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O País – A verdade como notícia

Prevê-se uma continuação de chuvas entre moderadas a fortes,  com rajadas de vento, acompanhadas de trovoadas severas, nas próximas 24 horas, nas províncias de Manica, Zambézia e Tete. Já na região Sul, estará debaixo de chuva a província de Gaza.

Província da Zambézia, o alerta vai para os distritos de Alto Molocué, Chinde, Derre, GileIle, Gurué, Inhassunge, Luabo, Lugela, Maganja da Costa, Milange, Mocuba, Mocubela, Molubo, Mopeia, Morrumbala, Mulevala, Namacurra, Namarroi, Nicoadala, Pebane, cidade de Quelimane.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, em Tete, estão em alerta os distritos de Angónia, Cahora-Bassa, Changara, Chifunde, Chiuta, Doa, Macanga, Magoe, Marara, Marávia, Moatize, Mutarara, Tsangano, Zumbo e cidade de Tete.

Machaze, Mossurize, Sussundenga, Barue, Macate, Vanduzi, Guro, Macossa, Manica e Cidade de Chimoio, serão os fustigados, em Manica.

Já em de Gaza,  serão afectados os distritos de Massangena, Chicualacuala e Mapai.

Mais de 200 trabalhadores sazonais amotinaram-se em frente ao gabinete do edil de Quelimane, Manuel de Araújo, como forma de reivindicar os seus salários referentes a três meses em atraso. 

Os trabalhadores denunciam, também, alta de seriedade nas datas de pagamento dos respectivos salários. 

O chefe do gabinete do edil de Quelimane, James Ngingi, até tentou esclarecer aos trabalhadores, mas estes não acreditaram nas explicações, exigindo apenas os pagamentos. 

Na essência, procuravam entrar no gabinete do edil para ter o caso esclarecido. O chefe do gabinete prometeu que, até a próxima terça-feira, a edilidade irá liquidar a dívida. 

A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, realizou, na tarde desta quinta-feira, a entrega de donativos ao orfanato Dom Orione, na Cidade de Maputo. O gesto solidário busca reforçar o compromisso com o bem-estar das crianças em situação de vulnerabilidade e sensibilizar a sociedade para a importância da responsabilidade social.

O Orfanato Dom Orione é uma instituição que há anos se dedica ao acolhimento de crianças em risco, proporcionando-lhes abrigo, alimentação, educação e um ambiente seguro para o seu desenvolvimento. Durante a cerimônia, Gueta Chapo destacou a importância da acção e o impacto positivo que pequenas contribuições podem ter na vida das crianças.

“Sabemos que essas crianças enfrentam desafios diários e que pequenos gestos de solidariedade podem fazer uma grande diferença. Esta doação representa um compromisso não só do Gabinete da Primeira-Dama, mas de toda a sociedade moçambicana, em garantir que essas crianças tenham um futuro melhor”, afirmou.

Além disso, a Primeira-Dama aproveitou o momento para agradecer a todos os envolvidos na acção, incluindo doadores, voluntários e a equipa do orfanato.

“Nosso profundo agradecimento a cada pessoa que contribuiu, seja com donativos, apoio logístico ou trabalho voluntário. Também queremos expressar nossa gratidão à equipe do orfanato, que se dedica diariamente a proporcionar um ambiente seguro e acolhedor para essas crianças”, enfatizou.

Os empresários queixam-se de demora nos serviços de Migração, para o tratamento de vistos e outros documentos migratórios. A Confederação das Associações Económicas diz que o facto está a comprometer as actividades económicas no sector privado. 

São quase 200 processos ligados a empresas privadas, submetidos ao Serviço Nacional de Migração, ainda sem andamento desde o mês de Outubro. Esta sexta-feira, a Confederação das Associações Económicas veio a público para queixar-se da lentidão por parte do SENAMI.  

Apesar da lentidão, por parte da migração, a CTA diz que há multas a serem aplicadas aos empresários, o que compromete a actividade económica. 

Ainda esta terça-feira, a CTA recebeu uma delegação ucraniana que procura oportunidades de negócios no país. Além da agricultura, prevê-se que o intercâmbio abranja o sector de energias e mineração. 

Três estradas estão intransitáveis e outras 6 estão com transitabilidade condicionada, na província de Gaza, na sequência das chuvas intensas que continuam a fustigar a região sul do país. A Administração Nacional de Estradas (ANE) precisa de 300 milhões de meticais, para uma intervenção de fundo na rede viária.

As estradas nacionais N222 (Páfuri-Mapai) R455 (Chicualacuala-Páfuri) e Chinhacanine-Nalaze, na província de Gaza, estão totalmente intransitáveis, na sequência das chuvas fortes que tem vindo a “sacudir” a região sul do país, nas duas últimas semanas.

