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O País – A verdade como notícia

Uma pessoa morreu supostamente por linchamento em Inhamizua, na cidade da Beira. Os moradores negam ter praticado o acto, mas  alegam que o malogrado integrava uma quadrilha de assaltantes. 

O bairro de Inhamizua, na cidade da Beira, província de Sofala, acordou, quinta-feira, no meio de gritos. Eram gritos de socorro. Quando as pessoas se aproximaram do local, lá estava um indivíduo estatelado e queimado.

“Eu estava a dormir, então ouvi um barulho de pessoas a gritarem (…) saí de casa e a pessoa estava alí a arder”, contou Vasco Inácio. 

Não se sabe ao certo o que terá acontecido, mas suspeita-se que se trate de linchamento. O secretário do bairro acredita que o malogrado seja integrante de um grupo de assaltantes.  

“Ele se encontrava com um meio de transporte, numa alta hora (…) A hora que ele foi encontrado, é uma hora que não é permitido andar de qualquer maneira. Não é possível carregar cliente aquela hora”, disse Salevo, secretário do bairro.   

Até ao fecho da nossa reportagem, o corpo da vítima continuava neste naquele espaço. 

O Presidente da República diz que “há muita coisa que carece de melhoria” no sector da Educação, para que haja qualidade desejada. Daniel Chapo citou como exemplo a falta de carteiras escolares, de salas de aulas e de professores, a falta de pagamento de horas extraordinárias, as condições de trabalho, a falta do livro escolar e prevalência de crianças fora do sistema de ensino”.  

O Chefe do Estado orientou, esta sexta-feira, no Distrito de Lugela, província da Zambézia, as cerimónias centrais de abertura do ano lectivo escolar 2025, sob o lema “Por uma Educação Inclusiva, Patriótica e de Qualidade”.

No discurso de ocasião, Daniel Chapo disse que “a educação estará no topo” das prioridades deste ciclo de governação. 

“Queremos colocar a educação nos lugares cimeiros, porque entendemos que a Educação é o Alicerce do Nosso Futuro. Ela é o motor que move as sociedades, transforma vidas e cria oportunidades para o futuro” e “não há desenvolvimento sem educação de qualidade”.

Para o Presidente da República, o Executivo não vai conceber a educação, “a par da saúde”, como se fosse uma despesa, por ser uma área social. “Encaramos a educação como investimento, pois, sem uma população educada e sem uma população saudável, é impossível desenvolver um país”.

Apesar da evolução do sector da Educação ao longo dos anos, é preciso “ter a humildade para reconhecer que, actualmente, a nossa qualidade de ensino não está no nível onde o povo moçambicano gostaria que estivesse”.

“Por causa disso, é urgente mudar, retificar e aperfeiçoar o que não está bem”, afirmou o Chefe do Estado, e prosseguiu dizendo que “há muita coisa que carece de melhoria, como por exemplo as mudanças constantes dos currículos escolares”, que, no seu entender, “dificultam a assimilação e o domínio de conteúdos, tanto por parte dos professores, como também dos alunos”. 

“Importa clarificar que não estamos a advogar que se deve parar no tempo, não. Sabemos que as actualizações visam adequar os conteúdos às novas dinâmicas da ciência ou aos novos desafios. Mas temos que reflectir se estamos a actualizar da melhor forma ou não. Se chegarmos a conclusão de que algo não está bom, temos que mudar”. 

FALTA DE CARTEIRAS ESCOLARES E SALAS DE AULA

Daniel Chapo manifestou inquietação por conta da falta de carteiras escolares e disse que “não faz sentido que num país rico em recursos florestais tenhamos crianças a estudar sentadas ao chão, por falta de carteiras. Temos que reverter esta realidade”. 

No que diz respeito às salas de aula , o Presidente da República explicou que o Governo entende que uma criança deve aprender em um espaço cómodo. Por essa razão, no dia da investidura anunciou que vai investir na construção e renovação de escolas, especialmente em áreas rurais, para garantir que todos os estudantes aprendam em condições dignas.

FALTA DE PROFESSORES E NÃO PAGAMENTO DE HORAS EXTRAS

“Não podemos normalizar o contraste de termos, por um lado, milhares de jovens com formação psicopedagógica desempregados, mas ao mesmo tempo há falta de professores nas escolas. Este é o momento certo para começarmos a reverter esta equação”, disse Chapo. 

Em relação à falta de pagamento de horas extraordinárias, o Chefe do Estado disse que “este é um dos factores que desmotiva alguns dos nossos professores. É necessário aprofundar a investigação sobre a problemática de horas extras, para percebermos se, em alguns casos, não há má-fé ou não é “negociata” de alguns dirigentes da longa cadeia do sector da Educação para que haja esse fenómeno preocupante. Mas o mais importante é resolvermos o problema”.

CONDIÇÕES DE TRABALHO E FALTA DO LIVRO ESCOLAR 

Para Chapo não faz sentido que um professor, que tem a responsabilidade de formar os profissionais do futuro, trabalhe em condições desumanas e esteja desmotivado. 

