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O País – A verdade como notícia

O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas efectuou uma visita de trabalho à província de Tete, onde escalou o distrito de Cahora Bassa para acompanhar o andamento do Projecto Transformar, uma iniciativa financiada pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa e vocacionada para a produção agropecuária, piscícola e agro-industrial.

Implantado numa área de cerca de 700 hectares, o empreendimento integra actividades de produção agrícola, pecuária, piscicultura e processamento agro-industrial, recorrendo a tecnologias modernas para aumentar a produtividade e a eficiência. Durante a visita, o ministro inteirou-se do estágio de implementação do projecto e destacou a importância de iniciativas desta natureza para a dinamização da economia.

Para além da componente produtiva, o Projecto Transformar contempla a produção de energia e o abastecimento de água através de um sistema fotovoltaico. Estas infra-estruturas, para além de garantirem a sustentabilidade das operações, deverão beneficiar as comunidades circunvizinhas com o acesso a serviços essenciais.

Segundo o administrador do distrito de Cahora Bassa, o empreendimento emprega já mais de 700 trabalhadores, contribuindo para a geração de rendimento e para a melhoria das condições de vida das famílias locais.

Até Dezembro deste ano, a estrada ANE-CHUIBA na cidade de Pemba estará concluída. A garantia foi dada hoje pelo edil de Pemba, no acto da retoma das obras após pressão da população exigindo a sua renúncia do cargo de edil.

Quase uma semana depois da população ter pedido a renúncia do Presidente do Município de Pemba por alegadas falsas promessas, o edil da cidade convocou a imprensa para anunciar a retoma das obras da Estrada ANE-CHUIBA.

Desta vez o edil de Pemba está convicto que as obras vão ser concluídas, mas até agora, o município ainda não conseguiu o montante necessário para conclusão da estrada 

As obras da estrada ANE-CHUIBA tem uma extensão de quatro mil e seiscentos metros de extensão, e nesta última fase, vai custar cerca 350 milhões de meticais.

Uma motorista de transporte por aplicativo, residente em Boquisso, na cidade de Maputo, recebeu um txopela elétrico para reforçar a sua atividade económica e aumentar o rendimento do agregado familiar.

Trata-se de Dércia Geraldo Wandar, esposa e mãe de cinco filhos, que exerce a atividade de motorista a tempo inteiro. Segundo explicou, o novo meio de transporte permitirá diversificar as suas fontes de rendimento e dar continuidade aos planos de expansão do seu pequeno negócio.

O apoio foi concedido no âmbito do programa Driver’s Dreams, uma iniciativa da plataforma de mobilidade Yango Ride destinada a incentivar e apoiar motoristas parceiros na concretização de objetivos pessoais e profissionais.

Além da entrega do txopela, a iniciativa proporcionou uma visita à residência da beneficiária, durante a qual os seus filhos receberam presentes simbólicos.

Na ocasião, o Country Manager da Yango Moçambique, Mahomed Zameer Adam, afirmou que o programa pretende reconhecer o contributo dos motoristas parceiros e criar oportunidades que promovam o empreendedorismo e a inclusão económica.

Por sua vez, Dércia Geraldo Wandar disse que o apoio representa um passo importante para garantir maior estabilidade financeira à família, acrescentando que o novo veículo permitirá gerar rendimento adicional.

O programa Driver’s Dreams foi recentemente lançado em Moçambique e procura aproximar passageiros e motoristas, permitindo que os utilizadores da aplicação conheçam as histórias dos parceiros de condução e contribuam para a concretização das suas aspirações através de gorjetas.

Moçambique garante estar preparado para responder a um eventual surto de ébola e assegura capacidade para processar até 300 testes por dia, em situações de emergência. A garantia foi avançada esta sexta-feira, pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse, durante uma visita ao Instituto Nacional de Saúde, em Maputo.

As declarações foram feitas após o Ministro da saúde percorrer e monitorar laboratórios de biologia molecular, microbiologia, sorologia, parasitologia, isolamento viral e vigilância epidemiológica no Instituto Nacional de Saúde, áreas estratégicas para a detecção precoce e resposta rápida a surtos no país.

Na ocasião, Ussene Isse afirmou que o surto de cólera está controlado e que o actual aumento de casos gripais não se trata de COVID-19.

