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O País – A verdade como notícia

Quatro unidades sanitárias estão fechadas em Mogovolas, na província de Nampula, devido à violência que se vive naquele local. Tudo começou com a desinformação em relação à cólera e a seguir as manifestações, pós-eleitorais.

O distrito de Mogovolas vive momentos tensos, desde o mês de Dezembro do ano passado. A cólera que eclodiu em Outubro, num período atípico, levou a mortes e fez eclodir a onda de desinformação, onde alguns populares acusam os profissionais de saúde e agentes comunitários polivalentes de serem os propagadores da doença. 

Das oito unidades sanitárias existentes no distrito, quatro não estão a funcionar em pleno devido à vandalização e violência a que são sujeitos os profissionais de saúde.

“Neste momento, o distrito tem quatro unidades sanitárias encerradas (…)   Um dos centros de saúde esteve encerrado por quase dois meses, desde o mês de Novembro e Dezembro. Voltamos a reabrir em Fevereiro e tivemos que encerrar quase duas semanas depois. Infelizmente, tivemos um incêndio, no dia em que a unidade sanitária voltou a ser vandalizada, na farmácia e no laboratório da unidade sanitária”, avançou Selma Xavier, directora provincial de saúde em Nampula.    

O último episódio de violência e vandalização no centro de saúde de Nametil-sede foi na semana passada, onde foi vandalizada a farmácia e o laboratório.

“Antes da abertura do centro de saúde, eu sei que houve um encontro do Governo do distrito com a comunidade e pensamos nós que tinha sido aceite a abertura da unidade sanitária, e não voltaríamos a ter estes actos de vandalização, mas infelizmente voltamos a ter. O outro constrangimento que temos, adicionalmente a este, é que os nossos actores  comunitários, os activistas polivalentes também não estão a prestar cuidados de saúde, por temerem pela sua vida” disse Selma Xavier, acrescentando que se tinha feito um plano de reabrir gradualmente sanitárias, mas devido a situação actual, está a ser usada a liderança religiosa para passar informações a comunidade.    

Com a insegurança instalada, não se sabe por quanto tempo as quatro unidades sanitárias estão encerradas. Mogovolas tem 450 mil habitantes. A vila-sede dista pouco mais de 70 km da cidade de Nampula.

A província da Zambézia está a registar défice de combustível, com destaque para a gasolina. O facto deve-se à paralisação da Estrada Nacional Número Um (EN1),  do lado da província de Nampula. 

Sucede que o combustível que abastece Quelimane vem de Nacala, e não da Beira onde o trânsito está a fluir com algumas dificuldades dado a degradação da estrada. 

Uma cidade com mais de 10 bombas de combustíveis está a registar problemas de fornecimento, desde a semana passada, por conta do corte de trânsito na EN1, em Nampula. A gasolina é, por sinal, um dos combustíveis mais procurados pelos automobilistas de veículos ligeiros.

As bombas da petromac são as que enfrentam mais problemas no abastecimento. O governo da Zambézia está ciente da escassez de combustível. 

No geral as bombas abastecidas pelas empresas privadas já começam a receber gasolina. 

A Polícia diz que usa de meios legítimos para dispersar os protestos no país. A PRM reconhece, entretanto, que no meio disto ocorrem situações imprevistas que culminam em ferimentos. O Comando-Geral esclarece, ainda, que efectuou disparos, na KaTembe Nsimi, distrito de Matutuine, província de Maputo, impedir ocupação ilegal de terra.

Falando à imprensa, nesta terça-feira, a Polícia da República de Moçambique diz que tem recorrido a meios legítimos para conter os protestos, mas, no meio disto, acontecem situações involuntárias que causam ferimentos aos protestatários. 

“Às vezes os manifestantes ou os que se propõem a manifestar vão criando situações de vandalismo e nós temos meios legítimos de prevenção a estes factos. Temos meios, também, de dispersão de massas. São meios legítimos, tal como o gás lacrimogêneo e, nessas circunstâncias, pode haver alguns feridos, mas são circunstâncias involuntárias. Naturalmente que várias vezes a Polícia é que socorre e leva às unidades sanitárias para assistência”, revelou Leonel Muchina, porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique. 

Entretanto, Leonel Muchina sublinha que “temos estado, cada vez mais, a aprimorar a componente de prevenção desta questão de obstrução de vias e vamos optando mais pela sensibilização desta comunidade que se propõe a inviabilizar a trajetória normal das pessoas”. 

E para estas situações involuntárias, a Polícia garante que tem dado assistência às vítimas. 

