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O País – A verdade como notícia

Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A degradação da principal via de acesso dificulta o abastecimento, encarece o transporte e agrava a situação das famílias, levando lideranças locais a pedir assistência alimentar urgente Em Junho, O País fez o retrato das condições de vida de mais de 14 mil habitantes de Nguluzane, na sequência das cheias que atingiram o sul do país. Passados mais três meses, pouco mudou para as famílias que dependem sobretudo da agricultura e do comércio local para a sua sobrevivência. No centro do posto administrativo, o mercado Luza Mahala regista uma ruptura de stock de vários produtos básicos, situação associada à degradação da estrada que liga Nguluzane às zonas comerciais de Xai-Xai e que tem afastado vendedores e dificultado o abastecimento. Sem sanitários, iluminação, água ou alpendre desde 2001, o Luza Mahala funciona actualmente a meio gás. Os poucos produtos disponíveis chegam em quantidades insuficientes e a preços cada vez mais difíceis de suportar pelas famílias. “Aqui tudo está caro, sal, óleo está 110, enquanto antes estava 95 meticais. Farinha, arroz, sal, açúcar não temos já há muitos dias e temos que ir comprar em Xai-Xai. Até quando esta vida?”, lamenta Verónica Quive, vendedeira no mercado Luza Mahala. A situação agrava-se com a destruição da produção agrícola provocada pelas cheias, que atingiram uma das principais fontes de sustento das famílias. Com poucas alternativas dentro do posto administrativo, os moradores recorrem cada vez mais a Xai-Xai para comprar alimentos, vender produtos e procurar meios de sobrevivência. A dependência da cidade, porém, tem custos elevados. Albertina Balane, chefe de bairro em Nguluzane, diz que as famílias enfrentam dificuldades para suportar as despesas de transporte. “Dependemos da cidade de Xai-Xai. Tudo está caro porque não temos dinheiro, estamos sem nada. A estrada aflige-nos e a carreira está cara, 35 meticais.” Mesmo quando conseguem reunir dinheiro para comprar alimentos em maior quantidade, as famílias dizem que o custo do transporte reduz o poder de compra. A viagem até Xai-Xai é feita por uma via degradada, num percurso de cerca de 14 quilómetros. “Cobramos esse valor porque é arriscado meter nossos carros aqui, e fazemos porque não temos outra saída, mas a via está péssima”, sublinhou um transportador. O mau estado da estrada também reduz a circulação de transportadores. Poucos operadores se aventuram pelo trajecto, situação que deixa moradores, incluindo professores, obrigados, em alguns casos, a percorrer parte do caminho a pé. “Aqui a situação é pior, porque só temos duas carreiras. Quem falha até depois das 16 horas tem de percorrer a pé até à cidade de Xai-Xai”, disse um passageiro. A escassez de transportes acaba por agravar o custo de vida, numa comunidade que depende de Xai-Xai para o acesso a produtos e serviços que não estão disponíveis em quantidade suficiente em Nguluzane. As dificuldades não terminam no transporte. Embora o fornecimento de água e energia eléctrica tenha sido restabelecido, os moradores relatam que os serviços continuam vulneráveis às condições meteorológicas. Em dias de mau tempo, dizem registar-se interrupções no fornecimento de energia, afectando também a actividade dos comerciantes. Perante este quadro, lideranças locais e comunitárias defendem o reforço da assistência humanitária para responder às necessidades das famílias, sobretudo no acesso a alimentos. Até ao fecho desta edição, O País tentou ouvir o Governo do distrito de Xai-Xai sobre a situação de Nguluzane e as medidas previstas para responder às dificuldades enfrentadas pela população, mas não conseguiu obter uma reacção. Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A degradação da principal via de acesso dificulta o abastecimento, encarece o transporte e agrava a situação das famílias, levando lideranças locais a pedir assistência alimentar urgente. Ângelo Tsane Em Junho, O País fez o retrato das condições de vida de mais de 14 mil habitantes de Nguluzane, na sequência das cheias que atingiram o sul do país. Passados mais três meses, pouco mudou para as famílias que dependem sobretudo da agricultura e do comércio local para a sua sobrevivência. No centro do posto administrativo, o mercado Luza Mahala regista uma ruptura de stock de vários produtos básicos, situação associada à degradação da estrada que liga Nguluzane às zonas comerciais de Xai-Xai e que tem afastado vendedores e dificultado o abastecimento. Sem sanitários, iluminação, água ou alpendre desde 2001, o Luza Mahala funciona actualmente a meio gás. Os poucos produtos disponíveis chegam em quantidades insuficientes e a preços cada vez mais difíceis de suportar pelas famílias. “Aqui tudo está caro, sal, óleo está 110, enquanto antes estava 95 meticais. Farinha, arroz, sal, açúcar não temos já há muitos dias e temos que ir comprar em Xai-Xai. Até quando esta vida?”, lamenta Verónica Quive, vendedeira no mercado Luza Mahala. A situação agrava-se com a destruição da produção agrícola provocada pelas cheias, que atingiram uma das principais fontes de sustento das famílias. Com poucas alternativas dentro do posto administrativo, os moradores recorrem cada vez mais a Xai-Xai para comprar alimentos, vender produtos e procurar meios de sobrevivência. A dependência da cidade, porém, tem custos elevados. Albertina Balane, chefe de bairro em Nguluzane, diz que as famílias enfrentam dificuldades para suportar as despesas de transporte. “Dependemos da cidade de Xai-Xai. Tudo está caro porque não temos dinheiro, estamos sem nada. A estrada aflige-nos e a carreira está cara, 35 meticais.” Mesmo quando conseguem reunir dinheiro para comprar alimentos em maior quantidade, as famílias dizem que o custo do transporte reduz o poder de compra. A viagem até Xai-Xai é feita por uma via degradada, num percurso de cerca de 14 quilómetros. “Cobramos esse valor porque é arriscado meter nossos carros aqui, e fazemos porque não temos outra saída, mas a via está péssima”, sublinhou um transportador. O mau estado da estrada também reduz a circulação de transportadores. Poucos operadores se aventuram pelo trajecto, situação que deixa moradores, incluindo professores, obrigados, em alguns casos, a percorrer parte do caminho a pé. “Aqui a situação é pior, porque só temos duas carreiras. Quem falha até depois das 16 horas tem de percorrer a pé até à cidade de Xai-Xai”, disse um passageiro. A escassez de transportes acaba por agravar o custo de vida, numa comunidade que depende de Xai-Xai para o acesso a produtos e serviços que não estão disponíveis em quantidade suficiente em Nguluzane. As dificuldades não terminam no transporte. Embora o fornecimento de água e energia eléctrica tenha sido restabelecido, os moradores relatam que os serviços continuam vulneráveis às condições meteorológicas. Em dias de mau tempo, dizem registar-se interrupções no fornecimento de energia, afectando também a actividade dos comerciantes. Perante este quadro, lideranças locais e comunitárias defendem o reforço da assistência humanitária para responder às necessidades das famílias, sobretudo no acesso a alimentos. Até ao fecho desta edição, O País tentou ouvir o Governo do distrito de Xai-Xai sobre a situação de Nguluzane e as medidas previstas para responder às dificuldades enfrentadas pela população, mas não conseguiu obter uma reacção

Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A

Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A degradação da principal via de acesso dificulta o abastecimento, encarece o transporte e agrava a situação das famílias, levando lideranças locais a pedir assistência alimentar urgente Em Junho, O País fez o retrato das condições de vida de mais de 14 mil habitantes de Nguluzane, na sequência das cheias que atingiram o sul do país. Passados mais três meses, pouco mudou para as famílias que dependem sobretudo da agricultura e do comércio local para a sua sobrevivência. No centro do posto administrativo, o mercado Luza Mahala regista uma ruptura de stock de vários produtos básicos, situação associada à degradação da estrada que liga Nguluzane às zonas comerciais de Xai-Xai e que tem afastado vendedores e dificultado o abastecimento. Sem sanitários, iluminação, água ou alpendre desde 2001, o Luza Mahala funciona actualmente a meio gás. Os poucos produtos disponíveis chegam em quantidades insuficientes e a preços cada vez mais difíceis de suportar pelas famílias. “Aqui tudo está caro, sal, óleo está 110, enquanto antes estava 95 meticais. Farinha, arroz, sal, açúcar não temos já há muitos dias e temos que ir comprar em Xai-Xai. Até quando esta vida?”, lamenta Verónica Quive, vendedeira no mercado Luza Mahala. A situação agrava-se com a destruição da produção agrícola provocada pelas cheias, que atingiram uma das principais fontes de sustento das famílias. Com poucas alternativas dentro do posto administrativo, os moradores recorrem cada vez mais a Xai-Xai para comprar alimentos, vender produtos e procurar meios de sobrevivência. A dependência da cidade, porém, tem custos elevados. Albertina Balane, chefe de bairro em Nguluzane, diz que as famílias enfrentam dificuldades para suportar as despesas de transporte. “Dependemos da cidade de Xai-Xai. Tudo está caro porque não temos dinheiro, estamos sem nada. A estrada aflige-nos e a carreira está cara, 35 meticais.” Mesmo quando conseguem reunir dinheiro para comprar alimentos em maior quantidade, as famílias dizem que o custo do transporte reduz o poder de compra. A viagem até Xai-Xai é feita por uma via degradada, num percurso de cerca de 14 quilómetros. “Cobramos esse valor porque é arriscado meter nossos carros aqui, e fazemos porque não temos outra saída, mas a via está péssima”, sublinhou um transportador. O mau estado da estrada também reduz a circulação de transportadores. Poucos operadores se aventuram pelo trajecto, situação que deixa moradores, incluindo professores, obrigados, em alguns casos, a percorrer parte do caminho a pé. “Aqui a situação é pior, porque só temos duas carreiras. Quem falha até depois das 16 horas tem de percorrer a pé até à cidade de Xai-Xai”, disse um passageiro. A escassez de transportes acaba por agravar o custo de vida, numa comunidade que depende de Xai-Xai para o acesso a produtos e serviços que não estão disponíveis em quantidade suficiente em Nguluzane. As dificuldades não terminam no transporte. Embora o fornecimento de água e energia eléctrica tenha sido restabelecido, os moradores relatam que os serviços continuam vulneráveis às condições meteorológicas. Em dias de mau tempo, dizem registar-se interrupções no fornecimento de energia, afectando também a actividade dos comerciantes. Perante este quadro, lideranças locais e comunitárias defendem o reforço da assistência humanitária para responder às necessidades das famílias, sobretudo no acesso a alimentos. Até ao fecho desta edição, O País tentou ouvir o Governo do distrito de Xai-Xai sobre a situação de Nguluzane e as medidas previstas para responder às dificuldades enfrentadas pela população, mas não conseguiu obter uma reacção. Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A degradação da principal via de acesso dificulta o abastecimento, encarece o transporte e agrava a situação das famílias, levando lideranças locais a pedir assistência alimentar urgente. Ângelo Tsane Em Junho, O País fez o retrato das condições de vida de mais de 14 mil habitantes de Nguluzane, na sequência das cheias que atingiram o sul do país. Passados mais três meses, pouco mudou para as famílias que dependem sobretudo da agricultura e do comércio local para a sua sobrevivência. No centro do posto administrativo, o mercado Luza Mahala regista uma ruptura de stock de vários produtos básicos, situação associada à degradação da estrada que liga Nguluzane às zonas comerciais de Xai-Xai e que tem afastado vendedores e dificultado o abastecimento. Sem sanitários, iluminação, água ou alpendre desde 2001, o Luza Mahala funciona actualmente a meio gás. Os poucos produtos disponíveis chegam em quantidades insuficientes e a preços cada vez mais difíceis de suportar pelas famílias. “Aqui tudo está caro, sal, óleo está 110, enquanto antes estava 95 meticais. Farinha, arroz, sal, açúcar não temos já há muitos dias e temos que ir comprar em Xai-Xai. Até quando esta vida?”, lamenta Verónica Quive, vendedeira no mercado Luza Mahala. A situação agrava-se com a destruição da produção agrícola provocada pelas cheias, que atingiram uma das principais fontes de sustento das famílias. Com poucas alternativas dentro do posto administrativo, os moradores recorrem cada vez mais a Xai-Xai para comprar alimentos, vender produtos e procurar meios de sobrevivência. A dependência da cidade, porém, tem custos elevados. Albertina Balane, chefe de bairro em Nguluzane, diz que as famílias enfrentam dificuldades para suportar as despesas de transporte. “Dependemos da cidade de Xai-Xai. Tudo está caro porque não temos dinheiro, estamos sem nada. A estrada aflige-nos e a carreira está cara, 35 meticais.” Mesmo quando conseguem reunir dinheiro para comprar alimentos em maior quantidade, as famílias dizem que o custo do transporte reduz o poder de compra. A viagem até Xai-Xai é feita por uma via degradada, num percurso de cerca de 14 quilómetros. “Cobramos esse valor porque é arriscado meter nossos carros aqui, e fazemos porque não temos outra saída, mas a via está péssima”, sublinhou um transportador. O mau estado da estrada também reduz a circulação de transportadores. Poucos operadores se aventuram pelo trajecto, situação que deixa moradores, incluindo professores, obrigados, em alguns casos, a percorrer parte do caminho a pé. “Aqui a situação é pior, porque só temos duas carreiras. Quem falha até depois das 16 horas tem de percorrer a pé até à cidade de Xai-Xai”, disse um passageiro. A escassez de transportes acaba por agravar o custo de vida, numa comunidade que depende de Xai-Xai para o acesso a produtos e serviços que não estão disponíveis em quantidade suficiente em Nguluzane. As dificuldades não terminam no transporte. Embora o fornecimento de água e energia eléctrica tenha sido restabelecido, os moradores relatam que os serviços continuam vulneráveis às condições meteorológicas. Em dias de mau tempo, dizem registar-se interrupções no fornecimento de energia, afectando também a actividade dos comerciantes. Perante este quadro, lideranças locais e comunitárias defendem o reforço da assistência humanitária para responder às necessidades das famílias, sobretudo no acesso a alimentos. Até ao fecho desta edição, O País tentou ouvir o Governo do distrito de Xai-Xai sobre a situação de Nguluzane e as medidas previstas para responder às dificuldades enfrentadas pela população, mas não conseguiu obter uma reacção

