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O País – A verdade como notícia

Está restabelecida a ligação rodoviária entre Nampula e Cabo Delgado. Entretanto, a circulação será das seis às 22 horas. A reabilitação da ponte sobre o rio Monapo e a construção do desvio está orçada em 700 milhões de meticais.

O desvio já foi concluído e já se passa no rio Monapo, na Estrada Nacional Número 1, em Namialo. Trata-se de um trabalho de emergência, mas paralelamente estão em curso as obras de reconstrução dos acessos à ponte sobre o rio Monapo.

As embarcações que garatiam a travessia foram substituídas pela caminhada que já é possível fazer, para quem não tem necessidade de apanhar o transporte semi-colectivo de passageiros.

Mas dentro da província de Nampula ainda há distritos com problemas de acesso, devido ao corte de estradas e à destruição de pontes.

Estima-se que as obras na ponte vão levar três meses.

 

Os Naparamas juntaram-se à população afectada pela exploração de grafite de Balama, em Cabo Delgado, para impedir que a operadora volte a reabrir as portas  sem o pagamento de justa indemnização às famílias que ocupavam a área mineira. 

 As barricadas as entrada da TWIGG Exploration and Minigg Limitada, a mineradora que explora grafite no distrito de Balma, foram colocadas pela população afectada pelo projecto em Setembro de 2024, para exigir  justa indemnização pelas  terras ocupadas e despedimentos de trabalhadores sem justa causa, e, agora, os naparamas passaram a controlar a área para evitar uma tentativa de reabertura da mineira antes da solução do problema.

O governador de Cabo Delgado, Valige Tauao, reuniu-se com as comunidades afectadas pelo projecto de exploração de grafite de Balama, com o governo distritos e os representantes para encontrar uma solução pacífica, mas não conseguiu convencer os manifestantes. 

Foi a terceira vez que o Governador de Cabo Delgado tenta sem sucesso convencer as comunidades afectadas pela exploração de grafite de Balama a reabrir a mina que está fechada há quase sete meses, devido a suposta justa indemnização pelas terras ocupadas e por causa do despedimento de trabalhadores sem justa causa.

 

Mais uma loja pertencente a um grupo Sul Africano vai encerrar no dia 1 de Maio próximo. Trata-se da loja de mobiliários Ok, localizada na cidade de Maputo. A direção da loja não avança os reais motivos, e o facto acontece dias depois do encerramento da lojas ShopRite, em Magoanine, e Game, na Matola.

É mais uma loja pertencente a um grupo comercial sul-africano que está prestes a encerrar as portas. Localizada no interior da cidade de Maputo, a loja Ok Mobiliário é referência quando o assunto é aquisição de mobílias para casas e escritórios.

A informação do encerramento do estabelecimento, que serviu os moçambicanos por mais de 20 anos, chega como um estrondo no seio dos clientes.

Com o funcionamento pleno deste empreendimento, várias pessoas já não viam a necessidade de percorrer longas distâncias.

A loja oferecia pagamento em crédito de até 24 meses, um formato suspenso no fim do ano passado, após a vandalização  e saque dos estabelecimentos.

Mesmo com o encerramento da loja no dia 1 de Maio, os clientes com crédito pendente deverão continuar com os pagamentos, mas num outro formato imposto pelo grupo.

Os clientes foram recebendo notificações do encerramento através de mensagens, que informavam o novo modelo de pagamento de crédito, tal como atesta um documento a que a “O País” teve acesso.

“Gostaríamos de informar que a sua loja local Ok Mobiliários será encerrada a partir do dia 1 de Maio de 2025. (…) O cliente continuará a ser responsável pelo pagamento da sua conta de crédito e continuaremos a cobrar os saldos pendentes”, lê-se no documento.

O documento especifica os números de conta que irão receber os valores do crédito pendente. Uma fonte próxima ao grupo disse ao “O País” que todos os clientes já estão devidamente informados.