“Nós temos um departamento específico de saúde. Este departamento é especializado para fazer acompanhamento quer dos membros que são feridos em circunstâncias como estas quer daqueles que, por algum incidente, acabam sendo vítimas de alguma situação, que tenha a ver com a dispersão de massas que é, naturalmente, involuntária. A Polícia não está para intentar contra os seus cidadãos. A Polícia está para proteger e hão-de perceber que são situações involuntárias como estas que vão ocorrendo. É do nosso interesse garantir que estas pessoas tenham a sua integridade física intacta”, explicou o porta-voz do Comando-Geral da PRM. 

A PRM lamenta a destruição das esquadras e dos postos policiais no contexto dos protestos e enaltece a reconstrução pela população. 

“No âmbito das manifestações violentas, que culminaram com a destruição de algumas esquadras e alguns postos policiais, a PRM saúda o engajamento das comunidades de vários pontos do país que propuseram e vão materializando a reabilitação e construção destas infraestruturas que se demonstram ser de relevância extrema e imprescindíveis para a garantia da ordem e segurança públicas”, avançou Muchina. 

Sobre os disparos ocorridos, nesta segunda-feira, na KaTembe Nsimi, distrito de Matutuine, província de Maputo, a Polícia esclarece que o objectivo era dispersar as pessoas e impedir a ocupação de uma parcela de terra, que é reserva do Estado para a construção de uma cidadela parlamentar. 

“Nós tivemos cerca de dois mil e quinhentos cidadãos do Grande Maputo que se propuseram a ir até a este espaço e fizeram a ocupação efectiva. Foram construídas cabanas, pequenas bancas e é um espaço que vem de forma restrita para a construção dessa cidadela. É uma propriedade do Estado, que não se pode de forma desenfreada fazer esta ocupação. Existem critérios para a ocupação. A Lei de Terras é específica. Nós temos priorizado conversar com as comunidades para que elas percebam de algumas irregularidades que vão cometendo. Às vezes, é pela ingenuidade. Neste caso concreto, não houve nenhuma detenção. Foi apenas repreensão em relação à ocupação da zona”, sublinhou o porta-voz do Comando-Geral da PRM.  

Nos últimos sete dias, a Polícia revela ter registo de 15 acidentes de viação, que resultaram na morte de 28 pessoas, 29 feridos graves e 33 ligeiros. 

Em Gaza, uma menor  de seis anos perdeu a vida e a sua irmã, de 16  anos  de idade, ficou gravemente ferida,  na sequência de um acidente de viação, ocorrido, ontem,  na paragem senta-Baixo, comunidade de Venhene, no distrito de  Chongoene.

As irmãs de 6 e 10 anos de idade  vinham do Bairro 4 da comunidade de Venhene, em direção à escola primária de  Chongoene. Entretanto, o destino estava traçado para um dia trágico. Passavam 5 minutos depois das 7 horas e quem presenciou  o sinistro narra os factos.

“As crianças vinham do bairro quatro de Venhene para a escola. Com o número de carros que existem, a visibilidade é reduzida. Aquele  motorista andava mal e o acidente aconteceu por causa de ultrapassagem  irregular. O carro vinha a alta velocidade”, disse Alfeu Macamo

Sucede que o motorista da viatura  que seguia  o trajeto  Inhambane-Xai-Xai  teria tentado uma ultrapassagem irregular, na zona do Senta-Baixo e, na  sequência, atropelou e arrastou as menores por 15 metros. A menor de 10 anos de idade não resistiu ao embate e perdeu a vida no local,  a  outra de 6 anos foi socorrida para o centro de saúde distrital.  

“Aquelas crianças estavam a passar daqui eram três (…) o carro vinha a uma velocidade de 90 quilómetros por hora, o senhor não conseguiu diminuir a velocidade e bateu as crianças e foram parar lá embaixo”, esclareceu Matias Banze, testemunha do sinistro.

O centro de Saúde de Chongoene  confirma a entrada de uma paciente,  em estado grave, bem como o óbito. Medito Massinga, Director Clínico do centro de saúde de Chongoene diz que a paciente apresentava  várias fraturas e uma lesão grave na região da cabeça e, por isso, foi transferida para o Hospital provincial de  Xai-Xai.

“A menor apresentava um traumatismo no crânio encefálico moderado a grave e uma fratura completa fechada do fêmur direito. Referenciamos a paciente para o hospital provincial de Xai-Xai, para cuidados mais especializados”, avançou.

A falta de uma passadeira, bem como a morosidade no processo de transferência da paragem Senta-Baixo para a zona do mercado de Chongoene são apontadas  como causas do aumento de sinistros rodoviários naquele ponto da Estrada Nacional Número Um.

