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O País – A verdade como notícia

Cerca de seis mil pessoas afetadas pelo ciclone Chido começam hoje a receber redes mosquiteiras, para prevenir doenças como a malária, segundo anunciaram as autoridades da província de Cabo Delgado, em entrevista à Lusa.

Segundo o diretor provincial de Saúde, Magid Sabune, a distribuição das redes mosquiteiras no distrito de Mecufi é justificado pelo crescimento de casos de malária na região.

“Como o distrito de Mecufi foi muito afectado e a nossa vigilância epidemiológica já indica um crescimento de casos de malária, então vamos começar imediatamente a distribuição (…) São cerca de seis mil pessoas, mas a principal característica é uma rede para duas pessoas”, explicou o director provincial de Saúde em Cabo Delgado, Magid Sabune, em entrevista à Lusa.

Pelo menos 14 centros da saúde foram destruídos pelo ciclone Chido, que devastou a província de Cabo Delgado entre 14 e 15 de Dezembro, sendo que, localmente, as comunidades estão a ser assistidas em tendas improvisadas, disse ainda o responsável.

Mais de 80 mil famílias precisam de apoio na província de Nampula, depois da passagem dos ciclones Chido e Dikeledi.

“Os primeiros produtos, nomeadamente alimentos, utensílios de uso doméstico e material de construção, que ultrapassa 60 toneladas, já seguiram para os distritos de Mossuril e Ilha de Moçambique”, refere-se numa nota do conselho executivo da província de Nampula, também fortemente afectada.

Os ciclones Chido e Dikeledi atingiram Moçambique nos dias 14 de Dezembro e 13 de Janeiro, respetivamente, tendo causado perto de 150 mortos.

O executivo explica ainda que estima-se que estejam em situação de “pessoas necessitadas” mais de 80 mil famílias na província, sendo necessário “desencadear um amplo movimento para rapidamente as salvar”.

Na avenida Samora Machel, a maior artéria comercial de Xai-Xai, mais de 150 estabelecimentos comerciais estão encerradas há dois dias em resultado dos protestos Pós-eleitorais. A CTA fala de prejuízos na ordem de 400 milhões de
meticais. Populares invadiram e ocuparam espaços na zona turística da praia de Xai-Xai.

Cadeados nas portas de diversas lojas na avenida Samora Machel, em Xai-Xai… Até o sector informal não escapou. Eis o resultado da nova vaga de protestos populares contra a actual tabela de preços de produtos, sobretudo de primeira necessidade, bem como, de alguns serviços sociais.

O movimento agitado em diferentes pontos da zona comercial de Xai-Xai marcou, esta quarta-feira, a correria para as compras do mês, mas, muitos regressaram à casa de mãos vazias.

Cerca de 150 estabelecimentos comerciais estiveram encerrados. Os poucos que tentaram ensaiar abertura não resistiram a pressão e encerram as portas. Maria Valente e Samuel Nilton procuram comprar um saco de arroz há dois dias, entretanto, sem sucesso.

O sector empresarial em Xai-Xai estima em mais de 400 milhões de meticais os prejuízos decorrentes dos dois dias de paralisação no sector, disse Ernesto Mausse, Presidente do Pelouro do Comércio/CTA.

Quando o ambiente parecia normalizar-se na baixa da cidade, a zona alta vivia momentos de tensão. É que mais de mil pessoas provenientes de vários bairros invadiram extensas e ocuparam espaços na zona turística da praia de Xai-Xai.

O chefe do posto administrativo da praia, António Cossa, garantiu que se vai criar mecanismos legais para resolução do problema.
As autoridades do município de Xai-Xai vão reunir-se, até à primeira semana de Fevereiro, com a liderança do grupo invasor para encontrar soluções.

Um grupo de malfeitores invadiu, vandalizou e incendiou a residência pessoal do presidente do Município de Manhiça, na Província de Maputo. De acordo com o edil, o facto ocorreu na tarde desta quarta-feira, na sequência de tumultos provocados por um suposto rapto de um jovem, na região das Palmeiras.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram a residência do edil da Manhiça, Luís Munguambe, em chamas. O cenário era de fumaça que cobria o céu e chamava a atenção de qualquer um que por ali passava. O facto ocorreu na tarde desta quarta-feira. O presidente do município da Manhiça confirmou e contou como tudo aconteceu.

