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O País – A verdade como notícia

A desnutrição em Cabo Delgado está longe do fim e o Governo da província diz não conseguir resolver o problema devido aos hábitos alimentares.

Cabo Delgado tem terras férteis para agricultura e a população produz quase tudo, especialmente comida, mas a maior parte das pessoas não se alimentam bem por razões socioculturais.

 Há vários anos que o Governo vem mobilizando a população para o aumento da produção agrícola e a mudança de alguns hábitos alimentares e já realizou  várias  demonstrações de comida considerada saudável,  feita com base em produtos locais, mas mesmo assim, o problema de desnutrição na a província continua grave.

 Para mudar a situação, a partir deste ano, o Governo com apoio da UNICEF, Fundo das Nações Unidas de Apoio à Infância vai tentar uma outra abordagem. Começou com a criação de Comitês Distritais de Segurança Alimentar. Numa primeira fase, o projecto vai ser testado  em Balama, Namuno, Chiúre e Ancuabe,  os quatro distritos considerados celeiros de  Cabo Delgado.

 Segundo o dados do inquérito Demográfico e de Saúde de 2022  2023, quase a metade dos cerca de dois milhões e seiscentos mil habitantes de Cabo Delgado sofrem de desnutrição, um problema que afecta mais as crianças, algumas das quais chegam a perder a vida por  falta de uma alimentação adequada.

Com o objectivo de impulsionar a industrialização da Província de Inhambane, o Governador, Francisco Pagula, realizou uma visita ao Parque Industrial de Beluluane – Zona Franca. A visita teve como propósito compreender o modelo de gestão de um dos maiores pólos industriais de Moçambique, que alberga actualmente mais de 60 empresas de 18 países, com um investimento superior a dois mil milhões de dólares e a geração de 10 mil postos de trabalho para trabalhadores moçambicanos.

Pagula ficou impressionado com a gestão integrada do parque, que inclui projectos de referência como a Mozal, e manifestou o desejo de replicar esta experiência em Inhambane.

“Pretendemos criar um Parque Industrial na nossa província, capaz de integrar pequenas e médias empresas que possam prestar serviços às multinacionais. Esta iniciativa permitirá a criação de empregos para os jovens e contribuirá significativamente para o desenvolvimento económico e social local”, afirmou o governador.

O Parque Industrial de Beluluane destaca-se como um exemplo de sucesso, oferecendo condições favoráveis para o crescimento empresarial, como infra-estruturas modernas, incentivos fiscais e aduaneiros, e uma localização estratégica próxima ao Porto de Maputo. Estas práticas têm potencial para serem adaptadas à realidade de Inhambane, uma província rica em recursos naturais e oportunidades no sector extractivo, incluindo gás natural, minerais e pesca.

Pagula disse que a criação de um parque industrial em Inhambane poderá impulsionar a cadeia de valor da indústria extractiva, promovendo o crescimento de pequenas e médias empresas locais. Além disso, terá um impacto positivo na geração de emprego e no desenvolvimento das comunidades, através da promoção de boas práticas de responsabilidade social, formação profissional e melhoria da qualidade de vida das populações locais.

Esta visão estratégica reforça o compromisso do governo provincial com o progresso sustentável e inclusivo, colocando Inhambane no caminho certo para se tornar um pólo industrial dinâmico e competitivo.

Mais uma vez, as chuvas que caem na província de Inhambane estão a provocar erosão dos solos na cidade da Maxixe. Os moradores dizem que vivem dias difíceis e a edilidade diz que precisa de 80 milhões de meticais para intervir nos Pontos mais críticos.

Nos últimos dias, tem estado a chover um pouco pela província de Inhambane. São chuvas consideradas normais, mas que nos bairro Eduardo Mondlane, na cidade da Maxixe já estão a fazer estragos.

Há ruas que estão interditadas há uma semana desde que as chuvas iniciaram. Os moradores contam que vivem dias difíceis sempre que a chuva cai.

Alguns com receio que o pior aconteça, quando chove preferem deixar a viatura num lugar seguro, mas longe de casa.

Desesperados com a situação, os moradores tentam com recursos próprios conter as águas das águas das chuvas, mas, sem sucesso.

O edil da Maxixe reconhece o problema, mas diz ter em manga um projecto de vias de acesso e canais de escoamento de água, mas falta dinheiro para a execução.

Por agora, Issufo Francisco diz que a edilidade está a fazer intervenções nos bairros possíveis de intervir com os recursos disponíveis.

Neste momento, a edilidade diz ter pouco mais de 30 milhões de meticais para construir 2 quilómetros de estradas que inclui canais de drenagem no Bairro Chambone.

A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, reafirmou, hoje, o compromisso do país com a promoção da igualdade de género e anunciou medidas concretas para fortalecer os direitos das mulheres e raparigas. Durante a sua intervenção na 37ª Sessão Ordinária da Organização das Primeiras-Damas para o Desenvolvimento (OPDAD), realizada em Adis Abeba, capital da Etiópia, destacou avanços e desafios, sublinhando a necessidade de intensificar esforços para combater desigualdades e violência de género.

