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O País – A verdade como notícia

Um empresário foi raptado, na tarde deste sábado, na avenida Karl Max, na cidade de Maputo. Trata-se do proprietário do Bazar Central, que foi levado por quatro indivíduos desconhecidos, que se faziam transportar numa viatura ligeira, segundo contam testemunhas no local. A vítima estava acompanhada pela sua mãe, que teve de ser levada ao hospital. Testemunhas contam que tentaram socorrer a vítima, mas foram contidos pelos disparos dos raptores. 

Menos de um mês depois, mais um rapto aconteceu este ano. O primeiro ocorreu na avenida Albert Lithule, na cidade de Maputo. A Polícia ainda não se pronunciou sobre o assunto. 

 

As aulas arrancam já na terça-feira, em todo o país. Na Cidade de Maputo vários pais e encarregados de educação afluíram em massa à procura de material escolar. Os cidadãos apontam a falta de dinheiro como a razão das compras de última hora. 

Filas longas, aglomerados de pessoas nas entradas das lojas e nos arredores. Em algumas, sequer havia espaço para circular no interior, porque havia uma grande enchente. Este é o ambiente que caracterizava a cidade de Maputo, este sábado, devido às chamadas compras de última hora, de material escolar.

“Não consegui comprar tudo o que queria: canetas, cadernos. O ambiente está assim, turbulento”, disse Amélia Ingone, encarregada de Educação.  

Enquanto alguns aguardavam em pé, outros já exaustos aguardavam sentados em locais improvisados, ou até no chão. 

“Está muito cheio, não sabemos se vamos conseguir comprar, porque nem sabemos que horas fecham, porque hoje é sábado”, disse Nélia João, outra encarregada de educação. 

Chegar mais cedo foi a estratégia de alguns, mas nem por isso foi possível fugir das enchentes, segundo narrou Estevão Cuna. “Cheguei às nove, e agora são 13. Eu sou número 99, até então, ainda não entrei. Não está a ser fácil”. 

De tanto esperar, houve quem perdeu a esperança de conseguir comprar uniforme para os seus educandos. “Estou a ver que está cheio! Há muita aderência. Estou a pensar em desistir, porque está muito cheio”, reclamou Paula Matsinhe. 

Se por um lado para os gestores das lojas as enchentes resultam do hábito de deixar tudo para a última hora, por outro, os pais e encarregados de educação justificam que se deve ao atraso salarial e falta de dinheiro. 

O mercado Xipamanine também esteve agitado, este sábado. Por lá, mais do que enchente, os pais e encarregados queixavam-se de preços altos. “Não está fácil, as coisas estão puxadas aqui no mercado. Pastas 600 ou 900, de criança, não sai”, reclamou Flávia Félix.  

Enquanto isso, para os vendedores, o negócio vai bem. “A situação do negócio, pelo menos no dia de hoje, posso dizer que mais ou menos”.  A abertura oficial do ano lectivo teve lugar, esta sexta-feira.

Centenas de crianças da província de Zambézia, deslocadas para o Malawi, na sequência das manifestações pós-eleitorais, podem perder o ano lectivo. Os mesmos estão, neste momento, a ter aulas das disciplinas de Português e Matemática, leccionadas por jovens sem nenhuma formação, no centro de acolhimento. A iniciativa visa ocupar as crianças, durante a sua estadia naquele país vizinho. 

Algumas famílias deslocaram-se do distrito de Morrumbala, em Zambézia, para buscar refúgio em Malawi, na sequência dos protestos pós-eleitorais. Alguns jovens moçambicanos, de forma voluntária ensinam as crianças a contar, a escrever e a soletrar. Há também voluntários malawianos que ajudam as crianças a ocupar o seu tempo. 

Os voluntários são também refugiados, em idade escolar.  Daniel John, por exemplo, explica que perdeu-se da sua irmã, mas aproveita o pouco que sabe para ensinar aos outros, mesmo sem ter passado por nenhuma formação psicopedagógica. 

“Aqui sou professor de Português, Matemática e faço desenho para crianças. São muitas coisas”, explicou. 

Uma dura realidade vivida por moçambicanos refugiados no Malawi, com destaque para as crianças.

Após serem invadidas, saqueadas e queimadas, algumas secretarias de bairro na Cidade de Maputo funcionam ao relento. Os dados de todos os residentes foram perdidos. Passa um mês depois da vandalização, e as autoridades comunitárias não sabem como reconstruir o que foi destruído.

Duarante os protestos pós-eleitorais, os malfeitores não pouparam as secretarias de bairro na Cidade de Maputo.  As instituições comunitárias foram invadidas, saqueadas e os malfeitores atearam fogo.

O tempo passou, os funcionários retomaram o seu local de trabalho, mas em condições precárias. Cerca de um mês depois da invasão, a secretaria do bairro Chamissava na KaTembe voltou a funcionar, mas não da mesma maneira. 

Há crianças que correm risco de falhar ingresso à escola e outras o regresso às aulas, por falta de dinheiro, em Muawasse, no distrito de Limpopo, na província de Gaza. A população acusa a direcção da escola local de cobrar taxas e pagamento de guarda para se ter acesso à vaga. O sector da educação repudia a situação e promete investigar.