“Eu estava a trabalhar, estava no Município e ouvi muito barulho da polícia. De facto, havia muita gente. Estavam a queimar pneus na EN1, na presença da polícia. (…) Fiquei sem muitos detalhes, só ouvi dizer que a reivindicação era sobre o rapto de um jovem na Palmeira, e, a dado passo, ouvi disparos, que presumo que eram de gás lacrimogéneo, porque não me aproximei. Seguidamente, ouvi que estava a ser vandalizada a minha casa, estava a ser destruída. Estavam a dividir os bens lá dentro da casa e, em seguida, atearam fogo. Nunca tive contacto com os manifestantes. Hoje, nem me dirigi a eles, nem estive próximo deles. Não entendi por que estou conotado e em que sentido efectivamente”, contou Luís Munguambe, presidente do Município de Manhiça.

Além da residência, segundo Luís Munguambe, três viaturas e duas motorizadas foram queimadas.

O Município de Maputo vai gastar mais de 17 milhões de Meticais para construir três sanitários públicos, no contexto do Projecto de Transformação Urbana. Face à onda de contestações, a edilidade explica que este é dos valores mais justos das propostas recebidas. O tipo de material que será utilizado, também, encarece as obras. 

Através deste anúncio de adjudicação publicado no Jornal Notícias de 27 de Janeiro, o Município de Maputo anuncia a construção de três sanitários públicos avaliada em mais de dezassete milhões e setecentos mil Meticais.  

Adjudicados à Empresa Jakhas Serviços, a edilidade da capital do país diz que o preço escolhido foi dos mais justos entre os concorrentes. 

“De um valor global estimado em 22 365 milhões  de meticais. Dizer que este valor está 21% abaixo da estimativa e 6% abaixo da média dos preços de todas as propostas consideradas adequadas, no âmbito deste concurso”, disse João Munguambe, Vereador de Infra-estruturas e Salubridade

O que também justifica este valor, segundo o Município de Maputo, é o tipo de material que deverá ser aplicado na construção dos três sanitários da Terminal de Transportes da Junta e das paragens de Jardim e Missão Roque. 

“Trata-se de uma louça sanitária metálica (…) a louça que teve ser ou que tem que ser usada não é facilmente localizável (…) terá também uma iluminação a base de luz solar, no seu perímetro, de forma a conferir privacidade e segurança”, acrescentou. 

Os sanitários serão construídos no âmbito do Projecto de Transformação Urbana de Maputo, financiado pelo Banco Mundial e o Município de Maputo garante que o processo de adjudicação foi conduzido de forma transparente e rigorosa, respeitando as normas e estabelecidas pelo financiador e pela legislação nacional sobre concurso público.

Transportadores semi-colectivos de passageiros bloquearam a Estrada Nacional Número 4 (EN4), em protesto aos descontos feitos nos seus cartões e-tag, pelos dias em que não estiveram a pagar. Em consequência, muitas pessoas tiveram de caminhar e houve quem ficou retido por mais de oito horas.

Gente a caminhar e a reclamar, seja com crianças no colo, com carga pesada ou com alguma deficiência. Aliado aos  carros parados, desligados, e com seus condutores a dormir, como se estivessem num parque de estacionamento, a espera da sua vez para passar. Esta é  a descrição de mais um dia de protestos contra o pagamento de portagens. 

Desde as sete horas, desta quarta-feira, que nenhum carro passa por aqui e um camião cisterna foi colocado como barreira e seus pneus foram furados.

Como consequência, na portagem, que nos últimos dias assistia-se a um fluxo de viaturas e ouvia-se por todo canto buzinadas, nesta quarta-feira, reinou o silêncio, seguranças sentados e sem trabalho, e, no lugar de carros, pessoas a passarem caminhando pelas pistas. Por outro lado, automobilistas retidos aguardam há mais de oito horas para passar. 