Já as estradas nacionais N222/R411 (Mapai-Maxaila-Massangena) e R856 (Chokwé-Tlawene) e a não classificada Ndonga-Dindiza estão com a transitabilidade condicionada, referiu, o chefe de planificação, na delegação provincial da administração nacional de estradas (ANE). 

“A Estrada Ndonga/Ndindiza, que liga as localidades de Ndonga e Mafada, está intransitável devido ao alagamento da plataforma no km25. A mesma situação ocorre na estrada R441: Chinhacanine/Nalazi, cuja ligação entre a localidade de Mbala-Vala e o Povoado de Majumisse está interrompida, devido ao corte no km 34-700, na província de Gaza”.

De acordo, com Nelson Horácio, mais 25 estradas rurais podem registar cenários de intransitabilidade caso o mau tempo persista nos próximos dias.

“Apela-se aos utentes das estradas em geral, para a programação das deslocações e transporte de pessoas e bens com observância redobrada das medidas de precaução nos próximos dias em locais de fraca visibilidade, sobretudo as secções alagadas e na aproximação de estruturas de drenagem”. 

Nelson Horácio garantiu que as equipas técnicas da ANE estão no terreno a avaliar os danos e a implementar intervenções para restabelecer a circulação. E, fala de valores necessários para uma intervenção de fundo.

“É verdade que são necessários cerca de 300 milhões de meticais para uma intervenção definitiva, porque reparamos uma insuficiência de estruturas em grande parte das estradas. E, neste momento, as equipas técnicas da Delegação Provincial de Gaza, encontram-se no terreno a monitorar a situação e a avaliar os danos, estando em curso intervenções que visam assegurar a transitabilidade, enquanto decorrem acções de mobilização dos equipamentos e materiais para a reparação dos danos ocorridos nessas estradas” garantiu.

O responsável avançou ainda que nas estradas não classificadas Mohambe-Maqueze e cruzamento de Chongoene a mobilidade de pessoas e bens já foi retomada em resultado da redução da corrente das águas.

Morreu,  na noite de ontem, o economista e empresário Adelino Buque, vítima de doença, na Cidade de Maputo. Buque foi, por muitos anos, comentador da STV e membro da CTA.

Adelino Buque foi membro da CTA, onde ocupou várias funções, e vice-presidente da Associação Comercial de Maputo. Fez também parte do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Segurança Social.

Era economista de profissão, empresário e membro fundador da Confederação das Associações Económicas de Moçambique – CTA, onde contribuiu para o fortalecimento do associativismo empresarial no país.

Mas seu perfil, ia para além desse. À data da sua morte, Buque era presidente de mesa da assembleia-geral da Confederação Empresarial da CPLP, em representação da CTA. 

Adelino Buque foi administrador e accionista na Hortifrutícola e Presidente da  Associação Comercial de Moçambique. Buque trabalhou, também, no Instituto Nacional de Segurança Social, onde ocupou os cargos de  administrador e vice-Presidente do Conselho de Administração da instituição. 

Por ser frontal e interventivo, Adelino Buque foi comentador assíduo de muitos programas da STV desde os primeiros anos do canal, com destaque para o País Económico, Linha Aberta e Noite Informativa. 

Pela sua característica, por diversas vezes foi convidado a programas especiais. Como o caso de debates eleitorais. Não importava se era na plateia ou no painel, Buque estava sempre disposto a partilhar o seu conhecimento. 

Em 2019, participou da Feira MozGrow, da Fundação Soico, onde falou das maiores barreiras do agro-negócio. 

Na sua relação com o Grupo Soico, Adelino Buque foi também colunista do jornal O País. 

Nas redes sociais, foi também bastante interventivo, com textos que apontavam soluções para os problemas do país. 

Foi ainda nas redes sociais que Buque mostrou ser um homem que valorizava a  família, pois era lá onde guardava as memórias dos melhores momentos que passavam juntos. 

Adelino Buque morre a caminho dos 64 anos de idade e deixa viúva, duas filhas e quatro netos.  

Ernesto Madungue é o novo comandante da Polícia da República de Moçambique em Sofala. Madungue, que sucede a Joaquim Sive, nomeado comandante-geral da PRM, promete trabalhar para que a segurança e tranquilidade públicas sejam uma realidade em Sofala, e conhece bem o terreno, até porque já trabalhou em Sofala como director da ordem.

“Vim para coordenar e continuarei, a todo o momento, a trabalhar com os colegas, no sentido de ter encontros para desenhar estratégias para que a província de Sofala seja um local onde a ordem e tranquilidade públicas sejam uma realidade e que a província seja um ponto que todos digam que vale a pena visitar”, destacou.

Madungue prometeu, durante a sua apresentação às diversas forças e ramos da polícia, abraçar o profissionalismo.

“Não estou aqui para servir um grupo de amigos, ou seja, de colegas que são amigos ou  polícias, mas a todos”, assegurou.