As autoridades da polícia de trânsito negaram prestar declarações à volta do sinistro. Com este  registo sobe de 27 para 28 o número de vítimas mortais por acidentes  rodoviários em Gaza.

Em Inhambane, o retrato do transporte público é, muitas vezes, um reflexo das dificuldades e das escolhas limitadas que a população enfrenta diariamente. Por mais de dez anos, os populares “My Loves”, carros de caixa aberta destinados ao transporte de carga, desapareceram das ruas da cidade, mas hoje estão de volta, forçados pela precariedade das estradas e pela falta de alternativas viáveis. Contudo, o regresso destes veículos, que são usados para transportar passageiros, gera uma sensação de impotência, um retrocesso à aquilo que parecia ter sido superado.

No centro deste cenário está a paragem, um ponto de espera que se tornou sinónimo de angústia para muitos. Os passageiros, na sua maioria trabalhadores e estudantes, são forçados a aguardar por muito tempo até que um “My Love” passe, lotado e com o risco de uma viagem cheia de percalços. 

Ricardo Lázaro é um dos muitos que enfrentam diariamente as dificuldades do transporte público em Inhambane. Utilizador regular dos “My Loves”, ele explica que, ao chegar à paragem, a espera muitas vezes é interminável. A paragem é, para muitos, um lugar de esperança que se desfaz ao longo das horas. “Eu fico aqui na paragem todos os dias, esperando por um transporte que, muitas vezes, não aparece. Não é fácil, ficamos a pensar que vamos ficar o dia inteiro aqui sem conseguir ir a lado nenhum”, desabafa Ricardo, visivelmente cansado.

Ricardo Lázaro, ao contrário de muitos, tem uma opinião mais pragmática. Para ele, a alternativa que lhe é oferecida é o “My Love”, que apesar de ser uma viatura improvisada e desconfortável, é a única opção que existe. “Eu sei que não é o transporte ideal, sei que os carros são para carga, mas a verdade é que são os únicos que vêm para nos levar. E, quando eles aparecem, precisamos subir, mesmo que seja apertado, mesmo que a viagem seja desconfortável”, diz ele, com um tom resignado.

Ricardo, assim como muitos outros, é forçado a se adaptar a uma realidade onde as escolhas são poucas e as alternativas ainda mais escassas. “A cidade cresceu, a população aumentou, mas o transporte continua o mesmo. Os ‘My Loves’ voltaram porque não há mais carros para nos levar, e as estradas não ajudam. O que resta é o que temos”, conclui Ricardo, olhando para a paragem, onde mais pessoas aguardam, com a mesma esperança e frustração.

Abílio Pedro, automobilista de um “My Love”, partilhou com a nossa equipa a sua perspectiva sobre o regresso dos veículos de carga às ruas de Inhambane. Ele explica que, apesar de muitos verem o uso dessas viaturas como uma solução improvisada, a verdade é que os “My Loves” são, na realidade, a única forma de transporte disponível para muitas pessoas que vivem na periferia da cidade. “As estradas estão em péssimas condições, não tem outro jeito. O ‘My Love’ é o único veículo que aguenta essas estradas. Não tem outro meio de transporte que consiga chegar até as zonas mais distantes”, conta Abílio Pedro, com a preocupação estampada no rosto.

Para Abílio, as vias danificadas, cheias de buracos e de condições precárias, são a principal razão pela qual as autoridades não conseguem garantir um transporte adequado para a população. “Não é só questão de querer, é questão de condições. Se as estradas fossem boas, os autocarros e outras viaturas mais adequadas poderiam circular. Mas a verdade é que as estradas estão impossíveis. O que a gente faz? Só nos resta utilizar o que temos à disposição”, explica, enquanto observa os passageiros a subirem e descerem do “My Love” com a pressa de quem sabe que não há outra alternativa.

Rodrigues Gueze, presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários de Inhambane, reforça o ponto de vista de Abílio e explica que o regresso dos “My Loves” à cidade não é uma decisão voluntária dos transportadores, mas uma consequência das condições das estradas e da falta de alternativas viáveis. “O regresso dos ‘My Loves’ é reflexo de um problema estrutural mais profundo. As vias que ligam os bairros periféricos da cidade não são adequadas para veículos pesados e autocarros. A maioria dos carros que circulam por essas ruas são pequenos, robustos, como os ‘My Loves’, porque só eles têm a resistência necessária”, explica Gueze, com uma dose de frustração, mas sem atacar diretamente as autoridades.