A esposa do Presidente da República destacou os esforços de Moçambique na implementação de políticas e programas que combatem estereótipos de género, promovem a educação inclusiva e sensibilizam sobre a igualdade de género. Segundo ela, tais iniciativas representam avanços tangíveis rumo a uma sociedade mais equitativa.

“Moçambique tem uma das maiores participações femininas na força de trabalho, atingindo aproximadamente 80 por cento”, afirmou, citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). No entanto, destacou que a taxa de emprego no sector informal ainda é elevada entre as mulheres, atingindo 52 por cento.

No que concerne à saúde materna, a Primeira-Dama revelou avanços significativos na massificação dos partos institucionais, que alcançaram uma cobertura de 92 por cento. Essa medida tem contribuído para a redução da mortalidade materna, cujos números passaram de 450 mortes por mil nados vivos em 2018 para cerca de 400 por mil em 2023.

No combate à violência baseada no género, Gueta Chapo informou que, em 2022, foram registados 21.240 casos de violência, sendo a maioria das vítimas mulheres. “Estamos cientes dos desafios que Moçambique enfrenta na promoção da igualdade de género. Por isso, assumimos o compromisso de redobrar os esforços para melhorar a vida das mulheres e das raparigas”, garantiu.

Entre as novas iniciativas anunciadas para este ano, a Primeira-Dama destacou a defesa da criação de uma lei contra o feminicídio, a construção de centros de acolhimento para mulheres vítimas de violência, e programas de empoderamento económico. Além disso, revelou a intenção de implementar um projecto inspirado numa iniciativa da Etiópia: “Hoje pude captar uma iniciativa muito importante que vou levar para o meu país, Moçambique, para as mulheres e raparigas, que é um projecto de construção de fábrica de pães”.

A Primeira-Dama reforçou ainda a necessidade de maior cooperação entre os países africanos para a promoção de políticas públicas eficazes na defesa dos direitos das mulheres. Defendeu a criação de redes de apoio regionais para fortalecer iniciativas voltadas ao empoderamento feminino e instou as lideranças presentes a assumirem compromissos concretos para a transformação social. 

Doze pessoas morreram num acidente de viação ocorrido na manhã de hoje, na localidade de Maluana, distrito de Manhiça, província de Maputo. 

O Hospital Distrital da Manhiça confirma a entrada de 12 óbitos devido ao sinistro. Além das mortes, fala-se de 13 pessoas que tiveram ferimentos ligeiros e quatro graves, que foram transferidos para o Hospital Central de Maputo.

Das pessoas que tiveram ferimentos ligeiros, nove já tiveram alta hospitalar.

A Polícia aponta excesso de velocidade e ultrapassagem irregular por parte do semi-colectivo que fazia trajecto Gaza-Cidade de Maputo, que foi embater contra um camião que vinha no sentido contrário.

Mais de mil produtores queixam-se de falta sementes e insumos agrários para relançar a produção após perda de toda produção, na sequência do mau tempo que fustiga o distrito de Xai-Xai. O Governo distrital diz que há semente para três épocas.

É o retrato dos estragos na sequência do mau tempo que “assombra” a província de Gaza, em particular o distrito de Xai-Xai, há uma semana. Em resultado, mais de mil hectares de culturas diversas foram devastados.

Para Machongane Comé, agricultor há mais 40 anos, as  chuvas fortes deixaram um  rasto de destruição incalculável. Extensas áreas de produção totalmente inundadas. Os campos de produção de milho são os que mais sofreram deixando mais 1500 famílias produtoras no desespero na zona baixa do distrito.

Carla Macie e Rosália Macamo vivem do que produzem nas suas machambas. Por isso, para a época agrária 2024-2025 investiram cerca de 10 mil meticais,  na expectativa de conseguir uma boa produção, entretanto, tudo foi devastado pelas intempéries. Os produtores do distrito de Xai-Xai referem que as perdas agravaram a situação alimentar das suas famílias e pedem apoio em semente para ganharem a segunda época de produção.

O Governo do distrito de Xai-Xai fala da disponibilidade de sementes diversas para assegurar o relançamento da produção após enxurradas. No distrito de Xai-Xai apenas 4 mil produtores, de um total de 21 mil são assistidos pelo serviço distrital de actividades económicas.

Um mês e meio depois dos saques e vandalização, alguns estabelecimentos comerciais já começaram a retirar as cortinas de ferro, decorrem os trabalhos de reabilitação para reabertura e outros já estão a funcionar, embora com algum receio.

É o verdadeiro sentido da frase, mãos à obra… Depois de meses de insegurança, Matola já começa a voltar à normalidade, e o comércio tenta se reerguer…

Num banco, por exemplo, embora ainda com papelão a proteger o vidro, já iniciaram os trabalhos para reabertura, o empreiteiro diz que precisa de 15 dias para concluir as obras.