Mais de 14 mil pessoas continuam a enfrentar dificuldades para garantir alimentos oito meses depois das cheias que assolaram Nguluzane, no distrito de Xai-Xai. A

A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, defendeu, esta segunda-feira, em Maputo, que o Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS) deve assumir um papel determinante na transformação económica do País, promovendo a segurança alimentar, o desenvolvimento do sector agrário e a melhoria das condições de vida das populações rurais. As declarações foram feitas durante a cerimónia de tomada de posse de Dino Mamudo Foi como novo Presidente do Conselho de Administração da instituição.

Na ocasião, a governante afirmou que Moçambique dispõe de condições agro-ecológicas favoráveis para aumentar a produção agrícola, abastecer o mercado interno e expandir as exportações. Contudo, advertiu que o País continua a enfrentar desafios relacionados com a insegurança alimentar, defendendo a necessidade de transformar os sistemas alimentares, elevar a produtividade, melhorar o acesso aos mercados, reduzir as perdas pós-colheita e promover a agro-industrialização. 

Maria Benvinda Levi sublinhou que a erradicação da fome deve constituir um compromisso nacional, envolvendo o Governo, o sector privado, os parceiros de cooperação e as comunidades, para que os benefícios do crescimento económico alcancem as populações. 

A Primeira-Ministra recordou ainda que os fenómenos climáticos extremos, como ciclones, secas e cheias, continuam a afectar a produção agrícola e os meios de subsistência de milhares de famílias, defendendo que o FNDS deve afirmar-se como um instrumento capaz de promover um desenvolvimento inclusivo, resiliente e sustentável, com especial enfoque nas zonas rurais, nas mulheres e nos jovens. 

Dirigindo-se ao novo dirigente, recomendou uma gestão transparente e responsável dos recursos públicos, a valorização do capital humano e o reforço das parcerias com fundos climáticos, investidores, sector privado e parceiros de cooperação, de modo a mobilizar recursos para financiar o desenvolvimento sustentável. Acrescentou que o Fundo deverá facilitar o acesso ao financiamento das micro, pequenas e médias empresas ligadas à agricultura, florestas, pescas, conservação ambiental, energias renováveis, turismo sustentável e economia verde. 

Na mesma cerimónia, Maria Benvinda Levi agradeceu o trabalho desenvolvido pelo presidente cessante do FNDS, Cláudio Borges, reconhecendo o seu contributo para a consolidação da instituição, antes de desejar êxitos ao novo Conselho de Administração.

 

O drama  humanitário em Cabo Delgado pode agravar-se nos próximos dias devido à falta de recurso por parte de algumas organizações não governamentais que asseguram a sobrevivência das vítimas do terrorismo e de outras calamidades naturais. O Programa Mundial de Alimentação tem disponível comida para apenas os próximos quatro meses.