Isse apelou a internacionalização da instituição e anunciou que será lançada a primeira Escola de Saúde Pública do país.

O Ministro da saúde inspecionou as obras do futuro Centro de Bioinformática que vai servir para fortalecer a investigação científica, a vigilância epidemiológica e a capacidade nacional de resposta a emergências sanitárias.

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anuncia a conclusão das obras de reabilitação da estrada Quelimane–Namacurra, com cerca de 70 quilómetros de extensão. Segundo o governante, faltam apenas neste momento observar um troço de 4,6 quilómetros na entrada da cidade de Quelimane.

As obras arrancaram no segundo semestre de 2020 e tinham conclusão prevista para 2023. No entanto, diversos constrangimentos, sobretudo fenómenos climáticos extremos, condicionaram o cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.

O ministro dos transportes e logística, João Matlombe, deslocou-se ao local para avaliar o andamento dos trabalhos e anúncio a conclusão dos trabalhos. 

No âmbito do programa Mais Estradas, o ministro visitou igualmente o troço Malei–Maganja da Costa, com o objetivo de aferir o nível de preparação da província para o arranque das obras. O projeto encontra-se atualmente na fase de concurso público.

Ainda em Quelimane, Matlombe visitou a área destinada à implantação de um terminal de combustíveis, uma infraestrutura prevista no âmbito do projeto de concessão do Porto de Quelimane, recentemente aprovado pelo Conselho de Ministros.

De acordo com o ministro, o terminal será estratégico para reforçar a capacidade logística da região e responder à procura crescente de combustíveis, incluindo para o mercado do Malawi.

Pelo menos sete vítimas de acidentes envolvendo motorizadas são internadas diariamente no Serviço de Ortopedia do Hospital Central de Maputo (HCM), uma realidade que está a exercer forte pressão sobre a maior unidade sanitária do País e que evidencia a crescente dimensão do problema da sinistralidade rodoviária.

Dos cerca de 200 leitos disponíveis para internamento na Ortopedia, aproximadamente metade encontra-se ocupada por condutores de motorizadas e respectivos passageiros, bem como por peões atropelados por este tipo de veículo. A maioria dos doentes apresenta fracturas múltiplas dos membros superiores e inferiores, lesões que exigem tratamentos prolongados e longos períodos de recuperação.

Nas enfermarias do HCM multiplicam-se os sinais da violência dos acidentes. Pernas imobilizadas, braços engessados e pacientes submetidos a sucessivas intervenções cirúrgicas compõem um cenário que, segundo os profissionais de saúde, se tornou frequente nos últimos dois anos.

Entre os internados encontra-se Cristóvão Macoo, operador de táxi motorizado na cidade de Xai-Xai. O acidente ocorreu na noite de 1 de Maio, quando regressava do último serviço do dia e se dirigia a um posto de abastecimento. O que seria uma deslocação rotineira terminou num violento embate que lhe provocou fracturas graves e alterou radicalmente a sua vida.

Como ele, muitos jovens vêem os seus projectos interrompidos por acidentes que deixam sequelas físicas e psicológicas, obrigando-os a enfrentar meses de tratamentos, fisioterapia e limitações funcionais antes de poderem retomar a actividade profissional.

Mas os motociclistas não são as únicas vítimas. Entre os internados está também Anselmo David, atropelado por uma motorizada quando circulava a pé. Sem nunca ter conduzido este tipo de veículo, tornou-se igualmente parte das estatísticas de um fenómeno que continua a crescer e que afecta indiscriminadamente condutores, passageiros e peões.

Segundo dados recolhidos no Hospital Central de Maputo, diariamente dão entrada, em média, sete vítimas de acidentes com motorizadas. Muitos dos pacientes chegam em estado crítico, necessitando de cirurgias complexas e permanecendo internados durante várias semanas ou mesmo meses.

Perante o aumento dos casos, a Polícia de Trânsito deslocou-se recentemente ao Hospital Central de Maputo para sensibilizar as vítimas e reforçar a necessidade de maior responsabilidade na circulação rodoviária. As autoridades apontam a falta de convivência harmoniosa entre motociclistas, automobilistas e peões como uma das principais causas da elevada sinistralidade.

