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O País – A verdade como notícia

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, exige das autoridades e parceiros adopção de  estratégias e medidas arrojadas para combate às uniões prematuras no país. 

Gueta Chapo está em Tete desde esta segunda-feira, numa visita de trabalho de três dias e visitou o distrito de Changara, onde manteve encontros com  associação de produtores locais, pessoas idosas e vulneráveis. No seu discurso pela ocasião, Gueta Chapo declarou tolerância à violação  dos direitos humanos.

Gueta Chapo, diz ser urgente a adopção de acções contra casamentos prematuros, que segundo ela, matam sonhos de muitas crianças.

Ainda no âmbito da visita, a Primeira-Dama procedeu à entrega de produtos alimentares  a mulheres idosas carenciadas, meios de compensação, tratores e insumos agrícolas à associação de produtores.  Na mesma senda,  visitou três mulheres idosas e chefes de famílias vulneráveis e prometeu apoiar as famílias.

Joel Amaral, vulgarmente conhecido por Mc Trufa-fa, está fora de perigo e a receber cuidados no Hospital Central de Quelimane.

Um crime que está a preocupar diversos actores na cidade de Quelimane e não só. Joel Amaral, músico da banda Tudulos Mia, conhecido por MC trufafa, sofreu  uma tentativa de assassinato a tiro na tarde de Domingo, no bairro Benedito, por pessoas até aqui desconhecidas. Minutos depois foi socorrido ao Hospital central de Quelimane 

Médicos confirmam a entrada do paciente que Chegou com uma ferida localizada na região frontal esquerda da cabeça e com sangramento intenso. Foi observado através de imagem de TAC e constatou-se que as estruturas internas da cabeça não foram atingidas.

A Polícia da República de Moçambique reagiu a este caso preocupação  e diz que vai trabalhar para esclarecer. O Governador da Zambézia, Pio Matos, também mostrou preocupação com o baleamento de Joel Amaral. 

O ex-candidato presidencial para eleições de 2024, Venâncio Mondlane, chegou a Quelimane e visitou Joel Amaral. 

Por conta da situação, o edil de Quelimane reagiu através de um comunicado onde refere que nos próximos três dias haverá marcha pacífica na cidade em repúdio da ocorrência. 

Um navio carregado de carvão mineral pegou fogo após desancorar no Porto de Nacala-a-Velha, onde esteve a carregar o minério, segundo informação da Delegação da Autoridade Reguladora do Transporte Marítimo em Nacala, na província de Nampula.

O navio tinha como destino a Polónia e o incêndio foi registado na casa das máquinas, causado por uma explosão ainda por apurar a origem. Não há registo de perdas humanas, apenas há a assinalar quatro feridos ligeiros entre os tripulantes.

Quatro rebocadores da CFM-Logistic e do Corredor Logístico Norte, com sistema de extinção de incêndio, foram mobilizados para o local, contudo o fogo já havia sido debelado pela tripulação do navio.

Pelo menos 34 alunos que estudavam ao relento na Escola do Primeiro Grau de Mahuvane, distrito de Moamba, província de Maputo, passam a beneficiar-se de salas de aula e carteiras. A escola foi inaugurada, esta segunda-feira, depois de ser requalificada. 

“Estou feliz por terem reabilitado a nossa escola. Estudávamos debaixo das árvores, nos dias de chuva não vínhamos à escola. Não tinha chapas e os quadros já estavam estragados”. É o relato de um aluno da quinta classe, que estudou em condições precárias, depois de a sua escola ter ficado destruída, com a passagem de um vendaval, em 2024. 

Agora, com quadros novos, carteiras novas e teto nas salas de aula, os alunos de ensino bilíngue passam a estudar em condições condignas. 

A Escola do Primeiro Grau de Mahuvane  foi inaugurada esta segunda-feira, pela administradora do distrito de Moamba, Teresa Mauaie. A infraestrutura vai ajudar a reduzir o número de turmas ao relento, numa altura em que só neste ponto do país, há pelo menos 121. Por isso, a administradora pede rigor na preservação e na manutenção dos bens da escola. 

Os fundos para a reabilitação desta unidade de ensino são da JJR Construções, no âmbito da sua responsabilidade social. 

Com os trabalhos, a escola passa também a beneficiar de água e iluminação.

As obras de reabilitação estão avaliadas em cerca de dois milhões de meticais. Os alunos desta escola irão também se beneficiar de uniforme escolar gratuito e calçados.

Mais de 2000 agricultores queixam-se de falta de sementes, insumos  e equipamentos técnicos para relançar a produção, após a perda  de culturas diversas  nas machambas, na cintura verde de Xai-Xai, província de Gaza. A preocupação é do conhecimento do município que fez a entrega de quatro toneladas de sementes.

Os profissionais de saúde vão suspender o atendimento hospitalar fora do horário normal, das 7h30 às 15h30, e não irão trabalhar aos feriados e fins de semana, como forma de exigir condições de trabalho e pagamento de horas extras, por parte do Governo. Esta é a primeira fase do que a direção da APSUM chama de greve.

A informação foi avançada, esta segunda-feira, durante uma conferência de imprensa, dirigida pelo presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUM), que voltou a acusar o Governo de nada fazer para atender os anseios da classe.

“A falta de observância de pagamentos das horas extras, subsídios de turno e até do descanso semanal recomendado pela lei reflectem aos profissionais de saúde a suspensão do horário de trabalho em turnos, como forma de garantir ao Governo a tranquilidade no cálculo e na busca de orçamento para os devidos pagamentos” explicou Anselmo Muchave, presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique.

A direção da APSUM recomenda ainda que os profissionais de saúde que se aperceberem da falta de materiais de trabalho nos seus sectores não tentem nenhuma forma alternativa, mas aguardem pelo provimento do lado do Governo.