Até a polícia no local, mas sem nenhuma reacção. No mesmo ponto, vários cenários e histórias de arrepiar e há quem compara a guerra dos 16 anos. 

A Presidente do Tribunal Administrativo, Lúcia Amaral, garantiu que está em curso um estudo para verificar a viabilidade da criação do Tribunal de Contas e o que é necessário para que o tribunal responda às necessidades da sua criação.

“Creio que vocês devem se lembrar que, no mês de Julho, nós lançamos um estudo, e esse estudo é para verificar, primeiro, a viabilidade da criação deste tribunal, mas, sobretudo, ver o que é necessário, para que, efectivamente, se crie um tribunal que vá responder, não dentro de um outro tribunal”, disse Amaral, acrescentando que se pretende com o estudo fazer o esforço de não transformar sem se ter em conta a realidade do país. 

Lúcia Amaral disse ainda que o estudo, que está agora na fase final, vai também permitir que o tribunal se liberte daquilo que não são as suas competências, em termos de peso e capacidade humana.

“Será de forma serena e justa para o cidadão, para que ele tenha a possibilidade de ir onde deve ir  e não ir para o Tribunal Administrativo”. 

Segundo o Presidente da República, o Tribunal de Contas tem como missão fiscalizar o Estado, fiscalizar a produção do Estado e fiscalizar a forma como é aplicado o erário público, para evitar a corrupção no seio da administração pública. 

Mais de quatro mil trabalhadores do sector do turismo, em Vilankulo, foram afectados pela crise pós eleitoral que se vive em Moçambique. Muitos dos empregadores reduziram os salários em até 50% e outros foram forçados a aplicar férias colectivas até que a situação melhore.

Os meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2024 e Janeiro de 2025 deveriam ser os meses de pico para o turismo em Vilankulo, com a previsão de chegada de milhares de turistas. Mas, devido a crise pós-eleitoral, que o país vive, esse acabou sendo o pior período para os operadores turísticos, uma situação que afectou directamente a mais de 4 mil trabalhadores só no distrito de Vilankulo.

Sem clientes e sem dinheiro a entrar para  os cofres, os gestores hoteleiros foram obrigados a tomar medidas para reduzir custos operacionais, enquanto a crise prevalece.

Com as férias de Janeiro, em época normais as estâncias hoteleiras em Vilankulo registam uma taxa de ocupação acima de 60%, mas neste momento, há hoteis com mais de 20 quartos, dos quais apenas dois estão ocupados.

Na Ilha de Moçambique e em Mossuril, há mais de 80 mil famílias afectadas pelo ciclone Dijeledi que precisam de ajuda para recomeçarem a vida. O governador de Nampula lidera um movimento de angariação de bens para apoiar essas famílias e os primeiros mantimentos seguiram esta terça-feira.

Mossuril e Ilha de Moçambique são os pontos mais afectados pelo ciclone Dikeledi e há mais de 80 mil famílias a necessitarem de ajuda humanitária. Os camiões seguiram esta terça-feira e prevê-se que a partir da quarta-feira o INGD inicie a distribuição dos produtos até aqui conseguidos.

O levantamento exaustivo dos danos ainda está em curso em todos os distritos afectados pelo ciclone do dia 13 de Janeiro em curso.

Transportadores de passageiros da rota Maputo-katembe paralisaram as actividades, hoje, em protesto à reabertura das portagens. Os operadores exigem a redução do preço cobrado. Já nas portagens de Maputo e Costa do Sol, houve desobediência de alguns automobilistas em pagar as portagens.

Sem gravar a entrevista, os transportadores disseram à nossa equipa reportagem que enquanto não se reduzir o preço da portagem não vão retomar as suas actividades.

O braço de ferro entre os condutores e a Revimo marcou também a reabertura da portagem da Costa do Sol. Já na portagem de Maputo, na EN4, assistiu-se um verdadeiro acto de desobediência, com alguns automobilistas a recusaram pagar a portagem.

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