“Por isso, quando fomos empossados como Chefe do Estado no dia 15 de Janeiro, referimos que “programas de capacitação serão oferecidos para garantir que os nossos educadores estejam preparados para os desafios do século XXI”. 

Chapo explicou que fez essa promessa porque acredita que “a educação não é apenas um investimento em prédios ou materiais, mas nas pessoas que moldarão o futuro. Cada criança que se senta numa sala de aula representa uma promessa de um Moçambique mais forte”.

Sobre a falta do livro escolar, o Presidente da República lamentou que ainda haja muitos alunos que estudam sem ter acesso a livros escolares. 

Por isso, no quadro da reforma dos recursos educacionais, “já anunciamos que serão distribuídos livros escolares gratuitos, tanto em formato impresso quanto digital, assegurando que nenhuma criança fique sem acesso ao material necessário. O processo de revisão dos livros será regulado para evitar desperdícios e garantir a sua disponibilidade no início do ano lectivo”. 

“Nós fizemos este anúncio porque sabemos que há crianças que estudam sem ter acesso a livro escolar; e este ano já começamos a distribuição do livro e gradualmente vamos abranger todas escolas”.

PREVALÊNCIA DE CRIANÇAS FORA DO SISTEMA EDUCACIONAL 

Dados oficiais indicam que cerca de 2,2% de crianças em idade escolar ainda permanecem fora do sistema educacional. Por isso, “é necessário proceder o mapeamento minucioso destas crianças para que sejam inseridas no meio escolar. Nesta missão, queremos contar Estes são apenas alguns exemplos de factores que interferem negativamente na qualidade do nosso ensino. Há tantos outros”, disse Chapo.

“Assim, queremos capitalizar esta ocasião que a Senhora Ministra de Educação e Cultura está aqui, para recomendar que, o mais urgente possível, trabalhe com a sua equipa para desenharem um plano exequível, mensurável e praticável que deverá ser apreciado ao nível do Conselho de Ministros, com o objectivo final de resolvermos estes e outros constrangimentos que enfermam o sector de educação, os nossos professores, directores e directores pedagógicos e a todos nossos colegas merecem melhores condições para que as nossas crianças tenham melhor qualidade de ensino”, afirmou o Chefe do Estado.

A abertura do ano lectivo é a primeira actividade que Chapo realiza fora da capital do país, desde a tomada de posse a 15 de Janeiro

Populares de Nhampfunhine paralisaram obras do terminal portuário em Chongoene, em Gaza, em contestação ao incumprimento do acordo de responsabilidade social, por parte da empresa que lidera o projecto. 

Um grupo de pessoas decidiu, na tarde de quinta-feira, paralisar por completo as obras de construção da terminal portuária, enquadradas na exploração das areias pesadas de Chibuto, em contestação ao incumprimento da promessa feita pela empresa chinesa de construir infraestruturas sociais. 

Na semana passada, as autoridades governamentais tentaram controlar as contendas, mas a população de Nhampfunhine ameaçou desencadear uma incursão, caso a mineradora não cumpra com urgência as promessas.

Devido a agitação instalada na comunidade abrangida pelo projecto portuário, o Governo reuniu-se recentemente com as partes, tendo sido fixado um acordo de construção faseada dos serviços sociais. Entretanto, a população alerta que a retoma das obras está condicionada à execução até metade do acordo. 

A paralisação das actividades no terminal portuário de Chongoene, na sequência da revolta popular, pode comprometer os prazos de entrega da obra, agendado para Fevereiro próximo. 

Um indivíduo de 25 anos de idade,  está detido suspeito de matar a esposa de 18 anos na cidade de Tete. Presume-se que o crime tenha sido por razões passionais.

O crime ocorreu após uma discussão entre o casal, alegadamente porque a vítima estava a consumir bebidas alcoólicas numa barraca, com um suposto amante. Segundo consta depois de ter assassinado a esposa, o suspeito teria permanecido com o corpo da vítima  no interior da casa por dois dias.

O indiciado confessa o crime e diz estar arrependido. “Um amigo saudou-me  e perguntou se eu sabia onde estava a minha esposa, mas eu disse que não sabia. Ele disse-me que a viu com um homem numa barraca a consumir bebidas alcoólicas e levou-me até ao local, mas, quando lá cheguei, o homem com quem ela estava fugiu. De seguida, arrastei-a até à nossa casa e comecei a bater-lhe”.

De acordo com  a porta-voz do SERNIC, Celina Roque,  o casal vivia constantemente em discussões e, no dia do crime, o indiciado usou um cinto para asfixiar a esposa até a morte.

Ainda, nesta quinta-feira, o Serviço Nacional de Investigação Criminal, apresentou dois jovens indiciados de agressão física na via pública, também motivados por ciúmes.

 

Um indivíduo de 25 anos de idade está detido, suspeito de matar a esposa de 18 anos, na cidade de Tete. Presume–se que o crime tenha sido motivado por ciúmes.

O crime ocorreu após uma uma discussão entre o casal, alegadamente porque a vítima estava a consumir bebidas alcoólicas numa barraca, supostamente com um amante. Entretanto, depois de ter assassinado a esposa, o suspeito teria permanecido com o corpo da vítima  no interior da casa por dois dias.