O documento público avança que as operações irão decorrer sem apólice de seguros.

“Todas as apólices de seguro ligadas à sua conta serão anuladas em 1 de Maio de 2025. Isto significa que deixará de ter seguros de crédito ou seguro contra todos os riscos na sua conta ou nos bens que adquiriu. Todos os prémios de seguro, incluindo no seu custo total de crédito, serão creditados na sua  conta, reduzindo o saldo em dívida”, diz o documento.

A direção máxima gestora das lojas do grupo sul africano não está disponível para quaisquer esclarecimentos, o que deixa pendente a seguinte questão, para onde vão os funcionários da loja prestes a encerrar.

O Ministério da Saúde ainda não contactou os profissionais do sector para evitar a greve marcada para amanhã. O director nacional adjunto de Recursos Humanos da entidade diz que o contacto vai acontecer em breve.

O director nacional adjunto de recursos humanos do Ministério da Saúde que falava no Noite Informativa da STV, explicou as acções para evitar que, caso a greve aconteça, não tenha impacto significativo nos doentes.

De acordo com o Ministério da Saúde, há três de um total de oito pontos do caderno reivindicativo da classe ainda não resolvidos.

Por ainda resolver estão questões de pagamentos diversos, tais como de horas extraordinárias, subsídios de turno e de exclusividade. Para o caso de horas extraordinárias de 2023, o MISAU diz que o pagamento já foi efectuado.

O Ministério da Saúde assume haver problemas de comunicação que têm feito com que os profissionais grevistas anunciem greves recorrentemente.

O Município de Maputo vai remodelar a avenida a 10 de Novembro. Os trabalhos poderão durar seis meses e, segundo o edil, Rasaque Manhique, tem em vista tornar o lugar mais atractivo. 

Os passeios, que durante dias quentes recebem vários munícipes que desfrutam da brisa, poderão ter novo rosto, dentro de seis meses, fruto de um memorando assinado entre o município de Maputo e o Standard Bank. 

Com o acordo, será também melhorada a iluminação e serão montados pontos de reciclagem de lixo. 

O acordo tem a duração de cinco anos, mas os trabalhos de remodelação poderão levar seis meses. 

Sobre as praças públicas, como a 21 de Outubro e a dos Trabalhadores, que  estão com muito capim e lixo, a edilidade diz haver trabalhos em curso para resolver o problema. 

A Primeira-Dama da República, Gueta  Chapo, defendeu ontem, na cidade de Tete, o reforço das  políticas públicas de inclusão financeira como condição essencial  para um desenvolvimento económico sustentável e equitativo. 

Falando durante a abertura da 9ª edição da conferência “Conheça e  Use o Financiamento PME”, a esposa do Presidente da República  reiterou o compromisso do Governo em apoiar mulheres e jovens  empreendedores no acesso a oportunidades de financiamento e  crescimento dos seus negócios. 

Destacando a importância da inclusão, Gueta Chapo frisou que “é  fundamental reconhecer o papel determinante das mulheres e dos  jovens no desenvolvimento económico e social do nosso país”.  Sublinhou ainda que, apesar dos avanços ao longo das últimas 

décadas, persistem desafios significativos no acesso ao financiamento  para a gestão e expansão de negócios liderados por esses grupos. 

A conferência, organizada pelo Instituto para a Promoção das  Pequenas e Médias Empresas (IPEME), é tida como uma plataforma  estratégica para mitigar assimetrias de informação entre as micro,  pequenas e médias empresas (MPMEs) e as instituições financeiras. “A  Conferência „Conheça e Use o Financiamento’ é a resposta que o  governo de Moçambique desenhou para mitigar as simetrias de  informação financeira”, afirmou. 