Quase a metade das  vítimas do terrorismo em Cabo  Delgado deixou de ter ajuda do Programa Mundial de Alimentação e tantas outras correm o mesmo risco, devido à crise financeira.

Com os armazéns quase vazios, o Programa Mundial de Alimentação tomou algumas medidas consideradas de especiais, para garantir o básico para os mais vulneráveis entre os vulneráveis.

Para evitar uma crise humanitária, o PMA apela ao mundo a não ficar indiferente com a situação de Cabo Delgado e do país no geral.

A situação de segurança em Cabo Delgado registou melhorias, mas o grupo armado continua a realizar ataques em quase toda província.

Seis advogados estão suspensos por 10 anos, por alegadamente terem recebido ilicitamente 39 milhões de meticais, no caso de insolvência da mpresa Cimentos da Beira. A decisão foi anunciada pela Ordem dos Advogados de Moçambique.

Em Março de 2022, começou a história com o pedido da Procuradoria Provincial de Sofala de insolvência da empresa Cimentos da Beira, que se consumou em 2024, com a passagem da gestão para a jurista Anabela Lemos.

Durante os dois anos do processo, de acordo com esta deliberação disciplinar do Conselho Jurisdicional da Ordem dos Advogados, houve infracções disciplinares graves cometidos pelos advogados associados, com destaque para: 

violação dos deveres de integridade, independência e probidade profissional; alegado conluio entre intervenientes no processo de insolvência; conflitos de interesse; prática de actos incompatíveis com as funções da administradora de insolvência.

O acto incompatível a que a deliberação se refere foi a movimentação ilícita, pela jurista Anabela Lemos, na qualidade de gestora, de cerca de 39 milhões de meticais das contas da empresa para a C&C Consulting, Lda., alegando o pagamento de prestação de serviços, um valor que posteriormente teria sido enviado para contas bancárias de seis advogados envolvidos no processo.

Diante dos factos, o Conselho Jurisdicional constatou que:

 “Após a sua nomeação como administradora de insolvência, a Arguida Anabela permitiu que os advogados da Logo Engineering, os aqui Arguidos Pereira e Laurindo, interferissem no desenvolvimento das actividades administrativas da massa insolvente da Cimentos da Beira…Esta conduta constitui uma violação da sentença proferida nos Autos de Insolvência, a qual, entre outros, decidiu inibir a prática de todos e quaisquer actos de disposição e oneração dos bens da insolvente pela administradora da insolvência.”  

Devido a estes actos, pesa sobre os gestores e os advogados envolvidos penas disciplinares, na seguinte ordem: Anabela Lemos – Suspensão de 9 anos e 8 meses; Milú Viana – Suspensão de 10 anos; Ivan Pontavida – Suspensão de 10 anos; Pereira Ferramenta – Suspensão de 10 anos; Aníbal Quetane – Suspensão de 10 anos; Laurindo Saraiva – Suspensão de 9 anos e 8 meses.

No caso, a ordem consideraa os actos cometidos como intencionais. 

“Os arguidos, ao violar o dever de integridade, o dever de no prejudicar os fins e prestígio da Ordem dos Advogados o dever de colaborar na prossecução das atribuições da OAM, cometeram infrações disciplinares…Os Arguidos agiram com dolo directo, porquanto bem sabiam das consequências das suas condutas e se conformaram com o respectivo resultado, sendo a sua conduta dirigida directamente a produzir esse resultado”.

Na nota, a Ordem dos Advogados esclarece que as sanções disciplinares aplicadas aos seis advogados são independentes de eventual responsabilização criminal, cabendo, no caso à Procuradoria-Geral da República apurar se os factos descritos configuram a prática de crimes. 

Esta suspensão, de seis advogados experientes de única vez, entra na lista dos processos disciplinares mais severos da história da advocacia moçambicana. 

Cinco pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas na sequência de um grave acidente de viação ocorrido por volta das 20 horas deste sábado, no distrito de Chongoene, província de Gaza. A informação foi confirmada pelo Hospital Provincial de Xai-Xai, que recebeu as vítimas.

Segundo relatos de testemunhas, o acidente envolveu três viaturas: uma viatura ligeira, um transporte semicoletivo de passageiros e um camião de carga pesada. As testemunhas afirmam que o primeiro embate ocorreu entre a viatura ligeira e o “chapa”. Momentos depois, enquanto alguns passageiros tentavam abandonar os veículos acidentados, um camião embateu contra as duas viaturas e atingiu pessoas que se encontravam na estrada.