Na comunidade de Muawasse, no distrito de Limpopo, várias crianças em idade escolar podem ficar fora do sistema de ensino, porque os pais e encarregados de educação não têm dinheiro para o pagamento das taxas de guarda, exigido pela direcção da Escola Básica de Muawasse.

Maria Madalena, 46 anos de idade, vive no bairro 1 de Muawasse e pratica agricultura para a sua sobrevivência. Disse que não conseguiu juntar dinheiro, por isso, desconhece o aproveitamento dos seus filhos referente ao ano passado.

Maria Filomena é outra encarregada de educação que se queixa de estar a ser cobrada dinheiro e ainda não sabe ao certo se vai ou não levar os filhos à escola.

Safira e Nélia frequentam a segunda e nona classes, respectivamente. No futuro, o sonho é de ser professora, mas estão preocupadas, porque não sabem se voltarão à escola. 

O pagamento da taxa do guarda, imposta pela Escola Básica de Muawasse, preocupa a comunidade.

O Director Provincial de Educação, Ferrão Bambo, explica que as taxas de que os pais e encarregados se queixam são legais, mas esclarece que a falha da Escola Básica de Muawasse é a ameaça de impedir os alunos de ter acesso às aulas.

Em Gaza, mais de 14 mil alunos continuarão a estudar debaixo das árvores, devido à falta de salas de aula ou degradação de algumas delas.

A Escola Básica de Muawasse, por exemplo, tem 10 salas, construídas com material misto, e alberga uma média de mil alunos, divididos em dois períodos.

A presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, chegou esta sexta-feira ao Malawi com apoio para os moçambicanos refugiados. 

Naquele país vizinho, Luisa Meque enalteceu o apoio do governo Malawiano no recebimento dos moçambicanos refugiados.

A presença da presidente do INGD no Malawi serviu para a comunidade moçambicana refugiada naquele país, apresentar as suas preocupações. Materiais de higienização para as mulheres e famílias, alimentos, sanitários, roupas e vários outros como sendo as principais necessidades.

Na reunião com a comunidade moçambicana refugiada no Malawi, Luísa Meque singiu seus discursos em dois momentos: o primeiro, sobre ajuda alimentar e não alimentar que levou ao Malawi para os moçambicanos.

Garantiu que há segurança no distrito de Morrumbala e, por isso, devem pensar em regressar a breve trecho.

Alexandre Manjate, alto comissário de Moçambique no Malawi, disse que a ajuda que chegou do país para os refugiados é bem vinda. Garantiu que a saúde dos moçambicanos é estável. 

Ao todo são 72 toneladas de bens alimentares compostos por arroz, farinha, feijão entre outros igualmente há 650 unidades de bens não alimentares.

Dois jovens estão a contas com o SERNIC, na Cidade Maputo, indiciados de serem gestores de uma Polémica página da rede social Facebook, com o nome Unay Cambuma. Esta página é conhecida pela partilha de informações sobre a vida privada de individualidades e incitação à violência. 

Os jovens são indiciados pela prática de vários crimes que concorrem para a desordem pública. 

O SERNIC diz que a suposta quadrilha estava munida de informação supostamente capaz de destruir lares e negócios. Os acusados preferiram não dizer uma palavra sequer em sua defesa.

Servindo-se da frase mais proferida na referida página, “o satélite continua em actualização”, pois, até aqui só o Juiz poderá determinar se estes são ou não os verdadeiros implicados. Mas até aqui, sabe-se que a detenção é pela instigação pública à criminalidade, associação criminosa, alterar ou subverter o Estado de Direito e incitamento à desobediência colectiva. 

O Governo do Japão anunciou a doação de cerca de 3.7 milhões de Meticais para a expansão da sala de cuidados da Mãe Canguru, no Departamento de Neonatologia do Hospital Provincial de Tete. O projecto, que deverá durar um ano, será implementado pela Médicos com África.

A partir de 2026, o sector neonatal do Hospital Provincial de Tete passará a contar com mais camas e equipamentos para acolher crianças prematuras.

Para o efeito, a embaixada do Japão assinou, na manhã desta sexta-feira, um contrato de doação de mais de três milhões de meticais, uma iniciativa a ser implementada pela associação Médicos com África.

A iniciativa vai beneficiar, na primeira fase, 1800 mães gestantes.

Na Vila de Homoine, em Inhambane, a falta de uma casa de espera para mulheres gestantes complica a vida de quem procura dar à luz numa unidade sanitária.

As mulheres chegam a dormir dentro da sala de parto ou até a pedir um lugar para passar a noite nas casas vizinhas do hospital.

A sala que deveria ser apenas para o parto, acaba sendo o abrigo de mulheres que, vivendo longe, esperam pela sua vez para trazer ao mundo uma nova vida.

Por ser um espaço minúsculo e desconfortável, algumas gestantes partilham pequenos compartimentos onde vive o pessoal técnico ou pede socorro em casas vizinhas do hospital.

O Conselho Municipal de Homoine reconhece o problema, mas diz que vai construir, nos próximos meses, um edifício onde vai funcionar a casa mãe espera.

Segundo a edil de Homoine, o edifício será construído e apetrechado com fundos da edilidade.

O Centro de Saúde de Marengo fica a 5 quilômetros do centro da vila de Homoine, e atende, por mês, entre 40 a 45 mulheres grávidas. 

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