Um dos crimes que têm abalado a província de Sofala é o assassinato de trabalhadoras de sexo. O novo comandante garante que vai estudar o fenómeno e lutar para travar o mesmo.

“Eu sou comandante da polícia e poderei, com os colegas, perceber o que está a acontecer”, precisou.

O vice-comandante-geral da PRM, Aquilasse Manda, disse, durante o acto de apresentação de Madungue, que a segurança pública não é apenas uma questão de força e controlo.

Apelou, por isso, às forças policiais para promoverem uma abordagem proactiva e preventiva, trabalhando estritamente com as comunidades.

A jornalista do Grupo Soico Julieta Zucula ganhou mais um prémio. Desta vez é uma reportagem que fala das falhas do Instituto Nacional de Acção Social às pessoas vulneráveis. 

É a suspeita de sempre a, uma vez mais, trazer um prémio para casa. Julieta Zucula foi recebida pelos colegas num ambiente de muita celebração. Muitos abraços de colegas de várias gerações. 

“É um prémio que significa muito para mim. Primeiro, pela história que nós contamos na reportagem, após a exibição da reportagem começamos a ver as instituições a mexerem-se. Então, sentimos que sim, que se continuarmos a fazer barulho sobre os mesmos assuntos as coisas vão mudar”, disse Zucula. 

O prémio celebrava matérias telejornalísticas sobre direitos humanos e era promovido pelo Misa Moçambique. Esta é a primeira edição. 

“É uma reportagem que conta a história de pessoas que simplesmente dormem e acordam sem ter o que comer. São pessoas que estão sob tutela de uma instituição que não lhes dá a mínima. Que não lhes assiste e nem sabe delas”, explicou Zucula.

Este é o quarto prémio que Julieta ganha em quatro anos de trabalho no Grupo SOICO.

 

A primeira-dama da República visitou, nesta quinta-feira, um orfanato de crianças com deficiência, na Cidade de Maputo, e ofereceu donativos. Gueta Chapo apoiou, também, na Matola, os pais de um bebé que nasceu com má formação congênita.

A primeira acção de solidariedade da primeira-dama da República com pessoas vulneráveis foi nesta quarta-feira, na cidade da Matola, onde visitou um casal, cujo filho nasceu com má formação congênita. Gueta Chapo ofereceu apoio à família. Durante a visita, Gueta Chapo agradeceu ao médico responsável pela cirurgia do bebé e enalteceu a solidariedade da família que acolheu o casal. 

A primeira-dama destacou o gesto da família acolhedora, que, mesmo enfrentando dificuldades financeiras, abriu as portas de sua casa para o casal e seu bebé. 

”A família teve o coração de acolher, mesmo não tendo as condições ideais. Cederam a sala de sua casa para que o casal e seu filho pudessem ter um local seguro onde ficar “, relatou.

Como forma de apoio imediato, Gueta Chapo entregou bens essenciais, incluindo uma cesta básica composta por arroz, farinha, óleo, bolachas e papas infantis. Além disso, disponibilizou um colchão e um carrinho de bebé, a fim de garantir mais conforto para a criança.

“Estamos aqui para apoiar como Gabinete, mas também como mãe, como mulher, como ser humano, que se comove com essa situação”,afirmou.

A Primeira-Dama também garantiu que a assistência ao casal e ao bebé continuará até que possam retornar à sua província de origem. “Queremos garantir que essa família tenha o suporte necessário para enfrentar este momento difícil”, acrescentou.

Além do auxílio directo ao casal e ao bebé, a primeira-dama da república reconheceu o esforço da família acolhedora e comprometeu-se a contribuir para a conclusão da sua residência. Actualmente, a casa ainda está em fase de construção e a primeira-dama pretende envolver parceiros e instituições para viabilizar a obra. 

“Vamos envidar esforços junto dos nossos parceiros para podermos concluir a casa e melhorar as condições de vida desta família” garantiu.

A iniciativa da Primeira-Dama reflecte o compromisso do seu Gabinete em apoiar grupos vulneráveis em todo o país. Durante a visita, Gueta Chapo mencionou outros projectos em andamento, como o suporte a três crianças abandonadas na província de Gaza, para as quais está a ser construída uma casa, e a assistência prestada a uma idosa na província da Zambézia. Gueta Chapo também reafirmou seu compromisso com a juventude, destacando esforços para garantir bolsas de estudo e oportunidades de emprego para jovens, especialmente meninas.

“Precisamos apoiar os nossos jovens para que tenham um futuro melhor e possam contribuir para o desenvolvimento do país “, enfatizou.

Nesta quinta-feira, a primeira-dama fez-se ao centro de acolhimento Dom Orione, na Cidade de Maputo, que assiste crianças com necessidades especiais, onde ofereceu donativos e destacou a importância da família no apoio a estas crianças.

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