As estatísticas da Polícia de Trânsito e das autoridades sanitárias revelam uma tendência preocupante. Os acidentes envolvendo motorizadas deixaram de constituir apenas um problema de circulação rodoviária para assumirem contornos de um verdadeiro problema de saúde pública, pelas consequências humanas, sociais e económicas que acarretam para as famílias, para o sistema nacional de saúde e para o País.

Os dados constam da mais recente actualização divulgada pelo Gabinete de Informação (GABINFO), que indica que o processo de assistência e repatriamento continua a decorrer através das missões diplomáticas e consulares de Moçambique na África do Sul

Do total de cidadãos já repatriados, 287 regressaram ao país , onde 63 cidadãos provenientes de Joanesburgo e da província de North West.

Na província de KwaZulu-Natal, o Consulado de Moçambique em Durban repatriou 60 cidadãos moçambicanos através do Posto Fronteiriço da Ponta do Ouro. 

Na Província de Limpopo, 67 cidadãos moçambicanos encontram-se sob assistência consular na Esquadra de Groblersdal, aguardando a conclusão do processo de triagem para o respectivo repatriamento.

O comunicado refere ainda que, durante a operação de Acolhimento em Pretória, foi registado o nascimento de uma criança nas instalações do Alto Comissariado. A mãe, Amélia Timbe, foi transferida para o Hospital Steve Biko, onde permanece sob cuidados médicos.

As autoridades moçambicanas asseguraram que as missões diplomáticas e consulares continuem a acompanhar a evolução da situação na África do Sul, prestando apoio aos cidadãos afectados e organizando novas operações de repatriamento, na medida em que sejam reunidas as condições permitidas para o seu regresso ao território nacional. 

 

O mar continua a alimentar milhares de famílias em Inhambane, mas já não oferece a mesma abundância de outros tempos. Nas primeiras horas da manhã, centenas de embarcações artesanais deixam diariamente as praias da província na esperança de regressar com peixe suficiente para garantir o sustento das famílias. No entanto, o cenário encontrado no fim de cada jornada é cada vez mais preocupante. As capturas diminuíram, os custos da actividade aumentaram e a incerteza tornou-se parte da rotina de quem depende exclusivamente da pesca para sobreviver.

A redução do pescado começa a produzir efeitos que vão muito além das comunidades piscatórias. Num sector que emprega mais de 18 mil pescadores artesanais e produz, em média, 21 mil toneladas de pescado por ano, a diminuição das capturas representa menos rendimento para milhares de famílias, menor oferta de peixe nos mercados e novos desafios para uma actividade que continua a desempenhar um papel importante na economia costeira da província.

Nas praias de Inhambane, a preocupação é evidente. Depois de horas no mar, muitos pescadores regressam com embarcações praticamente vazias.

“O peixe está cada vez mais escasso. Hoje há muitos pescadores no mar e as mudanças climáticas também estão a afectar a actividade”, relata Raimundo Lurdes, pescador artesanal.

A percepção é partilhada por Momade Queha, que diz assistir a uma redução constante das capturas.

“Já não há peixe. Não conseguimos capturar praticamente nada. Hoje nem acredito que consiga vender mil meticais porque realmente não há peixe”, lamenta.

Para quem vive exclusivamente da pesca, a diminuição das capturas significa uma redução imediata do rendimento diário. Em muitas comunidades costeiras, a actividade constitui a principal fonte de receitas familiares e garante igualmente o abastecimento de pescado aos mercados locais.

Mas, para além das alterações climáticas e do aumento do número de pescadores, outro tema domina as conversas nas praias: o actual calendário da veda.

Os pescadores reconhecem que a interrupção temporária da pesca é fundamental para permitir a reprodução das espécies e garantir a sustentabilidade dos recursos marinhos. O problema, dizem, está no período escolhido para aplicar a medida.

Nelson Dzivane, que trabalha na pesca artesanal há mais de vinte anos, considera que o actual calendário não acompanha o comportamento natural das espécies existentes na costa de Inhambane.

Na sua perspectiva, o período de encerramento da actividade deveria coincidir com a época em que a reprodução dos peixes é mais intensa, permitindo uma recuperação mais efectiva dos recursos pesqueiros sem comprometer desnecessariamente o rendimento das comunidades.

“Durante o verão é quando devíamos trabalhar. É no inverno que as redes deviam ficar fechadas. A veda que está a ser aplicada actualmente não corresponde à realidade da nossa pesca”, defende.