Ele destaca ainda que a situação exige uma intervenção urgente e uma requalificação das vias para garantir que a cidade e os seus arredores possam ter acesso a transportes mais seguros e eficientes. “Precisamos de melhorias nas estradas e no transporte público. A cidade está a crescer, a população também, e os problemas de transporte apenas se agravam. O ‘My Love’ é uma solução momentânea, mas não pode ser a solução permanente”, afirma Gueze.

Para o presidente da associação, a responsabilidade não é apenas dos transportadores, mas de todos, incluindo as autoridades competentes, que precisam atuar para reverter a situação. “Não se trata de um problema apenas de transporte. Trata-se de um problema de infraestrutura. Sem as estradas adequadas, não há como garantir transporte seguro para a população”, conclui.

A volta dos “My Loves” representa um retrocesso na luta pela melhoria das condições de transporte em Inhambane. Apesar de serem vistos como uma solução prática para as dificuldades do dia a dia, esses carros de carga representam um perigo iminente para os passageiros, que enfrentam viagens desconfortáveis, sem qualquer garantia de segurança.

A cidade, que há pouco tempo se orgulhava dos avanços conquistados na modernização das suas infraestruturas, agora vê-se novamente refém de soluções improvisadas que colocam vidas em risco. O regresso dos “My Loves” à cidade de Inhambane é um alerta de que, por mais que se evolua, certos problemas estruturais ainda persistem e continuam a afetar os mais vulneráveis.

A cidade de Inhambane tem a capacidade de se modernizar e de garantir um futuro melhor para todos. Mas, para isso, é necessário investir em soluções duradouras e não em alternativas que, ao invés de resolver, apenas camuflam os problemas e colocam as vidas dos cidadãos em risco. O momento de agir é agora.

O Arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna, aponta a perda da coesão social no meio das famílias moçambicanas como a causa dos diferentes tipos de violência e defende que todos devem cultivar o respeito pela vida para que o país possa resgatar o bem estar social. 

O Arcebispo da Beira voltou a mostrar preocupação em relação à tensão social que o país vive há  cerca de 4 meses, indicando que a mesma  nasce de origens diferentes que contribuem  para a coesão social perder muita força.

Dalla Zuanna falava no final de uma cerimónia de abertura do ano lectivo na UCM, onde é Magno Chanceler, uma cerimónia que marcou o arranque das festividades de 30 anos desta instituição de ensino superior.

A Igreja Metodista Unida anunciou, através de um comunicado enviado à redacção do “O País”, a nomeação do Reverendo João Filimone Sambo como Bispo responsável pela supervisão episcopal de Moçambique, África do Sul, ESwatini e Madagáscar. A decisão entrará em vigor a 1 de Abril de 2025 e marca a ascensão de Sambo como o quinto bispo nativo da Igreja em Moçambique.  

De acordo com o comunicado, o Bispo João Filimone Sambo traz consigo uma vasta experiência ministerial e académica, consolidada ao longo de décadas de serviço à Igreja. Natural do distrito de Panda, na província de Inhambane, Sambo destacou-se pelo percurso académico e pela resiliência perante adversidades como a guerra civil que marcou a sua juventude.  

A formação do novo Bispo inclui um diploma em Mecânica Geral pelo Instituto Industrial do Maputo e uma licenciatura em Teologia pela Universidade de África, no Zimbabué. Sambo também é Mestre em Divindade, com especialização em Liderança de Igrejas e Comunidades, pela Candler School of Theology, nos Estados Unidos. Além disso, possui um certificado em Antigo Testamento pela Universidade Metodista de São Paulo, no Brasil.  

O seu percurso na Igreja Metodista Unida inclui funções como professor e capelão no Seminário Teológico de Cambine, Coordenador Episcopal para Socorro e Emergências, Secretário Episcopal desde 2016 e Assistente Administrativo da Bispa Joaquina Nhanala desde 2022. Desde 2018, exerce também o papel de correspondente de comunicações para os países africanos de língua portuguesa.  

O comunicado destaca ainda a relevância internacional da sua actuação, com participações em encontros da Igreja nos Estados Unidos, Nigéria, África do Sul e Madagáscar. A liderança de Sambo é vista como uma continuidade da visão pastoral de líderes históricos como o Bispo João Somane Machado, que foi um dos seus principais mentores.  

A nomeação do Bispo João Filimone Sambo insere-se na estratégia da Igreja Metodista Unida de promover lideranças locais capazes de enfrentar os desafios sociais e espirituais contemporâneos. Esta nova etapa é encarada como uma oportunidade para reforçar a missão da Igreja nos quatro países sob a sua supervisão episcopal.  

