse diz que foi uma pena justa, visto que “a vida humana é um bem maior, em termos de direitos humanos e direitos fundamentais”. Contudo, não a considera satisfatória.

“Não podemos dizer que seja satisfatório em si, porque este processo, por causa da confissão espontânea do réu, não permitiu melhor investigação subsequente (…) não ficou muito claro quais foram os motivos que levaram a prática deste crime”, lamentou o advogado.

O representante legal da família da vítima acredita que é preciso que seja feita uma nova investigação,  para averiguar se as alegações do réu são verdadeiras e se há mais pessoas envolvidas no crime. Contudo, adverte: “isso é um outro processo que pode correr, que pode levar o seu tempo, porque não temos muitos elementos por causa dessa limitação da confissão, que é um verdadeiro retrocesso na área de investigação criminal”.

Um incêndio consumiu, na totalidade, três armazéns, no Jardim dos Namorados, no Município de Maputo. O serviço nacional de Salvação Pública esteve no local e conseguiu controlar as chamas, mas tudo já tinha sido transformado em cinzas.

Logo pela manhã desta sexta-feira, chamas e fumaça denunciavam mais um incêndio na cidade de Maputo. 

A situação foi descoberta por um dos funcionários do Jardim dos Namorados, mas pouco pôde fazer, até porque os extintores existentes no local não funcionam.

As chamadas consumiram três armazéns e destruíram material de manutenção, geleiras e outros bens.  

“Foi uma coincidência, eu vinha para levar algo num dos armazéns, mas quando cheguei, deparei-me com as chamas no primeiro armazém do meio, onde guardamos material sensível e inflamável. Aqui tínhamos material de manutenção do jardim, geleiras e expositores” explicou James Maronda, fiel dos armazéns transformados em cinzas. 

A origem do incêndio é, até então, desconhecida, e, segundo James, “os armazéns existem há bastante tempo e nunca pegaram fogo”. 

O pior só não aconteceu graças à rápida intervenção dos bombeiros, que chegaram a tempo e controlaram as chamas, mas tudo que estava no local, foi transformado em cinzas. 

Este é o quinto incêndio, pelo menos reportado na cidade de Maputo, em menos de dois meses.

Pelo menos uma pessoa morreu e outras sete contraíram ferimentos graves, na sequência de um acidente de viação do tipo choque entre dois veículos, ocorrido na cidade da Beira. Condução em estado de embriaguez e excesso de velocidade são apontados como as causas do sinistro.

Um violento acidente foi registado cerca das 23h00 desta quarta-feira, véspera de feriado nacional, ao longo da avenida das FPLM, próximo do Hospital Central da Beira, quando uma viatura foi embater violentamente numa outra que seguia no sentido contrário.

As imagens, captadas pouco tempo depois do acidente por um vídeo, mostram a violência do sinistro. Devido ao impacto do acidente, uma das vítimas foi projectada cerca de 15 metros.

De acordo com a polícia, o acidente ocorreu devido ao excesso de velocidade. O motorista de um dos veículos, que sofreu ferimentos graves, perdeu controlo do mesmo quando chegou ao local do sinistro, tendo entrado na faixa contrária, onde seguia uma outra viatura e o embate foi muito violento.

“Esta viatura tinha permissão para levar cinco passageiros, mas transportava oito na altura em que ocorreu o acidente. É preciso referir ainda que o condutor da viatura Mazda estava sob efeito de álcool. Quando foi à testagem, teria acusado um teor alcoólico de 0,58%”, disse Dércio Chacate, porta-voz da PRM em Sofala.

Para além de um óbito, sete pessoas ficaram gravemente feridas. As vítimas foram transportadas para o Hospital Central da Beira, onde estão a receber cuidados intensivos.

“Dos dois internados, estes têm lesões e contusões graves. Precisam de neurocirurgia. Os outros têm lesões na cabeça e membros inferiores. Temos também casos de lesões moderadas que estão sob cuidados dos serviços de ortopedia”, explicou Renovat Bigiruhiriwe, porta-voz do Hospital Central da Beira.

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