Pelo menos três pessoas morreram no local. Outras duas não resistiram aos ferimentos e perderam a vida durante o transporte para o Hospital Provincial de Xai-Xai. Os quatro feridos recebem assistência médica.

As mesmas testemunhas apontam o excesso de velocidade como a principal causa da tragédia. “O camião vinha em alta velocidade e já não conseguiu evitar o embate. As pessoas ainda tentavam sair das viaturas quando foram colhidas”, relatou uma das testemunhas.

O representante do Hospital Provincial de Xai-Xai, Stélio Tamele, confirmou que duas das vítimas morreram durante o transporte para a unidade sanitária, elevando para cinco o número de óbitos. “Recebemos quatro pacientes feridos, que continuam sob observação médica. Houve também óbitos extra-hospitalares confirmados”, afirmou.

A Polícia da República de Moçambique esteve no local para regular a circulação e iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias do acidente. As autoridades deverão determinar oficialmente as causas do sinistro, embora testemunhas apontem o excesso de velocidade como o principal fator que terá contribuído para a colisão envolvendo as três viaturas.

O Conselho Municipal de Quelimane consignou, este sábado, a empreitada de reabilitação da Rua 2028, situada entre os bairros Murropué e Sangariveira, numa intervenção orçada em mais de 144 milhões de meticais, financiada pelo Plano de Desenvolvimento Urbano Local (PDUL).

Com uma extensão de um quilómetro e meio, a via será pavimentada em pavê e contará com duas faixas de rodagem, cada uma com 3,40 metros de largura, visando melhorar as condições de circulação entre os dois bairros.

O arranque da obra esteve inicialmente previsto para o ano passado, com conclusão em Dezembro. Contudo, o início dos trabalhos foi adiado devido a diversos constrangimentos, entre os quais a necessidade de compensar infra-estruturas existentes ao longo do traçado, situação que não constava do projecto inicial.

Na cerimónia de consignação, as autoridades municipais apelaram ao empreiteiro para que imprima celeridade à execução dos trabalhos, tendo em conta que o PDUL, programa que financia a intervenção, termina em Setembro próximo. Apesar disso, o contrato estabelece um prazo de execução de oito meses, apontando para a conclusão da obra em Março do próximo ano.

Por sua vez, o representante do PDUL, Reinildo Calado, exortou o empreiteiro a enquadrar todas as necessidades inerentes à execução da obra no valor global do contrato, de modo a assegurar o cumprimento rigoroso das cláusulas contratuais.

Entretanto, as intervenções previstas nas ruas 4022 e 4023, que ligam o semáforo do Mercado do Lixo ao bairro Contamina, formando um traçado em “L”, foram retiradas desta fase do projecto devido às limitações de tempo e ao encerramento do programa de financiamento. O presidente do Conselho Municipal explicou que as referidas obras não poderão ser executadas nas actuais condições.

A reabilitação da Rua 2028 constitui a terceira intervenção realizada no âmbito do Plano de Desenvolvimento Urbano Local em Quelimane e deverá contribuir para melhorar a mobilidade urbana e as condições de circulação entre os bairros Murropué e Sangariveira.

Mais de dois mil atletas participam na quarta edição da Légua de Inhassoro, prova desportiva integrada nas celebrações dos 40 anos da elevação de Inhassoro à categoria de vila, na província de Inhambane.

A competição decorre em duas distâncias, nomeadamente sete e 15 quilómetros, reunindo participantes de diversas categorias. Os primeiros atletas a cruzar a meta foram os concorrentes da prova de sete quilómetros, enquanto os participantes da corrida de 15 quilómetros eram aguardados com grande expectativa.

Ao longo do percurso e na zona de chegada, o ambiente foi marcado pelo entusiasmo do público, que se fez presente em grande número para apoiar familiares, amigos e restantes atletas, contribuindo para um clima de festa.

Na sua quarta edição, a Légua de Inhassoro afirma-se como um dos principais momentos das comemorações do aniversário da vila, promovendo a prática do desporto, o convívio entre os participantes e a valorização da efeméride.