O indiciado, confessa o crime e diz estar arrependido. “Um amigo saudou- me  e perguntou-me se sabia o paradeiro da minha esposa, mas eu disse que não sabia. Ele disse-me que a  viu com um homem numa barraca a consumir bebidas alcoólicas  e levou-me até ao local, mas  quando lá cheguei, o homem com quem ela estava fugiu. De seguida, arrastei-a até  a nossa casa  e comecei a bater”, disse.

De acordo com  a porta-voz do SERNIC, Celina Roque,  o casal vivia constantemente em discussões e no dia do crime, o indiciado usou um cinto para asfixiar a esposa até a morte.

Ainda nesta quinta-feira, o Serviço Nacional de Investigação Criminal, apresentou dois jovens, indiciados de agressão física na via pública, também motivados por ciúmes.

Os protestos contra o pagamento de portagens começa a atingir outros níveis. Se nos dias passados a reclamação terminava com o bloqueio das vias, buzinadas e violação das cancelas, esta quarta-feira as acções foram mais longe. 

Indivíduos vandalizaram e incendiaram, na noite de ontem, a portagem da Bela-Vista, localizada no distrito de Matutuine, em causa estão os protestos contra o pagamento de portagens. 

A acção aconteceu por volta das 19 horas, com a colocação de pneus em chama nas cabines. 

A acção teve lugar depois de na manhã do mesmo dia, por volta das 10 horas, um grupo ter se dirigido aos escritórios da TRAC, na zona da Casa Branca, onde quando lá chegou vandalizou e incendiou duas viaturas. 

Embora a quarta-feira tenha sido agitada, neste ponto e, com o trânsito interrompido por quase 10 horas, esta quinta-feira a situação voltou ao normal. 

Na portagem de Maputo, os carros voltaram a passar, algumas pistas cobravam a taxa, mas noutras os carros passavam livremente. 

Os professores e enfermeiros decidiram suspender a greve de reivindicação do pagamento do décimo terceiro salário. Entretanto, os profissionais exigem que os valores sejam pagos até 28 de Fevereiro, para que não voltem a paralisar as actividades.

Cerca de duas semanas após a paralisação das actividades, os professores decidiram suspender a greve e retornar aos seus postos de trabalho.

Em conferência de imprensa conjunta realizada nesta quarta-feira, o porta-voz do encontro, Raul Piloto, explicou que a decisão se deve ao anúncio do pagamento de pelo  menos 50 por cento do décimo terceiro salário aos funcionários e agentes do Estado.

“O nosso objectivo nunca foi a greve, mas em algum momento nós vemos isso como um mecanismo de reivindicar para que os nossos direitos sejam observados.”

Os funcionários explicam que a suspensão é um voto de confiança que a classe decidiu dar ao Governo, para que cumpra a sua promessa.

“Optamos por, em gesto de sensibilidade e boa-fé, restabelecer a confiança de que o Governo cumprirá a sua palavra.”

Os profissionais pedem que o Governo seja mais aberto ao diálogo e anule as faltas marcadas durante os dias de paralisação das actividades.

Retomou, na noite de ontem, a circulação de viaturas na Estrada Nacional número 4, após restrições no uso da via para quem passasse pela portagem de Maputo.  

O local esteve condicionado, durante mais de uma semana, devido a várias barreiras colocadas ao longo da Estrada, como forma de reivindicar a retoma da cobrança das taxas na portagem que liga os municípios de Maputo e Matola. 

Nesta quinta-feira, o trânsito flui normalmente, e alguns condutores, por iniciativa própria pagam o valor da portagem e outros optam por não pagar.

Para evitar congestionamento e bloqueio da via, há cancelas abertas para os condutores que optam por não pagar.

A vila de Namapa, em Nampula, está irreconhecível. Várias instituições públicas foram vandalizadas pelos chamados naparama. O Governo diz que ainda decorre um trabalho de inteligência militar e policial para aferir o nível de segurança.

Namapa é a vila-sede do distrito de Eráti, que faz limite entre as províncias de Nampula e Cabo Delgado. No dia 23 de Dezembro, um grupo denominado Naparama irrompeu pelos bairros da vila e começou a invadir instituições do Estado, logo após a leitura do acórdão que validou os resultados das eleições de 9 de Outubro.

As fotografias  nas redes sociais mostram diversas instituições incendiadas e um movimento tímido nas ruas. Nem o hospital de referência do distrito foi poupado, estando, neste momento, apenas aberto para atender casos de urgência médica.

A residência oficial do administrador também foi invadida e vandalizada. Nos prejuízos, contabiliza-se igualmente algumas viaturas.

Naparamas são guerreiros que surgiram nos anos 80 para auto-defesa, no contexto da guerra civil, e que têm uma forte crença mágica de serem anti-balas. Ou seja, acreditam que não morrem a tiros, por isso em províncias como Nampula, Zambézia e Cabo Delgado já foram reportados episódios de confrontos entre os naparamas e a polícias ou militares.

 

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