Gueta Chapo destacou que a edição anterior contou com mais de  200 MPMEs e mais de 100 instituições financeiras, tendo resultado na  divulgação de várias linhas de financiamento que beneficiaram  empreendedores de diversos sectores. “Colocamos um desafio às  micro, pequenas e médias empresas e participantes para esgotarem  as suas dúvidas relativas aos instrumentos a serem apresentados pelas  instituições presentes”, incentivou. 

A Primeira-Dama também apelou à persistência dos empreendedores,  encorajando-os a não desistirem diante das dificuldades. “Persistam,  persistam, persistam sempre, nos vossos sonhos, nos vossos projectos e  nas vossas capacidades. O caminho pode ser longo e muito longo”,  sublinhou, citando exemplos de mulheres que superaram desafios  pessoais e sociais para alcançar sucesso empresarial. 

Na sua intervenção final, reforçou o papel transformador do  empreendedorismo nacional e do apoio à economia inclusiva:  “Acreditamos firmemente que empoderar as médias e pequenas  empresas é empoderar Moçambique”. Acrescentou que o Gabinete da Primeira-Dama continuará a trabalhar com parceiros públicos e  privados para garantir que ninguém fique para trás. 

O evento reuniu empresários, instituições financeiras, operadores de  telefonia com plataformas de financiamento e representantes de  bolsas de valores, com o objectivo de divulgar produtos e serviços  ajustados às necessidades das MPMEs. A Primeira-Dama concluiu  reafirmando: “Vamos continuar até que um dia Deus abra as portas e  continuemos a caminhar”. 

O Município de Nampula diz que vai abandonar a prática de tapamento de buracos e apostar na resselagem das ruas e avenidas. Para tal, tem um contrato de três anos com um empreiteiro chinês, para asfaltar 42 km de estrada. Hoje, o edil lançou as obras de requalificação da rua da Solidariedade.

A rua da Solidariedade, mais conhecida por rua do matadouro, vai ser, finalmente, requalificada e asfaltada, depois de muitos anos de abandono. O lançamento das obras foi feito, esta terça-feira, pelo edil de Nampula e nesta primeira fase a intervenção será em metade do troço.

O Município de Nampula tem um contrato com o empreiteiro chinês que vai executar a obra para um período de três anos, segundo o qual deverão ser asfaltados 42 km de estrada. É à luz desse contrato que a edilidade quer abandonar a prática de tapamento de buracos e apostar na resselagem das estradas do centro da cidade.

A rua de Tete também estava muito esburacada. O empreiteiro já começou a trabalhar e dentro de um mês poderá ter uma nova imagem. 

Para as zonas suburbanas, Luís Giquira prometeu para breve a aquisição de máquinas niveladoras para melhorar as condições de circulação.

O Município da Beira, com o apoio do Banco Mundial vai construir 92 casas resilientes para igual número de famílias que viviam nas bermas das valas de drenagem em cinco bairros daquela urbe, no âmbito da reabilitação da infra-estrutura, para fazer face às mudanças climáticas.

Nos últimos 20 anos, cerca de 90 famílias, sem aval do Conselho Municipal da Beira, construíram casas de diferente natureza, na base de material precário e convencional, nas bermas das valas de drenagem, nas zonas de Macurungo, Estoril, Macuti, Chota e Manganhe.

São casas que contribuíram para obstruir os canais de passagem das águas pluviais, provocando  inundações cíclicas naquelas zonas.

No âmbito da reabilitação das valas de drenagem na Beira, na sua segunda fase, estas famílias foram obrigadas a abandonar estes locais e as autoridades irão construir casas resilientes para as referidas famílias em zonas seguras, por forma a permitir a perfeita reabilitação desta infra-estrutura, cujo obras decorrem há quase dois meses.

Neste momento as  92 famílias residem  em casas alugadas que estão a ser pagas pelo projecto, enquanto avançam iniciativas para a construção de casas resilientes para as mesmas no Estoril.