Em um outro banco, também, já há sinais de reabilitação.

“As câmeras já estão aqui, já colocaram lâmpadas, tudo o que tinham tirado já colocaram. Aí dentro não sei o que montaram, aquele material que trouxeram já está todo montado, faltam apenas algumas e uma empresa de limpeza, para vir fazer limpeza e se organizarem os ATM´s”, disse o segurança de um banco.

Embora grande parte dos estabelecimentos ainda continuem fechados, alguns já retiraram as cortinas de ferro e está-se a trabalhar.

“Isto praticamente voltou a funcionar na semana passada. Reabilitaram as janelas, essa montra aqui e o portão principal do BCI estava vandalizado”, disse uma fonte que preferiu não se identificar.

De facto, apesar de já se estar a trabalhar, há algumas instituições que preferem continuar com a segurança reforçada.

No bairro do Patrice, em muitos locais, ainda há marcas dos saques e incêndio. Muitos ainda não têm condições para se reerguer e continuam fechados. Mas há também os que decidiram arriscar e reabrir.

“Começamos a reabrir quase há duas semanas, desde o ano passado (…) É um novo stock tudo o que está aqui. Não há nada que não tenha sido comprado”, disse Salimo Mubai, comerciante no bairro de Patrice Lumumba.

O estabelecimento reabriu, mas segundo a explicação está diferente do que era, pois o dinheiro que conseguiram juntar não chegou para comprar todos os produtos.

“O que está aqui é a base. O mais importante é a base daquilo que a população quer, mas antes apanhava quase tudo aqui”, explicou Mubai .

Mas esse não é o único problema é que dos 15 trabalhadores que tinha, apenas 5 voltaram a trabalhar, pelo menos até que as coisas se normalizem.

“Os outros ainda estão a espera de ser chamados, mas não sei quando é serão chamados”, acrescentou o proprietário do estabelecimento comercial.

Havia no estabelecimento um espaço que funcionava como  um armazém, no fim da pilhagem, os saqueadores atearam fogo. Agora, decorre o trabalho de conferragem para repor o tecto.

A população da região de Nhampassa, distrito de Bárue, em Manica, invadiu uma mina de turmalinas, pertencente à empresa Sominha Limitada. Em causa está o alegado incumprimento da responsabilidade social da mineradora. 

É o grito de socorro da população de Nhampassa, que há três meses invadiu uma mina de turmalinas, alegando que a mineradora não tem cumprido as suas promessas de desenvolver a zona onde está instalada. 

Os manifestantes contaram que  receberam um comunicado do Governo distrital para abandonar a mina, mas recusam-se a cumprir.

O “O País”sabe que do  rol das acções de responsabilidade social do referido empresário conhecido por Nadat consta a construção de 10 casas por ano, mas, de 2007, altura em que começou a explorar, até agora,  apenas construiu cinco casas, cujas obras pararam na fase de acabamentos.

O administrador do distrito de Barué condena o acto da população, mas confirma que o empresário em causa vendeu gato por lebre a população do seu distrito.

“Por acaso, acho que eles invadiram por essa razão mesmo (implementar acções responsabilidade social), ele não estava a reparar para ninguém, mas sim para a vida dele. Então, as pessoas reagiram. Vamos ouvir, até domingo, se eles vão ou não sair. Se não saírem, vamos, mais uma vez, falar com eles. Queremos sempre fazer uma negociação, para não fazermos as coisas à força”, disse David Franque, administrador de Báruè.

Além de turmalinas, há também, na referida mina, a ocorrência de quartzo, um minério usado na indústria óptica e eletrónica.

A desnutrição em Cabo Delgado está longe do fim, e o Governo da província não consegue resolver o problema, devido aos hábitos alimentares de grande parte da população, aliados a questões socioculturais. 

Cabo Delgado tem terras férteis para agricultura e a população produz quase tudo, no entanto, a maior parte da população não se alimenta de forma adequada, devido a hábitos culturais. Há vários anos que o Governo  vem mobilizando a população para o aumento da produção agrícola e a mudança de alguns hábitos alimentares, tendo já realizado várias  demonstrações de comida, considerada saudável,  feita com base em produtos locais. No entanto, o problema de desnutrição continua grave. 

  Para mudar a situação, a partir deste ano, o Governo, com apoio da UNICEF, Fundo das Nações Unidas de Apoio à Infância, vai tentar uma outra abordagem. Começou com a criação de Comitês Distritais de Segurança Alimentar, e um programa que, numa primeira fase, vai ser testado  em Balama, Namuno, Chiure e Ancuabe,  os quatro distritos considerados celeiros de  Cabo Delgado

 Segundo o dados do inquérito Demográfico e de Saúde de 2022-2023, quase a metade dos cerca de dois milhões e seiscentos mil habitantes de Cabo Delgado sofre de desnutrição , um problema que afecta mais as crianças, algumas das quais chegam a perder a vida por  falta de uma alimentação adequada para a saúde.

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