“Este Governo não está a ser sério. Diferente do passado, não estamos a ter respostas fora da desonestidade que temos vindo a ver desde o início da ronda de negociações”, acusou a fonte.

Sem avançar o prazo da medida, o presidente da APSUM afirma que os progressos na qualidade da greve vão depender da vontade do Governo liderado por Daniel Chapo.

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de  repúdio e solidariedade na sequência do baleamento do músico  e político Joel Amaral, ocorrido na tarde de ontem, na cidade de  Quelimane, na Zambézia. Chapo diz que o atentado é uma afronta à democracia e ao princípio de Estado de Direito. 

“Recebemos, com profunda preocupação, a notícia do  baleamento do músico e político Joel Amaral. Este acto de  violência gratuita não é apenas um ataque contra um cidadão  que contribui com o seu saber e dedicação ao nosso país, mas  também uma afronta à democracia e aos princípios de um  Estado de Direito, que todos devemos proteger”, lê-se no comunicado da Presidência da República. 

Daniel Chapo desejou uma rápida e plena  recuperação a Joel Amaral e estendeu a sua solidariedade à  família, amigos e colegas da vítima, sublinhando que “não  podemos, nunca, permitir que exista lugar ao medo em  Moçambique”. 

O Chefe de Estado exigiu que “o condenável acto seja cabalmente  esclarecido pelas autoridades competentes e que se faça valer a  lei”. 

O estadista reiterou que “este trágico episódio não deve desviar o  país do caminho da construção de uma nação mais justa,  inclusiva e respeitadora da vida e da dignidade humanas”. 

A partir desta segunda-feira, será retomada a circulação na Estrada Nacional Número Um, entre as províncias de Nampula e Cabo Delgado. A travessia do rio Monapo será feita através de um desvio. 

A estrada Regional 689 garante a ligação entre os distritos de Monapo, Angoche, Liupo e Mogincual, mas devido ao volume de água rio aquando da passagem do ciclone JUDE, um dos acessos à ponte foi destruído, impossibilitando assim a passagem de viaturas e motorizadas.

E porque a vida não pode parar, a população improvisou uma escada por onde se passa, mediante o pagamento de valores que variam de 50 a 200 meticais quando há carga envolvida.

É preciso muito cuidado para descer pela rampa porque qualquer descuido pode ser fatal. Nas proximidades há um empreiteiro que tenta fazer um desvio, mas o trabalho vai lento, pois a colocação de pedra no leito do rio é feita de forma manual. 

Na Estrada Nacional Número Um, na zona de Namialo, trabalha-se dia e noite para garantir a reposição da transitabilidade e são dois empreiteiros envolvidos. Na ponte ora destruída pela fúria da água do rio Monapo está um empreiteiro chinês a intervir nos dois acessos à ponte e espera-se que seja uma obra definitiva. O segundo empreiteiro está a construir o desvio que vai assegurar a circulação de viaturas de todo o tipo, enquanto decorrem as obras na ponte.

A construção do desvio de cerca de 1km começou no dia três deste mês e os carros voltarão a fazer a ligação rodoviária entre Nampula e Cabo Delgado a partir desta segunda-feira.

Enquanto isso, a travessia do rio é feita com recurso a embarcações convencionais e artesanais.

Os militares e as autoridades marítimas estão no terreno a garantirem a ordem. Do outro lado da margem fica a maior fábrica de óleo alimentar ao nível da zona Norte do país. Por estes dias, a logística é feita de um ponto para o outro através de embarcações e depois carrega-se os camiões que levam o óleo para vários destinos.

E na ponte sobre o rio Monapo na ligação entre a EN1 e o distrito de Muecate, já foi concluído o trabalho de emergência de reposição dos acessos à ponte que também tinham sido destruídos.

O investigador e docente universitário Hélio Nanganhe defende que as recentes manifestações registadas no país refletem uma zanga colectiva profunda, motivada sobretudo pela falta ou escassez de serviços sociais essenciais. Segundo o académico, os resultados eleitorais funcionaram apenas como um catalisador de um descontentamento, há muito latente na população.

Falando durante a cerimónia de abertura do ano académico no Instituto Superior Mutasa, em Manica, Nanganhe alertou para o descompasso entre os planos de desenvolvimento do Governo e a sua efectiva implementação.

“Olhando para os outros pleitos eleitorais, estávamos habituados que sempre que passa um período eleitoral, há pequenos focos de conflitos que depois passavam. Agora isto não está a acontecer, significa que há uma acumulação de problemas e provavelmente o contexto eleitoral de 2024 foi o cúmulo. As pessoas já não estão a reivindicar apenas o contexto eleitoral de 2024, mas a tantos problemas”, disse.

O académico sublinhou ainda que este contexto de fraca prestação de serviços públicos, aliado à falta de oportunidades para a juventude, cria um terreno fértil para a instabilidade social. Para Nanganhe, é urgente que se passem das promessas à acção concreta.

Interrogado sobre que contributo pode a academia oferecer para enfrentar esta realidade, Hélio Nanganhe defendeu uma maior ligação entre o meio académico e os problemas reais das comunidades. Propôs que as instituições de ensino superior priorizem a investigação aplicada, promovam debates públicos sobre políticas públicas, e incentivem a formação de cidadãos críticos e participativos.

“Temos que ensinar que as nossas diferenças não podem se resvalar em partir coisas alheias, e a melhor forma de discutir nossos problemas é o diálogo e queremos que essa mensagem seja transmitida para o governo que passe de mensagens para acções”, declarou.

O evento contou com a presença de docentes, estudantes e autoridades locais, e marcou o início de mais um ano académico naquela instituição de ensino superior, que se afirma como um espaço de reflexão e intervenção social.

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