As preocupações dos pescadores já chegaram às autoridades distritais.

Segundo Américo Adamugy, Administrador do distrito de Inhambane, está em curso um processo de harmonização dos períodos de veda entre os quatro distritos costeiros da província.

A proposta prevê que a pesca observe um período comum de defeso entre Janeiro e Abril, enquanto a captura do camarão continuará sujeita ao calendário específico definido pelas autoridades competentes.

Apesar disso, o governante esclarece que as alterações serão feitas dentro dos parâmetros estabelecidos a nível central, o que significa que não deverão existir mudanças profundas em relação ao modelo actualmente adoptado.

Para especialistas em conservação marinha, porém, a discussão não pode limitar-se apenas às datas da veda.

O ambientalista António Cabral considera que a redução das capturas observada nos últimos anos resulta de vários factores que actuam em simultâneo e que exigem respostas integradas.

Segundo explica, as organizações que monitorizam a pesca na Baía de Inhambane acompanham há cerca de oito anos a evolução das capturas em vários pontos de desembarque e os dados apontam para uma tendência gradual de redução de determinadas espécies.

Embora existam oscilações naturais ao longo dos anos, a tendência geral revela um declínio que começa a preocupar investigadores e gestores dos recursos marinhos.

Para António Cabral, insistir apenas na alteração do calendário da veda poderá produzir resultados limitados se não forem adoptadas outras medidas complementares.

Entre elas, destaca o reforço da fiscalização, a protecção dos ecossistemas costeiros, a melhoria da gestão dos recursos pesqueiros e, sobretudo, a criação de fontes alternativas de rendimento para as comunidades.

Segundo o especialista, durante os períodos de defeso, muitas famílias ficam praticamente sem qualquer actividade económica, tornando-se mais vulneráveis e aumentando a pressão para o incumprimento das restrições impostas.

A aposta em actividades agrícolas, aquacultura, pequenos negócios e outras iniciativas geradoras de rendimento poderá reduzir essa dependência exclusiva da pesca e contribuir para uma exploração mais sustentável dos recursos marinhos.

O debate surge numa altura em que Moçambique procura consolidar a chamada Economia Azul como um dos pilares do crescimento económico nacional.

Nesse contexto, garantir a sustentabilidade da pesca artesanal representa não apenas uma questão ambiental, mas também um desafio económico e social.

A redução contínua das capturas ameaça milhares de empregos directos e indirectos, afecta a segurança alimentar das comunidades costeiras e pode comprometer uma cadeia de valor que movimenta comerciantes, transportadores, processadores e mercados locais.

Enquanto decorrem as discussões sobre a revisão da veda, os pescadores continuam a fazer aquilo que aprenderam ao longo da vida: sair para o mar todos os dias, na esperança de que a próxima maré traga o peixe que hoje parece escapar cada vez mais das redes.

O Presidente da Repúblida, Daniel Chapo, anunciou que a União Europeia vai comparticipar no financiamento da missão do Ruanda no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.

O Chefe do Estado explicou que “as operações das forças ruandesas serão custeadas pelos fundos públicos e provenientes da própria União Europeia, como tem sempre sido feito, tanto para o Ruanda como para as nossas próprias Forças de Segurança, através do treinamento”, explica Daniel Chapo.

O Chefe do Estado recordou que a União Europeia não dá apoio em material bélico e garantiu que, neste momento, estão em curso negociações para a continuidade dos acordos.

Além busca de soluções do terrorismo por via armada, Daniel Chapo  comprometeu-se, igualmente, a mobilizar fundos para a reconstrução de Cabo Delgado, uma província com várias infra-eatruturas destruídas.

Na conferência de imprensa, o Presidente da República voltou a prometer usar todos os meios ao seu alcance para evitar que a guerra comprometa os planos de desenvolvimento do País.

“O Governo mantém todas as vias abertas para alcançar a estabilidade, incluindo a possibilidade de conversações”, garantiu o Chefe do Estado.

“E muito difícil prever quando é que o terrorismo vai terminar. Por isso é que nós dissemos que estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance, incluindo a possibilidade do diálogo para terminar com o terrorismo. O que nós gostaríamos era que terminasse, e o término, portanto, vai-nos permitir estar em paz, e a paz é a condição fundamental para o desenvolvimento”, enfatizou o Chefe de Estado.

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