Neste momento, decorrem limpezas das valas de drenagem e obras de abertura da segunda bacia de retenção com cerca de 70 hectares e uma  capacidade para encaixar dois milhões de metros cúbicos, reduzindo, desta forma,  os níveis de inundações no Chiveve.

As obras  estão orçadas em cerca de 60 milhões de dólares, disponibilizados pelo Banco Mundial.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, reafirmou, esta segunda-feira, o compromisso do seu Gabinete com a promoção da solidariedade e da inclusão social, durante uma visita de trabalho ao distrito de Changara, província de Tete.

Nos encontros com associações de mulheres camponesas, idosos e comités comunitários de protecção à criança, a Primeira-Dama anunciou e entregou diversos apoios materiais, incluindo cestas básicas, bicicletas, um tractor e insumos agrícolas.

“Estamos aqui hoje no distrito de Changara para darmos seguimento às nossas actividades de responsabilidade social que temos levado a cabo no nosso Gabinete”, declarou Gueta Chapo, dirigindo-se a mulheres idosas beneficiárias das acções de solidariedade.

O encontro ocorreu em plena época pascal, o que, segundo a Primeira-Dama, confere à iniciativa um significado especial: “É com o coração cheio de alegria que me junto a estas mulheres idosas nesta ocasião especial em plena época da Páscoa, tempo de renovação, solidariedade e esperança.”

Na ocasião, foram entregues cestas básicas compostas por arroz, farinha de milho, óleo, açúcar, sabão, entre outros produtos essenciais, a mulheres idosas em situação de vulnerabilidade. “Hoje, aqui na província de Tete, tenho a honra de partilhar convosco um gesto simples, mas carregado de muito significado”, afirmou. “Este acto simboliza o nosso compromisso, Gabinete da Esposa do Presidente da República, em cuidar de quem tanto cuidou de nós.”

A esposa do Presidente da República estendeu também a sua solidariedade a famílias chefiadas por idosas vulneráveis e mulheres solteiras, visitadas ao longo da jornada. “A Páscoa ensina-nos a valorizar o amor ao próximo, e é com este espírito que reitero o nosso empenho em continuar a apoiar as famílias moçambicanas, em especial aquelas que mais precisam”, disse. “Às nossas mães e avós deixo o meu abraço fraterno e a certeza de que não estão sozinhas.”

Durante a mesma visita, Gueta Chapo reuniu-se com três Comités Comunitários de Protecção à Criança, a quem agradeceu e incentivou a persistirem na sua missão de sensibilização comunitária.
“A nossa grande preocupação é o bem-estar da criança, e temos aqui o nosso Comité de Protecção à Criança a trabalhar para poder proteger a mesma criança”, declarou.

Num discurso marcado pela preocupação com o casamento prematuro, a Primeira-Dama foi clara ao alertar para os riscos da gravidez precoce. “Quando uma criança fica grávida antes dos 18 anos é prejudicial para a sua saúde. Primeiro, o seu organismo não está preparado para poder gerar uma criança […] e, se não chegar a tempo à unidade sanitária e tiver parto em casa, pode também provocar a fístula obstétrica.”

Segundo uma nota de imprensa, Gueta Chapo apelou às comunidades para travarem uniões prematuras, apontando consequências sérias para o futuro das meninas: “Se uma criança de 14, 11, 12 anos perde o útero, qual será o futuro dela? Temos que continuar a trabalhar para sensibilizar as famílias e dizermos que esta forma de deixarmos as nossas crianças casarem antes dos 18 anos é prejudicial à nossa filha, é prejudicial à nossa comunidade.”

No encontro com os comités, a Primeira-Dama anunciou ainda a entrega iminente de meios de transporte para facilitar o trabalho comunitário: “Vamos oferecer meios de transportes, que são duas bicicletas para cada Comité de Protecção, que vão receber brevemente.” Igualmente, foi feita a entrega de um tractor e insumos agrícolas a pessoas com deficiência do distrito, numa acção de promoção da inclusão produtiva e segurança alimentar.

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