O Governo do Japão entregou, esta quinta-feira, mais de 720 toneladas de produtos alimentares destinados a apoiar cerca de 10.500 famílias afectadas pelos ataques terroristas na província de Cabo Delgado. A iniciativa visa reforçar a assistência humanitária às populações deslocadas pela violência que afecta o norte de Moçambique desde 2017.

A doação, entregue em Pemba, é composta por 630 toneladas de arroz e 92 toneladas de sardinha, alimentos que serão distribuídos pelo Programa Alimentar Mundial (PAM).

Durante a cerimónia, o embaixador do Japão em Moçambique, Keiji Hamada, manifestou o desejo de que o apoio beneficie efectivamente quem mais precisa.

“Esperamos sinceramente que este apoio alimentar seja distribuído taxativamente às pessoas que dele necessitam e contribua para melhorar as condições de vida”, afirmou o diplomata.

Keiji Hamada sublinhou ainda que o arroz agora entregue complementa a distribuição das conservas de peixe, reforçando o apoio alimentar dirigido às populações deslocadas internamente.

A representante do PAM em Moçambique, Claire Conan, agradeceu o contributo japonês e destacou o significado da ajuda para as famílias afectadas pelo conflito.

“Cada quilo desta comida transporta uma mensagem simples, mas poderosa: a vida de cada pessoa importa e a dignidade de cada família deve ser ser protegida”, declarou, citada pela Lusa.

Por sua vez, o governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, reafirmou o compromisso das autoridades em assegurar que os alimentos cheguem às famílias mais vulneráveis.

Segundo o governante, o Executivo continuará a trabalhar em coordenação com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, o Programa Alimentar Mundial e os restantes parceiros, para garantir uma distribuição transparente, atempada e capaz de fortalecer a resiliência das comunidades afectadas.

Desde 2024, o Japão disponibilizou cerca de 14 milhões de dólares para apoiar programas humanitários e de reforço da resiliência em Moçambique.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de ventos moderados a fortes nas próximas 24 horas, com rajadas que poderão atingir os 60 quilómetros por hora, nos distritos costeiros das províncias de Maputo, Gaza e sul de Inhambane.

Segundo o INAM, a área de maior risco estende-se até 50 milhas da costa, a sul do paralelo 22 graus Sul, onde os ventos poderão provocar forte agitação marítima, com ondas que poderão alcançar os quatro metros de altura, a partir das primeiras horas desta quinta-feira, 24 de Julho.

Face à previsão de condições meteorológicas adversas, o Instituto apela à adopção de medidas de precaução e segurança, sobretudo por parte dos operadores e utentes da navegação marítima, de modo a prevenir acidentes e minimizar os riscos associados ao mau tempo.

A desnutrição crónica provocou a morte de 20 pessoas na província de Manica durante o primeiro semestre do ano, segundo dados do sector da Saúde, que apontam para um cenário preocupante e reforçam a necessidade de intensificar as acções de combate à má nutrição.

Perante este quadro, o Governo, em coordenação com parceiros de desenvolvimento, está a reforçar as intervenções nas comunidades, com o objectivo de promover hábitos alimentares saudáveis e melhorar o acesso da população a alimentos nutritivos.

Entre os parceiros envolvidos destaca-se a GAIN (Global Alliance for Improved Nutrition), organização dedicada ao combate à desnutrição e à promoção do acesso a alimentos seguros e de elevado valor nutritivo. Nas localidades de Bandula, Messica e Machipanda, onde os índices de desnutrição atingiram níveis preocupantes, a organização instalou peixarias, talhos e mercearias, aproximando alimentos de qualidade das comunidades.

Segundo Lurdes Jemusse, a disponibilidade destes estabelecimentos está a produzir mudanças significativas nos hábitos alimentares da população, ao facilitar o acesso a alimentos de origem animal e incentivar uma alimentação mais diversificada.

Por seu turno, o gestor de projectos da GAIN, João Alberto, considera que um dos principais desafios continua a ser a persistência de crenças e percepções erradas, sobretudo nas zonas rurais, em relação ao consumo de alimentos de origem animal, o que dificulta a adopção de uma dieta equilibrada pelas famílias.

Os dados do sector da Saúde indicam que os distritos de Gondola, Báruè, Chimoio, Vanduzi e Macossa concentram o maior número de casos de desnutrição crónica na província, situação que continua a merecer atenção das autoridades e dos parceiros de desenvolvimento

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