O comunicado enviado pela Igreja Metodista Unida sublinha o papel central do novo Bispo na consolidação das actividades da Igreja, tanto a nível comunitário como no fortalecimento dos laços entre as congregações da região.  

Há mais de 5000 cartas de condução retidas no Instituto Nacional de Transporte Rodoviário, devido à desarticulação do sistema de impressão. A informação foi avançada hoje pelo ministro dos transportes e logística, João Ma t olbe, que orientou a direcção do INATRO a fazer a distribuição da. Cartas de condução até à próxima segunda-feira.

O ministro dos transportes e logística, João Matlhombe,visitou nesta segunda-feira as instalações da sede do Instituto Nacional de Transportes Rodoviários, na cidade de Maputo, a fim de se inteirar do funcionamento da instituição.

As razões para demora na emissão de cartas foi abordada junto dos gestores da instituição, que recebeu um ultimato para resolver o problema.

“Avaliamos o serviço que é prestado ao cidadão, relativo, mais ou menos, a emissão de cartas  de condução, e instamos o Inatro a melhorar a qualidade de serviços. Portanto, há um trabalho que vai ser feito nos próximos dias, primeiro, para que pedidos de cerca de 5 mil cartas que nós temos pendentes sejam emitidas e imprimidas nos próximos sete dias, até à próxima semana todas as cartas tem que ser impressas e distribuídas por todo o país. Não podemos continuar a ter cidadãos que ficam muito tempo à espera de carta de condução, como tem estado a acontecer”, disse João Matlombe, ministro dos Transportes e Logística. 

Matlombe decidiu pela substituição do actual sistema de impressão de cartas de condução e justiça.

“Há aspectos também obviamente ligados a própria gestão de contrato, que há falta de integração de sistemas  entre a emissão de carta e o próprio sistema  de captação de dados. Portanto, para esse assunto em particular, nós orientamos o Inatro a estruturar o processo e vamos trabalhar com o Ministério  das Comunicações e Transformação Digital e o Ministério da Justiça, para que, no prazo de oito meses, possamos realizar um novo concurso, para contratarmos um provedor de serviço com todo sistema integrado  de impressão de uma carta de condução digital, que também permita a integração do livrete e título de propriedade, para facilitar o cidadão, pois este não pode contactar várias instituições para registar as suas viaturas”, avançou Matlombe. 

Nesta onda de mudanças o Governo já trabalha na revisão do Código de estradas, para entre outros reduzir a sinistralidade rodoviária.

“Neste momento, nós não temos infracções que estão a ser registadas por câmeras, na via pública, mas é interesse do Governo, de forma a substituir a presença física para elementos de fiscalização, por câmeras de controlo de velocidade. Portanto, essas infracções têm que ser regulamentadas, têm que ser previstas no código   judicial, para que, em caso de recurso por parte do infractor, haja uma base legal, para que haja aplicação da lei. Os acidentes todos, nós temos estado a registar, não só, o funcionamento das escolas de condução, há aspectos que têm que ser regulados, de forma a ver como é que nós conseguimos melhorar a qualidade de serviços”, disse o ministro.    

O governante instou ao INATRO a reforçar a sensibilização e fiscalização para melhorar a segurança nas vias.

A Primeira-Ministra exige adopção de medidas para acabar com a superlotação nas cadeias e reforço de segurança,de modo a combater a evasão de reclusos. O desafio foi lançado, hoje, ao novo Director-Geral do Serviço Nacional Penitenciário.

Ilídio José Miguel assume, a partir desta segunda-feira, o cargo de Director-Geral do Serviço Nacional Penitenciário. A cerimónia de empossamento foi dirigida pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi, que, durante o acto, recordou que o SERNAP desempenha um papel crucial na administração da justiça, sendo por isso vital que se melhore as condições dos estabelecimentos penitenciários.

“A superlotação das cadeias continua a ser um dos principais desafios com que o nosso sistema penitenciário se debate. Esperamos, que sob a sua licença, o SERNAP fortaleça a sua capacidade institucional, melhore as condições dos estabelecimentos, dos guardas penitenciários e promova programas de reabilitação e reinserção social dos reclusos”, disse a Primeira-Ministro.

Benvinda Levi quer também que o Serviço Penitenciário tenha fontes diversificadas de receitas, de modo a melhorar as condições de vida dos reclusos. Na ocasião, desafiou o recém-empossado a primar pela ética e profissionalismo.

Para o alcance das metas, Benvinda Levi apelou ainda ao recém-empossado que desempenhe as suas funções com responsabilidade e reforce a coordenação e articulação com vários intervenientes dos órgãos de Administração da Justiça e com a sociedade civil.

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